Foto do Mês – Haiti

 

Bela foto que apresenta a cooperação entre o Brasil e o Haiti: Tenente PMBA Pujol e uma criança haitiana. Polícia e sociedade podem ser parceiras e amigas em qualquer lugar do mundo.

PS: Acervo do Tenente Pujol.

Published in: on setembro 18, 2011 at 7:41 pm  Comments (2)  

Tenente PMBA Leonardo Pujol relata suas missões na Missão de Paz da ONU no Haiti (MINUSTAH)

 

Mantendo a Tradição Brasileira: UNPOL Brasil – MINUSTAH

 

“Já completando 09 meses de missão, lotado na Seção Central de Operação – Unidade de Operações Conjuntas, considero muito difícil a tarefa de bem representar a legião de boinas azuis brasileiros que por aqui passaram… 

A Unidade de Operações Conjuntas (Joint Operations Unit) pertence ao Pilar Operativo da MINUSTAH (à antiga Diretoria de Operações – DIROPS, que hoje mudou seu status para Seção Central de Operações – Central Section Operations). É consirada o braço motor das Operações Policiais em todo Haiti, pois a unidade é responsável por planejar e coordenar todas as Operações Policiais que envolvam a Polícia Nacional do Haiti, a Polícia das Nações Unidas (UNPOL & FPU) e as Forças Militares da ONU. Possui grande flexibilidade, devido as suas missões não possuirem horário nem local determinado, além o alcance em todo território haitiano, com os mais diversos setores da MINUSTAH. Atualmente possui 08 membros de acordo com o a previsão do quadro de pessoal da Missão, das mais diversas nacionalidades: El Salvador, Colômbia, Jordânia, Canadá, Espanha, Costa do Marfim e Brasil. 

Uma unidade onde o mandato não-executivo, muitas vezes fica só no papel, pois o mentor & monitoring é feito em situações sob stress na linha de frente. 

Confesso que me sinto privilegiado em poder desfrutar de tal experiência profissional, e de ter o peso de representar os veteranos brasileiros que por aqui passaram (chegando o Brasil inclusive a ter obido a chefia da unidade).

Basicamente, a Joint Operations, realiza três tipos de Operações:

– Special: Operação realizada após um trabalho conjunto dos órgãos de inteligência, que se utiliza de unidades especializadas da Polícia Nacional do Haiti para o cumprimento de mandados de busca e apreensão, de captura de fugitivos, de operações que envolvam retomada de réfens, de pessoas sequestradas e da prisão de criminosos de alto risco.

Fotos: Special Operation Angel – City of God – Port au Prince – April 2011

– Sweep: Operação característica do Policiamento Ostensivo, de presença, de patrulhamento propriamente dito em locais ou regiões onde os índices de criminalidade e violência se encontrem elevados, em apoio as demais unidades locais.

Fotos: Sweep Operation Mouse III – Dessalines –Artibonite – June 2011.

– Flash: Operação realizada a partir do princípio da oportunidade, advinda de alguma informação que necessite de uma resposta imediata do emprego policial.

1° Ten PMBA Leonardo Moreira Pujol

United Nations Stabilization Mission in Haiti

United Nations Police

Brasil”

 

 

Published in: on agosto 28, 2011 at 12:52 am  Deixe um comentário  

Chegada do Capitão PMDF Popov no Haiti

Foto tirada no momento da chegada do Capitão PMDF POPOV, no dia 08 de agosto 2011,  na cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, para o início do seu tour de missão na MINUSTAH.

Pelo visto foi muito bem-recebido pelos amigos PM’s brasileiros que o aguardavam.

“Agora o time está completo com a chegada no dia 08 de agosto de 2011 do Cap PMDF… Franklin Popov, SCmt do Contingente Policial-Militar Brasileiro no Haiti. Seja bem vindo irmão!” – TC PMBA Issa, Comandante do Contingente Policial Militar Brasileiro no Haiti (2011)
 
Sucesso, caro amigo!

Sérgio Carrera

PS: Foto do Arquivo  pessoal do TC Issa.
Published in: on agosto 14, 2011 at 2:21 pm  Comments (3)  

Aniversário de Cleiton Batista Neiva (02 de junho)

Hoje, dia 02 de junho, Cleiton Batista Neiva completaria mais um aniversário. Infelizmente, Deus o levou para perto de si e nos privou de tamanha alegria que era tê-lo ao nosso lado. Único policial militar brasileiro a falecer em decorrência dos terremotos no Haiti, em janeiro de 2010, deixou marcado na vida de todos os familiares e amigos a sua amizade, carinho, competência e serenidade.

A nossa eterna amizade e saudade ao mais ilustre boina azul policial brasileiro.

Sérgio Carrera

Published in: on junho 3, 2011 at 6:19 am  Comments (3)  

Direção de Operações da UNPOL na MINUSTAH muda de nome

Segundo o Tenente Pujol, da Polícia Militar da Bahia – PMBA, a Direção de Operações (DIROPS) da Polícia da ONU (United Nations Police – UNPOL), reduto de policiais militares brasileiros desde o início da MINUSTAH em 2004, ela passou a se chamar “Central Operations Section”. Em sua estrutura, a antiga PNHxUNPOL Coordination recebeu a nomenclatura de Joint Operations, seção encarregada pelo planejamento e coordenação de operações policiais e conjuntas no Haiti.

Obrigado ao Ten Pujol pelas preciosas informações!!!

SC

Published in: on maio 1, 2011 at 1:13 am  Comments (1)  

Policiais militares brasileiro participam de Operação de sucesso em Port Leogane (Haiti)

Operação realizad

No dia 02 de abril, o Tenente PMBA Leonardo Pujol, que serve no componente policial da ONU (United Nations Police – UNPOL) na MINUSTAH passou a ser o mais novo integrante da Joint Operations, unidade que é responsável pela realização de operações conjuntas (UNPOL + FPU+ Militares) em todo o território haitiano.

“Uma nova experiência dentro da MINUSTAH, até o momento muito prazeirosa, pois sinto uma grande proximidade com as minhas atividades desenvolvidas como oficial da PMBA.” – Afirma Pujol.

A Operação foi planejada pelo UNPOL colombiano – Ricardo Romero (Cap), a partir de uma informante da Comissaria de Port Leogane. Diante da informação do exato local onde estavam vivendo os criminosos, a Operação foi executada pela Joint Operation, denominada ANGEL, junto com os PNH locais, com o apoio do Batalhão Brasileiro II (Barbatt 2), o qual foi responsável por executar a segurança do perímetro externo e proteção do aparato policial), da Tropa de Choque e Time SWAT da Jordânia (FPU 1 – Jordan SWAT – na segurança da busca tática) e das unidades de SWAT da UNPOL e da PNH.

Como resultado final da operação, 10 criminosos foram presos, juntamente como uma sub-metralhadora Uzi, 90 muniçöes 9mm, 2 muniçöes 5.56 e cinco carregadores.

Destaca o Tenente Pujol:

“Foi a minha primeira operação e a última do Cap PMERJ Tadeu…”

(O Capitão Tadeu regressou no dia 21 de abril por término de Missão.)

A Operação foi muito positivo e a Chefia da MINUSTAH ficou bastante contente com os resultados: site:  http://www.flickr.com/photos/minustah/sets/72157626492877486/

Parabéns ao Tenente Pujol e ao Capitão Tadeu que muito orgulham o nosso país e a comunidade policial brasileira!!!!

Published in: on abril 25, 2011 at 2:56 pm  Comments (2)  

TC Silva, da PMERJ, profere palestra para militares que irão compor a MINUSTAH.

No dia 18 de fevereiro de 2011, o Tenente-Coronel André Silva de Mendonça, da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – PMERJ, proferiu uma palestra no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) por ocasião do Estagio de Preparação para Comandante de OM e Estado-Maior Combinado para Missoes de Paz.

O tema da palestra foi : “A Integração entre a PMERJ e as FFAA nas últimas Operações Urbanas no RJ”.

O grupo era composto por aproximadamente 40 oficias do EM do Corpo de Fuzileiros Navais e da Força Aérea Brasileira que substituirão os oficiais que estao no Haiti integrando a MINUSTAH.
Nas fotos o TC Silva oferece um quadro com a apresentação da Forca de Pacificação no Complexo do Alemão ao Cel Pessoa, Comandante do Centro.
Parabéns ao TC Silva e ao CCOPAB pelas ações de aproximação entre as Polícias Militares e as Forças Armadas brasileiras.
Cel EB Pessôa (Cmt CCOPAB) e TC PMERJ Silva.
Published in: on fevereiro 20, 2011 at 3:16 am  Deixe um comentário  

Ex-ditador Baby Doc retorna ao Haiti após 25 anos de exílio na França (Estadão 17 Jan 2011)

Jean-Claude Duvalier chega inesperadamente em Porto Príncipe e é recebido por ex-funcionários de seu 

governo e alguns simpatizantes; homem que roubou US$ 100 milhões e comandou uma violenta 

ditadura nos anos 70 diz que chegou para “”ajudar””

Roberto Simon  

O ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, o “Baby Doc”, que aterrorizou o país entre 1971 e 1986, 

desembarcou ontem de maneira inesperada em Porto Príncipe. Recebido por um grupo de ex-funcionários de seu governo, Baby Doc chega em meio a uma grave crise política. 

“Vim para ajudar”, disse o ex-ditador após desembarcar, às 17h30 (horário local), ao lado da mulher, 

Veronique Roy, de um Airbus A320 da Air France, que veio de Paris e fez escala na ilha de Guadalupe. Ao descer do avião, vestindo terno azul e gravata, Baby Doc se ajoelhou e beijou o solo. 

Ele fugiu do país em 1986 após uma revolta popular. Desde então, vivia exilado em uma mansão na Côte d”Azur, França. 

Assim que a notícia de sua chegada foi divulgada, a TV haitiana exibiu um documentário sobre a fuga de

Baby Doc, embalada pela Cavalgada das Valquírias, do compositor alemão Wagner. 

Durante seu período de exílio, Baby Doc, filho e herdeiro político de François Duvalier, o Papa Doc (mais 

informações nesta página), manteve-se longe da imprensa. Em uma rara entrevista, em 2007, ele pediu 

desculpas ao “povo haitiano” pelos “erros cometidos” no passado. 

O presidente René Préval, que deve deixar o poder nos próximos meses, havia afirmado que levaria 

Duvalier à Justiça caso o ex-ditador colocasse os pés em solo haitiano. Além de massacres, Baby Doc é 

acusado de vários casos de corrupção e de ter surrupiado uma fortuna antes de bater em retirada. 

Segundo informações de bastidores, Baby Doc teria negociado sua volta diretamente com o primeiroministro do Haiti, Jean-Max Bellerive. O ex-ditador entrou com seu passaporte haitiano e não foi preso. 

Por precaução, o batalhão brasileiro da missão de paz da ONU entrou em alerta e intensificou suas 

patrulhas durante o dia. Nenhum incidente havia sido registrado até ontem à noite. 

Doação. Em fevereiro de 2010, ele prometeu fazer uma doação de US$ 5 milhões para a reconstrução do Haiti. O dinheiro estava bloqueado em uma conta na Suíça e a Justiça local havia determinado a devolução da fortuna porque, segundo a lei suíça, os crimes de Duvalier teriam prescrito. Na época, Berna se apressou em dizer que manteria os recursos bloqueados enquanto não encontrasse uma maneira de devolvê-los ao Haiti. Militares brasileiros afirmam que a confusão causada por Duvalier não envolve diretamente a Minustah, pois se trata de uma decisão judicial haitiana. O mandato da missão restringe-se a manter a ordem no país. 

Portanto, só haverá envolvimento das tropas de paz se a chegada do ex-ditador levar os haitianos às ruas em protestos violentos. 

Em meio ao impasse político e ao clima de incerteza causado pela chegada de Duvalier, o secretáriogeral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, deve desembarcar hoje 

em Porto Príncipe. Segundo o embaixador dos EUA no  Haiti, Kenneth Merten, Insulza discutirá com o 

presidente René Préval a implementação – e não a alteração – do relatório da OEA, que muda o resultado do  segundo turno. Os EUA denunciaram a fraude e exigiram que um órgão independente recontasse os votos. Segundo a OEA os registros eleitorais foram modificados, beneficiando o candidato do governo, Jude Celestin. Mais de 200 locais de votação registraram comparecimento de 100%, enquanto a média nacional ficou abaixo de 20%.

Published in: on janeiro 17, 2011 at 5:09 pm  Deixe um comentário  

Dinheiro de Baby Doc de volta ao Haiti (Folha de SP – 17 jan2011)

Bancos suíços devolverão dinheiro sujo  
Haiti será o primeiro país a se beneficiar de lei para repatriar a nações pobres recursos desviados por 
políticos

Nova legislação entra em vigor em fevereiro, após pressão política de vizinhos; Suíça tem US$ 3 trilhões 
em depósitos  
MARIO CESAR CARVALHO 
ENVIADO ESPECIAL À SUÍÇA  
A Suíça quer sepultar de vez a imagem de que seus bancos lavam mais branco. 
Uma lei inédita no mundo entra em vigor no dia 1º de fevereiro com o objetivo de ajudar os países pobres 
a receber de volta dinheiro desviado por políticos corruptos que foram depositados em bancos suíços. 
O primeiro país beneficiado pela nova legislação é  o Haiti. O país receberá US$ 5,7 milhões que 
pertencem ao ex-ditador Jean-Claude Duvalier e estão nos bancos suíços desde 1986. “Baby Doc”, como era 
conhecido, viveu 25 anos exilado em Paris (leia texto nesta página) e ofereceu doar o dinheiro bloqueado na 
Suíça assim que o terremoto que completou um ano devastou aquele país. 
As autoridades suíças recusaram a oferta. Alegam que o dinheiro não pertence à família Duvalier, mas 
sim à população do Haiti, de quem os recursos foram desviados. 
A Suíça quer limpar seus bancos de dinheiro sujo por uma estratégia de sobrevivência -a Comunidade 
Europeia não aceita mais a antiga liberalidade dos bancos suíços nem a clientela quer saber de dinheiro de 
corrupto ou de traficante no mesmo banco em que ela tem conta. 
Os bancos suíços têm hoje depósitos que somam cerca de US$ 3 trilhões (o dobro da riqueza produzida 
no Brasil em um ano) e recebem um terço das fortunas que são depositadas fora do país de quem a detém.
Devolver dinheiro de ditadores corruptos não é uma novidade na Suíça. 
Desde 1986, quando Ferdinando Marcos deixou o poder nas Filipinas após uma ditadura de 21 anos, o 
país tenta se livrar da pecha de porto seguro para dinheiro sujo de políticos. No caso de Marcos, um processo 
que durou 17 anos terminou com a devolução de US$ 684 milhões às Filipinas em 2003. 
As Filipinas puxaram lista de países que hoje inclui Nigéria, Angola, Peru e Cazaquistão. A Nigéria é o 
número um da lista em volume de dinheiro: recebeu US$ 700 milhões de volta da Suíça, dos cerca de US$ 4 
bilhões que foram saqueados pelo general Sani Abacha, considerado um cleptomaníaco mesmo entre ditadores 
africanos. 
Abacha retirava valores do Banco Central da Nigéria em carros-fortes, enchia um avião e enviava-o à 
Suíça. 
O total de recursos desviados que voltou ao país de origem já alcança US$ 1,7 bilhão -a Suíça é o país
que mais devolveu dinheiro, segundo o Banco Mundial. 
O Haiti será o primeiro beneficiado por uma razão humanitária: o país não tem um Ministério da Justiça
operante nem condições de contratar um escritório na Suíça para acompanhar o processo. 
A nova lei visa esse tipo de país -os “falidos”, termo que o Banco Mundial aplica a 17 nações pobres. A 
lei será usada também para os casos em que o dono do dinheiro sujo na Suíça tem força política em seu país 
para que a remessa não seja investigada. 
Uma figura jurídica relativamente nova foi usada para facilitar a volta do dinheiro. É a chamada inversão 
do ônus da prova. Quem tem de provar que o dinheiro tem origem legal é o político investigado, e não a Suíça.

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Published in: on janeiro 17, 2011 at 5:04 pm  Comments (1)