ONU inaugura universidade no Brasil

O Brasil vai sediar uma universidade da ONU voltada para o estudo da segurança pública.

O modelo é inspirado em outras 12 unidades temáticas, como as da Costa Rica e da Áustria.

O projeto já foi discutido entre Dilma e o secretário-geral Ban Ki-moon.

A unidade deve ficar na UERJ, pertinho da Mangueira, que, aliás, seria um bom campo de estudos.

Fonte. O GLOBO.

Published in: on abril 12, 2015 at 5:44 pm  Deixe um comentário  

ONU solicita ao Brasil mais policiais militares para cargos de UNPOL no Haiti

O Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO/ONU) solicitou ao Brasil a indicações de policiais militares para o cargo de UNPOL na MINUSTAH, em regime de secondment (non-contracted, UNPOL “normal”), para tour (mandato) inicial de missão de um ano.

A ONU enfatizou que policiais militares femininos terão precedência, no processo de seleção, nos casos de empate de qualificação com policiais do sexo masculino.

Indicações devem ser submetidas ao DPKO até 20 de abril de 2015 (anexos os EASP, exames médicos (MS2) e cópia dos passaportes.

Published in: on abril 1, 2015 at 7:38 pm  Deixe um comentário  

A inexistência de uma política brasileira para um maior envolvimento da mulher policial em missões de paz da ONU

Desde a criação da MINUSTAH (2004), somente 2 mulheres policiais militares brasileiras participaram da Missão, sendo elas  as Capitães PMDF Daniela Natalia Teixeira e Virginia Souza Lima (também veterana do Timor Leste – UNMIT).

A inexistência de uma política específica (e diferenciada) no Brasil voltada para fomentar, estimular e motivar a participação da mulher policial em missões de paz vai na contramão da direção da Resolução 1325 (e demais) e programas outros da ONU sobre o tema.

Published in: on abril 1, 2015 at 7:07 pm  Deixe um comentário  

Atual efetivo de UNPOLs brasileiros apresenta diagnóstico preocupante quanto a falta de uma agenda/política nacional de emprego de policiais em missões de paz

Atualmente, o Brasil conta com 14 UNPOLs no Haiti, 3 no Sudão do Sul (sendo que 2 retornam agora no dia 4 de abril), e 1 Guiné-Bissau.

Previsão de chegada de um oficial da Brigada Militar RS e um de Santa Catarina em abril e mais 04 do DF em junho.

Dois policiais militares estão designados para a Guiné-Bissau, aguardando deployment tracking e autorização de viagem.

A considerável redução representa a necessidade de estudos e medidas que viabilizem incluir na agenda da política externa brasileira a importância e valorização da participação dos policiais militares brasileiros no campo da paz e segurança internacional, os quais representam o país desde o ano de 1991, em Angola.

Vários atores, especialistas e instituições precisam formar um grupo de trabalho para apresentar propostas de soluções.

O último Grupo de Trabalho (GT) foi constituído em 1993, sob a coordenação do MRE.

Published in: on abril 1, 2015 at 6:59 pm  Deixe um comentário  

Polícia chilena está entre as melhores do mundo e é a instituição de maior credibilidade na sociedade

SANTIAGO – O Relatório Global de Competitividade 2014-2015, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, qualificou, com uma nota 6,3 o desempenho dos serviços policiais dos Carabineros de Chile (polícia uniformizada chilena). O relatório avalia as condições em que as 144 maiores economias do mundo oferecem para o desenvolvimento e investimento, com base em parâmetros como a confiança do mercado, a força das instituições e confiabilidade dos serviços policiais. Assim, os serviços prestados pelos policiais do Chile foram 6,3 de uma escala de classificação de 1 a 7, ficando em terceiro lugar desse ranking, junto com o Qatar. O mesmo relatório indica que os serviços da instituição, “estão bem acima da média mundial, que é de 4,2”. O rating de 6,3 lugares coloca a polícia chilena, logo abaixo da Finlândia, com 6,7 e da Nova Zelândia, com 6.5. Segundo o último levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Coesão Social -COES- criado por diferentes universidades nacionais para dar ainda uma triagem acadêmica para a agitação social nos últimos anos, declara os Carabineros de Chile como a instituição mais confiável do país. (tradução livre)

O Chile enfrentou uma ditadura violenta e conta com suas duas instituições policiais nacionais, Carabineros de Chile (uniformizadas/ostensiva, mas com clico completo) e a Policía de Investigaciones (PDI – algo como a Polícia Federal, mas que também realizam patrulhamento descaracterizado e cliclo completo), ambas, entre as 4 instituições com maior credibilidade perante a sociedade nos últimos 10 anos. No último senso, os Carabineros apareceu em primeiro lugar.

***TEMOS MUITO QUE APRENDER COM NOSSOS AMIGOS DO CHILE, ONDE MESMO NÃO SENDO MILITARES (MAS SIM MILITARIZADOS E EXTRAMEMENTE DISCIPLINADOS E HIERARQUIZADOS, INVESTEM COM SERIEDADE NO SISTEMA EDUCACIONAL (REFERÊNCIA MUNDIAL) E NO PLANEJAMENTO OPERACIONAL E DE RECURSOS HUMANOS***

ORIGINAL EM ESPANHOL:

SANTIAGO – El Reporte de  Competitividad Global 2014–2015, que publica el Foro Económico Mundial, calificó con una nota de 6,3 el desempeño de los servicios policiales de Carabineros. El informe evalúa las condiciones en que las 144 principales economías del mundo ofrecen para el desarrollo y la inversión, basándose en parámetros como la confianza en los mercados, fortaleza de las instituciones y fiabilidad de los servicios policiales. Así, los servicios prestados por la policía uniformada recibieron la citada calificación –en una escala de 1 a 7- quedando en tercer lugar del citado ranking, junto con Qatar. El mismo informe señala que los servicios de la institución, “están muy por sobre el promedio mundial, que es de un 4,2”. La calificación de 6,3 sitúa a la policía chilena sólo por debajo de las de Finlandia, con un 6,7 y Nueva Zelandia que registró un 6,5. Según la última encuesta realizada  por Centro de Estudios y Cohesión Social –COES- creado por distintas universidades nacionales para dar par un diagnóstico académico al descontento social  de los últimos años,   donde declara a Carabineros como la institución de mayor confianza del país.
Fuente: Emol.com – http://www.emol.com/noticias/nacional/2015/03/20/708993/informe-del-foro-economico-mundial-califica-con-nota-63-los-servicios-de-carabineros.html

Published in: on março 29, 2015 at 10:16 pm  Comments (3)  

Tenente Anderson Pakuszewski (PMPR) e um pouco da sua trajetória na Missão de Paz da ONU no Sudão do Sul

No dia 5 de abril de 2014, o Tenente da Polícia Militar do Paraná (PMPR) Anderson Pakuszewski aterrizava em solos africanos para a sua primeira experiência em Missão de Paz da ONU, no Sudão do Sul (UNMISS). Ele foi juntamente com o também tenente da PMPR, o Sr. Rodrigo Kravetz de Oliveira. Faltando poucos dias para o fim de sua missão (End of Mission – EoM), o Tenente Anderson nos envia um pouco da sua experiência no mais novo país do mundo. Dentre as funções que desempenhou, destacam-se as de Team Leader no CSB Pibor e Team Leader da patrulha no IDP Camp.

Abaixo, algumas fotos enviadas nesta data, com sucintas legendas (a dificuldade no acesso a internet é um problema constante para poder enviar material de qualidade).

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Foto 1 (acima): chegada na Base da ONU em Entebbe, capital de Uganda, para o período de treinamento básico inicial, o Induction Training.

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Foto 2 (acima): Na cidade de Bor (Jonglei State), no monitoramento de um campo de pessoas deslocadas (Internal Displaced Person – IDP) onde vivem cerca de 6 mil pessoas.

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Foto 3 (acima): O Oficial em apoio ao programa de distribuição de alimentos promovido pela agência WFP (World Food Program). A tarefa principal dos UNPOLs é de garantir a ordem no campo e a integridade das pessoas nos IDPs.

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Foto 4 (acima): IDP recebendo alimentos. um detalhe interessante observado pelo oficial é que na cultura local, as mulheres fazem a maioria das tarefas, inclusive as mais pesadas.

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Foto 5 e 6 (acima): Em PIBOR, o Tenente realiza análise da área reservada para abrigar IDPs em caso de rompimento da ordem e necessidade de novos abrigamentos. Até a presente data, não foi preciso. 

Ao Tenente Anderson Pakuszewski da PMPR, os votos de parabéns quando da chegada de seu fim de missão, onde tão bem representou a PMPR, o Brasil e a ONU, sendo, sem dúvida, motivo de orgulho a seus amigos e familiares.

Published in: on março 29, 2015 at 9:07 pm  Deixe um comentário  

Exploração/abuso sexual, AIDS e envolvimento com locais

Mesmo com vedação expressa, os casos de relações sexuais entre efetivos da ONU com locais são comuns em áreas de missão de paz. A proibição tem como objetivo evitar a exploração e o abuso sexual.

Entretanto, mesmo todos os componentes (civis, militares e policiais) recebendo instruções sobre o tema, que é classificado como gravíssimo pela ONU (salvo quando a relação não seja de dependência econômica) – inclusive como proibitivo para novas missões na Organização, muitos são os casos de envolvimento de staff da ONU nessas circunstâncias, inclusive de brasileiros.

– Quantos brasileiros foram contaminados pelo HIV em missões?

– Quantos adquiriram DST?

– Quantos deixaram filhos nos países?

– Quantos brasileiros exploraram e abusaram sexualmente de locais durante a missão?

– Quanto foram investigados e quantos passaram em branco?

Vista grossa e o “abafa” predominam nessas situações.

Quem perde? TODOS.

Sem hipocrisia….

Para reflexão!

PS: Há de se ressaltar que “casos de amor” acontecem (não havendo problemas), onde famílias são constituídas (muitos casos reais).

Published in: on março 26, 2015 at 2:28 am  Deixe um comentário  

Mensalão internacional

Suspeita de prática antiga em alguns países que contribuem com efetivo para missões de paz, após uma denúncia formalizada no Haiti e investigação determinada pela Chefe do Estado-Maior da UNPOL, ficou comprovado a prática de propina que alguns policiais da Costa do Marfim pagavam. Do que ficou apurado, eram pagas as autoridades do país e ao representante do país junto ao DPKO, o que levou a Police Division/DPKO a suspender o envio de policiais do referido país assim como a proibição de extensão, ao menos até o meio do ano.

Prática antiga nos corredores das missões de paz, parece ser um dos primeiros a ser investigado e confirmado.

Que sirva de exemplo aos demais.

(baseada em fatos reais)

Published in: on março 26, 2015 at 2:17 am  Deixe um comentário  

MINUSTAH também reduz efetivo civil

Após anúncio da redução do efetivo militar em 50%, e manutenção do quantitativo policial, a princípio até 015, de acordo com a Circular N. 008 do DMS, haverá redução de 15% do efetivo civil da MINUSTAH até julho de 2015.

Grato pela informação Rodrigo C.

Published in: on março 14, 2015 at 4:49 pm  Deixe um comentário  

Homenagem ao Tenente Cleiton – 5 anos

Após 5 anos da fatalidade do terremoto ocorrido no Haiti, onde vidas de militares, civis e um policial militar brasileiros foram ceifadas, amigos da turma de oficiais do Primeiro-Tenente Cleiton Batista Neiva (8a Turma de Oficiais QOPM/PMDF – Aspirantes 1999) lhe prestaram uma singela homenagem em Brasília: limparam sua sepultura, depositaram flores e hastearam a bandeira nacional.

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(Os Majores Fábio Borges, Frank, Gustavo, Rodrigo, André, Alexandre e Sacramento)

No Haiti, o Capitão PMCE Adriano Marcel fez a sua homenagem no monumento construído para recordar as vítimas do sismo. O nome do Cleiton encontra-se no referido monumento, dentre outros.

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O Tenente Cleiton foi o único policial brasileiro falecido no terremoto.

Parabéns aos amigos pela homenagem!

PS: No ato, os amigos de turma também prestaram homenagem ao Tenente Edson, primeiro oficial falecido da turma, vítima de uma acidente de helicóptero durante curso de piloto no ano de 2002.

Published in: on março 13, 2015 at 2:23 am  Deixe um comentário  

CCOPAB promove curso de preparação para secondment

O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) realizará em abril um curso de três dias de preparação para os processos seletivos para vagas de secondment (contracted).

Além dos militares das Forças Armadas, policiais militares indicados para concorrer a esse tipo de vaga também foram convidados.

Parabéns ao Centro pela iniciativa.

Published in: on março 13, 2015 at 2:10 am  Deixe um comentário  

Pedidos de extensão de UNPOLs na MINUSTAH

Dos seis policiais militares que solicitaram extensão para mais um turno de serviço na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), apenas o Primeiro-Tenente PMRJ Felipe Ramos recebeu autorização de seu estado (até 15/10/15). Os demais tiveram os pleitos negados devido a crise econômica na Unidade Federativa de origem.
Um turno de serviço/missão, ou tour of mission, equivale a seis meses. No caso, seria a contar de abril de 2015.
Published in: on março 13, 2015 at 1:42 am  Deixe um comentário  

Major PMGO Kedma é oficialmente selecionada pela ONU para o Sudão do Sul

As Nações Unidas confirmou junto ao governo brasileiro a seleção da Major PMGO Kedma Pinheiro Mascarenhas um tour de missão Sudão do Sul.
Deve assumir vaga do Primeiro-Tenente Anderson Pakuszewsk, quando de seu EoM.
A Major Kedma é veterana e será a quarta policial feminina a integrar a referida missão.
Published in: on março 13, 2015 at 1:34 am  Deixe um comentário  

Sargento PMDF Alan Campos publica seu diário eletrônico na missão de paz em Guiné-Bissau

No dia 3 de janeiro de 2015, o Sargento PMDF Alan Campos embarcou com destino a Guiné-Bissau, sendo o segundo praça da Corporação a integrar uma missão desde a nova autorização para que sargentos e subtenentes pudessem, como na década de 1990, também exercer funções nessa seara da paz internacional (O ST Da Matta no ano de 2013 participou da missão de paz no Sudão do Sul).

O Sargento Alan, assim como outros, encontrou na internet uma maneira de relatar sua rotina e de divulgar o trabalho que ele realiza enquanto Policial das Nações Unidas (UNPOL).

Parabéns ao Sargento PMDF Alan Campo pela iniciativa!

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Acesse o site UM SARGENTO EM MISSÃO DE PAZ (também disponível nos rol de blogs encontrados neste espaço).

NOTA: Esperamos em breve que os soldados e cabos também sejam autorizados, visto não haver nenhum impedimento por parte das Nações Unidas. Vale lembrara que os policiais militares são submetidos a um concurso nacional e o mérito é próprio, consirerando suas qualidades pessoais e profissionais para indicação, após aprovação e habilitação, pelo Comando-Geral!

Published in: on fevereiro 14, 2015 at 12:47 pm  Deixe um comentário  

PMDF INVESTE EM TREINAMENTOS SUSTENTÁVEIS: ESTUDO SERÁ APRESENTADO NA NORUEGA

Um estudo coordenado por um oficial da PMDF será apresentado, em maio, no Congresso de Psicologia Organizacional e do Trabalho, em Oslo, na Noruega. O artigo “Impacto das estratégias para lidar com o estresse no desempenho policial: um estudo exploratório”, coordenado pelo tenente-coronel Leonardo José Rodrigues de Sant’Anna analisou o impacto das estratégias de enfrentamento ao estresse durante um curso especializado da PMDF em 2013. Participaram da pesquisa 40 policiais do DF e de co-irmãs, e dois policiais do Panamá. Contou-se também com o apoio da Coordenação do COR/2013 e dos instrutores daquela Unidade Policial especializada.

“É a primeira vez que um artigo policial tipicamente operacional foi aceito pela Associação Europeia de Psicologia Organizacional e do Trabalho”, comemora Sant’Anna. A metodologia, desenvolvida de forma específica pela empresa 4Track para o batalhão de ROTAM, pode ser considerada como pioneira em sua aplicação para a segurança pública e impacta diretamente em uma melhor resolução de conflitos que tenham como componente um possível uso da força no processo de abordagem policial.

Nesta sexta-feira (13), o tenente-coronel e os outros autores do estudo feito, a Doutoranda em Psicologia Organizacional (UnB) e ex-policial Juliana Almeida e o Especialista em Coaching Rafael Rebello Mendonça, foram recebidos pelo Chefe do Estado-Maior, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira e pelo Diretor do Departamento de Educação e Cultura, coronel Fábio Aracaqui de Sousa Lima. Eles discutiram os principais pontos do artigo e sua aplicação institucional, entre eles: a importância do uso ampliado da Psicologia e das estratégias de coping na gestão educacional da PMDF e também a influência transversal desse campo do conhecimento nos cursos realizados pela Corporação.

Fonte: Sítio da PMDF.

Nota: O Tenente-Coronel Leonardo Sant’anna é veterano de missões de paz em Angola e Timor Leste. Acesse o sítio do oficial: http://coronelsantanna.com/

Published in: on fevereiro 14, 2015 at 12:15 pm  Deixe um comentário  

Tenente PMPE Ricardo Couto coordena operações de manutenção da ordem em Jacmel

O 1 Tenente da PMPE Ricardo Couto, após os dias intensos de prisões e vários conflitos (que será postado aqui amanhã), tem coordenado os times de controle de distúrbio civil da Polícia Nacional Haitiana para tentar amenizar o clima de violência que tomou conta da cidade de Jacmel nos últimos dias.

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O Trabalho do Tenente Couto tem sido importante ao valorizar o policial haitiano desde o seu treinamento até os procedimentos operacionais nas manifestações e prisões de membros de gangues rivais e mesmo autoridades.

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Published in: on fevereiro 11, 2015 at 3:00 am  Deixe um comentário  

Capitão PMCE Marcel faz breve relato da situação em Jacmel, Haiti (07 de fevereiro 2015)

No último dia 7 de fevereiro, o Capitão PMCE Marcel informou que Jacmel é cohecida por ser uma cidade tranquila, mas a situação política e as eleições tem modificado a rotina pacífica do lugar. Após dias de grande violência, grupos políticos tem influenciado a população local e incitado as manifestações e ações agressivas.

Segundo o Oficial: “Até os policiais haitianos mais antigos afirmam nunca terem visto nada parecido em Jacmel. E a tendência, pelo visto, é piorar, dado a incerteza quanto as eleições”.

A cidade não conta com FPU ou unidades militares. São apenas 18 UNPOL e a PNH para controlar o aumento da violência e manifestações na região. Dois policiais militares brasileiros trabalham diretamente nessas ações.

Published in: on fevereiro 11, 2015 at 2:48 am  Deixe um comentário  

Escalada da violência no Haiti – Restrição de Movimento da ONU em Porto Príncipe

No último dia 02 de fevereiro, devido a inúmeras manifestações, pontos de bloqueios, pneus queimados, a Segurança da ONU (UN Security) determinou Restrição de Movimento a seus funcionários durante todo o dia.

Os fatores políticos e as eleições foram consideradas as causas principais dos problemas.

“Cenário de completo distúrbio e fragilidade da segurança pública” – relata um policial brasileiro.

Fotos abaixo: Porto Príncipe em 02 de fevereiro de 2015.

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Published in: on fevereiro 11, 2015 at 2:39 am  Deixe um comentário  

Policial militar brasileiro é vítima de violência no Haiti

A cidade de Cap Haitien, ao extremo norte do Haiti, é conhecida por suas belezas culturais e praias encantadoras, as quais recebem semanalmente cruzeiros vindos dos EUA e demais ilhas caribenhas.

Mas nada disso tem amenizado o instável e tenso clima que tem permeado todo o país.

Nos últimos 3 dias, uma greve dos motoristas de TAP TAP (meio de transporte público haitiano) devido ao aumento do preço da gasolina desencadeou uma onda de protestos violentos. Nesta terça, a equipe de UNPOL teve que ser escoltada pelo UDMO (unidade de controle de distúrbios da Polícia Nacional Haitiana – PNH) e pela Tropa de Choque da Polícia da ONU, a FPU (Formed Police Unit) do Nepal. Quatro viaturas foram apedrejadas, um policial nepalense ferido.

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(Foto acima: UDMO realiza escolta do comboio em Cap Haitien)

O Capitão da PMDF Werner Miquelino disse estar bem e se preparou com os equipamentos adequados para as manifestações: “Já sabíamos que seríamos alvos de apedrejamentos e por isso me equipei com colete e capacete para qualquer tipo de situação”.

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(Foto 2 acima: Comboio por Cap Haitien – Detalhe, manifestantes acima nas edificações atirando pedras nas viaturas)

A viatura do Oficial foi danificada mas felizmente sua nada aconteceu com ele. O nível de formação e preparo dos policiais militares brasileiros os capacitam para todas as situações policiais, inclusive as de manifestações, tão correntes na capital do Brasil, origem do oficial em tela, não sendo, portanto, nada que fuja a atividade policial corriqueira de um profissional brasileiro.

Mas serve de alerta para o aumento da escalada da violência no país inteiro, não apenas na capital.

O clima é tenso e imprevisível, mas o status atual nesta noite é calmo. Torcemos para que permaneça dessa maneira nos próximos dias.

Esperamos de algum órgão brasileiro entre em contato com os únicos 2 policiais militares brasileiros no local para acompanhar a situação.

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(Foto 3 – Policial FPU Nepal ferido)

Published in: on fevereiro 11, 2015 at 2:23 am  Deixe um comentário  

Versão em inglês do livro “Brasil: 60 anos de operações de paz”

A versão em inglês do livro “Brasil: 60 anos de operações de paz”, lançado em 2007, foi feita no Líbano, quando o autor, o diplomata Paulo Roberto Tarrisse da Fontoura, era o Embaixador o Brasil no país. Os direitos autoriais são da Marinha do Brasil. Segundo o autor, o Museu Naval no RJ (perto da Praça XV, no Centro), que também opera como Centro de Documentação da Marinha, possui edições para a venda. Sugere-se consultar o “site” ou o Comando da Marinha em Brasília.

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Published in: on fevereiro 2, 2015 at 2:29 am  Deixe um comentário  

Coletânia de artigos sobre o Brasil e os 10 anos de MINUSTAH

O Instituto Igarapé publicou uma coletânea de artigos sobre os 10 anos da participação brasileira na MINUSTAH, intitulado: “BRASIL E HAITI: reflexos sobre os 10 anos da Missão de Paz e o futuro da cooperação após 2016”, tendo como organizadora a Dra. Eduarda Hamann.

Prefaciado pelo Embaixador Antônio Patriota, os artigos foram escritos por especialistas em diversas áreas que envolvem uma Missão de Paz da ONU.

Vale a leitura!

Clique para baixar o arquivo: Artigo-estrategico-13-Minustah-final3-1

SUMÁRIO

VISÃO GERAL

1 – Reflexões sobre a contribuição da MINUSTAH à segurança e estabilidade (2004-2014) – (Dr. Robert Muggah)

O ENGAJAMENTO DE MILITARES E POLICIAIS BRASILEIROS

2 – TREINAMENTO PARA O BATAL HÃO BRASILEIRO DESDOBRADO NA MINUSTAH: a consolidação de um modelo. (Coronel EB José Ricardo Vendramin Nunes)

3 – A Manutenção da Paz (no Haiti) e a Justiça (no Brasil): Uma reflexão sobre o impacto da MINUSTAH no sistema jurídico militar brasileiro. (Dra. Najla Nassif Palma).

4 – PARTICIPAÇÃO POLICIAL BRASILEIRA NA MINUSTAH (Major PMDF Sérgio Carrera de Albuquerque Melo Neto)

A COBERTURA PELA IMPRENSA BRASILEIRA

5 – A tensa relação entre militares e jornalistas no início da missão no Haiti (Luis Kawaguti)

AS RELAÇÕES SUL-SUL

6 – Os dez anos da MINUSTA H: um olhar sobre a participação sul-americana. (Danilo Marcondes Neto)

7 – A COOPERAÇÃO REGIONAL FRENTE À TRANSFORMAÇÃO DA MINUSTAH. (Marcela Donadio)

8 – Viva Rio no Haiti: lições aprendidas, pelo sim, pelo não e o talvez (Rubem César Fernandes)

A ABORDAGEM DE GÊNERO NO HAITI

9 – Da política à implementação: preenchendo as lacunas para a promoção de uma abordagem de gênero no Haiti (Dra. Marcela Donadio)

Published in: on fevereiro 1, 2015 at 11:52 pm  Deixe um comentário  

Diálogo sobre a revisão das operações de manutenção de paz e missões políticas especiais das Nações Unidas

O Ministério das Relações Exteriores, “em parceria com o Instituto Igarapé e o Instituto Padiá Calógeras, organizaram no último dia 22 de janeiro de 2015, um evento sobre o Brasil e a revisão das operações de paz da ONU. Havia cerca de 30 participantes, todos brasileiros. Entre eles, alguns dos maiores especialistas em operações de paz, incluindo diplomatas, militares, policiais, pesquisadores e professores. O objetivo principal foi gerar elementos que ajudem a compor a posição do Brasil sobre o tema, no âmbito do processo global de revisão instaurado pela própria ONU em outubro de 2014.” – (Instituto Igarapé).

O evento foi presidido pelo Embaixador Paulo Roberto Tarrisse da Fontoura, Diretor do Departamento de Organismos Internacionais do MRE e foi moderado pelo Conselheiro Eduardo Uziel e por representantes dos Institutos, Igarapé e Padiá. A Divisão de Paz e Segurança Internacional (DPAZ) do MRE esteve diretamente envolvida.

O “Diálogo” foi marcado pelo alto nível do participantes e debates. Parabéns aos organizadores.

Sinto-me honrado em haver sido convidado e contribuir de alguma forma.

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Published in: on fevereiro 1, 2015 at 11:19 pm  Deixe um comentário  

Major PMDF Wesley Santos atua na visita do Conselho de Segurança da ONU ao Haiti

Há três tour de missão ocupando o cargo de Chefe da Equipe de Segurança Pessoal do Comissário da Polícia da ONU (Police Commissioner –  PC) na MINUSTAH (Haiti), o Major PMDF Wesley Santos tem desempenhado inúmeras atividades em viagens e atividades diversas no dia a dia do chefe do componente policial da MINUSTAH. Durante mais de um ano, serviu com o Comissário Luís Carrilho (Portugal) e desde então com o Comissário Serge Therriault (Canadá). Fluente em inglês e francês, e com larga experiência profissional especializada na área das operações especiais, o oficial ganhou a confiança dos PCs, participando de reuniões de grande relevância nos âmbitos políticos, diplomáticos e operacionais, acompanhando o líder de centenas de policiais de quase 50 nacionalidades que integram o United Nations Police component (UNPOL).

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(Major Wesley recebe o Chefe de Operações da UNPOL, Major francês, durante solenidade de outorga da Medalha da ONU aos policiais militares, na condição de Comandante do Contingente PM Brasileiro na MINUSTAH)

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(TC PMDF Roberto Freitas, Police Commissioner Luis Carrilho e o Major PMDF Wesley)

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Nos últimos dias, o Major PMDF Wesley Santos esteve diretamente envolvido na visita do Conselho de Segurança da ONU ao Haiti (entre 23 e 25 de janeiro de 2015), que estiveram no país para um cronograma de visitas e reuniões a fim de analisar a situação geral da Missão para subsidiar possíveis mudanças na MINUSTAH no âmbito do Conselho de Segurança da ONU. A Delegação foi composta por 27 membros e tiveram reuniões com o alto escalão do Governo do Haiti (governo, parlamento, judiciário, etc.) e da MINUSTAH (Representante-Especial do Secretário-Geral da ONU, SRSG Sandra Honoré, Deputies SRSG, e membros do Senior Managment Team, Chefes de componente policiais e militares e tropas policiais – FPU e militares – Batalhões).

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(Membros do Conselho de Segurança com Presidente haitiano Michel Martelly e membros do governo)

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Abaixo, algumas fotos da visita do Conselho de Segurança da ONU ao Haiti – especialmente na área de segurança pública, com a UNPOL (Polícia da ONU) e a Polícia Nacional do Haiti (PNH):

FOTOS ABAIXO: As autoridades visitaram a Academia da Polícia Nacional do Haiti – PNH, onde receberam informações sobre a PNH por parte do Diretor General da Instituição.  Após o briefeing, assistiram a uma demonstração da SWAT PNH de resgate de reféns e também dos UDMO (Unidade de Choque/CDC da PNH) de controle de distúrbios civis.

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(Diretor Geral da PNH, Embaixadora EUA junto a ONU Samantha Power e Police Commissioner UNPOL)

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FOTO ABAIXO: Visita a Titanyen, uma vila haitiana, ao norte da capital Porto Príncipe (Port-au-Prince), a cerca de 8 km de Cabaret. Visto não ser muito densamente povoada, áreas próximas foram escolhidas para os enterros em massa das vítimas do terremoto de 2010. Memorial para as vítimas de terremotos onde foram enterrados milhares de corpos do terremoto. As autoridades foram prestar homenagens.

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FOTOS ABAIXO: Visita ao projeto de criação e estruturação da Guarda Costeira da PNH – situada em Cap Haitian foram conhecer a capacidade operacional da unidade, receberam um briefeing do Police Comissioner e conheceram a embarcação utilizada no patrulhamento.

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(MINUSTAH Police Commissioner, Embaixadora Samantha Power e ao lado o Major PMDFWesley)

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FOTO: Visita a prisão feminina em Pentionville. Visitaram as detentas conversando sobre a situação no local. Também visitaram uma feira de artesanato no local e ateliê das detentas, onde produzem roupas para venda.

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(Embaixadora Samantha Power com UNPOL americana e demais membros do CSNU em visita ao presídio feminino)

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Ao atuar na coordenação da segurança pessoal do Police Comissioner e do comitê composto por membros do Conselho de Segurança, o Major Wesley mais uma vez eleva o nome de sua Corporação (PMDF), do Governo do Distrito Federal (GDF) e do nosso país, visto o mesmo ocupar um cargo considerado de extrema importância, visto seu caráter técnico (proteção de autoridades) e reservado (por ter acesso a informações de caráter sigilosos).

Faltando cerca de 5 meses para o fim de sua missão no Haiti, e com avaliações de desempenho profissional consideradas “excepcional” (2% da elite da UNPOL nos Appraisal) desejamos contínuos sucesso ao Major Wesley ao bem representar a PMDF, o GDF e o Brasil!

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(Major PMDF Wesley e o Embaixador Angolano junto a ONU)

Published in: on janeiro 25, 2015 at 10:12 pm  Deixe um comentário  

Vagas de secondment para policiais no Sudão do Sul

O Secretariado das Nações Unidas solicitou a indicação de candidatos policiais militares para a Missão das Nações Unidas para o Sudão do Sul (UNMISS), com turno inicial de serviço de um ano, para os seguintes postos:
– Police Chief of Operations, P-4 – (01 vaga).
– Community Policing Adviser, P-4 – (01 vaga).
– PoC Site Coordinator, P-4 – (05 vagas).
* Entendimento dos militares que as vagas são para Oficiais superiores, pelo costume, para Majores ou Tenentes-Coronéis PM.
** Essas vagas são para funções de contratados (secondment contracted).
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Published in: on janeiro 12, 2015 at 3:18 am  Deixe um comentário  

Boina Azul será o novo Comandante-Geral da PMDF

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Foto 1: Anúncio do GDF – nova cúpula da Segurança Pública.

Foi anunciado pelo futuro Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollembergue, a nova cúpula da Segurança Pública da capital.

No dia 01 de janeiro de 2015, assume o cargo de Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) o Coronel QOPM Florisvaldo Ferreira Cesar.  Ingresso na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB) em 1990, membro da 1ª Turma de Oficiais formados pela própria Corporação, o Coronel Cesar trabalhou em diversas unidades da PMDF. Nos últimos anos, já como Oficial superior, foi subcomandante do 1º Batalhão e do Batalhão Judiciário, trabalhou na Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF), foi Comandante do 2º Batalhão, Comandante do Comando Regional de Policiamento Metropolitano – CPRM, durante o período da Copa do Mundo e é atualmente o Chefe do Departamento Operacional (DOP). Veterano de 2 missões de paz da ONU, no Kosovo e na Guiné-Bissau, o Coronel Cesar é um “boina azul” com larga experiência em missões DPKO e DPA, peculiarmente, com mandatos executivos e políticos, sendo um entusiasta do tema, já tendo ministrado palestras que motivaram novos policiais militares a buscar seu espaço no campo da segurança internacional.

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Foto 2: Coronel Cesar na coletiva.

O Coronel Cesar é o segundo oficial formado pela Academia de Polícia Militar de Brasília (o 1º Oficial é o atual Comandante-Geral, o Coronel Anderson Moura) e o terceiro veterano da ONU a assumir o cargo máximo da carreira da PMDF (o 1º foi o Coronel Antônio Ribeiro da Cunha – Angola, e o 2º foi o Coronel Ricardo Martins – Guatemala).

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Foto 3:O então Major César (PMDF) atuando em operação policial durante distúrbios em Pristina, Kosovo. (Período de 17 a 29 de março de 2004)

Fonte: Site missãodepaz

Conhecido por sua boa capacidade de relacionamento interpessoal sem deixar os pilares da instituição de lado, hierarquia e disciplina, o novo Comandante-Geral tem a frente uma grande responsabilidade em conduzir toda uma corporação com filosofia de integração de seus efetivos, liderando mudanças de gestão, que fortaleçam a estrutura e o público interno, e ações diversas que beneficiem a sociedade da capital de todos os brasileiros.

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Foto 4: Em coletiva.

Ao Exmo. Sr. Comandante-Geral da PMDF e veterano da ONU, os votos de sucesso no cargo mais importante de sua carreira. Que seja abençoado diariamente com sabedoria e a independência necessária que um comandante e líder de uma instituição com mais de 15 mil profissionais necessita para atingir os objetivos de proteger e garantir a paz social da comunidade e dos órgãos oficiais do poder federal e distrital, além de mais de 200 representações diplomáticas acreditas no DF.

CV resumido (correio):

Nascido em Brasília, o coronel Florisvaldo Ferreira César, 44 anos, é formado em política e estratégia pela Escola Superior de Guerra e bacharel em segurança pública pela Academia de Polícia Militar do Distrito Federal. Tem pós-graduação em direito internacional dos conflitos armados pela Universidade de Brasília (UnB), em alinhamento estratégico pela Academia de Polícia do Ceará e em cursos de gerenciamento de crise, inteligência e negociação pela PMDF.
Florisvaldo integra a corporação desde 1990. Foi promovido a coronel em 1993. Ocupa o cargo de chefe do Departamento Operacional da PM. Atuou como comandante do BPM de Taguatinga e, durante a Copa do Mundo, comandou o Policiamento Regional Metropolitano. O coronel também participou de missões de paz da ONU na Sérvia (2004-2005) e na África (2009-2010).

Matérias:

http://impresso.correioweb.com.br/app/noticia/cadernos/cidades/2014/12/30/interna_cidades,154525/os-comandantes-de-rollemberg.shtml

Published in: on dezembro 31, 2014 at 2:41 am  Deixe um comentário  

Lançamento do livro “Videocâmeras e Polícia” do Tenente-Coronel Francisco Issa.

O Tenente-Coronel da Polícia Militar da Bahia (PMBA) FRANCISCO LUIZ DA FONSECA ISSA, veterano da MINUSTAH (2011-2012), publicou recentemente o livro “Videocameras e Polícia”, no qual aborda experiências nacionais e no próprio Haiti, enquanto Policial da ONU (UNPOL).

É sempre inspirador noticiar publicações de policiais brasileiros.

Parabéns ao veterano pela iniciativa!

Para mais informações, acesso o site Clube de Autores – link

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Sinopse

Videocâmeras e Polícia traz uma análise jurídica, psicossocial e administrativa na utilização das câmeras de vídeo acopladas ao corpo dos policiais nas suas intervenções e operações. Em primeira análise, além de trazer a opinião dos doutrinadores das ciências jurídicas e decisões de juízes e tribunais à respeito da matéria, se apresenta também a opinião de profissionais que atuam na atividade de polícia, onde são demonstrados, além das suas experiências na área policial, a adequação de suas atividades ao mundo jurídico em que labutam. Em segunda análise, se busca identificar os principais aspectos que modificam o comportamento humano diante desses equipamentos trazendo experimentos realizados pela Universidade de Cambridge, Polícias Militares da Bahia e Distrito Federal, além das lições aprendidas na Missão da Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), vivenciada pelo autor. Para finalizar, se demonstra os reflexos, com a prática da utilização de câmeras acopladas ao corpo do policial, na administração policial.

Published in: on dezembro 20, 2014 at 9:24 pm  Deixe um comentário  

Diretrizes do Exército para seleção de policiais militares para Missões de Paz em 2015

Encontra-se disponível no site www.coter.eb.mil.br, a diretriz de seleção, preparação e desmobilização de PM voluntário para Missão de Paz da ONU 2015.

As provas serão realizadas em Porto Alegre e Recife (23 a 25 março 2015) e em Brasília e Manaus (03 a 07 agosto 2015).

Diretrizes de Seleção de PM´s para Missões de Paz – Acesse o documento Diretrizes de PMs do EB para 2015.

Published in: on dezembro 20, 2014 at 5:59 pm  Deixe um comentário  

ONU solicita indição de policiais e militares brasileiros para cargos no DPKO e DFS

O Secretariado das Nações Unidas solicitou ao Brasil indicação de candidatos policiais e militares para concorrerem a cargos no Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO) e no Departamento de Apoio ao Terreno (DFS):
– Chief Medical Support Section , P-5(DFS_SEC1402_P-5); 
– Investigation Officer, P-3(DPKO_SEC1402_P-3);
– Police Reform Officer , P-3(DPKO_SEC1402_P-3);
– Military Training Officer , P-3(DPKO_SEC1402_P-3); 
– Police Training Officer , P-3(DPKO_SEC1402_P-3); 
– Police Selection and Recruitment Officer,P-4(DPKO_SEC1402_P-4); 
– Programme Officer (Security Sector Reform), P-4 (DPKO_SEC1402_P-4);
– Military Legal Officer , P-4(DPKO_SEC1402_P-4_06); 
Military Planning Officer, Military Planning Service, P-4 (DPKO_SEC1402_P-4);
– Assessment Officer , P-4 (DPKO_SEC1402_P-4);
– Military Training Officer , P-4 (DPKO_SEC1402_P-4); e 
– Chief Mission Management and Support Section , P-5 (DPKO_SEC1402_P-5).
* Os Oficiais selecionados serão contratados sob regime de  “secondment-contracted”, para um período inicial de dois anos.
** Candidatos que tenham sido aprovados no processo seletivo e não tenham sido chamados
para ocupar as vagas para as quais se candidataram poderão ser convidados a ocupar vagas abertas para cargos similares.
DEADLINE: 27 de fevereiro de 2015.
Published in: on dezembro 20, 2014 at 5:36 pm  Deixe um comentário  

Não conta lá em casa – NCLC (programa de TV)

Descobri um programa (reality-show/documentário, …) onde 4 amigos partem aos locais mais hostis do mundo, países e regiões pós-conflitos, em regimes ditatoriais ou devastados por catástrofes humanitárias. Muitos deles são locais onde existiram ou existem missões de paz, dos quais muitos dos policiais militares boinas azuis brasileiros serviram sob a égide da ONU, como a região dos Bálcãs (Bósnia, Kosovo, etc.), Timor Leste e Haiti.

Infelizmente, conseguir acesso as temporadas e aos episódios não é muito fácil. Atualmente, o “Não conta lá em Casa” – NCLC está na 7ª Temporada.

Para conseguir assistir os curtos e interessantes episódios, os quais duram entre 20 e 25 minutos, você terá que buscar alguns meios diferentes. O programa passa no Multishow, onde é possível acompanhar a saga anual do NCLC. Mas recomendo baixar o aplicativo Globosatplay (Temporadas 1, 2, 3 e 6). No site http://base1.tv/nclc/ você encontrará uma série de episódios das diversas temporadas, mas não todos…a maioria é apenas trailer. No youtube também encontrará alguns episódios e mesmo palestras dos aventureiros, que tem diversas profissões: são jornalistas, publicitário, cineasta, sufistas, bacharéis em direito, editores, tem até economista.

Alguns episódios são muito bons, outros nem tanto (quando perdem muito tempo mostrando viagens e não a essência dos locais, como na Sérvia, onde poderiam ter aproveitado a oportunidade rica de entender o que os intelectuais e povo pensam de todos os conflitos nos Bálcãs conduzidos por eles). Mas o conjunto da obra é rica e altamente recomendável, inclusive para os veteranos de missão como para os aspirantes.

Os caras são meio malucos às vezes, mas tem momentos que estão com Presidentes, Primeiros-Ministros, Nobel da Paz, personalidades mundiais ou simplesmente com pessoas simples da comunidade. São desenrolados e perseverantes! O programa pode ser visto como de viagens, aventura, político e documentário. Rápido e objetivo, contextualiza quem os vê, além de desmistificar locais que são lindos, apenas da imprensa “endemonia-los”.

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Foto 1 – André Fran (NCLC) deslocando de taxi em Díli no Timor Leste. Viatura da UNPOL (United Nations Police).

Eu assisti as temporadas 1, 2, 3 e 6. Estou tentando encontrar as 4 e 5.  E, infelizmente, ainda não consegui ver os episódios do Haiti, onde servi em duas missões (antes e pós terremoto). Oriente médio, Regiões do Cáucaso (Ossétia do Sul), Ucrânia, África (Tunísia e Egito) também promete muito!

Top programas para mim:

  1. Etiópia – riquíssimo mix de história, política e religião. (TOP 1)
  2. “Somaliland” e Somália – surreal.
  3. Irã – Surpreendente (positivamente).
  4. Coréia do Norte – os caras foram muito desenrolados e é um monte a parte.
  5. Timor Leste (2 episódios muito bons).
  6. Todos episódios dos Bálcãs.

 

Temporada 1 – Episódios:

Ep. 1 – Mianmar (Bruma) 1

Ep. 2 – Mianmar (Bruma) 2

Ep. 3 – Mianmar (Bruma) 3

Ep. 4 – Mianmar (Bruma) 4

Ep. 5 – Coréia do Norte 1

Ep. 6 – Coréia do Norte 2

Ep. 7 – Coréia do Norte 3

Ep. 8 – Coréia do Norte 4

Ep. 9 – Irã 1

Ep. 10 – Irã 2

Ep. 11 – Irã 3

Ep. 12 – Iraque 1

Ep. 13 – Iraque 2

Ep. 14 – Indo 1

Ep. 15 – Indo 2

Temporada 2 – Episódios:

Ep. 1 – Dinamarca – COP

Ep. 2 – Tuvalu 1

Ep. 3 – Tuvalu 2

Ep. 4 – Tuvalu 3

Ep. 5 – Etiópia 1

Ep. 6 – Etiópia 2

Ep. 7 – Etiópia 3

Ep. 8 – Somália 1

Ep. 9 – Somália 2

Ep. 10 – Somália 3

Ep. 11 – Afeganistão 1

Ep. 12 – Afeganistão 2

Ep. 13 – Afeganistão 3

Ep. 14 – Retrospectiva

Temporada 3 – Episódios:

Ep. 1 – Ravenna (itália – curso)

Ep. 2 – Banda Aceh 1

Ep. 3 – Banda Aceh 2

Ep. 4 – Banda Aceh 3

Ep. 5 – Timor Leste 1

Ep. 6 – Timor Leste 2

Ep. 7 – Albania

Ep. 8 – Bósnia 1

Ep. 9 – Bósnia 2

Ep. 10 – Sérvia

Ep. 11 – Kosovo 1

SUPER RECOMENDADO!!!!

Fica a dica ao NCLC para os demais países onde os policiais militares brasileiros estiveram e/ou ainda estão presentes, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Sudão do Sul. E outros onde “o bicho está pegando”, como Mali, Sudão, Costa do Marfim, Ucrânia, Venezuela e a própria Guatemala.

Sérgio

Published in: on novembro 30, 2014 at 12:53 am  Comments (2)  

Parabéns, boina azul!

Hoje é o aniversário do Sr. Marco Antonio, Capitão da Brigada Militar do Rio Grande Sul, veterano da MINUSTAH (Haiti) e UNMISS (Sudão do Sul), onde representou o nosso Brasil de maneira ímpar, com conduta ilibada e de alto comprometimento como um Policial da ONU (UNPOL) e peacekeeper.

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Foto 1: Capitão Marco no Haiti

A carreira do Capitão Marco Antonio é marcada por uma trajetória de perseverança e dedicação, iniciando sua carreira como soldado (chegando até a graduação de sargento) e passando em um concurso para ser oficial da Brigada Militar, sendo o primeiro colocado do Curso de Formação de Oficiais (CFO) e do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. Atuou em unidades de destaque, como o Batalhão de Operações Especiais, e é uma referência como um oficial líder e competente em seu estado e internacionalmente.

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Foto 2: Capitão Marco no Sudão do Sul

Ao amigo, companheiro de Missão, escritor, blogueiro (UN Police), estudioso, instrutor e palestrante sobre missões de paz e o papel do policial no âmbito da paz internacional, os sinceros votos de contínuos sucessos pessoais e profissionais e que possa gozar este dia ao lado da bela família que o acompanha e apoia em todas as suas investidas.

Felicidades!

Published in: on novembro 26, 2014 at 11:12 pm  Deixe um comentário  

Memorial Day – 11 Novembro

O Memorial Day (“Dia da Lembrança”) é o dia celebrado em vários países em homenagem aos militares e policiais que morreram em serviço da Pátria, quer em território nacional ou no exterior. O Reino Unido, após I GM, iniciou as homenagens (muitas teorias diferentes quanto a origem).

Nos dias atuais, o Memorial Day tem sido um dia de homenagens não apenas aos que faleceram mas aos veteranos (Dia dos Veteranos), reiterarando a importância daqueles que sacrificaram a própria vida em cumprimento ao juramento de servir a nação e a sociedade, sendo usado atualmente para militares e policiais.

Memória especial aos 490 policiais brasileiros mortos em serviço no ano de 2013 e ao 1 Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva, que faleceu em decorrência dos terremotos de janeiro de 2010 no Haiti, a serviço da ONU. Cleiton foi o único policial militar brasileiro falecido no terremoto. (Quantidade de policiais militares falecidos em Missões de Paz da ONU link).

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FOTO 1 – Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva no Haiti (2004-2005)

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FOTO 2 – Brasileiros falecidos no terremoto no Haiti em 2010 (civis, policial e militares)

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FOTO 3 – Guarda de Honra Fúnebre composta por Cadetes da Academia de Polícia Militar de Brasília (2010) ao Tenente Cleiton. Honras de herói em seu funeral.

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  FOTO 4 – Guarda de Honra Fúnebre composta por Cadetes da Academia de Polícia Militar de Brasília (2010) ao Tenente Cleiton.

Published in: on novembro 11, 2014 at 8:41 pm  Deixe um comentário  

The importance of the female peacekeepers

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Published in: on outubro 19, 2014 at 1:47 am  Deixe um comentário  

Novo mandato para MINUSTAH mantém efetivo policial (UNPOL) e reduz o componente militar em mais de 50%

Em 14 de outubro de 2014, o Conselho de Segurança da ONU estendeu o mandato da MINUSTAH para mais um ano, quando será revisto em 15 de outubro de 2015.

A nova Resolução afirma que situação de segurança é “estável” e que o componente policial (United Nations Police – UNPOL) permanecerá sem mudança, 2,601 policiais de cerca de 50 nacionalidades.

Todavia, o componente militar, com previsão de 5 mil militares, teve efetivo reduzido para 2,370.

Essa é uma tendência normal nas missões de paz, como ocorreu, por exemplo, no Timor Leste, havendo a redução gradual do componente militar e aumento e manutenção do policial, em especial, num país como o Haiti, onde a Polícia Nacional do Haiti (PNH) é a única instituição pública armada num país onde não existe Forças Armadas e nunca esteve em guerra.

Entretanto, efetivo militar (como Batalhão de pronto emprego) sempre existiu e continuará existindo, em muitos casos, até mesmo após o término da missão.

Published in: on outubro 14, 2014 at 7:17 pm  Deixe um comentário  

Ministério da Defesa deixa de indicar candidatos policiais militares para segundo cargo mais importante na MINUSTAH

Segundo o Ministério da Defesa, não é possível indicar às Nações Unidas, policiais militares para concorrer ao segundo cargo mais alto do componente policial (UNPOL) na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti – MINUSTAH, o de Deputy Police Commissioner for Development .

Assim como deixou de indicar policial brasileiro para o cargo mais importante, o de Comissário da Polícia (Police Commissioner), conforme já divulgado aqui, de fato, algum problema deve existir para o Estado brasileiro raramente indicar candidatos para os principais postos e cargos da ONU, quer em missões de paz quer em Sedes das Nações Unidas.

Este site tem divulgado constantemente as reiteradas “não indicação” de policiais militares por parte do Ministério da Defesa para o Ministério das Relações Exteriores, Pasta essa responsável pela comunicação junto a ONU.

Não deveria ter o Ministério das Relações Exteriores maior interesse no tema?

Seria falta de interesse de quem?

Falta de legislação apropriada? Falta de voluntários?

E qual a posição das Corporações PM e Governos estaduais?

A quem interessa que os policiais brasileiros nunca sejam indicados para concorrer a cargos importantes no sistema ONU?

Não seria também uma forma de promoção da imagem nacional ter policiais inseridos no sistema ONU, assim como os nossos militares fazem há décadas?

Chegado o momento para haver uma maior reflexão sobre o assunto.

Published in: on outubro 14, 2014 at 6:18 pm  Comments (2)  

Capitão PMDF Rodrigo Casas relata suas atividades em Port de Paix – Haiti

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“Em minha primeira classificação na Região Noroeste do Haiti, em Port de Paix, como Police Monitor and Advisor, desempenhei minhas atividades como mentor e conselheiro técnico junto à Polícia Nacional do Haiti (PNH), especificamente nas 8 (oito) Comissarias da Região Noroeste, realizando Fiscalização de Serviços como Controle de Trânsito, Patrulhamentos Motorizado e à pé, Pontos de Bloqueio, Deslocamento e condução de presos, controle de pessoas detidas na Comissaria, Cumprimento de Mandados, Intervenções diversas e Operações diversas como o Treinamento de Deslocamento de Pessoas em caso de Tsunami, Supervisão de Sala na aplicação das provas do Concurso de Admissão para a Polícia Nacional do Haiti, entre outras;

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Após um período inicial fui transferido para a Seção Departamental de Polícia Judiciária, onde fui designado como Conselheiro Técnico para acompanhar, monitorar e assistir a polícia local nos seguintes campos:

– Realização de investigações, auxiliando no método de entrevistas com suspeitos e testemunhas a fim de cumprir as normas locais e de direitos humanos;

– Prestar suporte na preservação de locais de crimes, bem como no deslocamento para colheita de informações e dados relativos a crimes,

– Análise de dados criminais da região noroeste e comparação estatística para fins de planejamento de operações.

– Reportar ao Chefe Departamental dos UNPOL da Região Noroeste sobre todas as atividades da SDPJ\NO, mantendo também contato com o Coordenador de Pessoal da Região.

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Como tenho que acompanhar as investigações e audiências, e como os policiais da SDPJ só falam francês e creole, tenho aprimorado meu francês e comecei a estudar creole com um professor local contratado da ONU, o que tem me facilitado o bom cumprimento do serviço.

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De forma geral estou gostando muito de trabalhar fora do país e cumprir essa tão nobre missão de auxiliar a PNH em seu desenvolvimento e aprimoramento para melhorar as condições de segurança na Região Noroeste.

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Port de Paix, em 11 de outubro de 2014”

Published in: on outubro 13, 2014 at 10:16 am  Deixe um comentário  

PMDF representa quase 70% do efetivo policial na MINUSTAH (dez/2012-set/2014)

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Dos 18 (vinte) policiais militares brasileiros que integraram a Missão de Paz da ONU no Haiti (MINUSTAH) entre dezembro de 2012 e setembro de 2014, 12 (doze) são da PMDF, o que representa 66,7% de todo o efetivo, embora pequeno numericamente. Os outros 06 (seis) representam: 01 PMESP, 01 PMERJ, 01 PMAL, 02 PMPE, 01 PMCE.

Entre junho de 2012 e dezembro de 2012, nenhum policial militar integrou a MINUSTAH.

Se considerarmos os 03 (três) oficiais recém-chegados à Missão (out 2014), que ainda se encontram no Treinamento Básico (Induction Training), e não foram classificados em funções na Missão (um da PMPR, um da PMERJ e um da PMAM), a PMDF representa 57% de todo efetivo desdobrado na MINUSTAH entre junho de 2012 e outubro de 2014.

Published in: on outubro 10, 2014 at 3:28 pm  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar candidatos policiais militares para o cargo de chefe da UNPOL na MINUSTAH

Segundo informações não-oficiais, em outubro de 2014, o Ministério da Defesa (MD) brasileiro comunicou ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) “não ser possível” indicar policial militar para o cargo de Police Comissioner, Comissário da Polícia (Chefe do Componente Policial – UNPOL) na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti – MINUSTAH.

E assim continua a falta de uma agenda e estratégia para os policiais brasileiros em missões de paz e segurança internacionais por parte do Estado brasileiro.

Por motivos bem claros, já é de conhecimento, que o Brasil não teria chances de assumir tal posto: 1) o Canadá (um dos principais donors) deverá assumir o cargo, por questões óbvias; 2) O Brasil não poderia ser chefe de ambos os componentes (militar e policial); e, 3) O Brasil não tem política (interesse) para policiais em missões internacionais.

De toda forma, deixar de apresentar candidatos, como fazem outros países, mostra a falta de importância do tema.

Published in: on outubro 10, 2014 at 12:32 pm  Comments (1)  

Comissário português Luis Carrilho é nomeado Police Commissioner pela terceira vez

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Sandra Martin-White

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Após ter sido Police Commissioner na Missão de Paz no Timor Leste e no Haiti, o Comissário Português (Polícia de Segurança Pública – PSP) Luis Carrilho assume o cargo máximo do componente policial em missão de paz pela terceira vez consecutiva, agora na República Centro-Africana.

Abaixo, uma reportagem publicada no La Nouvelle Centrafrique link

BANGUI (LNC) — Commissioner Luis Miguel Carrilho, the new Police Commissioner in MINUSCA does not waste his time.
Jjust arrived in Bangui from Haïti, the place of his previous mission, he is already hard at work.
Consultation visits for contact with troops, with the Gendarmerie and as well the National Police, planning of the up coming Police operations, visiting some neighbourhoods in the capital, etc…
At Yesterday during the MINUSCA’s first press conference, scheduled to be weekly, in their own conference room, he introduced his deployment plan for the police in Bangui.

STATE OF EMERGENCY, EVERYTHING IS YET TO BE DONE

Since 1996, his career within UN has been a success.
Whether in Bosnia and Herzegovina, in Timor Leste, or more recently in Haiti.
Being used to situations which are chaotic, he seems be the right man at the right place, to rectify the helm of a Central African Police Force which had lost its way, as for a while, being under the influence of corruption, and the different potentates’ manipulations in power of the moment.

The task ahead is huge, but vital to provide lasting peace and security in CAR.

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En français:

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Sandra Martin-White

BANGUI (LNC) — Le commissaire portugais Luis Miguel Carrilho, le chef de la Police de la MINUSCA en Centrafrique ne perd pas de temps.
Apeine arrivé à Bangui en provenance d’Haïti lieu de sa précédente mission, il s’est déjà mis au travail.
Visites de concertation pour une prise de contact avec les effectifs, à la fois de la Gendarmerie comme de la Police, planification des opérations à mener, visites dans les quartiers, etc…
Hier, lors de la première conférence de presse de la MINUSCA qui sera hebdomadaire, dans la Salle de conférence de celle-ci, il présentait son plan de déploiement de la Police dans Bangui.

IL Y A URGENCE, TOUT EST A FAIRE

Le parcours de Carrilho au sein de l’ONU n’est fait que de succès.
Que cela soit en Bosnie-Herzégovine, au Timor Est, ou plus récemment à Haïti.
Habitué des situations de chaos, il semble bien être la bonne personne à la bonne place pour redresser une Police centrafricaine à la dérive, percluse depuis des décennies par des pratiques de corruption, et servant d’instrument du bon vouloir du potentat au pouvoir du moment.

C’est un vaste et capital chantier, la base du retour à la sécurité dans le pays.

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Published in: on outubro 3, 2014 at 4:18 pm  Deixe um comentário  

Ataque contra missão da ONU no Mali deixa mortos

Fonte: G1

Ao menos nove soldados morreram, segundo a organização.
Comboio do Níger foi atacado quando ia para Indelimane.

Ao menos nove soldados do Níger integrantes da Missão da ONU no Mali morreram em um ataque no norte do país, informou nesta sexta-feira (3) a Minusma.

“Nesta manhã, um comboio de capacetes azuis da Minusma do contingente nigerino foi alvo de um ataque direto quando se dirigia a Indelimane, no eixo Menaka-Ansongo”, anunciou.

Este é o ataque mais violento cometido contra a Missão da ONU no Mali desde que chegou ao pais em julho de 2013.

Segundo um oficial nigerino, o ataque foi uma emboscada armada pelos islamitas do Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (Mujao).

Vinculado à Al-Qaeda, este movimento faz parte dos grupos jihadistas que controlaram o norte do Mali de 2012 a 2013.

Boa parte deles foram expulsos por uma intervenção militar internacional, que continua ativa na região.

Published in: on outubro 3, 2014 at 3:42 pm  Deixe um comentário  

Nova ferramenta da ONU para gestão de UNPOL é criada

O Secretariado das Nações Unidas criou uma nova ferramenta de gestão (HERMES) para a seleção de policiais militares em missão individual nas operações de paz.

A Divisão de Polícia do DPKO, órgão gerencial do processo, solicita especial atenção ao preenchimento dos dados básicos de identificação dos candidatos, que devem ser idênticos em todos os documentos (primeiro nome, último nome, data de nascimento, número de identificação, etc.). Incorreções ou variações impactam negativamente no processo administrativo, incluindo a elaboração da documentação de viagem e a reivindicação de pagamentos.”.

Published in: on outubro 3, 2014 at 3:34 pm  Deixe um comentário  

Burocratização na gestão de UNPOLs no Brasil e cobrança da ONU

O Secretariado das Nações enviou Nota solicitando aos Estados-Membros que cedem efetivos policiais a Missões de Paz, a possibilidade de emissão de cópia do passaporte dos candidatos junto com os demais documentos obrigatórios, como forma de agilizar o processo e manter os mesmos dados durante a seleção.

Recentemente, o Brasil tem deixado de enviar exames médicos dos candidatos (prática comum em passado recente) o que tem atrasado em meses o embarque de policiais já selecionados pela ONU para integrarem missões de paz, onde a falta de informações e aparente falta de conhecimento de como funciona o sistema de gestão de UNPOLs tem acarretado em atrasos no embarque de policiais brasileiros, fato esse já de amplo conhecimento em todos os níveis de gestão de UNPOLs na ONU em relação a má gestão de UNPOLs no Brasil.

Mesmo não tendo a Nota sido enviada especificamente, “caiu como uma luva”.

Published in: on outubro 3, 2014 at 3:19 pm  Deixe um comentário  

Possível crise interna na MINUSTAH?

Falta de entendimento, discordâncias, não atenção aos mandatos e falta de bom senso e diplomacia tem sido um fatores a uma possível crise interna na MINUSTAH.

Fontes informam que a relação entre os componentes nunca foi tão difícil – após vários períodos de trabalho único, em cooperação e excelente relação entre os chefes.

A missão que politicamente vem se arrastando e recentemente retrocedendo com medidas contrárias ao momento de implantação do Plano de Desenvolvimento da Polícia Nacional do Haiti tem ganhado clima pesado e conflitante com o objetivo da ONU no Haiti.

Todos perdem!

Chancelarias de alguns países tem disputado “no braço” espaço e poder… lamentável – mas faz parte do jogo de poder nas relações internacionais. Não necessariamente os mais clevers ganham, mas o que tem maior capacidade de ingerência político-diplomática.

Published in: on setembro 16, 2014 at 3:54 am  Comments (2)  

Coronel PMDF Garcia representará o Brasil no Encontro Temático sobre Comando Policial em Missões de Paz da ONU

Segundo informado, o Exército e o Ministério da Defesa indicou o Coronel PMDF Nelson Werlang Garcia para participar do “Encontro Temático sobre Comando Policial”, a ocorrer de 21 a 23 de outubro de 2014, em Pretória, África do Sul, conforme já havia sido publicado aqui.
 
Atualmente, sem dúvida que o Coronel PMDF Garcia, atual Comandante da Academia de Polícia Militar de Brasília (PMDF), é o policial brasileiro mais indicado a participar e representar o país no evento, tendo em vista ter sido Senior Police Advisor (chefe do componente policial) na Missão de Paz em Guiné Bissau há poucos anos além de haver participado da Missão na Bósnia.
 
Acertada a indicação e um passo adiante e no caminho correto.
 
PS: Pesquisando agora quem arcará com os custos ($) de sua participação no evento.
 
 
Published in: on setembro 9, 2014 at 12:54 pm  Comments (1)  

CURSO EM OPERAÇÕES DE PAZ E AÇÃO HUMANITÁRIA

Numa iniciativa conjunta do Ius Gentium Conimbrigae/Centro de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e do Comando da Brigada de Intervenção (BrigInt) do Exército Português, vai decorrer nos dias 8, 15, 22 e 29 de novembro de 2014 (sábados), no Auditório da BrigInt, no Aquartelamento de Sant’Anna, o 5º CURSO EM OPERAÇÕES DE PAZ E AÇÃO HUMANITÁRIA.

O curso é organizado sob a orientação dos Professores Doutores Rui Moura Ramos, Vital Moreira e Jónatas Machado e do Major-General Aguiar Santos.

A Direção Executiva é assegurada pela Mestre Carla de Marcelino Gomes e pelo Tenente-Coronel Paulo Marques.

As candidaturas decorrem até 24 de outubro/2014 e devem ser remetidas para igc@fd.uc.pt.

Mais informações disponíveis emhttp://www.fd.uc.pt/igc/opah/index.html.

 

 

 

Published in: on setembro 4, 2014 at 2:51 pm  Deixe um comentário  

Mães haitianas solicitam ajuda da ONU para os filhos de boinas azuis (peacekeerps) deixados para traz

Reportagem original “Haitian moms demand UN help for the babies their peacekeepers left behind”.

Confira na íntegra em inglês.

 

haiti

United Nations peacekeeper stands guard as Haitians gather to see UN Secretary-General Ban Ki-moon on his visit to the village of Los Palmas.

 

When the US military pulled out of Vietnam in 1973, it left something of a living legacy: Tens of thousands of pregnant Vietnamese women. But this issue is not confined to Americans in Vietnam, or even to wartime. It’s also an often overlooked side effect of United Nations peacekeeping operations.

Now, the babies of UN peacekeepers are becoming an issue in Haiti.

In the seaside town of Port Salut, 5-year-old Sasha Francesca Barrios basks in the attention of her mother and a couple of visitors. Barrios lives in a small house with her mother, grandmother and aunt. She talks about school and sings the popular Haitian children’s song “Ti Zwazo,” or Little Bird.

And when Sasha’s mother asks her to identify the young, pale man in a photo, she knows right away — “Papa.” Roselaine Duperval, her mother, says Sasha’s father was a Uruguayan marine in the UN peacekeeping mission in Haiti — known as MINUSTAH, its French acronym.

“They came here, and there was one who was friends with me,” Duperval says. “He said he loved me, and we were together. I never thought if I stayed with him and had a child with him, that he would leave and not support the child.” But he did. Sasha has never met him.

Duperval says the marine gave her $200 early in her pregnancy, but he left Haiti before Sasha was born and she never heard from him again. Now she’s scraping by giving manicures and pedicures in people’s homes. And she knows other women in similar situations.

“They come in our country to help us and they don’t help us; they have kids with us and leave,” she says. “I need aid for my child, to pay for school. It’s MINUSTAH’s responsibility. We’re in a country without work. We need the UN’s help. They know MINUSTAH troops leave babies here, children without dads.”

The UN does have a policy of helping facilitate paternity claims and child support in these kinds of cases. In February, the UN brought seven mothers — including Duperval — to the capital with their children for DNA tests. The mothers are still waiting for results.

Sasha2 (1)

Sasha Barrios holds up a picture of the Uruguayan marine her mother says is Sasha’s father. The man was a member of MINUSTAH, the UN peacekeeping for in Haiti.

And while the UN plays a role, it’s ultimately up to the country where the peacekeeper is from to determine follow-up. In the case of Duperval and her six fellow mothers, a Uruguayan military official said the alleged fathers have been asked to submit DNA samples. If paternity is established, it will be up to the Uruguayan courts to determine what should be done about it.

Of course, establishing paternity and getting child support are a challenge when the dad is a local Haitian, says community activist Miriame Duclair, let alone when the father is a foreign peacekeeper.

“The difference is if it’s [a Haitian] dad, often his family will help the mom,” Duclair says. “But when a foreigner leaves a child, there’s no one to help. When the UN talks about coming to Haiti to stabilize, it’s not true. They come todestabilize.”

Both the UN and the Uruguayan army say they strictly forbid such relationships. Uruguayan Col. Girardo Frigossi says no matter what the circumstances, relationships between UN peacekeepers and locals are never acceptable.

“There’s no possibility of any relation, consensual or not,” he says. “Because the power is in the UN soldier — because they have food, they have water, they can provide security, they have money.”

Sylvain Roy of the UN’s Conduct and Discipline Unit, or CDU, makes it even clearer. “Regardless of whether the mother might have been consenting,” he says, “the relationship is exploitative.”

Yet the chances for mothers receiving restitution are slim. The UN only started pulling together paternity claim statistics last year, and they show only 19 substantiated paternity claims against peacekeepers across the entire globe from 2010 through 2012. An independent report suggests there were many more claims before the UN began recording cases.

And in Haiti, many mothers aren’t making claims because there isn’t a known system for doing that. The Port Salut women were only brought to the attention of the UN when an American journalist reported on them in 2011.

The CDU’s Roy says this is an area that needs improvement. “You cannot expect a woman living in the middle of Congo, for example, to be able to file a claim for recognition of paternity, and then child support, in a court on another continent,” he says, “but it’s a situation with which we’ve got to deal.”

In the meantime, mothers left behind have a simple request. Rose Mina Joseph was 16 when she became pregnant, she says, by a 35-year-old Uruguayan peacekeeper. “I want MINUSTAH to get me out of poverty,” Joseph says, “to put me and my child in a better place.”

This report was done in partnership with 100 Reporters, a nonprofit investigative news organization based in Washington.

Published in: on setembro 4, 2014 at 2:34 pm  Deixe um comentário  

Curso preparatório para processo seletivo de Missão de Paz da ONU (policiais)

Um grupo de especialistas em recursos humanos (seleção e recrutamento) com experiência internacional no âmbito das Nações Unidas estará realizando curso preparatório para policias brasileiros que desejam conhecimentos suficientes para aprovação em processo seletivo para Missões de Paz da ONU, desde as avaliações no Brasil, até preenchimento de documentação/CV e preparação para entrevista oral (telefone), em sendo indicado pelo Brasil.

O curso, todo ele em idioma inglês, não visa ensinar os alunos a língua inglesa, mas promoverá modelos de testes semelhantes aos encontrados em área de missão. Ou seja, o curso é para quem tem bom nível de fluência (cabe ao candidato essa percepção).

O período e demais informações serão definidos em havendo demanda suficiente dos candidatos para formar turma (curso de aprox.. 10 dias).

Interessados enviar e-mail para missoesdepaz@gmail.com

Local: Brasília-DF.

Quando: A definir.

Valor: A definir.

Idioma: inglês (nível intermediário/avançado – fluência oral e escrita)

 

pm-estudando

 

Published in: on setembro 2, 2014 at 7:58 pm  Comments (1)  

Encontro Temático sobre Comando Policial para Missões da ONU

O Secretariado da ONU encaminhou, em 19/08/2014, convite para os Estados-membros participar do “Encontro Temático sobre Comando Policial”, solicitando um policial “senior“. Tema: “Orientação Estratégica para Polícia Internacional em Operações de Manutenção da Paz”.

O evento será realizado na cidade de Pretória entre 21 e 23 de outubro de 2014, tendo como objetivo permitir a discussão e o compartilhamento de boas práticas sobre Comando Policial em Missões de Paz. 

A ONU solicita um representante policial com experiência de alto comando, com fluência em inglês ou francês.

Deadline para indicação: 12 de setembro de 2014.

 

Cabe aqui algumas considerações:

  1. O Brasil tem policiais com experiência de gestão de alto comando? Sim.
  2. O Brasil tem policiais que exerceram funções importantes em Missões de Paz? Sim.
  3. O Brasil tem policiais que atendam aos requisitos? Sim.
  4. O Brasil tem um roaster de policiais com experiência em Missões? Sim. Na IGPM/COTER/EB.
  5. O Brasil tem uma agenda para participação de policiais em Missões? Não.
  6. Qual órgão brasileiro possui policiais veteranos que atuem com o tema, assessorando o MRE, DelBrasONU e MD em assuntos policiais no campo internacional? NENHUM.
  7. O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – CCOPAB é um órgão prioritariamente militar, onde o comando é sempre a cargo de um coronel do Exército, tendo as funções de Subcomando e terceiro na hierarquia do Centro, um revezamento de oficiais da Marinha e Aeronáutica. Não existe nenhum policial no nível de comando do CCOPAB. Se o Centro é Conjunto poderia talvez considerar englobar uma equipe de policiais experientes e um para compor o alto comando do Centro. Ademais, porque não um diplomata de carreira no comando do Centro Conjunto (Alto Comando do Centro sendo representado pelo MRE, 3 Forças e PM). Salvo engano, existe apenas uma vaga de capitão PM no Centro.
  8. Quem arca com os todos os custos referentes a treinamento, pagamento de salários e etc. de policiais no Brasil e em missões? Salvo raríssimas exceções, cabe as Unidades Federativas. Custo do Governo Federal com policiais = 0. 
  9. Falta ao Brasil priorizar, de certa forma, a questão da participação policial brasileira em missões internacionais.
  10. Reiteradamente, o Brasil tem deixado de indicar policiais para cargos e eventos importantes no âmbito internacional, por justamente não ter qualquer tipo de agenda ou estrutura mínima para fazê-lo.
  11. Será tão complexo assim?
  12. Por exemplo, com base em que, e sob quais critérios, poderá o país indicar um policial para um evento dessa magnitude. Considerando o fato do Brasil não indicar policiais constantemente, como se pode notar em postagens aqui mesmo neste espaço, será que podemos ser positivamente surpreendidos nesta vez?

 

Published in: on agosto 20, 2014 at 10:15 pm  Comments (1)  

Vagas para policiais e militares brasileiros no DPKO

No último dia 15 de agosto de 2014, encerrou o prazo de envio de candidaturas de policiais e militares ofertadas pelo Secretariado da ONU (04/06/2014) para indicação para concorrerem a vagas no Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO) e no Departamento de Apoio ao Terreno (DFS).

 DOS CARGOS:

– Chief of Service, Current Military Operations Service,P-5(DPKO/SEC1401/P-5/01);

– Senior Military Liaison Officer, P-5(DPKO/SEC1401/P-5/02); 

– Military Liaison Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/03); 

 – Peacekeeping Affairs Officer/2 postos, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/06); 

– Military Planning Officer-FGS, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/05); 

– Military Planning Officer-FGS, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/07); 

– Assessment Officer,P-4 (DPKO/SEC1401/P-4/04);

– Military Planning Officer-FGS, P-3(DPKO/SEC1401/P-3/12); 

– Assessment Officer,P-3(DPKO/SEC1401/P-3/11); 

– Corrections Policy Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/08); 

– Police Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/09); e 

– Police Officer, P-3(DPKO/SEC1401/P-3/10. 

 

Os selecionados serão contratados sob regime de “secondment-contracted”, para um período inicial de dois anos.

A indicação significa que os policiais e militares concorrerão com policiais de outros países (desconsiderando aqui as gestões político-diplomática) para serem efetivados e escolhidos para os cargos.

Os militares das Forças Armadas brasileiras dispõe de lei federal que permite os seus membros a serem contratados como secondment, não havendo essa previsão legal para os policiais militares estaduais, sendo um dos principais motivos pelos quais o Brasil até hoje nunca teve um policial em funções de HQ na ONU.

Uma breve mudança na legislação seria o suficiente que o país pudesse ao menos ter um mínimo de representatividade policial nas Sedes da ONU.

Considerações: 1. Falta de legislação que abranja os policiais militares para funções de secondment; 2. Não fazer, o policial, parte da agenda de paz e segurança internacional, como política externa; 3. Percentual definido de militares para ocupar cargos em Organizações Internacionais refere-se apenas aos militares das Forças Armadas. Os policiais militares são para a ONU “policiais”, para todos os fins; 4. Proposição encaminhada as instituições policiais militares sugerindo que os policiais gozem de LTIP (Licença para Tratar de Interesse Pessoal) é incoerente por inúmeros motivos: o policial para de contar tempo de serviço, deixa de ser promovido, perde todos os seus direitos enquanto gozo da Licença. Se o país indicará o nome do policial para cargo de secondment junto a ONU, não se trata de interesse pessoal, mas sim de interesse de Estado. Caberia aos órgãos federais, em havendo interesse, mudar a legislação.  

 

Published in: on agosto 20, 2014 at 9:00 pm  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar candidato para o cargo de “Police Commissioner”

Em 03 de setembro de 2013, o Ministério da Defesa informou ao Ministério das Relações Exteriores que “não será indicado candidato para concorrer à vaga de “Police Commissioner” na Operação das Nações Unidas em Côte d’Ivoire (UNOCI), 
Published in: on agosto 19, 2014 at 3:59 am  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para cargos de liderança na ONU

O Ministério da Defesa informou ao MRE não indicará candidatos para integrar o rol de policiais disponíveis para assumir cargos de liderança em operações de manutenção da paz (“Senior Police Leadership Roster”), …”
 
Em 19 de fevereiro de 2014. 
Published in: on agosto 19, 2014 at 3:49 am  Deixe um comentário  

O Brasil dará uma chance à paz na agenda pós-2015?

Por: Robert Muggah e Eduarda Hamann

Os diplomatas brasileiros costumam reiterar aos colegas estrangeiros que seu país não se envolve em conflitos com os vizinhos há cerca de 150 anos. Foi, aliás, com alguma relutância que os brasileiros se envolveram na Segunda Guerra Mundial em 1944. Eles têm justificativas para o orgulho de seu compromisso com a paz: trata-se, sem dúvida, de um legado a ser preservado. No entanto, hoje há indícios de que talvez esteja ficando para trás o período de promoção da paz, segurança, justiça e governança por parte do Brasil. Durante as negociações sobre os novos Objetivos de Desenvolvimento sustentável (ODS), em Nova Iorque, no começo de fevereiro, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil parecia retirar da mesa todas essas ideias.

Na abertura da reunião do grupo de trabalho da ONU sobre a Agenda de Desenvolvimento pós-2015, entre 3 e 7 de fevereiro, o embaixador Patriota trilhou um caminho bastante familiar. Em seu discurso, deixou claro que o Brasil acredita que “a estabilidade e a paz são essenciais para o desenvolvimento”. O ex-chanceler também afirmou que a paz efetivamente sustentável só pode ser alcançada se governos e organizações da sociedade civil, juntos, lidarem com as causas mais profundas dos conflitos. Não há nada de novo nesta posição. O embaixador simplesmente ratificou o argumento que ele e seus colegas brasileiros defenderam dezenas de vezes nos últimos anos acerca da interdependência entre segurança e desenvolvimento.

Como se pode esperar de um ex-chanceler, o preâmbulo de seu discurso resumiu as prioridades declaradas da política externa brasileira. Sua atenção à consolidação da paz em contextos instáveis vai ao encontro das atividades do Brasil em operações de manutenção da paz em lugares como o Haiti e o Líbano. Também destacou a importância que o Brasil dá à prevenção de conflitos e o desejo do país de reformar e fortalecer as instituições multilaterais, não somente o Conselho de Segurança da ONU, mas também a Comissão de Consolidação da Paz, ambos envolvidos em questões de guerra e paz. Apesar das boas intenções iniciais, a última parte do discurso do Embaixador não apresentava evidências e alguns trechos podem ser interpretados como anacrônicos e descolados da realidade.

O Brasil tem defendido uma definição restrita e conservadora de “desenvolvimento”. Criada durante a conferência Rio+20, em 2012, este conceito de “desenvolvimento” se limita exclusivamente às dimensões sociais, econômicas e ambientais. Questões de paz e segurança, justiça e governança, não estão presentes. E é exatamente a falta de segurança e a prevalência da impunidade e da corrupção que atravancam o desenvolvimento de países que são parceiros-chave para o Brasil, como o Haiti, Guiné Bissau e Timor Leste. Então por que o Brasil exclui essas questões de sua definição de desenvolvimento? Os diplomatas parecem temer que isso os leve para longe do que consideram o núcleo duro das prioridades do desenvolvimento. Também receiam a “securitização” do desenvolvimento, um argumento usado para criticas os programas “ocidentais” de cooperação para o desenvolvimento. De toda forma, cabe ressaltar que este tipo de tratamento do desenvolvimento por parte do Brasil pode não apenas resultar em investimentos perdidos como também pode, principalmente, causar danos não intencionais.

O Brasil parece recorrer a um rationale ideológico – e não baseado em evidências – sobre a paz e as prioridades dos ODS. Há muitas pesquisas científicas que demonstram as várias maneiras pelas quais a insegurança, a injustiça e a má governança perpetuam o subdesenvolvimento. O World Development Report de 2011, do Banco Mundial, foi baseado em extensa pesquisa sobre essas relações: “um país que passou por crises de violência entre 1981 e 2005 tem uma taxa de pobreza 21% maior que a de um país que não viu violência”¹. O relatório também considera que um grupo de cerca de 50 países estão ficando para trás em termos de desenvolvimento e pondera que um apoio concentrado em segurança, justiça e empregos poderia reverter essas trajetórias. A boa notícia é que há excelentes exemplos, inclusive no Brasil, de como a prevenção da violência, a promoção da justiça e da boa governança podem promover desenvolvimento.

O Embaixador também enfatizou uma falsa dicotomia entre “conflito” e “violência”. Os conflitos, segundo ele, seriam questões predominantemente internacionais e, assim, deveriam ser tratados por mecanismos multilaterais, a exemplo do Conselho de Segurança. A violência, por sua vez, seria assunto “doméstico” e, como tal, estaria exclusivamente sujeita à jurisdição nacional. Este tipo de argumento é contrário a praticamente todas as pesquisas sérias sobre conflito e violência realizadas na última década. A imensa maioria dos conflitos armados contemporâneos é “interna” mas sofrem influência de fatores globais cada vez mais complexos. Da mesma forma, a violência interpessoal e coletiva, incluindo a que ocorre no Brasil, é influenciada por vetores locais e internacionais, como o tráfico de drogas, o comércio de armas e choque de preços. É verdade que a abordagem que visa prevenir o conflito e a violência pode vir a justificar agendas intervencionistas e, portanto, contrárias à orientação da política externa brasileira. Todavia, ignorar a importância destes temas pode ser tão irresponsável quanto a intervenção em si.

O Brasil tem um grande papel a desempenhar na nova ordem mundial e pode influenciar a futura trajetória do desenvolvimento nos próximos 15 anos. Seu enorme potencial ficará subexplorado se o país continuar a olhar para trás ou se mantiver uma timidez negligente. Existe hoje uma grande oportunidade para o Brasil contribuir para a definição das regras do jogo, ao invés de continuar jogando a partir de regras definidas por outros. O país tem credibilidade e legitimidade, além de clara experiência no apoio a sociedades pacíficas e não-violentas. Por esta razão, só não exercerá grande influência se ignorar o extenso corpo de evidências sobre o nexo entre segurança e desenvolvimento e caso se mantenha restrito a interpretações conservadoras do conceito de desenvolvimento. O Brasil tem lições e boas práticas para compartilhar e muitos países mal podem esperar para ouvir e aprender.

¹ Livre tradução de: “a country that experienced major violence over the period from 1981 to 2005 has a poverty rate 21 percentage points higher than a country that saw no violence”.

Fonte: Brasil Post Mundo.

Published in: on junho 4, 2014 at 3:03 pm  Deixe um comentário  

Prováveis mudanças na MINUSTAH

Novos acertos nas Nações Unidas indicam mudanças consideráveis na MINUSTAH. A missão terá até 2016, período que abarca o Plano de Desenvolvimento da PNH (Polícia Nacional do Haiti), foco principal de fortalecimento da única instituição pública armada em um país que não possui Forças Armadas (não vou mencionar os 5-10 militares criados por questões de imposição política).

A gradual e constante redução do componente militar e a permanência do efetivo previsto no componente policial (até 2016) deverão sofrer certo impacto no ano de 2016, quando um novo Plano para a PNH deverá ser lançado, se o Estado haitiano ainda continuar com interesse, e a Missão passará a ter um viés mais voltado para o peacebuilding e fortalecimentos institucionais, devendo inclusive extinguir o nome MINUSTAH para um outro, provendo uma nova imagem à Missão da ONU e as mazelas enfrentadas pela missão, associadas negativamente por parte da população local (e internacional) – a citar terremotos e surto de cólera.

No nível UNPOL já se percebe um foco maior para a área de desenvolvimento e menor para a operacional, enquanto que na militar as reduções tem sido paulatinas, como citado.

Esperar para ver…

Sérgio Carrera

Published in: on junho 3, 2014 at 2:51 am  Comments (1)  

Vírus chikungunya se propaga de forma rápida pelo Caribe

Fonte: G1.

Vírus é transmitido por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
Opas estima 55 mil casos, entre suspeitos e confirmados, na região.

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Hospitais e clínicas por todo o Caribe estão recebendo milhares de pessoas com os mesmos sintomas: fortes dores de cabeça, febre alta e tanta dor nas articulações que elas mal conseguem andar ou usar as mãos. O quadro é provocado pelo vírus chikungunya, que está se espalhando rapidamente pelos mosquitos nas ilhas da região, segundo a agência Associated Press. O primeiro caso transmitido na região foi confirmado em dezembro.

“Você sente nos seus ossos, nos dedos e nas mãos. É como se tudo estivesse se despedaçando”, disse Sahira Francisco, de 34 anos, à agência Associated Press enquanto ela e sua filha esperavam atendimento em um hospital em San Cristobal, uma cidade no sul da República Dominicana onde muitos casos foram registrados nos últimos dias.

O nome chikungunya é derivado de uma palavra africana que pode ser traduzida como “contorcido de dor”. Apesar de o vírus raramente ser fatal, ele é extremamente debilitante. “É terrível, eu nunca tive em toda a minha vida uma doença desse tipo”, disse Maria Norde, uma mulher de 66 anos confinada a uma cama na sua casa na ilha de Dominica. “Todas as minhas articulações estão doendo.”

Surtos de infecções pelo vírus têm afetado a população da África e da Ásia há muito tempo. Mas ele é novo no Caribe, onde o primeiro caso foi registrado em dezembro, provavelmente trazido por um viajante. Autoridades de saúde locais estão trabalhando agora para educar a população sobre a doença, acabar com os mosquitos e lidar com os casos existentes.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirma que há na região mais de 55 mil casos, entre suspeitos e confirmados, desde dezembro. O vírus também atingiu a Guiana Francesa, onde ocorreu a primeira transmissão confirmada na América do Sul continental.
Segundo a Opas, sete pessoas com o chikungunya já morreram, mas elas podem ter tido outros problemas de saúde que contribuíram para esse desfecho.

“Os números estão aumentando como uma bola de neve por causa das constantes movimentações de pessoas”, disse Jacqueline Medina, especialista do Instituto Tecnológico, na República Dominicana, onde alguns hospitais reportaram mais de 100 novos casos por dia.
O vírus é transmitido por duas espécies de mosquito, o Aedes aegypti, que também transmite a dengue, e o Aedes albopictus. É comum que ele seja transmitido por viajantes. Ele pode se espalhar para uma nova área se alguém tem o vírus circulando em seu sistema em um período que vai de 2 a 3 dias antes do início dos sintomas até 5 dias depois.

Durante anos, houve relatos de casos esporádicos de viajantes diagnosticados com chikungunya, mas sem transmissão local. Em 2007, houve um surto no norte da Itália, então autoridades de saúde previram que era apenas uma questão de tempo até o vírus se espalhar para o ocidente, segundo o médico Roger Nasci, dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.
De 60% a 90% das pessoas infectadas apresentam sintomas. Em comparação, apenas 20% dos infectados por dengue têm sintomas. A boa notícia é que existe apenas um tipo de chikungunya, ao contrário da dengue, que tem quatro subtipos. Uma vez que a pessoa é infectada e pelo chikungunya e se recupera, ela se torna imune à doença.

No Brasil

Por enquanto, o Brasil só registrou casos importados de chikungunya, ou seja, pessoas que foram infectadas fora do país. Mas o surgimento de casos no Caribe e também na Guiana Francesa, que faz fronteira com o Amapá, deixou pesquisadores brasileiros em alerta. Para eles, o risco de transmissão da doença aqui é real.
Autoridades de saúde de Roraima e do Amapá estão atentas ao risco da chegada do vírus no país. No Amapá, uma visita de uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde está prevista para traçar medidas de prevenção do vírus.

Obs: Haiti faz parte desses países.

Published in: on junho 2, 2014 at 3:08 am  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para evento internacional e mulher policial para o cargo de Police Adviser Missão de Paz na África

Corroborando com notícia já publicada neste espaço e continuando com a falta de uma agenda política brasileira para o emprego de policiais militares em missões internacionais de paz, o que vem gerando, muito provavelmente, uma falta de coordenação entre o Ministério das Relações Exteriores (possível responsável pela falta ou não de uma política externa) e o Ministério da Defesa (Ministério encarregado por fazer a tramitação entre seleção e indicação de policiais militares brasileiros junto ao Itamaraty), segundo informações não-oficiais, o Ministério da Defesa reitera as mesmas ações e deixa de indicar policiais militares brasileiros para importantes eventos internacionais, como o Strategic Guidance Framework – SGF/Encontro de Capacitação policial do DPKO, tendo como motivo a “ausência de candidatos”. O evento, denominado “Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial” ocorrerá em Langfang/China, entre 29 de junho e primeiro de julho de 2014.

Mesmo tendo policiais militares femininas em seu banco de dados, como habilitadas (de acordo com os critérios estabelecidos pelo Exército), O MD também deixou de indicar solicitação de policial feminina brasileira para o cargo de “Police Adviser” na Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental – MINURSO. Neste caso, entende-se que havia interesse do MRE em contribuir com efetivo para a referida missão, mas possivelmente: 1) não existe voluntária (se foram consultadas); 2) não foram autorizadas por seus Estados. Se a negativa partiu unilateralmente sem consulta a policiais femininas vai totalmente em contradição à política de estímulo para maior participação da mulher policial em missões de paz, conforme Resolução 1325 e demais diretrizes da ONU, como a United Nations International Network of Female Police Peacekeepers (site)- .

Talvez falte um pouco mais de conhecimento sobre temas tão importantes, especialmente do que se refere à participação de policiais femininas no âmbito da ONU.

Pergunta: Qual a política interna brasileira de estímulo e incentivo para maior participação de policiais militares femininas em missões de paz?

Vários países mais desenvolvidos e estruturados no que se refere a emprego de policiais em missões de paz possuem políticas específicas para atender essa demanda das Nações Unidas.

E não precisamos ir tão longe, basta cruzarmos a fronteira e aprender como que o Centro POLICIAL de Operações de Paz da Polícia Argentina (Gendarmeria Nacional – polícia militar se comparada ao Brasil) segue firme no propósito de não apenas aumentar a quantidade de policiais femininas, mas de atingir o patamar proposto pela ONU de 20% do efetivo UNPOL. O trabalho da polícia argentina é digno de respeito por ser um dos mais profissionais e efetivos voltados a “polícia x missões de paz”, administrados, geridos e coordenados por policiais veteranos, nacionais e estrangeiros.

E o Brasil, como Estado-Membro da ONU, qual a sua posição?

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Foto: Capitão PMDF Virgínia Lima – Atendimento a vítimas de exploração e abuso sexual no Haiti. Site da ONU.

Algumas leituras:

Resolução 1325 – 1325portuguese.

Mulheres, Paz e Segurança – Site

“Em outubro de 2000, o Conselho de Segurança adotou por unanimidade uma resolução inovadora sobre mulheres, paz e segurança. A Resolução 1325 pedia aos Estados-Membros que aumentassem a representação das mulheres em todos os níveis de tomada de decisão para a prevenção, gestão e resolução de conflito. Ela pedia ao Secretário-Geral que nomeasse mais mulheres para os cargos de representantes especiais e enviados, e para expandir o papel e a contribuição das mulheres nas operações de paz da ONU.
O Conselho apelou a todos os atores envolvidos na negociação e implementação dos acordos de paz para adotarem uma perspectiva de gênero.Também instou todas as partes em conflitos armados para tomarem medidas especiais para protegerem mulheres e meninas contra a violência baseada no gênero e todas as outras formas de violência que ocorrem em situações de conflito armado. Estas recomendações foram mais desenvolvidas na Resolução 1820 (2008) e nas resoluções 1888 e 1889 (2009). Em outubro de 2010 o Conselho de Segurança comemorou o 10° aniversário da adoção da resolução 1325.”

Published in: on junho 2, 2014 at 2:26 am  Deixe um comentário  

Mulheres, paz e segurança : propostos indicadores para acompanhar aplicação de resolução 1325

Dez anos após a sua adoção, a aplicação da resolução 1325 (2000) do Conselho de Segurança sobre as mulheres, a paz e a segurança continua a ser lenta, no seu conjunto, e a avaliação dos progressos alcançados é limitada pela falta de dados de referência e de indicadores precisos, mensuráveis, adequados e a que estejam associados prazos, considera o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, num relatório publicado hoje.

“O pedido, formulado pelo Conselho de Segurança, de criação de um conjunto de indicadores que deveriam ser utilizados a nível mundial para acompanhar a aplicação da resolução 1325 (2000) chegou num momento oportuno”, acrescenta Ban Ki-moon no relatório.

A 5 de Outubro de 2009, o Conselho de Segurança adoptou a resolução 1889 (2009), na qual se declarava vivamente preocupado com os obstáculos persistentes à plena participação das mulheres na prevenção e resolução de conflitos bem cono na vida pública, após um conflito. Considerou que a marginalização das mulheres podia atrasar ou comprometer a instauração de uma paz e segurança duradouras e a reconciliação.

O Conselho pediu, assim, ao Secretário-Geral que lhe apresentasse, para apreciação, no prazo de seis meses, um conjunto de indicadores a serem utilizados a nível mundial para acompanhar a aplicação da resolução 1325 (2000).

Na sequência de consultas aprofundadas, o Secretário-Geral sugere que se peça aos organismos da ONU para colaborarem com as organizações competentes e as partes com conhecimentos técnicos no domínio da recolha e análise de dados, com vista a recolher os dados para os indicadores o mais rapidamente possível, a fim de os disponibilizar a todos os actores envolvidos, incluindo os Estados-membros.

O relatório sugere igualmente que se exija que as informações obtidas graças a estes indicadores sejam incorporadas nos relatórios de países apresentados pelo Secretário-Geral ao Conselho de Segurança, quando tal for possível.

Propõe ainda que, paralelamente aos esforços desenvolvidos pelas entidades da ONU, se convidem os Estados-membros a utilizarem os indicadores, a título experimental, para se certificarem de que correspondem aos contextos nacionais, e a definirem as boas práticas em matéria de recolha e análise de dados.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 23/04/2010)

fONTE: UNIC-RIO

Published in: on junho 2, 2014 at 2:06 am  Deixe um comentário  

Atualizacao de efetivo UNPOL na MINUSTAH/Haiti (10 de maio de 2014)

Na presente data, o Brasil conta com o maior efetivo de policiais militar ja empregados no Haiti, com um total de 18 policiais:

– 12 policiais da PMDF
– 02 policial da PMPE
– 01 policial da PMAL
– 01 policial da PMSP
– 01 policial da PMERJ
– 01 policial da PMCE

Dos 18 UNPOLs, apenas 02 sao mulheres e 03 estao em sua primeira missao.

Mais outros 02 brasileiros ja receberam seu Deployment Tracking (DT) com chegada prevista para o mes de maio e outros 02 estao com problemas para emissao do Travel Auhorization (TA) ha mais de 2 meses e ate o momento nada foi resolvido. Mesmo com o fim de missao de 03 oficiais em junho, existe possibilidade real de 22 policiais militares como UNPOLs no Haiti até a referida data.

O Brasil hoje representa 2,1% do efetivo de policiais na MINUSTAH.

Published in: on maio 10, 2014 at 4:03 pm  Deixe um comentário  

Genebra

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Published in: on maio 10, 2014 at 2:12 pm  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para funcoes estrategicas junto a ONU

Segundo informacoes nao-oficiais, a Pasta responsavel por indicar policiais militares para funcoes junto as Nacoes Unidas (ministerio da Defesa – MD) tem deixado de apresentar nomes de policiais brasileiros para vagas estrategicas junto a ONU (maioria delas de secondment – contratadas).

Em alguns casos, informa simplesmente que “deixa de indicar policiais a concorrer a vagas…”, como feito pela segunda vez recentemente, deixando o Brasil de indicar candidato policial para concorrer a vaga de “Deputy Police Commissioner for Operations” na MINUSTAH, cargo este considerado o numero 03 na hierarquia do componente policial (UNPOL) no Haiti.

Deixa tambem de indicar policiais brasileiros para vaga de “Strategic Adviser to the Directorate of Investigations” na UNMISS, no Sudão do Sul.

E outras vagas que chamam a atencao como o de deixar de apresentar nomes de policiais brasileiros para integrar o rol de policiais disponíveis para assumir cargos de liderança em operações de manutenção da paz (“Senior Police Leadership Roster”) – DPKO, para participar do Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial, em Oslo (19 – 21 março 2014), e deixando de indicar nomes de policiais para concorrer ao cargo de “Chief of the Standing Police Capacity” na Base Logística das Nações Unidas em Brindisi, Italia.

O que se tem apurado, sao informacoes de falta de policiais voluntarios para concorrerem ou assumirem vagas importantes em QG ou Missoes de Paz.

Como na comunidade de policiais veteranos de missoes de paz a comunicao é bem articulada, muito impressiona nao termos no Brasil policiais veteranos voluntarios a essas vagas ou que nenhum instituicao tenha autorizado que seus efetivos concorram aos certames internacionais.

Pelo que se pode interpretar ao ver o Brasil deixar de indicar nomes de policiais para cargos de primeiro escalao junto aos componente policiais de missoes de paz ou sede (como NY e Brindisi) seriam: 1) inexistencia de policiais voluntarios, 2) nao autorizacao dos estados federados; 3) ou ma-gestao de policiais brasileiros e 4) inexistencia de uma agenda e politica de envio/participacao de policiais brasileiros no contexto da paz e seguranca internacionais.

Alguem teria a resposta?

Se continuamente policiais tem sido enviados a integrar missoes de paz como UNPOL… fica dificil entender algumas posicoes… a pensar…..

duvida

Published in: on maio 9, 2014 at 8:11 pm  Comments (2)  

Retorno (lento) as atividades do Blog (maio 2014)

Apos 2 meses em manutencao, o Blog volta, mesmo que lentamente, as postagens e publicacoes de interesse.

Published in: on maio 9, 2014 at 7:43 pm  Deixe um comentário  

Visita oficial da SRSG/MINUSTAH ao Brasil.

A Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, Md. Sandra Honoré (SRSG) da MINUSTAH, realizará visita a países sul-americanos, inclusive o Brasil., no próiximo mês. Contará com a presença do Police Commissioner e Force Commander. Participação e maior envolvimento policial brasileiro está na pauta. Visitas com Ministros das Relações Estrangeiras, Defesa e Justiça…além da PR e parlamentares.

Published in: on março 10, 2014 at 11:57 pm  Deixe um comentário