UNPOL presta homenagem as vitimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010

Homenagem realizada pelo componente policial (UNPOL), em 12 de janeiro de 2014, aos que faleceram na então sede da MINUSTAH, Hotel Christopher, Av. Bourbon/Porto Príncipe/Haiti, durante os abalos sísmicos que devastaram o país (cerca de 300 mil mortes) em 12 de janeiro de 2010.

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Eterna lembrança do querido e saudoso amigo Cleiton Batista Neiva, Oficial da PMDF/Brasil, único policial falecido dentre os 22 brasileiros.

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Published in: on janeiro 13, 2014 at 7:43 pm  Deixe um comentário  

Aniversário de Cleiton Batista Neiva (02 de junho)

Hoje, dia 02 de junho, Cleiton Batista Neiva completaria mais um aniversário. Infelizmente, Deus o levou para perto de si e nos privou de tamanha alegria que era tê-lo ao nosso lado. Único policial militar brasileiro a falecer em decorrência dos terremotos no Haiti, em janeiro de 2010, deixou marcado na vida de todos os familiares e amigos a sua amizade, carinho, competência e serenidade.

A nossa eterna amizade e saudade ao mais ilustre boina azul policial brasileiro.

Sérgio Carrera

Published in: on junho 3, 2011 at 6:19 am  Comments (3)  

Monument at MINUSTAH Logistics Base in Haiti (Monumento na MINUSTAH – Haiti)

O nome do único policial militar brasileiro falecido nos terremotos de 12 de janeiro de 2010 em Porto Príncipe – Haiti, Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva, está gravado nessa placa.

Published in: on janeiro 14, 2011 at 9:44 pm  Comments (1)  

1 ano para refletir

1 ano. 12 de janeiro de 2010. Tarde brasileira. Trevas haitiana. Quando meus olhos se voltaram para o plantão de notícias da televisão pensei que se tratava de uma ilusão. Um pesadelo. Minha testa franzida, juntamente com a de mais outros tantos que se encontravam diante do aparelho, parecia não acreditar nas primeiras imagens e informações desencontradas que eram transmitidas. Demoraram alguns minutos até eu me dar conta dos fatos. Fiquei atordoado. Perdido. Sem saber bem o que fazer, busquei o meu laptop e a conexão via internet para contactar os amigos que estavam no Haiti. Um grande amigo de mais de uma década. Um amigo fiel e cumpadre. Policiais militares. Militares. Civis. Brasileiros. Estrangeiros. Amigos. Conhecidos. Nações Unidas. MINUSTAH. Porto Príncipe. Haiti. Rapidamente me conectei com alguns. Via email. Telefone. Passei a transmitir aos familiares e amigos as poucas mas aliviantes notícias. De vida. De sobrevivência. Um a um, sem considerar grau de importância, os nomes foram sendo confirmados. Sentimentos de conforto e apreensão se confundiam. Antagônicos. Complexos. Confusos. Apreensivos. Em algumas horas praticamente fui postando tudo que tomava conhecimento no blog. Viva a internet! Esperança. Os meus exatos 365 dias no Haiti me transportavam diretamente as imagens distorcidas da tragédia que eu via na mídia, recebia por email. Seria possível ter aquilo mesmo acontecido? – me questionava. O Hotel Christopher, Sede da Missão, estava em ruínas. Eu trabalhei por um ano ali. Naqueles destroços que infelizmente eu me recusava a acreditar. No transcurso da história da humanidade, 3 anos nada significam. Eu poderia estar lá. Eu queria estar lá. Não para ser herói. Não para dizer que estava. Eu queria estar lá para ajudar. Para ser útil. Para encontrar. Para fazer alguma coisa. Outros tantos também queriam. Amigos. Conhecidos. Sobreviventes. Impotência. Sentimento difícil de descrever. Dezenas de policiais militares prontamente se voluntariaram para embarcar imediatamente para o Haiti. A indiferença foi plena das “autoridades”. A mídia repercutiu a vontade. Das autoridades, o silêncio. Sequer cogitaram. Frustrante. Veteranos que atuaram na MINUSTAH. Que conheciam as ruas, vielas, o idioma, a cultura, a violência…seres humanos dispostos. Angustia pela procura por um amigo. Um amigo fiel. Um filho presente, amado. Um marido amável. Um pai impecável. Um profissional inquestionável. Um policial militar. Um diplomata por natureza. Um brasileiro. Revolta. Esperança. Deus. Ligações. Emails. Os sobreviventes passaram a ser heróis. Não por que quiseram ser. Mas porque assim foram ‘chamados’ para serem. Equipes brasileiras seguiam para o Haiti. Bombeiros Militares. Militares. Mas não policiais militares. Nem mesmo os veteranos. (Hoje não mais importa). E um policial militar brasileiro estava dentre os desaparecidos. A mídia não registrava. As autoridades não registravam. Não contabilizavam. Os dias passavam. Mas os amigos perpetuavam na divulgação de seu nome no Brasil e no mundo. Em português. Em inglês. Em francês. Em espanhol. Em alemão. No Haiti, outros tantos, inclusive policiais militares, não paravam de procurá-lo. Os dias se passavam. A dor amanhecia com o raiar do sol. Nem mesmo o anoitecer e as longas madrugadas eram capazes de acalmar os corações de quem o amava. A certeza e fé em Deus não permitiam desistências ou dúvidas. Força! Fé! Sua família no Brasil. Sua família no Haiti. Sobreviventes. Ascendentes. Descendente. Cônjuge. Amados. Eternos. 7 dias se passaram. As buscam continuavam. Implacáveis. Incessantes. Desgastantes. Mas ininterruptas. 8 dias de sofrimento. Uma ligação no meio da noite. Do Haiti. A confirmação da ruptura de uma linda história de vida, de amor, de respeito, de amizade, de persistência. Encontrado por um brasileiro. Um policial militar. Dor. Amargura. Sonho ou pesadelo? Desespero. Amigos. Família. A incumbência de informar. De confirmar o que todos se recusavam a cogitar. Castigo maior não deve existir. Nem ao inimigo se pode desejar tamanha carga. Ser forte quando se está fraco. Amigos. Família. No Brasil. No exterior. Perda. Indescritível. Imensurável. O que fazer? Sofrer. Relembrar. Orar. Parte da vida. Quem parte leva consigo um pouco de cada um de nós. Precisamos ser fortes. Temos que ser. Mas choramos como crianças. Inconsoláveis. Perdidos. Fraturados. Honras de herói. Os amigos jamais permitiriam, mesmo com a falta de sensibilidade de alguns, que qualquer momento de sua homenagem fosse posta em cheque. Que houvesse algum erro. Reconhecimento público. Digno. Belo. Triste. Impecável. Cada um que é merecedor algum episódio deve guardar em si o valor pelo aquilo que fez. As salvas de tiro atravessavam o coração de todos que ali estavam pelo que representou na vida de cada um. Viveu e partiu como um herói. 1 ano. Parece que foi ontem. Nas últimas semanas pensei no que escrever. Como escrever. O que escrever. Nada me veio a cabeça. Nenhuma linha. Hoje me sentei por alguns minutos e comecei a digitar. Como há exatos 365 dias. Poucos minutos. Sem retoques. Sem releituras. Sincero. Simplesmente o que estava na cabeça. Agora. O que me vem? Um sorriso enorme. Incentivador. Motivador. Feliz. Uma referência. Um apelido criado e somente usado por ele. Sonhos antigos compartilhamos. Entramos juntos na vida policial militar. 3 anos de Academia. Todos os dias. Por todo o dia. Trabalhamos juntos no Brasil. Trabalhamos juntos no Haiti. Dificuldades aqui e lá. Felicidades aqui e lá. Me visitou. Me ajudou no Brasil. Me ajudou no Haiti. Talvez eu também o tenha ajudado de alguma maneira. Um dia saberei. Ou não. Não importa. Eu aprendi. Ganhei. Recebi. Lembro-me da última vez que nos vimos. Fim de 2007. Saímos para jantar. Um restaurante francês no então charmoso bairro de Pétion-Ville. Lembranças. Conversas. Risadas. Perspectivas. Dúvidas. Fim de 2009. Algumas ligações. Lembranças. Conversas. Risadas. Perspectivas. Dúvidas. Um dia será eu. Um dia outro ente querido, amado. O que realmente importa é poder pensar em seu nome e somente lamentar sua prematura partida. Mas ao mesmo tempo rir de quem fez rir. Da alegria. Do bom humor. Do eterno carpe diem. Da família que ficou e foi incorporada por tantos. Do herdeiro que tanto com ele se assemelha. Lembranças. Sempre ótimas. Eu só tenho a agradecer. Que prazer. Obrigado por ter feito parte da minha vida. De nossas vidas. Merci mon ami Cleiton Batista Neiva. 12 de Janeiro de 2011.

“Carrier”

 

 

(1º Ten PMDF Cleiton Batista Neiva – segundo da esquerda para a direita)

Published in: on janeiro 12, 2011 at 1:20 am  Comments (12)  

Mais um policial militar brasileiro embarca para o Haiti

O 1º Leonardo Pujol, da Polícia Militar, embarcará exatamente às 19:30hrs do dia 31 de dezembro para Porto Princípe, capital do Haiti, para compor o efetivo da Polícia da ONU (United Nations Police – UNPOL) da Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti – MINUSTAH, com previsão de chegada para às 10:30hrs na Terra de Toussant do dia 1º de janeiro de 2011.

Literalmente, o Tenente Pujol comecará sua Missão no primeiro dia do ano. Depois de longo período de espera, finalmente, recebeu seu Travel Authorization. 

“Finalmente a missão será iniciada!!!” (1º Leonardo Pujol)

Segundo o prório Tenente Pujol, o Ten Azevêdo, da Polícia Militar do Paraná, tem previsão de embarque para janeiro de 2011.

Saúde, paz, sabedoria  e sucesso ao nobre policial militar.

Sérgio Carrera

Published in: on dezembro 27, 2010 at 4:35 pm  Comments (1)  

Relato dos policiais brasileiros a serviço da ONU no Haiti durante as eleições (dez 2010)

“Esta manhã, começam a chagar algumas informações dos Policiais Brasileiros no Haiti sobre o resultado das eleições, com relatos de tiros, ruas bloqueadas, pneus queimados, manifestações e restrição de movimento para integrantes da MINUSTAH, aguardamos maiores informações.”

08 de dezembro de 2010

Published in: on dezembro 14, 2010 at 3:02 am  Comments (1)  

Haiti: Polícia da ONU foi morto no noroeste do país

sexta-feira, 5 de Novembro de 2010 | 07:20

Um membro da força policial da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) foi hoje morto com arma branca em Port de Paix, no noroeste do país, confirmou a ONU.

O organismo internacional não quis, para já, revelar o nome e nacionalidade da vítima.

O corpo foi encontrado por um funcionário da Minustah e as circunstâncias da morte estão a ser investigadas.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Published in: on novembro 5, 2010 at 3:50 pm  Comments (1)  

Medalha Ordem do Cavaleiro do Haiti

“O presidente RENÉ PREVAL, concedeu a todos os membros da MINUSTAH que trabalharam nos resgates das vítimas do Terremoto, a medalha da Ordem do Cavaleiro do Haiti. Muito nos enche de orgulho saber que brasileiros atuaram ativamente nos resgates as vítimas trazendo um pouco de alento ao povo Haitiano. PARABÉNS A TODOS OS… COMPANHEIROS AGRACIADOS COM A HONRARIA”

Fonte: Capitão Fabrício Bassalo – PMPA, veterano da MINUSTAH.

Published in: on outubro 28, 2010 at 12:28 am  Comments (20)  

Após terremoto, Haiti sofre com aumento de sequestros na elite

Uma onda de sequestros de membros da elite haitiana, iniciada há cerca de três meses, está obrigando a ONU a desencadear operações especiais de segurança na região mais rica do Haiti, Pétion Ville. O número de crimes subiu 170% em relação ao mesmo período de 2009.

Segundo estatísticas da UNpol, a polícia da ONU (Organização das Nações Unidas), entre junho e agosto deste ano, ocorreram 43 casos de sequestro no Haiti — a maior parte deles em Pétion Ville. No mesmo período do ano anterior, foram 16 crimes.

De acordo com Andre Leclerc, oficial de informações públicas da UNpol, aproximadamente 90% das vítimas são haitianos ricos ou norte-americanos de origem haitiana que trabalham ou passam férias no país.

Um dos casos de maior repercussão é o da adolescente Nadege Charlot, 16, no final de agosto.

Segundo jornais haitianos, o crime foi em Pelerin, bairro abastado nas montanhas de Pétion Ville.

Ela e o primo Gregoire-Ronald Chéry, 56, funcionário do Departamento de Segurança Doméstica dos EUA, foram surpreendidos em casa por criminosos.

Chéry, que visitava parentes no Haiti, tentou impedir o crime e foi morto a tiros. A adolescente foi levada.

FUGA EM MASSA

O mandante do sequestro foi Peter Gascov, líder de uma gangue de sequestradores que ganhou fama sob o pseudônimo de “Bobo”.

A história de Gascov é um exemplo da explicação dada pela ONU para o aumento repentino dos sequestros no Haiti. No ano de 2008, pelo menos 265 sequestros foram realizados no país.

No ano seguinte, operações de larga escala realizadas pela PNH (Polícia Nacional do Haiti), por tropas da ONU (a maior parte formada por brasileiros) e pela UNpol, prenderam grande quantidade de criminosos e reduziram o número de sequestros para 73 ao ano.

Entre os presos estava Gascov. Mas ele voltou às ruas durante o terremoto de 12 de janeiro, que devastou o Haiti.

Na ocasião, as portas da Penitenciária Nacional e de outras cadeias menores abriram, libertando quase 5.000 detentos, em circunstâncias ainda não explicadas.

Essa primeira onda de violência após o terremoto é atribuída pela ONU à ação desses fugitivos. “Desde o terremoto, todos os dias nós capturamos alguns desses bandidos. Mas nem todos foram encontrados. Agora estamos concentrando esforços para localizá-los”, disse Leclerc.

REAÇÃO DA ONU

As operações antisequestro começaram no dia 15 de agosto. Anteontem, a UNpol anunciou ter dobrado seu número de oficiais (40) na região de Pétion Ville.

Outra medida foi intensificar as ações militares e as blitze em carros suspeitos durante a noite. O objetivo é flagrar criminosos levando vítimas para cativeiros no bairro de Cité Soleil, antigo bastião rebelde na capital.

As ações são baseadas em inteligência da ONU e denúncias feitas pela população em uma espécie de “disque-denúncia”, popularizado pela ONU no Haiti.

Gascov foi recapturado em uma dessas operações no último dia 13 pela PNH e pela UNpol. Outro líder de gangue, conhecido como “Etienne”, foi preso em Cap Haitien, no norte do país.

A ONU trabalha agora para que a onda de violência não atrapalhe as eleições marcadas para novembro.

Fonte: Folha.

Enviada pelo Capitão PMPA Fabrício Bassalo.

Published in: on setembro 26, 2010 at 10:51 pm  Comments (3)  

O rapper Wyclef Jean quer ser presidente do Haiti

As incursões de celebridades na política deixaram de ser uma novidade há muito tempo. O ator Ronald Reagan (1981-89) foi um dos mais influentes presidentes dos Estados Unidos. O dramaturgo Vaclav Havel foi símbolo do fim do comunismo na Tchecoslováquia e presidiu o país (1989 a 1992). Arnold Schwarzenegger, a estrela de Exterminador do Futuro, é governador da Califórnia desde 2003, e, no Brasil, são incontáveis os famosos que se arriscam na política. As motivações variam, mas para a mais nova estrela a buscar um cargo público, o rapper Wyclef Jean, de 37 anos, ser presidente do Haiti parece mais uma obsessão.

Clef, como é conhecido, despontou para o sucesso nos Estados Unidos em 1993, quando lançou Blunted On Reality, seu primeiro álbum como integrante do trio de hip hop Fugees, do qual faziam parte seu primo Prakazrel Pras Michel, também haitiano, e a americana Lauryn Hill, todos amigos de New Jersey. O Fugees brilhou, ganhou prêmios Grammy e, apesar de encerrado por brigas internas, lançou a carreira solo de Clef. Sozinho, o sucesso foi ainda maior. Ele produziu músicas para artistas como Whitney Houston e Carlos Santana, vendeu milhões de CDs e se tornou uma figura carimbada em eventos beneficentes nos Estados Unidos, como o tributo às vítimas dos ataques terroristas do 11 de Setembro. Em sua trajetória americana, Wyclef sempre se esforçou para ligar sua imagem ao Haiti, país que deixou aos nove anos, quando se mudou para o bairro do Brooklyn, em Nova York, onde o pai, Gesner, assumiria o comando da Igreja do Nazareno local, da qual era pastor.

Em 1997, ao receber o prêmio de melhor clipe de Rhythm & Blues da MTV, Clef se disse ofendido com o filme How Stella Got Her Groove Back, que fez uma piada dizendo que o Haiti era sinônimo de aids. “A aids é uma crise, não uma comédia”. A vontade de divulgar o país transformou o rapper em uma espécie de garoto propaganda do Haiti. No clipe de Hips Don’t Lie, seu último grande sucesso, em parceria com a colombiana Shakira, ele usa uma camisa com a bandeira do país. Na apresentação ao vivo dos dois no Grammy de 2007, as cores do Haiti estavam no pescoço do cantor. “Eu represento o Haiti em tudo o que eu faço”, disse em entrevista à revista haitiana Kompa. Também em 2007, o papel de “embaixador itinerante” se tornou oficial após a nomeação por parte do governo do Haiti.

“Por anos, tenho tentado ajudar o Haiti a crescer e prosperar, e agora acredito que tenho uma chance maior do que qualquer outra que terei de fazer a diferença”

 
Além de alardear a própria existência do Haiti, Clef se esforçou para mostrar a realidade do país, o mais pobre das Américas. Em 2005, estabeleceu a fundação Yéle para lutar contra a fome e a pobreza no Haiti e por meio delas atraiu o apoio de outras celebridades para a causa, como Angelina Jolie e Brad Pitt, e fez parcerias com o Programa Mundial de Alimentação, das Nações Unidas. Mas Clef não tinha vontade de mudar a realidade do Haiti apenas com ações sociais. Em 2004, escancarou seu desejo de comandar o país com a música “President”, no qual fazia uma triste alusão à realidade do Haiti, historicamente afetado por golpes e crimes políticos. “Se eu fosse presidente, seria eleito na sexta-feira, assassinado no sábado e enterrado no domingo”, diz a música. Nas ruas de New Jersey, onde vive atualmente, Wyclef circula com um triciclo decorado com o vermelho e azul da bandeira haitiana e com um desenho do palácio presidencial, sediado em Porto Príncipe.

APOIO Wyclef Jean saúda seus possíveis futuros eleitores nas ruas de Porto Príncipe na quinta-feira (5)

A candidatura era uma perspectiva para o futuro, segundo o que disse o próprio rapper à revista Time. “Se não fosse pelo terremoto, eu teria esperado uns dez anos para fazer isso”. Depois do tremor de 12 de janeiro, que deixou mais de 220 mil pessoas mortas, Wyclef Jean aparecia diuturnamente na televisão americana, a maior parte das vezes pedindo doações, por meio de mensagens de celular, para a Yéle. Sua imagem foi duramente abalada quando o site Smoking Gun revelou que Clef e seu sócio teriam recebido US$ 400 mil da própria fundação, por pagamento de serviços de produção e até pela participação do rapper em um evento. Quando voltou do Haiti, onde ajudou nos trabalhos de resgate, Clef gravou uma mensagem em vídeo se defendendo de todas as acusações. O rapper se disse “enojado” pelas acusações e afirmou que o dinheiro foi usado para os diversos shows beneficentes que fez para arrecadar fundos para a fundação. “Jamais peguei um centavo da Yéle para uso pessoal e contribuí com US$ 1 milhão para a ONG”.

Em texto publicado na quinta-feira (5) no site Huffington Post, no qual justificou sua candidatura, o rapper se disse preparado para encarar outras notícias negativas pelos próximos meses, ou mesmo anos, dependendo do resultado das eleições. Em entrevista a ÉPOCA, o haitiano Robert Fatton, professor Relações Internacionais da Universidade da Virginia, disse que a grande dúvida a respeito de Wyclef gira em torno de sua capacidade (ou falta dela) de comandar um país devastado sem ter qualquer experiência administrativa. Para Fatton, as chances do rapper vencer as eleições são grandes, especialmente porque ele tem potencial para emular a personalidade messiância do ex-presidente Jean Bertrand Aristide (exilado na África do Sul desde 2004), e buscar apoio nas favelas, nos campos de refugiados e entre os jovens, cansados de uma classe política “falida”. 

As palavras de Fatton foram comprovadas durante a semana pelo rapper. Clef diz que tomou a decisão de concorrer pela mulher, Claudinette, e especialmente pela filha de quatro anos, Angelina, quem ele espera que entenda que “viver para você mesmo, é viver de forma egoísta, mas que viver para os outros é o melhor sacrifício que se pode fazer como ser humano”. No canal de TV CNN, o cantor disse ter sido “chamado pela juventude” haitiana a se candidatar e afirmou que representa a “novidade” e a “neutralidade”. “Quando vejo o que se passou nos últimos 200 anos, tudo o que nossa gente sofreu, instabilidade política, golpe após golpe de Estado, eu sinto que, ao me candidatar, trago uma situação neutra, o que significa que Wyclef Jean pode se sentar com qualquer partido para ter uma conversa, de forma neutra”. Com seu estilo emotivo e carismático, o rapper representa a imagem do haitiano que deu certo, e que, cheio de boas intenções, volta para a casa para salvar o país. Resta saber se os haitianos vão acreditar em Wyclef Jean.

fonte: Revista Época.

Published in: on agosto 8, 2010 at 12:10 am  Deixe um comentário  

Previsão de aumento de vagas para policiais militares na MINUSTAH

Segundo informações, os 04 policiais militares brasileiros que hoje integram o componente policial da ONU (United Nations Police – UNPOL) na Missão de Paz no Haiti (MINUSTAH), poderão receber  em breve o reforço de mais 6 brasileiros.

(09 de julho 2010)

Estamos na torcida!

Abraço,

Sérgio Carrera

Published in: on julho 10, 2010 at 1:17 am  Deixe um comentário  

Terremoto em Porto Príncipe (Haiti) em 1770

Em 1770, um terremoto devastou Porto Príncipe e outras cidades do Haiti, e, após a destruição das poucas construções de alvenaria, toda a reforma foi feita com madeira.

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of the Late Terrible Earthquake at Hispaniola. Newport [Rhode Island], July 2 [1770]. Last Thursday arrived the Brig Revenge, Capt. Evan Malbone, in 19 Days, from Nichola Mole, on Hispaniola, and Yesterday arrived the Brig Polly, Capt. Giles Stanton from the same Place, by whom we are inform’d, that on Sunday, the 3d of June, there was a terrible Earthquake in that Island, which had entirely thrown every House in Port au Prince except one, burying a great Number of the Inhabitants in the Ruins, 500 of whom had been dug out.

The Town of Leogane was almost intirely destroyed, with most of the Plantations adjacent: Petteguave, Grandguave and Cild-Sac, suffered greatly: A Village called Croit De Bouquets, containing about a Hundred Families, 2 Leagues from Port au Prince, had wholly sunk & disappear’d, there being Nothing but Water to be seen in its Place, the Plantations also being destroyed for many Miles round it.

There were 80 Persons in the Hospital at Port au Prince, all of whom were kill’d by the fall of the House except one Man.

A huge Inn, about a Mile from Leogane, with a Number of People in it, was instantly taken in by the opening of the Earth, so that no Remains of it could be seen.

The Trembling of the Earth lasted about two Days, all which Time great Numbers of People, who had escaped out of the Towns, continued sitting and walking on the Hills and Sides of the Mountains in continual Fear of being Swallowed down.

Many Vessels in the Harbour had their Cargoes shifted by the Violence of the Shock, in such Manner that some of the Hogsheads were found standing on their Heads, but the Vessels & People on Board received no Hurt.

A very high Mountain standing close by the Shore was thrown into the Sea, which caused a Swell to rise to the Height of 130 Feet above the common Surface; another large Mountain, about 2 Miles from Port au Prince, back in the Country, was blown up into the Air, leaving a large Bason of Water 3 or 4 Fathoms deep.

Capts Malbone and Stanton felt the Shock pretty bad at the Mole, about 130 or 140 Miles from Port au Prince, but no Damage was sustained at that Place.”

The Boston Evening-Post, July 9, 1770.

Fonte: Aqui.

Published in: on junho 27, 2010 at 7:13 am  Deixe um comentário  

Brasil pode ajudar nas operações de paz, diz ex-comandante militar da Minustah

General Carlos Alberto dos Santos Cruz, que comandou as operações militares da Missão da ONU no Haiti entre 2007 e 2009, participou de evento no Rio de Janeiro sobre missões de paz das Nações Unidas; encontro também teve participação de Alain Le Roy.

Terminou nesta sexta-feira no Rio de Janeiro um encontro sobre novas formas de implementar as missões de paz das Nações Unidas em regiões de instabilidade.

O evento de três dias, realizado na Escola Superior de Guerra, teve entre outros participantes o subsecretário-geral do Departamento de Manutenção das Operações de Paz da ONU, Alain Le Roy, da embaixadora da missão do Brasil junto às Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, e do ex-comandante das operações militares da missão no Haiti, Minustah, general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Uso da Força

Os debates no evento foram divididos em três temas principais. O general Santos Cruz presidiu discussão sobre o uso da força e apoio à população local.

Em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil, no Rio de Janeiro, ele disse que países como o Brasil e a Argentina podem contribuir muito para as operações de paz porque são sensíveis em relação a problemas como a miséria.

“Esse bloco de países latinos aqui do sul vai além do desenvolvimento da doutrina. Ele coloca na missão uma percepção, uma sensibilidade, que muitas vezes não é possível colocar em termos doutrinários, mas faz uma grande diferença”, afirmou.

Santos Cruz ressaltou que são necessários critérios bem definidos para o uso da força e treinamento para qualificar os integrantes das operações.

No discurso de encerramento do seminário, a embaixadora Viotti afirmou que a manutenção e a consolidação da paz devem andar juntas. Ela citou a importância da constante comunicação com a população local para o sucesso dos boinas azuis.

*Reportagem: Luciano Pádua, do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (Unic-Rio).

Fonte: Rádio ONU.

Published in: on junho 20, 2010 at 3:48 am  Deixe um comentário  

Capitão BMRS Marco Antonio palestra para alunos da Faculdade IMED

Nos dias 16 e 17 de junho de 2010, o veterano da MINUSTAH e estudioso de assuntos de Operações de Paz, Marco Antonio, Capitão da Brigada Militar do RS, proferiu algumas palestras para alunos do Curso de Direito da Faculdade Meridional  (IMED)  onde é acadêmico do 9º semestre.  

Os temas abordados foram : “O serviço policial nas Nações Unidas e as Missões de Paz” e “ONU: Limites e possibilidades de intervenção das Nações Unidas”

“Em ambas as oportunidades pude esclarecer aos alunos sobre a estrutura organizacional da ONU, os aspectos principais do Conselho de Segurança, o DPKO e as características de uma missão de paz multidimensional onde diferenciei as atribuição de cada seguimento: Policial, Militar e Civil. Principalmente diferenciando a missão dos militares brasileiros no Haiti da missão desempenhada pelos Policiais das Nações Unidas – UNPOL. Por fim, falei sobre a experiência vivenciada nos 12 meses em que estive no Haiti no período de junho de 2007 à junho de 2008.”  (Marco Antonio)

Parabéns ao Capitão Marco, a cada dia se tornando mais uma referência na área. Que mais policiais militares tenham oportunidades semelhantes. 

Parabéns também a Coordenação do Curso de Direito da IMED pela iniciativa. 

Sérgio Carrera

 Fontes: Blog UNPolice e IMED.

Published in: on junho 18, 2010 at 9:04 pm  Deixe um comentário  

ONU autoriza aumento de UNPOLs no Haiti

“O Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou o aumento de 680 policiais para a Missão de Paz no Haiti. O anuncio foi feito na última sexta-feira e , segundo a ONU, o aumento de policiais visa enfrentar um possível recrudescimento da criminalidade no Haiti com “risco de um ressurgimento da violência de gangues, do crime organizado e do tráfico de crianças”. .
A Resolução estabeleceu que o aumento que eleva para 4.391 policiais em atividade no Haiti será “temporário”.
Ban ki Moon havia recomendado em abril o aumento de policais em decorrência de informações que muitos criminosos estavam à solta devido à destruição da principal penitenciária haitiana no terremoto. Segundo o Secretário Geral da ONU, a Polícia haitiana precisa de ajuda da ONU para estabelecer uma presença “sustentável e visível” nos acampamentos e em outros lugares, contribuindo com um “ambiente propício” para a realização de eleições neste ano, motivo pelo qual o novo reforço será mantido pelo menos até a posse do novo governo, prevista para fevereiro de 2011.

Agora é a hora da verdade, veremos se o Brasil tem realmente interesse em aumentar o efetivo policial no Haiti!”

Postado pelo Capitão Marco Antonio no Blog UN Police.

Published in: on junho 7, 2010 at 12:43 pm  Deixe um comentário  

In surprise move, China withdraws riot police from Haiti

China has decided to withdraw its single unit of nearly 130 riot police serving in the U.N. mission in Haiti, sharply scaling back its peacekeeping role in the Western Hemisphere, U.N. and Chinese officials told Turtle Bay.

The move comes several weeks after a devastating Jan. 12 earthquake in Haiti that killed more than 200,000 people in Haiti. More than 100 U.N. staff and peacekeepers, including eight Chinese police, were crushed to death in the 7.1 magnitude quake. The Chinese contingent will be replaced by a police unit from India, according to a senior U.N. official.

China first deployed riot police in Haiti in 2004 to quell unrest, train Haitian police and help reform the country’s judicial system. The decision to send police to Haiti was part of a broader push by China into U.N. peacekeeping and to bolster its own standing in a country that maintained diplomatic ties to Taiwan.

U.N. officials described the latest Chinese move as a routine rotation of its police unit out of the country, and said that it was planned before the Jan. 12 earthquake. They said that 16 Chinese police officers would remain in Haiti. The timing of the withdrawal comes just as the U.N. is seeking to recruit more than 1,500 police to fill the security gap caused by the recent earthquake in Haiti.

The move represents a rare retreat by China from U.N. peacekeeping. China’s role in U.N. peacekeeping operations has expanded dramatically during the last decade, and Beijing has provided more troops and peacekeepers than any other permanent member of the Security Council. Today, Beijing is the 14th largest troop contributor to peacekeeping mission with nearly 2,140 soldiers and police in 10 U.N. missions. There are Chinese police and troops in Sudan, Haiti, Liberia, and Lebanon. The U.N. force commander in Western Sahara is a Chinese national.

China has not always been a supporter of the U.N. blue helmets. Beijing’s misgivings about U.N. peacekeeping date to the 1950-1953 Korean War, when a U.N.-mandated force, led by the United States, marched to the Chinese border and clashed with troops there. The U.S. commander, Gen. Douglas MacArthur, even considered a nuclear strike to deter Mao Zedong’s Red Army.

When Communist China joined the United Nations in 1971, it refused to fund U.N. peacekeeping operations for a decade and remained wary of engaging in council discussions on the topic. “They were mostly silent for about 10 years,” Brian Urquhart, a retired U.N. official who helped create the world body’s peacekeeping efforts and who sought to persuade China to participate in peacekeeping in the 1980s, told me a few years ago. “They sat on every fence available.”

After the Cold War, Beijing decided to send small contingents of military engineers and observers to serve in U.N. missions in Cambodia and Kuwait. But it would be another decade before China began to expand significantly its participation in U.N. missions.

Below the jump, a rundown of Chinese participation in peacekeeping missions:

The U.N. Mission for the Referendum in Western Sahara (MINURSO)

Chinese Force Commander is Maj. Gen Zhao Jingmin

11 U.N. monitors

The U.N. Stabilization Mission in Haiti (MINUSTAH)

16 individual police officers

126 officers in formed police unit (this unit to be withdrawn)

The U.N. Mission in the Democratic Republic of Congo (MONUC)

16 U.N. monitors

218 military troops

The U.N.-African Union Mission in Darfur (UNAMID)

14 individual police

2 U.N. monitors

565 military troops

The U.N. Mission in Sudan (UNMIS)

11 individual police officers

12 U.N. monitors

444 military troops

The U.N. Interim Force in Lebanon

344 military troops

The U.N. Mission in Liberia (UNMIL)

14 individual police officers

2 U.N. monitors

565 military troops

The U.N. Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT)

22 individual police offers

2 U.N. monitors

The U.N. Operation in Côte d’Ivoire (UNOCI)

7 U.N. monitors

The U.N. Truce Supervision Organization (UNTSO)

3 U.N. monitors

 FONTE: FOREIGN POLICY

Published in: on junho 5, 2010 at 12:47 am  Deixe um comentário  

Boas novas do Haiti

Recentemente, recebi email do Capitão PMPA Bassalo (veterano do Haiti) relatando conversa que teve com o Capitão PMAM Algenor, que serve atualmente no Haiti.

Principais pontos:

– No mês passado, o Chefe da IGPM esteve no Haiti, e teve uma reunião com os PMs. Está sendo “alinhavada” a decisão de enviar mais Policiais Militares à MINUSTAH para funções de Comando dentro do PILLAR I (operações);

–  Inicialmente, serão priorizadas vagas para Oficiais Superiores (de preferência Major PM);

– O Police Commissioner da MINUSTAH afirmou que poderá solicitar através do DPKO ao Governo Brasileiro Oficias que já tenham servido no Haiti;

– Um Oficial (Tenente) da PMPR deve chegar agora no mês de junho;

– O Algenor assume agora em junho o comando da unidade de operações da MINUSTAH (antiga HNP COORDINATION, atual JOINT OPERATIONS UNIT) e que o Governo Brasileiro concedeu a ele mais uma extensão, agora seu novo EOM é 09 de janeiro de 2011(DOIS ANOS DE MISSÃO!!!!!).

Boas novidades!!!

Sérgio Carrera

Published in: on junho 2, 2010 at 10:06 pm  Comments (6)  

A TROPA DE ELITE DA POLÍCIA NACIONAL DO HAITI

Sérgio Carrera de Albuquerque Melo Neto[1]

Davis Heberton de Sousa[2]

RESUMO

As atividades das unidades de operações especiais das instituições policiais pelo mundo vêm apresentando, ao longo dos anos, características novas de emprego e atuação, em face às constantes mudanças de cenários e em razão de fatores diversos que são diretamente impactantes na ordem social, particularmente no que se refere às atividades de ações policiais complexas e de crises. No processo de (re) estruturação das instituições policiais de países em situação de conflito ou pós-conflito, com a presença de Operações de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), o componente policial da ONU, United Nations Police – UNPOL promove atividades para o desenvolvimento das unidades especiais de intervenção, com o monitoramento, aconselhamento e treinamento dos policiais locais, implicando assim em mudanças que exigem uma constante adaptação do modelo policial, seja em termos de equipamentos, seja em mudança de filosofia de emprego e de filosofia de trabalho de seus efetivos. Neste artigo, será realizada uma abordagem sobre as condições estruturais e de emprego da unidade especial de operações especiais da Polícia Nacional do Haiti (PNH), mais conhecida como SWAT[3], no controle da situações de alto risco.

PALAVRAS-CHAVE: Polícia Nacional do Haiti, PNH, A Polícia da ONU, UNPOL, MINUSTAH, GIPNH, SWAT PNH, SWAT UNPOL.

ABSTRACT

The activities of the special operations units within law enforcement institutions around the world has shown, over the years, new characteristics of employment and performance, in face of constantly change of scenarios, and because of several factors that are directly impacting the social order, particularly with regard to the activities of police actions and complex crises. In the process of (re) structuring of a new police institutions in countries in conflict or post-conflict, with the presence of the United Nations (UN) Peacekeeping Operations, the police component of the Missions, known as the United Nations Police – UNPOL, develops activities for the improvement of special intervention units, including the monitoring, advice and training of local police, thereby resulting in changes requiring constant adjustments of the police model, in terms of equipment, change of the philosophy of employment in law enforcement agencies and mindset of its troops. In this article, there will be an approach to structural conditions of employment of the Haitian National Police (HNP) special operations unit, better known as SWAT, in charge of controlling and dealing with high-risk police situations.

KEYWORDS: Haiti National Police (PNH), United Nations Police (UNPOL), MINUSTAH, UNPOL, SWAT PNH, SWAT UNPOL. 

  

INTRODUÇÃO  

       

Toda instituição policial necessita de unidades com atribuições e treinamentos especiais para atuar em ações complexas e que requeiram treinamento e efetivo especializado. A Polícia Nacional do Haiti (PNH), única força de segurança pública e de defesa do país, vem recebendo desde a criação da Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti (MINUSTAH), em 2004, recursos financeiros e aconselhamento técnico, teórico e prático, de seu componente policial (United Nations Police – UNPOL), através da adoção de ações que visam promover a reestruturação, desenvolvimento, aperfeiçoamento, autoconfiança e sustentabilidade da força policial haitiana, levando-a a uma desejável independência futura.

Recorrendo à legislação relacionada da PNH, UNPOL e MINUSTAH, e a experiência de policiais internacionais que atuaram no Haiti, onde lidaram com situações de solução de conflitos, administração de cenários diversos, aliado às dificuldades próprias de suas instituições e da vivência no Haiti, os autores apresentam um panorama sobre as dificuldades em desenvolver as atividades da SWAT haitiana, quer por questões políticas quer por falta de doutrina ou material.

O objeto de estudo do presente artigo foi baseado nas experiências profissionais dos autores e em dados colhidos entre os anos de 2006 e 2009.

 

ESTRUTURA E ATRIBUIÇÕES DA SWAT PNH E DA SWAT UNPOL

O Grupo de Intervenção da Polícia Nacional do Haiti (Groupe d’Intervention de la Police Nationale Haitienne – GIPNH), conhecido como SWAT PNH, foi criado em 1996. Subordinado diretamente ao Diretor Geral da PNH (DGPNH), maior autoridade policial haitiana. As principais funções da SWAT PNH são as de conduzir operações policiais especiais, ações de contra-terrorismo, resgate de reféns, cumprimento de mandados de prisão, situações de crise com reféns, ocorrências com elementos armados e barricados, seqüestros, operações anti-drogas, dentre outras ações de alto risco.

Em meados de dezembro de 2009, o efetivo existente na GIPNH era de 46 policiais, sendo 11 deles policiais graduados[4] e oficiais[5] (commissioned officers) e 35 (trinta e cinco) policiais não graduados (Non-commissioned officers)[6]. Todo o efetivo é composto por policiais do sexo masculino e sua estrutura interna está dividida em 6 times táticos, compostos entre 5 e 7 policiais cada um, possuindo um chefe de equipe (team leader) e seu assistente imediato.

A SWAT PNH não possui veículos adequados de condução da tropa para casos de intervenção rápida e os que existem não se encontram em boas condições de uso. Durante as operações e treinamentos, a SWAT PNH é conduzida pelos veículos da equipe de monitores da UNPOL (camionete 4X4 – Nissan Patrol). A Unidade possui ainda dois veículos blindados, doados pelos EUA, mas infelizmente, são muito grandes para as vielas, ruas e avenidas haitianas, sem contar com o alto custo de sua manutenção. A base SWAT está localizada na Avenida Toussaint Louverture, nas proximidades da área de logística da MINUSTAH (Logistic Base – Logbase) e do Aeroporto Internacional da capital.

                A Unidade de Operações Especiais (Special Operations Unit) da UNPOL, mais conhecida como UNPOL SWAT, é uma Unidade (ou seção) subordinada à Direção de Operações (DIROPS)[7], pertencente ao Pilar I[8] da Polícia da ONU na MINUSTAH. Ela é composta por 04 policiais internacionais que atuam diretamente, diariamente e conjuntamente, com a UNPOL PNH. Esses UNPOL’s são responsáveis pelo monitoramento, aconselhamento técnico e suporte operacional dos policiais haitianos[9], atuando desde o planejamento tático para as operações especiais até o acompanhamento in locu de todas as atividades desenvolvidas pela equipe haitiana. 

De acordo com a descrição do posto (Post Description) para a função de Chefe da Unidade, pode-se estabelecer um perfil não apenas para o team leader, mas para todos os integrantes da UNPOL SWAT. Além da experiência profissional, e de requisitos mínimos de “ Proficiência em francês ou inglês (oral e escrito); Experiência em planejamento operacional; e, Habilidade em confeccionar relatórios, apresentações, recomendações, outras qualificações são analisadas quando da seleção dos candidatos para vagas na seção:

 

a) Combinação de qualificação acadêmica, treinamento profissional e experiência operacional; b) Tempo mínimo de 10 anos de experiência em segurança pública com um mínimo de 4 anos de atuação, em nível de gestão, na área operacional e segurança pública; c) Conhecimento na área de operações especiais, prisões de alto-risco, entradas táticas, reconhecimentos e planejamento tático e operacional; d) Conhecimento aprofundado do Mandado da UNPOL na MINUSTAH; e) Forte habilidade de análise combinada com discernimento e bom julgamento; f) Extensa experiência policial nas áreas administrativas e operacionais; g) Conhecimento acima da média das condições do Haiti e ter habilidade de avaliar implicações econômica, política, cultural, e históricas sensíveis a região.[10]

São ainda definidos como atribuições e competências do Chefe da Unidade de Operações Especiais da UNPOL:

 

a) Integridade, profissionalismo e respeito a diversidade; b) habilidade para definir prioridades, planejar, coordenar,  e monitorar o trabalho dos demais; c) habilidade interpessoal acima da média e capacidade de estabelecer e manter parcerias efetivas e relacionamentos de trabalho em ambientes multiculturais e multi-étnico com respeito a diversidade; d) Aptidão diplomática, habilidade de negociação, e uma excelente capacidade de comunicação (verbal e escrita), incluindo capacidade de escrever e editar uma diferente variedade  de documentos e articular idéias  de maneira clara e concisa; e) capacidade de julgamento para solução de conflitos em assuntos específicos; f) Conhecimento de uso de computador e softwares e aplicativos mais importantes.[11]

Via de regra, buscam-se UNPOL’s com experiência policial na área de operações especiais e grupos de assalto. No caso da equipe haitiana, perfis semelhantes são projetados e adotados para a seleção do efetivo.

CONDIÇÕES DE TREINAMENTO

A área de treinamento da UNPOL na MINUSTAH é de responsabilidade do Pilar III[12] e, administrativamente, essa estrutura burocratiza e cria, por vezes, barreiras para a aquisição de materiais para o treinamento ou na utilização de estrutura física. Independente desse fato, a equipe SWAT UNPOL vem realizando ao longo dos anos treinamentos diversos na chamada SWAT Base. Esses treinamentos têm sido levados a efeito sob a responsabilidade e iniciativa dos UNPOL’s, que se desdobram para motivar e transmitir conhecimentos e técnicas novas aos policiais haitianos.

Os treinamentos realizados estão focados tanto no condicionamento físico como no técnico-profissional dos policiais haitianos, e incluem: a) treinamentos táticos na Academia da PNH; b) manuseio de armamento e tiro (havendo disponibilidade de munição); c) técnicas de rappel; d) assalto tático; e) proteção aproximada e VIP; f) defesa pessoal; g) natação[13]; dentre outros.

Em 2009, foram ministradas as primeiras instruções de tiro de precisão (sniper), após os membros da SWAT UNPOL receberem doação de munição do grupo responsável pela proteção pessoal do Presidente do Haiti (CAT Team). Diariamente, no período matutino, um treinamento físico é realizado coletivamente sob a supervisão e monitoramento da SWAT UNPOL e, semanalmente, as sextas-feiras, as equipes reúnem-se com objetivos de tratar de assuntos e ações executadas, além de planejar e discutir operações para a semana seguinte. Na oportunidade, os treinamentos e operações realizadas são alvo de análise e discussão (briefing e debriefing).

Mas a questão administrativa é muito mais complexa. Os treinamentos conduzidos pela equipe SWAT UNPOL não tem “um amparo legal”, por não estarem expressas em normas da Missão, e, se algum incidente ou acidente ocorrer, questionamentos surgirão quanto ao fato de não haver nenhum UNPOL do Pilar III (treinamento) acompanhando as instruções. Fica a grande indagação quanto ao ‘por que’ do impedimento do time SWAT UNPOL em legalmente treinar os haitianos, visto que são eles que acompanham as operações de alto risco com a GIPNH e devem, logicamente, estar em sintonia com os movimentos táticos.

 Na MINUSTAH, os membros do Pilar III (treinamento) não podem participar operativamente das ações policiais, enquanto que os policiais internacionais que atuam juntamente com a SWAT “não poderiam” conduzir os treinamentos.  A incoerência é visível, pois inviabiliza um trabalho de excelência com o principal grupo policial do Haiti. Para uma análise ainda mais complexa, a equipe SWAT UNPOL deveria se aproximar do Pilar II, pois dispõe de uma seção encarregada pelo apoio à Diretoria Administrativa da HNP (DCPA), a qual a HNP SWAT está subordinada, e tentar reestruturar e sugerir uma possibilidade transversal entre os 3 pilares para solução dessa questão, que é fundamental e tem evitado um melhor trabalho por parte da Polícia da ONU e uma evolução mais rápida da polícia do Haiti no campo das operações especiais.

Uma tropa especializada, em nível de SWAT, deve ter treinamento constante, próximo do real, principalmente na simulação de assaltos táticos, e, evidentemente, efetuando disparos reais. O policial deve estar constantemente familiarizado com o seu armamento e o que este pode lhe proporcionar em situações de confrontamento.

Reforçando a problemática do treinamento e padronização, Agrício da Silva [14] relata:

 “Um problema que pude visualizar durante alguns treinamentos que assisti da SWAT PNH é a falta de doutrina na questão dos procedimentos táticos que empregam nas operações reais, o que reflete a falta de treinamento e decisão de qual procedimento adotar, de forma padrão, entre os vários existentes. Tal falta de doutrina (…) é muito grave! Eles precisam padronizar procedimentos através de um curso especial, de acordo com a realidade haitiana.” [15]

                 A falta de padronização da GIPNH remonta a uma variedade de problemas, tais como a grande rotatividade dos policiais da ONU, que geralmente permanecem por um ano, diferenças culturais, de idioma e de técnicas de cada país.  

CONDIÇÕES DO ARMAMENTO E EQUIPAMENTO 

Os policiais haitianos dão preferência ao fuzil M4, calibre 5.56, devido ao potencial de seu calibre, sob o argumento de que lhe garantem uma imagem de maior confiabilidade nas operações. Mesmo que os policiais haitianos prefiram o referido armamento, que é excelente, ele não é o mais recomendado para a área de atuação da maioria das operações da SWAT, que são realizadas em áreas residenciais onde predominam construções em madeiras e existe maior possibilidade e risco de se atingir um inocente, ou mesmo um elemento da própria polícia. Em uma operação real, o risco de ocorrer uma transfixação do projetil utilizando um M4 é bem maior do que o se fosse empregado o MP5 (calibre 9mm), utilizado por vários grupos de assalto no mundo.

                A SWAT PNH possui 4 tipos de rifles calibre 7.62 (11 unidades – M1[16]; 05 unidades – M14[17]; 01 unidades – FAL[18]; 04 unidades – AK 47[19]); 04 tipos de rifles calibre 5.56 (01 unidade – AR18[20]; 06 unidades – T65 (M15)[21]; 01 unidades – GALIL[22]; 20 unidades – M4[23]); 01 tipo de rifle calibre 9 mm (07 unidades – MP5, com 14 carregadores[24]); 01 tipo de rifle calibre 12 (09 unidades – Shot Gun[25]) e 02 lançadores de granada.[26] Possui ainda uma metralhadora UZI, Calibre 9mm; 59 pistolas, sendo 33 BERETA (9mm, com 02 carregadores), e 26 SW (9mm, com um carregador), todas em condições de uso; além de 21 revólveres calibre 38mm[27]. A quantidade de munições existentes é de 2000 munições (Calibre 7.62mm); 38 munições (calibre 30 mm); 1230 munições (calibre 5,56 mm); 546 munições (calibre 12).

No que se refere à apresentação da tropa, o GIPNH, como a maioria dos grupos de assalto, possui uniforme diferenciado das demais unidades da PNH, o que gera por si, estímulo e motivação dos recursos humanos, além de fazer parte das doutrinas introduzidas por policiais da ONU.

Quanto aos equipamentos, destacam-se a existência de óculos de visão noturna (night-vision goggles – NVG). Contudo, não existem baterias para utilização dos mesmos, nem para as lanternas individuais ou mesmo algemas para condução de detidos.

Mas dentre os principais problemas está o fato dos policiais haitianos não disporem de munições para treinamentos, sendo esses realizados ‘a seco’ (sem munição) na maioria das vezes.

 

PROBLEMAS INTERNOS E DE INGERÊNCIA EXTERNA 

Além da realidade material já citada, vale ressaltar a condição dos recursos humanos do grupo de intervenção haitiana. Alguns policiais têm cursos de especialização realizados fora do Haiti, como na França e Chile. Isto contribui para o aperfeiçoamento do Grupo, através da disseminação das novas técnicas aprendidas. Mas na outra mão, a falta de padronização, já apontada por Silva, gera dificuldades na sincronia que deve existir entre os haitianos e UNPOL. Existe um complexo e paradoxal fator constante de divergência. 

Tal aprimoramento da interpessoalidade é de suma importância para também acabar com a barreira cultural e internacional, via intercâmbios com outros países. Fazer com que os policiais haitianos ouçam alguém de outro país é por vezes difícil e diferenças culturais e históricas são problemas diários nas atividades do Grupo de Elite. Um dos problemas encontrados, por exemplo, é a forte resistência aos aconselhamentos, quando se apresentam diferentes das técnicas utilizadas pelos haitianos. 

Devido à barreira multicultural e lingüística, alguns aconselhamentos dos policiais da ONU são por vezes ignorados e não-observados bem como as advertências são desconsideradas. São considerados por muitos policiais da ONU, como irredutíveis em algumas circunstâncias. Um exemplo clássico, para fins de ilustração, foi o longo tempo gasto pelos UNPOL para conscientizar os integrantes da SWAT PNH quanto a necessidade do uso do escudo de proteção balística nas operações reais. O escudo era utilizado nos treinamentos, mas havia grande resistência dos haitianos para utilizá-los nas ações de alto risco. Aos poucos, passaram a usá-los com maior periodicidade, apesar de ainda haver certa resistência. Tal questão ganha destaque em uma missão não-executiva, como no caso da MINUSTAH, cabendo aos policiais da ONU apenas o aconselhamento técnico, sem qualquer tipo de imposição, mesmo que para o bem e salvaguarda da vida dos bravos policiais de elite do Haiti.

Quanto ao tema, Morais[28] relata:

“Lembro-me, certa ocasião, em que acompanhava um exercício no qual os dois oficiais da Swat PNH questionaram o UNPOL francês, do Grupo de Intervenção da Polícia Nacional da França – GIPN, quanto as táticas apresentadas por ele em treinamento sobre o procedimento mais adequado a ser adotada para o resgate de reféns em aeronaves, visto que os dois haitianos haviam feito um curso sobre o tema na  própria França, porém no Grupo de Intervenção da Gendermeria Nacional – GIGN. Chegaram até a discutir em certo momento por terem justamente pontos de vista diferentes. Nesse aspecto os haitianos não podem ser considerados iniciantes, eles também tem conhecimento e pessoal interessado na execução de sua missão da forma mais satisfatória possível.”[29] 

A coragem dos policiais haitianos é sempre outro fator de destaque ao se tratar de operações de alto risco. Demonstram robustez e determinação nas diversas atuações desenvolvidas em todo o território haitiano. Cabe ressaltar que na maioria das operações, os policiais do GIPNH saem, em media, com 20/25 munições ao todo (arma longa e curta), nunca portando carregadores cheios devido à falta de munição, sendo esse provavelmente o maior dos problemas enfrentados pelos integrantes da “Tropa de Elite” da Polícia Haitiana. As armas nunca se encontram totalmente carregadas, tanto pistolas quanto fuzis. São bravos guerreiros atuando em condições adversas.

Ainda dentro do aspecto humano, um dos objetivos da UNPOL é ganhar a confiança dos policiais haitianos do GIPNH, através de ações que promovam a interpessoalidade, a autoconfiança e a união, demonstrando que o grupo deve estar coeso e com objetivos comuns, pois a vida de um dependerá da ação do outro, e vice-versa.

Trabalhar sem meios não é surpresa para policiais de países em desenvolvimento, como o Brasil, e em países em situações econômicas desfavoráveis, como no caso do Haiti. O problema é quando o material humano é afetado. Neste caso, não há solução. Em 2009, durante mais de 2 meses, a SWAT PNH recebeu a missão de fazer a segurança das instalações da Faculdade de Medicina de Porto Príncipe, devido aos tumultos ocorridos naquela localidade. A Unidade chegou e por lá permaneceu, com 3 times táticos se alternando diariamente, em turnos de 8 horas, permanecendo dentro de um caminhão e ‘vigiando o prédio’, mesmo sem haver aulas durante o período. Isto seria responsabilidade do CIMO (tropa no Haiti responsável pelo Controle de Distúrbios Civis). Um claro desvio de competência e missão, não sendo possível mudança do quadro, devido às ingerências de outros escalões dentro da própria PNH.

RELACIONAMENTOS COM DEMAIS INTEGRANTES DA MISSÃO

Atualmente[30], o comandante da SWAT PNH não demonstra tanto interesse nos problemas e dificuldades apresentados pela unidade, não possuindo contato constante com os UNPOLs nem interesse nos treinamentos e operações realizadas pelo seu próprio efetivo. O relacionamento não é considerado bom, inclusive com ingerências negativas, como a transferência, em setembro de 2009, de 12 policiais da SWAT PNH[31] para Pestel (localidade interiorana no Haiti), sem ninguém ser informado o motivo nem as funções que esses policiais haitianos iriam executar no local. A transferência de policiais haitianos para outros fins têm sido uma constante e muitas vezes com desvio das funções principais. A tentativa de aproximação com o comando da PNH e subseqüente melhora deste quadro tem sido regular por parte da UNPOL SWAT.

O GIPNH tem um bom relacionamento com as outras forças de atuação na Missão. As contínuas operações conjuntas vêm aproximando a unidade com as tropas policiais e militares da ONU, UNPOL de várias Comissárias e com outros policiais haitianos. Apesar de tudo, barreiras de idiomas, culturais, e de padronização de conduta, mais uma vez, também ficam evidenciadas nas operações. Mas essas questões fazem parte de toda Operação de Paz. É inevitável, embora possível de se amenizar.

 

RESULTADOS PRÁTICOS EM SITUAÇÕES REAIS

Estima-se que entre os anos de 2007 e 2009, o GIPNH atuou em cerca de 100 operações de alto risco, além de outras consideradas corriqueiras. Não houve registro de quaisquer fatalidades por falhas dos policiais haitianos, tendo sido alcançados inúmeros resultados expressivos, não apenas para a PNH mas para toda a UNPOL e MINUSTAH, como na apreensão de várias armas de fogo, armas brancas, prisões de criminosos comuns, chefes das chamadas “gangues” das favelas haitianas e de marginais com mandados de prisão nacional e internacional, por crimes como tráfico internacional de drogas e armas, como a prisão ocorrida de bandido por alcunha de “Ti-Will” em junho de 2007, em operação conjunta chamada Task Force, na cidade de Gonaives, reduto de revolucionários e local de origem dos conflitos de 2004.

CONCLUSÃO

A GIPNH tem um papel importantíssimo no processo de reestruturação e consolidação da Polícia Nacional do Haiti, por se tratar do principal grupo de assalto do país. Os conselheiros técnicos da UNPOL vêm, ao longo dos anos, levado conhecimentos modernos e técnicas de operações policiais especiais oriundas de vários países. O Time SWAT da Polícia da ONU aconselha os haitianos a respeito de procedimentos adequados para os padrões internacionais de forças policiais especiais e times táticos, além de desenvolver o monitoramento e tutoria do Grupo a fim de evitar erros durante operações de alto risco, estando os UNPOL’s sempre presentes nas atividades desenvolvidas pela Unidade da PNH.

Melhor relacionamento interpessoal, investimento em treinamentos e maior comprometimento dos policiais haitianos são pontos vitais para elevação do nível da “Tropa de Elite” da Polícia Nacional do Haiti. A boa relação entre os membros da UNPOL SWAT e o GIPNH está sempre passível a instabilidade quando da rotação dos UNPOL por término de Missão, pois, devido a questões culturais, leva-se tempo para se o estabelecimento de confiança mútua e reconhecimento dos novos membros da UNPOL por parte dos policiais haitianos assim como diferenças de técnicas e táticas de operações especiais.

Destarte, os UNPOL encontram uma séria de dificuldades impostas não apenas pelos policiais haitianos, mas por normas da própria MINUSTAH no que tange ao treinamento e o caráter operativo da equipe. Toda unidade policial de operações especiais necessita de treinamentos constantes e investimentos diversos na área, pois lidam com as situações extremas e delicadas da atividade policial, onde a vida está sempre “por um fio”. A utilização de equipamentos modernos, apropriados e em boas condições é fundamental para o bom andamento das atividades. 

Como esperar que um time de SWAT esteja apto para operações especiais se não é possível avaliar possíveis reações físicas e a capacidade dos policiais haitianos e do seu armamento em situações reais? O Haiti sofre embargo em relação ao material bélico, e a ONU, por política, não se dispõe a fornecer os meios necessários. Desta forma, a única ajuda provém de países como a França, que através de sua Embaixada, consegue o envio eventual de certa quantidade de munição.[32] 

O descaso e desinteresse dos comandantes da PNH em dar a devida atenção à GIPNH, desvios de funções e emprego de policiais haitianos em atividades indevidas e fora do foco das doutrinas transmitidas pelos UNPOL’s, somados a falta de munições para treinamento, são considerados os principais problemas da Unidade.  Ademais, a SWAT haitiana necessita de mais equipamentos, desburocratização, fornecimento de meios para treinamento integrado, criação de bancos de dados, a urgente adoção de procedimento padrões das técnicas e a criação de um curso específico, dentre outras medidas básicas.

                A mudança é difícil, mas possível. Medidas simples e maiores investimentos nos quesitos citados neste artigo podem ser fundamentais para a consolidação e credibilidade da “Tropa de Elite” da Polícia Nacional do Haiti.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

UNITED NATIONS. S/RES/1542 (2004). 30 April 2004. Disponível em <http://minustah.org/pdfs/res/1542_en.pdf>. Acesso em 12 Dez. 2007. 

UNITED NATIONS. MINUSTAH. UNPOL. Directorate of Operations. Duties and resposabilities

UNITED NATIONS. MINUSTAH. Special Operations Unit Chief Post Description: Duties and responsabilities.p 1-2.   

MORAIS, Marco Antonio dos Santos. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por < missoesdepaz@gmail.com >. Em 18 Dez. 2009. 

SILVA, Agrício da. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <missoesdepaz@gmail.com >. Em 28 Dez. 2009.


[1] Bacharel em Relações Internacionais (UniCEUB, 2006), Graduado pela Academia de Polícia Militar do Distrito Federal (APMB, 1999), Especialista em Direitos Humanos e Democratização (Universidade de Coimbra/Portugal, 2005) e graduando em Direito (UCS/UniDF, 2010). Exerceu cargos na Polícia da ONU (UNPOL) na Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti (MINUSTAH), entre 2006 e 2007, dentre os quais o de Diretor de Operações Interino da UNPOL.

[2] Bacharel em Direito (UCB, 2008), Licenciado em Educação Física (UCB, 2000) e Graduado pela Academia de Polícia Militar do Distrito Federal (APMB, 2000).  Exerceu cargos na Polícia da ONU (UNPOL) na Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti (MINUSTAH) no ano de 2009, dentre os quais o de Chefe da SWAT UNPOL. Souza foi o único a brasileiro a ocupar a referida função.

[3] SWAT – Special Weapons and Tactics – sigla originada nos Estados Unidos da América para identificar as unidades de operações especiais que empregam grupos de assalto e táticos de intervenção. A sigla é adotada por instituições policiais de outros países.

[4] Nível Sargentos PM.

[5] Mesmo não sendo uma polícia considerada de regime militar, de acordo com os padrões existentes no Brasil, a PNH tem regime militarizado, com forte hierarquia e disciplina, sendo a carreira policial estruturada em sistemas mesclados de praças e oficiais baseando em padrões importados de outros países.

[6] Os Non-commissioned officers podem ser comparados aos soldados e cabos das Polícias Militares brasileiras.

[7] A Direção de Operações (DIROPS) é responsável pela administração do emprego operacional de aproximadamente 50% de todo o efetivo policial da MINUSTAH. Estão subordinadas a DIROPS todas as Tropas de Choque (Formed Police Unit – FPU), equipes SWAT, e outras unidades especializadas.

[8] O Pilar I da UNPOL na MINUSTAH é a estrutura responsável pela área operacional do componente policial.

[9] UNITED NATIONS. MINUSTAH. Special Operations Unit Chief Post Description: Duties and responsibilities. p 1-2.  

[10] Idem. (tradução própria)

[11] Ibidem.

[12] A área de treinamento é praticada na Academia da Polícia Nacional do Haiti (PNH)

[13] A maioria dos policiais haitianos da SWAT têm grandes dificuldades em nadar.

[14] Agrício da Silva, Major da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), é veterano da MINUSTAH, onde serviu como membro e chefe da Chefe da Seção de Coordenação entre a UNPOL e a PNH, da Direção de Operações (DIROPS), participando em diversas operações policiais especiais e conjuntas no Haiti, no ano de 2008. Silva é também especialista em operações especiais policiais, tendo exercido várias funções na área, além de ter comandado a Companhia de Operações Especiais da PMDF, sendo instrutor e coordenador de cursos de Operações Especiais no Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da PMDF.

[15] SILVA, Agrício da. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <missoesdepaz@gmail.com>. em 28 dez. 2009.

[16] Apenas uma em condições de uso.

[17] Todas em condições de uso.

[18] Todas em condições de uso.

[19] Não se sabe ao certo o verdadeiro estado de uso do armamento.

[20] Em condições de uso.

[21] Apenas quatro em condições de uso.

[22] Em condições de uso.

[23] Todas em condições de uso.

[24] Todas em condições de uso.

[25] Apenas um sem condições de uso.

[26] Dados relativos a novembro de 2009.

[27]Todas em condições de uso, mas sem nenhum carregador suplementar.

[28] Marco Antonio dos Santos Morais, Capitão da Brigada Militar do Rio Grande do Sul (BMRS), é veterano da MINUSTAH, onde permaneceu pelo período de 12 meses, tendo atuado por seis meses na Direção de Operações da UNPOL (2008), mais especificamente na Seção de Coordenação entre a UNPOL e a PNH, participando em diversas operações policiais e conjuntas no Haiti, muitas delas consideradas operações especiais com a presença da SWAT haitiana e SWAT da FPU da Jordânia.

[29] MORAIS, M.A.S. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <missoesdepaz@gmail.com>. Em 18 dez. 2009.

[30] Novembro e dezembro de 2009.

[31]Somente NCO’s.

[32]Esta munição, em sua quase totalidade, é enviada para a realização de cursos de formação na Academia da PNH e não são disponibilizados para cursos de especialização e aperfeiçoamento. 

______________________________________

Como citar:

Aceito para publicação em 30/05/2010:

MELO NETO, Sérgio Carrera de Albuquerque & SOUSA, Davis Heberton de. A Tropa de Elite da Polícia Nacional do Haiti. Revista Eletrônica Boletim do TEMPO, Ano 5, Nº15, Rio, 2010 [ISSN 1981-3384]

ARQUIVO EM PDF: ARTIGO – A tropa de elite da PNH (03 MAIO 10) – FINAL.

Published in: on maio 18, 2010 at 2:17 am  Deixe um comentário  

Dozens of additional UN Police start work in Haiti to help local officers

UN Police ready to take up duty

5 February 2010 – More than 100 additional United Nations police officers are already on the ground to help Haiti, which was devastated by a massive earthquake last month, following a call by the Security Council for extra forces to support the beleaguered Caribbean nation.

The 120 officers from Chile and France represent the first batch of about 1,500 extra police authorized by the Security Council last month to assist the Haitian National Police (HNP) carry out its work. The Council also called for 2,000 more troops.

In total, about 500 police officers are expected to have arrived in Haiti by the end of this month, with Spain, the Netherlands, Bangladesh, Italy and Israel each supplying staff.

One of the top priorities of the additional police officers is to prevent public unrest, Acting UN Police Adviser Ann-Marie Orler told the UN News Centre.

The situation in Haiti is calm, she said, but “it”s good to have these groups on the ground for security and visibility,” especially as the rainy season approaches.

Member States have been very quick to respond and “are doing their best to support in whatever way they can,” be it by sending police officers or supplying equipment.

Colin Farquhar, a police adviser for Canada, another contributor to UN Police (UNPOL) in Haiti, praised the leadership of Ms. Orler since the disaster and said the UN was working closely with Member States on this issue.

Hours after the quake struck Haiti on 12 January, UNPOL sprang into action to assist the HNP, which lost dozens of officers in the disaster, carry out patrols on the streets of the capital, Port-au-Prince.

The main function of UNPOL is to deal with crises, Ms. Orler said, and “we have tried to support [the HNP] in every possible way.”

A Jordanian Formed Police Unit (FPU) – comprising police officers trained in dealing with high-risk operations – serving with UNPOL has handed over its camp site to the HNP, whose headquarters were destroyed in the disaster that has killed an estimated 200,000 people and left 2 million others in need of assistance.

Immediately after the quake, the UN rushed to identify the most urgent needs for the Haitian police, including riot control equipment and new uniforms in the wake of a prison break in the capital, during which thousands of criminals escaped, some with HNP attire.

The world body also dispatched senior police officials and a 12-member Standing Police Capacity (SPC) team, tasked with providing immediate start-up capability on the ground and with providing rapid support, advice and assistance.

UNPOL serving in Haiti are mandated to help monitor, restructure and reform the HNP, and its main current tasks are ensuring public safety and to facilitate the distribution of urgently-needed humanitarian aid.

Despite the scale of the disaster in Haiti, which was already the Western Hemisphere”s poorest nation before the earthquake, its police force will not be rebuilding from scratch, Ms. Orler emphasized.

“What was destroyed was equipment,” not human capital, she stressed, pointing out how this was demonstrated by the speed at which patrols resumed after the disaster. UNPOL is also forging ahead with police training, with the next batch of Haitian officers set to undergo instruction in two weeks.

With the UN Stabilization Mission in Haiti, or MINUSTAH, unable to supply food or accommodation for new police officers, at present, any new units that are deployed must be self-sustained, which FPUs are, Ms. Orler noted.

News Tracker: past stories on this issue

UN official hails ‘outstanding’ post-quake performance of Haitian police

Published in: on maio 6, 2010 at 1:25 am  Deixe um comentário  

Homenagem aos bombeiros militares do DF

Recebi o email abaixo do Sd. PMDF Johnson e resolvi transcrevê-lo na íntegra a fim de ganhar força em homenagear alguns dos heróis que estiveram empenhados em salvar vidas no terremoto do Haiti.

“Herói não é apenas aquele que morre.”

A essa lista, gostaria de acrescentar o nome do Capitão Algenor, da PM do Amazonas, e do Tenente Ricardo Couto, da PM de Pernambuco, ambos atuando na Polícia da ONU (UNPOL) na MINUSTAH e que desempenharam trabalho de heróis durante o período mais crítico no Haiti.

SC

“…”

Segue: Sugestão de Medalhas para Combatentes Heróis do Corpo de Bombeiros.

“A monopolização da violência física, a concentração de armas e homens sob uma única autoridade, torna mais ou menos calculável o seu emprego e força os homens desarmados, nos espaços sociais pacificados, a controlarem sua própria violência mediante precaução ou reflexão. Em outras palavras,isso impõe às pessoas um maior ou menor grau de autocontrole.”(Norbert Elias: O processo civilizador: Formação do Estado e Civilização. V2. Jorge Zahar Editor,1993)

Na minha busca por documentos nos quais os bombeiros falassem de si mesmos, me deparei com a “Canção do Soldado do Fogo”. Essa canção foi composta por dois bombeiros brasileiros e se constitui no hino de diversos corpos de bombeiros, tais como o de Brasília, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro.4 A letra da canção mostra os bombeiros como uma organização da sociedade cujos membros desempenham o papel de corajosos cidadãos que salvam vidas e se sacrificam em prol da vida alheia nos momentos de paz, mas também como uma instância do braço armado do Estado que atua valorosamente nos momentos de conflito com nações estrangeiras. Este duplo papel é sublinhado na estrofe que se repete três vezes, bem como no verso “voluntários da morte na paz, são na guerra indomáveis leões”.

Canção do Soldado do Fogo
Tenente Sérgio Luiz de Mattos (letra)
Capitão Antônio Pinto Júnior (música)

Contra as chamas e lutas ingentes
Sob o nobre alvirrubro pendão,
Dos soldados do fogo valentes,
É na paz, a sagrada missão.
E se um dia houver sangue e batalha.
Desfraldando a auriverde bandeira,
Nossos peitos são férrea muralha,
Contra audaz agressão estrangeira.
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta
Com valor pela Pátria lutar.
Aurifulvo clarão gigantesco
Labaredas flamejam no ar
Num incêndio horroroso e dantesco,
A cidade parece queimar
Mas não temem da morte os bombeiros
Quando ecoa d’alarme o sinal
Ordenando voarem ligeiros
A vencer o vulcão infernal.
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta Com valor pela Pátria lutar.
Rija luta aos heróis aviventa,
Inflamando em seu peito o valor,
Para frente que importa a tormenta
Dura marcha de sóis ou rigor?
Nem um passo daremos atrás,
Repelindo inimigos canhões
Voluntários da morte na paz
São na guerra indomáveis leões
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta
Com valor pela Pátria lutar.

Muitas interpretações desses versos poderiam ser feitas, mas nesta dissertação desejo destacar a oposição implícita entre voluntários e guerreiros. Ser “voluntário” é agir espontaneamente, sem precisar de coação (Ferreira:1999), enquanto que lutar pela pátria é uma atuação obrigatória que, conforme o verso, os bombeiros realizam não com o desprendimento do voluntariado, mas com a garra e liderança do leão. Esta percepção do self enquanto cidadão e, ao mesmo tempo, braço armado e agente de controle do Estado faz com que haja uma ambigüidade de percepções sobre si mesmos, constituindo-se na problemática central dessa dissertação.

Os discursos dos bombeiros raramente se referem ao papel que desempenham enquanto parte do sistema repressivo do Estado. A “Canção do Soldado do Fogo” é antes bem uma exceção não apenas no Brasil como também em outros países. Como pode ser apreciada na canção e no poema a seguir, a tônica dos discursos é o elogio ao cidadão que salva vidas e que se sacrifica em prol dos outros.

A canção “A Sacrifice So Dear” exprime um discurso sobre o heroísmo e o sacrifico do bombeiro concidadão. Escrita pelo capitão do corpo de bombeiros de Nova York, Jim Coyne, homenageia àqueles homens que morreram no último atentado ao World Trade Center. O bombeiro é visto como aquele que doa a sua vida para salvar o próximo sem lágrimas nos olhos e com um sorriso de orgulho e bravura. O reconhecimento de seus concidadãos é expressado por meio de fortes metáforas que invocam as lágrimas dos anjos derramadas diante do sacrifício do mártir/santo/patriota e o tratamento especial que merece quando chega ao paraíso.

Outro documento que destaca a bravura e o despreendimento com que os bombeiros enfrentam o perigo para amparar a vida dos outro é o poema de um bombeiro militar de Brasília esse poema mostra que o diferencial entre o bombeiro e os seus concidadãos está justamente no fato do primeiro ter como razão de existir o cumprimento dessa missão divinal e heróica, ao passo que os demais cidadãos não têm essa especialidade. O bombeiro é o “paladino da vida”, montado no seu cavalo/viatura ele deve ser rápido, preciso e impiedoso na luta contra a morte. Além disso, a viatura/cavalo se confunde com o próprio corpo do bombeiro, uma vez que ambos são movidos pelo mesmo líquido, a disposição e conhecimento necessários para ajudar o próximo. Se por algum motivo a missão não é cumprida, a conseqüência é a sensação de desolação e impotência do bombeiro. Uma notícia sobre a condecoração de bombeiros que realizaram atos de bravura destaca que o bombeiro vive uma tensão constante entre o “emocional” e o “profissional” no seu dia-a-dia. O emocional está ligado ao descontrole, à incapacidade de agir rapidamente, precisamente e impiedosamente diante do perigo à vida alheia. Já ser profissional significa não hesitar na ação, estar alerta para situações inesperadas em qualquer dia, horário e lugar; estar ciente que o ato máximo da ação é o auto-sacrifício. A recompensa desse esforço é pessoal no sentido de ser íntima ao bombeiro, estando ligada a consciência dele. O não cumprimento do dever coloca em ação um mecanismo de auto-punição que não está relacionado apenas ao que a sociedade espera do bombeiro, mas ao que ele espera de si mesmo. Sobre essa questão há um filme intitulado “Vivendo no Limite” de Martin Scorcese que conta a história de um bombeiro-paramédico que entra em depressão pelo fato de todos os seus atendidos terem morrido. Este bombeiro cai em profunda deterioração, se envolve com o álcool e outros tipos de drogas e tem sua vida pessoal transformada num caos absoluto. A notícia, intitulada “Os Super-heróis de Carne, Osso e Farda”, foi publicada pela 5ª Seção do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal
Nos bastidores das operações de salvamento e combate a incêndio, os bombeiros passam por anônimos redentores que, dia-a-dia dedicam-se a salvar vidas e evitar tragédias. A característica de super-heróis – na definição ilusória dos gibis e filmes de ação pode ser descartada – mas o espírito de heroísmo dos combatentes do fogo certamente pode surpreender. Onze desses incansáveis militares feridos em operações de salvamento e controle de incêndio foram condecorados com a Medalha Sangue do Brasil, semana passada, no quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Suas histórias revelam grandes atos heróicos, como o inusitado salvamento de uma mulher que ao atravessar o trilho de uma ferrovia na região do Guará ficou com o carro preso na linha férrea no instante em que passava o trem. Nesse momento, o cabo Areovan, que passava por lá, percebeu que o trem se aproximava e a mulher não conseguia sair do carro. Correu para salvá-la. Corria o risco de morrer junto com a vítima, mas isso não importava. Não somos super-heróis, mas devemos dar de tudo pela pessoa socorrida, afirmou. Não pensamos duas vezes. Não colocamos o emocional para não atrapalhar o profissional. Areovan teve alguns hematomas e foi agraciado com a medalha por esse ato heróico na semana passada. O militar sabia que de alguma forma estava preparado para aquela situação. Estamos sempre prontos para o inesperado, disse. O limite do bombeiro é a morte. E a recompensa não vem com o salário no fim do mês e nem com elogios, segundo o soldado Valderi, bombeiro especializado em emergência médica. É cansativo e desgastante, mas temos a gratificação do dever cumprido, que é pessoal e imensa, relatou.
Existe uma proposta de se dedicar um dia internacional para se homenagear os bombeiros de todo o mundo. A data sugerida é o dia 11 de setembro, data do último atentado ao World Trade Center em Nova Iorque. O argumento é que na cidade de Nova Iorque existem muitas culturas e muitas raças que representam os povos do mundo. Assim, a escolha do 11 de setembro não é apenas uma homenagem aos bombeiros nova-iorquinos, mas aos bombeiros de todo o mundo, pois a função do bombeiro é proteger todos os cidadãos que vivem no globo terrestre, independentemente do seu lugar de moradia e de suas diferenças sócio-culturais. Há, portanto, a noção de que independentemente da nacionalidade, raça, cor, credo ou qualquer outra diferença, a função do bombeiro é proteger a sociedade na qual ele vive. Mais estudos precisam ser feitos, no entanto, me parece que a declaração de um dia internacional do bombeiro indica que a identidade bombeiro tende a se mundializar, situando-se num lugar invariável no tempo/espaço, e desse modo construindo-se numa identidade essencial.
Para finalizar esta breve apresentação dos dados documentais destaco o papel importante que os “NOSSOS HÉROIS BRASILIENSES” do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Brasileiros que desempenharam na missão do HAITI, principalmente no resgate do corpo do CAP QOPM CLEITON, vale relembrar que foi promovido ao posto post-mortem, portanto sugiro ao Vosso Comandante Geral da Gloriosa e bicentenária corporação PMDF, que preste uma singela e merecida homenagens aos nossos heróis com a nossa MEDALHA DE CRUZ E SANGUE, prestando assim o reconhecimento por tudo que fizeram por aquele povo sofrido e principalmente como forma de agradecimento pelo ato de resgate do nosso combatente.

segue os nomes dos valorosos Bombeiros que merecem o nosso respeito pelo serviço prestado ao Haiti:

V – RELAÇÃO DE MILITARES QUE VIAJARAM COM DESTINO AO HAITI 

O COMANDANTE OPERACIONAL, no uso das atribuições que lhe confere o art. 70, inciso XIII, do Regulamento de Organização Básica do CBMDF, aprovado pelo Decreto nº 16.036, de 4 de novembro de 1994, resolve:

TORNAR PÚBLICO a relação dos militares que viajaram com destino ao Haiti, no dia 14/1/2010, de acordo com o Ofício nº 3/2010-1º BBS:

– Comandante da Operação: Ten-Cel. QOBM/Comb. ROGÉRIO RIBEIRO ALVARENGA, matr. 1399861;
– Oficial de Ligação: Cap. QOBM/Comb. IVAN LUIZ FERREIRA DOS SANTOS, matr. 1400121;
– Oficial de pessoal: 1º Ten. QOBM/Comb. ANDRÉ MOTA PINTO COTA, matr. 1424908;
– Oficial de Logística: 1º Ten. QOBM/Comb. RODRIGO RASIA, matr. 1425149.

– Subten. QOBM/Comb. JÚLIO CESAR ALVES BRAVO, matr. 1403055;
– 1º Sgt. QBMG 1 CLEBER ALVES DOS SANTOS, matr. 1402948;
– 1º Sgt. QBMG 1 LUIS ANTÔNIO AQUINO CAETANO, matr. 1402219;
– 2º Sgt. QBMG 1 ANTÔNIO GLAHSTON FELIX ALBUQUERQUE, matr. 1402290;
– 2º Sgt. QBMG 1 RENATO GONTIJO E SILVA, matr. 1405811;
– 2º Sgt. QBMG 1 PAULO CÉSAR DA SILVA COELHO, matr. 1404938;
– 3º Sgt. QBMG 1 RODRIGO GOSTON E FIGUEIREDO, matr. 1405620;
– 3º Sgt. QBMG 1 SEBASTIÃO DOS SANTOS JUNIOR, matr. 1404136;
– 3º Sgt. QBMG 1 PAULO DO NASCIMENTO BENIGNO, matr. 1405717;
– Cb. QBMG 1 LUCIANO GALVÃO DE SOUZA, matr. 1222850;
– Cb. QBMG 1 ARIOSVALDO MENDONÇA DE OLIVEIRA, matr.1404010
– Sd. QBMG 1 NELSON DA COSTA PINTO JUNIOR, matr. 1404433;
– Sd. QBMG 1 DEUSIMAR NUNES DA SILVA, matr. 1405212;
– Sd. QBMG 1 ANDRÉ DE OLIVEIRA RODRIGUES, matr. 1406209;
– Sd. QBMG 1 ROBSON DA SILVA DANIEL, matr. 1406110;
– Sd. QBMG1 WILKESON FERREIRA DA SILVA, matr.1404359; e
– Sd. QBMG 1 ANDRÉ LUIS CORDEIRO, matr. 1405213.

Atenciosamente

Johnson Gonçalves Rodrigues – CB QPPMC

Published in: on abril 29, 2010 at 1:35 am  Comments (7)  

Palestra: A participação brasileira no Haiti pós-terremoto

O Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) divulga:

“O coronel José Antônio Silva Faria proferirá a palestra A participação brasileira no Haiti pós-terremoto, na quarta-feira, 7 de abril, às 19h15, no auditório do bloco 1. Não é preciso fazer inscrição.

Não perca a oportunidade de compreender o papel do Brasil na nova função da MINUSTAH.”

Published in: on abril 7, 2010 at 1:49 pm  Comments (2)  

Policial militar brasileiro que atua no Haiti é reconhecido pelas autoridades do Estado de Pernambuco

“Requerimento N° 4491/2010

Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais, que seja feito um VOTO DE APLAUSO ao 1º Ten PM RICARDO COUTO, pela brilhante e destacada atuação nas Forças de Paz da ONU nas ações desenvolvidas no Haiti, especialmente no socorro e apoio as vítimas do terremoto, representando de forma impar o espírito de luta e a força do povo pernambucano.

Da decisão desta Casa, e do inteiro teor desta proposição, dê-se conhecimento ao Exmº Governador do Estado de Pernambuco, Dr. Eduardo Campos; ao Excelentíssimo Secretário de Defesa Social, Dr. Servilho Paiva; ao Exmº Comandante Geral da PMPE, Sr. Cel PM José Lopes; ao Ilmº Presidente da AME-PE, Sr. Cap Vlademir Assis, Rua Feliciano Gomes 304, Derby, Recife-PE – CEP 52010-240; e ao Ilmº Cap RR PM George do Rêgo Barros da Silva, Rua Agnaldo Correia, 49, Centro, Amaraji – PE, CEP 55515-000.

Justificativa

Com atuação destacada nas ações de pacificação, estruturação e segurança nas Forças de Paz da ONU, enquanto representante do Brasil e de Pernambuco no Haiti, o 1º Tenente Ricardo Couto, já era, como os demais brasileiros que lá estavam e tanto nos orgulham, já merecia as honras e aplausos. Mas o espírito de luta, o despreendimento pessoal, a compaixão e o amor ao próximo demonstrados pelo Tenente Couto, o que graças a Internet e a Televisão passou a ser do conhecimento de todo o Planeta, sendo exemplo e motivo de admiração, torna ainda mais importante a sua atuação.

Nenhuma dificuldade, nem as dores, nem o cansaço, nem os riscos, nada foi capaz de tirar o Tenente Couto de sua luta para salvar e proteger vidas naquela terra devastada pelo terremoto e pela falta de infra-estrutura básica de saúde, habitação, segurança, comunicações e higiene. Os atos heróicos do tenente e de todos que fazem aquela representação brasileira humanitária, são dignos de aplauso e exemplo a ser seguido sempre.

É pois que certos estamos da aprovação deste pedido por esta Casa.

Sala das Reuniões, em 2 de fevereiro de 2010

Lucrécio Gomes

Deputado”

Published in: on março 27, 2010 at 9:13 pm  Deixe um comentário  

Oficial brasileiro é elogiado por ações heróicas no Haiti

Porto Príncipe 08 de março de 2010

ELOGIO A OFICIAL POLICIAL MILITAR

Ilustríssimo Senhor Comandante Geral da Policia Militar do Estado de Pernambuco, tendo em vista os abalos sísmicos que vitimaram milhares de pessoas no Haiti, no dia 12 de Fevereiro de 2010 às 16h45min, inclusive de oficiais das Forças Armadas do Brasil, que ali prestavam serviços humanitários, juntamente com policiais de vários outros países, todos trabalhando em prol do auxilio ao próximo; bem como, após o terremoto, para os que ali permaneceram, não por obrigação mas por vontade própria e com intenção apenas de ajudar no resgates das vítimas de tão dantesca tragédia, agora expondo a vida a riscos, na busca de sobreviventes, resgatando vidas entre escombros, entrando em prédios destruídos ou com perigo de desabamento, não apenas pela condição precária em que se encontravam mais ainda pelos constantes abalos sísmicos que continuavam a desolar mais e mais o Haiti;

Tendo em vista que um desses fatos em particular foi o resgate do Senhor Ten Coronel EB Alexandre Santos, que se encontrava soterrado dentro do prédio do Quartel General da MINUSTAH e que fora resgatado, com vida, pelo Tenente Couto, que sem sequer se preocupar com sua própria vida, entrou rastejando dentro dos escombros e após quatro horas dentro de um buraco, que mal tinha espaço para que ele se movimentasse dentro, retirou o referido oficial de dentro dos escombros, tal fato fora presenciado e noticiado pela imprensa mundial, bem como pelo senhor Tenente Coronel Camelo Santiago, Policia Nacional da Colômbia e Senhor Tenente Coronel Azevedo Exercito Brasileiro.

Tendo em vista ainda que o adjetivo “herói” é dado tão somente àquele que “em detrimento da própria vida se expõe a risco para que possa salvar ou ajudar outrem, indo além daquilo que suas funções lhe conferem”;

Tendo em vista que é dever moral de superiores para com seus subordinados o reconhecimento e justiça a atos que o destaquem nos meios dos demais através de auxilio, não somente aos entes federativos e membros das forças internacionais que no momento do terremoto encontravam-se necessitados de ajuda, juntamente com a Nação Haitiana, lembrando ainda que tais atos foram largamente relatados nos Meios de comunicação, sendo portanto, de conhecimento de toda a sociedade Brasileira e Pernambucana, não deixando duvidas quanto a conduta exemplar do policial em lide;

Solicito desta forma, que seja instaurado procedimento próprio dentro da Policia Militar do Estado de Pernambuco, para que em constatado os atos praticados pelo 1º Tenente QOPM/PMPE RICARDO COUTO DE ARAUJO, membro desta respeitável Policia Militar, que hora representa nosso estado bem como ao nosso País, junta a Missão de Paz da Organização das Nações Unidas para a estabilização do Haiti, MINUSTAH, que lhe seja concedido o titulo meritório que suas atitudes como oficial militar requerem, bem como que seja dado prosseguimento ao devido processo para imediata promoção do mesmo, por bravura ou merecimento, conforme reza legislação própria, incitando o mesmo, desta forma, a continuar a servindo de exemplo a seus pares e subordinados.

Algenor Teixeira Filho Cap QOPM/PMAM

Contingent Commander of Brazilian UNPOL

HERÓI NÃO É SOMENTE AQUELE QUE É ABATIDO EM COMBATE, É TAMBÉM AQUELE QUE SOBREVIVE, E NA SUA SOBREVIVENCIA CONSEGUE SUPERAR SUA DOR E SEUS TEMORES BUSCANDO SALVAR A VIDA DE OUTREM

Published in: on março 27, 2010 at 9:06 pm  Comments (2)  

Armas e munição do Brasil sumiram após terremoto no Haiti

Suspeita de desvio para narcotraficantes é investigada pelo Exército em inquérito policial

POR MAHOMED SAIGG

 Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

Rio – O terremoto que devastou o Haiti no início do ano abalou as estruturas da Força de Paz da ONU, que ocupa o País desde 2004. Aproveitando-se da ausência de grande parte do efetivo do Batalhão Brasileiro — que estava nas ruas prestando socorro às vítimas da tragédia —, militares teriam desviado armas e munições do quartel. O governo brasileiro confirma o desaparecimento de armas e a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso. 

Enquanto o resultado do IPM não é divulgado, circula na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do País (Minustah) a informação de que o armamento desviado teria sido vendido a narcotraficantes de países da América do Sul, como Colômbia, Venezuela e Bolívia. Entre os suspeitos, estariam praças temporários, entre eles um sargento.

A Procuradoria de Justiça Militar, em Brasília, designou um de seus membros para acompanhar o IPM sobre o desvio. No início do mês, a mesma procuradoria mandou instaurar procedimento para investigar as denúncias de O DIA, de que jipes e caminhões desviados do Exército estavam sendo negociados em ferros-velhos da Região Metropolitana do Rio.

O caso é tratado como prioritário pelo governo brasileiro. Diante do orgulho nacional em torno da missão de paz, o desvio de armas é mal visto, mesmo se tratando de caso isolado em momento de atenções voltadas para socorrer vítimas. A primeira informação que se chegou a ventilar, após ter vazado a informação do possível desvio, é que se tratava apenas do desaparecimento de um fuzil carregado, com conivência de um soldado com falha de conduta já investigada. De acordo com fontes militares, também se investiga a possibilidade de as armas terem sido soterradas.

Decisiva para esclarecer caso do possível desvio, a semana passada foi de intensa movimentação na missão de paz. Terça e quarta-feira passadas, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Fernando Sérgio Galvão, fez visita de avaliação do contingente brasileiro no Haiti. Conversou com o comandante da Minustah, general Floriano Peixoto Vieira Neto, encontrou-se com autoridades locais e verificou as instalações e condições de emprego do reforço de pessoal recém-chegado ao Haiti. Quinta-feira, o secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a saída do general Floriano Peixoto do comando das operações militares no Haiti. A troca é apontada pelo governo brasileiro como de rotina e já anteriormente prevista.

Escolhido para substituir o general Floriano Peixoto Vieira Neto — no comando da Minustah desde abril de 2009 — o general Luiz Guilherme Paul Cruz já chefiou o Batalhão Brasileiro no Haiti em 2008. Agora ele volta ao país com a missão de esclarecer o sumiço das armas e munições entre os militares de todos os países que integram a tropa da Minustah.

Entre eles estão: Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Equador, França, Filipinas, Guatemala, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Sri Lanka e Uruguai.

No Rio, desvio de viaturas e peças

As suspeitas de fraudes envolvendo militares que teriam desviado armas e munições do Batalhão Brasileiro no Haiti em troca de grandes quantias em dinheiro — neste caso em dólares — rondam também quartéis do Rio. Desde o início do mês, O DIA vem mostrando em série de reportagens os detalhes de esquema que desvia jipes e caminhões do Exército.

Após quatro semanas de investigações equipe de O DIA encontrou em ferros-velhos da Região Metropolitana vários veículos que deveriam estar guardados em quartéis. Negociados a peso de ouro, eram vendidos a colecionadores de todo o País.

Um dos depósitos visitados funcionava em Itaboraí. Lá, viaturas que haviam sido retiradas de maneira clandestina do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, em Magalhães Bastos, eram negociadas por até R$ 30 mil.

Após a publicação da reportagem, todos os veículos fotografados no local reapareceram na mesma unidade militar de onde haviam sido retirados. De acordo com o Comando Militar do Leste, o material teria sido devolvido pelo dono do ferro-velho. O comerciante, por sua vez, nega a versão. Segundo ele, equipes do Exército estiveram no depósito e retiraram todas as viaturas. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para investigar o caso.

FONTE: O DIA

Published in: on março 16, 2010 at 3:21 am  Deixe um comentário  

ONU presta homenagem aos funcionários mortos no Haiti

 09/03/2010

Secretário-Geral Ban Ki-moon lembrou que terremoto no país caribenho foi a maior tragédia isolada da história das Nações Unidas; homenagem reuniu familiares, amigos e colegas dos civis, policiais e militares da organização que morreram no tremor de terra.

 

Memorial na ONU

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Os nomes dos 101 funcionários das Nações Unidas mortos no terremoto no Haiti foram lidos em cerimônia oficial na sede da ONU nesta terça-feira.

A homenagem, realizada dois meses após o tremor de terra, reuniu em Nova York familiares, amigos e colegas dos civis, policiais e militares da organização que morreram no abalo.

Tragédia

Durante a cerimônia, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou que esta foi a maior tragédia isolada da história das Nações Unidas.

Muito emocionado, ele disse que os homens e mulheres que serviam no Haiti eram heróis, trabalhadores dedicados aos esforços humanitários que vieram de vários países.

Ban Ki-moon afirmou que os funcionários não dividiam apenas o mesmo escritório, mas o desejo por um mundo melhor. O presidente da Assembleia Geral, Ali Treki, lembrou os milhares de haitianos que também morreram e 1 milhão de pessoas que não tem mais onde morar.

Um poema escrito em francês pelo embaixador de Cabo Verde na ONU, Antonio Pedro Monteiro Lima, foi lido durante o memorial.

Memorial

A embaixadora do Brasil nas Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse à Rádio ONU que a cerimônia foi muito emocionante.

“É um sentimento de muita paz. Foi uma homenagem muito bonita, muito emocionante, mas que transmitiu ao mesmo tempo muita paz e gratidão sobre o que representa esse esforço que as Nações Unidas fazem no Haiti, mas é um sentimento de muita paz e gratidão”, afirmou.

Cristina da Costa, esposa do brasileiro Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da Missão da ONU no Haiti, Minustah, que morreu sob os escombros do prédio que abrigava a missão, afirmou que a mensagem de esperança permanece.

“Foi um momento muito importante para todas as famílias e para todos que se foram que trouxe uma certa passagem de uma grande dor a uma luz muito especial que eu tenho certeza que está sendo honrada com a presença de todos os familiares, amigos e funcionários”, disse.

A cerimônia teve ainda um vídeo com imagens dos funcionários, flores, velas e uma homenagem à bandeira azul e branca da ONU. A cantora haitiana Emeline Michel encerrou o memorial.

Published in: on março 10, 2010 at 1:43 am  Deixe um comentário  

General Assembly Observes Moment of Silence for Haiti Quake Victims

Published in: on março 10, 2010 at 1:20 am  Deixe um comentário  

Homenagem a militares e funcionários da ONU mortos no Haiti

Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota à Imprensa nº 108
8 de março de 2010

Homenagem a militares e funcionários da ONU mortos no Haiti

Será realizada em Nova York, na sede das Nações Unidas, em 9 de março, cerimônia em homenagem aos funcionários das Nações Unidas que morreram no Haiti em decorrência do trágico terremoto de 12 de janeiro. O Brasil será representado pela Embaixadora na ONU, Maria Luiza Viotti.

Com o auxílio do Governo brasileiro e da ONU, familiares dos brasileiros que serviam na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) comparecerão à cerimônia.

Dentre os brasileiros a serviço das Nações Unidas que morreram no Haiti havia 18 militares, o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral, Luiz Carlos da Costa, e o Capitão Cleiton Neiva, oficial da Polícia Militar do Distrito Federal que estava a serviço da MINUSTAH por meio do Programa de Voluntários das Nações Unidas.

O original desta nota encontra-se disponível no seguinte endereço:
http://www.mre. gov.br/portugues /imprensa/ nota_detalhe3. asp?ID_RELEASE= 7905

Published in: on março 9, 2010 at 1:51 pm  Deixe um comentário  

Funcionários da ONU enfrentam dificuldades no Haiti após os terremotos

A situação em Porto Príncipe, capital do Haiti, continua trágica. As equipes envolvidas diretamente na assistência humanitária estão desenvolvendo um bom trabalho e provendo a população local o básico necessário, quer seja alimentação ou apoio médico.

A cidade está praticamente destruída e os funcionários da MINUSTAH encontram-se em condições difíceis, muitos deles vivendo nas próprias instalações de trabalho. Como as residências e hotéis da cidade não oferecem o mínimo de condições, a ONU viabilizará dois navios para que sirvam como alojamentos aos seus funcionários, que estão trabalhando exprimidos na LogBase (base de logísitica da MINUSTAH em Porto Príncipe, que não foi afetada pelos abalos), visto que a Sede da Missão desabou em 12 de janeiro de 2010, tendo os seus funcionários (e aqueles perencentes as Agências da ONU) sido transferidos as instalações da base logística. Além disso, precisam pernoitar na Base. Há relatos da existência de banheiros coletivos e o constante descoforto tem causado transtorno para o desenvoldimento das atividades diárias. Servir a população haitiana nessas circuntâncias torna o papel da ONU cada dia mais complexo.

A medida de transferir o staff para os navios é a única alternativa viável a fim de que os funcionários da ONU (civis) e os representantes dos Estados-membros cedidos a MINUSTAH (policiais e militares de Estado-Maior) possam retomar com plenitude (ou quase) os seus projetos básicos de estabilização do país haitiano.

Sérgio Carrera

Published in: on março 3, 2010 at 9:07 pm  Deixe um comentário  

Quantos policiais militares brasileiros já morreram em Missões de Paz da ONU

Desde 1991, ano da primeira participação policial militar brasileira em Operações de Paz, um total de três policiais militares já perderam a vida: 01 (um) Sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (Angola, 1992), 01 (um) Capitão da Brigada Militar do RS (El Salvador, 1993)  e 01 (um) Primeiro-Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal (Haiti, 2010).

Sérgio Carrera

Published in: on março 1, 2010 at 2:59 am  Comments (2)  

ACNUR ajuda sobreviventes do terremoto no Haiti

SANTO DOMINGO, República Dominicana, 24 de Fevereiro (ACNUR)

A agência para Refugiados das Nações Unidas começou a distribuir ajuda humanitária para sobreviventes do terremoto e famílias que os abrigam em áreas fronteiriças do Haiti. Estão sendo entregues pacotes de itens não-alimentares para cerca de oito mil pessoas em uma região assolada pela pobreza e pelo subdesenvolvimento.

Leia mais em: www.acnur.org.br.

Published in: on fevereiro 26, 2010 at 4:55 pm  Deixe um comentário  

Discurso da Senadora Ideli Salvatti na Homenagem aos Mortos Brasileiros no Haiti

A SRª IDELI SALVATTI (Bloco/PT – SC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão da oradora.) – Agradeço, Sr. Presidente. Quero, de forma muito carinhosa, cumprimentar a todos os que se fazem presentes nesta longa sessão de homenagem às pessoas que faleceram no terremoto do Haiti, os nossos militares, os representantes do nosso corpo diplomático e, de forma muito especial, à nossa querida Zilda Arns.

Eu tive conhecimento da morte da Drª Zilda no Palácio do Planalto. Naquele dia, eu estava na antessala do Presidente Lula, quando veio a notícia da morte da Drª Zilda, e tive a oportunidade de acompanhar toda a movimentação não só do Presidente, mas de todos os seus assessores mais diretos, mais imediatos. O Ministro da Defesa estava juntamente com o Ministro Vannuchi, quando veio a notícia. Tive a oportunidade, Senador Flávio Arns, de acompanhar o doloroso telefonema do Gilberto Carvalho a V. Exª, comunicando aos familiares, dando oficialmente a notícia do falecimento da Drª Zilda, colocando à disposição toda a estrutura do Governo brasileiro para que a família pudesse se deslocar até o Haiti para fazer o resgate.

E tive, inclusive, a incumbência… Não me coloquei assim, mas, como eu estava em Palácio para tratar de outros assuntos, na saída, a imprensa queria saber o resultado da reunião que houve naquele dia, a respeito de questões relacionadas ao plano dos Direitos Humanos. E a reunião do Presidente Lula era exatamente com o Ministro da Defesa e o Ministro Vannuchi e estava programada para tratar dessa questão. Na saída, a imprensa toda me abordou, querendo saber do resultado da reunião do Ministro Jobim e do Ministro Vannuchi com o Presidente Lula. Acabei sendo eu que comuniquei à imprensa brasileira que nada havia sido tratado, até porque um assunto de muito mais relevância tinha ocorrido: o falecimento da Drª Zilda.

Então, para todos nós que a conhecíamos pessoalmente, que sabíamos de toda história, pelo fato de a Drª Zilda ser catarinense, nascida no Município de Forquilhinha, em Santa Catarina, no sul do Estado, de ainda haver familiares nascidos no nosso Estado – há irmãs, parentes muito próximos da Drª Zilda e do Arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns –, foi um momento muito duro, muito triste, realmente de uma emoção muito forte.

Acho que muitas pessoas, nesse período, depois da sua morte, resgataram o papel evangélico, pedagógico, extremamente solidário, de doação da Drª Zilda, mas fiz questão de buscar realçar algo em que a Drª Zilda teve um papel fundamental.

Hoje, temos no Brasil, solidificada, uma política de saúde que tem no programa Saúde da Família um dos seus principais pilares. E a Drª Zilda, através do desafio que ela aceitou, de Dom Paulo Evaristo, de organizar a Pastoral da Criança, não tenho a menor dúvida, foi uma das principais precursoras dessa concepção de saúde, que é a organização, o trabalho na comunidade onde as pessoas residem, no local de moradia, com acompanhamento direto, organização local, aproveitando, inclusive, os talentos locais, a doação de milhões, de milhares de pessoas, que, no voluntariado, dedicam-se a fazer o acompanhamento, e, veja bem, Senado Flávio Arns: com muito pouco dinheiro. Hoje, não tem fim a necessidade de dinheiro para a saúde. Quanto mais se põe, mais se necessita, para poder dar atendimento, até porque, infelizmente, lucra-se e muito com a doença. Muito, muito!

Está aí comprovado que exatamente essa concepção de saúde conseguia diminuir os índices de mortalidade e melhorar os de subnutrição com recursos extremamente escassos, mas com resultado fantástico. Fantástico! Então, essa concepção diferenciada de saúde, organizada na comunidade, com os recursos da comunidade, com, inclusive, instrumentos muito simples…

Quais são os instrumentos que a Pastoral da Criança adotou em praticamente quase todos os Municípios brasileiros, e não só no Brasil, em outros países, na América Latina, na África, em todos os países onde a Pastoral da Criança está? Uma mistura e o soro, uma pesagem e o acompanhamento mensal. Não é uma UTI, não é um medicamento de ponta de linha, que leva não sei quantas décadas para ser descoberto.

Agora, o resultado, a quantidade de crianças que foram salvas, de crianças que passaram a ter mais qualidade de vida com o resultado desse trabalho é algo que precisa ser realçado, precisa ser colocado.

É interessante porque tivemos aqui muitos discursos, e ela sempre surpreendeu. Eu me lembro do debate, do embate que ocorreu aqui, neste Senado da República, por ocasião da nossa discussão sobre a CPMF, o quanto de ideológico teve para ser derrubada a CPMF, para se retirar recurso da saúde. A CPMF era isto: recursos fundamentalmente para a saúde; e tinha um viés tributário, porque, pela CPMF, cruzavam-se dados com o Imposto de Renda e descobriam-se as pessoas que sonegavam. Isso porque, pelo banco, se passasse dinheiro legal ou ilegal, a CPMF identificava, e o cruzamento permitia, inclusive, descobrir lavagem de dinheiro, narcotráfico, bandidagem das mais diversas.

Foi interessante, porque, naquele debate, muito poucas personalidades tiveram coragem de vir a público fazer a defesa. E a Drª Zilda Arns, foi uma das que, corajosamente, vieram. Eu me lembro – porque, aqui, não estava fácil o debate a respeito da CPMF – do documento assinado pela Drª Zilda, uma médica, que teve essa visão totalmente inovadora, revolucionária, da saúde pública, comunitária, a partir do local, a partir das forças locais e das condições pedagógicas e sanitárias onde as pessoas moram. Ela não se omitiu.

Então, naquele dia em que veio a notícia, eu, como Senadora catarinense, como professora, mãe, senti como todos os catarinenses, todos os brasileiros e todos os seres deste planeta que conheceram, tiveram oportunidade de conhecer o trabalho da Dra Zilda Arns. Para nós, foi uma grande perda, e ela continua muito viva entre nós, muito viva, pelo exemplo e pelo resultado do trabalho que desenvolveu.

Então, eu queria aqui, em nome dos mais de seis milhões de catarinenses, prestar esta homenagem, agradecer por tudo o que ela fez.

Tivemos oportunidade de estar no velório da Drª Zilda, acompanhando, inclusive, a comitiva do Presidente da República; tivemos oportunidade, Senador Flávio Arns, de viver aquele momento do Presidente com todos os familiares e do agradecimento que o Presidente Lula fez à família da Dra Zilda pelo trabalho magnífico que ela desenvolveu.

Eu queria também deixar aqui registrado o reconhecimento do povo brasileiro ao maravilhoso trabalho que o Exército Brasileiro faz, já há vários anos, na missão de paz no Haiti. Aos nossos militares que perderam a vida, às suas famílias, nós temos a obrigação de agradecer pela disposição de estarem numa área de conflito, numa situação como a que o Haiti vivencia, há tantos anos, de instabilidade política, instabilidade institucional, de domínio, inclusive, da violência.

Todos os que para lá foram, que lá estiveram colocaram a sua vida em risco e nós tivemos os que perderam a vida no episódio do terremoto, mas tem uma pessoa que eu acho que simboliza, dos nossos militares mortos, uma situação de doação muito especial, que é o Capitão Cleiton.

O Capitão Cleiton esteve no Haiti, oficialmente, cumprindo a missão, em 2004. Quando ele quis retornar, desejou retornar, ele não pode fazê-lo na condição de militar da Polícia Militar do Distrito Federal.

Ele estava tão convencido da importância de ir, do trabalho importante que as Forças Armadas Brasileiras desempenhavam no Haiti, que se licenciou para poder cumprir mais um período de missão. Então, ele esteve no Haiti oficialmente, como representante da Polícia Militar, em 2004, e retornou em 2007.

No meu gabinete, tem uma pessoa que compartilhou com o Capitão Cleiton um período de formação e me entregou, para que eu pudesse fazer a leitura, uma correspondência do Capitão aos colegas de turma aqui de Brasília. Ele a encaminhou ao Professor Felipe, que atuou no curso que eles tiveram oportunidade de fazer juntos.

Eu vou ler alguns trechos, porque é uma mensagem muito forte e muito bonita a que ele mandou:

“Prezado Professor Felipe:

Como há muito não falo com o senhor e com os queridos colegas da turma aproveito a oportunidade para relatar um pouquinho do que está se passando por aqui comigo.

Finalmente, após pegar o voo do dia 2 de junho no sábado (meu aniversário), parti em direção a Brindisi na Itália onde fiz o treinamento para a missão por uma semana.”
Ele ficou uma semana em Brindisi, na Itália, se preparando.
“(…)Cheguei no Haiti no dia 10 de junho e comecei outro treinamento específico para a missão. Fui designado para descascar o abacaxi mais difícil que conheci aqui depois de Cite Soleil.

Professor, quanto a Cite Soleil, o senhor não vai acreditar, mas a cidade está irreconhecível…virou jardim de infância. Eu nunca vi tanta criança brincando na rua como vi por lá e claro o comércio de ambulantes e no Haiti uma das impressões mais claras de tranquilidade e vida mais próxima do normal.”

O Capitão Cleiton, em 2004, tinha atuado diretamente em Cite Soleil. Então, no retorno, ele ficou muito admirado ao ver o resultado do trabalho.
“No meu programa de treinamento estava incluída também uma manhã de patrulha com a equipe tática da Segurança da ONU.

Então fomos para Cite Soleil, mas os seguranças estavam super tranquilos que sequer colocaram os coletes. Agora naturalmente os bandidos se dispersaram. Alguns claro foram presos. O índice de sequestros reduziu assustadoramente (eu continuo curioso para saber das estatísticas). Isso é o que as sessões oficiais dizem, mas estou já checando os critérios de verificação para saber se são fidedignos.

Como dizia, eu fui designado para uma zona quente como Regional Security Officer (chamada de Gonaives), que tem por missão zelar pela segurança do staff local e internacional da ONU em uma região que é comparada a uma das regiões do Brasil, mas claro que bem menor dada as dimensões continentais do nosso país.

Lá há muito conflito entre gangues, há problemas de catástrofes naturais, como a que matou mais de quatro mil pessoas em agosto de 2004. O furacão Jane.

Local onde muitos membros da ONU ficaram desalojados. E também local marcado por todos os focos de movimentos revolucionários na História do Haiti, desde a revolução de 1804 até as insurreições mais atuais.

O Cleiton já fez suas orações e está indo na próxima segunda-feira para a assunção das novas funções. Estou vibrando muito pois talvez seja o maior desafio da minha vida até agora.

Muitas saudade das aulas, dos amigos, mas aplico muitas das nossas discussões em momentos de diálogos entre parceiros da missão.

Obrigado porque de uma maneira ou de outra vocês estão comigo.

Um forte abraço e até breve.
Cleiton Neiva. Fiquem com Deus!!!!”

Essa é uma correspondência do Capitão Cleiton, de 2007. Ele faleceu em janeiro e estaria retornando depois da segunda etapa de missão, em fevereiro, para o Brasil.

Então, em nome do Capitão Cleiton e da Drª Zilda Arns, os agradecimentos do Brasil e, tenho certeza, de todo o povo haitiano por essa verdadeira doação que tem representado a presença do Brasil naquele tão sofrido país.

Muito obrigada. (Palmas.)

NOTA: Parabéns pelo belíssimo discurso, Senadora! A honrosa menção ao Capitão PMDF Cleiton Batista Neiva, por uma parlamentar, reafirma a condição de herói desse brasileiro tão envolvido com a causa humanitária haitiana. Com certeza, emocionou os seus familiares e amigos, bem como ressaltou ainda mais o seu status junto a sociedade brasileira.

Sérgio Carrera

Brazilian National Congress will pay tribute to the brazilian victims in Haiti

Tomorrow, February 23 2010 (Tuesday), at 2 pm, Brazilian National Congress will pay  tribute to the 22 Brazilians who had lost their lives in Port au Prince – Haiti, due to earthquakes on January 12 2010.

Among the honorees is Police Captain Cleiton Batista Neiva, of the Federal District Military State Police (PMDF).

All family members and friends are invited.

The initiative was proposed by Senator Flávio Arns. Congratulations to the Senator and the Congress!

More information will be posted throughout the day.

Sergio Carrera

Congresso Nacional fará homenagem aos brasileiros vítimas do terremoto no Haiti

Amanhã, dia 23 de fevereiro de 2010 (terça-feira), a partir das 14h, o Congresso Nacional fará justa homenagem aos 22 brasileiros que pederam a vida em Porto Príncipe – Haiti, devido aos terremotos que abalaram o país no dia 12 de janeiro de 2010.

Dentre os homenageados está o Capitão Cleiton Batista Neiva, da Polícia Militar do DF (PMDF).  Todos os familiares e amigos estão convidados.

A iniciativa é do Senador Flávio Arns. Parabéns ao Senador e ao Congresso Nacional!

Maiores informações serão postadas no transcorrer do dia.

Sérgio Carrera

OBS: Uniforme PMDF – 4° A

Equívoco da imprensa gerou expectativa de envio de policiais ao Haiti

“Amigos leitores, motivado pela repercussão do post anterior, bem como por mensagem enviada hoje à tarde aos integrantes do grupo UNPOL pelo meu amigo Tenente Carrera – PMDF – na qual diz não querer acreditar, como eu, na situação que se apresenta com relação ao envio de policias ao Haiti, bem como lembrou o fato de o Congresso Nacional ter aprovado no final de janeiro o envio de 100 policiais ao Haiti, resolvi pesquisar a fundo o tema.

E para minha surpresa confirmei uma tese levantada logo após a aprovação feita no congresso, a imprensa de modo geral, por desconhecer a diferença entre Polícia do Exército (PE) e Polícia Militar (PM), publicou equivocadamente que o Congresso havia autorizado o envio de policiais militares, quando na verdade são 150 policiais do exército inseridos no total dos 900 militares, conforme divulgou de maneira correta o próprio site do Senado Federal, tendo o seguinte texto:
“O efetivo de novos 1.300 militares será composto por um batalhão de infantaria (750 militares), uma companhia de polícia do Exército (150 militares) e mais 400 militares que ficarão de prontidão para se deslocarem ao Haiti caso necessário.”

A mensagem do Presidente Lula enviada ao Congresso, a qual foi assinada também pelos Ministros Nelson Jobim, da Defesa, e Celso Amorim, das Relações Exteriores, fala somente no aumento do efetivo de militares.

Como é de conhecimento de todos, a mensagem presidencial, transformada no Projeto de Decreto Legislativo (PDS-CRCN 01/10), foi aprovada pela Comissão Representativa do Congresso Nacional (CRCN), em votações simbólicas, recebendo a denominação de Decreto Legislativo nº 75/2010, publicado no Diário Oficial da União de 26 de janeiro de 2010, o qual, por possuir apenas 2 artigos, transcrevo abaixo:
DECRETO LEGISLATIVO Nº 75, DE 2010

Autoriza o aumento do efetivo do contingente brasileiro para a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH).

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º É autorizado o aumento do efetivo do contingente brasileiro para a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) em mais 1.300 (mil e trezentos) militares.
Parágrafo único. São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em modificação do referido contingente, assim como quaisquer ajustes complementares que, nos termos do inciso I do art. 49 da Constituição Federal, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.

Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Congresso Nacional, em 25 de janeiro de 2010.

SENADOR JOSÉ SARNEY
Presidente do Senado Federal

Ou seja, fica claro que a autorização é apenas para militares, pois em nenhum momento se falou, publicou ou escreveu, de forma oficial por parte do governo a respeito do aumento de efetivo policial no Haiti.”

 Fonte: Blog UN Police.

Published in: on fevereiro 18, 2010 at 4:51 am  Deixe um comentário  

Brasil não pretende aumentar efetivo policial no Haiti

“Infelizmente para nós policiais brasileiros a notícia vinda do DPKO não é boa. Na última quinta-feira (11 fev 2010) foi realizada uma conferência para a imprensa internacional na sede da ONU em Nova York a fim de prestar esclarecimentos sobre as ações que já foram tomadas, bem como as que ainda estão por ser implementadas por parte da MINUSTAH no Haiti, decorrido 1 mês do terremoto que castigou Porto Príncipe e cidades próximas.

O vídeo completo do evento pode ser conferido na página oficial da MINUSTAH e tem cerca de 1 hora e 6 minutos de duração. Confesso que vi apenas os 20 primeiros minutos (momento em que Edmond Mullet – SRSG em exercício – passou a falar direto de Porto Príncipe através de vídeoconferência), mas já foi o bastante para obter a informação de que O BRASIL AINDA NÃO SE MANIFESTOU JUNTO AO DPKO PELO ENVIO DE MAIS POLICIAIS AO HAITI.

O Sub-Secretário Geral da ONU para Missões de Paz, Alain Le Roy, iniciou a conferência informando dados a cerca dos trabalhos de ONU após o desastre, as dificuldades iniciais enfrentadas pelo fato da missão ter sido decapitada (ele usou este termo), o número de mortos das Nações Unidas que oficialmente é 94, entre outras informações relevantes.

A partir do 12º minuto do vídeo Alain Le Roy relata que foi solicitado ao Conselho de Segurança o aumento de efetivo militar (2.000) e policial (1.500) o que foi prontamente atendido. Após passou a listar os países-membros que já ofereceram militares, os quais inclusive já estão chegando ao Haiti. Estes contingentes são os seguintes: 900 militares brasileiros, 190 militares do Japão (Cia de Engenharia), 240 militares da Koréia (Cia de Engenharia), 150 militares da República Dominicana que trabalharão em patrulhamento conjunto com os haitianos na zona de fronteira entre os dois países. Estes militares totalizam 1.480 homens dos 2.000 previstos. Informou ainda que vários outros países latino-americanos também ofereceram efetivo, sendo que os processos encontram-se em fase de aceitação por parte da ONU e que em breve todas as 2.000 vagas estarão preenchidas.

Já no que tange ao aumento de policiais, Le Roy informou que o DPKO já possui a oferta total de 500 UNPOLs provenientes dos seguintes países-membros: Espanha, Nova Zelândia, França, Bangladesh e Itália (não foi informado o quantitativo de cada país). Por fim, informou que também foram ofertadas FPUs, as quais deverão chegar em breve a Porto Príncipe, sendo estas dos seguintes países-membros: Índia, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Ruanda (este último confesso que não compreendi bem a pronuncia em inglês, portanto se alguém puder ver o vídeo e confirmar se realmente é Ruanda, eu agradeço).

O importante a destacar é que na MINUSTAH as Formed Police Units – FPUs (Batalhões de Choque) são compostos de 125 UNPOLs (exceção feita a FPU Senegalesa que tinha apenas 85 homens). Cinco FPUs totalizam 625 UNPOLs que somados aos outros 500 totalizam 1.125 UNPOLs já definidos. Restam 375 vagas e O BRASIL AINDA NÃO SE PRONUNCIOU!
Infelizmente, caros leitores, o segmento policial das Missões de Paz da ONU nunca foi prioridade do nosso governo e pelo “andar da carruagem” permanecerá não sendo, pois se realmente houvesse interesse em enviar mais policiais acredito que o DPKO já teria sido informado.”

Fonte: Blog do Capitão Marco Antonio.

 

Published in: on fevereiro 17, 2010 at 6:28 pm  Deixe um comentário  

INSTITUTO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA MILITAR DO BRASIL (IGHMB) — Notificação da Morte do Capitão (PMDF-Falecido) CLEITON BATISTA NEIVA

por George Felipe de Lima Dantas

em 13 de fevereiro de 2010

 Transcrição de mensagem eletrônica (datada de 13 de fevereiro de 2010) encaminhada ao Senhor Coronel de Engenharia e Engenheiro Militar, Doutor Luiz Carlos Carneiro de Paula, Titular da Cadeira 75 – Vilagran Cabrita, do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.

Caro Senhor Doutor Coronel Carneiro de Paula:

Agradeço a presteza da resposta da minha modesta informação, para registro e eventual anúncio pelo INSTITUTO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA MILITAR DO BRASIL (IGHMB), da morte trágica do Capitão (PMDF-Falecido) CLEITON BATISTA NEIVA em 12 de janeiro de 2010 (sob os escombros da sede da ONU/MINUSTAH), sepultado em Brasília, Distrito Federal, em 07 de fevereiro de 2010 (promoção póstuma na mesma data do funeral).

Os termos da sua pronta mensagem-resposta são mais que alentadores. Eles denotam a importância com que um “Membro Titular da Cadeira 75” do IGHMB, nomeada por um brasileiro da importância histórica de um prócere militar como VILAGRAN CABRITA, recebe e acolhe respeitosamente a notícia do padecimento na tragédia do Haiti, enquanto prestava serviços à MINUSTAH, de alguém acumula, unicamente de forma concomitante, o fato de ser brasileiro, brasiliense, policial militar e oficial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), instituição constitucionalmente apontada como Força Auxiliar Reserva do Exército Brasileiro.

Farei chegar a sua resposta ao pequeno órfão (de um ano e sete meses), Yannick Hoeglinger Neiva, por intermédio da viúva do Capitão CLEITON, Irene Hoeglinger Neiva. Tal resposta é muito mais dele, em um futuro em que buscará explicação para o presente e o passado, do que de qualquer um mais. Ela certamente dignifica não só o Capitão CLEITON, mas também o IGHMB por um gesto de reconhecimento e justa homenagem.

Grato em meu pesar.

Prof. Doutor George Felipe de Lima Dantas

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ACNUR e OHCRH pedem que países não devolvam haitianos

Brasília, 12 de fevereiro de 2010 (ACNUR) – O Alto Comissariado das
Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Alto Comissariado da ONU para
Direitos Humanos (OHCHR, na sigla em inglês) divulgaram hoje declaração
conjunta exortando os países a suspenderem todos os retornos
involuntários para o Haiti, devido à situação prolongada de crise
humanitária no país caribenho que foi abalado por um forte terremoto há
um mês.
 
De acordo com o comunicado, feito durante o briefing de imprensa
semanal no Palais des Nations, em Genebra, o ACNUR e o OHCHR “pedem
que todos os países não devolvam haitianos para seu país e continuem
oferecendo proteção interina, com base em pressupostos humanitários”,
“até que a situação se estabilize e as pessoas possam retornar com
segurança” para o Haiti.

A porta-voz do ACNUR, Melissa Flemming, afirmou que a ajuda
internacional ao desastre está “bem encaminhada” e ressaltou que
“esforços de assistência e serviços ainda precisam chegar a uma
significativa porção da população afetada”. Ela disse que “muitas
pessoas ainda estão sofrendo com a falta de itens básicos, como abrigo,
alimentos, água e atendimento médico”.

De acordo com as duas agências, mais de 1,2 milhão de pessoas perdeu
suas casas como consequência do terremoto. “Estamos particularmente
preocupados com o grande número de pessoas vulneráveis, incluindo
feridos e crianças órfãs ou separadas dos familiares”, ressaltou
Flemming. 

Para mais informações, contate:
(OHCHR) Rupert Colville, +41 79 506 1088
(ACNUR) Melissa Fleming, +41 79 557 9122

Atenciosamente,

ACNUR Brasil
Assessoria de Comunicação
Fone: (61) 3044.5744
Fax: (61) 3044.5705
e-mail: informacao@unhcr.org

Published in: on fevereiro 13, 2010 at 2:05 am  Deixe um comentário  

Elogio da ONU ao Policial Militar do DF Cleiton Batista Neiva

Até breve, querido amigo!

“Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.”

Canção da America
Milton Nascimento

 

Tradução na internet (google translator)

Portugûes

English Deutsch

Français

Creolle haitianne
“Amigo é coisa para se guardarDebaixo de sete chaves

Dentro do coração

Assim falava a canção que na América ouvi

Mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou

Com seu canto que o outro lembrou

E quem voou, no pensamento ficou

Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar

No lado esquerdo do peito

Mesmo que o tempo e a distância digam “não”

Mesmo esquecendo a canção

O que importa é ouvir

A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier

Qualquer dia, amigo, eu volto

A te encontrar

Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.”

Música:

Canção da America

Cantor: Milton Nascimento

Brasil

“A friend is something to keep
Under lock and key
Within the heartThus spoke the song that I heard in America

But who sang cried to seeing his friend to leave

But who was in the thought flew

With his song that the other reminded

And who flew in thought was
With the memory of the other sang

Friend is something to keep

On the left breast

Even if the time and distance to say no

Even forgetting the song

What matters is to listen

The voice that

comes from the heart

For whatever it comes, come what may

Some day, my friend, I come back
The find you

Any day, my friend, we will meet. ”

Music: Canção da América
Chantor: Milton Nascimento

Brazilian

“Ein Freund ist etwas zu halten
Hinter Schloss und Riegel
Im Herzen
So sprach das Lied, das ich hörte, in Amerika
Aber wer sang, rief
Als er seinen Freund ausAber wer war in dem Gedanken, flog
Mit seinem Lied, dass die anderen daran erinnert,
Und wer fliegt in Gedanken war
Mit dem Speicher des anderen sang

Freund ist etwas zu halten
Auf der linken Brust
Auch wenn die Zeit und die Distanz, nein zu sagen
Selbst zu vergessen das Lied
Was zählt, ist zu hören
Die Stimme, die von Herzen kommt

Denn ganz gleich ob es darum geht, komme was wolle
Einige Tage, mein Freund, ich komme zurück
Die finden Sie
Jeder Tag, mein Freund, werden wir uns treffen. ”

Song of America
Milton Nascimento

“Un ami, c’est quelque chose à garder
Under Lock and Key
Dans le coeur
Ainsi parlait la chanson que j’ai entendu en AmériqueMais qui a chanté pleuré
Voyant son ami à partir

Mais qui était dans la pensée s’envola
Avec sa chanson que l’autre a rappelé
Et qui a été volé dans la pensée
Avec le souvenir de l’autre chantait

L’ami est quelque chose à garder

Sur le sein gauche

Même si le temps et la distance de dire non

Oubliant même de la chanson

Ce qui importe, c’est d’écouter

La voix qui vient du cœur

Pour quel qu’il arrive, quoi qu’il advienne mai

Un jour, mon ami, je reviens
La vous trouvez
N’importe quel jour, mon ami, nous allons rencontrer.

Musique: Canção da América

Singer: Milton Nascimento

Bresil

“Yon zanmi se yon bagay ki kenbe
Anba kadna ak kle
Nan kè a
Kidonk te pale chante nan sa mwen tande nan Amerik
Men ki rele Sang
Wè zanmi l ‘sotiMen, moun ki te panse a te vwayaje
Avèk chante sa li lòt la te sonje
Yon moun ki panse yo te vwayaje nan
Nan memwa ak nan lòt chante

Friend se yon bagay ki kenbe
Sou tete a goch
Menm si distans ak tan an di pa
Menm oublié la chanson
Sa se zafè tande
vwa ki soti nan kè a

Pou tou sa li vini, sa ka vin
Kèk jou, zanmi mwen, mwen tounen
ou jwenn nan
Tout lajounen, zanmi mwen an, nou pral satisfè. ”

Song nan Amerik
Milton Nacimento

Mensagem em homenagem a Cleiton Batista Neiva (8ª Turma da APMB – Aspirantes 1999)

 

“Em abril de 1997, CLEITON BATISTA NEIVA ingressa na Polícia Militar do DF como cadete do 1º ano. Para toda a 8ª Turma da Academia de Polícia Militar, significava uma vida nova, novos desafios, novos caminhos a serem desbravados e conquistados.

Vencidos os primeiros dias de um misto de apreensão e alegria, o Cleiton já se destacava como um grande e verdadeiro amigo de todos. Com seu jeito sincero e divertido de ser, conquistou a amizade e admiração de toda a turma.

Quem não se lembra das vezes em que estávamos todos em forma, o Chefe de Turma desesperado porque em suas contas estava faltando um cadete e, de repente, víamos o Cadete CLEITON correndo em direção ao alojamento…

Aqueles 3 anos de formação na Academia não foram fáceis. Vivenciamos muitas dificuldades e desafios, mas esta batalha foi vencida e, em dezembro de 1999, fomos declarados Aspirantes-a-Oficial.

Em janeiro de 2000, chega o momento de separar a Turma. Cada um é lotado em uma Unidade Policial Militar e inicia-se uma nova fase da carreira. Assim, o CLEITON é lotado no quartel da Asa Sul (1º BPM).

Em março de 2003, o TEN CLEITON foi designado para trabalhar no GPTUR (Grupamento de Policiamento Turístico), pois já destacava sua fluência nos idiomas francês e inglês. O TEN CLEITON sempre gostou de viajar, de falar outras línguas, conhecer outros costumes, outros povos, enfim, queria conhecer e conquistar o mundo…

Em maio de 2003, foi designado para servir no CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), onde se dedicou a difundir seus conhecimentos aos policiais militares que estavam em fase de formação, especialmente aos soldados que ingressavam na Corporação.

Objetivando concretizar seus ideais, o TEN CLEITON participa do processo de seleção da ONU para servir em missão de paz em outros países. Como já era esperado, ele é aprovado e selecionado pela ONU para ajudar nas ações de paz em Porto Príncipe, Capital do Haiti.

Assim, em setembro de 2004, o TEN CLEITON embarca para o Haiti para mais uma fase especial de sua vida. Estava a realizar mais um de seus sonhos…

Naquela cidade, o TEN CLEITON conhece a IRENE e começam a namorar… Passado o 1º ano no Haiti, ele consegue a prorrogação de sua permanência naquele país por mais 6 meses. Vencida esta prorrogação, o TEN CLEITON solicita uma nova prorrogação, mas não consegue.

Assim, em abril de 2006, ele volta para o Brasil, inicia o gozo de férias e retorna ao Haiti.

Não tendo mais formas legais de permanecer no Haiti, em julho de 2006, o TEN CLEITON é apresentado na 16ª CPMInd (Quartel do Metrô e dos Convênios). Em agosto daquele ano, ele se casa com a IRENE.

Em junho de 2007, o TEN CLEITON entra em gozo de licença especial e retorna ao Haiti. Em fevereiro de 2008, inicia o gozo de licença para tratar de interesse particular (LTIP) e, em razão de suas qualidades profissionais e pessoais, é admitido como Oficial de Segurança da ONU. Assim, continua a desempenhar o que mais gostava: ações de segurança noutro país, país este assolado pela miséria, pela fome, por doenças infecto-contagiosas, enfim, tudo era e é muito precário. 

Em julho de 2008, mais uma grande alegria em sua vida: nasce o pequeno YANNICK.

No dia 12 de janeiro último, ocorre o terremoto na cidade de Porto Príncipe que, com a autorização de Deus-Pai todo poderoso, nos tirou o CLEITON, com a idade de Cristo (33 anos), do nosso convívio terreno…

Você, CLEITON, foi um verdadeiro amigo, um companheiro para todos os momentos, um exemplo para nós… Ontem, lá no aeroporto, sabe como você estava sendo chamado? Como o HERÓI DO BRASIL…

Saiba que, apesar da profunda tristeza que estamos sentindo e da forte emoção, você será sempre lembrado como aquela pessoa alegre, entusiasta, amiga, incansável, um irmão querido por todos nós… porque foi a sua alegria que sempre nos ajudou, nos motivou… nos fez bons amigos… saiba que a sua passagem em nossas vidas fez diferença… e para melhor!

Hoje não conseguimos entender porque Deus quis levá-lo agora, mas temos a convicção de que Ele sabe o que é melhor para cada um de nós e, muitas vezes, nossos planos não coincidem com os Dele!

Que Deus o abençoe, que nos dê consolo, especialmente para sua família (seu pai, sua mãe, seus irmãos, sua esposa e seu filho)…

Fica com Deus…

Brasília, 07 de fevereiro de 2010.

8ª Turma da APMB (Aspirantes 1999)”

Nota 1: A presente Carta foi escrita pelo Capitão Henrique Costa e lida pelo 1° Tenente André Gustavo de Oliveira Garbi durante o funeral. Ambos os oficiais são da mesma turma de Cleiton.

Nota 2: Somente após a leitura da presente carta, o Decreto do Governo do DF de promoção post mortem ao posto de Capitão foi publicamente lido pelo Mestre de Cerimônia do evento.

Faltou algo no funeral de um mártir… (pelo Prof. Doutor George Felipe de Lima Dantas)

Faltou algo no funeral de um mártir…
 
O agora Capitão Cleiton Batista Neiva (PMDF-Falecido) está entre as vítimas brasileiras do terremoto havido no Haiti em 12 de janeiro de 2010. Faleceu sob os escombros da Sede da Missão da Organização das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH – sigla em francês) em Porto Príncipe, Haiti, juntamente com outros membros da ONU, brasileiros inclusive, enquanto exercia a função de “Assistant Security Officer”, sob a égide do Programa de Voluntários da Organização das Nações Unidas.
 
O Capitão Cleiton era Oficial do Serviço Ativo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ao tempo do seu falecimento, em gozo de Licença para Tratar de Interesse Particular (LTIP), mecanismo encontrado e utilizado para que assim pudesse atender a um distinto e honroso convite para o exercício de função correlata à que já havia exercido ao longo de 18 meses como membro do Contingente Brasileiro das Forças Policiais da ONU (UNPol). Isso já foi devidamente atestado em documento firmado pelo Senhor Eduardo Gutierrez, Representante Residente do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas no Brasil, inequivocamente detalhando a condição funcional do agora Capitão Cleiton.
 
Quero crer, como cidadão brasileiro, amigo e ex-docente universitário civil do Capitão Cleiton, que algo tenha havido de anômalo acerca do conhecimento dessa morte pelo Poder Central do Brasil, em se tratando de mais um mártir brasileiro da tragédia que se abateu sobre o Haiti. Depreendo tal conclusão pelo fato de que não estiveram presentes ao funeral de Cleiton Batista Neiva autoridades do Governo Federal, nem se pronunciaram a esse respeito, ainda que estivessem presentes ao respectivo cerimonial fúnebre militar realizado pela PMDF o Representante Residente da Organização das Nações Unidas no Brasil, o Embaixador do Haiti no Brasil e o Embaixador da Áustria no Brasil (país de origem da esposa do falecido, Senhora Irene Hoeglïnger Neiva). 
 
É do meu entendimento pessoal que, no esforço solidário da Comunidade das Nações no Haiti, o Brasil participa hoje em distinta função de liderança. Tal liderança está materializada na concentração de esforços do Conselho de Segurança da ONU, da Secretaria-Geral da ONU, da Chefia da MINUSTAH e ações do Representante do Secretário-Geral da ONU no Haiti. Da parte brasileira, internamente, também entendo pessoalmente, são partícipes centrais deste mesmo esforço a Presidência da República, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Defesa (MD).
 
Dado a condição, em vida, do então Primeiro-Tenente Cleiton, de Oficial do Serviço Ativo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), tal qual os demais policiais militares do país, implica também seu pertencimento a uma instituição constitucionalmente apontada como “Força Auxiliar Reserva do Exército Brasileiro”. O glorioso Exército Brasileiro honrou seus mártires tombados no Haiti — honras mais que merecidas por perdas irreparáveis de vidas preciosas!
 
Salvo melhor juízo, acredito eu, a perda dessa vida também preciosa de Cleiton Batista Neiva é uma perda irreparável para a família e amigos do agora “Capitão Cleiton”, é uma perda significativa para a Polícia Militar do Distrito Federal, é uma perda histórica para o Distrito Federal, sendo também uma perda para a Reserva do Exército Brasileiro e para o seu Ministério da Defesa. Enfim, a perda de Cleiton é uma perda para o Brasil.
 
Com este comentário, gostaria de conclamar os leitores a igualmente conclamarem todas as instituições citadas, muito especialmente o Ministério da Defesa (pelas razões expostas), e que sofrem com a perda desse mártir da causa internacional liderada pelo Brasil, a honrar sua memória, reconhecendo e homenageando publicamente Cleiton Batista Neiva, bem como amparando e confortando, com tais atitudes, seus ascendentes e descendentes, incluindo esposa e um filho de cerca de dois anos.
 
Faltou algo no funeral de um mártir…

Prof.Doutor George Felipe de Lima Dantas
              (61) 3393-6468         e/ou 9952-6290
http://blogandoseguranca.blogspot.com/
delimadantas@gmail.com

Published in: on fevereiro 12, 2010 at 1:06 am  Deixe um comentário  

A Maldição Branca (por Eduardo Galeano)

No primeiro dia deste ano a liberdade completou dois séculos de vida no mundo. Ninguém se inteirou disso, ou quase ninguém. Poucos dias depois, o país do aniversário, Haiti, passou a ocupar algum espaço nos meios de comunicação; não pelo aniversário da liberdade universal, mas porque ali se desatou um banho de sangue que acabou derrubando o
presidente Aristide.

O Haiti foi o primeiro país onde se aboliu a escravidão. Contudo, as enciclopédias mais conhecidas e quase todos os livros de escola atribuem à Inglaterra essa histórica honra. É verdade que certo dia o império que fora campeão mundial do tráfico negreiro mudou de idéia;mas a abolição britânica ocorreu em 1807, três anos depois da revolução haitiana, e resultou tão pouco convincente que em 1832 a Inglaterra teve de voltar a proibir a escravidão.

Nada tem de novo o menosprezo pelo Haiti. Há dois séculos, sofre desprezo e castigo. Thomas Jefferson, prócer da liberdade e dono de escravos, advertia que o Haiti dava o mau exemplo, e dizia que se deveria “confinar a peste nessa ilha”. Seu país o ouviu. Os Estados Unidos demoraram 60 anos para reconhecer diplomaticamente a mais livre das nações. Por outro lado, no Brasil chamava-se de haitianismo a desordem e a violência.. Os donos dos braços negros se salvaram do haitianismo até 1888. Nesse ano o Brasil aboliu a escravidão. Foi oúltimo país do mundo a fazê-lo.

O Haiti voltou a ser um país invisível, até a próxima carnificina.
Enquanto esteve nas TVs e nas páginas dos jornais, no início deste ano, os meios de comunicação transmitiram confusão e violência e confirmaram que os haitianos nasceram para fazer bem o mal e para fazer mal o bem. Desde a revolução até hoje, o Haiti só foi capaz de oferecer tragédias. Era uma colônia próspera e feliz e agora é a nação mais pobre do hemisfério ocidental. As revoluções, concluíram alguns especialistas, levam ao abismo. E alguns disseram, e outros sugeriram,
que a tendência haitiana ao fratricídio provém da selvagem herança da África. O mandato dos ancestrais. A maldição negra, que empurra para o crime e o caos.

Da maldição branca não se falou.

A Revolução Francesa havia eliminado a escravidão, mas Napoleão a ressuscitara:

– Qual foi o regime mais próspero para as colônias?

– O anterior.

– Pois, que seja restabelecido.

E, para substituir a escravidão no Haiti, enviou mais de 50 navios cheios de soldados. Os negros rebelados venceram a França e conquistaram a independência nacional e a libertação dos escravos.

Em 1804, herdaram uma terra arrasada pelas devastadoras plantações de cana-de-açúcar e um país queimado pela guerra feroz. E herdaram “a dívida francesa”. A França cobrou caro a humilhação imposta a Napoleão Bonaparte. Recém-nascido, o Haiti teve de se comprometer a pagar uma indenização gigantesca, pelo prejuízo causado ao se libertar. Essa
expiação do pecado da liberdade lhe custou 150 milhões de
francos-ouro. O novo país nasceu estrangulado por essa corda presa no pescoço: uma fortuna que atualmente equivaleria a US$ 21,7 bilhões ou a 44 orçamentos totais do Haiti atualmente. Muito mais de um século demorou para pagar a dívida, que os juros multiplicavam. Em 1938, por
fim, houve e redenção final.

Nessa época, o Haiti já pertencia aos brancos dos Estados Unidos.

Em troca dessa dinheirama, a França reconheceu oficialmente a nova nação. Nenhum outro país a reconheceu. O Haiti nasceu condenado à solidão. Tampouco Simon Bolívar a reconheceu, embora lhe devesse tudo.
Barcos, armas e soldados lhe foram dados pelo Haiti em 1816, quando Bolívar chegou à ilha, derrotado, e pediu apoio e ajuda. O Haiti lhe deu tudo, com a única condição de que libertasse os escravos, uma idéia que até então não lhe havia ocorrido. Depois, o herói venceu sua guerra de independência e expressou sua gratidão enviando a Port-au-Prince uma espada de presente. Sobre reconhecimento, nem uma palavra.

Na realidade, as colônias espanholas que passaram a ser países independentes continuavam tendo escravos, embora algumas também tivessem leis que os proibia. Bolívar decretou a sua em 1821, mas, na realidade, não se deu por inteirada. Trinta anos depois, em 1851, a Colômbia aboliu a escravidão, e a Venezuela em 1854.

Em 1915, os fuzileiros navais desembarcaram no Haiti. Ficaram 19 anos.
A primeira coisa que fizeram foi ocupar a alfândega e o escritório de arrecadação de impostos. O exército de ocupação reteve o salário do presidente haitiano até que este assinasse a liquidação do Banco da Nação, que se converteu em sucursal do City Bank de Nova York. O presidente e todos os demais negros tinham a entrada proibida nos hotéis, restaurantes e clubes exclusivos do poder estrangeiro. Os ocupantes não se atreveram a restabelecer a escravidão, mas impuseram
o trabalho forçado para as obras públicas.

E mataram muito. Não foi fácil apagar os fogos da resistência. O chefe guerrilheiro Charlemagne Péralte, pregado em cruz contra uma porta,foi exibido, para escárnio, em praça pública.

A missão civilizadora terminou em 1934. Os ocupantes se retiraram deixando no país uma Guarda Nacional, fabricada por eles, para exterminar qualquer possível assomo de democracia. O mesmo fizeram na Nicarágua e na República Dominicana. Algum tempo depois, Duvalier foi o equivalente haitiano de Somoza e Trujillo.

E, assim, de ditadura em ditadura, de promessa em traição, foram somando-se as desventuras e os anos. Aristide, o cura rebelde, chegou à presidência em 1991. Durou poucos meses. O governo dos Estados Unidos ajudou a derrubá-lo, o levou, o submeteu a tratamento e, uma vez reciclado, o devolveu, nos braços dos fuzileiros navais, à Presidência. E novamente ajudou a derrubá-lo, neste ano de 2004, e outra vez houve matança. E de novo os fuzileiros, que sempre regressam, como a gripe.

Entretanto, os especialistas internacionais são muito mais
devastadores do que as tropas invasoras. País submisso às ordens do Banco Mundial e do Fundo Monetário, o Haiti havia obedecido suas instruções sem pestanejar. Eles o pagaram negando-lhe o pão e o sal.

Teve seus créditos congelados, apesar de ter desmantelado o Estado e liquidado todas as tarifas alfandegárias e subsídios que protegiam a produção nacional. Os camponeses plantadores de arroz, que eram a maioria, se converteram em mendigos ou emigrantes em balsas. Muitos foram e continuam indo parar nas profundezas do Mar do Caribe, mas esses náufragos não são cubanos e raras vezes aparecem nos jornais.

Agora, o Haiti importa todo seu arroz dos Estados Unidos, onde os especialistas internacionais, que é um pessoal bastante distraído, se esquecem de proibir as tarifas alfandegárias e os subsídios que protegem a produção nacional.

Na fronteira onde termina a República Dominicana e começa o Haiti, há um cartaz que adverte: o mau passo.

Do outro lado está o inferno negro. Sangue e fome, miséria, pestes

Nesse inferno tão temido, todos são escultores. Os haitianos têm o costume de recolher latas e ferro velho e, com antiga maestria,recortando e martelando, suas mãos criam maravilhas que são oferecidas nos mercados populares.

O Haiti é um país jogado no lixo, por eterno castigo à sua dignidade.
Ali jaz, como se fosse sucata. Espera as mãos de sua gente.
(IPS/Envolverde)

Eduardo Galeano é escritor e jornalista uruguaio, autor de “As Veias
Abertas da América Latina” e “Memórias do Fogo”*


“”A desordem é o melhor servidor da ordem estabelecida. ”
(Jean-Paul Sartre)

Published in: on fevereiro 12, 2010 at 1:01 am  Deixe um comentário  

EUA estabelece Missão paralela à MINUSTAH no Haiti

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Em consulta ao site da MINUSTAH podemos encontrar um documento sob o título “Statement of Principles on the field coordination between the UN in Haiti and the US Government in the haitian earthquake response effort“.

Este documento foi assinado no dia 22 de janeiro de 2010 em Porto Príncipe pelo Representante Especial do Secretário Geral -SRSG- em exercício, Edmond Mullet, e pelo Embaixador americano no Haiti, senhor Kenneth Merten.

Este acordo estabeleceu regras iniciais sobre as responsabilidades de cada segmento e a coordenação dos trabalhos a serem desenvolvidos pelos Estados Unidos e pela ONU em resposta ao terremoto ocorrido no dia 12 de janeiro.

O documento, o qual é dividido em 13 itens, deixa claro que o governo americano criou uma missão paralela à MINUSTAH para atuar por tempo indeterminado em solo haitiano. E fez isso em resposta ao “pedido” do governo local, pois o texto no item 5 diz que :”O governo do haiti reconhece como essencial os esforços do governo e do povo americano em apoio à imediata recuperação, estabilização e reconstrução à longo prazo do Haiti…..”. Como parte deste apoio dos EUA, o documento deixa claro que o governo americano enviará ao Haiti (como de fato já enviou) uma Força Tarefa Conjunta denominada Joint Task Force – JTF. Nós sabemos que este efetivo, hoje, é maior que o efetivo da própria MINUSTAH.

Outro ponto importante do documento é o que define que os militares americanos trabalharão sob uma cadeia de comando autônoma subordinada apenas ao governo americano. Bem como assumem o controle e segurança do espaço aéreo, das instalações portuárias e de todas as rodovias, ficando com a responsabilidade pela segurança e o efetivo funcionamento da infraestrutura de transporte no país para facilitar os trabalhos de ajuda humanitária.

Preocupados com os problemas que poderão advir do trabalho sobre o mesmo território de duas forças estrangeiras com papéis e responsabilidades diferentes, outro item do documento determina que o SRSG e o Chefe da Missão americana deverão regulamentar mecanismos de coordenação entre os respectivos Quartéis Generais, bem como estabelecer acordos para regular o contato entre as missões, incluindo reuniões conjuntas dos funcionários de alto escalão da MINUSTAH e JTF, sempre sob a presidência do SRSG ou seu representante.

Por fim, as autoridades signatárias declaram que a ONU e o Governo dos Estados Unidos reconhecem a necessidade de acordos adicionais a fim de definir especificamente os papel e responsabilidades da MINUSTAH e JTF.

A análise mais detalhada do documento, disponível à todos em inglês na página oficial da MINUSTAH, nos permite concluir que o Governo de Barak Obama pretende permanecer um longo período nas terras de Toussaint Louverture.

Espero que com o passar do tempo as Nações Unidas não percam o controle da situação e a MINUSTAH não seja “abafada” pela JTF, fazendo com que, entre outras coisas, o próprio Brasil deixe de exercer papel de destaque no cenário das Missões de Paz.

 Fonte: Blog do Capitão BMRS Marco Antonio

Published in: on fevereiro 11, 2010 at 11:13 pm  Deixe um comentário  

Homenagem ao Capitão Cleiton Batista Neiva (por Orlando Rodrigues)

“MEU AMIGO, MEU HERÓI

Ele embarcou rumo ao céu com seu sorriso

Mas ainda o vejo tão presente

Com suas brincadeiras, seus gestos…

Aquela alegria de viver e de querer ser importante para o próximo

E conseguiu…

Como tantos outros embarcou em busca de paz

Em meio ao conflito, ao desespero de um povo

Correndo riscos diariamente, mas firme no seu propósito

No peito fica aquele orgulho

De tê-lo conhecido de perto, tão próximo

Um herói que não vamos esquecer

Nós os amigos não o esqueceremos

Agora você é parte das filas celestiais

Transformas-te tua vida num legado

Cheio de conquistas, de alegrias, de desafios

E agora habita o céu!

Deus o tenha amado amigo

E nós aqui, vamos nos render às saudades

As lembranças serão inevitáveis

Mas temos a certeza de que o dever foi cumprido!”

Por Orlando Rodrigues, em 21 de janeiro de 2010

CAPITÃO CLEITON E OS HERÓIS DE CINZA (por Ivôn Correa)

          A briosa corporação de milicianos, criada por ato de D. João VI perdeu, perdeu não, cedeu para a história e para rol dos mártires, um valoroso oficial de suas fileiras. Não tive a honra de tê-lo como companheiro de trabalho, mas tive a honra de envergar a mesma camisa cinza e de ostentar a mesma boina azul. Sei qual é o sentimento de presenciar um companheiro envolto no manto sagrado do Brasil em solo estrangeiro, pois presencie tal fato em solo angolano.

            O saudoso Capitão merece toda honra que hoje lhe é prestada, pois viveu aquilo que diariamente repetia ao entoar a Canção da Policia Militar: “… Ainda mesmo que a morte nos caiba, saberemos com honra morrer…”.

            O momento histórico por que passa o Distrito Federal nos faz procurar por homens honrados, homens que se preocupam com a coisa pública, homens dignos de ocuparem cargos que o povo lhes confia, homens que tenham dignidade, acima de tudo.

            Antes de ser herói o Capitão Cleiton era um soldado a serviço da população, um profissional que fez ainda mais digno o circulo dos Oficiais da PMDF por ser possuidor e observador das virtudes militares como a honra, o senso de justiça, a honestidade, a lealdade, dentre outras.

             Mas quantos Capitães Cleiton, heróis anônimos, existem em nossas fileiras? Que tal falarmos sobre o soldado que se encontra neste exato momento em uma viatura desprovido de um armamento adequado, de bons equipamentos de proteção, de veiculo e comunicações eficientes lá nos confins de Santa Maria, São Sebastião ou Gama? E o sentinela na solidão da guarita do presídio, exposto a toda sorte de intempéries, ataques de mosquitos e uma escala estafante? E o cavalariano, que horas antes do efetivo serviço já se encontra nas baias, cuidando do fiel amigo?

          Quaisquer desses soldados se entregam diariamente ao serviço, se doam, sofrem por um serviço que deveriam, mas não conseguem oferecer. São homens que não podem viver, jamais a vida de um cidadão comum, pois tem o dever de serem diferente, são, e devem ser, balizadores de conduta. Como certa feita citou Ricardo Balestreri, são pedagogos da sociedade. Muito acima de mantenedores, deverão ser promotores da segurança aos cidadãos.

           Que a Corporação continue a honrar o nome do Capitão Cleiton e tantos outros anônimos Capitães Cleiton de nossas fileiras.

           Que os homens que dirigem a capital do Pais possam se espelhar no exemplo de vida e de comprometimento com a coisa pública. Que os valores éticos possam ser resgatados. Que não se precise elogiar algum por ser honesto, leal, comprometido. Uma vez que essas virtudes devem obrigação de todos, não exceção. Que a Corporação continue a produzir em série mais e mais Capitães Cleiton. Que a Corporação reverencie sempre o Capitão Cleiton e os anônimos Capitães Cleiton.

            Ivon Corrêa

Governador do DF concede Medalha “Ordem do Mérito Brasília” ao Tenente Cleiton

 

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, inciso XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, combinado com o disposto no Decreto nº 4.620, de 05 de abril de 1979, alterado pelo Decreto nº 29.464, de 04 de setembro de 2008, e acolhendo proposta do Conselho da Medalha, resolve:

AGRACIAR com a Medalha “Ordem do Mérito Brasília no Grau Cavaleiro”, o Primeiro-Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal, CLEYTON BATISTA NEIVA, em reconhecimento do Governo do Distrito Federal, pela participação, como Oficial Colaborador, junto à Organização das Nações Unidas – ONU, na reconstrução da República do Haiti, vitimado em razão da catástrofe natural ocorrida no dia 12 de janeiro de 2010, naquele país (In Memoriam).

JOSÉ ROBERTO ARRUDA

(DODF –  segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 PÁGINA 12)

Published in: on fevereiro 9, 2010 at 1:35 am  Deixe um comentário  

Homenagem a um herói (Jornal de Brasília – 08FEV10)

Homenagem a um herói

FOTOS: PEDRO LADEIRA

 Helicóptero da Polícia Militar do Distrito Federal derrama pétalas sobre o cortejo fúnebre do Capitão post-mortem Cleiton Batista Neiva, morto a serviço da ONU no Haiti. Expectativa agora é quanto ao pedido de indenização junto ao Congresso Nacional.

 Capitão post-mortem Cleiton sepultado em meio a várias condecorações 

 João Porto

joao. porto@ jornaldebra silia. com. br

Toda a alta cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) acompanhou os familiares e amigos durante o velório e o sepultamento do tenente Cleiton Batista Neiva, que ocorreu na manhã de ontem.

Cleiton é o primeiro oficial da Polícia Militar brasileira a falecer numa missão da ONU. Durante o velório do oficial, na Academia da Polícia Militar de Brasília (APMB), o brasiliense foi condecorado com as

maiores honrarias que um PM do Distrito Federal pode receber, a medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”, e ainda foi promovido ao posto de capitão post-mortem. O comandante-geral da PM, coronel Ricardo Gomes Martins, comentou que a PMDF não devará

pedir ao Congresso um auxílio à família do tenente semelhante ao previstos no projeto de lei 6720/10 –

que concedeu R$ 500 mil de auxílio para ser divido entre as famílias dos 18 oficiais do Exército brasileiro que morreram durante o terremoto de Porto Príncipe. “Cada instituição tem os benefícios cedidos por suas corporações. Ao policial Cleiton serão dados os benefícios a que um PM do Distrito Federal tem direito, como a promoção post-mortem para Capitão”, concluiu. O amigo e professor de Cleiton, coronel reformado da PM George Felipe de Lima Dantas, disse que certamente Cleiton Batista terá o mesmo tratamento internacional dado aos outros oficias que trabalhavam pela ONU no prédio das Nações

Unidas que desabou no último dia 12 de janeiro. “Nós temos um mártir no Distrito Federal”, lembrou Dantas a falar de seu pupilo. Além do professor, outros amigos de turma de Batista Neiva fizeram questão de comentar como o oficial era um bom homem. “Ele era a pessoa que qualquer pai queria ter como filho, um ser humano ímpar”, lembrou o amigo Wilson Andrade.

Na cerimônia de despedida, no Cemitério Campo da Esperança, foi difícil até para os oficiais da Polícia Militar esconder a emoção. O caixão com o corpo de Batista Neiva estava coberto com a bandeira do Brasil e a bandeira da PMDF. Enquanto os militares levavam o caixão do amigo e a família seguia em cortejo até o túmulo, foram dadas três salvas de tiros em homenagem a Cleiton. A banda da Polícia Militar tocou a marcha fúnebre ao mesmo tempo em que um helicóptero da PM jogava pétalas de rosas brancas e vermelhas em cima do cortejo e do túmulo do capitão. Ao contrário do que aconteceu na despedida dos outros brasileiros mortos no terremoto do Haiti, não houve a presença de autoridades políticas. Foram sentidas as ausências do presidente Lula e de ministros.

 SAIBA +

Em 1989, o Itamaraty fechou uma parceria com a PMDF para treinar oficiais brasilienses que tivessem condiçõ s de atuar em missões de paz na ONU. A PM só acertou o acordo se outras polícias militares do País também pudessem enviar seus homens em missões de paz. Após o tremor em Porto Príncipe, o destacamento dos Bombeiros do DF mandou um grupo de operações para a capital do Haiti que trabalhou por três semanas dando apoio nas ações humanitárias. Brasília, capital boina-azul Há 20 anos a Polícia Militar do Distrito Federal participa de atividades ligadas às Nações Unidas. O primeiro militar de Brasília que atuou em uma ação de paz foi o coronel Ribeiro, em 1989. Dez anos mais tarde, o oficial foi comandante-geral da PMDF. A corporação prepara um levantamento de todos os membros que contribuíram em missões de paz nestes últimos 20 anos. Segundo o atual comandante-geral, que também já participou de missões de paz, cerca de 60 policiais foram solicitados pela ONU para realizar algum tipo de ação militar. “Atualmente temos 15 policiais trabalhando pelas Nações Unidas em diversas regiões do mundo”, comentou o coronel Ricardo Gomes Martins.

Na linguagem policial os oficiais que são convocados para fazer parte da Unpol – Polícia das Nações Unidas – ficam conhecidos como boinas- azuis. Durante o sepultamento de Batista Neiva, no Cemitério Campo da Esperança, cerca de 20 boinas- azuis estavam presentes na cerimônia, alguns sem o chapéu característico, mas ostentavam as medalhas de reconhecimento a serviços prestados pela ONU.

PERDA

O coronel Ricardo Gomes Martins comentou como é a sensação de comparecer ao sepultamento do primeiro boina-azul da Polícia Militar brasilieira. “Hoje (ontem) todos os policiais que se encontram aqui com a boina azul sabem dos riscos que passamos numa missão internacional. Infelizmente tivemos a nossa primeira perda numa missão”, disse o comandante-geral da PM. O oficial Cleiton Batista Neiva foi convocado para o Haiti em 2005 e atuou como Unpol durante todo o ano. Em 2006 voltou ao Brasil, mas por obter grande respaldo na ONU pelos serviços prestados, pediu licenciamento da PMDF e no ano seguinte voltou a Porto Príncipe para trabalhar nas Nações Unidas. Segundo o tenente-coronel Méier, que assumirá esta semana um posto de comando na Academia da Polícia Militar de Brasília, estão previstos para este ano dois cursos de formação para policiais militares que desejam participar de missões das Nações Unidas. ( J. P.)

Published in: on fevereiro 9, 2010 at 1:05 am  Deixe um comentário  

Homenagens no enterro de capitão (Correio Braziliense – 08fev2010)

Correio Braziliense

Brasília, segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010

Mundo

tragédia no haiti
Homenagens no enterro de capitão

Gisela Cabral

Tristeza e emoção marcaram o velório e o sepultamento do capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Cleiton Batista Neiva, na manhã de ontem, no cemitério Campo da Esperança. O corpo do militar morto no forte terremoto que assolou o Haiti foi velado por familiares, amigos e cerca de 500 companheiros de corporação na Academia de Polícia Militar (APMB), no Setor Policial Sul. Durante a cerimônia, o oficial foi promovido postumamente a capitão, além de condecorado com as medalhas do Mérito Brasília, Segurança Pública do DF e Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes. Cleiton estava no país caribenho desde 2005 a serviço da Organização das Nações Unidas (ONU). O militar era casado com a jornalista austríaca Irene Hoeglïnger — que também atuava na organização — e deixa um filho de apenas 1 ano.

As homenagens ao oficial começaram cedo. Por volta das 8h, a movimentação já era grande na academia. L ogo após a missa de corpo presente, o capitão foi lembrado pelos amigos como um homem de força, um verdadeiro herói. Segundo o tenente André Garbi, a atuação em causas humanitárias era um sonho antigo e se manifestou muito cedo, desde a época em que Cleiton ingressou na PM, em 1997. “Percebíamos a facilidade que ele tinha para se expressar em outros idiomas, motivo pelo qual se destacava bastante. Infelizmente perdemos um irmão”, lamentou o tenente, que leu uma mensagem em nome 8ª turma de aspirantes de 1999, da qual o capitão fez parte. Bastante emocionada, a família preferiu não dar entrevistas. Além dos pais Admilson dos Santos Neiva, 59 anos, e Maria Batista Neiva, 60, estavam a esposa Irene Hoeglïnger, o filho Yannick e os irmãos domilitar.

Tiros
Depois do velório, o cortejo guiado por batedores da PM seguiu para o setor B do cemitério Campo da Esperança. O caixão coberto com as bandeiras do Brasil e da PMDF foi recebido com honras distintas a um militar, entre elas uma salva de tiros da Guarda Fúnebre, formada por cadetes da Academia de Polícia, e marcha fúnebre do compositor norueguês Edvard Grieg, conduzida pela banda militar. Num dos momentos de maior emoção, o helicóptero da PM sobrevoou o cemitério e pétalas de rosas foram jogadas sobre os presentes. Visivelmente consternada, a julher do capitão morto no terremoto não saiu de perto do caixão um minuto sequer. Ela e o filho estavam na capital Porto Príncipe no dia da tragédia e escaparam ilesos.

O oficial brasiliense morto em missão no Haiti era um dos boinas azuis — o objeto em questão identifica os policiais que participam de missões de paz. De acordo com o comandante-geral da PMDF, o coronel Ricardo Martins, pelo menos 60 policiais já deixaram o DF para atuar em causas semelhantes. “Aqueles que aqui se encontram com boinas azuis representam todos aqueles que um dia se arriscaram nas mis sões. Porém, sabemos da grandeza desse trabalho. Atualmente, temos 15 policiais espalhados pelo mundo”, salientou o comandante, que também faz parte do grupo. Para o assessor do Senado Federal Wilson Andrade, 53, o capitão Cleiton foi um exemplo de vida. “Ele era tão competente que foi chamado pela segunda vez para atuar na ONU. Estou arrasado. Perdi um grande amigo”, desabafou.

Published in: on fevereiro 9, 2010 at 12:47 am  Deixe um comentário  

Homenagem ao Cap. Cleiton B. Neiva (por Gilvaney F. Oliveira)

O Senhor da à vida e o Senhor a recolhe quando bem quiser”. Talvez essas palavras ao primeiro momento sejam duras de ouvir e receber para aqueles que amam e guardam profunda saudade dos que já se foram. Mas a questão é:

– O que você esta fazendo com a sua vida, hoje? O que dirão de você após a sua morte? 

Conheci um jovem, hoje um homem, que é um excelente exemplo de vida. O amigo Cleiton Batista Neiva, que viveu comprometido com a sua família, suas responsabilidades, e colocou “as coisas de Deus em primeiro lugar”.

É do tipo de pessoa que ao percebermos o abismo que nos separa dizemos: – Vai fazer falta. 

Posso dizer, sem medo de errar, que ele viveu acima da média como exemplo de filho, irmão, marido, pai, amigo e militar. Extraia de cada minuto um momento único em sua vida.

Minha convicção é que o amigo Cleiton repousa na eternidade aos cuidados do Senhor. (Apocalipse 21:4)

Ele é um cristão fervoroso, de uma firmeza de caráter impressionante, sempre motivando os amigos com sua alegria constante e ajudando a superar os infortúnios da vida. Essas são algumas qualidades facilmente vistas nesse herói. 

Lembre-se: Uma palavra lançada não volta a traz, o futuro somente a Deus pertence. Então viva o agora que é um “presente” de Deus para nós.

O que tiver que fazer, faça-o hoje!

Declare o seu amor, abrace mais, sorria mais, ore mais porque é no Senhor que encontramos as respostas certas.

 E como diria meu amigo: “- Firma cadencia” até cumprir a sua Missão!

Celebremos a vida e não morte.

 Gilvaney Ferreira de Oliveira

Reflexão sobre viver intensamente.

(Apocalipse 21:4 Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram)

Published in: on fevereiro 9, 2010 at 12:39 am  Deixe um comentário  

Capitão Cleiton Batista Neiva recebe honras de herói em Brasília – DF

Sepultamento 7/2/2010 15:08:00

Ocorreu às 11h30 deste domingo, 07 de fevereiro, no Cemitério Campo da Esperança, o sepultamento do corpo do capitão Cleiton Batista Neiva morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro último. O corpo foi velado na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), ocasião em que o oficial foi promovido post mortem ao posto de capitão, condecorado com a Medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e com a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.  

Capitão  PMDF Cleiton

O capitão Cleiton ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas o 1º BPM (Asa Sul) e o Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido à excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o capitão Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia Militar e, em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

A cerimônia foi aberta à imprensa e à sociedade brasiliense. Todos os policiais militares que já participaram de Missão de Paz a serviço da ONU foram autorizados a fazer uso de boina azul durante a homenagem ao capitão Cleiton Batista Neiva.

Fotos do evento:

Fonte: Site da PMDF.

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 7:11 am  Comments (1)  

Verdade

 

“… Mas estar em uma Missão da ONU, para quem não sabe,  não é tão romântico quanto fiz parecer a muitos jovens oficiais. Quando se está trabalhando para as Nações Unidas, você vê a fome, e não pode alimentar; vê a sede, e não tem como dar o de beber; vê a tristeza, e não tem como alegrar; as vezes vê a morte, e não tem como salvar. E isso frustra, dói e dura muito tempo. Tenham certeza disso.”

Leonardo Sant’anna

Major da PMDF, blogueiro, amigo e veterano das Missões de Paz da ONU em Angola e Timor Leste.

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 7:05 am  Deixe um comentário  

Carta do Ex-Comandante Geral da PMDF ao atual (Capitão Cleiton)

Caro Comandante Geral,

Queira aceitar – sobretudo os colegas de Turma da APMB – o meu profundo e sincero sentimento de pesar pela perda do Capitão Cleiton!

Certamente, dos dias que passou entre nós, teremos gratas lembranças! Lembro como se fosse hoje, em 2005, quando o designei para a primeira Missão no Haiti e em visita à Brasília, ele teve a gentileza de passar em meu Gabinete no Comando Geral, oportunidade em que conversamos por mais de uma hora sobre o trabalho que realizava naquele país! Estava muito entusiasmado e muito consciente  da relevância da presença da ONU naquele ambiente de pobreza, de fome e de doenças! Pelo modo e pelo grande entusiasmo com que falava (e pelo conceito que tinha junto aos seus superiores hierárquicos na ONU), percebi que o Cleiton tinha encontrado uma razão muito forte de existir, quer como pessoa humana, quer como profissional. 

Algumas vezes tive oportunidade de falar aos policiais militares mais próximos, sobre a escritora chilena Gabriela Mistral. Para Gabriela, servir ao próximo não é uma opção pessoal, que fazemos apenas porque queremos, ou porque nos pagam para isso! Servir é uma dádiva, uma graça concedida por Deus a pessoas previamente escolhidas por Ele. O maior exemplo foi Jesus, que Ele escolheu para nos servir e nos servindo morreu!

O Cleiton foi escolhido por Deus para fazer o que tinha que fazer! Era lá que Deus queria que ele estivesse e não aqui entre nós! O Cleiton cumpriu a sua missão e  Deus o levou para ficar com Ele!

Como ex-Comandante Geral, como cidadão brasileiro e, também, como pai que sou, sinto-me extremamente honrado em tê-lo conhecido pessoalmente. Uma pessoa educada, de excelente caráter, um exemplo de profissional e, também nos demonstrou, de alma generosa na atenção e carinho que dispensou ao povo tão carente do Haiti. A sua existência só pode ser um um motivo de orgulho para os seus pais, familiares e esposa – e para todos nós! Futuramente, também será para o seu pequeno filho!

O Cleiton se foi! Perdemos um grande ser humano! Um homem honrado! O Cleiton não veio ao mundo para ser um herói! Nem queria! Ele veio para ser ele mesmo! Ele veio para servir! O heroísmo é apenas um detalhe na sua maravilhosa existência e uma maneira que encontramos para prestar-lhe uma justa, merecida e inquestionável homenagem!

É assim que sempre me lembrarei dele!

Cel RR Renato Azevedo

 ex-Comandante Geral da PMDF

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 6:57 am  Comments (1)  

A Cerimônia Fúnebre de Cleiton Batista Neiva

por George Felipe de Lima Dantas — em 07 de fevereiro de 2010

O que faz um mártir é a causa e não meramente a morte… (Napoleão Bonaporte)

A cerimônia fúnebre do Primeiro Tenente Cleiton Batista Neiva (parte do “staff” da Minustah/ ONU/ Haiti, quando em trabalho voluntário de licença regulamentar temporária da PMDF), falecido nas instalações sinistradas da ONU (Sede da Minustah em Porto Príncipe) por ocasião do terremoto da capital do Haiti em 12 de janeiro de 2010, foi realizada em 07 de fevereiro de 2010 nas instalações da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Tal cerimônia incluiu uma missa de corpo presente, cânticos e pronunciamentos acerca da vida do jovem policial militar falecido e divulgação da sua mais que merecida promoção post-mortem ao posto de Capitão, enquanto mártir da sua família, da PMDF, da comunidade do Distrito Federal, da Nação Brasileira e da grande comunidade universal que contribui e segue contribuindo para com o esforço internacional em prol da estabilização do Haiti.

A PMDF fez realizar uma cerimônia digna, sóbria e singela, com recursos institucionais e dos membros da turma de “irmãos de armas” do jovem oficial policial militar falecido. Mas faltou algo…

O algo que parece ter faltado foi uma esperada e justa equidade, em dimensão política e cerimonial, de âmbito nacional e distrital, à chegada, homenagens e iguais declarações de justos e merecidos benefícios aos familiares dos demais mártires brasileiros no Haiti, cujos restos mortais antecederam, em sua chegada, os do agora Capitão Cleiton Batista Neiva.

A nação vive um tempo turbulento em relação à segurança pública. Talvez por isso mesmo as nstituições do setor estejam permanentemente em cheque em sua relação enquanto prestadoras de serviços para suas respectivas comunidades, no que tange questões de lei e ordem. Pratica-se hoje no Brasil uma retórica político-ideológica que aponta a “polícia comunitária” em sua tradição, filosofia, gestão e práticas como “o caminho a seguir”. E não poderia ser diferente disso na vigência do “Estado Democrático de Direito” e tomando como paradigma o chamado Primeiro Mundo (países ocidentais de democracia consolidada e seus sistemas de “justiça criminal” que enfatizam o modelo de “polícia
comunitária”).

A tônica da filosofia de gestão comunitária da segurança pública (ou “polícia comunitária”) talvez seja a retomada de um “velho vinho em um frasco novo”, cujo exemplo emblemático é uma paradigmática “polícia cidadã” representada pela Polícia Metropolitana de Londres, alcunhada historicamente de “Scotland Yard” em uma alusão ao seu local sede de origem. Ela foi uma polícia nascida sob o signo de que a comunidade é a polícia e a polícia, formalmente instituída, apenas uma parte da comunidade exercendo atividades policiais de maneira formal e continuada: comunidade/polícia ou polícia/comunidade em “tempo integral”. Parece ser isso o que se depreende dos princípios
enumerados por Robert Peel, Primeiro-Ministro da Inglaterra ao instituir em 1829 a hoje “Polícia Metropolitana de Londres” ou Met como é carinhosamente alcunhada nos dias atuais.

Não é possível dissociar tudo isso do funeral do oficial policial militar do Distrito Federal, brasileiro tombado heroicamente no Haiti…

O que faltou à cerimônia fúnebre do agora Capitão Cleiton Batista Neiva foi o “autêntico espírito” da retórica da “polícia comunitária” de Robert Peel e que hoje se pretende estabelecer no país: a comunidade em identidade e harmonia com sua polícia — ela própria em uniforme…

Cleiton não poderia ser mais emblemático do que é pertencer a uma família brasileira, a uma comunidade (Ceilândia, Distrito Federal) de perfil socioeconômico similar ao de boa parte do restante do povo (classe média), de haver ingressado em uma instituição pública cujo acesso é realizado de maneira aberta e não-discriminatória, dele fazer parte dos nascidos e criados na capital “de todos os brasileiros” e pertencer a um país de dimensões continentais e que hoje está formente
engajado em ascender a uma posição de liderança na comunidade internacional. Nesse caso, Cleiton se houve brilhantemente, tanto como cidadão brasileiro quanto policial militar distrital!!!

O agora Capitão Cleiton Batista Neiva descansa em paz, em solo pátrio, como herói e mártir, depois que a sua família e a sua PMDF fizeram realizar uma cerimônia digna, sóbria e singela, com recursos
institucionais e dos membros da turma de “irmãos de armas” do jovem oficial falecido. Mas, com tudo isso, faltou algo…

Prof.Doutor George Felipe de Lima Dantas
http://blogandoseguranca.blogspot.com/

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 6:55 am  Deixe um comentário  

Adeus Capitão Cleiton: Herói e Cidadão do Mundo

 07/02/2010 15:57:05 ASOF              

A homenagem ao Cidadão do Mundo que morreu a serviço da humanidade

Pedimos licença para respeitosamente chamar de Cidadão do Mundo aquele que faleceu a serviço da humanidade, deixando sentimentos paradoxos como saudade e orgulho, sim, muito orgulho.

No dia de hoje, 07 de fevereiro, familiares e amigos renderam as últimas homenagens ao Herói e Cidadão do Mundo Capitão Cleiton Batista Neiva, morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro do ano em curso.

O velório foi realizado na Academia de Polícia Militar de Brasília, oportunidade em que o oficial foi promovido post mortem ao posto de capitão, condecorado com a Medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e com a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.  

O sepultamento se deu por volta das 11h30, no Cemitério Campo da Esperança, com todas as honras militares cabíveis. 


Trajetória na Corporação

O capitão Cleiton Batista Neiva ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas o 1º BPM (Asa Sul) e o Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido à excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o capitão Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia Militar e, em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

Cleiton em algumas palavras

A autoria do texto abaixo é desconhecida, mas, inegavelmente, remete ao ser humano Cleiton como se escrito por ele fosse:

“Se você me ama, não chore. Você me conhece e sabe que sou adepto da alegria e do sorriso. Se você conhecesse o mistério insondável do céu onde me encontro… Se você pudesse ver e sentir o que eu sinto e vejo nesses horizontes sem fim e nesta luz que tudo alcança e penetra, você jamais choraria por mim.

Conservo ainda todo meu afeto por você e uma ternura que sempre, enquanto aqui estive, lhe pude em verdade revelar. O Senhor me fez instrumento de Sua paz e finda minha missão, deixei esta vida terrena para viver na eternidade…

Sevocê verdadeiramente me ama, não chore mais por mim: Estou em paz, na presença de Deus, e trago na alma todo mor dos que me amaram, pois também os amei, de todo meu coração.”

Respeitosamente
ASOF/PMDF

Leia na íntegra no Site da ASOF.

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 5:32 am  Deixe um comentário  

Com as honras de herói

 REPRODUÇÃO

No início da manhã de hoje, o corpo do tenente será velado apenas pelos familiares e amigos

Morto no Haiti, o tenente da PMDF Cleiton Batista receberá condecorações

_ João Porto

Vinte e sete dias depois do terremoto que devastou o Haiti, será sepultado hoje, no Cemitério Campo da Esperança, o corpo do 1º tenente Cleiton Batista Neiva. Ele ingressou na Polícia Militar do DF em abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), trabalhou em diversas unidades da corporação. Apesar de regressar da missão oficial em 2006, e devido a excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o tenente Cleiton nunca perdeu o vínculo com a ONU. Por isso, solicitou licença da polícia e, em 2007, retornou àquele país onde morreu. O velório está marcado para as 11h30, na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB). Na ocasião, o oficial será promovido post mortem ao posto de capitão do quadro de oficiais da PMDF e condecorado com a Medalha de Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes). O corpo do tenente chegou ontem a Brasília. A pedido da família, a imprensa não foi informada do horário. Cleiton estava com viagem marcada para voltar ao Brasil no dia 30 de janeiro quando se reintegraria à PMDF, mas o terremoto no Haiti impediu o retorno com vida deste brasiliense de 33 anos.

MÁRTIR

O oficial casou-se em Brasília, no ano de 2006, com a jornalista austríaca Irene Hoelïnger, que também estava a serviço das Nações Unidas. Os dois moravam em Porto Príncipe com o filho Yannick, de apenas um ano e sete meses. “Cleiton deixou de ser um PM para se tornar um mártir”. Com essas palavras o professor e coronel reformado da Polícia Militar George Felipe de Lima Dantas resumiu a atuação de seu pupilo na missão de paz do Haiti. Dantas acredita que o tenente tem a chance de ser o primeiro policial militar do Distrito Federal a se tornar um herói reconhecido mundialmente. Porém, para que isso aconteça, é preciso que Cleiton receba da ONU o título de mártir. Outros funcionários que trabalhavam no edifício-sede das Nações Unidas em Porto Príncipe já receberam a comenda. Ao lembrar do aluno, o coronel Dantas cita que Cleiton sempre teve uma visão diferenciada do universo da segurança pública. “Ele era um PM que olhava o mundo de uma maneira pacifista”, completa. Até agora, 212 mil pessoas morreram vítimas do terremoto, entre eles 22 brasileiros. Trata-se do tremor o terceiro mais fatal do mundo em um século, além de ser a pior tragédia na história das Américas. O sismo deixou 300 mil feridos.

 PROGRAMAÇÃO DE HOJE

7h45 – Chegada do corpo à APMB.

8h às 9h – Momento reservado aos familiares.

9h às 9h30 – Momento reservado apenas a amigos e policiais militares.

9h30 às 10h – Missa de corpo presente .

10h às 11h – Solenidade militar.

11h15 – Deslocamento ao Cemitério Campo da Esperança.

11h30 – Sepultamento acompanhado da guarda fúnebre.

A cerimônia será aberta à sociedade brasiliense a partir das 9h30.

Fonte: Jornal de Brasília.

Published in: on fevereiro 7, 2010 at 7:38 pm  Deixe um comentário  

Desabafo…

“Qual a minha surpresa hoje verificando as informações no Correio Brasiliense e não vi nenhuma linha a respeito das honras fúnebres ao TEN CLEITON, da bicentenária Polícia Militar do Distrito Federal. Por que? Ele foi menos héroi do que os militares do tão glorioso Exército Brasileiro? Respondo: NÃO! Foi muito mais! Na essência da palavra herói, ssmpre se destacou pela sua inteligência, competência profissional, com um forte senso de amor a família e ao próximo. Muito me deixou feliz a deferência feita pelo Senhor Comandante Geral ao TEN CLEITON, onde deixou claro suas qualidades pessoais e profissionais, ressaltando que a Corporação tem que perceber o valor dos Oficiais da Polícia Militar, que nas diversas missões das Nações Unidas, levam o nome da Corporação aos mais distantes países, sempre se destacando pela qualificação profissional, competência, inteligência e capacidade de decisão; não devendo ser considerados como oficiais sem compromisso com o serviço policial militar, apenas com interesses pessoais. Nós, homens de boinas azuis, levamos o nosso distintivo e a nossa bandeira com orgulho, levando esperança aos povos mais necessitados em todo mundo. Que na data de amanhã possamos prestar nossas homenagens aos nosso valoroso TEN CLEITON, que nunca se apagará de nossas vidas, e seguirá com todas as hornas ao ALTAR DOS HÉROIS. TC ALEXANDRE JOSÉ”

Published in: on fevereiro 7, 2010 at 12:45 am  Deixe um comentário  

Informações oficiais sobre o funeral do Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva

Sepultamento 5/2/2010 19:06:00

Está previsto para as 11h30 deste domingo, 07 de fevereiro, no Cemitério Campo da Esperança, o sepultamento do corpo do 1º tenente Cleiton Batista Neiva morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro último.

O velório ocorrerá na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), ocasião em que o oficial será promovido pos mortem ao posto de capitão do quadro de oficiais da PMDF e condecorado com a Medalha de Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.

Veja abaixo os horários do cerimonial militar.

Tenente PMDF Cleiton O Primeiro Tenente Cleiton ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas, no 1º BPM (Asa Sul) e no Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido a excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o tenente Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia e em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

Cronograma da cerimônia:

07 de fevereiro de 2010 (domingo)

7h45 – Chegada do corpo à APMB;

8h às 9h – Momento reservado aos familiares;

9h às 9h30h – Momento reservado apenas a amigos e policiais militares;

9h30 às 10h – Missa de corpo presente;

10h às 11h – Solenidade militar;

11h15 – Deslocamento ao Cemitério Campo da Esperança;

11h30 – Sepultamento acompanhado da Guarda fúnebre.

A cerimônia será aberta a imprensa e a sociedade brasiliense a partir das 9h30. Aproveitamos para convidar a todos os policiais militares e informar que está autorizada a utilização de boina azul pelos policiais que já participaram de Missão de Paz a serviço da ONU.

Fonte: Site da PMDF.

NOTA:

Cleiton Batista Neiva (Ex-UNPol do Brasil/Distrito Federal/Polícia Militar do Distrito Federal) faleceu quando em licença temporária
regulamentar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para seguir atuando no Haiti, quando lá continuava prestando serviços à
ONU/Minustah/Haiti. Faleceu em sua estação de trabalho, no prédio sinistrado da sede da ONU em Porto Príncipe, instalação na qual qual também pereceram, juntamente com ele, diversos outros servidores permanentes e temporários, civis e militares, em exercício
profissional na organização, incluindo o Chefe da Missão e seu segundo em comando, o também brasileiro Luiz Carlos da Costa, além de 14 militares do Exército Brasileiro cujos corpos já foram trasladados ao Brasil.

Published in: on fevereiro 5, 2010 at 11:33 pm  Comments (4)  

Haiti Update # 14: Message from USG Le Roy and USG Malcorra to DPKO-DFS Staff

Dear friends and colleagues,

It is with great sorrow that we confirm today the loss of friends and colleagues, including those who were serving with the UN forces and UN Police in Haiti.

Mr. Mamadou Bah, Public Information Officer (France)
Ms. Ann Barnes, Personal Assistant to Police Commissioner (United Kingdom)
Mr. Cleiton Neiva, Associate Security Officer (Brazil)
Mr. Mark Gallagher, UN Police (Canada)
Mr. Adamou Biga Souley, UN Police (Niger)
Mr. Issa Mairigia, UN Police (Niger)
Ms. Rosa Crespo-Biel, UN Police (Spain)
Col. Emilio Carlos Torres dos Santos (Brazil)
Lt. Col. Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (Brazil)
Lt. Col. Gonzalo Daniel Martirene Ruibal (Uruguay)
Maj. Franæisco Adolfo Vianna Martins Filho        (Brazil)
Maj. Marcio Guimarães Martins (Brazil)
Maj. Ashraf Ali Mohammad Jayousi (Jordan)
Maj. Ata Issa Almanasir (Jordan)
1st Lt        Bruno Ribeiro Mário (        Brazil)
WO Raniel Batista de Camargos (Brazil)
SSG Davi Ramos de Lima (Brazil)
SSG Leonardo de Castro Carvalho (Brazil)
Sgt. Rodrigo de Souza Lima (Brazil)
Sgt. Janice Dorado Arocena (Philippines)
Sgt. Eustacio C. Bermudez Jr. (Philippines)
Sgt. Pearlie T. Panangui (Philippines)
Cpl Ari Dirceu Fernandes Junior (Brazil)
Cpl Douglas Pedrotti Neckel (Brazil)
Cpl Washington Luiz de Souza Seraphim (Brazil)
Cpl Raed Faraj Alkhawaldeh (Jordan)
Pvt Tiago Anaya Detimermani (Brazil)
Pvt Kleber da Silva Santos (Brazil)
Pvt Antonio José Anacleto (Brazil)
Pvt Rodrigo Augusto da Silva (Brazil)
Pvt Felipe Goncalves Julio (Brazil)

Our deepest sympathies go out to their families and friends.

We know many of you are keen to hear about our police colleagues, and we thank you for your patience while we wait to receive clearance from some of the Police Contributing Countries to release names.  We will inform you as soon as we can.  

The Mission has confirmed that out of the 1,248 Haitian staff working for MINUSTAH, 33 are now unaccounted for, down from 41 yesterday.  The total number of MINUSTAH fatalities to date remains 81 (24 international civilian staff, 14 national staff, 1 UNV, 24 military personnel, 18 police officers), with 27 injured (three international civilian staff, one national civilian staff, four UNVs, four military personnel and 15 police officers) and 42 remaining unaccounted for (seven international staff, 33 national staff and two UN Volunteers).

As we continue to report on the magnitude of our loss, our thoughts remain with the families and friends of all the victims, the Haitian people and our UN colleagues who sacrificed their lives in striving for a better world.

Alain Le Roy and Susana Malcorra

Published in: on fevereiro 4, 2010 at 9:06 pm  Deixe um comentário  

Quantos brasileiros morreram no Haiti?

Até 20 de janeiro de 2010 um total de 22 brasileiros perderam a vida durante os terremotos ocorridos no Haiti em 12 de janeiro de 2010: 01 policial militar do Distrito Federal; 18 militares do Exército Brasileiro; 03 civis (2 funcionários da ONU: Exmo. Sr. Luis Carlos da Costa, e mais uma funcionária da ONU, com dupla cidadania, que a família preferiu não divulgar o nome e foi enterrada na Europa; além da Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança).

Como o Oficial da PMDF estava licenciado e a serviço das Nações Unidas, ele pode ser considerado por alguns como o quarto civil e integrante da ONU, entretanto, ele permanece nos quadros da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Sérgio Carrera

Published in: on fevereiro 4, 2010 at 8:07 am  Deixe um comentário  

Reportagens x Cleiton Batista Neiva

É lamentável verificar o quão incompetente e irresponsável um meio de comunicação pode ser ao publicar reportagens onde ainda afirmam que não há confirmação quanto ao reconhecimento do corpo do Sr. Cleiton Batista Neiva, Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal, que encontrava-se prestando serviço humanitário às Nações Unidas no Haiti e foi vítima do desastre que assolou o país em 12 de janeiro de 2010, visto que a própria ONU já divugou em seu sítio oficial a relação de falecidos por ocasião dos terremotos, onde consta o seu nome e foto.

Para ajudar, aqui vão, mais uma vez, alguns esclarecimentos e sugestões.

 1. O Tenente da PMDF Cleiton Batista Neiva foi encontrado no Edifício-sede da MINUSTAH em Porto Príncipe, capital do Haiti e foi, imediatamente, reconhecido por um dos membros da equipe de resgate, um também policial militar brasileiro que era seu amigo e o conhecia perfeitamente. Não houve dúvida quanto a sua identidade!

2. Em relação a necessidade de exames, sugiro que leiam esse post;

3. Tenham mais respeito as famílias e amigos ao publicarem notícias que podem afetar emocionamente os que o amam e sofrem ao ler esse tipo de publicação;

4. Respeitem a figura de um mensageiro e mantenedor da paz, um agente humanitário, um peacekeeper, um pai, filho, marido, irmão, amigo, um homem de fé, um herói da ONU (como declarado pelo próprio Secretário-Geral), que nos quase últimos 5 anos viveu para ajudar a construir a paz e a estabilidade num país castigado por tragédias políticas, econômicas e naturais, quer como policial da ONU (UNPOL) quer como Oficial de Segurança da MINUSTAH.

5. Respeitem um herói policial militar, brasiliense, brasileiro e do mundo.

Caso não tenham conseguido, segue aqui o link para a página da ONU onde está postada uma foto sua (trajando o uniforme da Polícia Militar do Distrito Federal – PMDF) e o seu nome completo ao lado, confirmado como vítima dos terremotos do dia 12 de janeiro de 2010.

Na outra mão, gostaria de expressar o meu reconhecimento a outros meios de comunicação que emitiram notícias e reportagens reais, de acordo com as informações prestadas, buscando reconhecer o então-desaparecimento do Cleiton e depois vêm acompanhando, de forma responsável, sem sensacionalismo, as notícias relativas a sua chegada nos próximos dias, sendo ele o vigésimo segundo brasileiro vítima do desastre haitiano, o único policial militar e o último brasileiro a chegar em sua “”pátria amada”. A esses jornalistas o nosso reconhecimento. Parabéns pelos profissionais que são!

 
Confirmed fatalities among all UN staff (comprehensive list) »
Confirmed UN Peacekeeping Fatalities of 12 January 2010

Corporal Raed Faraj Alkhawaldeh (Jordan)

Major Ata Issa Almanasir (Jordan)

Mr. Lionel Amar (France)UN Police

Private Antonio José Anacleto (Brazil)

Hédi Annabi (Tunisia)Special Representative of the Secretary-General and Head of Mission

Ms. Pierrena Annilus (Haiti) Administrative Assistant

Mr. Mesonne Antoine (Haiti)Security Guard

Sergeant Janice Dorado Arocena (Philippines)

Mr. Mamadou Bah (France)Public Information Officer

Ms. Ann Barnes (United Kingdom)Personal Assistant to the Police Commissioner

Warrant Officer Raniel Batista de Camargos (Brazil)

Mr. Jerry Bazile (Haiti)Interpreter

Mr. Mario Bazile (Haiti)Public Information Assistant

Mr. Parnel Beauvoir (Haiti)Public Information Officer

Sergeant Eustacio C. Bermudez Jr. (Philippines)

Ms. Farah Boereau (Haiti)Interpreter

Mr. Kai Buchholz (Germany)Special Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Ms. Renée Carrier (Canada)Personal Assistant to the Special Representative

Ms. Maria Antonieta Castillo Santa Maria (Mexico)Administrative Assistant

Ms. Ericka Chambers Norman (USA)Board of Inquiry Officer

Staff Sergeant Leonardo de Castro Carvalho (Brazil)

Mr. Doug Coates (Canada)Acting Police Commissioner

Mr. James Coates (Canada) Administrative Assistant

Mr. Luiz Carlos da Costa (Brazil) Deputy Special Representative to Haiti

Ms. Rosa Crespo-Biel (Spain)UN Police

Lieutenant Colonel Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (Brazil)

Private Tiago Anaya Detimermani (Brazil)

Mr. Philippe Dewez (Belgium)Special Adviser

Ms. Alexandra Duguay (Canada)Public Information Assistant

Ms. Dede Yebovi Fadairo (Nigeria) Associate Report Writing Officer

Private Felipe Goncalves Julio (Brazil)

Corporal Ari Dirceu Fernandes Junior (Brazil)

Major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho (Brazil)

Mr. Mark Gallagher (Canada)UN Police

Mr. Guido Galli (Italy) Senior Political Affairs Officer

Mr. Gerthy Germain (Haiti)Cleaner

Mr. Gustavo Ariel Gomez (Argentina)UN Police

Mr. Andrew Grene (USA)Special Assistant to the Special Representative

Mr. Jan Olaf Hausotter (Germany)Political Affairs Officer

Mr. Karimou Ide (Niger) Security Officer

Major Ashraf Ali Mohammad Jayousi (Jordan)

Mr. Laurent Le Briero (France)UN Police

Mr. Watanga Lwango (Democratic Republic of Congo) Audit Assistant

Mr. Issa Mairigia (Niger)UN Police

1st Lieutenant Bruno Ribeiro Mário (Brazil)
Ms. Lisa Mbele-Mbong (USA) Human Rights Officer

Major Marcio Guimarães Martins (Brazil)

Mr. Riquet Michel (Haiti)Radio Producer

Mr. Hebert Moise (Haiti)Driver

***Mr. Cleiton Neiva (Brazil) Associate Security Officer***

Ms. Nivah Odwori (Kenya) United Nations Volunteer /Electoral District Coordinator

Mr. Tadia Roger Onadja (Burkina Faso)UN Police

Sergeant Pearlie T. Panangui (Philippines)

Corporal Douglas Pedrotti Neckel (Brazil)

Mr. Frednel Pierre (Haiti)Mason

Mr. Marc Plum (France)Chief, Electoral Assistance Section

Staff Sergeant Davi Ramos de Lima (Brazil)

Ms. Mirna Patricia Rodas Arreola (Guatemala)Administrative Assistant

Mr. Philippe Charles Claude Rouzier (Haiti)Civil Affairs Officer

Lieutenant Colonel Gonzalo Daniel Martirene Ruibal (Uruguay)

Colonel Emilio Carlos Torres dos Santos (Brazil)

Corporal Washington Luiz de Souza Seraphim (Brazil)

Mr. Guillaume Siemienski (Canada) Political Affairs Officer

Private Rodrigo Augusto da Silva (Brazil)

Mr. Satnam Singh (India)IT Technician/International Contractor (Trigyn Technologies Inc.)

Mr. Adamou Biga Souley (Niger)UN Police

Sergeant Rodrigo de Souza Lima (Brazil)Ms. Simone Rita Trudo (France)Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Ms. Nicole Valenta (Germany)Best Practices Officer

Ms. Andrea Loi Valenzuela (Chile)Human Rights Officer

Mr. Frederick Wooldridge (United Kingdom)Political Affairs Officer

Mr. Jerome Yap (Philippines)Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Hédi Annabi (Tunisia) – Former Special Representative of the Secretary-General and Head of Mission

Ms. Pierrena Annilus (Haiti) – Administrative Assistant

Mr. Mesonne Antoine (Haiti) – Security Guard

Mr. Jerry Bazile (Haiti) – Interpreter

Mr. Mario Bazile (Haiti) – Public Information Assistant

Mr. Parnel Beauvoir (Haiti) – Public Information Officer

Ms. Farah Boereau (Haiti) – Interpreter

Ms. Renée Carrier (Canada) – Personal Assistant to the Special Representative

Ms. Maria Antonieta Castillo Santa Maria (Mexico) – Administrative Assistant

Ms. Ericka Chambers Norman (USA) – Board of Inquiry Officer

Mr. Doug Coates (Canada) – Acting Police Commissioner

Mr. James Coates (Canada) – Administrative Assistant

Mr. Luiz Carlos da Costa (Brazil) – Deputy Special Representative to Haiti

Ms. Alexandra Duguay (Canada) – Public Information Assistant

Ms. Dede Yebovi Fadairo (Nigeria) – Associate Report Writing Officer

Mr. Guido Galli (Italy) – Senior Political Affairs Officer

Mr. Andrew Grene (USA) -Special Assistant to the Special Representative

Mr. Jan Olaf Hausotter (Germany) – Political Affairs Officer

Mr. Karimou Ide (Niger) – Security Officer

Mr. Watanga Lwango (Democratic Republic of Congo) – Audit Assistant

Ms. Lisa Mbele-Mbong (USA) – Human Rights Officer

Mr. Riquet Michel (Haiti) – Radio Producer

Mr. Hebert Moise (Haiti) – Driver

Mr. Marc Plum (France) – Chief, Electoral Assistance Section

Ms. Mirna Patricia Rodas Arreola (Guatemala) – Secretary

Mr. Guillaume Siemienski (Canada) – Political Affairs Officer

Mr. Satnam Singh (India) – IT Technician/International Contractor (Trigyn Technologies Inc.)

Ms. Simone Rita Trudo (France) – Personal Assistant to PDSRSG

Ms. Andrea Loi Valenzuela (Chile) – Human Rights Officer

Mr. Frederick Wooldridge (United Kingdom) – Political Affairs Officer

Mr. Jerome Yap (Philippines) – Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Fonte: http://www.un.org/en/peacekeeping/missions/minustah/memoriam.shtml

Published in: on fevereiro 4, 2010 at 7:22 am  Deixe um comentário