ACNUR monitora o retorno a Kivu do Norte a partir de Uganda

BRASÍLIA, 5 de novembro de 2013 (ACNUR) – A Agência da ONU para Refugiados continua respondendo aos fluxos recentes de refugiados congoleses para o sul de Uganda enquanto se prepara para ajudar as pessoas a voltarem para casa em áreas libertadas do controle rebelde na
fronteira de Kivu do Norte, província na República Democrática do Congo (RDC).

Mais de 10 mil pessoas se deslocaram para o distrito de Kisoro, em Uganda, desde a onda mais recente de combates entre as forças armadas da RDC e o movimento rebelde M23, iniciada em 25 de outubro – mais de 18 meses do depois do estopim do conflito entre ambas as partes.

O governo comemora o sucesso da expulsão do M23 de redutos no Kivu do Norte, incluindo a fronteira de Bunagana com Uganda, por onde cruzam os refugiados. Mais de 3 mil deles já foram transportados pelo ACNUR para o centro de trânsito de Nyakabande, a cerca de 20 quilômetros da
fronteira, onde recebem abrigo, alimentação e outros cuidados.

Outros milhares de refugiados permaneceram na zona fronteiriça e o ACNUR tem visto muitos retornarem a Kivu do Norte desde que o exército congolês capturou a cidade, na última quarta-feira. Os funcionários do ACNUR em Goma, capital de Kivu do Norte, ainda não conseguiram acessar as áreas liberadas. Uma vez restabelecidos o pleno controle militar e a autoridade civil, a repatriação de dezenas de milhares de pessoas deslocadas pode se tornar realidade após mais de 18 meses de um intermitente combate em Kivu do Norte.

Embora expressando cautela sobre a situação atual e um eventual retorno de pessoas refugiadas nos países vizinhos ao Congo, o Representante Regional do ACNUR Stefano Severe disse que “a agência já está pronta para receber e acompanhar os retornados uma vez que a situação tenha se
estabilizado”. Ele e outros funcionários do ACNUR alertaram contra retornos prematuros até que a situação seja segura.

Leia a íntegra desta notícia em http://www.acnur.org.br/

ACNUR Brasil
Assessoria de Comunicação
Fone: (61) 3044.5744
Fax: (61) 3044.5705
e-mail: informacao@unhcr.org

Visite http://www.acnur.org.br
Acnur Brasil no Twitter: @ACNURBrasil
ACNUR Américas no Facebook:
http://www.facebook.com/pages/AcnurUnhcr-Americas/149421481734737

We believe 1 family torn apart by war is too many.
Tell the world you do too: http://www.unhcr.org/1family?link=email

Published in: on novembro 5, 2013 at 7:06 pm  Deixe um comentário  

LRA: grupo armado já deslocou 2,5 milhões de pessoas no coração da África

ACNUR Brasil BRABR Informação Pública

LRA: grupo armado irregular já deslocou 2,5 milhões de pessoas no coração da África

BRASÍLIA, 04 de novembro de 2013 (ACNUR) – Nos últimos 30 anos, o grupo rebelde Exército de Resistência do Senhor (ou LRA, do inglês Lord’s Resistency Army) causou o deslocamento forçado de 2,5 milhões de pessoas no coração da África. As ações do grupo têm sido registradas em Uganda, epública Democrática do Congo (RDC), Sudão do Sul e República Centro Africana (CRA). Atualmente, o maior número de vítimas do LRA está concentrado na Província Orientale, leste do Congo, onde cerca de 320 mil pessoas ainda encontram-se deslocadas devido à violência praticada
pelo grupo.

Estes números constam do relatório “Uma vida de medo e fuga” (ou “A life of fear and flight-The Legacy of LRA Brutality in North-East Democratic Republic of the Congo”), produzido pelo Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno (ou IDMC, do inglês Internal Displacement Monitoring Centre), vinculado ao Conselho Norueguês para Refugiados, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). A íntegra do relatório está disponível em http://goo.gl/wY7xkR

Sob o comando do líder rebelde Joseph Kony, o LRA foi formado na década de 80 em oposição ao governo de Uganda. Em pouco tempo, tornou-se conhecido pelas suas atrocidades contra civis, como homicídio de residentes e sequestro de mulheres e crianças para servirem como
escravas sexuais e soldados.

No início dos anos 90, os ataques ultrapassaram as fronteiras do norte do país, chegando ao Sudão. Em 2005, o LRA estabeleceu suas bases em um parque nacional do Congo, e após 2008 começou a afetar cidadãos na RCA e na região onde agora existe o Sudão do Sul.

Segundo o relatório do IDMC e do ACNUR, o LRA afeta as comunidades de três maneiras diferentes: sequestros, ataques direto (envolvendo homicídios, mutilações e outras violências extremas) e causando deslocamento forçado. A população presencia membros da família e da
comunidade sendo mortos das piores maneiras possíveis.

Uma das pessoas que se destaca na luta contra os efeitos do LRA é a irmã Angélique Namaika, feira congolesa que recentemente ganhou o Prêmio Nansen para Refugiados 2013, concedido pelo ACNUR. A freira foi deslocada pela violência do LRA em 2009, e hoje dirige uma instituição
que já ajudou a transformar a vida de mais de duas mil mulheres e meninas que foram forçadas a deixar suas casas e sofreram abusos praticados pelo LRA.

Por Marilia Nestor, de Brasilia

Leia a íntegra desta notícia em http://www.acnur.org/t3/portugues/

ACNUR Brasil
Assessoria de Comunicação
Fone: (61) 3044.5744
Fax: (61) 3044.5705
e-mail: informacao@unhcr.org

Visite http://www.acnur.org.br
Acnur Brasil no Twitter: @ACNURBrasil
ACNUR Américas no Facebook:
http://www.facebook.com/pages/AcnurUnhcr-Americas/149421481734737

We believe 1 family torn apart by war is too many.
Tell the world you do too: http://www.unhcr.org/1family?link=email

Published in: on novembro 5, 2013 at 7:03 pm  Deixe um comentário