O idioma francês e a Polícia da ONU – UNPOL

A falácia oficializada no Brasil de que a ONU não pede policiais fluentes em francês chega a beirar o absurdo. A tendência da maioria das missões tem o francês como idioma oficial da UNPOL. E essa é uma tendência, conforme palavras do Undersecretary-gereral for Peacekeeping Operations (Mr. Herde – diplomata francês) e do Police Advisor e Diretor da Police Division, o policial alemão Stephen Feller em reunião com Comandantes de Contingentes e Chefes de Unidade na MINUSTAH. Inclusive solicitado para transmitir informações aos países de origem e citando as missões na África. Selecionar policiais apenas em inglês é um contra-senso!

De forma alguma, devem deixar o inglês em segundo plano, por questões óbvias.

Tempo para reflexão e evolução sobre o tema.

Durante muitos anos o Brasil realizou seleção em francês (mesmo que não reconhecida pela ONU) e acredito que estamos no momento de voltarmos a fazê-la (Brasil).

bandeira da franca

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Published in: on março 10, 2014 at 11:32 pm  Deixe um comentário  

Encontro Bilateral Brasil – Haiti: Estudos sobre a migração haitiana ao Brasil

O Centro Universitario de Brasilia – UniCEUB realizará o Encontro Bilateral Brasil – Haiti sobre o tema Estudos sobre a migração haitiana ao Brasil e diálogo bilateral, no dia 9 de dezembro, segunda-feira, das 9h às 13h, no Laboratório de Relações Internacionais, sala 2337, bloco 2, localizado no campus da Asa Norte, Brasilia-DF.

Não é necessário fazer a inscrição. As vagas são limitadas à capacidade do laboratório.

Published in: on dezembro 7, 2013 at 8:05 pm  Deixe um comentário  

Mulheres fazem diferença na execução do mandato da missão de paz, diz chefe da Polícia ONU no Haiti

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Policial brasileira, Virgínia Lima atua na missão de paz da ONU no Haiti. Foto: UNIC Rio/Damaris Giuliana

O chefe da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) no Haiti afirmou ao serviço em português da Rádio ONU que pretende aumentar de forma significativa o número de mulheres que participam da missão de paz no país. Segundo Luís Carrilho, várias medidas estão sendo tomadas neste sentido.
Carrilho esteve na sede das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada, para participar de um encontro dos comandantes da UNPOL do mundo inteiro.
De acordo com o oficial português, que também serviu no Timor-Leste, as mulheres fazem a diferença na hora de executar o mandato da ONU.
“A rede das mulheres políciais, seja a rede UNPOL, seja a Rede da Polícia Nacional do Haiti, que trabalham em conjunto, mas no nível do terreno, sobretudo trabalhando com as vítimas de crime [como violência sexual] a participação da mulher é extremamente importante”, disse Carrilho ao pedir que os países que contribuem com policiais ampliem o número de mulheres na missão. Atualmente, a força policial da ONU no país caribenho tem cerca de 10% de mulheres.
Policial brasileira atua no desenvolvimento de sistema de combate à violência contra mulheres
A violência doméstica e sexual é um problema grave e histórico no Haiti. Até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.
O acompanhamento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) ajudou a mudar a situação do país e hoje existe uma rede de auxílio às vítimas, que além de oferecer apoio médico e psicológico, investiga os casos para levar os suspeitos a julgamento.
O trabalho tem sido intensificado nos campos de deslocados, onde é maior a vulnerabilidade de mulheres e meninas.
“Nós vamos até o campo onde ocorreu a violência, levamos a vítima a um hospital de Cité Soleil, que é o hospital que nós temos a maior facilidade por conta da equipe de psicólogas e de médicas”, descreveu a policial brasileira Virgínia Lima ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) em reportagem para marcar o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, 29 de maio.
Lá, essas mulheres recebem os remédios necessários no prazo de 72 horas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, além da documentação obrigatória para que a Justiça receba as denúncias.
“Se ela desejar ir até uma delegacia pra fazer o registro dessa ocorrência, a gente acompanha também”, diz a capitã, acrescentando que há um trabalho de sensibilização nesse sentido.

FONTE: Site ONU

Published in: on novembro 28, 2013 at 7:32 pm  Comments (1)  

Com apoio da ONU, Haiti desenvolve sistema de combate à violência contra mulher

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Policial brasileira atua em campos de deslocados para evitar violência contra mulheres. Foto: UNIC Rio/Damaris Giuliana

(Capitao PMDF Virginia Lima)

A violência doméstica e sexual é um problema grave e histórico no Haiti, de acordo com a Polícia das Nações Unidas (UNPOL). Até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.
O acompanhamento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) ajudou a mudar a situação do país e hoje existe uma rede de auxílio às vítimas, que além de oferecer apoio médico e psicológico, investiga os casos para levar os suspeitos a julgamento.
O trabalho tem sido intensificado nos campos de deslocados, onde é maior a vulnerabilidade de mulheres e meninas. O número de visitas feitas a esses locais por mulheres policiais da ONU cresceu de 114 em janeiro deste ano para 247 em abril. O grupo trabalha em conjunto com a Polícia Nacional do Haiti (PNH).
“Nós vamos até o campo onde ocorreu a violência, levamos a vítima a um hospital de Cité Soleil, que é o hospital que nós temos a maior facilidade por conta da equipe de psicólogas e de médicas”, descreve a policial brasileira Virgínia Lima.
Lá, essas mulheres recebem os remédios necessários no prazo de 72 horas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, além da documentação obrigatória para que a Justiça receba as denúncias.
“Se ela desejar ir até uma delegacia pra fazer o registro dessa ocorrência, a gente acompanha também”, diz a capitã, acrescentando que há um trabalho de sensibilização nesse sentido.
A ONU também atua na prevenção da violência realizando palestras e patrulhas nos campos de deslocados.
Formação policial ainda é desafio

O Haiti tem atualmente pouco mais de 10 mil policiais e precisa de ao menos 15 mil para que a segurança e a estabilidade sejam garantidas pelas autoridades locais. A formação desses profissionais ainda é um desafio para o país e para a ONU, que encontram dificuldade para alcançar a meta de mil novos policiais por ano.
Em 2012, por exemplo, 16 mil candidatos participaram da primeira fase da seleção, mas apenas 239 concluíram o curso da Academia de Polícia. Entre outros quesitos são avaliados o nível de alfabetização, condições de saúde e antecedentes criminais.
De acordo com o vice-comissário da UNPOL no Haiti, Serge Therriault, a PNH não pode ser pensada de maneira isolada porque é parte da reconstrução do país com base em instituições democráticas. Segundo ela, ampliar a capacidade da polícia requer mais do que treinamento: é preciso prover orçamento, infraestrutura e apoio operacional.
Também é preciso trabalhar a inclusão feminina na corporação. “Descobrimos que na cultura haitiana o que os pais pensam é realmente importante. Então, muitas mulheres não se engajam nessa carreira porque os pais não apoiam ou não veem a polícia como um lugar para mulheres”, relata Therriault. “Se pudermos mudar a percepção dos pais, só com isso devemos aumentar o número de recrutamento de mulheres.”
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Esta matéria faz parte de uma série de reportagens especiais, incluindo um vídeo, para o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, lembrado a cada ano em 29 de maio. Confira todas as reportagens em http://www.onu.org.br/29demaio e o vídeo abaixo.

FONTE: Site ONU

Published in: on novembro 28, 2013 at 7:29 pm  Deixe um comentário  

Rights Advocates Suing U.N. Over the Spread of Cholera in Haiti

A cholera outbreak in Haiti that began in 2010 has killed 8,300 people and sickened 650,000.
By RICK GLADSTONE

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Advocates for Haitian victims of the deadly cholera epidemic that first afflicted their country three years ago said they were taking the extraordinary step on Wednesday of suing the United Nations, asserting that the organization’s peacekeeping force in Haiti was responsible for introducing the disease through sewage contamination from its barracks.
The lawsuit, which the advocates said they would file in Federal District Court in Manhattan on Wednesday morning, will be the strongest action they have taken in pressing the United Nations to acknowledge at least some culpability for the outbreak of cholera, a highly contagious scourge spread through human feces that had been largely absent from Haiti for 100 years.

Cholera has killed more than 8,300 Haitians and sickened more than 650,000 in the earthquake-ravaged country, the poorest in the Western Hemisphere, since it first reappeared in October 2010. While the worst of the epidemic has eased, it still kills about 1,000 Haitians a year.

United Nations officials have said they are committed to eradicating the cholera, but they have not conceded that the organization was inadvertently responsible for causing it. They also have asserted diplomatic immunity from any negligence claims, a position that has deeply angered many Haitians who consider it a betrayal of United Nations principles.

Haitian leaders, while dependent on the United Nations to help maintain stability and provide other important services, have also expressed unhappiness over the cholera issue. In an address last Thursday at the annual United Nations General Assembly opening session, Haiti’s prime minister, Laurent Lamothe, spoke of what he called the “moral responsibility” of the United Nations in the outbreak, and said the efforts to combat it had been far from sufficient.

Forensic studies, including one ordered by the United Nations, have identified the culprit bacteria as an Asian strain imported to Haiti by Nepalese members of the United Nations peacekeeping force, known as the United Nations Stabilization Mission in Haiti, which was first authorized in 2004 and maintains about 8,700 soldiers and police officers there, drawn from more than three dozen member states. The forensic studies have also linked the spread of the cholera to a flawed sanitation system at the Nepalese peacekeeper base, which contaminated a tributary that feeds Haiti’s largest river, used by Haitians for drinking and bathing.

Beatrice Lindstrom, a spokeswoman for the Institute for Justice and Democracy in Haiti, the Boston-based rights group that prepared the lawsuit, said in a telephone interview that the listed plaintiffs were five cholera victims, who were seeking redress for themselves and all afflicted Haitians and their families. Ms. Lindstrom said the institute had decided to file the suit in New York because it is the site of United Nations headquarters and has an enormous Haitian expatriate population.

“We are asking for the judge to find the United Nations liable,” she said. “It has violated its legal obligations through reckless actions that brought cholera to Haiti.” The lawsuit did not specify the amount of compensation sought, which Ms. Lindstrom said would be “determined at trial.”

It was far from clear that the lawsuit would be accepted by the court, which affords broad latitude to diplomatic protections for the United Nations against such litigation. These protections are partly rooted in the formal legal conventions created with the inception of the United Nations after World War II. “The majority view is that the U.N. and U.N. entities are immune from domestic lawsuits,” said Jordan J. Paust, a professor of international law at the Law Center of the University of Houston.

Eight months ago, Ban Ki-moon, the secretary general of the United Nations, informed Haitian leaders that it would not accept claims for compensation made by victims of the outbreak, citing a provision of the Convention on the Privileges and Immunities of the United Nations.

Ms. Lindstrom said the United Nations had also rebuffed her group’s attempts to address the issue. “They’ve refused to sit down for a conversation with the victims, or with us,” she said.

Navi Pillay, the top human rights official at the United Nations, suggested on Tuesday from her headquarters in Geneva that Haiti’s cholera victims were entitled to some compensation, although she did not specify who should provide it.

Farhan Haq, a spokesman for Mr. Ban, declined to comment on the lawsuit but asserted that the United Nations remained dedicated to helping Haiti overcome the epidemic.

“The United Nations is working on the ground with the government and people of Haiti both to provide immediate and practical assistance to those affected,” Mr. Haq said in a statement, “and to put in place better infrastructure and services for all.”

A version of this article appears in print on October 9, 2013, on page A4 of the New York edition with the headline: Rights Advocates Suing U.N. Over the Spread of Cholera in Haiti.

Source: NY Times.

Published in: on outubro 10, 2013 at 1:33 pm  Deixe um comentário  

Renewal of Haiti Mission Mandate

posted on WED 9 OCT 2013 3:31 PM

A draft resolution renewing the mandate of the UN Stabilisation Mission in Haiti (MINUSTAH) for an additional year was put in blue this afternoon (9 October) and is scheduled for adoption tomorrow morning. As had been expected, the draft authorises a reduction in MINUSTAH’s troop strength from 6,270 to 5,021 while maintaining the size of the police component at 2,601 as recommended by the Secretary-General in his most recent report (S/2013/493).

In keeping with established Council practice, the text was first negotiated in the Group of Friends of Haiti before being circulated to Council members earlier this month. (Current members of the Group of Friends are Argentina, Brazil, Canada, Chile, Colombia, France, Guatemala, Peru, the US and Uruguay.) While the Secretary-General’s proposed troop reduction seemed to be uncontroversial, negotiations among the 15 were not as smooth as had been expected.

It appears that human rights and protection related language was one of the major areas of disagreement in the negotiations. Russia, in particular, seems to have had problems with much of the proposed language, including an implicit reference to homophobic sexual violence that was ultimately deleted. In a final compromise, it appears that a reference to the independent expert on the situation of human rights in Haiti and welcoming his collaboration with the government of Haiti was also deleted, but that a new operative paragraph on encouraging increased women’s political participation in Haiti was retained in the final text.

Another area of contention related to MINUSTAH’s mandate with regard to quick impact projects. It seems the UK insisted that such projects should focus strictly on improving security whereas others argued that wider priorities should be reflected. A compromise seems to have been found with some minor revisions in the paragraph on this issue, notably a reference to capacity building and national ownership, which were not present in last year’s MINUSTAH resolution.

With regard to the long overdue elections in Haiti, which is an issue of major concern for all Council members, the draft resolution urges political actors in Haiti to work together to hold the elections in accordance with the constitution “to ensure the continued functioning of the national assembly and other elected bodies.” This seems intended to address the controversy surrounding the mandate of senators elected in 2009, which according to the constitution does not expire until 2015, whereas the 2008 electoral law provides for it to end in January 2014. (As the Secretary-General notes in his report the parliament would become “dysfunctional” if elections are not held).

Although there were some discussions over whether the Council should reiterate its call for the elections to take place in 2013, as it did in a 28 January press statement (SC/10901), there appears to be general agreement that such a timeline is now increasingly unlikely. In the final draft there is therefore instead a reference in a preambular paragraph to the possibility that delays may affect the holding of elections in 2013 as announced by the Haitian government.

Source

Published in: on outubro 10, 2013 at 1:30 pm  Deixe um comentário  

MINUSTAH: Capitão Sérgio Carrera é recebido pelo Police Commissioner

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Na manhã do dia 19 de agosto de 2013, O Comissário da Polícia de Segurança Pública de Portugal Luís Miguel Carrilho, Police Commissioner da ONU na MINUSTAH (Haiti) recebeu em seu gabinete a visita do UNPOL Cap. Sérgio Carrera Melo (PMDF/Brasil), da Seção de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Human Resources Development Unit – HRDU), para uma visita de cortesia. Na ocasião, o Cap Sergio Carrera passou às mãos do Comissário o livro “Sierra Romeo 8 – Uma Operação de Paz na Africa” (foto acima), de autoria do Tenente-Coronel RR PMDF Antonio Sérgio Carréra, veterano da Missão de Paz da ONU em Moçambique (ONUMOZ) e pai do visitante. Profundo conhecedor dos temas relacionados ao componente policial das Missões da ONU (United Nations Police-UNPOL), o Comissário Carrilho destacou a importância de publicações sobre o assunto em português, como forma de difundir o assunto em âmbito global, principalmente para os leitores de países de língua portuguesa, além de estimular a cultura de estudos e trabalhos mais aprofundados sobre os temas de interesse. “Fantástico!”, disse o Chefe de todos os policiais internacionais na MINUSTAH, sobre a iniciativa do autor na publicação da obra, ressaltando seu carinho especial por Moçambique e seu povo. Muito agradecido pela deferência, disse ainda já estava ansioso para iniciar a leitura, pois o título havia lhe despertado interesse.
Postado por Cap Marco às 12:14

Fonte: Site UNPOLICE

Published in: on agosto 20, 2013 at 12:42 pm  Deixe um comentário  

Force Commander da MINUSTAH recebe mais alta condecoracao da PMDF

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O general do Exército Brasileiro Edson Leal Pujol, comandante das forças militares das Nações Unidas para estabilização do Haiti (Minustah), recebeu a condecoração da Medalha Tiradentes na manhã desta quinta-feira (15). A outorga é a mais importante homenagem prestada pela PMDF. A solenidade foi realizada no gabinete do subcomandante-geral da corporação.

Estiveram presentes no evento: o comandante-geral da PMDF, coronel Jooziel de Melo Freire; o subcomandante-geral, coronel Paulo Sérgio Soares Sarmento; o chefe do Estado-Maior, coronel Adilson Evangelista e o diretor do DEEC, coronel Garcia.
O general Edson Leal, antes de assumir a missão de paz no Haiti, foi chefe do Centro de Inteligência do Exército Brasileiro.

Fonte: Site PMDF.

NOTA: O Chefe do Estado-Maior da PMDF, Coronel Adilson e veterano da Missao de Paz da ONU em Guatemala e o Coronel Nelson Garcia e veterano das Missoes da ONU na Bosnia e em Guine-Bissau, onde foi o Senior Police Advisor, Chefe do componente policial.

Published in: on agosto 19, 2013 at 8:12 pm  Deixe um comentário  

Policiais brasileiros são condecorados na MINUSTAH (Haiti)

No dia 11 de março de 2013, no Gabinete do Comissário da Polícia da ONU na MINUSTAH, Luís Miguel Carrilho (Portugal), o Major PMPE Robson Cordeiro e o 1 Tenente PMSE Moraes foram condecorados com a medalha da ONU pelos relevantes serviços prestados em prol da paz e segurança no Haiti.

Parabéns aos oficiais!

Medalha Haiti  - Robson e Moraes

Foto: Sentados (Tenente Moraes, Comissário L. Carrilho e Major Robson)

Published in: on março 31, 2013 at 4:05 am  Comments (3)  

Haiti: Superação em busca do conhecimento

O Haiti conta com mais de 400 IDPs (1) e no Departamento de Porto Príncipe, capital do país, 03 deles contem população superior a 10 mil desabrigados (pós-terremoto de janeiro de 2010). Dentre eles está o IDP Carredeux, localizado em Tabarre, poucos minutos de uma das sedes da MINUSTAH.

Na medida que o Governo, com ajuda internacional, se mobiliza para retirar os habitantes dos IDPs, a população local, apoiada por ONGs, se esforça para que as crianças possam ter acesso a escola.

Com condições dificílimas, as crianças e adolescentes fazem o possível para “buscar” o conhecimento. As fotos abaixo retratam um pouco essa realidade: utilizam ônibus sucateados como salas de aula.

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(1) – IDP – Internal Displaced Persons.

Published in: on março 30, 2013 at 4:40 am  Deixe um comentário  

Policiais militares femininas em Missões de Paz (2012/2013)

Dentre os 14 policiais militares brasileiros em Missões de Paz da ONU, nas únicas 3 missões que o Brasil envia efetivo atualmente, cabe destacar a presença de 04 oficiais femininas: duas Capitães da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Virgínia Lima (1) e Natália Teixeira no Haiti (MINUSTAH) (2) , e duas 1º Tenentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), Karin Lopes e Renata Cunha no Sudão do Sul (UNMISS) (3), totalizando 18 participações de policiais militares femininas em Missões de Paz da ONU, desde o ano de 1991.

Veterana da UNMIT (Timor Leste, 2008/2009), a Capitão PMDF Virgínia seguiu para sua segunda Missão de Paz da ONU no Haiti, unindo-se assim a outras duas oficiais femininas, ainda da ativa, como as únicas mulheres policiais brasileiras com essa expertise internacional (4).

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Foto: AP – Capitão PMDF Virgínia em ações social da UNPOL em IDP (2013).

Após sua chegada em Porto Príncipe, em dezembro de 2012, foi classificada no West Department, no Gender Mobile Team (GBT) junto aos IDPs (5) na região de Porto Príncipe, capital do Haiti. O GBT é composto apenas por UNPOL femininas de várias nacionalidades e são responsáveis pelo monitoramento e mentoring da Polícia Nacional do Haiti (PNH) no atendimento de crimes de natureza sexual e violência doméstica, problemas dos mais graves de criminalidade no país.

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Foto: AP/VSL – Cap. PMDF Virgínia no monitoramento em Gender Focal Point (2013)

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Foto: AP/VSL – Cap. PMDF Virgínia no monitoramento em Gender Focal Point (2013)

Diariamente, a Capitão Virgínia enfrenta situações críticas de estupro e violência contra a mulher (incluindo crianças), devendo adotar medidas imediatas nos Gender Focal Points (6) estabelecidos na região assim como nos hospitais que já possuem estrutura para atendimento especial para esses tipos de violência. Dada a sua desenvoltura e profissionalismo, vem se destacando e sendo referenciada pelo comando da Missão para representar a MINUSTAH em eventos internacionais relacionados à “Proteção de Civis”, tema dos mais importantes no âmbito da ONU nos últimos anos. Trabalha com um tema sensível e junto a uma população carente e em condições que beiram a miséria.

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Foto AP/VSL: Capitão PMDF Virgínia com crianças haitianas que residem em IDPs.

A Capitão PMDF Natália foi inicialmente classificada na Seção de Segurança e Ordem Pública do Departamento Central de Polícia Administrativa (DCPA), atuando no monitoramento e acompanhamento das atividades de ações conjuntas da PNH no trânsito, UNPOL e FPU (7). Após algumas semanas, foi transferida para a Coordenação das FPUs, unidade subordinada a Central de Operações responsável operacionalmente pelo emprego das 11 FPUs no país (e um time SWAT) no monitoramento e coordenação de operações policiais e conjuntas (com a Polícia Nacional do Haiti – PNH, UNPOL e Forças Militares da MINUSTAH), supervisão no cumprimento de ordens de serviço, treinamentos básicos de quick response, dentre outras atividades. Tem um papel importantíssimo na coordenação da única FPU composta unicamente por policiais femininas (de Bangladesh) desenvolvendo trabalho de grande relevância.

Fotos abaixo: Cap. PMDF Natalia em treinamento de quick response com FPU de Bangladesh.

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A 1º Tenente PMESP Karin foi inicialmente designada para a cidade de Malakal, segunda maior do Sudão do Sul, trabalhando em co-location (8) com a polícia do Sudão do Sul e coordenando treinamentos diversos, como o de policiamento comunitário. Após alguns meses, Karin foi transferida para a capital, Juba, para a função de Assessora Especial do Chefe de Treinamento (Special Advisor of Chief of Training), com papel relevante, tendo seu pedido de extensão para permanência na Missão sido autorizado pelo comando da Missão e pelo Departamento de Manutenção de Operações de Paz (DPKO).

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Foto: AP/FB/KLY – Tenente PMESP KArin Lopes ministrando aula em curso de Policiamento Comunitário em Malakal, Sudão do Sul.

A 1º Tenente PMESP Renata, assim como a Tenente Karin, foi da mesma forma classificada na cidade de Malakal, trabalhando no monitoramento e mentoring da polícia do Sudão do Sul. Posteriormente, foi transferida para o Quartel-General da UNMISS, onde trabalhou na Unidade de Finanças.

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Foto:AP/FB/RC – Tenente PMESP Renata – Monitoramento na Dengashuff Police Station — em Malakal/Sudao do Sul em Malakal.

Karin e Renata foram as 15ª e 16ª policiais militares femininas a participarem de Missões de Paz da ONU desde o primeiro envio de policiais brasileiros em 1991 e as 5ª e 6ª mulheres policiais de nosso país a integrarem uma Missão de Paz no continente africano. Natália e Virgínia são, respectivamente, as 17ª e 18ª (9) policiais femininas brasileiras a participar de uma Missão de Paz, sendo elas as primeiras mulheres policiais militares brasileiras a integrar a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti – MINUSTAH, criada em 2004.

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Foto AP/FB/KLY: Tenente Karin (com Tenente Renata a seu lado) recebendo seu diploma na Medal Parade, solenidada onde foram agraciadas com a medalha da ONU na UNMISS.

O Brasil não tem uma política voltada especificamente para incentivar uma maior participação de mulheres policiais em missões de paz da ONU, como prevê a Resolução da ONU 1325, ações de incentivo das Nações Unidas “Women in Peacekeeping”, onde apresente a importância da participação da mulher (como gênero) e da policial feminina em particular em missões de paz, na promoção da paz e segurança internacional.

Vários países possuem um plano estratégico para o incentivo de suas policiais, como missões de 6 meses, com possibilidade de extensão (período menor do tempo comum, de 12 meses) e outros benefícios que despertem o interesse das policiais e possibilitem acesso a estudo de idiomas e a treinamento adequado.

NOTA: Às oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), que encerram a Missão neste mês de março, o agradecimento e reconhecimento pelo excelente trabalho realizado durante todo o ano. Às oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal, os votos de uma missão ainda mais brilhante em prol da paz e da segurança internacional, na certeza de que muito bem estão representando vossas corporações e o Brasil, motivos de orgulho para seus amigos e familiares.

Sérgio Carrera de A Melo Neto.

(1) Única veterana entre as 4 oficiais.
(2) As Capitães da PMDF integraram a MINUSTAH na mesma data, em dezembro de 2012.
(3) As oficiais da PMESP integraram a UNMISS na mesma data, em março de 2012.
(4) Apenas duas policiais militares femininas da ativa possuíam experiência em duas Missões de Paz da ONU, uma Tenente-Coronel da PMDF (Timor Leste e Guiné-Bissau) e uma Major da PMGO (Timor Leste por duas vezes). A Capitão PMDF Virgínia serviu no Timor Leste (2008/2009) e agora no Haiti (2012/2013).
(5) IDP – Internal Displaced Person (Campos de Deslocados Internos). Os IDPs no Haiti, especialmente no Departamento de Porto Príncipe, foram criados em virtude do terremoto de janeiro de 2010, que devastou o país e deixou mais de 220 mil mortos (segundo dados do Governo haitiano) e 300 mil (segundo agências internacionais), além de milhares de pessoas desabrigadas.
(6) Gender Focal Points (Pontos Focais de Gênero) são escritórios de atendimento a vítimas de violência sexual e violência doméstica.
(7) FPU – Formed Police Unit = Unidades de Choque/Manutenção da Ordem Pública da ONU. Fazem parte do componente policial das Missões (United Nations Police – UNPOL), mas compõem um contingente policial, com regras próprias e que são responsáveis pela proteção do staff da ONU, da estrutura físicas das instalações, ações de cooperação com a polícia local, operações policiais e conjuntas, check points, ações de choque e controle de distúrbios civis (CDC), dentre outras.
(8) Resumidamente, co-location é o termo para o trabalho conjunto realizado pelo UNPOL no monitoramento e mentoring da polícia local nas atividades diárias.
(9) Essa numeração inclui a dupla participação de 3 oficiais femininas, incluindo a Capitão PMDF Virgínia Lima.

Published in: on março 5, 2013 at 2:07 am  Comments (4)  

Atualização do efetivo UNPOL brasileiro em Missões de Paz da ONU

Confira o efetivo policial militar brasileiro atualmente em Missões de Paz da ONU (01 de março de 2013).

Dos mais de 12 mil policiais da ONU (United Nations Police – UNPOL), apenas 14 são brasileiros.

Efetivo PM brasileiro em Missões de Paz – 27fev2013

Sérgio Carrera

UNPOL

Published in: on março 2, 2013 at 1:51 am  Deixe um comentário  

Terremoto no Haiti (fevereiro 2013)

Informações “não-oficiais” noticiam que um pequeno abalo sísmico atingiu Porto Príncipe na tarde do dia 25 de fevereiro de 2013. Nenhuma destruição ou desmoronamento, apenas um leve tremor sentido no Bairro de Vivy Mitchel e em alguns pontos de Delmas, segundo relatos NÃO CONFIRMADOS por fontes oficiais!

NOTA PESSOAL A FAMÍLIA E AMIGOS: Não tenho como confirmar a veracidade das informações, mas antes que tomem conhecimento por meios de comunicação/mídia sobre este fato, declaro que NÃO SENTIMOS NADA, todos estão bem e que não há relatos de feridos.

Não se preocupem pois está tudo na santa paz!

Sérgio Carrera

(Nota pessoal não-oficial)

Published in: on fevereiro 26, 2013 at 3:39 am  Deixe um comentário  

Oficiais de Lingua Portuguesa comandam os componentes policiais e militares da Missao de Paz da ONU no Haiti

Possivelmente, pela primeira vez na historia das missoes de paz, o chefe do componente policial da ONU (Police Commissioner/Comissario da Policia) e o comandante do componente militar (Force Commander/Comandante da Forca Militar) tem como lingua materna o portugues.

O portugues Luis Miguel Carrilho, Comissario da Policia de Seguranca Publica de Portugal, assumiu a funcao de Police Commissioner na MINUSTAH em 09 de janeiro de 2013, unindo-se aos esforcos do General brasileiro Fernando Rodrigues Goulart.

Police Commissioner Luis Miguel Carrilho Portrait

(Fonte: ONU.)

Luis Miguel Carrilho participou pela primeira vez de uma Missao de Paz da ONU na Bosnia (United Nations Mission in Bosnia and Herzegovina (UNMIBH), entre 1996 e 1998, onde atuou na area de treinamento. Entre 2000 e 2001, ele foi para sua segunda Missao de Paz, desta vez no Timor Leste, integrando a United Nations Transitional Administration in East Timor (UNTAET), exercendo as funcoes de Diretor da Academia da Policia Nacional do Timor Leste e Porta-Voz do Police Commissioner da UNTAET. Ele retornou ao Timor Leste, desta vez como Police Commissioner, na United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT), em fevereiro de 2009, permanecendo no cargo principal da Policia da ONU (UNPOL) ate o fim da missao, em 31 de dezembro de 2012.

Bonne Chance!

Published in: on fevereiro 23, 2013 at 4:25 pm  Comments (1)  

Haiti: Victimising the victims?

Haiti: Victimising the victims?

UN claims legal immunity and refuses to compensate Haitians over 2010 cholera outbreak, blamed on its peacekeepers.
Inside Story Americas Last Modified: 23 Feb 2013 08:48

The United Nations is refusing to pay compensation to the families of victims of the 2010 Haitian cholera outbreak that was blamed on its peacekeepers.
The outbreak brought devastation to a population already struggling to recover from the earthquake that killed more than 300,000 people earlier that year.
“It’s troubling that the UN puts our claims in the box of public and policy issues, rather than private – more akin to a car accident. Because what we are saying is that the UN put contaminated water into Haiti’s river system and if that’s a matter of policy, that’s troubling for the UN … What they are doing is creating an exception that completely swallows the rule, and the rule is that people harmed by UN operations are entitled to compensation.”
– Brian Concannon, lawyer for families of victims
For more than two years, the UN has been investigating the claims that its own peacekeepers started the cholera epidemic that killed almost 8,000 people and infected one in 16 Haitians.
Most scientists who have examined the case, including an expert panel commissioned by the UN itself, believe the evidence is overwhelming.
The UN, though, has never admitted that its forces – who were meant to be helping the local population – are to blame; nor has it apologised.
Now in a bureaucratically worded statement, the UN says it will not pay the compensation claims, which amount to hundreds of millions of dollars.
The world body cited a 1946 convention as the basis for its legal immunity, and said it is not bound to pay the claims.
Meanwhile in Haiti, the families of those who died in the outbreak are having to deal with the bombshell announcement.
Also in Haiti, former dictator Jean-Claude Duvalier has defied a court order to attend a hearing. Haiti’s Court of Appeal is determining whether Duvalier, known as Baby Doc, should face charges for human rights abuses during his rule. He is now required to appear in court next Thursday.
“The UN is claiming immunity [yet] the SOFA (Status of Forces Agreement) that was signed that led them to intervene in Haiti was illegal, because it was signed by a former UN employee and it was a de-facto government. So all UN operations in Haiti, we can also question the legality of it. Any way you turn it, if we go to a proper court, a proper judicial system, I think we can hold the UN to account for what they have done and for what they continue to do.”
– Jean Yves Point Du Jour, Haitian radio host
Duvalier was named President for Life when he was only 19 in 1971 – after the death of his father Francois, known as Papa Doc.
Human rights groups say the Duvaliers used the paramilitary group the Tonton Macoutes to torture opponents and kill some 30,000 people during their combined 29-year rule.
During Baby Doc’s 15 years in power, hundreds of political prisoners were allegedly tortured or disappeared in prisons collectively known as the triangle of death.
But a lower court judge ruled last year that Duvalier should be tried only on allegations of embezzling millions of dollars of government assets. The judge concluded that the statute of limitations on other charges had expired.
Survivors and rights groups argue that there is no statute of limitations when it comes to crimes against humanity.
To discuss the trials still plaguing Haiti, Inside Story Americas with presenter Shihab Rattansi is joined by guests: Brian Concannon, a human rights lawyer and director of the Institute for Justice and Democracy in Haiti, the organisation that brought the claims of the cholera victims’ families to the UN; Laurent Dubois, a professor of history at Duke University and author of Haiti: The Aftershocks of History; and Jean Yves Point Du Jour, the host of weekly Haitian radio show Konbit Lakay.
The United Nations declined to take part in this discussion.

Source:
Al Jazeera

Published in: on fevereiro 23, 2013 at 3:43 pm  Deixe um comentário