Haitian National Police- 20 years of service

Haitian National Police- 20 years of service

Enjoy and share these pictures and video produced by the police in Haiti, showing the 20th anniversary of the Haitian National.Police (HNP). Many things has improved, and the struggle for change continues. The HNP is a young police force, but wathcing their efforts to improve at close range really gives me the impression that they want to improve for the benefit of their country. https://lnkd.in/e-U8ZQd

English translation from the link:

This June 12, 2015 marks the 20th anniversary of the National Police of Haiti, HNP. 20 years punctuated by ups and downs, but mostly sacrifices that helped sculpt a police force today, professional and efficient.

Indeed since the promulgation of the Law of 28 December 1994, the National Police of Haiti is the only official institution responsible, since the dissolution of the army in 1995, to ensure the security of the country.

Follow this video report highlights the reform of the HNP.

LINK

Published in: on junho 22, 2015 at 12:19 am  Deixe um comentário  

PNH: 20 ans à servir et protéger

Haitian National Police- 20 years of service

Ce 12 Juin 2015 marque les 20 ans d’existence de la Police Nationale d’Haïti, PNH. 20 années ponctuées de hauts et de bas, mais surtout de sacrifices qui ont permis de sculpter une force de police, aujourd’hui, professionnelle et efficace.

En effet depuis la promulgation de la Loi du 28 Décembre 1994, la Police Nationale d’Haïti est la seule institution officiellement chargée, depuis la dissolution de l’armée en 1995, d’assurer la sécurité du pays.

Suivez dans ce reportage vidéo les temps forts de la réforme de la PNH. – link

Conception multimedia: Igor Rugwiza, Violine Thelusma

Published in: on junho 22, 2015 at 12:17 am  Deixe um comentário  

Un rapport de l’ONU dénonce les comportements des casques bleus en mission

Le Monde.fr | 12.06.2015 à 11h35 • Mis à jour le 12.06.2015 à 15h00

Des casques bleus à Port-au-Prince, en 2009. | THONY BELIZAIRE / AFP

Dix ans après la sortie du « rapport Zeid » qui explorait des mesures concrètes pour éliminer les cas d’exploitations sexuelles dans le cadre des opérations de maintien de la paix des Nations Unies, rien n’a changé ou presque. « Des casques bleus ont échangé de l’argent, des bijoux, du parfum, des téléphones contre des faveurs sexuelles », note un rapport du bureau des enquêtes internes de l’ONU, à paraître la semaine prochaine. Le code de conduite de l’organisation prohibe pourtant strictement les rapports sexuels en échange de nourriture, d’argent ou de tout autre bien matériel. L’institution réprouve par ailleurs fermement depuis 2003 les relations sexuelles entre les casques bleus et les populations qu’ils sont censés protéger, sans pour autant les interdire, ce qui laisse une marge d’interprétation aux soldats déployés sur le terrain.

Or, le rapport note que deux opérations de maintien de la paix en Haïti (Minustah) et au Liberia (Minul) « démontrent que ces échanges à caractère sexuels sont répandus, sous-estimés et pas assez dénoncés. » Selon le document, 231 femmes haïtiennes ont indiqué avoir eu des relations sexuelles avec des casques bleus en échange de biens matériels. Le rapport note que les conditions qui encouragent ce type d’exploitation sont « la faim et la pénurie de produits de première nécessité et de médicaments ». Seulement sept femmes avaient connaissance de la politique de « tolérance zéro » des Nations unies sur les abus sexuels. Et aucune ne connaissait l’existence d’une ligne téléphonique pour dénoncer de tels abus.

« NAMING AND SHAMING »

D’après une autre enquête menée à Monrovia (Liberia) auprès d’un échantillon de 489 femmes âgées de 18 à 30 ans en 2012, « plus d’un quart (…) avaient procédé à des transactions sexuelles avec les casques bleus, généralement pour de l’argent. » Le rapport estime par ailleurs que le nombre de préservatifs distribués pour éviter les risques d’infection au VIH laisse penser « que les relations sexuelles entre les casques bleus et la population locale sont très répandues ».

Entre 2008 et 2013, 480 cas d’abus ou d’exploitations sexuelles ont été recensés au sein des Nations unies, et un tiers de ces cas implique des mineurs. Pour la première fois dans un rapport, le bureau des enquêtes internes pratique la politique du « naming and shaming » qui consiste à nommer et dénoncer les pays dont les ressortissants se sont rendus coupables de tels actes. Quatre pays sont particulièrement concernés : le Pakistan, l’Uruguay, l’Afrique du Sud, et le Nigeria. Ces accusations visent en premier lieu les militaires. Mais les civils (17 % du personnel des missions), représentent 33 % des accusations.

« Malgré une baisse continue du nombre de plaintes, qui s’explique en partie par une sous-estimation du nombre de cas, l’efficacité de la lutte contre l’exploitation et les abus sexuels est entravée par une organisation complexe et la lenteur de l’organisation à enquêter et à venir en aide aux victimes », note le bureau des enquêtes internes.

Le rapport estime que les investigations menées sur ces accusations prennent « beaucoup trop de temps » (seize mois de délai en moyenne). L’ONU doit par ailleurs s’en remettre aux pays d’origine des coupables et aux juridictions nationales pour les sanctions, ce qui entraîne « de très grandes disparités selon les Etats ».Les civils sont le plus souvent congédiés tandis que soldats et policiers sont renvoyés dans leur pays avec interdiction de participer à une autre mission onusienne. Cette enquête sort à un moment où l’ONU est vivement critiquée pour sa gestion des accusations de viols de mineurs commis en Centrafrique par des soldats français, tchadiens et équato-guinéens. Mais elle ne revient pas sur cette affaire.

Par Marie Bourreau (New York, Nations unies, correspondance)

Source: Le Monde.fr

Published in: on junho 21, 2015 at 9:41 pm  Deixe um comentário  

DPKO abre processo seletivo para Chefe do Estado-Maior da Polícia da ONU (UNPOL) na MINUSTAH

O DPKO solicitou a seus estados-membros, incluindo o Brasil, indicações de policiais militares para o cargo de Chefe do Estado-Maior do componente policial (UNPolice Chief of Staff), na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

O regime é de secondment contacted (contratado), para período de trabalho inicial de um ano. A atual Chefe do EM UNPOL no Haiti teve contrato renovado e ficou por 3 anos.

Várias são as qualificações exigidas para o cargo, dentre as quais proficiência plena em inglês e francês, além de amplo conhecimento da missão e sistema ONU e UNPOL.

DPKO destaca que oficiais do sexo feminino terão precedência, no processo de seleção, nos casos de empate de qualificação com oficiais do sexo masculino. A Chefe do EM UNPOL nos últimos anos foi a oficial romena Iuliana Boanca. Seu contrato acaba no mês de maio 2015.

Job Description foi encaminhado a cada país.

Deadline: 25 de maio de 2015 (envio para DPKO).

Documentação exigida: EASP, formulários médicos (MS2) e cópia dos passaportes.

Published in: on abril 27, 2015 at 6:26 pm  Deixe um comentário  

Major PMPA Bassalo em operação no Haiti

O Major Fabrício Bassalo, veterano boina azul da MINUSTAH (Haiti), completa hoje 4 décadas de vida, sendo 20 anos dedicados a Polícia Militar do Pará (PMPA) e a sociedade.

A foto abaixo mostra a atuação do então Capitão Bassalo durante as manifestações estudantis de junho de 2009, em Porto Príncipe (PaP), capital do Haiti, devido ao anúncio do governo haitiano de corte na verba da educação.

  bassalo-haiti

Foto: O então Capitão Bassalo e o Capitão SA’ED Al Maitah, Comandante da SWAT da Jordânia.

Segundo o peacekeeper, “Nesse dia especificamente, uma guarnição UNPOL[1] da Comissaria do centro de PaP estava em patrulha sem a presença da FPU[2], sendo cercada na área das universidades (por trás do Palácio Nacional).”

Na condição de Coordenador das Tropas de Choque da Polícia da ONU (UNPOL Crowd Control Coordinator) na MINUSTAH, o Capitão Bassalo seguiu liderando comboio de choque para resgatar os policiais internacionais cercados e ameaçados pelos manifestantes. Nessa operação, encontravam-se a seu comando: 1 Pelotão de Choque e 1 time tático (SWAT) da Polícia Real da Jordânia.

Atualmente, o Major Fabrício Silva Bassalo é o Diretor de Operações da Casa Militar do Estado do Pará.

Ao sempre atuante oficial, os votos de saúde e paz!

[1] UNPOL: United Nations Police. Componente policial de uma missão de paz ou nomenclatura usada também para os policiais internacionais que integram uma missão.

[2] FPU: Formed Police Unit (Unidade/Batalhão/Companhia de Polícia de Choque/CDC)

Published in: on abril 23, 2015 at 2:00 am  Deixe um comentário  

ONU solicita ao Brasil mais policiais militares para cargos de UNPOL no Haiti

O Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO/ONU) solicitou ao Brasil a indicações de policiais militares para o cargo de UNPOL na MINUSTAH, em regime de secondment (non-contracted, UNPOL “normal”), para tour (mandato) inicial de missão de um ano.

A ONU enfatizou que policiais militares femininos terão precedência, no processo de seleção, nos casos de empate de qualificação com policiais do sexo masculino.

Indicações devem ser submetidas ao DPKO até 20 de abril de 2015 (anexos os EASP, exames médicos (MS2) e cópia dos passaportes.

Published in: on abril 1, 2015 at 7:38 pm  Deixe um comentário  

O idioma francês e a Polícia da ONU – UNPOL

A falácia oficializada no Brasil de que a ONU não pede policiais fluentes em francês chega a beirar o absurdo. A tendência da maioria das missões tem o francês como idioma oficial da UNPOL. E essa é uma tendência, conforme palavras do Undersecretary-gereral for Peacekeeping Operations (Mr. Herde – diplomata francês) e do Police Advisor e Diretor da Police Division, o policial alemão Stephen Feller em reunião com Comandantes de Contingentes e Chefes de Unidade na MINUSTAH. Inclusive solicitado para transmitir informações aos países de origem e citando as missões na África. Selecionar policiais apenas em inglês é um contra-senso!

De forma alguma, devem deixar o inglês em segundo plano, por questões óbvias.

Tempo para reflexão e evolução sobre o tema.

Durante muitos anos o Brasil realizou seleção em francês (mesmo que não reconhecida pela ONU) e acredito que estamos no momento de voltarmos a fazê-la (Brasil).

bandeira da franca

Published in: on março 10, 2014 at 11:32 pm  Deixe um comentário  

PM de Sergipe enviará representante para missão das Nações Unidas no Haiti

A Polícia Militar sergipana enviará neste mês de abril um representante da corporação para a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que tem como objetivos prioritários estabilizar o Haiti, pacificar e desarmar grupos guerrilheiros e rebeldes da região; promover eleições livres e informadas; bem como formar o desenvolvimento institucional e econômico do referido país. Para esta missão, o foco será a reconstrução de rodovias e hospitais haitianos.


Para auxiliar as forças policiais no Haiti, a Minustah realiza uma rigorosa seleção. No caso de Sergipe, a Polícia Militar enviou três oficiais da instituição para possível recrutamento. Como resultado, o tenente Moisés Moraes de Souza, lotado no Batalhão de Choque, foi selecionado e embarcará rumo ao Haiti nos próximos dias. A missão terá a duração de um ano.

“O ganho de experiência profissional em uma Missão deste porte é incalculável, tanto para mim como para a corporação que represento. Terei a possibilidade de interagir com policiais que trabalham em diversos países. Por outro lado, também nos possibilitará a ajuda humanitária aos irmãos haitianos que passam por um processo de transição, após o período de ditadura”, destacou o tenente Moraes.

Todos os profissionais de Segurança Pública que almejam atuar em Missões de Paz passam por um rigoroso processo de avaliação, composto por testes de idiomas, direção de viatura com tração 4×4, tiro e manutenção de armamentos, além de um estágio no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil, situado no Rio de Janeiro (RJ); e Ministério da Defesa, através do Exército Brasileiro, nas cidades de Brasília (DF) e Recife (PE).

Outras missões

A PM de Sergipe tem tradição no auxílio a missões realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), com importantes participações em Moçambique (1994), Timor Leste (2003 e 2004) e agora no Haiti (2012).

Fonte: Site da PMSE.

Published in: on abril 25, 2012 at 1:09 am  Deixe um comentário  

Veterano da MINUSTAH é promovido a Coronel no Pará

Foi promovido, no último dia 21 de abril de 2012, ao  posto de Coronel da Polícia Militar do Pará, o Sr. José vicente Braga da Silva, atual Vice-Chefe da Casa Militar do Governo do Pará.

O então Major Braga foi Chefe do Contingente Policial Militar Brasileiro na Missão das Nações Unidas pela Estabilização do Haiti – MINUSTAH, entre os anos de 2006 e 2007, tendo desempenhado importante trabalho no monitoramento da Polícia Nacional do Haiti – PNH especificamente na área de trânsito, tendo sido nomeado chefe da Seção de Monitoramento de Trânsito da Polícia da ONU (UNPOL) na MINUSTAH.

Fluente nos idiomas inglês e francês, se destacou e bem representou a Polícia Militar brasileira, a PMPA, o seu Estado e o Brasil durante o período que esteve no Haiti.

Ao Coronel Braga os votos de sucesso no último posto da carreira!!!

Abraço do seus amigos de contingente e demais  UNPOL brasileiros.

Sérgio Carrera

Published in: on abril 23, 2012 at 5:56 pm  Comments (1)  

Onde está mais quente??? Sudão ou Haiti?

O calor está tão forte nesses últimos dias, que postamos agora painéis derretidos das viaturas policiais nas Missões de Paz sob responsabilidade de policiais militares brasileiros.

Painel de VTR da UNPOL da ONU na Missão de Paz no Sudão do Sul (UNMISS) – Fez 46 C esta semana (Foto Acervo Pessoal Cap. BMRS Marco):

Painel de VTR da UNPOL da ONU na Missão de Paz no Haiti (MINUSTAH) – (Foto Acervo Pessoal TC PMBA Issa):

Published in: on abril 12, 2012 at 9:02 pm  Deixe um comentário  

Novo Blog sobre PM brasileira e Missões de Paz da ONU

Continuando com as importantes ações de promoção e divulgação das atividades dos policiais militares brasileiros em Missões de Paz, o Blog “Participação em Missões de Paz da ONU: Cap. QOEM Ricardo Freitas das Silva – MINUSTAH e OHCHR”, recém-criado pelo Capitão BMRS Ricardo Freitas vem a contribuir destacadamente com os demais blogs e redes sociais e estará diretamente ligado ao site da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, com a devida autorização de seu Comandante-Geral. Parabéns ao Capitão Ricardo Freitas e a BMRS pela iniciativa.

” Brigada Militar participação em Missões da ONU

A  Brigada  Militar incentiva   a participação de  seus oficias em missões de paz das Nações Unidas e , assim,   proporciona uma nova forma de intercambio com diferentes instituições policiais militares e, em especial , o contato com a estrutura e politicas da Organização das Nações Unidas.

Com a autorização do Comando, teremos a oportunidade de criar um  ”blog”, o qual  será vinculado à  página eletrônica da Brigada Militar (www.brigadamilitar.rs.gov.br) , a fim de apresentar as atividades desempenhadas pelos oficiais da BM  em Missão na ONU. Abre-se um espaço de debate sobre temas,  tais como , atividade de policia nas missoes de paz, relações internacionais, estudo de idioma estrangeiro, Direitos Humanos,  bem como, dividir os desafios de viver em ambiente internacional.

Esperamos que o blog contribua na divulgação e debate sobre as atividades junto a Organização das Nações Unidas.

Os objetivos ( assuntos ) para  esses primeiros passos no “blog” serão: Missão de Paz no Haiti e o Serviço junto Comissariado de Direitos Humanos da ONU.

Saudações e Obrigado.”

Published in: on abril 7, 2012 at 1:06 am  Deixe um comentário  

Brazilian female police officers in United Nations Peacekeeping Operations – as of 04 April 2012

Currently, Brazil has only 04 female police officers serving in United Nations Peacekeeping Operations: 02 in East Timor (one police Capt. From Bahia Police Department – PMBA, and one Second Lt. from São Paulo State Police Department – PMSP) and 02 in South Sudan (02 Second Lt.)

Most recently, 03 female police captains from the Brazilian Federal District Military State Police Department (Polícia Militar do Distrito Federal – PMDF) have been appointed to the UN Missions in Guiné-Bissau (01) and East Timor (02).

Of the 04 UN Peacekeeping Missions that Brazil have police officers deployed, MINUSTAH (Haiti) is the only one that has never had a Brazilian female police officer.

We are making some progress… very slowly, though!

Sérgio Carrera

Published in: on abril 5, 2012 at 4:27 am  Comments (2)  

Policiais militares brasileiras em Missões de Paz da ONU – Situação em 04 de abril de 2012

Atualmente, o Brasil conta com apenas 04 policiais femininas em Missões de Paz da ONU, duas no Timor Leste (uma Capitão da PMBA e uma Segundo Tenente da PMESP) e 02 no Sudão do Sul (duas 2 Tenentes).

Mais recentemente, 03 Capitães da PMDF foram indicadas para as Missões na Guiné-Bissau (01) e Timor Leste (02).

Das 04 Missões de Paz que contam com a presença de policiais militares brasileiros, apenas a MINUSTAH (Haiti) nunca contou com policiais femininas.

Estamos progredindo… mesmo que a passos lentos…muito lentos.

Sérgio Carrera

Published in: on abril 5, 2012 at 12:49 am  Deixe um comentário  

12 de janeiro de 2012

Amanhã completa 2 anos do falecimento de um grande amigo e companheiro de profissão. Por diversas vezes já escrevi sobre a saudade em perder uma pessoa tão querida e que perdeu a vida de uma maneira tão delicada. Entretanto, para não me prolongar, Cleiton Batista Neiva foi alguém que me ensinou muito, que nunca desistiu de seus sonhos e sempre buscou a sua felicidade! E isso me serviu de inspiração e motivação para continuar na eterna busca por meus sonhos, ideiais e felicidade! Afinal, a vida é uma só (pelo menos eu creio nisso)!

 A saudade que o Cleiton deixou nos garante a liberdade e a certeza de que a vida pode muito valer a pena, mesmo que nos encontremos muitas vezes em situações adversas!!! Alias, a vida vale a pena, basta apenas correr atras do que ela tem de melhor a nos oferecer!

 A todos aqueles que perderam as suas vidas no terremoto no Haiti ou em qualquer missão internacional humanitária, o nosso reconhecimento e certeza de que algo muito maior, e por vezes inexplicavel, os moverarm e os inspiraram!

 Aos familiares e amigos que ficaram, que o Divino os confortem diariamente, com a certeza de que se foram realizando um sonho, de servir ajudando povos menos favorecidos e realizando aquilo que seus corações mandavam!!!

 Sérgio Carrera

 “Sinto dizer que sem esforço nada vai acontecer!
Não adianta reza forte, nem macumba com 20 velas.

Se você não se decidir pelo primeiro passo,
se você não sair desse quarto,
nem os anjos e nem Jesus poderão te ajudar,
se você não se ajudar!

Quer emagrecer?
Caminhe todos os dias,
pare de dizer que não tem dinheiro para a academia.
A rua é livre, de graça e está te esperando, seja noite, seja dia.

Quer um novo emprego?
Estude algo novo, aprenda um pouco mais do seu ofício, faça a diferença
e as empresas vão correr atrás de você!

Quer um novo amor?
Saia para lugares diferentes assista a um bom filme,
leia um bom livro, abra a cabeça, mude os pensamentos,
e o amor vai te encontrar no metro, no ônibus, na calçada,
e em qualquer lugar, pois você será de se admirar.
Pessoa que encanta só de olhar…

Quer esquecer alguém que te magoou?
Enterre as lembranças e o infeliz!
Valorize-se criatura!
Se você se valoriza, sabe quanto vale,
sabendo quanto vale não se troca por qualquer coisa.
Se alguém te deixou é porque não sabe o seu valor.
Logo, enterre a criatura no lago dos esquecidos.
E rumo ao novo que o novo é sempre mais gostoso…

Quer deixar de dever?
Pare de comprar.
Não faça dívida para pagar dívidas!
Nunca! Jamais!
Faça poupança e pede para o povo esperar.
“Devo, não nego, pago quando puder.”
Assim, a cabeça fica livre e você vai trabalhar.
Em breve, não terá mais nada par a pagar…

Quer esquecer uma mágoa?
Limpe o seu coração, esvazie-se…
Quem tem equilíbrio não guarda mágoas.
Só as pessoas com problemas emocionais é que se ressentem.
Ficam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estimação.
Busque o equilíbrio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa.

Quer viver bem?
Ame-se!

Felicidade é gratuita, não custa nada.
É fazer tudo com alegria, nos mínimos detalhes.
Pergunte-se e se achar resposta que te satisfaça, comece tudo de novo:
– Pra que 2 celulares (1 pra cada orelha?)?
– Pra que 3 computadores, se não tem uma empresa?
– 4 carros?
– 6 quartos se é você e mais 1 ou 2?
– 40 pares de sapato, se tem apenas 2 pés?
A vida pede muito pouco e nós precisamos de menos ainda.

Acorde enquanto é tempo e comece a mudança,
antes que o tempo venha e apite o final do seu jogo!
Espero que você pelo menos tenha vencido a partida.
Por Paulo Roberto Gaefke

Seja feliz!
E faça o bem sem olhar á quem….”

 

Published in: on janeiro 12, 2012 at 3:39 am  Comments (1)  

Entrega da medalha Dag Hammarksjöld da ONU a mãe do Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva

 

Entrega de medalha a familiares de oficial da PMDF

26/8/2011 13:31:00

Comunicação Social

Ocorreu na manhã de hoje (26), às 10h, no Quartel do Comando Geral (QCG), a entrega da medalha Dag Hammarksjöld à Sra Maria Batista Neiva, mãe do tenente Cleiton Batista Neiva, pertencente a 8ª turma de Academia de Polícia Militar da PMDF (Tenente André Edson de Souza Clemente) e falecido em 12 de janeiro de 2010 vítima de terremoto no Haiti. Tal comenda foi enviada a esta corporação pelo Conselho Militar Permanente do Brasil junto às Nações Unidas por ocasião das atividades desenvolvidas pelo tenente Cleiton nas Nações Unidas na Missão de Paz do Haiti.

Estiveram presentes na solenidade o general de brigada Fernando (Inspetor Geral das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares), o coronel Rosback (comandante geral da PMDF), o coronel Moretto (subcomandante geral da PMDF), o coronel Daier (chefe de Gabinete do Comandante Geral da PMDF – GCG), o coronel Adilson (chefe do Departamento de Ensino e Cultura – DEC), o coronel Garcia (chefe do CPCDH), o Senhor Jorge Alturas (chefe do Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas) e os seguintes capitães representando a 8° Turma de Academia de Polícia Militar-DF: Luiz Gustavo Danzmann, Luciano André Silveira, Sérgio Carrera de Albuquerque Melo Neto, Kelly de Freitas Souza e Jasiel Tavares Fernandes.

Breve Histórico do tenente Cleiton

O primeiro tenente Cleiton ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas, no 1º Batalhão (Asa Sul) e no Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, nunca perdeu o vínculo com a ONU, devido a excelência dos trabalhos prestados àquela Organização. Solicitou licença da Polícia e, pelo comprometimento com a missão de ajudar o povo Haitiano, retornou em 2007 àquele país para prestar serviços pela ONU.”

Fonte: Site da PMDF.



 


Published in: on agosto 27, 2011 at 2:45 am  Deixe um comentário  

Aniversário de Cleiton Batista Neiva (02 de junho)

Hoje, dia 02 de junho, Cleiton Batista Neiva completaria mais um aniversário. Infelizmente, Deus o levou para perto de si e nos privou de tamanha alegria que era tê-lo ao nosso lado. Único policial militar brasileiro a falecer em decorrência dos terremotos no Haiti, em janeiro de 2010, deixou marcado na vida de todos os familiares e amigos a sua amizade, carinho, competência e serenidade.

A nossa eterna amizade e saudade ao mais ilustre boina azul policial brasileiro.

Sérgio Carrera

Published in: on junho 3, 2011 at 6:19 am  Comments (3)  

The PMDF and the United Nations Peace Operations: A Brief history and Future Perspectives.

MELO NETO, S. C. A., MELO, Antônio Sérgio Carrera de Albuquerque. The PMDF and United Nations Peace Operations: A Brief History and Future Perspectives In: Pearson Papers: “Latin America and Peace Operations: Partners and Perspectives”.1 ed.Clementsport, Nova Scotia : Canadian Peacekeeping Press, 2011, v.13, p. 31-37.

Fonte: http://www.peaceoperations.org/wp-content/uploads/2010/02/Pearson-Papers-Volume-13.pdf

Boina Azul assume função de Ajudante de Ordem no Governo do Pará

O Capitão PMPA Fabrício Bassalo assumiu a função de Ajudante de Ordem no Governo do Pará. Policial militar veterano da MINUSTAH (Haiti), trabalhou na Unidade de Controle de Distúrbio Civil (Crowd Control Unit) da Direção de Operações da UNPOL.

Ao boina azul, os votos de sucesso na nova função.

Cap Bassalo (a direita) durante Operação Policial em Porto Príncipe, capital do Haiti.

Published in: on fevereiro 2, 2011 at 1:31 am  Comments (3)  

Ex-ditador Baby Doc retorna ao Haiti após 25 anos de exílio na França (Estadão 17 Jan 2011)

Jean-Claude Duvalier chega inesperadamente em Porto Príncipe e é recebido por ex-funcionários de seu 

governo e alguns simpatizantes; homem que roubou US$ 100 milhões e comandou uma violenta 

ditadura nos anos 70 diz que chegou para “”ajudar””

Roberto Simon  

O ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, o “Baby Doc”, que aterrorizou o país entre 1971 e 1986, 

desembarcou ontem de maneira inesperada em Porto Príncipe. Recebido por um grupo de ex-funcionários de seu governo, Baby Doc chega em meio a uma grave crise política. 

“Vim para ajudar”, disse o ex-ditador após desembarcar, às 17h30 (horário local), ao lado da mulher, 

Veronique Roy, de um Airbus A320 da Air France, que veio de Paris e fez escala na ilha de Guadalupe. Ao descer do avião, vestindo terno azul e gravata, Baby Doc se ajoelhou e beijou o solo. 

Ele fugiu do país em 1986 após uma revolta popular. Desde então, vivia exilado em uma mansão na Côte d”Azur, França. 

Assim que a notícia de sua chegada foi divulgada, a TV haitiana exibiu um documentário sobre a fuga de

Baby Doc, embalada pela Cavalgada das Valquírias, do compositor alemão Wagner. 

Durante seu período de exílio, Baby Doc, filho e herdeiro político de François Duvalier, o Papa Doc (mais 

informações nesta página), manteve-se longe da imprensa. Em uma rara entrevista, em 2007, ele pediu 

desculpas ao “povo haitiano” pelos “erros cometidos” no passado. 

O presidente René Préval, que deve deixar o poder nos próximos meses, havia afirmado que levaria 

Duvalier à Justiça caso o ex-ditador colocasse os pés em solo haitiano. Além de massacres, Baby Doc é 

acusado de vários casos de corrupção e de ter surrupiado uma fortuna antes de bater em retirada. 

Segundo informações de bastidores, Baby Doc teria negociado sua volta diretamente com o primeiroministro do Haiti, Jean-Max Bellerive. O ex-ditador entrou com seu passaporte haitiano e não foi preso. 

Por precaução, o batalhão brasileiro da missão de paz da ONU entrou em alerta e intensificou suas 

patrulhas durante o dia. Nenhum incidente havia sido registrado até ontem à noite. 

Doação. Em fevereiro de 2010, ele prometeu fazer uma doação de US$ 5 milhões para a reconstrução do Haiti. O dinheiro estava bloqueado em uma conta na Suíça e a Justiça local havia determinado a devolução da fortuna porque, segundo a lei suíça, os crimes de Duvalier teriam prescrito. Na época, Berna se apressou em dizer que manteria os recursos bloqueados enquanto não encontrasse uma maneira de devolvê-los ao Haiti. Militares brasileiros afirmam que a confusão causada por Duvalier não envolve diretamente a Minustah, pois se trata de uma decisão judicial haitiana. O mandato da missão restringe-se a manter a ordem no país. 

Portanto, só haverá envolvimento das tropas de paz se a chegada do ex-ditador levar os haitianos às ruas em protestos violentos. 

Em meio ao impasse político e ao clima de incerteza causado pela chegada de Duvalier, o secretáriogeral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, deve desembarcar hoje 

em Porto Príncipe. Segundo o embaixador dos EUA no  Haiti, Kenneth Merten, Insulza discutirá com o 

presidente René Préval a implementação – e não a alteração – do relatório da OEA, que muda o resultado do  segundo turno. Os EUA denunciaram a fraude e exigiram que um órgão independente recontasse os votos. Segundo a OEA os registros eleitorais foram modificados, beneficiando o candidato do governo, Jude Celestin. Mais de 200 locais de votação registraram comparecimento de 100%, enquanto a média nacional ficou abaixo de 20%.

Published in: on janeiro 17, 2011 at 5:09 pm  Deixe um comentário  

Dinheiro de Baby Doc de volta ao Haiti (Folha de SP – 17 jan2011)

Bancos suíços devolverão dinheiro sujo  
Haiti será o primeiro país a se beneficiar de lei para repatriar a nações pobres recursos desviados por 
políticos

Nova legislação entra em vigor em fevereiro, após pressão política de vizinhos; Suíça tem US$ 3 trilhões 
em depósitos  
MARIO CESAR CARVALHO 
ENVIADO ESPECIAL À SUÍÇA  
A Suíça quer sepultar de vez a imagem de que seus bancos lavam mais branco. 
Uma lei inédita no mundo entra em vigor no dia 1º de fevereiro com o objetivo de ajudar os países pobres 
a receber de volta dinheiro desviado por políticos corruptos que foram depositados em bancos suíços. 
O primeiro país beneficiado pela nova legislação é  o Haiti. O país receberá US$ 5,7 milhões que 
pertencem ao ex-ditador Jean-Claude Duvalier e estão nos bancos suíços desde 1986. “Baby Doc”, como era 
conhecido, viveu 25 anos exilado em Paris (leia texto nesta página) e ofereceu doar o dinheiro bloqueado na 
Suíça assim que o terremoto que completou um ano devastou aquele país. 
As autoridades suíças recusaram a oferta. Alegam que o dinheiro não pertence à família Duvalier, mas 
sim à população do Haiti, de quem os recursos foram desviados. 
A Suíça quer limpar seus bancos de dinheiro sujo por uma estratégia de sobrevivência -a Comunidade 
Europeia não aceita mais a antiga liberalidade dos bancos suíços nem a clientela quer saber de dinheiro de 
corrupto ou de traficante no mesmo banco em que ela tem conta. 
Os bancos suíços têm hoje depósitos que somam cerca de US$ 3 trilhões (o dobro da riqueza produzida 
no Brasil em um ano) e recebem um terço das fortunas que são depositadas fora do país de quem a detém.
Devolver dinheiro de ditadores corruptos não é uma novidade na Suíça. 
Desde 1986, quando Ferdinando Marcos deixou o poder nas Filipinas após uma ditadura de 21 anos, o 
país tenta se livrar da pecha de porto seguro para dinheiro sujo de políticos. No caso de Marcos, um processo 
que durou 17 anos terminou com a devolução de US$ 684 milhões às Filipinas em 2003. 
As Filipinas puxaram lista de países que hoje inclui Nigéria, Angola, Peru e Cazaquistão. A Nigéria é o 
número um da lista em volume de dinheiro: recebeu US$ 700 milhões de volta da Suíça, dos cerca de US$ 4 
bilhões que foram saqueados pelo general Sani Abacha, considerado um cleptomaníaco mesmo entre ditadores 
africanos. 
Abacha retirava valores do Banco Central da Nigéria em carros-fortes, enchia um avião e enviava-o à 
Suíça. 
O total de recursos desviados que voltou ao país de origem já alcança US$ 1,7 bilhão -a Suíça é o país
que mais devolveu dinheiro, segundo o Banco Mundial. 
O Haiti será o primeiro beneficiado por uma razão humanitária: o país não tem um Ministério da Justiça
operante nem condições de contratar um escritório na Suíça para acompanhar o processo. 
A nova lei visa esse tipo de país -os “falidos”, termo que o Banco Mundial aplica a 17 nações pobres. A 
lei será usada também para os casos em que o dono do dinheiro sujo na Suíça tem força política em seu país 
para que a remessa não seja investigada. 
Uma figura jurídica relativamente nova foi usada para facilitar a volta do dinheiro. É a chamada inversão 
do ônus da prova. Quem tem de provar que o dinheiro tem origem legal é o político investigado, e não a Suíça.

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Published in: on janeiro 17, 2011 at 5:04 pm  Comments (1)  

Monument at MINUSTAH Logistics Base in Haiti (Monumento na MINUSTAH – Haiti)

O nome do único policial militar brasileiro falecido nos terremotos de 12 de janeiro de 2010 em Porto Príncipe – Haiti, Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva, está gravado nessa placa.

Published in: on janeiro 14, 2011 at 9:44 pm  Comments (1)  

Solenidade no Timor Leste em homenagem as vítimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010 no Haiti (Haiti Earthquake memorial service)

(Haiti Earthquake memorial service- SRSG Haq accepts wreath – 13 Jan 2011)

(Haiti Earthquake memorial service- UN flag is lowered to half mast- 13 Jan 2011)

(Haiti Earthquake Memorial Service – UNMIT Senior Staff  observe minute of silence – 13 Jan 2011)

 

Published in: on janeiro 14, 2011 at 9:30 pm  Deixe um comentário  

EUA pediram cabeça de general brasileiro

 
WIKILEAKS/OS PAPÉIS BRASILEIROS  
EUA pediram cabeça de general brasileiro 
 
Washington queria que Brasil usasse mais violência  contra rebeldes no Haiti, revela telegrama do WikiLeaks  
Chefe do comando militar no país, Augusto Heleno teve apoio do Itamaraty e concluiu mandato sem ceder  
LUIS KAWAGUTI 
DE SÃO PAULO  
Despachos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks revelam que os EUA pediram ao governo brasileiro, em 2005, a substituição do general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro Pereira do comando militar da Minustah, a  missão da ONU no Haiti. 
O pedido era parte de uma tentativa americana de pressionar o Brasil para aumentar a violência contra  rebeldes e gangues haitianas. 
Em um dos textos, de maio de 2005, o então embaixador dos EUA no Brasil John Danilovich justifica a pressão argumentando uma expansão das ações de gangues, que estariam “perdendo o medo”, e uma onda de sequestros em Porto Príncipe. 
A pressão incluiu ainda a ameaça dos EUA de enviar tropas ao Haiti caso o Brasil não fosse “mais firme”. 
Em 2005, a Minustah havia vencido uma tropa de ex-militares e começava a combater guerrilheiros. A  favela de Bel Air estava pacificada e a resistência migrava para a favela de Cité Soleil. “Surgiu um novo líder de gangues, em Cité Soleil, que pretendia se transformar em um mito: Dread Wilmé. Daí a impaciência e o apelo da embaixada americana e outras por “operações robustas'”, disse ontem à Folha o general Heleno, hoje no Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército. 
“O resultado de ações desse tipo, em uma área miserável, superpovoada, com milhares de crianças e mulheres pelas ruas, era imprevisível. Por isso, eu jamais cedi.” 
O general disse ter recebido apoio incondicional do Itamaraty, do Ministério da Defesa e do Exército. 
“As pressões eram evidentes e aconteceram desde o início da missão, em 2004. Por isso, eu deixava bem claro que a agenda de operações era de minha exclusiva competência”, disse. 
A operação que resultou na morte de Wilmé só ocorreu em julho de 2005, quando a ONU obteve informações seguras sobre sua localização. A favela foi cercada e tropas especiais peruanas abordaram  a gangue. Wilmé morreu no confronto junto com cerca de 40 rebeldes. O general cumpriu normalmente seu mandato regular de cerca de um ano. 
“Uma força de paz, na minha concepção, não poderia se comportar como uma força de ocupação. Resisti às pressões, na certeza de que a estratégia que traçara daria certo, desde que reuníssemos operações militares e ações humanitárias”, disse. 
A Folha e outras seis publicações têm acesso ao material antes da sua divulgação no site do WikiLeaks.
Fonte: Folha de SP – 14 de janeiro de 2011.
Published in: on janeiro 14, 2011 at 9:07 pm  Comments (3)  

1 ano para refletir

1 ano. 12 de janeiro de 2010. Tarde brasileira. Trevas haitiana. Quando meus olhos se voltaram para o plantão de notícias da televisão pensei que se tratava de uma ilusão. Um pesadelo. Minha testa franzida, juntamente com a de mais outros tantos que se encontravam diante do aparelho, parecia não acreditar nas primeiras imagens e informações desencontradas que eram transmitidas. Demoraram alguns minutos até eu me dar conta dos fatos. Fiquei atordoado. Perdido. Sem saber bem o que fazer, busquei o meu laptop e a conexão via internet para contactar os amigos que estavam no Haiti. Um grande amigo de mais de uma década. Um amigo fiel e cumpadre. Policiais militares. Militares. Civis. Brasileiros. Estrangeiros. Amigos. Conhecidos. Nações Unidas. MINUSTAH. Porto Príncipe. Haiti. Rapidamente me conectei com alguns. Via email. Telefone. Passei a transmitir aos familiares e amigos as poucas mas aliviantes notícias. De vida. De sobrevivência. Um a um, sem considerar grau de importância, os nomes foram sendo confirmados. Sentimentos de conforto e apreensão se confundiam. Antagônicos. Complexos. Confusos. Apreensivos. Em algumas horas praticamente fui postando tudo que tomava conhecimento no blog. Viva a internet! Esperança. Os meus exatos 365 dias no Haiti me transportavam diretamente as imagens distorcidas da tragédia que eu via na mídia, recebia por email. Seria possível ter aquilo mesmo acontecido? – me questionava. O Hotel Christopher, Sede da Missão, estava em ruínas. Eu trabalhei por um ano ali. Naqueles destroços que infelizmente eu me recusava a acreditar. No transcurso da história da humanidade, 3 anos nada significam. Eu poderia estar lá. Eu queria estar lá. Não para ser herói. Não para dizer que estava. Eu queria estar lá para ajudar. Para ser útil. Para encontrar. Para fazer alguma coisa. Outros tantos também queriam. Amigos. Conhecidos. Sobreviventes. Impotência. Sentimento difícil de descrever. Dezenas de policiais militares prontamente se voluntariaram para embarcar imediatamente para o Haiti. A indiferença foi plena das “autoridades”. A mídia repercutiu a vontade. Das autoridades, o silêncio. Sequer cogitaram. Frustrante. Veteranos que atuaram na MINUSTAH. Que conheciam as ruas, vielas, o idioma, a cultura, a violência…seres humanos dispostos. Angustia pela procura por um amigo. Um amigo fiel. Um filho presente, amado. Um marido amável. Um pai impecável. Um profissional inquestionável. Um policial militar. Um diplomata por natureza. Um brasileiro. Revolta. Esperança. Deus. Ligações. Emails. Os sobreviventes passaram a ser heróis. Não por que quiseram ser. Mas porque assim foram ‘chamados’ para serem. Equipes brasileiras seguiam para o Haiti. Bombeiros Militares. Militares. Mas não policiais militares. Nem mesmo os veteranos. (Hoje não mais importa). E um policial militar brasileiro estava dentre os desaparecidos. A mídia não registrava. As autoridades não registravam. Não contabilizavam. Os dias passavam. Mas os amigos perpetuavam na divulgação de seu nome no Brasil e no mundo. Em português. Em inglês. Em francês. Em espanhol. Em alemão. No Haiti, outros tantos, inclusive policiais militares, não paravam de procurá-lo. Os dias se passavam. A dor amanhecia com o raiar do sol. Nem mesmo o anoitecer e as longas madrugadas eram capazes de acalmar os corações de quem o amava. A certeza e fé em Deus não permitiam desistências ou dúvidas. Força! Fé! Sua família no Brasil. Sua família no Haiti. Sobreviventes. Ascendentes. Descendente. Cônjuge. Amados. Eternos. 7 dias se passaram. As buscam continuavam. Implacáveis. Incessantes. Desgastantes. Mas ininterruptas. 8 dias de sofrimento. Uma ligação no meio da noite. Do Haiti. A confirmação da ruptura de uma linda história de vida, de amor, de respeito, de amizade, de persistência. Encontrado por um brasileiro. Um policial militar. Dor. Amargura. Sonho ou pesadelo? Desespero. Amigos. Família. A incumbência de informar. De confirmar o que todos se recusavam a cogitar. Castigo maior não deve existir. Nem ao inimigo se pode desejar tamanha carga. Ser forte quando se está fraco. Amigos. Família. No Brasil. No exterior. Perda. Indescritível. Imensurável. O que fazer? Sofrer. Relembrar. Orar. Parte da vida. Quem parte leva consigo um pouco de cada um de nós. Precisamos ser fortes. Temos que ser. Mas choramos como crianças. Inconsoláveis. Perdidos. Fraturados. Honras de herói. Os amigos jamais permitiriam, mesmo com a falta de sensibilidade de alguns, que qualquer momento de sua homenagem fosse posta em cheque. Que houvesse algum erro. Reconhecimento público. Digno. Belo. Triste. Impecável. Cada um que é merecedor algum episódio deve guardar em si o valor pelo aquilo que fez. As salvas de tiro atravessavam o coração de todos que ali estavam pelo que representou na vida de cada um. Viveu e partiu como um herói. 1 ano. Parece que foi ontem. Nas últimas semanas pensei no que escrever. Como escrever. O que escrever. Nada me veio a cabeça. Nenhuma linha. Hoje me sentei por alguns minutos e comecei a digitar. Como há exatos 365 dias. Poucos minutos. Sem retoques. Sem releituras. Sincero. Simplesmente o que estava na cabeça. Agora. O que me vem? Um sorriso enorme. Incentivador. Motivador. Feliz. Uma referência. Um apelido criado e somente usado por ele. Sonhos antigos compartilhamos. Entramos juntos na vida policial militar. 3 anos de Academia. Todos os dias. Por todo o dia. Trabalhamos juntos no Brasil. Trabalhamos juntos no Haiti. Dificuldades aqui e lá. Felicidades aqui e lá. Me visitou. Me ajudou no Brasil. Me ajudou no Haiti. Talvez eu também o tenha ajudado de alguma maneira. Um dia saberei. Ou não. Não importa. Eu aprendi. Ganhei. Recebi. Lembro-me da última vez que nos vimos. Fim de 2007. Saímos para jantar. Um restaurante francês no então charmoso bairro de Pétion-Ville. Lembranças. Conversas. Risadas. Perspectivas. Dúvidas. Fim de 2009. Algumas ligações. Lembranças. Conversas. Risadas. Perspectivas. Dúvidas. Um dia será eu. Um dia outro ente querido, amado. O que realmente importa é poder pensar em seu nome e somente lamentar sua prematura partida. Mas ao mesmo tempo rir de quem fez rir. Da alegria. Do bom humor. Do eterno carpe diem. Da família que ficou e foi incorporada por tantos. Do herdeiro que tanto com ele se assemelha. Lembranças. Sempre ótimas. Eu só tenho a agradecer. Que prazer. Obrigado por ter feito parte da minha vida. De nossas vidas. Merci mon ami Cleiton Batista Neiva. 12 de Janeiro de 2011.

“Carrier”

 

 

(1º Ten PMDF Cleiton Batista Neiva – segundo da esquerda para a direita)

Published in: on janeiro 12, 2011 at 1:20 am  Comments (12)  

Tenente Coronel Braga assume SubChefia da Casa Militar no Pará

“Agora à tarde recebi e-mail do Capitão Bassalo, da Polícia Militar do Estado do Pará, veterano da MINUSTAH, informando que outro veterano também da MINUSTAH assumiu função de destaque na Casa Militar do Governo do Pará. Trata-se do Ten Cel Braga (na foto acima durante cerimônia do nosso Medal Parade em outubro de 2007), o qual foi meu Contingent Commander e Chefe de Unidade (Traffic and Circulation Unit) durante o segundo semestre de 2007 em Porto Príncipe. É com grande satisfação que recebo esta notícia e, com certeza, todos que o conhecem partilham do mesmo sentimento.
Abaixo transcrevo a informação do Capitão Bassalo:
O Ten Cel José Vicente Braga veterano da MINUSTAH(Contingente 2007/2008) foi nomeado Sub Chefe da Casa Militar do Governo do Estado do Pará. Oficial disciplinado e competente com currículo extenso, ainda consta como aprovado(nos dois idiomas: inglês/francês) no Banco de dados do COTER para cumprimento de missões de paz, nos exames prestado em Manaus no final de agosto do Ano passado, e ainda concorrendo a vaga de Oficial de doutrina policial da ONU em Brindisi na Itália.”
Na verdade o Ten Cel Braga está retornando para a Casa Militar do governo do Pará, de onde saiu para integrar a Missão de Paz da ONU no Haiti no período de dezembro de 2006 à dezembro de 2007.
Parabéns ao grande Comandante do Contingente 2007/2008 da MINUSTAH!
Postado por Cap Marco às 10:09″
Fonte: Blog UNPOLICE.
Published in: on janeiro 7, 2011 at 8:05 pm  Comments (2)  

Mais um policial militar brasileiro embarca para o Haiti

O 1º Leonardo Pujol, da Polícia Militar, embarcará exatamente às 19:30hrs do dia 31 de dezembro para Porto Princípe, capital do Haiti, para compor o efetivo da Polícia da ONU (United Nations Police – UNPOL) da Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti – MINUSTAH, com previsão de chegada para às 10:30hrs na Terra de Toussant do dia 1º de janeiro de 2011.

Literalmente, o Tenente Pujol comecará sua Missão no primeiro dia do ano. Depois de longo período de espera, finalmente, recebeu seu Travel Authorization. 

“Finalmente a missão será iniciada!!!” (1º Leonardo Pujol)

Segundo o prório Tenente Pujol, o Ten Azevêdo, da Polícia Militar do Paraná, tem previsão de embarque para janeiro de 2011.

Saúde, paz, sabedoria  e sucesso ao nobre policial militar.

Sérgio Carrera

Published in: on dezembro 27, 2010 at 4:35 pm  Comments (1)  

Haiti: Polícia da ONU foi morto no noroeste do país

sexta-feira, 5 de Novembro de 2010 | 07:20

Um membro da força policial da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) foi hoje morto com arma branca em Port de Paix, no noroeste do país, confirmou a ONU.

O organismo internacional não quis, para já, revelar o nome e nacionalidade da vítima.

O corpo foi encontrado por um funcionário da Minustah e as circunstâncias da morte estão a ser investigadas.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Published in: on novembro 5, 2010 at 3:50 pm  Comments (1)  

Medalha Ordem do Cavaleiro do Haiti

“O presidente RENÉ PREVAL, concedeu a todos os membros da MINUSTAH que trabalharam nos resgates das vítimas do Terremoto, a medalha da Ordem do Cavaleiro do Haiti. Muito nos enche de orgulho saber que brasileiros atuaram ativamente nos resgates as vítimas trazendo um pouco de alento ao povo Haitiano. PARABÉNS A TODOS OS… COMPANHEIROS AGRACIADOS COM A HONRARIA”

Fonte: Capitão Fabrício Bassalo – PMPA, veterano da MINUSTAH.

Published in: on outubro 28, 2010 at 12:28 am  Comments (20)  

Livro – Combate de Paz (dica de leitura)

“As UPPs já são o reflexo das doutrinas de combate instituídas no Haiti pelas tropas brasileiras, os chamados Pontos Fortes. Neles, a tropa não combate e vai embora; ela ataca, ocupa e não sai mais da favela. Não basta apenas atacar o crime organizado, é necessário ocupar o vazio de liderança existente nas favelas, onde o Estado não consegue prover o mínimo para a vida das pessoas. “

“Nesta entrevista ao Comunidade Segura, o capitão fala da sua experiência no país caribenho e traça paralelos com o Rio de Janeiro. Para ele, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) são inspiradas nos chamados Pontos Fortes, estratégia em que o Exército ataca, ocupa mas não vai embora. “

‘O Haiti nos ajudou a crescer’

Depois de passar seis meses no Haiti, entre 2005 e 2006, o capitão do Exército brasileiro Luciano Moreira voltou tão cheio de vivências que precisou escrever um livro para dividi-las com a sociedade. “Combate de Paz”, da Editora Baraúna, conta o trabalho de sua tropa no processo de pacificação das favelas haitianas.  

“Ajudamos ao próximo e aprendemos o quanto isso é importante, o quanto isso transforma o mundo. Todos que retornam do Haiti aprendem muito sobre a vida e sobre sua escala de valores. Nós ajudamos muito o Haiti, mas com certeza o Haiti nos ajudou muito mais a crescer”, diz Moreira, que ministra palestras corporativas sobre gestão do estresse em combate de liderança em situações extremas. 

Nesta entrevista ao Comunidade Segura, o capitão fala da sua experiência no país caribenho e traça paralelos com o Rio de Janeiro. Para ele, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) são inspiradas nos chamados Pontos Fortes, estratégia em que o Exército ataca, ocupa mas não vai embora. 

“É necessário ocupar o vazio de liderança existente nas favelas, onde o Estado não consegue prover o mínimo para a vida das pessoas. A questão da segurança é apenas uma condição básica para o início do processo de desenvolvimento de uma comunidade”, explica. 

Ao chegar no Haiti, o que mais lhe impressionou? 

A condição miserável da grande maioria da população. A falta de acesso a condições básicas de infraestrutura, como água e luz, é algo que já conhecemos no Brasil, mas de maneira generalizada como no Haiti, impressiona. A falta de comida e o difícil acesso à água tornam o lugar ainda mais inóspito. 

O livro conta diversas situações que misturam emoções, como estresse, compaixão, solidão, incompreensão, medo e raiva. Os soldados são preparados para lidar com isso?  

A liderança é algo inerente à formação dos oficiais do Exército brasileiro. Na Academia Militar das Agulhas Negras, o líder aprende que, para comandar em momentos de crise, é preciso antes de tudo muita calma para não se tornar mais uma vítima do estresse. 

Nas situações extremas vivenciadas no Haiti, algo muito importante e que vale ressaltar é que as ações desencadeadas em meio ao caos nada mais foram que o reflexo do que foi treinado durante os meses de preparação no Brasil. Numa missão de paz, administrar a força é uma questão muito delicada, visto que a finalidade da ocupação militar é acabar com a violência, e não gerá-la. 

Como controlar uma tropa armada de forma que haja o mínimo de disparos possível? 

A orientação firme e segura, emitindo ordens claras e de acordo com as regras de engajamento, bem como estabelecer as diretrizes a respeito das condutas a serem tomadas pela tropa, são pontos-chave para a execução de um trabalho condizente com a pacificação do Haiti. Potencializando estes procedimentos, os comandantes controlam o uso das armas e da força através de sua presença junto à tropa o máximo tempo possível durante todas as operações.

E essa presença é suficiente para evitar desvios de conduta? 

O ser humano erra. Se existem mecanismos de controle da conduta e da disciplina das pessoas, é porque elas em algum momento podem cometer erros. É da natureza humana. O soldado não é um super-herói. Ele é feito de carne e osso, e está sujeito a todas as intempéries do trabalho nas favelas que, diga-se de passagem, é extremamente difícil e arriscado. Assim, problemas disciplinares rotineiros acontecem e são resolvidos nas esferas dos comandantes intermediários. 

E como são tratados os desvios de conduta? 

Quando as grandes autoridades determinam uma intervenção militar, devem estar cientes que, ao colocar uma força armada dentro das favelas recheadas de bandidos armados, seus soldados não irão responder com pedras as agressões vindas de armas de fogo. É óbvio que a resposta será também com violência. 

Mas existe a população no meio desta guerra, e os efeitos colaterais serão sentidos por todos. Um soldado pode errar um tiro e ferir um inocente. Mesmo tendo as melhores intenções possíveis, será julgado e provavelmente condenado militarmente. Isto não é desejável, mas a falha é algo esperado, ainda mais numa missão longa como é a do Haiti. 

O que não é aceitável para as Forças Armadas é o desvio de conduta moral do militar. Elas são, por natureza, guardiãs de valores morais da sociedade, e isto se explica pois no cerne de sua finalidade (na guerra) existem duras rotinas e atividades que podem exigir até mesmo o sacrifício de vidas. Desta forma, existe um consenso geral de que desvios de conduta como corrupção, violação de direitos humanos, exploração sexual e abusos de autoridade não são aceitáveis. 

Houve casos de desvios de conduta nas tropas brasileiras? 

Passei seis meses no Haiti comandando um pelotão de fuzileiros e observei diversas transgressões disciplinares leves da tropa. Eles foram orientados e alguns foram punidos disciplinarmente. Tudo dentro da normalidade da vida e da atividade militar. Em nenhum momento tomei conhecimento de desvios de conduta mais sérios por parte de nossos soldados. Caso ocorresse, era de conhecimento de todos que a punição seria o repatriamento, algo extremamente indesejável e vergonhoso para quem se preparou por seis meses durante um rígido treinamento, é voluntário e tem orgulho de participar da Minustah. 

Muita gente questiona a presença militar estrangeira no Haiti, considerando-a  uma intervenção autoritária. Como o senhor responde a esse posicionamento? 

Presença militar sempre será relacionada a autoritarismo, até porque quem detém a força e a palavra possui muito mais poder de barganha do que quem só detém a palavra. É assim com os EUA e com outras potências militares e isto pode ter sido relacionado com a tropa brasileira também. É algo natural. Apesar disso, os resultados que o Brasil conseguiu no Haiti foram fantásticos e respeitados em todo o mundo.

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Qual é o segredo do sucesso da missão de paz brasileira no Haiti? 

Durante o processo de pacificação, comandantes de diversos países visitaram as bases brasileiras para tentar descobrir qual era o segredo de nosso sucesso. Logo, a forma de atuar tornou-se referência internacional em combate urbano. 

Acredito que uma das principais razões para isso é a eficiente interação que o povo brasileiro é capaz de fazer com o povo haitiano. Mesmo nas operações militares, as opiniões dos haitianos eram ouvidas e levadas em consideração. 

Não houve autoritarismo? 

Autoritarismo implicaria a tomada de decisões sem a consulta e participação das autoridades haitianas, o que definitivamente não ocorre no Haiti. Tanto no campo político quanto no campo das operações militares nas favelas, os haitianos não só são ouvidos como tomam grande parte das decisões. 

A ONU auxilia o governo onde ele ainda não possui condições de manter-se. Como exemplo, remeto a quando o Palácio Nacional do Governo era um ponto vulnerável na região central de Porto Príncipe. Havia tropa estrangeira ocupando o palácio para assegurar condições de trabalho aos políticos. Assim que o presidente sentiu-se seguro, solicitou e, de imediato, foram retirados os militares. 

No livro, o senhor critica o posicionamento de jornalistas preocupados com violações de direitos humanos de civis haitianos por forças militares estrangeiras. Qual seria o papel da mídia? 

Desde o fim do regime militar, existe uma preocupação constante por parte das Forças Armadas em estreitar os laços de relacionamento com a imprensa. A censura, a repressão e outras políticas do passado hoje não encontram espaço nem mesmo no meio militar. Existem nos Batalhões de Força de Paz seções criadas para receber os profissionais da imprensa da melhor maneira possível, independente do conteúdo de suas reportagens. 

Assim sendo, eu não poderia criticar a imprensa defensora dos direitos humanos pois acredito firmemente na liberdade de pensamento e no desenvolvimento da humanidade através da solidariedade e da ajuda ao próximo. Fui ao Haiti para defender os direitos humanos, e sou a favor de todos que pensam assim. 

Não tenho dúvidas que o papel da imprensa nos dias de hoje é de importância incalculável para a sociedade. Além da função de informar, a mídia tem o dever de divulgar, esclarecer, fiscalizar, investigar. Ela tem grande influência na formação da opinião pública, e por isso, é detentora de um dever social para com a verdade, na construção de um mundo melhor. 

Mas no livro o senhor faz uma crítica contundente a alguns profissionais. Por quê?

 No Haiti, durante o processo de pacificação das favelas, verificamos alguns profissionais mal intencionados, que vinham de longe esperando encontrar histórias de violação dos direitos humanos por parte da tropa brasileira. Talvez com interesses políticos, ou interesses meramente comerciais. Como não encontravam, tratavam de criar notícias ou distorcer informações para vendê-las às agências internacionais.

 Minha crítica não é direcionada à imprensa profissional e séria como foi o caso da mídia brasileira. Esta, eu tive prazer em ajudar e orgulho ao acompanhar os resultados das matérias. Critico sim, e diretamente, algumas pessoas e grupos comprometidos com interesses financeiros e individuais, bem diferentes da fidelidade com a informação, verdade e expressão individual que desejamos e precisamos na imprensa.

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O senhor compara a situação do Haiti à da segurança pública brasileira, especificamente nas favelas do Rio, referindo-se a uma situação de guerra. É possível comparar as UPPs à ocupação militar no Haiti? 

As UPPs já são o reflexo das doutrinas de combate instituídas no Haiti pelas tropas brasileiras, os chamados Pontos Fortes. Neles, a tropa não combate e vai embora; ela ataca, ocupa e não sai mais da favela. Não basta apenas atacar o crime organizado, é necessário ocupar o vazio de liderança existente nas favelas, onde o Estado não consegue prover o mínimo para a vida das pessoas. 

Se não há Estado nem autoridade, os criminosos serão os detentores da força por meio das armas e da violência. Eles determinarão as leis do local. Logo, é preciso que algo mais forte que os bandidos esteja presente para reprimir esta violência e fazer o governo presente e dono daquele solo. Em pouco tempo, qualquer favela, por mais violenta que seja, é pacificada. 

Mas a questão da segurança é apenas uma condição básica para o início do processo de desenvolvimento de uma comunidade. O ideal é que não seja necessário tropa armada na favela, que se desenvolvam projetos para que o povo possa caminhar sozinho, com progresso e longe da violência.  

No Haiti, as Forças Armadas têm importante papel na reconstrução do país. Poderia contar um pouco desse trabalho humanitário? 

Em todas as operações militares, o Brasil opta por estabelecer ações cívico-sociais. Seria a “responsabilidade social da guerra”, onde procura-se otimizar os resultados das ações militares através do estreitamento do relacionamento entre a tropa e a população. Onde existe tropa brasileira, existe atendimento médico, ajuda na educação, reconstrução, limpeza das ruas etc. 

Para se ter uma ideia, quando o Brasil ocupou a favela de Bel Air, as ruas eram intransitáveis devido às montanhas de lixo que bloqueavam tudo. Foram levados tratores da engenharia de combate e centenas de militares que limparam tudo. Dois objetivos foram conquistados: para a tropa, abriram-se as vias de acesso para os blindados, enquanto para a população, as ruas foram abertas à circulação de pessoas e veículos. 

No bairro de Cite Militaire não havia energia elétrica. A tropa proveu postes de iluminação por todo o bairro. Para a tropa, iluminou-se o teatro de operações, enquanto a população teve acesso à luz em suas residências. É fundamental, até mesmo para a aceitação da intervenção estrangeira, o desenvolvimento de projetos de desenvolvimento no Haiti. Como há uma grande carência de recursos de toda natureza, a ajuda das Forças Armadas é fundamental para os haitianos. 

A experiência como tropa de paz no Haiti pode inspirar novas atribuições não-bélicas ao Exército brasileiro em seu próprio país? 

A destinação das Forças Armadas é a preparação para o combate, para a defesa dos interesses do país. Isto jamais deve ser colocado em segundo plano. As atribuições não-bélicas, porém, não podem ser desprezadas. No Brasil, as tropas realizam um trabalho constante e muitas vezes silente por todo o território nacional. 

Existem tropas que ficam internadas pelo interior provendo assistência médica e odontológica em locais inóspitos; tropas constroem milhares de quilômetros de estradas e pistas de pouso em locais de difícil acesso; tropas são deslocadas para locais atingidos por catástrofes naturais; até mesmo os familiares dos militares tornam-se professores e ajudam na educação em locais afastados.  

O senhor foi embora com a sensação de dever cumprido? O que essa experiência lhe acrescentou? 

Acredito que sim, cumprimos nosso dever. Eu e meus soldados trabalhamos muito, como jamais trabalhamos em nossas vidas. Enfrentamos violentos combates e duras jornadas em apoios humanitários. Apesar do cansaço dos seis meses sem finais de semana ou feriados, retornamos com a certeza de que fizemos a diferença. 

Nós permitimos que milhões de pessoas restabelecessem a confiança nos ideais democráticos de seu país, quando asseguramos o sucesso do processo eleitoral do Haiti. Ajudamos ao próximo e aprendemos o quanto isso é importante, o quanto isso transforma o mundo. Todos que retornam do Haiti aprendem muito sobre a vida e sobre sua escala de valores. Acredito que nós ajudamos muito o Haiti, mas com certeza o Haiti nos ajudou muito mais a crescer. 

O que o motivou a escrever um livro?

Quando retornei, me senti uma pessoa com uma vivência diferente do normal, e ao mesmo tempo, senti um orgulho muito grande do que eu e meus subordinados havíamos feito no Haiti. Assim, decidi registrar essas histórias para que pudéssemos repassar para a sociedade como foi difícil e gratificante o trabalho dos brasileiros no processo de pacificação das favelas. A paz no Haiti não é apenas uma vitória das Forças Armadas. É uma vitória do povo brasileiro, pois é devido às suas características de tolerância e adaptabilidade que a missão tornou-se o sucesso que é hoje.

FONTE: Comunidade Segura.

Published in: on outubro 18, 2010 at 2:31 am  Deixe um comentário  

Oficial da PMPA consegue feito de destaque (ago 2010)

O TC José Vicente Braga da Silva, da Polícia Militar do Pará, veterano da MINUSTAH (2006/2007), no último processo seletivo em agosto de 2010, consegueu feito de destaque, ao ser aprovado em ambas as provas de proficiência dos idiomas oficais da ONU, inglês e francês. Não se tem notícia de que algum PM brasileiro tenha conseguido tal feito (fato que merece ser melhor pesquisado). De toda forma, é motivo de orgulho a todos os veteranos e PMs brasileiros poder contar com a intelectualidade do policial militar paraense, que honra mais uma vez a sua Corporação, seu Estado e se coloca como referência no país!

Ao nobre veterano, os justos votos de parabéns pela importante conquista, pois todos nós sabemos das dificuldades em ser aprovados nos processos seletivos impostos ao PMs brasileiros.

Abs,

Sérgio Carrera

Published in: on setembro 18, 2010 at 4:32 am  Comments (2)  

O rapper Wyclef Jean quer ser presidente do Haiti

As incursões de celebridades na política deixaram de ser uma novidade há muito tempo. O ator Ronald Reagan (1981-89) foi um dos mais influentes presidentes dos Estados Unidos. O dramaturgo Vaclav Havel foi símbolo do fim do comunismo na Tchecoslováquia e presidiu o país (1989 a 1992). Arnold Schwarzenegger, a estrela de Exterminador do Futuro, é governador da Califórnia desde 2003, e, no Brasil, são incontáveis os famosos que se arriscam na política. As motivações variam, mas para a mais nova estrela a buscar um cargo público, o rapper Wyclef Jean, de 37 anos, ser presidente do Haiti parece mais uma obsessão.

Clef, como é conhecido, despontou para o sucesso nos Estados Unidos em 1993, quando lançou Blunted On Reality, seu primeiro álbum como integrante do trio de hip hop Fugees, do qual faziam parte seu primo Prakazrel Pras Michel, também haitiano, e a americana Lauryn Hill, todos amigos de New Jersey. O Fugees brilhou, ganhou prêmios Grammy e, apesar de encerrado por brigas internas, lançou a carreira solo de Clef. Sozinho, o sucesso foi ainda maior. Ele produziu músicas para artistas como Whitney Houston e Carlos Santana, vendeu milhões de CDs e se tornou uma figura carimbada em eventos beneficentes nos Estados Unidos, como o tributo às vítimas dos ataques terroristas do 11 de Setembro. Em sua trajetória americana, Wyclef sempre se esforçou para ligar sua imagem ao Haiti, país que deixou aos nove anos, quando se mudou para o bairro do Brooklyn, em Nova York, onde o pai, Gesner, assumiria o comando da Igreja do Nazareno local, da qual era pastor.

Em 1997, ao receber o prêmio de melhor clipe de Rhythm & Blues da MTV, Clef se disse ofendido com o filme How Stella Got Her Groove Back, que fez uma piada dizendo que o Haiti era sinônimo de aids. “A aids é uma crise, não uma comédia”. A vontade de divulgar o país transformou o rapper em uma espécie de garoto propaganda do Haiti. No clipe de Hips Don’t Lie, seu último grande sucesso, em parceria com a colombiana Shakira, ele usa uma camisa com a bandeira do país. Na apresentação ao vivo dos dois no Grammy de 2007, as cores do Haiti estavam no pescoço do cantor. “Eu represento o Haiti em tudo o que eu faço”, disse em entrevista à revista haitiana Kompa. Também em 2007, o papel de “embaixador itinerante” se tornou oficial após a nomeação por parte do governo do Haiti.

“Por anos, tenho tentado ajudar o Haiti a crescer e prosperar, e agora acredito que tenho uma chance maior do que qualquer outra que terei de fazer a diferença”

 
Além de alardear a própria existência do Haiti, Clef se esforçou para mostrar a realidade do país, o mais pobre das Américas. Em 2005, estabeleceu a fundação Yéle para lutar contra a fome e a pobreza no Haiti e por meio delas atraiu o apoio de outras celebridades para a causa, como Angelina Jolie e Brad Pitt, e fez parcerias com o Programa Mundial de Alimentação, das Nações Unidas. Mas Clef não tinha vontade de mudar a realidade do Haiti apenas com ações sociais. Em 2004, escancarou seu desejo de comandar o país com a música “President”, no qual fazia uma triste alusão à realidade do Haiti, historicamente afetado por golpes e crimes políticos. “Se eu fosse presidente, seria eleito na sexta-feira, assassinado no sábado e enterrado no domingo”, diz a música. Nas ruas de New Jersey, onde vive atualmente, Wyclef circula com um triciclo decorado com o vermelho e azul da bandeira haitiana e com um desenho do palácio presidencial, sediado em Porto Príncipe.

APOIO Wyclef Jean saúda seus possíveis futuros eleitores nas ruas de Porto Príncipe na quinta-feira (5)

A candidatura era uma perspectiva para o futuro, segundo o que disse o próprio rapper à revista Time. “Se não fosse pelo terremoto, eu teria esperado uns dez anos para fazer isso”. Depois do tremor de 12 de janeiro, que deixou mais de 220 mil pessoas mortas, Wyclef Jean aparecia diuturnamente na televisão americana, a maior parte das vezes pedindo doações, por meio de mensagens de celular, para a Yéle. Sua imagem foi duramente abalada quando o site Smoking Gun revelou que Clef e seu sócio teriam recebido US$ 400 mil da própria fundação, por pagamento de serviços de produção e até pela participação do rapper em um evento. Quando voltou do Haiti, onde ajudou nos trabalhos de resgate, Clef gravou uma mensagem em vídeo se defendendo de todas as acusações. O rapper se disse “enojado” pelas acusações e afirmou que o dinheiro foi usado para os diversos shows beneficentes que fez para arrecadar fundos para a fundação. “Jamais peguei um centavo da Yéle para uso pessoal e contribuí com US$ 1 milhão para a ONG”.

Em texto publicado na quinta-feira (5) no site Huffington Post, no qual justificou sua candidatura, o rapper se disse preparado para encarar outras notícias negativas pelos próximos meses, ou mesmo anos, dependendo do resultado das eleições. Em entrevista a ÉPOCA, o haitiano Robert Fatton, professor Relações Internacionais da Universidade da Virginia, disse que a grande dúvida a respeito de Wyclef gira em torno de sua capacidade (ou falta dela) de comandar um país devastado sem ter qualquer experiência administrativa. Para Fatton, as chances do rapper vencer as eleições são grandes, especialmente porque ele tem potencial para emular a personalidade messiância do ex-presidente Jean Bertrand Aristide (exilado na África do Sul desde 2004), e buscar apoio nas favelas, nos campos de refugiados e entre os jovens, cansados de uma classe política “falida”. 

As palavras de Fatton foram comprovadas durante a semana pelo rapper. Clef diz que tomou a decisão de concorrer pela mulher, Claudinette, e especialmente pela filha de quatro anos, Angelina, quem ele espera que entenda que “viver para você mesmo, é viver de forma egoísta, mas que viver para os outros é o melhor sacrifício que se pode fazer como ser humano”. No canal de TV CNN, o cantor disse ter sido “chamado pela juventude” haitiana a se candidatar e afirmou que representa a “novidade” e a “neutralidade”. “Quando vejo o que se passou nos últimos 200 anos, tudo o que nossa gente sofreu, instabilidade política, golpe após golpe de Estado, eu sinto que, ao me candidatar, trago uma situação neutra, o que significa que Wyclef Jean pode se sentar com qualquer partido para ter uma conversa, de forma neutra”. Com seu estilo emotivo e carismático, o rapper representa a imagem do haitiano que deu certo, e que, cheio de boas intenções, volta para a casa para salvar o país. Resta saber se os haitianos vão acreditar em Wyclef Jean.

fonte: Revista Época.

Published in: on agosto 8, 2010 at 12:10 am  Deixe um comentário  

Previsão de aumento de vagas para policiais militares na MINUSTAH

Segundo informações, os 04 policiais militares brasileiros que hoje integram o componente policial da ONU (United Nations Police – UNPOL) na Missão de Paz no Haiti (MINUSTAH), poderão receber  em breve o reforço de mais 6 brasileiros.

(09 de julho 2010)

Estamos na torcida!

Abraço,

Sérgio Carrera

Published in: on julho 10, 2010 at 1:17 am  Deixe um comentário  

Terremoto em Porto Príncipe (Haiti) em 1770

Em 1770, um terremoto devastou Porto Príncipe e outras cidades do Haiti, e, após a destruição das poucas construções de alvenaria, toda a reforma foi feita com madeira.

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of the Late Terrible Earthquake at Hispaniola. Newport [Rhode Island], July 2 [1770]. Last Thursday arrived the Brig Revenge, Capt. Evan Malbone, in 19 Days, from Nichola Mole, on Hispaniola, and Yesterday arrived the Brig Polly, Capt. Giles Stanton from the same Place, by whom we are inform’d, that on Sunday, the 3d of June, there was a terrible Earthquake in that Island, which had entirely thrown every House in Port au Prince except one, burying a great Number of the Inhabitants in the Ruins, 500 of whom had been dug out.

The Town of Leogane was almost intirely destroyed, with most of the Plantations adjacent: Petteguave, Grandguave and Cild-Sac, suffered greatly: A Village called Croit De Bouquets, containing about a Hundred Families, 2 Leagues from Port au Prince, had wholly sunk & disappear’d, there being Nothing but Water to be seen in its Place, the Plantations also being destroyed for many Miles round it.

There were 80 Persons in the Hospital at Port au Prince, all of whom were kill’d by the fall of the House except one Man.

A huge Inn, about a Mile from Leogane, with a Number of People in it, was instantly taken in by the opening of the Earth, so that no Remains of it could be seen.

The Trembling of the Earth lasted about two Days, all which Time great Numbers of People, who had escaped out of the Towns, continued sitting and walking on the Hills and Sides of the Mountains in continual Fear of being Swallowed down.

Many Vessels in the Harbour had their Cargoes shifted by the Violence of the Shock, in such Manner that some of the Hogsheads were found standing on their Heads, but the Vessels & People on Board received no Hurt.

A very high Mountain standing close by the Shore was thrown into the Sea, which caused a Swell to rise to the Height of 130 Feet above the common Surface; another large Mountain, about 2 Miles from Port au Prince, back in the Country, was blown up into the Air, leaving a large Bason of Water 3 or 4 Fathoms deep.

Capts Malbone and Stanton felt the Shock pretty bad at the Mole, about 130 or 140 Miles from Port au Prince, but no Damage was sustained at that Place.”

The Boston Evening-Post, July 9, 1770.

Fonte: Aqui.

Published in: on junho 27, 2010 at 7:13 am  Deixe um comentário  

Brasil pode ajudar nas operações de paz, diz ex-comandante militar da Minustah

General Carlos Alberto dos Santos Cruz, que comandou as operações militares da Missão da ONU no Haiti entre 2007 e 2009, participou de evento no Rio de Janeiro sobre missões de paz das Nações Unidas; encontro também teve participação de Alain Le Roy.

Terminou nesta sexta-feira no Rio de Janeiro um encontro sobre novas formas de implementar as missões de paz das Nações Unidas em regiões de instabilidade.

O evento de três dias, realizado na Escola Superior de Guerra, teve entre outros participantes o subsecretário-geral do Departamento de Manutenção das Operações de Paz da ONU, Alain Le Roy, da embaixadora da missão do Brasil junto às Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, e do ex-comandante das operações militares da missão no Haiti, Minustah, general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Uso da Força

Os debates no evento foram divididos em três temas principais. O general Santos Cruz presidiu discussão sobre o uso da força e apoio à população local.

Em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil, no Rio de Janeiro, ele disse que países como o Brasil e a Argentina podem contribuir muito para as operações de paz porque são sensíveis em relação a problemas como a miséria.

“Esse bloco de países latinos aqui do sul vai além do desenvolvimento da doutrina. Ele coloca na missão uma percepção, uma sensibilidade, que muitas vezes não é possível colocar em termos doutrinários, mas faz uma grande diferença”, afirmou.

Santos Cruz ressaltou que são necessários critérios bem definidos para o uso da força e treinamento para qualificar os integrantes das operações.

No discurso de encerramento do seminário, a embaixadora Viotti afirmou que a manutenção e a consolidação da paz devem andar juntas. Ela citou a importância da constante comunicação com a população local para o sucesso dos boinas azuis.

*Reportagem: Luciano Pádua, do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (Unic-Rio).

Fonte: Rádio ONU.

Published in: on junho 20, 2010 at 3:48 am  Deixe um comentário  

Capitão BMRS Marco Antonio palestra para alunos da Faculdade IMED

Nos dias 16 e 17 de junho de 2010, o veterano da MINUSTAH e estudioso de assuntos de Operações de Paz, Marco Antonio, Capitão da Brigada Militar do RS, proferiu algumas palestras para alunos do Curso de Direito da Faculdade Meridional  (IMED)  onde é acadêmico do 9º semestre.  

Os temas abordados foram : “O serviço policial nas Nações Unidas e as Missões de Paz” e “ONU: Limites e possibilidades de intervenção das Nações Unidas”

“Em ambas as oportunidades pude esclarecer aos alunos sobre a estrutura organizacional da ONU, os aspectos principais do Conselho de Segurança, o DPKO e as características de uma missão de paz multidimensional onde diferenciei as atribuição de cada seguimento: Policial, Militar e Civil. Principalmente diferenciando a missão dos militares brasileiros no Haiti da missão desempenhada pelos Policiais das Nações Unidas – UNPOL. Por fim, falei sobre a experiência vivenciada nos 12 meses em que estive no Haiti no período de junho de 2007 à junho de 2008.”  (Marco Antonio)

Parabéns ao Capitão Marco, a cada dia se tornando mais uma referência na área. Que mais policiais militares tenham oportunidades semelhantes. 

Parabéns também a Coordenação do Curso de Direito da IMED pela iniciativa. 

Sérgio Carrera

 Fontes: Blog UNPolice e IMED.

Published in: on junho 18, 2010 at 9:04 pm  Deixe um comentário  

ONU autoriza aumento de UNPOLs no Haiti

“O Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou o aumento de 680 policiais para a Missão de Paz no Haiti. O anuncio foi feito na última sexta-feira e , segundo a ONU, o aumento de policiais visa enfrentar um possível recrudescimento da criminalidade no Haiti com “risco de um ressurgimento da violência de gangues, do crime organizado e do tráfico de crianças”. .
A Resolução estabeleceu que o aumento que eleva para 4.391 policiais em atividade no Haiti será “temporário”.
Ban ki Moon havia recomendado em abril o aumento de policais em decorrência de informações que muitos criminosos estavam à solta devido à destruição da principal penitenciária haitiana no terremoto. Segundo o Secretário Geral da ONU, a Polícia haitiana precisa de ajuda da ONU para estabelecer uma presença “sustentável e visível” nos acampamentos e em outros lugares, contribuindo com um “ambiente propício” para a realização de eleições neste ano, motivo pelo qual o novo reforço será mantido pelo menos até a posse do novo governo, prevista para fevereiro de 2011.

Agora é a hora da verdade, veremos se o Brasil tem realmente interesse em aumentar o efetivo policial no Haiti!”

Postado pelo Capitão Marco Antonio no Blog UN Police.

Published in: on junho 7, 2010 at 12:43 pm  Deixe um comentário  

In surprise move, China withdraws riot police from Haiti

China has decided to withdraw its single unit of nearly 130 riot police serving in the U.N. mission in Haiti, sharply scaling back its peacekeeping role in the Western Hemisphere, U.N. and Chinese officials told Turtle Bay.

The move comes several weeks after a devastating Jan. 12 earthquake in Haiti that killed more than 200,000 people in Haiti. More than 100 U.N. staff and peacekeepers, including eight Chinese police, were crushed to death in the 7.1 magnitude quake. The Chinese contingent will be replaced by a police unit from India, according to a senior U.N. official.

China first deployed riot police in Haiti in 2004 to quell unrest, train Haitian police and help reform the country’s judicial system. The decision to send police to Haiti was part of a broader push by China into U.N. peacekeeping and to bolster its own standing in a country that maintained diplomatic ties to Taiwan.

U.N. officials described the latest Chinese move as a routine rotation of its police unit out of the country, and said that it was planned before the Jan. 12 earthquake. They said that 16 Chinese police officers would remain in Haiti. The timing of the withdrawal comes just as the U.N. is seeking to recruit more than 1,500 police to fill the security gap caused by the recent earthquake in Haiti.

The move represents a rare retreat by China from U.N. peacekeeping. China’s role in U.N. peacekeeping operations has expanded dramatically during the last decade, and Beijing has provided more troops and peacekeepers than any other permanent member of the Security Council. Today, Beijing is the 14th largest troop contributor to peacekeeping mission with nearly 2,140 soldiers and police in 10 U.N. missions. There are Chinese police and troops in Sudan, Haiti, Liberia, and Lebanon. The U.N. force commander in Western Sahara is a Chinese national.

China has not always been a supporter of the U.N. blue helmets. Beijing’s misgivings about U.N. peacekeeping date to the 1950-1953 Korean War, when a U.N.-mandated force, led by the United States, marched to the Chinese border and clashed with troops there. The U.S. commander, Gen. Douglas MacArthur, even considered a nuclear strike to deter Mao Zedong’s Red Army.

When Communist China joined the United Nations in 1971, it refused to fund U.N. peacekeeping operations for a decade and remained wary of engaging in council discussions on the topic. “They were mostly silent for about 10 years,” Brian Urquhart, a retired U.N. official who helped create the world body’s peacekeeping efforts and who sought to persuade China to participate in peacekeeping in the 1980s, told me a few years ago. “They sat on every fence available.”

After the Cold War, Beijing decided to send small contingents of military engineers and observers to serve in U.N. missions in Cambodia and Kuwait. But it would be another decade before China began to expand significantly its participation in U.N. missions.

Below the jump, a rundown of Chinese participation in peacekeeping missions:

The U.N. Mission for the Referendum in Western Sahara (MINURSO)

Chinese Force Commander is Maj. Gen Zhao Jingmin

11 U.N. monitors

The U.N. Stabilization Mission in Haiti (MINUSTAH)

16 individual police officers

126 officers in formed police unit (this unit to be withdrawn)

The U.N. Mission in the Democratic Republic of Congo (MONUC)

16 U.N. monitors

218 military troops

The U.N.-African Union Mission in Darfur (UNAMID)

14 individual police

2 U.N. monitors

565 military troops

The U.N. Mission in Sudan (UNMIS)

11 individual police officers

12 U.N. monitors

444 military troops

The U.N. Interim Force in Lebanon

344 military troops

The U.N. Mission in Liberia (UNMIL)

14 individual police officers

2 U.N. monitors

565 military troops

The U.N. Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT)

22 individual police offers

2 U.N. monitors

The U.N. Operation in Côte d’Ivoire (UNOCI)

7 U.N. monitors

The U.N. Truce Supervision Organization (UNTSO)

3 U.N. monitors

 FONTE: FOREIGN POLICY

Published in: on junho 5, 2010 at 12:47 am  Deixe um comentário  

Boas novas do Haiti

Recentemente, recebi email do Capitão PMPA Bassalo (veterano do Haiti) relatando conversa que teve com o Capitão PMAM Algenor, que serve atualmente no Haiti.

Principais pontos:

– No mês passado, o Chefe da IGPM esteve no Haiti, e teve uma reunião com os PMs. Está sendo “alinhavada” a decisão de enviar mais Policiais Militares à MINUSTAH para funções de Comando dentro do PILLAR I (operações);

–  Inicialmente, serão priorizadas vagas para Oficiais Superiores (de preferência Major PM);

– O Police Commissioner da MINUSTAH afirmou que poderá solicitar através do DPKO ao Governo Brasileiro Oficias que já tenham servido no Haiti;

– Um Oficial (Tenente) da PMPR deve chegar agora no mês de junho;

– O Algenor assume agora em junho o comando da unidade de operações da MINUSTAH (antiga HNP COORDINATION, atual JOINT OPERATIONS UNIT) e que o Governo Brasileiro concedeu a ele mais uma extensão, agora seu novo EOM é 09 de janeiro de 2011(DOIS ANOS DE MISSÃO!!!!!).

Boas novidades!!!

Sérgio Carrera

Published in: on junho 2, 2010 at 10:06 pm  Comments (6)  

A TROPA DE ELITE DA POLÍCIA NACIONAL DO HAITI

Sérgio Carrera de Albuquerque Melo Neto[1]

Davis Heberton de Sousa[2]

RESUMO

As atividades das unidades de operações especiais das instituições policiais pelo mundo vêm apresentando, ao longo dos anos, características novas de emprego e atuação, em face às constantes mudanças de cenários e em razão de fatores diversos que são diretamente impactantes na ordem social, particularmente no que se refere às atividades de ações policiais complexas e de crises. No processo de (re) estruturação das instituições policiais de países em situação de conflito ou pós-conflito, com a presença de Operações de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), o componente policial da ONU, United Nations Police – UNPOL promove atividades para o desenvolvimento das unidades especiais de intervenção, com o monitoramento, aconselhamento e treinamento dos policiais locais, implicando assim em mudanças que exigem uma constante adaptação do modelo policial, seja em termos de equipamentos, seja em mudança de filosofia de emprego e de filosofia de trabalho de seus efetivos. Neste artigo, será realizada uma abordagem sobre as condições estruturais e de emprego da unidade especial de operações especiais da Polícia Nacional do Haiti (PNH), mais conhecida como SWAT[3], no controle da situações de alto risco.

PALAVRAS-CHAVE: Polícia Nacional do Haiti, PNH, A Polícia da ONU, UNPOL, MINUSTAH, GIPNH, SWAT PNH, SWAT UNPOL.

ABSTRACT

The activities of the special operations units within law enforcement institutions around the world has shown, over the years, new characteristics of employment and performance, in face of constantly change of scenarios, and because of several factors that are directly impacting the social order, particularly with regard to the activities of police actions and complex crises. In the process of (re) structuring of a new police institutions in countries in conflict or post-conflict, with the presence of the United Nations (UN) Peacekeeping Operations, the police component of the Missions, known as the United Nations Police – UNPOL, develops activities for the improvement of special intervention units, including the monitoring, advice and training of local police, thereby resulting in changes requiring constant adjustments of the police model, in terms of equipment, change of the philosophy of employment in law enforcement agencies and mindset of its troops. In this article, there will be an approach to structural conditions of employment of the Haitian National Police (HNP) special operations unit, better known as SWAT, in charge of controlling and dealing with high-risk police situations.

KEYWORDS: Haiti National Police (PNH), United Nations Police (UNPOL), MINUSTAH, UNPOL, SWAT PNH, SWAT UNPOL. 

  

INTRODUÇÃO  

       

Toda instituição policial necessita de unidades com atribuições e treinamentos especiais para atuar em ações complexas e que requeiram treinamento e efetivo especializado. A Polícia Nacional do Haiti (PNH), única força de segurança pública e de defesa do país, vem recebendo desde a criação da Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti (MINUSTAH), em 2004, recursos financeiros e aconselhamento técnico, teórico e prático, de seu componente policial (United Nations Police – UNPOL), através da adoção de ações que visam promover a reestruturação, desenvolvimento, aperfeiçoamento, autoconfiança e sustentabilidade da força policial haitiana, levando-a a uma desejável independência futura.

Recorrendo à legislação relacionada da PNH, UNPOL e MINUSTAH, e a experiência de policiais internacionais que atuaram no Haiti, onde lidaram com situações de solução de conflitos, administração de cenários diversos, aliado às dificuldades próprias de suas instituições e da vivência no Haiti, os autores apresentam um panorama sobre as dificuldades em desenvolver as atividades da SWAT haitiana, quer por questões políticas quer por falta de doutrina ou material.

O objeto de estudo do presente artigo foi baseado nas experiências profissionais dos autores e em dados colhidos entre os anos de 2006 e 2009.

 

ESTRUTURA E ATRIBUIÇÕES DA SWAT PNH E DA SWAT UNPOL

O Grupo de Intervenção da Polícia Nacional do Haiti (Groupe d’Intervention de la Police Nationale Haitienne – GIPNH), conhecido como SWAT PNH, foi criado em 1996. Subordinado diretamente ao Diretor Geral da PNH (DGPNH), maior autoridade policial haitiana. As principais funções da SWAT PNH são as de conduzir operações policiais especiais, ações de contra-terrorismo, resgate de reféns, cumprimento de mandados de prisão, situações de crise com reféns, ocorrências com elementos armados e barricados, seqüestros, operações anti-drogas, dentre outras ações de alto risco.

Em meados de dezembro de 2009, o efetivo existente na GIPNH era de 46 policiais, sendo 11 deles policiais graduados[4] e oficiais[5] (commissioned officers) e 35 (trinta e cinco) policiais não graduados (Non-commissioned officers)[6]. Todo o efetivo é composto por policiais do sexo masculino e sua estrutura interna está dividida em 6 times táticos, compostos entre 5 e 7 policiais cada um, possuindo um chefe de equipe (team leader) e seu assistente imediato.

A SWAT PNH não possui veículos adequados de condução da tropa para casos de intervenção rápida e os que existem não se encontram em boas condições de uso. Durante as operações e treinamentos, a SWAT PNH é conduzida pelos veículos da equipe de monitores da UNPOL (camionete 4X4 – Nissan Patrol). A Unidade possui ainda dois veículos blindados, doados pelos EUA, mas infelizmente, são muito grandes para as vielas, ruas e avenidas haitianas, sem contar com o alto custo de sua manutenção. A base SWAT está localizada na Avenida Toussaint Louverture, nas proximidades da área de logística da MINUSTAH (Logistic Base – Logbase) e do Aeroporto Internacional da capital.

                A Unidade de Operações Especiais (Special Operations Unit) da UNPOL, mais conhecida como UNPOL SWAT, é uma Unidade (ou seção) subordinada à Direção de Operações (DIROPS)[7], pertencente ao Pilar I[8] da Polícia da ONU na MINUSTAH. Ela é composta por 04 policiais internacionais que atuam diretamente, diariamente e conjuntamente, com a UNPOL PNH. Esses UNPOL’s são responsáveis pelo monitoramento, aconselhamento técnico e suporte operacional dos policiais haitianos[9], atuando desde o planejamento tático para as operações especiais até o acompanhamento in locu de todas as atividades desenvolvidas pela equipe haitiana. 

De acordo com a descrição do posto (Post Description) para a função de Chefe da Unidade, pode-se estabelecer um perfil não apenas para o team leader, mas para todos os integrantes da UNPOL SWAT. Além da experiência profissional, e de requisitos mínimos de “ Proficiência em francês ou inglês (oral e escrito); Experiência em planejamento operacional; e, Habilidade em confeccionar relatórios, apresentações, recomendações, outras qualificações são analisadas quando da seleção dos candidatos para vagas na seção:

 

a) Combinação de qualificação acadêmica, treinamento profissional e experiência operacional; b) Tempo mínimo de 10 anos de experiência em segurança pública com um mínimo de 4 anos de atuação, em nível de gestão, na área operacional e segurança pública; c) Conhecimento na área de operações especiais, prisões de alto-risco, entradas táticas, reconhecimentos e planejamento tático e operacional; d) Conhecimento aprofundado do Mandado da UNPOL na MINUSTAH; e) Forte habilidade de análise combinada com discernimento e bom julgamento; f) Extensa experiência policial nas áreas administrativas e operacionais; g) Conhecimento acima da média das condições do Haiti e ter habilidade de avaliar implicações econômica, política, cultural, e históricas sensíveis a região.[10]

São ainda definidos como atribuições e competências do Chefe da Unidade de Operações Especiais da UNPOL:

 

a) Integridade, profissionalismo e respeito a diversidade; b) habilidade para definir prioridades, planejar, coordenar,  e monitorar o trabalho dos demais; c) habilidade interpessoal acima da média e capacidade de estabelecer e manter parcerias efetivas e relacionamentos de trabalho em ambientes multiculturais e multi-étnico com respeito a diversidade; d) Aptidão diplomática, habilidade de negociação, e uma excelente capacidade de comunicação (verbal e escrita), incluindo capacidade de escrever e editar uma diferente variedade  de documentos e articular idéias  de maneira clara e concisa; e) capacidade de julgamento para solução de conflitos em assuntos específicos; f) Conhecimento de uso de computador e softwares e aplicativos mais importantes.[11]

Via de regra, buscam-se UNPOL’s com experiência policial na área de operações especiais e grupos de assalto. No caso da equipe haitiana, perfis semelhantes são projetados e adotados para a seleção do efetivo.

CONDIÇÕES DE TREINAMENTO

A área de treinamento da UNPOL na MINUSTAH é de responsabilidade do Pilar III[12] e, administrativamente, essa estrutura burocratiza e cria, por vezes, barreiras para a aquisição de materiais para o treinamento ou na utilização de estrutura física. Independente desse fato, a equipe SWAT UNPOL vem realizando ao longo dos anos treinamentos diversos na chamada SWAT Base. Esses treinamentos têm sido levados a efeito sob a responsabilidade e iniciativa dos UNPOL’s, que se desdobram para motivar e transmitir conhecimentos e técnicas novas aos policiais haitianos.

Os treinamentos realizados estão focados tanto no condicionamento físico como no técnico-profissional dos policiais haitianos, e incluem: a) treinamentos táticos na Academia da PNH; b) manuseio de armamento e tiro (havendo disponibilidade de munição); c) técnicas de rappel; d) assalto tático; e) proteção aproximada e VIP; f) defesa pessoal; g) natação[13]; dentre outros.

Em 2009, foram ministradas as primeiras instruções de tiro de precisão (sniper), após os membros da SWAT UNPOL receberem doação de munição do grupo responsável pela proteção pessoal do Presidente do Haiti (CAT Team). Diariamente, no período matutino, um treinamento físico é realizado coletivamente sob a supervisão e monitoramento da SWAT UNPOL e, semanalmente, as sextas-feiras, as equipes reúnem-se com objetivos de tratar de assuntos e ações executadas, além de planejar e discutir operações para a semana seguinte. Na oportunidade, os treinamentos e operações realizadas são alvo de análise e discussão (briefing e debriefing).

Mas a questão administrativa é muito mais complexa. Os treinamentos conduzidos pela equipe SWAT UNPOL não tem “um amparo legal”, por não estarem expressas em normas da Missão, e, se algum incidente ou acidente ocorrer, questionamentos surgirão quanto ao fato de não haver nenhum UNPOL do Pilar III (treinamento) acompanhando as instruções. Fica a grande indagação quanto ao ‘por que’ do impedimento do time SWAT UNPOL em legalmente treinar os haitianos, visto que são eles que acompanham as operações de alto risco com a GIPNH e devem, logicamente, estar em sintonia com os movimentos táticos.

 Na MINUSTAH, os membros do Pilar III (treinamento) não podem participar operativamente das ações policiais, enquanto que os policiais internacionais que atuam juntamente com a SWAT “não poderiam” conduzir os treinamentos.  A incoerência é visível, pois inviabiliza um trabalho de excelência com o principal grupo policial do Haiti. Para uma análise ainda mais complexa, a equipe SWAT UNPOL deveria se aproximar do Pilar II, pois dispõe de uma seção encarregada pelo apoio à Diretoria Administrativa da HNP (DCPA), a qual a HNP SWAT está subordinada, e tentar reestruturar e sugerir uma possibilidade transversal entre os 3 pilares para solução dessa questão, que é fundamental e tem evitado um melhor trabalho por parte da Polícia da ONU e uma evolução mais rápida da polícia do Haiti no campo das operações especiais.

Uma tropa especializada, em nível de SWAT, deve ter treinamento constante, próximo do real, principalmente na simulação de assaltos táticos, e, evidentemente, efetuando disparos reais. O policial deve estar constantemente familiarizado com o seu armamento e o que este pode lhe proporcionar em situações de confrontamento.

Reforçando a problemática do treinamento e padronização, Agrício da Silva [14] relata:

 “Um problema que pude visualizar durante alguns treinamentos que assisti da SWAT PNH é a falta de doutrina na questão dos procedimentos táticos que empregam nas operações reais, o que reflete a falta de treinamento e decisão de qual procedimento adotar, de forma padrão, entre os vários existentes. Tal falta de doutrina (…) é muito grave! Eles precisam padronizar procedimentos através de um curso especial, de acordo com a realidade haitiana.” [15]

                 A falta de padronização da GIPNH remonta a uma variedade de problemas, tais como a grande rotatividade dos policiais da ONU, que geralmente permanecem por um ano, diferenças culturais, de idioma e de técnicas de cada país.  

CONDIÇÕES DO ARMAMENTO E EQUIPAMENTO 

Os policiais haitianos dão preferência ao fuzil M4, calibre 5.56, devido ao potencial de seu calibre, sob o argumento de que lhe garantem uma imagem de maior confiabilidade nas operações. Mesmo que os policiais haitianos prefiram o referido armamento, que é excelente, ele não é o mais recomendado para a área de atuação da maioria das operações da SWAT, que são realizadas em áreas residenciais onde predominam construções em madeiras e existe maior possibilidade e risco de se atingir um inocente, ou mesmo um elemento da própria polícia. Em uma operação real, o risco de ocorrer uma transfixação do projetil utilizando um M4 é bem maior do que o se fosse empregado o MP5 (calibre 9mm), utilizado por vários grupos de assalto no mundo.

                A SWAT PNH possui 4 tipos de rifles calibre 7.62 (11 unidades – M1[16]; 05 unidades – M14[17]; 01 unidades – FAL[18]; 04 unidades – AK 47[19]); 04 tipos de rifles calibre 5.56 (01 unidade – AR18[20]; 06 unidades – T65 (M15)[21]; 01 unidades – GALIL[22]; 20 unidades – M4[23]); 01 tipo de rifle calibre 9 mm (07 unidades – MP5, com 14 carregadores[24]); 01 tipo de rifle calibre 12 (09 unidades – Shot Gun[25]) e 02 lançadores de granada.[26] Possui ainda uma metralhadora UZI, Calibre 9mm; 59 pistolas, sendo 33 BERETA (9mm, com 02 carregadores), e 26 SW (9mm, com um carregador), todas em condições de uso; além de 21 revólveres calibre 38mm[27]. A quantidade de munições existentes é de 2000 munições (Calibre 7.62mm); 38 munições (calibre 30 mm); 1230 munições (calibre 5,56 mm); 546 munições (calibre 12).

No que se refere à apresentação da tropa, o GIPNH, como a maioria dos grupos de assalto, possui uniforme diferenciado das demais unidades da PNH, o que gera por si, estímulo e motivação dos recursos humanos, além de fazer parte das doutrinas introduzidas por policiais da ONU.

Quanto aos equipamentos, destacam-se a existência de óculos de visão noturna (night-vision goggles – NVG). Contudo, não existem baterias para utilização dos mesmos, nem para as lanternas individuais ou mesmo algemas para condução de detidos.

Mas dentre os principais problemas está o fato dos policiais haitianos não disporem de munições para treinamentos, sendo esses realizados ‘a seco’ (sem munição) na maioria das vezes.

 

PROBLEMAS INTERNOS E DE INGERÊNCIA EXTERNA 

Além da realidade material já citada, vale ressaltar a condição dos recursos humanos do grupo de intervenção haitiana. Alguns policiais têm cursos de especialização realizados fora do Haiti, como na França e Chile. Isto contribui para o aperfeiçoamento do Grupo, através da disseminação das novas técnicas aprendidas. Mas na outra mão, a falta de padronização, já apontada por Silva, gera dificuldades na sincronia que deve existir entre os haitianos e UNPOL. Existe um complexo e paradoxal fator constante de divergência. 

Tal aprimoramento da interpessoalidade é de suma importância para também acabar com a barreira cultural e internacional, via intercâmbios com outros países. Fazer com que os policiais haitianos ouçam alguém de outro país é por vezes difícil e diferenças culturais e históricas são problemas diários nas atividades do Grupo de Elite. Um dos problemas encontrados, por exemplo, é a forte resistência aos aconselhamentos, quando se apresentam diferentes das técnicas utilizadas pelos haitianos. 

Devido à barreira multicultural e lingüística, alguns aconselhamentos dos policiais da ONU são por vezes ignorados e não-observados bem como as advertências são desconsideradas. São considerados por muitos policiais da ONU, como irredutíveis em algumas circunstâncias. Um exemplo clássico, para fins de ilustração, foi o longo tempo gasto pelos UNPOL para conscientizar os integrantes da SWAT PNH quanto a necessidade do uso do escudo de proteção balística nas operações reais. O escudo era utilizado nos treinamentos, mas havia grande resistência dos haitianos para utilizá-los nas ações de alto risco. Aos poucos, passaram a usá-los com maior periodicidade, apesar de ainda haver certa resistência. Tal questão ganha destaque em uma missão não-executiva, como no caso da MINUSTAH, cabendo aos policiais da ONU apenas o aconselhamento técnico, sem qualquer tipo de imposição, mesmo que para o bem e salvaguarda da vida dos bravos policiais de elite do Haiti.

Quanto ao tema, Morais[28] relata:

“Lembro-me, certa ocasião, em que acompanhava um exercício no qual os dois oficiais da Swat PNH questionaram o UNPOL francês, do Grupo de Intervenção da Polícia Nacional da França – GIPN, quanto as táticas apresentadas por ele em treinamento sobre o procedimento mais adequado a ser adotada para o resgate de reféns em aeronaves, visto que os dois haitianos haviam feito um curso sobre o tema na  própria França, porém no Grupo de Intervenção da Gendermeria Nacional – GIGN. Chegaram até a discutir em certo momento por terem justamente pontos de vista diferentes. Nesse aspecto os haitianos não podem ser considerados iniciantes, eles também tem conhecimento e pessoal interessado na execução de sua missão da forma mais satisfatória possível.”[29] 

A coragem dos policiais haitianos é sempre outro fator de destaque ao se tratar de operações de alto risco. Demonstram robustez e determinação nas diversas atuações desenvolvidas em todo o território haitiano. Cabe ressaltar que na maioria das operações, os policiais do GIPNH saem, em media, com 20/25 munições ao todo (arma longa e curta), nunca portando carregadores cheios devido à falta de munição, sendo esse provavelmente o maior dos problemas enfrentados pelos integrantes da “Tropa de Elite” da Polícia Haitiana. As armas nunca se encontram totalmente carregadas, tanto pistolas quanto fuzis. São bravos guerreiros atuando em condições adversas.

Ainda dentro do aspecto humano, um dos objetivos da UNPOL é ganhar a confiança dos policiais haitianos do GIPNH, através de ações que promovam a interpessoalidade, a autoconfiança e a união, demonstrando que o grupo deve estar coeso e com objetivos comuns, pois a vida de um dependerá da ação do outro, e vice-versa.

Trabalhar sem meios não é surpresa para policiais de países em desenvolvimento, como o Brasil, e em países em situações econômicas desfavoráveis, como no caso do Haiti. O problema é quando o material humano é afetado. Neste caso, não há solução. Em 2009, durante mais de 2 meses, a SWAT PNH recebeu a missão de fazer a segurança das instalações da Faculdade de Medicina de Porto Príncipe, devido aos tumultos ocorridos naquela localidade. A Unidade chegou e por lá permaneceu, com 3 times táticos se alternando diariamente, em turnos de 8 horas, permanecendo dentro de um caminhão e ‘vigiando o prédio’, mesmo sem haver aulas durante o período. Isto seria responsabilidade do CIMO (tropa no Haiti responsável pelo Controle de Distúrbios Civis). Um claro desvio de competência e missão, não sendo possível mudança do quadro, devido às ingerências de outros escalões dentro da própria PNH.

RELACIONAMENTOS COM DEMAIS INTEGRANTES DA MISSÃO

Atualmente[30], o comandante da SWAT PNH não demonstra tanto interesse nos problemas e dificuldades apresentados pela unidade, não possuindo contato constante com os UNPOLs nem interesse nos treinamentos e operações realizadas pelo seu próprio efetivo. O relacionamento não é considerado bom, inclusive com ingerências negativas, como a transferência, em setembro de 2009, de 12 policiais da SWAT PNH[31] para Pestel (localidade interiorana no Haiti), sem ninguém ser informado o motivo nem as funções que esses policiais haitianos iriam executar no local. A transferência de policiais haitianos para outros fins têm sido uma constante e muitas vezes com desvio das funções principais. A tentativa de aproximação com o comando da PNH e subseqüente melhora deste quadro tem sido regular por parte da UNPOL SWAT.

O GIPNH tem um bom relacionamento com as outras forças de atuação na Missão. As contínuas operações conjuntas vêm aproximando a unidade com as tropas policiais e militares da ONU, UNPOL de várias Comissárias e com outros policiais haitianos. Apesar de tudo, barreiras de idiomas, culturais, e de padronização de conduta, mais uma vez, também ficam evidenciadas nas operações. Mas essas questões fazem parte de toda Operação de Paz. É inevitável, embora possível de se amenizar.

 

RESULTADOS PRÁTICOS EM SITUAÇÕES REAIS

Estima-se que entre os anos de 2007 e 2009, o GIPNH atuou em cerca de 100 operações de alto risco, além de outras consideradas corriqueiras. Não houve registro de quaisquer fatalidades por falhas dos policiais haitianos, tendo sido alcançados inúmeros resultados expressivos, não apenas para a PNH mas para toda a UNPOL e MINUSTAH, como na apreensão de várias armas de fogo, armas brancas, prisões de criminosos comuns, chefes das chamadas “gangues” das favelas haitianas e de marginais com mandados de prisão nacional e internacional, por crimes como tráfico internacional de drogas e armas, como a prisão ocorrida de bandido por alcunha de “Ti-Will” em junho de 2007, em operação conjunta chamada Task Force, na cidade de Gonaives, reduto de revolucionários e local de origem dos conflitos de 2004.

CONCLUSÃO

A GIPNH tem um papel importantíssimo no processo de reestruturação e consolidação da Polícia Nacional do Haiti, por se tratar do principal grupo de assalto do país. Os conselheiros técnicos da UNPOL vêm, ao longo dos anos, levado conhecimentos modernos e técnicas de operações policiais especiais oriundas de vários países. O Time SWAT da Polícia da ONU aconselha os haitianos a respeito de procedimentos adequados para os padrões internacionais de forças policiais especiais e times táticos, além de desenvolver o monitoramento e tutoria do Grupo a fim de evitar erros durante operações de alto risco, estando os UNPOL’s sempre presentes nas atividades desenvolvidas pela Unidade da PNH.

Melhor relacionamento interpessoal, investimento em treinamentos e maior comprometimento dos policiais haitianos são pontos vitais para elevação do nível da “Tropa de Elite” da Polícia Nacional do Haiti. A boa relação entre os membros da UNPOL SWAT e o GIPNH está sempre passível a instabilidade quando da rotação dos UNPOL por término de Missão, pois, devido a questões culturais, leva-se tempo para se o estabelecimento de confiança mútua e reconhecimento dos novos membros da UNPOL por parte dos policiais haitianos assim como diferenças de técnicas e táticas de operações especiais.

Destarte, os UNPOL encontram uma séria de dificuldades impostas não apenas pelos policiais haitianos, mas por normas da própria MINUSTAH no que tange ao treinamento e o caráter operativo da equipe. Toda unidade policial de operações especiais necessita de treinamentos constantes e investimentos diversos na área, pois lidam com as situações extremas e delicadas da atividade policial, onde a vida está sempre “por um fio”. A utilização de equipamentos modernos, apropriados e em boas condições é fundamental para o bom andamento das atividades. 

Como esperar que um time de SWAT esteja apto para operações especiais se não é possível avaliar possíveis reações físicas e a capacidade dos policiais haitianos e do seu armamento em situações reais? O Haiti sofre embargo em relação ao material bélico, e a ONU, por política, não se dispõe a fornecer os meios necessários. Desta forma, a única ajuda provém de países como a França, que através de sua Embaixada, consegue o envio eventual de certa quantidade de munição.[32] 

O descaso e desinteresse dos comandantes da PNH em dar a devida atenção à GIPNH, desvios de funções e emprego de policiais haitianos em atividades indevidas e fora do foco das doutrinas transmitidas pelos UNPOL’s, somados a falta de munições para treinamento, são considerados os principais problemas da Unidade.  Ademais, a SWAT haitiana necessita de mais equipamentos, desburocratização, fornecimento de meios para treinamento integrado, criação de bancos de dados, a urgente adoção de procedimento padrões das técnicas e a criação de um curso específico, dentre outras medidas básicas.

                A mudança é difícil, mas possível. Medidas simples e maiores investimentos nos quesitos citados neste artigo podem ser fundamentais para a consolidação e credibilidade da “Tropa de Elite” da Polícia Nacional do Haiti.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

UNITED NATIONS. S/RES/1542 (2004). 30 April 2004. Disponível em <http://minustah.org/pdfs/res/1542_en.pdf>. Acesso em 12 Dez. 2007. 

UNITED NATIONS. MINUSTAH. UNPOL. Directorate of Operations. Duties and resposabilities

UNITED NATIONS. MINUSTAH. Special Operations Unit Chief Post Description: Duties and responsabilities.p 1-2.   

MORAIS, Marco Antonio dos Santos. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por < missoesdepaz@gmail.com >. Em 18 Dez. 2009. 

SILVA, Agrício da. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <missoesdepaz@gmail.com >. Em 28 Dez. 2009.


[1] Bacharel em Relações Internacionais (UniCEUB, 2006), Graduado pela Academia de Polícia Militar do Distrito Federal (APMB, 1999), Especialista em Direitos Humanos e Democratização (Universidade de Coimbra/Portugal, 2005) e graduando em Direito (UCS/UniDF, 2010). Exerceu cargos na Polícia da ONU (UNPOL) na Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti (MINUSTAH), entre 2006 e 2007, dentre os quais o de Diretor de Operações Interino da UNPOL.

[2] Bacharel em Direito (UCB, 2008), Licenciado em Educação Física (UCB, 2000) e Graduado pela Academia de Polícia Militar do Distrito Federal (APMB, 2000).  Exerceu cargos na Polícia da ONU (UNPOL) na Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti (MINUSTAH) no ano de 2009, dentre os quais o de Chefe da SWAT UNPOL. Souza foi o único a brasileiro a ocupar a referida função.

[3] SWAT – Special Weapons and Tactics – sigla originada nos Estados Unidos da América para identificar as unidades de operações especiais que empregam grupos de assalto e táticos de intervenção. A sigla é adotada por instituições policiais de outros países.

[4] Nível Sargentos PM.

[5] Mesmo não sendo uma polícia considerada de regime militar, de acordo com os padrões existentes no Brasil, a PNH tem regime militarizado, com forte hierarquia e disciplina, sendo a carreira policial estruturada em sistemas mesclados de praças e oficiais baseando em padrões importados de outros países.

[6] Os Non-commissioned officers podem ser comparados aos soldados e cabos das Polícias Militares brasileiras.

[7] A Direção de Operações (DIROPS) é responsável pela administração do emprego operacional de aproximadamente 50% de todo o efetivo policial da MINUSTAH. Estão subordinadas a DIROPS todas as Tropas de Choque (Formed Police Unit – FPU), equipes SWAT, e outras unidades especializadas.

[8] O Pilar I da UNPOL na MINUSTAH é a estrutura responsável pela área operacional do componente policial.

[9] UNITED NATIONS. MINUSTAH. Special Operations Unit Chief Post Description: Duties and responsibilities. p 1-2.  

[10] Idem. (tradução própria)

[11] Ibidem.

[12] A área de treinamento é praticada na Academia da Polícia Nacional do Haiti (PNH)

[13] A maioria dos policiais haitianos da SWAT têm grandes dificuldades em nadar.

[14] Agrício da Silva, Major da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), é veterano da MINUSTAH, onde serviu como membro e chefe da Chefe da Seção de Coordenação entre a UNPOL e a PNH, da Direção de Operações (DIROPS), participando em diversas operações policiais especiais e conjuntas no Haiti, no ano de 2008. Silva é também especialista em operações especiais policiais, tendo exercido várias funções na área, além de ter comandado a Companhia de Operações Especiais da PMDF, sendo instrutor e coordenador de cursos de Operações Especiais no Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da PMDF.

[15] SILVA, Agrício da. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <missoesdepaz@gmail.com>. em 28 dez. 2009.

[16] Apenas uma em condições de uso.

[17] Todas em condições de uso.

[18] Todas em condições de uso.

[19] Não se sabe ao certo o verdadeiro estado de uso do armamento.

[20] Em condições de uso.

[21] Apenas quatro em condições de uso.

[22] Em condições de uso.

[23] Todas em condições de uso.

[24] Todas em condições de uso.

[25] Apenas um sem condições de uso.

[26] Dados relativos a novembro de 2009.

[27]Todas em condições de uso, mas sem nenhum carregador suplementar.

[28] Marco Antonio dos Santos Morais, Capitão da Brigada Militar do Rio Grande do Sul (BMRS), é veterano da MINUSTAH, onde permaneceu pelo período de 12 meses, tendo atuado por seis meses na Direção de Operações da UNPOL (2008), mais especificamente na Seção de Coordenação entre a UNPOL e a PNH, participando em diversas operações policiais e conjuntas no Haiti, muitas delas consideradas operações especiais com a presença da SWAT haitiana e SWAT da FPU da Jordânia.

[29] MORAIS, M.A.S. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <missoesdepaz@gmail.com>. Em 18 dez. 2009.

[30] Novembro e dezembro de 2009.

[31]Somente NCO’s.

[32]Esta munição, em sua quase totalidade, é enviada para a realização de cursos de formação na Academia da PNH e não são disponibilizados para cursos de especialização e aperfeiçoamento. 

______________________________________

Como citar:

Aceito para publicação em 30/05/2010:

MELO NETO, Sérgio Carrera de Albuquerque & SOUSA, Davis Heberton de. A Tropa de Elite da Polícia Nacional do Haiti. Revista Eletrônica Boletim do TEMPO, Ano 5, Nº15, Rio, 2010 [ISSN 1981-3384]

ARQUIVO EM PDF: ARTIGO – A tropa de elite da PNH (03 MAIO 10) – FINAL.

Published in: on maio 18, 2010 at 2:17 am  Deixe um comentário  

Dozens of additional UN Police start work in Haiti to help local officers

UN Police ready to take up duty

5 February 2010 – More than 100 additional United Nations police officers are already on the ground to help Haiti, which was devastated by a massive earthquake last month, following a call by the Security Council for extra forces to support the beleaguered Caribbean nation.

The 120 officers from Chile and France represent the first batch of about 1,500 extra police authorized by the Security Council last month to assist the Haitian National Police (HNP) carry out its work. The Council also called for 2,000 more troops.

In total, about 500 police officers are expected to have arrived in Haiti by the end of this month, with Spain, the Netherlands, Bangladesh, Italy and Israel each supplying staff.

One of the top priorities of the additional police officers is to prevent public unrest, Acting UN Police Adviser Ann-Marie Orler told the UN News Centre.

The situation in Haiti is calm, she said, but “it”s good to have these groups on the ground for security and visibility,” especially as the rainy season approaches.

Member States have been very quick to respond and “are doing their best to support in whatever way they can,” be it by sending police officers or supplying equipment.

Colin Farquhar, a police adviser for Canada, another contributor to UN Police (UNPOL) in Haiti, praised the leadership of Ms. Orler since the disaster and said the UN was working closely with Member States on this issue.

Hours after the quake struck Haiti on 12 January, UNPOL sprang into action to assist the HNP, which lost dozens of officers in the disaster, carry out patrols on the streets of the capital, Port-au-Prince.

The main function of UNPOL is to deal with crises, Ms. Orler said, and “we have tried to support [the HNP] in every possible way.”

A Jordanian Formed Police Unit (FPU) – comprising police officers trained in dealing with high-risk operations – serving with UNPOL has handed over its camp site to the HNP, whose headquarters were destroyed in the disaster that has killed an estimated 200,000 people and left 2 million others in need of assistance.

Immediately after the quake, the UN rushed to identify the most urgent needs for the Haitian police, including riot control equipment and new uniforms in the wake of a prison break in the capital, during which thousands of criminals escaped, some with HNP attire.

The world body also dispatched senior police officials and a 12-member Standing Police Capacity (SPC) team, tasked with providing immediate start-up capability on the ground and with providing rapid support, advice and assistance.

UNPOL serving in Haiti are mandated to help monitor, restructure and reform the HNP, and its main current tasks are ensuring public safety and to facilitate the distribution of urgently-needed humanitarian aid.

Despite the scale of the disaster in Haiti, which was already the Western Hemisphere”s poorest nation before the earthquake, its police force will not be rebuilding from scratch, Ms. Orler emphasized.

“What was destroyed was equipment,” not human capital, she stressed, pointing out how this was demonstrated by the speed at which patrols resumed after the disaster. UNPOL is also forging ahead with police training, with the next batch of Haitian officers set to undergo instruction in two weeks.

With the UN Stabilization Mission in Haiti, or MINUSTAH, unable to supply food or accommodation for new police officers, at present, any new units that are deployed must be self-sustained, which FPUs are, Ms. Orler noted.

News Tracker: past stories on this issue

UN official hails ‘outstanding’ post-quake performance of Haitian police

Published in: on maio 6, 2010 at 1:25 am  Deixe um comentário  

Homenagem aos bombeiros militares do DF

Recebi o email abaixo do Sd. PMDF Johnson e resolvi transcrevê-lo na íntegra a fim de ganhar força em homenagear alguns dos heróis que estiveram empenhados em salvar vidas no terremoto do Haiti.

“Herói não é apenas aquele que morre.”

A essa lista, gostaria de acrescentar o nome do Capitão Algenor, da PM do Amazonas, e do Tenente Ricardo Couto, da PM de Pernambuco, ambos atuando na Polícia da ONU (UNPOL) na MINUSTAH e que desempenharam trabalho de heróis durante o período mais crítico no Haiti.

SC

“…”

Segue: Sugestão de Medalhas para Combatentes Heróis do Corpo de Bombeiros.

“A monopolização da violência física, a concentração de armas e homens sob uma única autoridade, torna mais ou menos calculável o seu emprego e força os homens desarmados, nos espaços sociais pacificados, a controlarem sua própria violência mediante precaução ou reflexão. Em outras palavras,isso impõe às pessoas um maior ou menor grau de autocontrole.”(Norbert Elias: O processo civilizador: Formação do Estado e Civilização. V2. Jorge Zahar Editor,1993)

Na minha busca por documentos nos quais os bombeiros falassem de si mesmos, me deparei com a “Canção do Soldado do Fogo”. Essa canção foi composta por dois bombeiros brasileiros e se constitui no hino de diversos corpos de bombeiros, tais como o de Brasília, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro.4 A letra da canção mostra os bombeiros como uma organização da sociedade cujos membros desempenham o papel de corajosos cidadãos que salvam vidas e se sacrificam em prol da vida alheia nos momentos de paz, mas também como uma instância do braço armado do Estado que atua valorosamente nos momentos de conflito com nações estrangeiras. Este duplo papel é sublinhado na estrofe que se repete três vezes, bem como no verso “voluntários da morte na paz, são na guerra indomáveis leões”.

Canção do Soldado do Fogo
Tenente Sérgio Luiz de Mattos (letra)
Capitão Antônio Pinto Júnior (música)

Contra as chamas e lutas ingentes
Sob o nobre alvirrubro pendão,
Dos soldados do fogo valentes,
É na paz, a sagrada missão.
E se um dia houver sangue e batalha.
Desfraldando a auriverde bandeira,
Nossos peitos são férrea muralha,
Contra audaz agressão estrangeira.
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta
Com valor pela Pátria lutar.
Aurifulvo clarão gigantesco
Labaredas flamejam no ar
Num incêndio horroroso e dantesco,
A cidade parece queimar
Mas não temem da morte os bombeiros
Quando ecoa d’alarme o sinal
Ordenando voarem ligeiros
A vencer o vulcão infernal.
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta Com valor pela Pátria lutar.
Rija luta aos heróis aviventa,
Inflamando em seu peito o valor,
Para frente que importa a tormenta
Dura marcha de sóis ou rigor?
Nem um passo daremos atrás,
Repelindo inimigos canhões
Voluntários da morte na paz
São na guerra indomáveis leões
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta
Com valor pela Pátria lutar.

Muitas interpretações desses versos poderiam ser feitas, mas nesta dissertação desejo destacar a oposição implícita entre voluntários e guerreiros. Ser “voluntário” é agir espontaneamente, sem precisar de coação (Ferreira:1999), enquanto que lutar pela pátria é uma atuação obrigatória que, conforme o verso, os bombeiros realizam não com o desprendimento do voluntariado, mas com a garra e liderança do leão. Esta percepção do self enquanto cidadão e, ao mesmo tempo, braço armado e agente de controle do Estado faz com que haja uma ambigüidade de percepções sobre si mesmos, constituindo-se na problemática central dessa dissertação.

Os discursos dos bombeiros raramente se referem ao papel que desempenham enquanto parte do sistema repressivo do Estado. A “Canção do Soldado do Fogo” é antes bem uma exceção não apenas no Brasil como também em outros países. Como pode ser apreciada na canção e no poema a seguir, a tônica dos discursos é o elogio ao cidadão que salva vidas e que se sacrifica em prol dos outros.

A canção “A Sacrifice So Dear” exprime um discurso sobre o heroísmo e o sacrifico do bombeiro concidadão. Escrita pelo capitão do corpo de bombeiros de Nova York, Jim Coyne, homenageia àqueles homens que morreram no último atentado ao World Trade Center. O bombeiro é visto como aquele que doa a sua vida para salvar o próximo sem lágrimas nos olhos e com um sorriso de orgulho e bravura. O reconhecimento de seus concidadãos é expressado por meio de fortes metáforas que invocam as lágrimas dos anjos derramadas diante do sacrifício do mártir/santo/patriota e o tratamento especial que merece quando chega ao paraíso.

Outro documento que destaca a bravura e o despreendimento com que os bombeiros enfrentam o perigo para amparar a vida dos outro é o poema de um bombeiro militar de Brasília esse poema mostra que o diferencial entre o bombeiro e os seus concidadãos está justamente no fato do primeiro ter como razão de existir o cumprimento dessa missão divinal e heróica, ao passo que os demais cidadãos não têm essa especialidade. O bombeiro é o “paladino da vida”, montado no seu cavalo/viatura ele deve ser rápido, preciso e impiedoso na luta contra a morte. Além disso, a viatura/cavalo se confunde com o próprio corpo do bombeiro, uma vez que ambos são movidos pelo mesmo líquido, a disposição e conhecimento necessários para ajudar o próximo. Se por algum motivo a missão não é cumprida, a conseqüência é a sensação de desolação e impotência do bombeiro. Uma notícia sobre a condecoração de bombeiros que realizaram atos de bravura destaca que o bombeiro vive uma tensão constante entre o “emocional” e o “profissional” no seu dia-a-dia. O emocional está ligado ao descontrole, à incapacidade de agir rapidamente, precisamente e impiedosamente diante do perigo à vida alheia. Já ser profissional significa não hesitar na ação, estar alerta para situações inesperadas em qualquer dia, horário e lugar; estar ciente que o ato máximo da ação é o auto-sacrifício. A recompensa desse esforço é pessoal no sentido de ser íntima ao bombeiro, estando ligada a consciência dele. O não cumprimento do dever coloca em ação um mecanismo de auto-punição que não está relacionado apenas ao que a sociedade espera do bombeiro, mas ao que ele espera de si mesmo. Sobre essa questão há um filme intitulado “Vivendo no Limite” de Martin Scorcese que conta a história de um bombeiro-paramédico que entra em depressão pelo fato de todos os seus atendidos terem morrido. Este bombeiro cai em profunda deterioração, se envolve com o álcool e outros tipos de drogas e tem sua vida pessoal transformada num caos absoluto. A notícia, intitulada “Os Super-heróis de Carne, Osso e Farda”, foi publicada pela 5ª Seção do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal
Nos bastidores das operações de salvamento e combate a incêndio, os bombeiros passam por anônimos redentores que, dia-a-dia dedicam-se a salvar vidas e evitar tragédias. A característica de super-heróis – na definição ilusória dos gibis e filmes de ação pode ser descartada – mas o espírito de heroísmo dos combatentes do fogo certamente pode surpreender. Onze desses incansáveis militares feridos em operações de salvamento e controle de incêndio foram condecorados com a Medalha Sangue do Brasil, semana passada, no quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Suas histórias revelam grandes atos heróicos, como o inusitado salvamento de uma mulher que ao atravessar o trilho de uma ferrovia na região do Guará ficou com o carro preso na linha férrea no instante em que passava o trem. Nesse momento, o cabo Areovan, que passava por lá, percebeu que o trem se aproximava e a mulher não conseguia sair do carro. Correu para salvá-la. Corria o risco de morrer junto com a vítima, mas isso não importava. Não somos super-heróis, mas devemos dar de tudo pela pessoa socorrida, afirmou. Não pensamos duas vezes. Não colocamos o emocional para não atrapalhar o profissional. Areovan teve alguns hematomas e foi agraciado com a medalha por esse ato heróico na semana passada. O militar sabia que de alguma forma estava preparado para aquela situação. Estamos sempre prontos para o inesperado, disse. O limite do bombeiro é a morte. E a recompensa não vem com o salário no fim do mês e nem com elogios, segundo o soldado Valderi, bombeiro especializado em emergência médica. É cansativo e desgastante, mas temos a gratificação do dever cumprido, que é pessoal e imensa, relatou.
Existe uma proposta de se dedicar um dia internacional para se homenagear os bombeiros de todo o mundo. A data sugerida é o dia 11 de setembro, data do último atentado ao World Trade Center em Nova Iorque. O argumento é que na cidade de Nova Iorque existem muitas culturas e muitas raças que representam os povos do mundo. Assim, a escolha do 11 de setembro não é apenas uma homenagem aos bombeiros nova-iorquinos, mas aos bombeiros de todo o mundo, pois a função do bombeiro é proteger todos os cidadãos que vivem no globo terrestre, independentemente do seu lugar de moradia e de suas diferenças sócio-culturais. Há, portanto, a noção de que independentemente da nacionalidade, raça, cor, credo ou qualquer outra diferença, a função do bombeiro é proteger a sociedade na qual ele vive. Mais estudos precisam ser feitos, no entanto, me parece que a declaração de um dia internacional do bombeiro indica que a identidade bombeiro tende a se mundializar, situando-se num lugar invariável no tempo/espaço, e desse modo construindo-se numa identidade essencial.
Para finalizar esta breve apresentação dos dados documentais destaco o papel importante que os “NOSSOS HÉROIS BRASILIENSES” do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Brasileiros que desempenharam na missão do HAITI, principalmente no resgate do corpo do CAP QOPM CLEITON, vale relembrar que foi promovido ao posto post-mortem, portanto sugiro ao Vosso Comandante Geral da Gloriosa e bicentenária corporação PMDF, que preste uma singela e merecida homenagens aos nossos heróis com a nossa MEDALHA DE CRUZ E SANGUE, prestando assim o reconhecimento por tudo que fizeram por aquele povo sofrido e principalmente como forma de agradecimento pelo ato de resgate do nosso combatente.

segue os nomes dos valorosos Bombeiros que merecem o nosso respeito pelo serviço prestado ao Haiti:

V – RELAÇÃO DE MILITARES QUE VIAJARAM COM DESTINO AO HAITI 

O COMANDANTE OPERACIONAL, no uso das atribuições que lhe confere o art. 70, inciso XIII, do Regulamento de Organização Básica do CBMDF, aprovado pelo Decreto nº 16.036, de 4 de novembro de 1994, resolve:

TORNAR PÚBLICO a relação dos militares que viajaram com destino ao Haiti, no dia 14/1/2010, de acordo com o Ofício nº 3/2010-1º BBS:

– Comandante da Operação: Ten-Cel. QOBM/Comb. ROGÉRIO RIBEIRO ALVARENGA, matr. 1399861;
– Oficial de Ligação: Cap. QOBM/Comb. IVAN LUIZ FERREIRA DOS SANTOS, matr. 1400121;
– Oficial de pessoal: 1º Ten. QOBM/Comb. ANDRÉ MOTA PINTO COTA, matr. 1424908;
– Oficial de Logística: 1º Ten. QOBM/Comb. RODRIGO RASIA, matr. 1425149.

– Subten. QOBM/Comb. JÚLIO CESAR ALVES BRAVO, matr. 1403055;
– 1º Sgt. QBMG 1 CLEBER ALVES DOS SANTOS, matr. 1402948;
– 1º Sgt. QBMG 1 LUIS ANTÔNIO AQUINO CAETANO, matr. 1402219;
– 2º Sgt. QBMG 1 ANTÔNIO GLAHSTON FELIX ALBUQUERQUE, matr. 1402290;
– 2º Sgt. QBMG 1 RENATO GONTIJO E SILVA, matr. 1405811;
– 2º Sgt. QBMG 1 PAULO CÉSAR DA SILVA COELHO, matr. 1404938;
– 3º Sgt. QBMG 1 RODRIGO GOSTON E FIGUEIREDO, matr. 1405620;
– 3º Sgt. QBMG 1 SEBASTIÃO DOS SANTOS JUNIOR, matr. 1404136;
– 3º Sgt. QBMG 1 PAULO DO NASCIMENTO BENIGNO, matr. 1405717;
– Cb. QBMG 1 LUCIANO GALVÃO DE SOUZA, matr. 1222850;
– Cb. QBMG 1 ARIOSVALDO MENDONÇA DE OLIVEIRA, matr.1404010
– Sd. QBMG 1 NELSON DA COSTA PINTO JUNIOR, matr. 1404433;
– Sd. QBMG 1 DEUSIMAR NUNES DA SILVA, matr. 1405212;
– Sd. QBMG 1 ANDRÉ DE OLIVEIRA RODRIGUES, matr. 1406209;
– Sd. QBMG 1 ROBSON DA SILVA DANIEL, matr. 1406110;
– Sd. QBMG1 WILKESON FERREIRA DA SILVA, matr.1404359; e
– Sd. QBMG 1 ANDRÉ LUIS CORDEIRO, matr. 1405213.

Atenciosamente

Johnson Gonçalves Rodrigues – CB QPPMC

Published in: on abril 29, 2010 at 1:35 am  Comments (7)  

A República Negra (dicas de leitura)

SINOPSE:

Uma insurreição armada irrompeu no Haiti no início de 2004, resultando na renúncia e no exílio do então presidente Jean-Bertrand Aristide. Para evitar uma guerra civil, em 1º de junho de 2004, soldados brasileiros chegaram à cidade de Porto Príncipe, capital do país, para formar a força principal da recém-nascida Missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti, a Minustah. O livro surgiu a partir das viagens que o jornalista fez para presenciar o cotidiano das tropas brasileiras, que viraram reportagens publicadas nos jornais Diário de S. Paulo e O Globo. A publicação aprofunda o conteúdo das matérias e mostra o quanto o Brasil influi nas vidas dos oito milhões de hatianos seja por canais diplomáticos, militares ou culturais. Traz depoimentos inéditos de rebeldes e de militares brasileiros sobre supostos casos de espancamento durante interrogatórios e abusos de violência contra haitianos. Narra também os combates e as estratégias militares que fizeram da ocupação brasileira na capital haitiana um exemplo de operação de paz bem-sucedida realizada pelas Nações Unidas. Luís Kawaguti relata a sucessão de acontecimentos que, em pouco mais de dois anos, levaram uma nação do caos social e político ao processo de redemocratização, iniciado com a eleição de um novo presidente. Para compreender a complexidade da situação do Haiti e, conseqüentemente, da missão da ONU, o autor faz uma passeio pela história do país. Aborda desde a sua descoberta na primeira viagem do navegador Cristóvão Colombo à América, em 1492, passando pela revolução de 1804, que libertou o Haiti da França, e pelos 28 anos extremamente violentos da ditadura de Duvalier. O jornalista faz um panorama do sistema educacional, sanitário e de transporte do país; mostra de que maneira a religião católica, professada pela maioria da população, convive harmonicamente com os rituais de vodu. O livro configura-se como uma rica fonte de informações, pois o autor conheceu de perto tanto as dificuldades quanto o trabalho dos militares brasileiros. Narra, detalhadamente, operações importantes das tropas da Onu, como as realizadas em Bel Air, a maior favela de Porto Príncipe. Revela quais os diversos problemas enfrentados, desde o desarmamento da população até dificuldades logísticas, como o alojamento das tropas brasileiras.

Fonte: Livraria Cultura.

Published in: on abril 18, 2010 at 12:57 pm  Comments (5)  

Palestra: A participação brasileira no Haiti pós-terremoto

O Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) divulga:

“O coronel José Antônio Silva Faria proferirá a palestra A participação brasileira no Haiti pós-terremoto, na quarta-feira, 7 de abril, às 19h15, no auditório do bloco 1. Não é preciso fazer inscrição.

Não perca a oportunidade de compreender o papel do Brasil na nova função da MINUSTAH.”

Published in: on abril 7, 2010 at 1:49 pm  Comments (2)  

Policial militar brasileiro que atua no Haiti é reconhecido pelas autoridades do Estado de Pernambuco

“Requerimento N° 4491/2010

Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais, que seja feito um VOTO DE APLAUSO ao 1º Ten PM RICARDO COUTO, pela brilhante e destacada atuação nas Forças de Paz da ONU nas ações desenvolvidas no Haiti, especialmente no socorro e apoio as vítimas do terremoto, representando de forma impar o espírito de luta e a força do povo pernambucano.

Da decisão desta Casa, e do inteiro teor desta proposição, dê-se conhecimento ao Exmº Governador do Estado de Pernambuco, Dr. Eduardo Campos; ao Excelentíssimo Secretário de Defesa Social, Dr. Servilho Paiva; ao Exmº Comandante Geral da PMPE, Sr. Cel PM José Lopes; ao Ilmº Presidente da AME-PE, Sr. Cap Vlademir Assis, Rua Feliciano Gomes 304, Derby, Recife-PE – CEP 52010-240; e ao Ilmº Cap RR PM George do Rêgo Barros da Silva, Rua Agnaldo Correia, 49, Centro, Amaraji – PE, CEP 55515-000.

Justificativa

Com atuação destacada nas ações de pacificação, estruturação e segurança nas Forças de Paz da ONU, enquanto representante do Brasil e de Pernambuco no Haiti, o 1º Tenente Ricardo Couto, já era, como os demais brasileiros que lá estavam e tanto nos orgulham, já merecia as honras e aplausos. Mas o espírito de luta, o despreendimento pessoal, a compaixão e o amor ao próximo demonstrados pelo Tenente Couto, o que graças a Internet e a Televisão passou a ser do conhecimento de todo o Planeta, sendo exemplo e motivo de admiração, torna ainda mais importante a sua atuação.

Nenhuma dificuldade, nem as dores, nem o cansaço, nem os riscos, nada foi capaz de tirar o Tenente Couto de sua luta para salvar e proteger vidas naquela terra devastada pelo terremoto e pela falta de infra-estrutura básica de saúde, habitação, segurança, comunicações e higiene. Os atos heróicos do tenente e de todos que fazem aquela representação brasileira humanitária, são dignos de aplauso e exemplo a ser seguido sempre.

É pois que certos estamos da aprovação deste pedido por esta Casa.

Sala das Reuniões, em 2 de fevereiro de 2010

Lucrécio Gomes

Deputado”

Published in: on março 27, 2010 at 9:13 pm  Deixe um comentário  

Oficial brasileiro é elogiado por ações heróicas no Haiti

Porto Príncipe 08 de março de 2010

ELOGIO A OFICIAL POLICIAL MILITAR

Ilustríssimo Senhor Comandante Geral da Policia Militar do Estado de Pernambuco, tendo em vista os abalos sísmicos que vitimaram milhares de pessoas no Haiti, no dia 12 de Fevereiro de 2010 às 16h45min, inclusive de oficiais das Forças Armadas do Brasil, que ali prestavam serviços humanitários, juntamente com policiais de vários outros países, todos trabalhando em prol do auxilio ao próximo; bem como, após o terremoto, para os que ali permaneceram, não por obrigação mas por vontade própria e com intenção apenas de ajudar no resgates das vítimas de tão dantesca tragédia, agora expondo a vida a riscos, na busca de sobreviventes, resgatando vidas entre escombros, entrando em prédios destruídos ou com perigo de desabamento, não apenas pela condição precária em que se encontravam mais ainda pelos constantes abalos sísmicos que continuavam a desolar mais e mais o Haiti;

Tendo em vista que um desses fatos em particular foi o resgate do Senhor Ten Coronel EB Alexandre Santos, que se encontrava soterrado dentro do prédio do Quartel General da MINUSTAH e que fora resgatado, com vida, pelo Tenente Couto, que sem sequer se preocupar com sua própria vida, entrou rastejando dentro dos escombros e após quatro horas dentro de um buraco, que mal tinha espaço para que ele se movimentasse dentro, retirou o referido oficial de dentro dos escombros, tal fato fora presenciado e noticiado pela imprensa mundial, bem como pelo senhor Tenente Coronel Camelo Santiago, Policia Nacional da Colômbia e Senhor Tenente Coronel Azevedo Exercito Brasileiro.

Tendo em vista ainda que o adjetivo “herói” é dado tão somente àquele que “em detrimento da própria vida se expõe a risco para que possa salvar ou ajudar outrem, indo além daquilo que suas funções lhe conferem”;

Tendo em vista que é dever moral de superiores para com seus subordinados o reconhecimento e justiça a atos que o destaquem nos meios dos demais através de auxilio, não somente aos entes federativos e membros das forças internacionais que no momento do terremoto encontravam-se necessitados de ajuda, juntamente com a Nação Haitiana, lembrando ainda que tais atos foram largamente relatados nos Meios de comunicação, sendo portanto, de conhecimento de toda a sociedade Brasileira e Pernambucana, não deixando duvidas quanto a conduta exemplar do policial em lide;

Solicito desta forma, que seja instaurado procedimento próprio dentro da Policia Militar do Estado de Pernambuco, para que em constatado os atos praticados pelo 1º Tenente QOPM/PMPE RICARDO COUTO DE ARAUJO, membro desta respeitável Policia Militar, que hora representa nosso estado bem como ao nosso País, junta a Missão de Paz da Organização das Nações Unidas para a estabilização do Haiti, MINUSTAH, que lhe seja concedido o titulo meritório que suas atitudes como oficial militar requerem, bem como que seja dado prosseguimento ao devido processo para imediata promoção do mesmo, por bravura ou merecimento, conforme reza legislação própria, incitando o mesmo, desta forma, a continuar a servindo de exemplo a seus pares e subordinados.

Algenor Teixeira Filho Cap QOPM/PMAM

Contingent Commander of Brazilian UNPOL

HERÓI NÃO É SOMENTE AQUELE QUE É ABATIDO EM COMBATE, É TAMBÉM AQUELE QUE SOBREVIVE, E NA SUA SOBREVIVENCIA CONSEGUE SUPERAR SUA DOR E SEUS TEMORES BUSCANDO SALVAR A VIDA DE OUTREM

Published in: on março 27, 2010 at 9:06 pm  Comments (2)  

Foto da SWAT do Haiti – GIPNH (Grupo de Intervenção da Polícia Nacional do Haiti)

Published in: on março 22, 2010 at 12:05 am  Deixe um comentário  

Fotos de Luiz Carlos da Costa em solenidade de outorga de medalha aos policiais franceses no Haiti

Essas fotos foram tiradas no dia 24 de março de 2007, na Embaixada da França em Porto Príncipe, Haiti. Em destaque o Representante Especial-Adjunto do Secretário-Geral da ONU no Haiti, o brasileiro Luiz Carlos da Costa, outorgando a medalha A serviço da Paz, da MINUSTAH, aos policiais franceses integrantes do componente policial da ONU (United Nations Police – UNPOL). O Medal Parade também contou com a presença do Comissário da UNPOL (Police Commissioner), o Sr. Mamadou Diallo, policial da Guiné.

Luiz Carlos da Costa, segunda autoridade da ONU no país, perdeu a vida no terremoto de 12 de janeiro de 2010.

Sérgio Carrera

Published in: on março 20, 2010 at 12:03 am  Deixe um comentário  

Armas e munição do Brasil sumiram após terremoto no Haiti

Suspeita de desvio para narcotraficantes é investigada pelo Exército em inquérito policial

POR MAHOMED SAIGG

 Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

Rio – O terremoto que devastou o Haiti no início do ano abalou as estruturas da Força de Paz da ONU, que ocupa o País desde 2004. Aproveitando-se da ausência de grande parte do efetivo do Batalhão Brasileiro — que estava nas ruas prestando socorro às vítimas da tragédia —, militares teriam desviado armas e munições do quartel. O governo brasileiro confirma o desaparecimento de armas e a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso. 

Enquanto o resultado do IPM não é divulgado, circula na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do País (Minustah) a informação de que o armamento desviado teria sido vendido a narcotraficantes de países da América do Sul, como Colômbia, Venezuela e Bolívia. Entre os suspeitos, estariam praças temporários, entre eles um sargento.

A Procuradoria de Justiça Militar, em Brasília, designou um de seus membros para acompanhar o IPM sobre o desvio. No início do mês, a mesma procuradoria mandou instaurar procedimento para investigar as denúncias de O DIA, de que jipes e caminhões desviados do Exército estavam sendo negociados em ferros-velhos da Região Metropolitana do Rio.

O caso é tratado como prioritário pelo governo brasileiro. Diante do orgulho nacional em torno da missão de paz, o desvio de armas é mal visto, mesmo se tratando de caso isolado em momento de atenções voltadas para socorrer vítimas. A primeira informação que se chegou a ventilar, após ter vazado a informação do possível desvio, é que se tratava apenas do desaparecimento de um fuzil carregado, com conivência de um soldado com falha de conduta já investigada. De acordo com fontes militares, também se investiga a possibilidade de as armas terem sido soterradas.

Decisiva para esclarecer caso do possível desvio, a semana passada foi de intensa movimentação na missão de paz. Terça e quarta-feira passadas, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Fernando Sérgio Galvão, fez visita de avaliação do contingente brasileiro no Haiti. Conversou com o comandante da Minustah, general Floriano Peixoto Vieira Neto, encontrou-se com autoridades locais e verificou as instalações e condições de emprego do reforço de pessoal recém-chegado ao Haiti. Quinta-feira, o secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a saída do general Floriano Peixoto do comando das operações militares no Haiti. A troca é apontada pelo governo brasileiro como de rotina e já anteriormente prevista.

Escolhido para substituir o general Floriano Peixoto Vieira Neto — no comando da Minustah desde abril de 2009 — o general Luiz Guilherme Paul Cruz já chefiou o Batalhão Brasileiro no Haiti em 2008. Agora ele volta ao país com a missão de esclarecer o sumiço das armas e munições entre os militares de todos os países que integram a tropa da Minustah.

Entre eles estão: Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Equador, França, Filipinas, Guatemala, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Sri Lanka e Uruguai.

No Rio, desvio de viaturas e peças

As suspeitas de fraudes envolvendo militares que teriam desviado armas e munições do Batalhão Brasileiro no Haiti em troca de grandes quantias em dinheiro — neste caso em dólares — rondam também quartéis do Rio. Desde o início do mês, O DIA vem mostrando em série de reportagens os detalhes de esquema que desvia jipes e caminhões do Exército.

Após quatro semanas de investigações equipe de O DIA encontrou em ferros-velhos da Região Metropolitana vários veículos que deveriam estar guardados em quartéis. Negociados a peso de ouro, eram vendidos a colecionadores de todo o País.

Um dos depósitos visitados funcionava em Itaboraí. Lá, viaturas que haviam sido retiradas de maneira clandestina do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, em Magalhães Bastos, eram negociadas por até R$ 30 mil.

Após a publicação da reportagem, todos os veículos fotografados no local reapareceram na mesma unidade militar de onde haviam sido retirados. De acordo com o Comando Militar do Leste, o material teria sido devolvido pelo dono do ferro-velho. O comerciante, por sua vez, nega a versão. Segundo ele, equipes do Exército estiveram no depósito e retiraram todas as viaturas. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para investigar o caso.

FONTE: O DIA

Published in: on março 16, 2010 at 3:21 am  Deixe um comentário  

ONU presta homenagem aos funcionários mortos no Haiti

 09/03/2010

Secretário-Geral Ban Ki-moon lembrou que terremoto no país caribenho foi a maior tragédia isolada da história das Nações Unidas; homenagem reuniu familiares, amigos e colegas dos civis, policiais e militares da organização que morreram no tremor de terra.

 

Memorial na ONU

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Os nomes dos 101 funcionários das Nações Unidas mortos no terremoto no Haiti foram lidos em cerimônia oficial na sede da ONU nesta terça-feira.

A homenagem, realizada dois meses após o tremor de terra, reuniu em Nova York familiares, amigos e colegas dos civis, policiais e militares da organização que morreram no abalo.

Tragédia

Durante a cerimônia, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou que esta foi a maior tragédia isolada da história das Nações Unidas.

Muito emocionado, ele disse que os homens e mulheres que serviam no Haiti eram heróis, trabalhadores dedicados aos esforços humanitários que vieram de vários países.

Ban Ki-moon afirmou que os funcionários não dividiam apenas o mesmo escritório, mas o desejo por um mundo melhor. O presidente da Assembleia Geral, Ali Treki, lembrou os milhares de haitianos que também morreram e 1 milhão de pessoas que não tem mais onde morar.

Um poema escrito em francês pelo embaixador de Cabo Verde na ONU, Antonio Pedro Monteiro Lima, foi lido durante o memorial.

Memorial

A embaixadora do Brasil nas Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse à Rádio ONU que a cerimônia foi muito emocionante.

“É um sentimento de muita paz. Foi uma homenagem muito bonita, muito emocionante, mas que transmitiu ao mesmo tempo muita paz e gratidão sobre o que representa esse esforço que as Nações Unidas fazem no Haiti, mas é um sentimento de muita paz e gratidão”, afirmou.

Cristina da Costa, esposa do brasileiro Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da Missão da ONU no Haiti, Minustah, que morreu sob os escombros do prédio que abrigava a missão, afirmou que a mensagem de esperança permanece.

“Foi um momento muito importante para todas as famílias e para todos que se foram que trouxe uma certa passagem de uma grande dor a uma luz muito especial que eu tenho certeza que está sendo honrada com a presença de todos os familiares, amigos e funcionários”, disse.

A cerimônia teve ainda um vídeo com imagens dos funcionários, flores, velas e uma homenagem à bandeira azul e branca da ONU. A cantora haitiana Emeline Michel encerrou o memorial.

Published in: on março 10, 2010 at 1:43 am  Deixe um comentário  

General Assembly Observes Moment of Silence for Haiti Quake Victims

Published in: on março 10, 2010 at 1:20 am  Deixe um comentário  

Homenagem a militares e funcionários da ONU mortos no Haiti

Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota à Imprensa nº 108
8 de março de 2010

Homenagem a militares e funcionários da ONU mortos no Haiti

Será realizada em Nova York, na sede das Nações Unidas, em 9 de março, cerimônia em homenagem aos funcionários das Nações Unidas que morreram no Haiti em decorrência do trágico terremoto de 12 de janeiro. O Brasil será representado pela Embaixadora na ONU, Maria Luiza Viotti.

Com o auxílio do Governo brasileiro e da ONU, familiares dos brasileiros que serviam na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) comparecerão à cerimônia.

Dentre os brasileiros a serviço das Nações Unidas que morreram no Haiti havia 18 militares, o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral, Luiz Carlos da Costa, e o Capitão Cleiton Neiva, oficial da Polícia Militar do Distrito Federal que estava a serviço da MINUSTAH por meio do Programa de Voluntários das Nações Unidas.

O original desta nota encontra-se disponível no seguinte endereço:
http://www.mre. gov.br/portugues /imprensa/ nota_detalhe3. asp?ID_RELEASE= 7905

Published in: on março 9, 2010 at 1:51 pm  Deixe um comentário  

Funcionários da ONU enfrentam dificuldades no Haiti após os terremotos

A situação em Porto Príncipe, capital do Haiti, continua trágica. As equipes envolvidas diretamente na assistência humanitária estão desenvolvendo um bom trabalho e provendo a população local o básico necessário, quer seja alimentação ou apoio médico.

A cidade está praticamente destruída e os funcionários da MINUSTAH encontram-se em condições difíceis, muitos deles vivendo nas próprias instalações de trabalho. Como as residências e hotéis da cidade não oferecem o mínimo de condições, a ONU viabilizará dois navios para que sirvam como alojamentos aos seus funcionários, que estão trabalhando exprimidos na LogBase (base de logísitica da MINUSTAH em Porto Príncipe, que não foi afetada pelos abalos), visto que a Sede da Missão desabou em 12 de janeiro de 2010, tendo os seus funcionários (e aqueles perencentes as Agências da ONU) sido transferidos as instalações da base logística. Além disso, precisam pernoitar na Base. Há relatos da existência de banheiros coletivos e o constante descoforto tem causado transtorno para o desenvoldimento das atividades diárias. Servir a população haitiana nessas circuntâncias torna o papel da ONU cada dia mais complexo.

A medida de transferir o staff para os navios é a única alternativa viável a fim de que os funcionários da ONU (civis) e os representantes dos Estados-membros cedidos a MINUSTAH (policiais e militares de Estado-Maior) possam retomar com plenitude (ou quase) os seus projetos básicos de estabilização do país haitiano.

Sérgio Carrera

Published in: on março 3, 2010 at 9:07 pm  Deixe um comentário  

O Reino deste Mundo (dica de leitura)

Autor: CARPENTIER, ALEJO
Tradutor: TAPIA, MARCELO
Editora: MARTINS EDITORA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – LATINO-AMERICANA

SINOPSE: Este livro é uma recriação dos acontecimentos que precederam a independência haitiana até um Haiti em pleno período republicano – a transição de colônia francesa governada por brancos para uma nação negra regida pelo primeiro monarca coroado no Novo Mundo.

 ISBN:  856163524x
ISBN-13:  9788561635244

 Fonte: Livraria Cultura.

Published in: on março 1, 2010 at 3:02 am  Deixe um comentário  

Quantos policiais militares brasileiros já morreram em Missões de Paz da ONU

Desde 1991, ano da primeira participação policial militar brasileira em Operações de Paz, um total de três policiais militares já perderam a vida: 01 (um) Sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (Angola, 1992), 01 (um) Capitão da Brigada Militar do RS (El Salvador, 1993)  e 01 (um) Primeiro-Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal (Haiti, 2010).

Sérgio Carrera

Published in: on março 1, 2010 at 2:59 am  Comments (2)  

A Festa do Bode (dica de leitura)

Autor: VARGAS LLOSA, MARIO
Editora: ARX
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES

SINOPSE: Em ‘A Festa do Bode’, o esperado e magistral novo romance de Mario Vargas Llosa, assistimos a um duplo retorno. Enquanto Urania visita o pai em Santo Domingo, voltamos a 1961, quando a capital dominicana ainda se chamava Ciudad Trujillo. Ali, um homem tiraniza três milhões de pessoas sem saber que se trama uma maquiavélica transição para a democracia. Vargas Llosa, um clássico contemporâneo, relata o fim de uma era dando voz, entre outros personagens históricos, ao implacável general Trujillo, apelidado O Bode, e ao sossegado e hábil doutor Balaguer (eterno presidente da República Dominicana). Com um ritmo e uma precisão dificilmente superáveis, este peruano universal mostra que a política não raro consiste em abrir caminho entre cadáveres e que a inocência também pode se transformar em truculência.

 ISBN:  8575811053
ISBN-13:  9788575811054

 Fonte: Livraria Cultura.

Published in: on fevereiro 27, 2010 at 12:22 am  Deixe um comentário  

Os Farsantes (dica de leitura)

  

 

Autor: GREENE, GRAHAM
Tradutor: CAPOVILLA, ANA MARIA
Editora: GLOBO
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES

SINOPSE: Escrito em 1966, esta história de Graham Greene virou filme e se passa no Haiti, que estava nas mãos do ditador Papa Doc. Um ano após chegar ao poder do Haiti, em 1958, o médico François Duvalier cria uma polícia especial para impor sua ditadura. Batizados de “tontons macoutes”, bicho-papão na língua local, essas milícias aterrorizavam a população. Com um forte apoio interno, Duvalier contava também com a simpatia dos Estados Unidos, que depositam nele a esperança de o Haiti não se tornar em uma nova Cuba. Duvalier era “Papa Doc”, apelido com o qual o ditador entraria para a história, chefiando um dos regimes mais bárbaros do mundo. Em 1964, Papa Doc se autoproclama presidente vitalício do país, transformando a vida dos civis em um verdadeiro inferno. Visto como um paraíso turístico até então, o Haiti passa a ter execuções sumárias, desaparecimentos e torturas. É justamente nesse período que Graham Greene visita a ilha e ganha inspiração para ‘Os farsantes’ , o livro mais político do autor. A trama se inicia no navio rumo ao Haiti, quando se encontram Brown, o britânico dono de um hotel na capital haitiana; Smith, o norte-americano idealista que pretende transformar os haitianos pobres em vegetarianos, acompanhado de sua esposa; e Jones, um contrabandista de armas que faz negócios durante o regime Duvalier. Os personagens interagem e se entrelaçam na história na qual cada um tenta apontar causas, defeitos e soluções para esse governo tão temido. Este livro serviu de base para o filme americano ‘The Comedians’ (1967), dirigido por Peter Grenville estrelado por Elizabeth Taylor e Richard Burton.

ISBN:  8525035483

ISBN-13:  9788525035486

Fonte: Livraria Cultura

Published in: on fevereiro 26, 2010 at 5:06 pm  Deixe um comentário  

ACNUR ajuda sobreviventes do terremoto no Haiti

SANTO DOMINGO, República Dominicana, 24 de Fevereiro (ACNUR)

A agência para Refugiados das Nações Unidas começou a distribuir ajuda humanitária para sobreviventes do terremoto e famílias que os abrigam em áreas fronteiriças do Haiti. Estão sendo entregues pacotes de itens não-alimentares para cerca de oito mil pessoas em uma região assolada pela pobreza e pelo subdesenvolvimento.

Leia mais em: www.acnur.org.br.

Published in: on fevereiro 26, 2010 at 4:55 pm  Deixe um comentário  

Discurso da Senadora Ideli Salvatti na Homenagem aos Mortos Brasileiros no Haiti

A SRª IDELI SALVATTI (Bloco/PT – SC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão da oradora.) – Agradeço, Sr. Presidente. Quero, de forma muito carinhosa, cumprimentar a todos os que se fazem presentes nesta longa sessão de homenagem às pessoas que faleceram no terremoto do Haiti, os nossos militares, os representantes do nosso corpo diplomático e, de forma muito especial, à nossa querida Zilda Arns.

Eu tive conhecimento da morte da Drª Zilda no Palácio do Planalto. Naquele dia, eu estava na antessala do Presidente Lula, quando veio a notícia da morte da Drª Zilda, e tive a oportunidade de acompanhar toda a movimentação não só do Presidente, mas de todos os seus assessores mais diretos, mais imediatos. O Ministro da Defesa estava juntamente com o Ministro Vannuchi, quando veio a notícia. Tive a oportunidade, Senador Flávio Arns, de acompanhar o doloroso telefonema do Gilberto Carvalho a V. Exª, comunicando aos familiares, dando oficialmente a notícia do falecimento da Drª Zilda, colocando à disposição toda a estrutura do Governo brasileiro para que a família pudesse se deslocar até o Haiti para fazer o resgate.

E tive, inclusive, a incumbência… Não me coloquei assim, mas, como eu estava em Palácio para tratar de outros assuntos, na saída, a imprensa queria saber o resultado da reunião que houve naquele dia, a respeito de questões relacionadas ao plano dos Direitos Humanos. E a reunião do Presidente Lula era exatamente com o Ministro da Defesa e o Ministro Vannuchi e estava programada para tratar dessa questão. Na saída, a imprensa toda me abordou, querendo saber do resultado da reunião do Ministro Jobim e do Ministro Vannuchi com o Presidente Lula. Acabei sendo eu que comuniquei à imprensa brasileira que nada havia sido tratado, até porque um assunto de muito mais relevância tinha ocorrido: o falecimento da Drª Zilda.

Então, para todos nós que a conhecíamos pessoalmente, que sabíamos de toda história, pelo fato de a Drª Zilda ser catarinense, nascida no Município de Forquilhinha, em Santa Catarina, no sul do Estado, de ainda haver familiares nascidos no nosso Estado – há irmãs, parentes muito próximos da Drª Zilda e do Arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns –, foi um momento muito duro, muito triste, realmente de uma emoção muito forte.

Acho que muitas pessoas, nesse período, depois da sua morte, resgataram o papel evangélico, pedagógico, extremamente solidário, de doação da Drª Zilda, mas fiz questão de buscar realçar algo em que a Drª Zilda teve um papel fundamental.

Hoje, temos no Brasil, solidificada, uma política de saúde que tem no programa Saúde da Família um dos seus principais pilares. E a Drª Zilda, através do desafio que ela aceitou, de Dom Paulo Evaristo, de organizar a Pastoral da Criança, não tenho a menor dúvida, foi uma das principais precursoras dessa concepção de saúde, que é a organização, o trabalho na comunidade onde as pessoas residem, no local de moradia, com acompanhamento direto, organização local, aproveitando, inclusive, os talentos locais, a doação de milhões, de milhares de pessoas, que, no voluntariado, dedicam-se a fazer o acompanhamento, e, veja bem, Senado Flávio Arns: com muito pouco dinheiro. Hoje, não tem fim a necessidade de dinheiro para a saúde. Quanto mais se põe, mais se necessita, para poder dar atendimento, até porque, infelizmente, lucra-se e muito com a doença. Muito, muito!

Está aí comprovado que exatamente essa concepção de saúde conseguia diminuir os índices de mortalidade e melhorar os de subnutrição com recursos extremamente escassos, mas com resultado fantástico. Fantástico! Então, essa concepção diferenciada de saúde, organizada na comunidade, com os recursos da comunidade, com, inclusive, instrumentos muito simples…

Quais são os instrumentos que a Pastoral da Criança adotou em praticamente quase todos os Municípios brasileiros, e não só no Brasil, em outros países, na América Latina, na África, em todos os países onde a Pastoral da Criança está? Uma mistura e o soro, uma pesagem e o acompanhamento mensal. Não é uma UTI, não é um medicamento de ponta de linha, que leva não sei quantas décadas para ser descoberto.

Agora, o resultado, a quantidade de crianças que foram salvas, de crianças que passaram a ter mais qualidade de vida com o resultado desse trabalho é algo que precisa ser realçado, precisa ser colocado.

É interessante porque tivemos aqui muitos discursos, e ela sempre surpreendeu. Eu me lembro do debate, do embate que ocorreu aqui, neste Senado da República, por ocasião da nossa discussão sobre a CPMF, o quanto de ideológico teve para ser derrubada a CPMF, para se retirar recurso da saúde. A CPMF era isto: recursos fundamentalmente para a saúde; e tinha um viés tributário, porque, pela CPMF, cruzavam-se dados com o Imposto de Renda e descobriam-se as pessoas que sonegavam. Isso porque, pelo banco, se passasse dinheiro legal ou ilegal, a CPMF identificava, e o cruzamento permitia, inclusive, descobrir lavagem de dinheiro, narcotráfico, bandidagem das mais diversas.

Foi interessante, porque, naquele debate, muito poucas personalidades tiveram coragem de vir a público fazer a defesa. E a Drª Zilda Arns, foi uma das que, corajosamente, vieram. Eu me lembro – porque, aqui, não estava fácil o debate a respeito da CPMF – do documento assinado pela Drª Zilda, uma médica, que teve essa visão totalmente inovadora, revolucionária, da saúde pública, comunitária, a partir do local, a partir das forças locais e das condições pedagógicas e sanitárias onde as pessoas moram. Ela não se omitiu.

Então, naquele dia em que veio a notícia, eu, como Senadora catarinense, como professora, mãe, senti como todos os catarinenses, todos os brasileiros e todos os seres deste planeta que conheceram, tiveram oportunidade de conhecer o trabalho da Dra Zilda Arns. Para nós, foi uma grande perda, e ela continua muito viva entre nós, muito viva, pelo exemplo e pelo resultado do trabalho que desenvolveu.

Então, eu queria aqui, em nome dos mais de seis milhões de catarinenses, prestar esta homenagem, agradecer por tudo o que ela fez.

Tivemos oportunidade de estar no velório da Drª Zilda, acompanhando, inclusive, a comitiva do Presidente da República; tivemos oportunidade, Senador Flávio Arns, de viver aquele momento do Presidente com todos os familiares e do agradecimento que o Presidente Lula fez à família da Dra Zilda pelo trabalho magnífico que ela desenvolveu.

Eu queria também deixar aqui registrado o reconhecimento do povo brasileiro ao maravilhoso trabalho que o Exército Brasileiro faz, já há vários anos, na missão de paz no Haiti. Aos nossos militares que perderam a vida, às suas famílias, nós temos a obrigação de agradecer pela disposição de estarem numa área de conflito, numa situação como a que o Haiti vivencia, há tantos anos, de instabilidade política, instabilidade institucional, de domínio, inclusive, da violência.

Todos os que para lá foram, que lá estiveram colocaram a sua vida em risco e nós tivemos os que perderam a vida no episódio do terremoto, mas tem uma pessoa que eu acho que simboliza, dos nossos militares mortos, uma situação de doação muito especial, que é o Capitão Cleiton.

O Capitão Cleiton esteve no Haiti, oficialmente, cumprindo a missão, em 2004. Quando ele quis retornar, desejou retornar, ele não pode fazê-lo na condição de militar da Polícia Militar do Distrito Federal.

Ele estava tão convencido da importância de ir, do trabalho importante que as Forças Armadas Brasileiras desempenhavam no Haiti, que se licenciou para poder cumprir mais um período de missão. Então, ele esteve no Haiti oficialmente, como representante da Polícia Militar, em 2004, e retornou em 2007.

No meu gabinete, tem uma pessoa que compartilhou com o Capitão Cleiton um período de formação e me entregou, para que eu pudesse fazer a leitura, uma correspondência do Capitão aos colegas de turma aqui de Brasília. Ele a encaminhou ao Professor Felipe, que atuou no curso que eles tiveram oportunidade de fazer juntos.

Eu vou ler alguns trechos, porque é uma mensagem muito forte e muito bonita a que ele mandou:

“Prezado Professor Felipe:

Como há muito não falo com o senhor e com os queridos colegas da turma aproveito a oportunidade para relatar um pouquinho do que está se passando por aqui comigo.

Finalmente, após pegar o voo do dia 2 de junho no sábado (meu aniversário), parti em direção a Brindisi na Itália onde fiz o treinamento para a missão por uma semana.”
Ele ficou uma semana em Brindisi, na Itália, se preparando.
“(…)Cheguei no Haiti no dia 10 de junho e comecei outro treinamento específico para a missão. Fui designado para descascar o abacaxi mais difícil que conheci aqui depois de Cite Soleil.

Professor, quanto a Cite Soleil, o senhor não vai acreditar, mas a cidade está irreconhecível…virou jardim de infância. Eu nunca vi tanta criança brincando na rua como vi por lá e claro o comércio de ambulantes e no Haiti uma das impressões mais claras de tranquilidade e vida mais próxima do normal.”

O Capitão Cleiton, em 2004, tinha atuado diretamente em Cite Soleil. Então, no retorno, ele ficou muito admirado ao ver o resultado do trabalho.
“No meu programa de treinamento estava incluída também uma manhã de patrulha com a equipe tática da Segurança da ONU.

Então fomos para Cite Soleil, mas os seguranças estavam super tranquilos que sequer colocaram os coletes. Agora naturalmente os bandidos se dispersaram. Alguns claro foram presos. O índice de sequestros reduziu assustadoramente (eu continuo curioso para saber das estatísticas). Isso é o que as sessões oficiais dizem, mas estou já checando os critérios de verificação para saber se são fidedignos.

Como dizia, eu fui designado para uma zona quente como Regional Security Officer (chamada de Gonaives), que tem por missão zelar pela segurança do staff local e internacional da ONU em uma região que é comparada a uma das regiões do Brasil, mas claro que bem menor dada as dimensões continentais do nosso país.

Lá há muito conflito entre gangues, há problemas de catástrofes naturais, como a que matou mais de quatro mil pessoas em agosto de 2004. O furacão Jane.

Local onde muitos membros da ONU ficaram desalojados. E também local marcado por todos os focos de movimentos revolucionários na História do Haiti, desde a revolução de 1804 até as insurreições mais atuais.

O Cleiton já fez suas orações e está indo na próxima segunda-feira para a assunção das novas funções. Estou vibrando muito pois talvez seja o maior desafio da minha vida até agora.

Muitas saudade das aulas, dos amigos, mas aplico muitas das nossas discussões em momentos de diálogos entre parceiros da missão.

Obrigado porque de uma maneira ou de outra vocês estão comigo.

Um forte abraço e até breve.
Cleiton Neiva. Fiquem com Deus!!!!”

Essa é uma correspondência do Capitão Cleiton, de 2007. Ele faleceu em janeiro e estaria retornando depois da segunda etapa de missão, em fevereiro, para o Brasil.

Então, em nome do Capitão Cleiton e da Drª Zilda Arns, os agradecimentos do Brasil e, tenho certeza, de todo o povo haitiano por essa verdadeira doação que tem representado a presença do Brasil naquele tão sofrido país.

Muito obrigada. (Palmas.)

NOTA: Parabéns pelo belíssimo discurso, Senadora! A honrosa menção ao Capitão PMDF Cleiton Batista Neiva, por uma parlamentar, reafirma a condição de herói desse brasileiro tão envolvido com a causa humanitária haitiana. Com certeza, emocionou os seus familiares e amigos, bem como ressaltou ainda mais o seu status junto a sociedade brasileira.

Sérgio Carrera

Brazilian National Congress will pay tribute to the brazilian victims in Haiti

Tomorrow, February 23 2010 (Tuesday), at 2 pm, Brazilian National Congress will pay  tribute to the 22 Brazilians who had lost their lives in Port au Prince – Haiti, due to earthquakes on January 12 2010.

Among the honorees is Police Captain Cleiton Batista Neiva, of the Federal District Military State Police (PMDF).

All family members and friends are invited.

The initiative was proposed by Senator Flávio Arns. Congratulations to the Senator and the Congress!

More information will be posted throughout the day.

Sergio Carrera

Congresso Nacional fará homenagem aos brasileiros vítimas do terremoto no Haiti

Amanhã, dia 23 de fevereiro de 2010 (terça-feira), a partir das 14h, o Congresso Nacional fará justa homenagem aos 22 brasileiros que pederam a vida em Porto Príncipe – Haiti, devido aos terremotos que abalaram o país no dia 12 de janeiro de 2010.

Dentre os homenageados está o Capitão Cleiton Batista Neiva, da Polícia Militar do DF (PMDF).  Todos os familiares e amigos estão convidados.

A iniciativa é do Senador Flávio Arns. Parabéns ao Senador e ao Congresso Nacional!

Maiores informações serão postadas no transcorrer do dia.

Sérgio Carrera

OBS: Uniforme PMDF – 4° A