SEM PERDER O FOCO

Anteriormente, com o objetivo de contar um pouco de minha primeira experiência como Boina Azul e visando fazer com que os leitores  conhecessem um pouco sobre minha carreira, eu descrevi em um único relato toda a minha passagem por Moçambique em 1994, desta vez, até pra que o meu texto não fique muito longo, escreverei por partes, hoje contarei como consegui vencer as barreiras para poder ir novamente para uma outra missão de paz.

Por Hélio Pacha, colunista.

Após o término da missão em Moçambique, em dezembro de 1994, eu pude chegar a duas conclusões, a primeira delas foi que os brasileiros que  falavam bem o Inglês haviam sido designados para boas funções, chamadas de “Bocas boas” e em localidades muito melhores do que os péssimos locais onde os não falantes do Inglês foram parar, conhecidas por “Bocas podres” e a segunda conclusão veio ao final da missão e foi a clara percepção de que não seria nada difícil aprender o idioma Inglês.

Decidi então me dedicar ao aprendizado da língua inglesa para poder tentar outra participação em uma outra Missão de Paz da ONU e me matriculei em uma tradicional escolinha de Inglês, cursei treze períodos por sete anos e em seguida prestei vestibular para Licenciatura Plena em Letras, idioma Inglês e fui aprovado.

Nesse ínterim, acontecia a fase mais intensa de minha carreira e como todo policial militar da ativa concorri a escalas de serviço operacional nas ruas e a diversas operações de todos os tipos, comandei unidades, conduzi diversos inquéritos policiais militares e sindicâncias, participei de longas solenidades de formaturas em datas comemorativas, escalas de representação em substituição aos meus atarefados comandantes, fui instrutor de cursos de formação e especialização, entre outras atribuições peculiares e ainda assim nunca sai do meu foco no aprendizado da língua inglesa, estudando no período da noite.

Até o final dos anos 90, como não era costume a aplicação de processos de seleção por parte do Comando de Operações Terrestres (COTER) do Exército, visando a proficiência na língua exigida pela ONU para a respectiva missão de paz, a seleção de policiais militares, no âmbito das corporações, dependia exclusivamente da indicação de seus comandantes e era praxe dar oportunidades e diferentes oficiais e praças, evitando que alguém pudesse ir em outra missão mais de uma vez, enquanto havia outros voluntários que ainda não tivessem ido.

No final do ano de 2002 a PMRO recebeu do COTER um edital de concurso para participação em Missões de Paz no Timor Leste porém, desta vez, somente aprovados nos testes de proficiência na língua inglesa poderiam seguir para a missão já no ano seguinte.

Nessa ocasião, os candidatos deveriam arcar com as próprias despesas para deslocarem-se a Brasília no Distrito Federal afim de participarem do certame.

Provavelmente por isso e acreditando que devido as circunstâncias financeiras que afetavam a todos no Estado de Rondônia, na PMRO não haveria voluntários, não houve restrição para que aqueles que houvessem participado de missões anteriores pudessem se candidatar novamente.

Naquele momento enxerguei a oportunidade ímpar que surgia, então incentivei para ir comigo para Brasília o então Capitão NILSON e assim o fizemos nossos requerimentos.

Em 2002 eu ainda era Major e como já mencionei, o Estado passava por dificuldades, nossos salários eram muito defasados, por essa razão decidimos ir de ônibus até Brasília para podermos economizar e aproveitamos os dois dias e meio de viagem para estudarmos um pouco mais.

Após nos apresentarmos no COTER, Logo que conhecemos os demais candidatos ocorreu um fato que depois me questionei se eu teria sido presunçoso, arrogante, antipático ou se foi estratégia para tentar deixar os concorrentes mais ansiosos, atualmente creio que foi só empolgação por estar satisfeito com meu próprio desempenho, a gente sente quando está indo bem.

Durante nossa recepção pela Comissão Aplicadora dos testes havíamos sido informados que somente cinco dentre os aprovados  iriam para o Timor Leste . Em um dos intervalos entre um teste de inglês e outro, um dos colegas comentou sobre as cinco vagas, de imediato eu o corrigi informalmente dizendo que ele estava enganado pois, só quatro vagas estavam em disputa e ele retrucou  reafirmando que não, que eram cinco e que tinha certeza pois, havia escutado bem quando informaram já que ele estava sentado bem na frente. Nesse momento, de súbito eu lhe falei sorrindo que só eram  quatro vagas mesmo que eles estavam disputando porque uma das vagas já era a minha!”

Lembro que a Capitão PMGO KEDMA perguntou se eu tinha certeza e eu lhe devolvi a pergunta dizendo:

“- Você acha que eu viria de ônibus de Rondônia pra cá se não tivesse certeza? Vencem aqueles que acreditam que vencerão!”

Em Brasília concorreram ao teste cinquenta e três Oficiais PM de vários Estados do país e somente treze obtiveram aprovação, o Major PMDF NIÑ0, o Major PMRO PACHÁ, o Capitão PMRO NILSON, a 1º Ten PMGO KEDMA e 1º Ten PMSE ÁLVARO.

Após retornarmos para Rondônia, cerca de quatro ou cinco meses depois e para surpresa aos incrédulos fomos informados sobre a data de nossa partida.

Na ocasião eu tive que trancar a minha matrícula na faculdade de Inglês no meio do semestre e passar o comando do 1º Batalhão de Polícia Militar onde estava na função de comandante há pouco mais de três meses para poder em seguida seguir viagem para o Timor Leste, do outro lado do mundo, com doze horas de diferença no fuso horário, começava então a minha segunda oportunidade nas Nações Unidas.

Foram diversos fatores que, durante nove anos aconteceram e que poderiam ter me desviado de meu objetivo porém, a perseverança e a esperança nunca me permitiram fraquejar assim, quando a oportunidade surgiu eu estava pronto para segurá-la. Desta vez, as “ Forças Ocultas” não impediram o meu sucesso e assim consegui integrar por mais uma vez o rol dos Boinas Azuis das Nações Unidas.

 

Foto Texto 2 Contingente de policiais militares brasileiros no primeiro dia no Timor Leste. 2003. (1)

Foto: Efetivo policial militar no Timor Leste, em 2003.

 

 

 

 

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Published in: on agosto 29, 2017 at 8:17 pm  Comments (1)  

O Brasil nunca comandou a MINUSTAH

Um dos maiores equívocos de boa parte da imprensa brasileira é publicar, mesmo após 13 anos de existência da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), que o Brasil comanda (ou chefia) a Missão de Paz da ONU no Haiti.

Tais publicações induzem os leitores brasileiros a um erro grotesco, apresentados por jornalistas em matérias sem ao menos buscar o mínimo de informação necessária sobre a estrutura de uma missão da ONU, o que acarreta em informações equivocadas.

Na última semana, o site Metropolis republicou o Estadão com a seguinte informações:

“Chefiada há 13 anos pelo Brasil, a única missão de paz da ONU nas Américas começou com um telefonema…”

“Poucas semanas depois, ele se tornaria comandante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que na próxima quinta-feira encerrará suas ações operacionais com uma cerimônia em Porto Príncipe”

Metropolis: http://www.metropoles.com/brasil/apos-13-anos-de-missao-de-paz-brasil-deixa-o-haiti .

Mas há inúmeras outras matérias semelhantes:

O Globo:

Novo comandante brasileiro assume nesta quarte chefia da missão de paz no Haiti – Brasil comanda a força militar da Minustah desde que a missão foi criada em 2004

https://oglobo.globo.com/brasil/novo-comandante-brasileiro-assume-nesta-quarte-chefia-da-missao-de-paz-no-haiti-7960468?versao=amp

 

Diálogo: Revista Militar Digital:

Em 2 de junho, o 26º Batalhão Brasileiro de Força de Paz (26º BRABAT) assumiu o comando da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti

https://dialogo-americas.com/pt/articles/last-brazilian-contingent-assumes-command-peacekeeping-mission-haiti

DefesaNet:

Novo comandante brasileiro assume hoje chefia da missão de paz no Haiti

http://www.defesanet.com.br/ph/noticia/10225/Novo-comandante-brasileiro-assume-hoje-chefia-da-missao-de-paz-no-Haiti/

Ministério da Defesa:

28/03/2012 – DEFESA – Nações Unidas nomeiam novo chefe da Minustah

Nações Unidas nomeiam novo chefe da MinustahBrasília, 28/03/2012 — O general-de-brigada Fernando Rodrigues Goulart será o novo chefe da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). A nomeação foi feita ontem (27) pelo secretário-geral da Organização das Nações …

http://www.defesa.gov.br/component/tags/relacoes-internacionais/missoes-de-paz?tag=minustah

ONU Brasil:

ONU nomeia General brasileiro como novo chefe da MINUSTAH

https://nacoesunidas.org/onu-nomeia-general-brasileiro-como-novo-chefe-da-minustah/

Reuters/Correio do Brasil:

27 Mar (Reuters) – O general brasileiro Fernando Rodrigues Goulart será o novo comandante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), no lugar do compatriota general Luiz Ramos, anunciou a ONU nesta terça-feira.

http://www.correiodobrasil.com.br/onu-nomeia-novo-general-brasileiro-para-comandar-tropas-no-haiti/

 

A fim de esclarecer, de modo muito simplista, uma missão multidisciplinar da ONU possui um componente civil, um policial e um militar. Cada um desses componentes tem um “chefe” e todos estão subordinados ao Representante Especial do Secretário-Geral da ONU designado para a Missão.

No caso específico da MINUSTAH, o Brasil, por motivos diversos, sempre ocupou o cargo de Comandante da Força Militar – do componente militar (Force Commander) e por tal motivo, é correto afirmar que um oficial general do Exército Brasileiro sempre comandou as tropas e militares em missões individuais das Forças Armadas dos diversos países a serviço da ONU no país.

Da mesma maneira, sem qualquer subordinação, o componente policial é liderado pelo Comissário de Polícia (Police Commissioner), cargo esse que ao longo dos anos foi ocupado por policiais de diferentes países.

A própria estrutura civil da MINUSTAH também teve mudança em seus cargos ao longo dos anos – como o próprio Representante Especial do Secretário Geral, chefe da Missão e maior autoridade da ONU no país.

Infelizmente, as matérias jornalísticas desconsideram a presença e participação de policiais militares (no componente policial – UNPOL) e dos civis brasileiros que compuseram e ainda compõem a MINUSTAH.

Talvez a falta de conhecimento sobre o tema leve o profissional jornalista a cometer erros tão grotescos. Basta usar o google por alguns minutos!

Entretanto, importante se faz registrar o brilhante trabalho realizado por todos os Forces Commanders Brasileiros ao longo de todos os mandatos e pelas Forças Armadas Brasileiras no Haiti (Marinha, Exército e Aeronáutica – sim, todas as 3 Forças enviam efetivos, quer em missões individuais quer em contingentes).

Depois de quase 3 anos trabalhando no sistema ONU, 2 anos e 6 meses somente no Haiti (MINUSTAH), com certa frequência causa estranheza aos policiais e civis de várias nacionalidades e aos brasileiros que estiveram na Missão, o que causa até mesmo certo constrangimento ao desconsiderar os demais profissionais que lá serviram e pelo tamanho do erro por boa parte da mídia brasileira.

 

 

 

 

 

 

Published in: on agosto 28, 2017 at 5:58 am  Comments (2)  

O “SENTIDO” DE UMA MISSÃO DE PAZ

Por Wagner WASENKESKI

Quando em preparação ou treinamento para uma Missão de Paz, prestes a usarmos uma boina azul, muitas são as informações e objetivos os quais nos são passados como sendo o “sentido” para tal trabalho. Todavia, no dia de hoje, deixando a Missão de Paz da ONU na Guiné Bissau, eu saio com a conclusão de que o mais importante em uma missão como esta, é dar-se por conta do quão relativa é a questão humana de “ajudar o próximo” , típica coisa dos que chamo de “homens de boa vontade”. Eu vim para ajudar, mas saio daqui ainda mais ajudado. Eu vim para deixar algo, mas creio que esteja levando mais do que deixei. Então, talvez, exista uma razão pela qual Deus coloca algumas pessoas nestas missões. Pode ser que, humildemente,  ao dizermos “sim, vou ajudar”, o destinatário final sejamos nós mesmos: recebemos, pois, a chance de melhorarmos a si próprios. Então, creio que o critério de “ajudar o ser humano”, seja verdadeiramente mais relativo do que pensemos. E creio que nos melhorando, melhoramos a quem esteja perto de nós, e assim por diante até chegarmos com “efeito fermento” a toda a humanidade. Para tal, Deus nos coloca em certas provações: é preciso abrir mão de nosso conforto, dos nossos hábitos tradicionais a que estamos acostumados, da nossa boa comida, bom banho, bom sono, boa saúde, e fundamentalmente ficarmos temporariamente afastados das pessoas que mais amamos…. E tudo isso com um propósito: amar a quem inicialmente jamais vimos e sequer sabemos os seus nomes (às vezes até morrer por eles, como já ocorreu com tantos colegas).   Em véspera de meu embarque à missão, disseram-me: “parabéns pela conquista, tu és especial”. Todavia, hoje eu penso: não sou bem eu que sou especial, e sim os nacionais daqui. Eu vim para servi-los, e, quanto a eles, uma missão internacional inteira foi montada para eles! Então, eles sim são especiais. Vejamos como, nesse sentido, tudo é tão relativo.

Por fim, em momento de minha partida, fica aqui registrado meu tributo, minha admiração e meu respeito a todos os colegas boinas azuis (“homens de boa vontade!”), que partiram de seus lares, deixaram temporariamente suas famílias e seu conforto, para servirem a outros que tanto mais necessitavam, e que, todavia, em nome da causa, tombaram em terras distantes e não voltaram para suas casas (do dia em que parti ate hoje, em solo africano, já foram mais de 150… ) Que Deus abençoe e conforte suas famílias e que, apensar de toda a dor, não se esqueçam de que nada foi em vão. É por causa deles, que muitos homens e mulheres serão libertos, muitos vulneráveis receberão de volta sua dignidade, muitas crianças “terão o direito de serem crianças”,  e muitas outras coisas que sequer saberemos.  “Alguns homens passam pela História; outros, fazem a História.”

Obrigado aos colegas da missão UNIOBGIS por toda a irmandade, em especial aos brasileiros pela construção da boa impressão de nosso povo que aqui deixamos, e obrigado aos irmãos guineenses por toda a ajuda. “Eu vim para a ajudar, mas estou levando mais do que deixei”.

Servir, servir, servir….

Força e Honra!

3BPM, Brigada, Brasil!

Cap Wagner WASENKESKI

Wagner WASENKESKI é Capitão da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, e trabalha no Escritório Integrado para a Consolidação da Paz na Guiné Bissau (UNIOGBIS), como Conselheiro Policial (Police Adviser), atuou no Escritório Regional da Ilha de Bubaque na referida Missão, ajudando na investigação criminal deste local, tráfico naval, corrupção das instituições públicas, formação dos policiais, policiamento comunitário, inclusive com as crianças através do desenvolvimento de atividades relativas a doutrina do PROERD, etc. Também, na capital do país, Bissau, atuou na reforma do setor de segurança, na formação do efetivo local, em atividades como Assistente Especial do Conselheiro Policial Sênior, dentre outras atividades.
Possui bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS, Licenciatura Plena em Educação Física pela UFRGS e Bacharelado em Ciências Militares com Ênfase na Defesa Social, pela Academia de Policia Militar do Estado do Rio Grande do Sul.
No Rio Grando do Sul , trabalhou no Policiamento Ostensivo Ordinário, Pelotão de Operações Especiais, Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, Comando de Núcleos de Polícia Comunitária, Seção de Justiça e Disciplina e Chefia de Operações do 3º Batalhão de Polícia Militar.

Published in: on agosto 23, 2017 at 5:18 am  Comments (1)  

Tenente PMESP Fernanda Nossa escreve sobre fé e o respeito à diversidade cultural e religiosa em Guiné-Bissau

“PKO 5

A Guiné Bissau é um exemplo em termos de liberdade religiosa, coexistência pacífica de credos e respeito à fé!

3

Na mesma família há quem comemore o Natal e quem jejue no Ramadã, e isto é tão respeitado e tão disseminado na cultura local que católicos comemoram com festa o fim do Ramadã, animistas aplaudem Jesus Cristo e muçulmanos assistem a danças para divindades da natureza sem que um duvide da crença do outro, sem que outro imponha verdades a um e sem que dois ou três briguem…

E neste domingo, na primeira missa que meu senso individual de gratidão me fez assistir, foram vários os momentos em que me emocionei! O coral de crianças super afinado, os ritos preservados que discretamente o padre fez questão de manter e ensinar para seus fiéis e que os diferenciam de tantos e tantos por detalhes quase imperceptíveis como o fato de uma leitora da palavra esperar que a próxima se aproximasse dela para que juntas elas fizessem a saudação ao altar e só então assumissem seus novos locais na igreja, as palavras curiosas do português falado aqui do outro lado do Atlântico, os singelos mas sempre presentes instrumentos de percussão típicos da região que impõem às músicas uma atmosfera incontestável, poderosa e inconfundível de África, os vitrais discretos mas significativos de santos ao longo da igrejinha branca, a senhora de idade que professou intensamente sua fé a meu lado, o rapaz que estava no banco de trás e que me desejou a paz de Cristo com uma sinceridade que fazia tempo que não via no olhar de um desconhecido, o missionário mineiro que fez questão de vir nos conhecer ao fim da missa e que veio trabalhar no país em nome da igreja, as crianças, seus risos e cochichos curiosos sobre mim e meus amigos que tem o Brasil estampado na fuça, a delicadeza do terço que ganhei de presente de um comandante e grande amigo, o fato de eu saber que minha mãe também iria na missa lá no Brasil naquele dia e que de alguma forma nossos corações se encontrariam, tudo, simplesmente tudo me fez chorar…

E assim lacrimejei do início ao fim da missa, me juntei em oração pela transfiguração das pessoas, das cabeças dos políticos e das autoridades, para que enxerguem seu dever e atuem verdadeiramente pela sociedade bondosa desse país que tem um dos mais baixos IDH do mundo (172º colocado de 177 países) mas onde ninguém permite que um irmão acabe vivendo na rua ou morra de fome, no melhor exemplo de solidariedade que se pode imaginar… e como toda macumbeira que se preze senti arrepios, calafrios e ondas de energia que não pude conter e que me fizeram tremer de emoção ao perceber a força daquelas vozes unidas suplicando por paz e estabilidade e foi tão implacável este sentimento que imediatamente desejei o mesmo para o meu país…

Fechei meus olhos e agradeci profundamente tudo o que me aconteceu neste último mês e a grande oportunidade que o “Barba” me deu… confesso que são tantas coisas vividas de maneira tão intensa e significativa que ainda nem me dei conta que estou abrindo minha terceira semana de missão de paz, sem entender muito bem o meu papel no complexo contexto de ser “police adviser” ou conselheiro policial num Escritório Internacional Integrado para a Consolidação da Paz em um país pequenino, que conquistou com suor e sangue a liberdade há menos de 50 anos depois de séculos de colonialismo, que passou por diversas crises políticas e que tem atualmente a chance de que o presidente cumpra seu mandato por completo pela primeira vez!

Então me invadiu a certeza que não dá pra vir aqui fazer a diferença por propósito financeiro, por propósito pessoal, por propósito comercial ou por aventura… o único jeito de fazer valer a pena é realmente entender, de uma vez por todas, que o exercício da autoridade, seja ela política, familiar, educacional ou policial, decorre de um dos maiores mandamentos que o barba podia nos ter ensinado: o amor ao próximo! Se em Romanos 13 está escrito que toda autoridade vem de Deus, e que por este motivo, ela merece respeito e obediência, pois atua em nome dele, em algum lugar também está escrito que o governo existe para manter a ordem e a paz e que os governantes têm grande responsabilidade perante o “Barba”, pois devem fazer justiça e guiar o povo com sabedoria e cuidado e mais: que serão julgados de acordo com suas ações…

Então voltei a fazer a mistura de fé com ideologia que sempre acabo fazendo, voltei a enxergar um propósito divino no exercício do poder de polícia e voltei a acreditar que nunca, nunquinha, de jeito nenhum eu teria escolhido outra coisa pra fazer, nem em outra vida, nem em outro planeta…

4

OBS:

Post publicado pela 1º Ten PMESP Fernanda Nossa em uma rede social. Autorizado para publicação neste site. Fernanda é conselheira policial (police adviser) em missão de paz da ONU em Guiné-Bissau. Atualmente, atua como ponto focal (focal point) da UNIOGBIS com a polícia local para o desempenho das atividades de polícia comunitária na “Model Police Station”, ou esquadra policial modelo, como chamam em Guiné-Bissau.

Published in: on agosto 9, 2017 at 7:41 am  Comments (1)  

Haitian National Police- 20 years of service

Haitian National Police- 20 years of service

Enjoy and share these pictures and video produced by the police in Haiti, showing the 20th anniversary of the Haitian National.Police (HNP). Many things has improved, and the struggle for change continues. The HNP is a young police force, but wathcing their efforts to improve at close range really gives me the impression that they want to improve for the benefit of their country. https://lnkd.in/e-U8ZQd

English translation from the link:

This June 12, 2015 marks the 20th anniversary of the National Police of Haiti, HNP. 20 years punctuated by ups and downs, but mostly sacrifices that helped sculpt a police force today, professional and efficient.

Indeed since the promulgation of the Law of 28 December 1994, the National Police of Haiti is the only official institution responsible, since the dissolution of the army in 1995, to ensure the security of the country.

Follow this video report highlights the reform of the HNP.

LINK

Published in: on junho 22, 2015 at 12:19 am  Deixe um comentário  

PNH: 20 ans à servir et protéger

Haitian National Police- 20 years of service

Ce 12 Juin 2015 marque les 20 ans d’existence de la Police Nationale d’Haïti, PNH. 20 années ponctuées de hauts et de bas, mais surtout de sacrifices qui ont permis de sculpter une force de police, aujourd’hui, professionnelle et efficace.

En effet depuis la promulgation de la Loi du 28 Décembre 1994, la Police Nationale d’Haïti est la seule institution officiellement chargée, depuis la dissolution de l’armée en 1995, d’assurer la sécurité du pays.

Suivez dans ce reportage vidéo les temps forts de la réforme de la PNH. – link

Conception multimedia: Igor Rugwiza, Violine Thelusma

Published in: on junho 22, 2015 at 12:17 am  Deixe um comentário  

Un rapport de l’ONU dénonce les comportements des casques bleus en mission

Le Monde.fr | 12.06.2015 à 11h35 • Mis à jour le 12.06.2015 à 15h00

Des casques bleus à Port-au-Prince, en 2009. | THONY BELIZAIRE / AFP

Dix ans après la sortie du « rapport Zeid » qui explorait des mesures concrètes pour éliminer les cas d’exploitations sexuelles dans le cadre des opérations de maintien de la paix des Nations Unies, rien n’a changé ou presque. « Des casques bleus ont échangé de l’argent, des bijoux, du parfum, des téléphones contre des faveurs sexuelles », note un rapport du bureau des enquêtes internes de l’ONU, à paraître la semaine prochaine. Le code de conduite de l’organisation prohibe pourtant strictement les rapports sexuels en échange de nourriture, d’argent ou de tout autre bien matériel. L’institution réprouve par ailleurs fermement depuis 2003 les relations sexuelles entre les casques bleus et les populations qu’ils sont censés protéger, sans pour autant les interdire, ce qui laisse une marge d’interprétation aux soldats déployés sur le terrain.

Or, le rapport note que deux opérations de maintien de la paix en Haïti (Minustah) et au Liberia (Minul) « démontrent que ces échanges à caractère sexuels sont répandus, sous-estimés et pas assez dénoncés. » Selon le document, 231 femmes haïtiennes ont indiqué avoir eu des relations sexuelles avec des casques bleus en échange de biens matériels. Le rapport note que les conditions qui encouragent ce type d’exploitation sont « la faim et la pénurie de produits de première nécessité et de médicaments ». Seulement sept femmes avaient connaissance de la politique de « tolérance zéro » des Nations unies sur les abus sexuels. Et aucune ne connaissait l’existence d’une ligne téléphonique pour dénoncer de tels abus.

« NAMING AND SHAMING »

D’après une autre enquête menée à Monrovia (Liberia) auprès d’un échantillon de 489 femmes âgées de 18 à 30 ans en 2012, « plus d’un quart (…) avaient procédé à des transactions sexuelles avec les casques bleus, généralement pour de l’argent. » Le rapport estime par ailleurs que le nombre de préservatifs distribués pour éviter les risques d’infection au VIH laisse penser « que les relations sexuelles entre les casques bleus et la population locale sont très répandues ».

Entre 2008 et 2013, 480 cas d’abus ou d’exploitations sexuelles ont été recensés au sein des Nations unies, et un tiers de ces cas implique des mineurs. Pour la première fois dans un rapport, le bureau des enquêtes internes pratique la politique du « naming and shaming » qui consiste à nommer et dénoncer les pays dont les ressortissants se sont rendus coupables de tels actes. Quatre pays sont particulièrement concernés : le Pakistan, l’Uruguay, l’Afrique du Sud, et le Nigeria. Ces accusations visent en premier lieu les militaires. Mais les civils (17 % du personnel des missions), représentent 33 % des accusations.

« Malgré une baisse continue du nombre de plaintes, qui s’explique en partie par une sous-estimation du nombre de cas, l’efficacité de la lutte contre l’exploitation et les abus sexuels est entravée par une organisation complexe et la lenteur de l’organisation à enquêter et à venir en aide aux victimes », note le bureau des enquêtes internes.

Le rapport estime que les investigations menées sur ces accusations prennent « beaucoup trop de temps » (seize mois de délai en moyenne). L’ONU doit par ailleurs s’en remettre aux pays d’origine des coupables et aux juridictions nationales pour les sanctions, ce qui entraîne « de très grandes disparités selon les Etats ».Les civils sont le plus souvent congédiés tandis que soldats et policiers sont renvoyés dans leur pays avec interdiction de participer à une autre mission onusienne. Cette enquête sort à un moment où l’ONU est vivement critiquée pour sa gestion des accusations de viols de mineurs commis en Centrafrique par des soldats français, tchadiens et équato-guinéens. Mais elle ne revient pas sur cette affaire.

Par Marie Bourreau (New York, Nations unies, correspondance)

Source: Le Monde.fr

Published in: on junho 21, 2015 at 9:41 pm  Deixe um comentário  

Veterano de Missão de Paz publica seu terceiro livro

O Tenente-Coronel da Reserva Remunerada da PMDF Antônio Sérgio Carrera, veterano da Missão de Paz da ONU em Moçambique (ONUMOZ, entre 1993-1994), publica seu terceiro livro hoje, dia 11 de junho de 2015, no Espaço Cultural do Restaurante Carpe Diem da CLS 104, Asa Sul, Brasília-DF.

Após publicar um livro sobre a experiência de um policial militar brasileiro em Missão de Paz na África (Sierra Romeu 8 – Uma Operação de Paz na África) e sobre a vida de um Oficial R/2 do Exército (Uma vida na caserna – lembranças de um oficial R/2), o seu terceiro livro é uma ficção com o título “VINTE ANOS DEPOIS”.

Prestigie!

 vinte anos depois

INFORMAÇÕES:

Data: 11 de junho de 2015.

Local: Espaço Cultural do restaurante Carpe Diem da CLS 104, Asa Sul, Brasília-DF.

Forma de aquisição: Os livros serão obtidos diretamente com o autor ao preço de R$ 35,00, pagos em espécie ou cheque em razão de não haver qualquer vinculação com o restaurante para a comercialização.

Published in: on junho 11, 2015 at 6:45 am  Deixe um comentário  

Brasil recebe solicitação para indicar policiais militares para o cargo de PoC Site Coordinator no Sudão do Sul

A Organização das Nações Unidas lançou job description para processo seletivo para o cargo de PoC Site Coordinator, da Missão de Paz da ONU no Sudão do Sul (UNMISS).

unmiss

O cargo é nível P-4.

O Brasil, e demais estados-membros da ONU, recebeu solicitação para indicar policiais candidatos para o cargo em regime de secondment contracted e em breve as corporações PM deverão ser notificadas.

Considerando entendimento do Exército nos últimos anos, o cargo deverá ser preenchido por Tenente-Coronel, com deadline para indicação junto a ONU até o dia 24 de julho de 2015.

Trata-se de um processo seletivo, onde os indicados concorrerão com policiais de vários países.

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Foto: O Major Marco Antonio, da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, em Entebbe/Uganda, durante Induction Training, antes do deployment em sua Missão no Sudão do Sul.

PS: Nota já postada sobre as campanhas para cargos de secondment e importância dos cargos – vide post link 

Published in: on junho 6, 2015 at 6:19 am  Deixe um comentário  

Oficial da PMAL é indicado para cargo de Gênero e Pessoas Vulneráveis na Missão de Paz da ONU em Guiné-Bissau

No dia 02 de junho de 2015, o Ministério da Defesa (MD) indicou ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Major PMAL Rhonady Severino Oliveira para concorrer à vaga de Police Officer – Gender & Vulnerable People, nível profissional staff P-3, secondment contracted, para cargo no Escritório Integrado das Nações Unidas para Consolidação da Paz em Guiné-Bissau (UNIOGBIS).

Parabéns ao veterano oficial pela indicação e a PMAL.

Published in: on junho 4, 2015 at 7:23 pm  Deixe um comentário  

ONU solicita ao Brasil indicação de policiais para o cargo de Police Commissioner no Sudão do Sul

(Editado 06 de junho de 2015 – ERRATA)

A Organização das Nações Unidas lançou job description para processo seletivo para o cargo de Police Commissioner (Comissário da Polícia, comandante do componente policial) da Missão de Paz da ONU no Sudão do Sul.

O cargo é nível D-2, um dos mais altos e importantes do sistema das Nações Unidas.

O Brasil, assim como os demais estados-membros da ONU, recebeu solicitação para indicar candidatos para o cargo de “Secondment Contracted” e em breve as corporações policiais militares deverão receber solicitação de indicados.

Geralmente, para este cargo, o posto é de Coronel PM e os candidatos deverão estar habilitados por processo realizado pelo Exército.

Ressalta-se que uma campanha para o cargo de secondment contracted dura em média 2 anos (indicação, análise de CV – P11 e attachments, análise de exames médicos, entrevistas, short list e decisão), salvo casos emergenciais, motivo pelo qual é altamente recomendável que as instituições indiquem representantes para ocupar o cargo máximo policial na Missão de Paz no Sudão do Sul, motivo de orgulho para a instituição e os governos locais e federal, ao representar o Brasil como chefe de um componente de uma Operação de Paz, tal como temos hoje, dois generais do Exército Brasileiro como comandante dos componentes militares, no Haiti e Congo, e um Oficial-General (Almirante) da Marinha, como comandante da “Força Naval” do “Componente Militar” da Missão no Líbano (UNIFIL), sendo sempre destaque e prestígio para as instituições e para o país.

Um fator diferencial e facilitador, sem dúvida (especulação), é o fato da exigência apenas da proficiência do inglês (possivelmente tendo os idiomas francês e/ou árabe, como desejáveis), e experiência prévia em missões.

Felizmente, na atualidade, o Brasil possui fortes candidatos que preenchem os requisitos.

Essa é uma boa oportunidade para que a já mencionada cooperação e compreensão da importância da participação policial brasileira seja colocada em prática por meio de uma “sensibilização” quanto ao tema entre os órgãos envolvidos.

O prazo do Brasil para indicação dos candidatos para o cargo junto a ONU tem como deadline o dia 24 de julho de 2015.

NOTA:

As indicações são apenas para concorrer ao cargo e em nada se confunde com seconded to the UN Police (UNPOL – Non contracted), onde ao indicar, a vaga estaria teoricamente certa.

Published in: on junho 3, 2015 at 2:45 am  Comments (1)  

Capitão PMDF Ribeiro – primeiro policial militar brasileiro a chefiar um componente policial da ONU

Em 1991, o Capitão Antônio Ribeiro da Cunha, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), liderava o primeiro grupo de policiais militares brasileiros a integrar uma Missão de Paz da ONU, partindo com um grupo de praças do DF para a UNAVEM II, em Angola, no continente africano.

Além de ser o primeiro oficial PM a participar de uma Missão de Paz e ser Comandante do Contingente Policial brasileiro, foi também o primeiro brasileiro (dos únicos 3 até a presente data) a ser nomeado pela ONU como o chefe do componente policial das Nações Unidas em uma Operação de Paz.

Cap Ribeiro - Angola - Gabinete

Foto 1: Capitão PMDF Ribeiro, Police General Inspector da UNAVEM II, em seu Gabinete. Luanda, Angola. 1992.

Longe das facilidades da tecnologia que se dispõe na atualidade, coube ao então Capitão Ribeiro o desafio de comandar e liderar grupo de policiais de vários países em uma área ainda conturbada. O futuro Comandante-Geral da PMDF, com muita sabedoria, conseguiu conduzir, apesar de todas as dificuldades, com excelência o seu cargo e muito bem representou o Brasil e a PMDF, enaltecendo o nome do nosso país e Corporação.

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Foto 2: Capitão PMDF Ribeiro e policiais de outras nacionalidades.

Foi e continua sendo um incentivador e motivador para que policiais militares continuem a cada dia mais ocupar o espaço que existe no âmbito da paz internacional, o que, segundo o ilustre veterano, “é uma experiência única e enriquecedora na vida de um policial militar”.

Parabéns ao Coronel RR Ribeiro e aos primeiros desbravadores PMs que contribuíram com a paz e segurança nos países onde serviram. As novas gerações agradecem aos veteranos!

Published in: on maio 24, 2015 at 1:03 am  Comments (4)  

Sudan police host INTERPOL National Environment Security Seminar

KHARTOUM, Sudan – Law enforcement agencies in Sudan have gathered to demonstrate their commitment to combating environmental crime by holding an INTERPOL National Environment Security Seminar (NESS) in Khartoum.

The NESS, hosted by Sudan’s police authorities, was attended by seven Sudanese government and law enforcement agencies as well as officials from INTERPOL’s Regional Bureau in Nairobi and its General Secretariat headquarters in Lyon, France.

Sudanese government representatives highlighted the need to reduce demand for illicit products by addressing the root causes of environmental crime including through awareness campaigns aimed at consumers as well as rural populations living close to protected areas.

Underlining the commitment of Sudanese police to environmental issues, Lt. Major General Awad Alneil Dahia commended INTERPOL’s role in fighting crime worldwide, and welcomed its decision to hold the environmental security in Sudan for the first time. He said he looked forward to the formation of a National Environmental Security Taskforce with INTERPOL’s support.

Sudanese police Col. Adooma Hazim, from INTERPOL’s Regional Bureau in Nairobi, said the workshop represented one of INTERPOL’s efforts to help member countries combat and reduce environmental crime through enhanced implementation of related laws and treaties.

Critical issues such as transnational organized crime, ivory and wildlife trafficking, illegal fishing, water pollution and illegal logging were discussed during the event. Topics also included the economic, ecological and security impacts of environmental crime.

Representatives from INTERPOL’s Environmental Security unit at the seminar highlighted its continued assistance to Sudanese law enforcement authorities through analytical and investigative support against transnational ivory trafficking.

Source: Site da INTERPOL

Published in: on maio 21, 2015 at 6:03 pm  Deixe um comentário  

Con niveles históricos de violencia, El Salvador suspende segregación de pandillas en prisiones

De la portada del informe sobre prisiones salvadoreñas

De la portada del informe sobre prisiones salvadoreñas

El Salvador ha revocado su polémica política de segregación en las prisiones con base en la filiación de los presos a las pandillas, pero un reciente informe, que señala que los factores sociales son los que promueven la actividad criminal, indica que es poco probable que esta medida mejorará significativamente la creciente crisis de seguridad del país.

El 21 de abril, bajo fuertes medidas de seguridad, y después de cerrar las calles vecinas, las autoridades salvadoreñas trasladaron a 650 miembros de la pandilla MS13 a una prisión en la ciudad occidental de Izalco, que hasta entonces sólo había recibido miembros de sus archirrivales de Barrio 18, informó La Prensa Gráfica.

Las autoridades también trasladaron a 1.177 reclusos de Barrio 18 de Izalco a una prisión donde anteriormente sólo había miembros de MS13, en la ciudad nororiental de San Francisco Gotera, según El Salvador.com.

Las autoridades señalaron que la ubicación de los reclusos se basará a partir de ahora en su nivel de riesgo para la sociedad, en vez de su filiación a las pandillas, informó The Associated Press. Las directivas de las cárceles de El Salvador le dijeron a AP que a partir del 21 de abril un total de 2.427 internos habían sido trasladados a tres cárceles en diferentes partes del país.

Estos traslados marcan la revocación de una política que definió la demografía de las cárceles de El Salvador durante la década pasada. En 2004, el gobierno salvadoreñocomenzó oficialmente a dividir algunas de las cárceles del país entre las pandillas MS13y Barrio 18, una medida polémica que no se ha repetido en ninguna otra parte de la región.

El presidente Salvador Sánchez Cerén dijo que se tomó la decisión de eliminar la segregación en las prisiones para mezclar a los pandilleros y evitar “las ejecución de operaciones criminales” desde las cárceles.


Estos cambios en la política penitenciaria no abordan los problemas sociales que se encuentran en el centro de la crisis de seguridad de El Salvador.


Ya en julio de 2014 había señales de que El Salvador detendría la segregación en las prisiones. Ese mismo mes, el ministro de Justicia y Seguridad de El Salvador, Benito Lara, dijo que dicha medida había sido un error y que se acabaría en “un futuro no muy lejano”.

El Salvador también ha enviado recientemente a varios líderes de MS13 y Barrio 18 a la prisión de máxima seguridad de Zacatecoluca. Esta medida revirtió la política de la administración anterior, que había acordado trasladar al menos 30 líderes pandilleros de Zacatecoluca a prisiones de menor seguridad, como parte de la tregua de las pandillas del país en 2012.

Análisis de InSight Crime

La deteriorada situación de seguridad de El Salvador probablemente influyó para que el gobierno tomara la decisión de eliminar la segregación en las prisiones en este momento. Las tasas de homicidios en El Salvadorhan estado subiendo desde la ruptura de la tregua de pandillas a principios de 2014, y marzo de 2015 fue el mes más violento del país en los últimos diez años. Sánchez Cerén parece estar buscando maneras con las que el gobierno pueda responder a esta oleada de violencia sin volver a la mesa de negociaciones, una posibilidad que su administración ha rechazado varias veces.

La decisión del gobierno de detener la segregación en las prisiones y devolver los líderes de pandillas a Zacatecoluca podría ayudar a disminuir la violencia, pero quizá sólo hasta cierto grado. Se cree que la segregación en las prisiones ha fortalecido a ambas pandillas, pues ha permitido una mejor coordinación entre los líderes encarcelados, quienes les ordenan a los pandilleros libres llevar a cabo asesinatos, desapariciones y otras actividades criminales. Bloquear esta cadena de mando podría debilitar la capacidad de Barrio 18 y MS13 para coordinar los ataques contra la policía y las pandillas rivales.

VEA TAMBIÉN: Noticias y perfiles de El Salvador

Sin embargo, estos cambios en la política penitenciaria no abordan los problemas sociales que se encuentran en el centro de la crisis de seguridad de El Salvador. Muchos de los internos que ocupan los sistemas penitenciarios más superpoblados de Latinoamérica (pdf) nunca tuvieron la oportunidad de ganarse una vida digna en el sector formal.

Según un reciente informe de la Universidad Francisco Gavidia sobre la demografía en las cárceles de El Salvador (pdf), más del 38 por ciento de los presos nunca había asistido a la escuela o no había terminado la escuela primaria al momento de su primer arresto. Sólo una pequeña parte de la población reclusa de El Salvador (1,2 por ciento) tenía un título universitario cuando fue encarcelada.

Pero la falta de educación va más allá de la formación en las aulas: un sorprendente 68,2 por ciento de los presos tenían poco o ningún conocimiento de lo que sucedía durante sus procesos judiciales. Esto podría explicar en parte el hecho de que más de un cuarto de todos los internos (26,7 por ciento) dijeron que alguien los había obligado a cambiar su declaración o a declararse culpables.
Sin embargo, uno de los autores del estudio, Carlos Vilalta, le dijo a InSight Crime que la composición del núcleo familiar de los prisioneros es el predictor más claro de la actividad criminal en El Salvador. “La composición de la familia de los presos […] conduce a violencia y criminalidad”, dijo Vilalta.

VEA TAMBIÉN: Cobertura sobre prisiones

Vilalta señala, por ejemplo, que el porcentaje de reclusos que crecieron en hogares en los que alguno de los miembros de la familia había pasado tiempo en prisión (26,8 por ciento) era “mucho mayor” que en otras partes de Latinoamérica. El estudio también descubrió que el 37,7 por ciento de los reclusos salvadoreños abandonaron su hogar al menos una vez antes de los 15 años. La razón más común para irse fue la violencia intrafamiliar (31,9 por ciento), seguida por la búsqueda de oportunidades de empleo (21,6 por ciento). Casi el 10 por ciento de los presos informaron que habían comenzado a trabajar antes de los 9 años de edad.
Los resultados de este estudio sustentan las declaraciones de los líderes de las pandillas, quienes afirman que los altos niveles de crimen y violencia en El Salvadorson producto de la desigualdad social.

“Somos un grupo social. Nos vemos como una gran parte de la sociedad. Creemos que el problema aquí es la exclusión social, la discriminación, la falta de educación, la falta de empleo y la desigualdad de trato por la ley”, le dijo a InSight Crime el líder de Barrio 18 Carlos Lechuga Mojica, alias “El Viejo Lin”, durante una entrevista en 2012. “Creemos que si se resuelven estos problemas, la violencia entre pandillas terminará”.

De hecho, la violencia y la delincuencia son problemas profundamente arraigados en El Salvador que no pueden ser erradicados por simplemente encarcelar más pandilleros o trasladar de una prisión a otra a los que ya están tras las rejas.

Source: Insightcrime

Published in: on maio 17, 2015 at 9:06 pm  Deixe um comentário  

DPKO abre processo seletivo para Chefe do Estado-Maior da Polícia da ONU (UNPOL) na MINUSTAH

O DPKO solicitou a seus estados-membros, incluindo o Brasil, indicações de policiais militares para o cargo de Chefe do Estado-Maior do componente policial (UNPolice Chief of Staff), na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

O regime é de secondment contacted (contratado), para período de trabalho inicial de um ano. A atual Chefe do EM UNPOL no Haiti teve contrato renovado e ficou por 3 anos.

Várias são as qualificações exigidas para o cargo, dentre as quais proficiência plena em inglês e francês, além de amplo conhecimento da missão e sistema ONU e UNPOL.

DPKO destaca que oficiais do sexo feminino terão precedência, no processo de seleção, nos casos de empate de qualificação com oficiais do sexo masculino. A Chefe do EM UNPOL nos últimos anos foi a oficial romena Iuliana Boanca. Seu contrato acaba no mês de maio 2015.

Job Description foi encaminhado a cada país.

Deadline: 25 de maio de 2015 (envio para DPKO).

Documentação exigida: EASP, formulários médicos (MS2) e cópia dos passaportes.

Published in: on abril 27, 2015 at 6:26 pm  Deixe um comentário  

Major PMPA Bassalo em operação no Haiti

O Major Fabrício Bassalo, veterano boina azul da MINUSTAH (Haiti), completa hoje 4 décadas de vida, sendo 20 anos dedicados a Polícia Militar do Pará (PMPA) e a sociedade.

A foto abaixo mostra a atuação do então Capitão Bassalo durante as manifestações estudantis de junho de 2009, em Porto Príncipe (PaP), capital do Haiti, devido ao anúncio do governo haitiano de corte na verba da educação.

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Foto: O então Capitão Bassalo e o Capitão SA’ED Al Maitah, Comandante da SWAT da Jordânia.

Segundo o peacekeeper, “Nesse dia especificamente, uma guarnição UNPOL[1] da Comissaria do centro de PaP estava em patrulha sem a presença da FPU[2], sendo cercada na área das universidades (por trás do Palácio Nacional).”

Na condição de Coordenador das Tropas de Choque da Polícia da ONU (UNPOL Crowd Control Coordinator) na MINUSTAH, o Capitão Bassalo seguiu liderando comboio de choque para resgatar os policiais internacionais cercados e ameaçados pelos manifestantes. Nessa operação, encontravam-se a seu comando: 1 Pelotão de Choque e 1 time tático (SWAT) da Polícia Real da Jordânia.

Atualmente, o Major Fabrício Silva Bassalo é o Diretor de Operações da Casa Militar do Estado do Pará.

Ao sempre atuante oficial, os votos de saúde e paz!

[1] UNPOL: United Nations Police. Componente policial de uma missão de paz ou nomenclatura usada também para os policiais internacionais que integram uma missão.

[2] FPU: Formed Police Unit (Unidade/Batalhão/Companhia de Polícia de Choque/CDC)

Published in: on abril 23, 2015 at 2:00 am  Deixe um comentário  

ONU solicita ao Brasil mais policiais militares para cargos de UNPOL no Haiti

O Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO/ONU) solicitou ao Brasil a indicações de policiais militares para o cargo de UNPOL na MINUSTAH, em regime de secondment (non-contracted, UNPOL “normal”), para tour (mandato) inicial de missão de um ano.

A ONU enfatizou que policiais militares femininos terão precedência, no processo de seleção, nos casos de empate de qualificação com policiais do sexo masculino.

Indicações devem ser submetidas ao DPKO até 20 de abril de 2015 (anexos os EASP, exames médicos (MS2) e cópia dos passaportes.

Published in: on abril 1, 2015 at 7:38 pm  Deixe um comentário  

Tenente Anderson Pakuszewski (PMPR) e um pouco da sua trajetória na Missão de Paz da ONU no Sudão do Sul

No dia 5 de abril de 2014, o Tenente da Polícia Militar do Paraná (PMPR) Anderson Pakuszewski aterrizava em solos africanos para a sua primeira experiência em Missão de Paz da ONU, no Sudão do Sul (UNMISS). Ele foi juntamente com o também tenente da PMPR, o Sr. Rodrigo Kravetz de Oliveira. Faltando poucos dias para o fim de sua missão (End of Mission – EoM), o Tenente Anderson nos envia um pouco da sua experiência no mais novo país do mundo. Dentre as funções que desempenhou, destacam-se as de Team Leader no CSB Pibor e Team Leader da patrulha no IDP Camp.

Abaixo, algumas fotos enviadas nesta data, com sucintas legendas (a dificuldade no acesso a internet é um problema constante para poder enviar material de qualidade).

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Foto 1 (acima): chegada na Base da ONU em Entebbe, capital de Uganda, para o período de treinamento básico inicial, o Induction Training.

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Foto 2 (acima): Na cidade de Bor (Jonglei State), no monitoramento de um campo de pessoas deslocadas (Internal Displaced Person – IDP) onde vivem cerca de 6 mil pessoas.

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Foto 3 (acima): O Oficial em apoio ao programa de distribuição de alimentos promovido pela agência WFP (World Food Program). A tarefa principal dos UNPOLs é de garantir a ordem no campo e a integridade das pessoas nos IDPs.

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Foto 4 (acima): IDP recebendo alimentos. um detalhe interessante observado pelo oficial é que na cultura local, as mulheres fazem a maioria das tarefas, inclusive as mais pesadas.

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Foto 5 e 6 (acima): Em PIBOR, o Tenente realiza análise da área reservada para abrigar IDPs em caso de rompimento da ordem e necessidade de novos abrigamentos. Até a presente data, não foi preciso. 

Ao Tenente Anderson Pakuszewski da PMPR, os votos de parabéns quando da chegada de seu fim de missão, onde tão bem representou a PMPR, o Brasil e a ONU, sendo, sem dúvida, motivo de orgulho a seus amigos e familiares.

Published in: on março 29, 2015 at 9:07 pm  Deixe um comentário  

Prováveis mudanças na MINUSTAH

Novos acertos nas Nações Unidas indicam mudanças consideráveis na MINUSTAH. A missão terá até 2016, período que abarca o Plano de Desenvolvimento da PNH (Polícia Nacional do Haiti), foco principal de fortalecimento da única instituição pública armada em um país que não possui Forças Armadas (não vou mencionar os 5-10 militares criados por questões de imposição política).

A gradual e constante redução do componente militar e a permanência do efetivo previsto no componente policial (até 2016) deverão sofrer certo impacto no ano de 2016, quando um novo Plano para a PNH deverá ser lançado, se o Estado haitiano ainda continuar com interesse, e a Missão passará a ter um viés mais voltado para o peacebuilding e fortalecimentos institucionais, devendo inclusive extinguir o nome MINUSTAH para um outro, provendo uma nova imagem à Missão da ONU e as mazelas enfrentadas pela missão, associadas negativamente por parte da população local (e internacional) – a citar terremotos e surto de cólera.

No nível UNPOL já se percebe um foco maior para a área de desenvolvimento e menor para a operacional, enquanto que na militar as reduções tem sido paulatinas, como citado.

Esperar para ver…

Sérgio Carrera

Published in: on junho 3, 2014 at 2:51 am  Comments (1)  

Atualizacao de efetivo UNPOL na MINUSTAH/Haiti (10 de maio de 2014)

Na presente data, o Brasil conta com o maior efetivo de policiais militar ja empregados no Haiti, com um total de 18 policiais:

– 12 policiais da PMDF
– 02 policial da PMPE
– 01 policial da PMAL
– 01 policial da PMSP
– 01 policial da PMERJ
– 01 policial da PMCE

Dos 18 UNPOLs, apenas 02 sao mulheres e 03 estao em sua primeira missao.

Mais outros 02 brasileiros ja receberam seu Deployment Tracking (DT) com chegada prevista para o mes de maio e outros 02 estao com problemas para emissao do Travel Auhorization (TA) ha mais de 2 meses e ate o momento nada foi resolvido. Mesmo com o fim de missao de 03 oficiais em junho, existe possibilidade real de 22 policiais militares como UNPOLs no Haiti até a referida data.

O Brasil hoje representa 2,1% do efetivo de policiais na MINUSTAH.

Published in: on maio 10, 2014 at 4:03 pm  Deixe um comentário  

O idioma francês e a Polícia da ONU – UNPOL

A falácia oficializada no Brasil de que a ONU não pede policiais fluentes em francês chega a beirar o absurdo. A tendência da maioria das missões tem o francês como idioma oficial da UNPOL. E essa é uma tendência, conforme palavras do Undersecretary-gereral for Peacekeeping Operations (Mr. Herde – diplomata francês) e do Police Advisor e Diretor da Police Division, o policial alemão Stephen Feller em reunião com Comandantes de Contingentes e Chefes de Unidade na MINUSTAH. Inclusive solicitado para transmitir informações aos países de origem e citando as missões na África. Selecionar policiais apenas em inglês é um contra-senso!

De forma alguma, devem deixar o inglês em segundo plano, por questões óbvias.

Tempo para reflexão e evolução sobre o tema.

Durante muitos anos o Brasil realizou seleção em francês (mesmo que não reconhecida pela ONU) e acredito que estamos no momento de voltarmos a fazê-la (Brasil).

bandeira da franca

Published in: on março 10, 2014 at 11:32 pm  Deixe um comentário  

Vaga aberta na UNPOL MINUSTAH

Abertura de vagas: Special Assistant to the Police Commissioner na MINUSTAH (P/4).

Para mais, ver Inspira e Galaxy.

Published in: on fevereiro 3, 2014 at 8:40 pm  Deixe um comentário  

UNPOL presta homenagem as vitimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010

Homenagem realizada pelo componente policial (UNPOL), em 12 de janeiro de 2014, aos que faleceram na então sede da MINUSTAH, Hotel Christopher, Av. Bourbon/Porto Príncipe/Haiti, durante os abalos sísmicos que devastaram o país (cerca de 300 mil mortes) em 12 de janeiro de 2010.

foto 1

foto 2

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Eterna lembrança do querido e saudoso amigo Cleiton Batista Neiva, Oficial da PMDF/Brasil, único policial falecido dentre os 22 brasileiros.

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Published in: on janeiro 13, 2014 at 7:43 pm  Deixe um comentário  

Novos policiais militares são designados para o Haiti – fev 2014

Cerca de 10 policiais militares brasileiros receberam confirmação da ONU para integrar a MINUSTAH, com data recomendada para chegada em Porto Principe dia 03 de fevereiro de 2014.

O efetivo policial brasileiro, hoje com 10 homens e mulheres, será de cerca de 21 UNPOLs, o maior na historia no Haiti.

Published in: on janeiro 9, 2014 at 7:30 pm  Comments (1)  

PRESS RELEASE: UNMISS welcomes improved security conditions in Juba

PRESS RELEASE:
UNMISS welcomes improved security conditions in Juba

UNMISS has observed a noticeable improvement in security conditions in much of Juba today. The Mission lifted restrictions on the movement of its personnel this morning. It has resumed patrols on a limited basis in the city itself and it restored flight service to and from the Ugandan city of Entebbe. Life in the centre of town is returning back to relative normalcy. The safety of civilians in the South Sudanese capital remains a concern, however, especially on the city’s outskirts.

“We call on the Government of South Sudan to do its utmost to end any continuing violence, make sure that all civilians feel safe all over the city, regardless of their communal background. This will also permit civilians in our camps to return home,” said Hilde F. Johnson, Special Representative of the Secretary General to South Sudan.

Security conditions in the Jonglei State capital of Bor have deteriorated significantly during the course of the day. UNMISS has received reports that heavy fighting erupted in the city in the wee hours of this morning and continued for four hours. The violence triggered an exodus of civilians out of Bor, and thousands have sought shelter at the Mission’s compound on the southeastern outskirts of the city.

As is the case in Juba, UNMISS is providing water, sanitation facilities and medical care to civilians who have taken refuge in its Bor compound. A limited number of tents have been erected to house some of these civilians. Late this afternoon, UNMISS staff members reported that heavy weapons fire erupted in a neighborhood of Bor about a kilometer away from the Mission’s compound.

As of this morning, almost 20 000 civilians were staying in the two UNMISS compounds and in the compound of the World Food Programme in Juba. The UN is making every effort to ensure the safety of these civilians during their stay in the facilities, and they have been receiving water supplies since their arrival.

UNMISS again calls on all parties to the violence to exercise restraint and seek a peaceful way out of the current crisis.

Published in: on dezembro 18, 2013 at 8:14 pm  Deixe um comentário  

Programa na Guiné-Bissau

A Fundação Fé e Cooperação (FEC) é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) com estatuto de Utilidade Pública. Actua na área da Cooperação para o Desenvolvimento, sobretudo na Guiné-Bissau e em Angola, tendo como sectores prioritários a educação, a saúde e a capacitação institucional. Na área da Educação para o Desenvolvimento e Advocacia Social a FEC aposta da dinamização de redes com impacto junto de decisores políticos, económicos e religiosos. Os projectos da FEC são financiados, entre outros, pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, pela União Europeia, Fundação Calouste Gulbenkian, UNICEF, Caritas Guiné-Bissau, Plan Guiné-Bissau, Câmaras Municipais de Cascais e Santa Maria da Feira.

A FEC convida à apresentação de candidaturas para o provimento de uma vaga para o programa na Guiné-Bissau 2013/2014:

– Técnico(a) Formador(a) de Gestão e Administração Escolar e Participativa (ver Termo de Referência), com formação superior em Ciências da Educação, preferencialmente com especialização em Gestão e Administração Escolar.

Por favor, enviar respostas e Curriculum Vitae para recrutamento@fecongd.org até ao dia 31 de Dezembro de 2013 indicando a posição para que se candidata no assunto do e-mail.

O CV, preferencialmente em português e em formato europeu, deverá ser acompanhado de uma carta de motivação e da indicação de duas pessoas de referência e o seu contacto.

Solicitamos também a resposta ao seguinte questionário disponível aqui.

Em caso de dúvida contactar Etelvina Cardeira para o telefone (00 351) 21 886 17 10.

Published in: on dezembro 18, 2013 at 3:55 pm  Deixe um comentário  

Situacao dos policiais militares brasileiros apos tentativa de golpe de estado no Sudao do Sul

Visto que as comunicacoes com Juba, capital do Sudao do Sul, estao cortadas, o Primeiro-Tenente PMPR Juan Abreu, por trabalhar em Aweil, esta fazendo “a ponte” e em contato constante com os demais policiais miltiares brasileiros que integram a Missao da ONU no pais, a UNMISS, como membros de seu componente policial, a United Nations Police – UNPOL

Encontram-se a servico da ONU no Sudao do Sul os seguintes policiais:

1. Major PMDF Gilvani – Comandante do Contingente (de folga e fora da area de Missao – partiu um dia antes) – Em Juba.
2. Major PMESRJ Almeida Jr. – Em Juba.
3. Capitao BMRS Laudemir – Em Juba.
4. Capitao PMDF Melissa – Em Juba.
5. Primeiro-Tenente PMPR Juan Abreu – Em Aweil.

De acordo com o Tenente Juan Abreu, em rapida comunicacao nesta manha, ele afirma:

“Acabei de falar com o Major Almeida. O problema em Juba é que tem uns 7000 IDPs dentro da base e todos os voos estao cancelados. Por enquanto eles tem suprimentos suficientes. Sem incidentes contra efetivo da ONU”.

Boas noticias e os agradecimentos devidos ao Tenente PMPR Juan Abreu pelas informacoes.

* IDP – Internal Displaced Person.

Published in: on dezembro 17, 2013 at 3:07 pm  Deixe um comentário  

Tentativa de golpe no Sudão do Sul deixa 26 mortos e 170 feridos

Pelo menos 26 pessoas morreram e 170 ficaram feridas durante os enfrentamentos ocorridos entre o exército e militares dissidentes nos últimos dias em Juba, capital do Sudão do Sul, informou o porta-voz das Forças Armadas, Philip Aguer.

Segundo o porta-voz, nesta madrugada voltaram a ser registrados choques contra uma “pequena força da Guarda Presidencial”, mas a situação está sob controle na capital depois da rebelião iniciada no domingo.

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Em meio a tiros, moradores de Juba buscam abrigo no aeroporto.

Fonte: Site TERRA.

Published in: on dezembro 17, 2013 at 2:42 pm  Deixe um comentário  

Capitã da PM está entre militares sitiados em campo da ONU no Sudão (do Sul)

Na internet, Melissa Rocha relata clima tenso em base, mas diz estar bem. Millhares de refugiados tentam acessar local em busca de abrigo, diz ONU.

16/12/2013 20h15 – Atualizado em 16/12/2013 20h17

No Facebook, capitã Melissa diz que está bem e aguarda
Por Ricardo Moreira
Do G1 DF

A capitã Melissa Rocha, da Polícia Militar do Distrito Federal , está entre os militares que estão sitiados numa base da Organização das Nações Unidas (ONU) em Juba, capital do Sudão. A informação é do Comando da Academia da PM em Brasília.

Segundo a PM, a capitã e outros oito militares de diversos países tentam impedir que refugiados acessem o local, por falta de espaço para acomodar pessoas quen tentam fugir da violência decorrente da crise política no país.
Os refugiados temem ser alvo de militares do Sudão do Sul , responsáveis por uma tentativa de golpe no país, afirma o comando da Academia da PMDF, tenente-coronel Leonardo Sant’Anna. De acordo a ONU, mais de 7 mil pessoas buscavam refúgio na base da entidade no Sudão nesta segunda-feira.

O G1 ainda tenta contato com a família da policial. No Facebook, a capitã Melissa Rocha postou às 18h27 uma mensagem em que dizia estar bem e que aguardava a reabertura do espaço aéreo para poder deixar o Sudão em direção a Uganda.

Blog na internet publicou fotos da capitã com militares do exército local em Juba.

De acordo com Sant’Anna, as últimas mensagens de Melissa por celular relatavam que ela estava bem, mas que o clima de insegurança na base era cada vez maior. Os refugiados aparentavam bastante fome e sede e diziam ter caminhado vários quilômetros para chegar até o local, segundo o relato que ela fez a ele.

Os mantimentos dentro da base da ONU seriam insuficientes para atender os moradores, informou o tenente-coronel. Segundo agências internacionais de notícias, há relatos de vários confrontos e tiros em diversas áreas de Juba . O espaço aéreo está fechado e o toque de recolher foi decretado.

Sem comunicação
Segundo Sant’Anna, a comunicação com a capitã foi interrompida por volta das 17h30 (horário de Brasília) desta segunda-feira (16).

Segundo ONU, civis chegam à base da entidade perto do aeroporto internacional de Juba
Sant’Anna diz que o contato com a policial estava sendo feito por meio de um aplicativo de celular que permite o envio e recebimento instantâneo de mensagens de texto. O tenente-coronel soube que o fornecimento de energia em Juba foi interrompido.
Num blog da internet, a capitã Melissa aparece em fotos ao lado de militares do Exército do Sudão do Sul. De acordo com o site, a oficial postou, em agosto deste ano, a seguinte mensagem: “Ainda estou me adaptando. O povo não gosta muito de fotos e se o exército local vê, costumam apreender os aparelhos. Então, melhor evitar qualquer tipo de conflito. Mas é tudo muito interessante. Outra realidade! Tenho vontade de tirar foto de tudo! Parece que estou num filme! A cidade não tem água encanada nem energia elétrica. O transito é bizarro…”.

Fonte: Site G1.

Published in: on dezembro 17, 2013 at 2:38 pm  Deixe um comentário  

Tentativa de “golpe de estado” do Sudao do Sul – 16 de dezembro de 2013

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Segundo a CNN, nesta segunda-feira, dia 16 de dezembro de 2013, ocorreu uma tentativa de golpe de estado por parte dos militares no Sudao do Sul.

Ha relatos de varios confrontos e tiros em areas diversas da capital do pais, Juba. O espaco aereo esta fechado e parte da populacao esta refugiada na base da ONU. Estima-se que cerca de 10 mil pessoas estejam dentro da base, sem alimentacao e meios adequados, sendo a maioria delas, mulheres e criancas.

Toque de recolher foi decretado.

Estamos em contato com amigos oficiais da PM, mas a conexao internet nao esta boa. Todavia, eles estao em contato com os seus familiares e informam que eles estao bem (sem maiores detalhes).

As autoridades brasileiras precisam ser notificadas para o apoio necessarios aos brasileiros (policiais, militares e civis) a servico da ONU e outros que ora estao no local.

Estamos tentando contato constante para prestar informacao e suporte possivel.

Noticia na midia: ver reportagem da CNN.

Published in: on dezembro 16, 2013 at 5:48 pm  Deixe um comentário  

Nota de Falecimento de Policial Veterano de Missao de Paz da ONU

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FOTO: Cel Matias no Timor Leste – Tomando depoimento em investigacoes.

“É com pesar que a Polícia Militar do Distrito Federal informa o falecimento do coronel QOPM José Wilame Vitoriano Matias, 52 anos, ocorrido na data de hoje (12), às 7 horas, vítima de grave acidente de trânsito enquanto seguia para o trabalho. Apesar de ser socorrido pelo SAMU e do pronto-atendimento realizado no Hospital de Base, veio a óbito. Atualmente o oficial ocupava o cargo de comandante do Comando de Policiamento Regional Leste. O sepultamento será realizado amanhã (13), às 11h30, no cemitério Campo da Esperança.”

Fonte: Site PMDF.

Lamentamos profundamente a passagem do Coronel Matias, veterano de 2 Missoes de Paz no Timor Leste. Que seus amigos e familiares, incluindo seu irmao Cel Marco (tambem veterano de Missao de Paz) recebam o conforto interior e apoio necessario.

O oficial, com quase 30 anos de servico, se preparava para integrar a UNIOGBIS ainda neste mês

Seu corpo foi velado e sepultado hoje, no cemiterio Campo da Esperanca, em Brasilia-DF.

Published in: on dezembro 13, 2013 at 9:03 pm  Deixe um comentário  

Encontro Bilateral Brasil – Haiti: Estudos sobre a migração haitiana ao Brasil

O Centro Universitario de Brasilia – UniCEUB realizará o Encontro Bilateral Brasil – Haiti sobre o tema Estudos sobre a migração haitiana ao Brasil e diálogo bilateral, no dia 9 de dezembro, segunda-feira, das 9h às 13h, no Laboratório de Relações Internacionais, sala 2337, bloco 2, localizado no campus da Asa Norte, Brasilia-DF.

Não é necessário fazer a inscrição. As vagas são limitadas à capacidade do laboratório.

Published in: on dezembro 7, 2013 at 8:05 pm  Deixe um comentário  

ONU utiliza drones em missões pela primeira vez

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO
por France Press, publicado por Luís Manuel Cabral

As Nações Unidas lançaram oficialmente esta terça-feira em Goma, na República Democrática do Congo, o primeiro drone utilizado em missões da organização.

O aparelho, de fabrico italiano, partiu do aeroporto de Goma após uma apresentação à imprensa que contou com a presença do chefe de operações de manutenção da paz da ONU, Hervé Ladsous e vários diplomatas.

A ONU dispõe de dois drones para ajudar a missão para a estabilização da paz na República Democrática do Congo que começaram a efetuar testes de voo no domingo. Estes aparelhos, que não carregam qualquer tipo de arma, serão exclusivamente utilizados em missões de vigilância da ONU na província de Kivu do Norte, onde atuam dezenas de grupos armados. Os drones também deverão assegurar o controlo da fronteira entre a RDC e os países vizinhos Uganda e Ruanda, numa tentativa de evitar que esses dosi países continuem a fornecer armamento às milicias congolesas. os dois países, no entanto, negam qualquer apoio a grupos armados na República Democrática do Congo.

A ONU espera vir a ter cinco drones operacionais, fabricados pela Selex, uma subsidiária do grupo italiano Finmeccanica,que sejam capazes de oferecer uma vigilância no terreno de 24 sobre 24 horas a partir do mês de março do próximo ano.

Fonte: Site DN GLOBO.

Published in: on dezembro 3, 2013 at 3:32 pm  Deixe um comentário  

Mulheres fazem diferença na execução do mandato da missão de paz, diz chefe da Polícia ONU no Haiti

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Policial brasileira, Virgínia Lima atua na missão de paz da ONU no Haiti. Foto: UNIC Rio/Damaris Giuliana

O chefe da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) no Haiti afirmou ao serviço em português da Rádio ONU que pretende aumentar de forma significativa o número de mulheres que participam da missão de paz no país. Segundo Luís Carrilho, várias medidas estão sendo tomadas neste sentido.
Carrilho esteve na sede das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada, para participar de um encontro dos comandantes da UNPOL do mundo inteiro.
De acordo com o oficial português, que também serviu no Timor-Leste, as mulheres fazem a diferença na hora de executar o mandato da ONU.
“A rede das mulheres políciais, seja a rede UNPOL, seja a Rede da Polícia Nacional do Haiti, que trabalham em conjunto, mas no nível do terreno, sobretudo trabalhando com as vítimas de crime [como violência sexual] a participação da mulher é extremamente importante”, disse Carrilho ao pedir que os países que contribuem com policiais ampliem o número de mulheres na missão. Atualmente, a força policial da ONU no país caribenho tem cerca de 10% de mulheres.
Policial brasileira atua no desenvolvimento de sistema de combate à violência contra mulheres
A violência doméstica e sexual é um problema grave e histórico no Haiti. Até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.
O acompanhamento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) ajudou a mudar a situação do país e hoje existe uma rede de auxílio às vítimas, que além de oferecer apoio médico e psicológico, investiga os casos para levar os suspeitos a julgamento.
O trabalho tem sido intensificado nos campos de deslocados, onde é maior a vulnerabilidade de mulheres e meninas.
“Nós vamos até o campo onde ocorreu a violência, levamos a vítima a um hospital de Cité Soleil, que é o hospital que nós temos a maior facilidade por conta da equipe de psicólogas e de médicas”, descreveu a policial brasileira Virgínia Lima ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) em reportagem para marcar o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, 29 de maio.
Lá, essas mulheres recebem os remédios necessários no prazo de 72 horas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, além da documentação obrigatória para que a Justiça receba as denúncias.
“Se ela desejar ir até uma delegacia pra fazer o registro dessa ocorrência, a gente acompanha também”, diz a capitã, acrescentando que há um trabalho de sensibilização nesse sentido.

FONTE: Site ONU

Published in: on novembro 28, 2013 at 7:32 pm  Comments (1)  

Com apoio da ONU, Haiti desenvolve sistema de combate à violência contra mulher

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Policial brasileira atua em campos de deslocados para evitar violência contra mulheres. Foto: UNIC Rio/Damaris Giuliana

(Capitao PMDF Virginia Lima)

A violência doméstica e sexual é um problema grave e histórico no Haiti, de acordo com a Polícia das Nações Unidas (UNPOL). Até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.
O acompanhamento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) ajudou a mudar a situação do país e hoje existe uma rede de auxílio às vítimas, que além de oferecer apoio médico e psicológico, investiga os casos para levar os suspeitos a julgamento.
O trabalho tem sido intensificado nos campos de deslocados, onde é maior a vulnerabilidade de mulheres e meninas. O número de visitas feitas a esses locais por mulheres policiais da ONU cresceu de 114 em janeiro deste ano para 247 em abril. O grupo trabalha em conjunto com a Polícia Nacional do Haiti (PNH).
“Nós vamos até o campo onde ocorreu a violência, levamos a vítima a um hospital de Cité Soleil, que é o hospital que nós temos a maior facilidade por conta da equipe de psicólogas e de médicas”, descreve a policial brasileira Virgínia Lima.
Lá, essas mulheres recebem os remédios necessários no prazo de 72 horas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, além da documentação obrigatória para que a Justiça receba as denúncias.
“Se ela desejar ir até uma delegacia pra fazer o registro dessa ocorrência, a gente acompanha também”, diz a capitã, acrescentando que há um trabalho de sensibilização nesse sentido.
A ONU também atua na prevenção da violência realizando palestras e patrulhas nos campos de deslocados.
Formação policial ainda é desafio

O Haiti tem atualmente pouco mais de 10 mil policiais e precisa de ao menos 15 mil para que a segurança e a estabilidade sejam garantidas pelas autoridades locais. A formação desses profissionais ainda é um desafio para o país e para a ONU, que encontram dificuldade para alcançar a meta de mil novos policiais por ano.
Em 2012, por exemplo, 16 mil candidatos participaram da primeira fase da seleção, mas apenas 239 concluíram o curso da Academia de Polícia. Entre outros quesitos são avaliados o nível de alfabetização, condições de saúde e antecedentes criminais.
De acordo com o vice-comissário da UNPOL no Haiti, Serge Therriault, a PNH não pode ser pensada de maneira isolada porque é parte da reconstrução do país com base em instituições democráticas. Segundo ela, ampliar a capacidade da polícia requer mais do que treinamento: é preciso prover orçamento, infraestrutura e apoio operacional.
Também é preciso trabalhar a inclusão feminina na corporação. “Descobrimos que na cultura haitiana o que os pais pensam é realmente importante. Então, muitas mulheres não se engajam nessa carreira porque os pais não apoiam ou não veem a polícia como um lugar para mulheres”, relata Therriault. “Se pudermos mudar a percepção dos pais, só com isso devemos aumentar o número de recrutamento de mulheres.”
_____________________
Esta matéria faz parte de uma série de reportagens especiais, incluindo um vídeo, para o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, lembrado a cada ano em 29 de maio. Confira todas as reportagens em http://www.onu.org.br/29demaio e o vídeo abaixo.

FONTE: Site ONU

Published in: on novembro 28, 2013 at 7:29 pm  Deixe um comentário  

ACNUR monitora o retorno a Kivu do Norte a partir de Uganda

BRASÍLIA, 5 de novembro de 2013 (ACNUR) – A Agência da ONU para Refugiados continua respondendo aos fluxos recentes de refugiados congoleses para o sul de Uganda enquanto se prepara para ajudar as pessoas a voltarem para casa em áreas libertadas do controle rebelde na
fronteira de Kivu do Norte, província na República Democrática do Congo (RDC).

Mais de 10 mil pessoas se deslocaram para o distrito de Kisoro, em Uganda, desde a onda mais recente de combates entre as forças armadas da RDC e o movimento rebelde M23, iniciada em 25 de outubro – mais de 18 meses do depois do estopim do conflito entre ambas as partes.

O governo comemora o sucesso da expulsão do M23 de redutos no Kivu do Norte, incluindo a fronteira de Bunagana com Uganda, por onde cruzam os refugiados. Mais de 3 mil deles já foram transportados pelo ACNUR para o centro de trânsito de Nyakabande, a cerca de 20 quilômetros da
fronteira, onde recebem abrigo, alimentação e outros cuidados.

Outros milhares de refugiados permaneceram na zona fronteiriça e o ACNUR tem visto muitos retornarem a Kivu do Norte desde que o exército congolês capturou a cidade, na última quarta-feira. Os funcionários do ACNUR em Goma, capital de Kivu do Norte, ainda não conseguiram acessar as áreas liberadas. Uma vez restabelecidos o pleno controle militar e a autoridade civil, a repatriação de dezenas de milhares de pessoas deslocadas pode se tornar realidade após mais de 18 meses de um intermitente combate em Kivu do Norte.

Embora expressando cautela sobre a situação atual e um eventual retorno de pessoas refugiadas nos países vizinhos ao Congo, o Representante Regional do ACNUR Stefano Severe disse que “a agência já está pronta para receber e acompanhar os retornados uma vez que a situação tenha se
estabilizado”. Ele e outros funcionários do ACNUR alertaram contra retornos prematuros até que a situação seja segura.

Leia a íntegra desta notícia em http://www.acnur.org.br/

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Published in: on novembro 5, 2013 at 7:06 pm  Deixe um comentário  

LRA: grupo armado já deslocou 2,5 milhões de pessoas no coração da África

ACNUR Brasil BRABR Informação Pública

LRA: grupo armado irregular já deslocou 2,5 milhões de pessoas no coração da África

BRASÍLIA, 04 de novembro de 2013 (ACNUR) – Nos últimos 30 anos, o grupo rebelde Exército de Resistência do Senhor (ou LRA, do inglês Lord’s Resistency Army) causou o deslocamento forçado de 2,5 milhões de pessoas no coração da África. As ações do grupo têm sido registradas em Uganda, epública Democrática do Congo (RDC), Sudão do Sul e República Centro Africana (CRA). Atualmente, o maior número de vítimas do LRA está concentrado na Província Orientale, leste do Congo, onde cerca de 320 mil pessoas ainda encontram-se deslocadas devido à violência praticada
pelo grupo.

Estes números constam do relatório “Uma vida de medo e fuga” (ou “A life of fear and flight-The Legacy of LRA Brutality in North-East Democratic Republic of the Congo”), produzido pelo Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno (ou IDMC, do inglês Internal Displacement Monitoring Centre), vinculado ao Conselho Norueguês para Refugiados, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). A íntegra do relatório está disponível em http://goo.gl/wY7xkR

Sob o comando do líder rebelde Joseph Kony, o LRA foi formado na década de 80 em oposição ao governo de Uganda. Em pouco tempo, tornou-se conhecido pelas suas atrocidades contra civis, como homicídio de residentes e sequestro de mulheres e crianças para servirem como
escravas sexuais e soldados.

No início dos anos 90, os ataques ultrapassaram as fronteiras do norte do país, chegando ao Sudão. Em 2005, o LRA estabeleceu suas bases em um parque nacional do Congo, e após 2008 começou a afetar cidadãos na RCA e na região onde agora existe o Sudão do Sul.

Segundo o relatório do IDMC e do ACNUR, o LRA afeta as comunidades de três maneiras diferentes: sequestros, ataques direto (envolvendo homicídios, mutilações e outras violências extremas) e causando deslocamento forçado. A população presencia membros da família e da
comunidade sendo mortos das piores maneiras possíveis.

Uma das pessoas que se destaca na luta contra os efeitos do LRA é a irmã Angélique Namaika, feira congolesa que recentemente ganhou o Prêmio Nansen para Refugiados 2013, concedido pelo ACNUR. A freira foi deslocada pela violência do LRA em 2009, e hoje dirige uma instituição
que já ajudou a transformar a vida de mais de duas mil mulheres e meninas que foram forçadas a deixar suas casas e sofreram abusos praticados pelo LRA.

Por Marilia Nestor, de Brasilia

Leia a íntegra desta notícia em http://www.acnur.org/t3/portugues/

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Published in: on novembro 5, 2013 at 7:03 pm  Deixe um comentário  

Rights Advocates Suing U.N. Over the Spread of Cholera in Haiti

A cholera outbreak in Haiti that began in 2010 has killed 8,300 people and sickened 650,000.
By RICK GLADSTONE

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Advocates for Haitian victims of the deadly cholera epidemic that first afflicted their country three years ago said they were taking the extraordinary step on Wednesday of suing the United Nations, asserting that the organization’s peacekeeping force in Haiti was responsible for introducing the disease through sewage contamination from its barracks.
The lawsuit, which the advocates said they would file in Federal District Court in Manhattan on Wednesday morning, will be the strongest action they have taken in pressing the United Nations to acknowledge at least some culpability for the outbreak of cholera, a highly contagious scourge spread through human feces that had been largely absent from Haiti for 100 years.

Cholera has killed more than 8,300 Haitians and sickened more than 650,000 in the earthquake-ravaged country, the poorest in the Western Hemisphere, since it first reappeared in October 2010. While the worst of the epidemic has eased, it still kills about 1,000 Haitians a year.

United Nations officials have said they are committed to eradicating the cholera, but they have not conceded that the organization was inadvertently responsible for causing it. They also have asserted diplomatic immunity from any negligence claims, a position that has deeply angered many Haitians who consider it a betrayal of United Nations principles.

Haitian leaders, while dependent on the United Nations to help maintain stability and provide other important services, have also expressed unhappiness over the cholera issue. In an address last Thursday at the annual United Nations General Assembly opening session, Haiti’s prime minister, Laurent Lamothe, spoke of what he called the “moral responsibility” of the United Nations in the outbreak, and said the efforts to combat it had been far from sufficient.

Forensic studies, including one ordered by the United Nations, have identified the culprit bacteria as an Asian strain imported to Haiti by Nepalese members of the United Nations peacekeeping force, known as the United Nations Stabilization Mission in Haiti, which was first authorized in 2004 and maintains about 8,700 soldiers and police officers there, drawn from more than three dozen member states. The forensic studies have also linked the spread of the cholera to a flawed sanitation system at the Nepalese peacekeeper base, which contaminated a tributary that feeds Haiti’s largest river, used by Haitians for drinking and bathing.

Beatrice Lindstrom, a spokeswoman for the Institute for Justice and Democracy in Haiti, the Boston-based rights group that prepared the lawsuit, said in a telephone interview that the listed plaintiffs were five cholera victims, who were seeking redress for themselves and all afflicted Haitians and their families. Ms. Lindstrom said the institute had decided to file the suit in New York because it is the site of United Nations headquarters and has an enormous Haitian expatriate population.

“We are asking for the judge to find the United Nations liable,” she said. “It has violated its legal obligations through reckless actions that brought cholera to Haiti.” The lawsuit did not specify the amount of compensation sought, which Ms. Lindstrom said would be “determined at trial.”

It was far from clear that the lawsuit would be accepted by the court, which affords broad latitude to diplomatic protections for the United Nations against such litigation. These protections are partly rooted in the formal legal conventions created with the inception of the United Nations after World War II. “The majority view is that the U.N. and U.N. entities are immune from domestic lawsuits,” said Jordan J. Paust, a professor of international law at the Law Center of the University of Houston.

Eight months ago, Ban Ki-moon, the secretary general of the United Nations, informed Haitian leaders that it would not accept claims for compensation made by victims of the outbreak, citing a provision of the Convention on the Privileges and Immunities of the United Nations.

Ms. Lindstrom said the United Nations had also rebuffed her group’s attempts to address the issue. “They’ve refused to sit down for a conversation with the victims, or with us,” she said.

Navi Pillay, the top human rights official at the United Nations, suggested on Tuesday from her headquarters in Geneva that Haiti’s cholera victims were entitled to some compensation, although she did not specify who should provide it.

Farhan Haq, a spokesman for Mr. Ban, declined to comment on the lawsuit but asserted that the United Nations remained dedicated to helping Haiti overcome the epidemic.

“The United Nations is working on the ground with the government and people of Haiti both to provide immediate and practical assistance to those affected,” Mr. Haq said in a statement, “and to put in place better infrastructure and services for all.”

A version of this article appears in print on October 9, 2013, on page A4 of the New York edition with the headline: Rights Advocates Suing U.N. Over the Spread of Cholera in Haiti.

Source: NY Times.

Published in: on outubro 10, 2013 at 1:33 pm  Deixe um comentário  

Renewal of Haiti Mission Mandate

posted on WED 9 OCT 2013 3:31 PM

A draft resolution renewing the mandate of the UN Stabilisation Mission in Haiti (MINUSTAH) for an additional year was put in blue this afternoon (9 October) and is scheduled for adoption tomorrow morning. As had been expected, the draft authorises a reduction in MINUSTAH’s troop strength from 6,270 to 5,021 while maintaining the size of the police component at 2,601 as recommended by the Secretary-General in his most recent report (S/2013/493).

In keeping with established Council practice, the text was first negotiated in the Group of Friends of Haiti before being circulated to Council members earlier this month. (Current members of the Group of Friends are Argentina, Brazil, Canada, Chile, Colombia, France, Guatemala, Peru, the US and Uruguay.) While the Secretary-General’s proposed troop reduction seemed to be uncontroversial, negotiations among the 15 were not as smooth as had been expected.

It appears that human rights and protection related language was one of the major areas of disagreement in the negotiations. Russia, in particular, seems to have had problems with much of the proposed language, including an implicit reference to homophobic sexual violence that was ultimately deleted. In a final compromise, it appears that a reference to the independent expert on the situation of human rights in Haiti and welcoming his collaboration with the government of Haiti was also deleted, but that a new operative paragraph on encouraging increased women’s political participation in Haiti was retained in the final text.

Another area of contention related to MINUSTAH’s mandate with regard to quick impact projects. It seems the UK insisted that such projects should focus strictly on improving security whereas others argued that wider priorities should be reflected. A compromise seems to have been found with some minor revisions in the paragraph on this issue, notably a reference to capacity building and national ownership, which were not present in last year’s MINUSTAH resolution.

With regard to the long overdue elections in Haiti, which is an issue of major concern for all Council members, the draft resolution urges political actors in Haiti to work together to hold the elections in accordance with the constitution “to ensure the continued functioning of the national assembly and other elected bodies.” This seems intended to address the controversy surrounding the mandate of senators elected in 2009, which according to the constitution does not expire until 2015, whereas the 2008 electoral law provides for it to end in January 2014. (As the Secretary-General notes in his report the parliament would become “dysfunctional” if elections are not held).

Although there were some discussions over whether the Council should reiterate its call for the elections to take place in 2013, as it did in a 28 January press statement (SC/10901), there appears to be general agreement that such a timeline is now increasingly unlikely. In the final draft there is therefore instead a reference in a preambular paragraph to the possibility that delays may affect the holding of elections in 2013 as announced by the Haitian government.

Source

Published in: on outubro 10, 2013 at 1:30 pm  Deixe um comentário  

Breve resumo das atividades do Capitao PMDF Fernando Siqueira no Sudao do Sul

O Capitao PMDF Fernando Siqueira passou a integrar a Missao das Nacoes Unidas no Sudao do Sul (UNMISS) desde marco de 2013, como Policial das Nacoes Unidas (UNPOL).

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Incialmente, assumiu o treinamento de “Tecnicas de Bastao Policial” e de “Policiamento Comunitario”:

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Em junho, o Cap. Fernando Siqueira foi nomeado coordenador do Policiamento Comunitario de Maridi – CSB.

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Parabens ao Cap. PMDF Fernando Siqueira que, como UNPOL e com todas as dificuldades encontradas, tem se esforcado em transmitir conhecimento aos policiais do Sudao do Sul assim como a comunidade local.

Published in: on setembro 22, 2013 at 3:31 pm  Deixe um comentário  

Tenente PMPR Juan Abreu coordena policiamento comunitario no Sudao do Sul

O Primeiro-Tenente PMPR Juan Abreu se encontra desempenhando a funcao de Policial da ONU (United Nations Police – UNPOL) na cidade de Aweil, estado de Northern Bahr el Ghazal, ao norte, perto da fronteira com o Sudao.

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“Cheguei aqui em 2 de abril (2013), e nos primeiros 3 meses estava no CSB Aweil realizando atividades de co-location e treinamento informal nos postos espalhados pela cidade. Cada semana um topico diferente.” – destaca o Oficial.

Fotos relacionadas a co-location:

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Depois de 3 meses foi transferido para o Sector Head-Quarter (SHQ) Aweil para assumir a funcao de encarregado pelo Policiamento Comunitario do setor. Entretanto, em seu primeiro mes trabalhou no Gender Children Vulnerable People Protection (GCVPP), monitorando as ocorrencias involvendo mulheres, criancas e vulneraveis, inclusive acompanhamento nas cadeias.

“Essa fotos abaixo mostram eu acompanhando o trabalho do Policial da Special Protection Unit”:

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“A respeito da ocorrencia na foto abaixo, o policial estava orientando os IDPs, os quais estavam com medo de um criminoso na regiao de Arroyo e fugiram e se instalaram em frente a uma Police Station”:

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Cheguei ate participar do curso “Gender Violence Emergency Response and Preparedness”, mas retornei e assumi a coordenacao do “Policiamento Comunitario”.

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“Estou a um mes trabalhando junto a Policia do Sudao do Sul na aplicacao da filosofia de policia comunitaria.” – reitera Abreu.

Parabens ao Tenente PMPR Juan Abreu, que dadas as dificeis condicoes no Sudao do Sul, tem desempenhado de forma destacada seu papel de promotor internacional de direitos humanos em Missoes de Paz, no treinamento e aconselhamento tecnico aos policiais do novo pais, muito bem representando o Brasil e a PMPR junto as Nacoes Unidas.

Sucesso sempre!

Sergio Carrera

Published in: on setembro 22, 2013 at 1:02 pm  Deixe um comentário  

MINUSTAH: Capitão Sérgio Carrera é recebido pelo Police Commissioner

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Na manhã do dia 19 de agosto de 2013, O Comissário da Polícia de Segurança Pública de Portugal Luís Miguel Carrilho, Police Commissioner da ONU na MINUSTAH (Haiti) recebeu em seu gabinete a visita do UNPOL Cap. Sérgio Carrera Melo (PMDF/Brasil), da Seção de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Human Resources Development Unit – HRDU), para uma visita de cortesia. Na ocasião, o Cap Sergio Carrera passou às mãos do Comissário o livro “Sierra Romeo 8 – Uma Operação de Paz na Africa” (foto acima), de autoria do Tenente-Coronel RR PMDF Antonio Sérgio Carréra, veterano da Missão de Paz da ONU em Moçambique (ONUMOZ) e pai do visitante. Profundo conhecedor dos temas relacionados ao componente policial das Missões da ONU (United Nations Police-UNPOL), o Comissário Carrilho destacou a importância de publicações sobre o assunto em português, como forma de difundir o assunto em âmbito global, principalmente para os leitores de países de língua portuguesa, além de estimular a cultura de estudos e trabalhos mais aprofundados sobre os temas de interesse. “Fantástico!”, disse o Chefe de todos os policiais internacionais na MINUSTAH, sobre a iniciativa do autor na publicação da obra, ressaltando seu carinho especial por Moçambique e seu povo. Muito agradecido pela deferência, disse ainda já estava ansioso para iniciar a leitura, pois o título havia lhe despertado interesse.
Postado por Cap Marco às 12:14

Fonte: Site UNPOLICE

Published in: on agosto 20, 2013 at 12:42 pm  Deixe um comentário  

Force Commander da MINUSTAH recebe mais alta condecoracao da PMDF

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O general do Exército Brasileiro Edson Leal Pujol, comandante das forças militares das Nações Unidas para estabilização do Haiti (Minustah), recebeu a condecoração da Medalha Tiradentes na manhã desta quinta-feira (15). A outorga é a mais importante homenagem prestada pela PMDF. A solenidade foi realizada no gabinete do subcomandante-geral da corporação.

Estiveram presentes no evento: o comandante-geral da PMDF, coronel Jooziel de Melo Freire; o subcomandante-geral, coronel Paulo Sérgio Soares Sarmento; o chefe do Estado-Maior, coronel Adilson Evangelista e o diretor do DEEC, coronel Garcia.
O general Edson Leal, antes de assumir a missão de paz no Haiti, foi chefe do Centro de Inteligência do Exército Brasileiro.

Fonte: Site PMDF.

NOTA: O Chefe do Estado-Maior da PMDF, Coronel Adilson e veterano da Missao de Paz da ONU em Guatemala e o Coronel Nelson Garcia e veterano das Missoes da ONU na Bosnia e em Guine-Bissau, onde foi o Senior Police Advisor, Chefe do componente policial.

Published in: on agosto 19, 2013 at 8:12 pm  Deixe um comentário  

A Capitão PMDF Melissa assume funcoes como UNPOL no Sudão do Sul

A Capitão PMDF Melissa Rocha, após realização de Induction em Enttebe/Uganda e em Juba, recebeu seu deployment na Missao de Paz da ONU no Sudão do Sul, passando a atuar como oficial do GCVPP (Gender Children and Vulnerable Persons Protection) do estado Central Equatorial, onde fica a capital pais, Juba.

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– “Ainda estou me adaptando. O povo não gosta muito de fotos e se o exercito local vê, costumam apreender os aparelhos. Entao, melhor evitar qualquer tipo de conflito. Mas e tudo muito interessante. Outra realidade! Tenho vontade de tirar foto de tudo! Parece que estou num filme! A cidade não tem água encanada nem energia elétrica. O transito é bizarro…”
Uma das principais responsabilidades da UNPOL Melissa e assessorar a policia local.

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– “No meu estado tem dois CSB (County Support Base) que sao subordinados a minha seção. As patrulhas vão às estacoes de policia pra fazer as co-locations com os policiais locais.”

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Muita sorte e sucesso a Capitão Melissa como Policial das Nacoes Unidas (United Nations Police – UNPOL)!

Published in: on agosto 19, 2013 at 7:50 pm  Deixe um comentário  

Capitao PMDF Melissa se prepara para Missao de Paz da ONU na Africa

A Capitao PMDF Melissa Rocha se prepara para sua primeira Missao de Paz junto a ONU, com embarque previsto para os proximos 15 dias. A missao sera no Sudao do Sul/Africa.

Parabens a Capitao Melissa pela conquista e a PMDF e ao Governo do Distrito Federal por fazer parte do esforco global da ONU em atingir a meta de 20% de UNPOLs femininas em 2014. As atuais 02 policiais femininas brasileiras hoje em Missao de Paz sao da Policia Militar do Distrito Federal. A Capitao Melissa sera a terceira em area de missao ainda no mes de julho 2013.

Sucesso!

Published in: on julho 8, 2013 at 3:11 pm  Deixe um comentário  

Policiais brasileiros são condecorados na MINUSTAH (Haiti)

No dia 11 de março de 2013, no Gabinete do Comissário da Polícia da ONU na MINUSTAH, Luís Miguel Carrilho (Portugal), o Major PMPE Robson Cordeiro e o 1 Tenente PMSE Moraes foram condecorados com a medalha da ONU pelos relevantes serviços prestados em prol da paz e segurança no Haiti.

Parabéns aos oficiais!

Medalha Haiti  - Robson e Moraes

Foto: Sentados (Tenente Moraes, Comissário L. Carrilho e Major Robson)

Published in: on março 31, 2013 at 4:05 am  Comments (3)  

Dia histórico para UNPOLs brasileiros

“UNMISS: Dia histórico para os UNPOLs brasileiros, pela primeira vez dois contingentes se encontram na área de missão. O Maj Gilvani PMDF, Maj Marcos Almeida Jr.PMERJ, Cap Fernando Siqueira PMDF, Cap Laudemir Da Rosa Gomes RS, e o Ten Juan Abreu PMPR, já estao em Juba. Esta foto foi tirada logo após o Medal Parade dos militares brasileiros na missão. Cerimônia na qual também foi agraciado o Ten Fabio Barros. Nesta foto estão reunidos todos os Militares e UNPOLs brasileiros da UNMISS.”

*22 de março de 2013*

Capitão BMRS MArco Antonio dos Santos Morais.
Veterano de 2 Missões de Paz da ONU e Adm/Moderador do Blog UN Police.

UNMISS - foto histórica

Published in: on março 30, 2013 at 5:11 am  Comments (1)  

Haiti: Superação em busca do conhecimento

O Haiti conta com mais de 400 IDPs (1) e no Departamento de Porto Príncipe, capital do país, 03 deles contem população superior a 10 mil desabrigados (pós-terremoto de janeiro de 2010). Dentre eles está o IDP Carredeux, localizado em Tabarre, poucos minutos de uma das sedes da MINUSTAH.

Na medida que o Governo, com ajuda internacional, se mobiliza para retirar os habitantes dos IDPs, a população local, apoiada por ONGs, se esforça para que as crianças possam ter acesso a escola.

Com condições dificílimas, as crianças e adolescentes fazem o possível para “buscar” o conhecimento. As fotos abaixo retratam um pouco essa realidade: utilizam ônibus sucateados como salas de aula.

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(1) – IDP – Internal Displaced Persons.

Published in: on março 30, 2013 at 4:40 am  Deixe um comentário  

Deployment dos policiais brasileiros no Sudao no Sul – UNMISS (marco 2013)

Foi publicada nesta data a classificacao (deployment) dos policiais brasileiros que recentemente integraram a Missao de Paz da ONU no Sudao do Sul (UNMISS):

– O Tenente PMPR Juan Abreu e o Capitao BMRS Laudemir foram classificados em Turalei (norte do pais, perto de Abyei).
– O Maj PMRJ Almeida Junior e o Cap PMDF Fernando Siqueira irao para Maridi (sul do Sudao do Sul).

– O Maj PMDF Gilvani ficara baseado na capital Juba.

Os oficiais classificados nas regioes ficarao em CSBs e em atividades de co-location. Ja o Major Gilvani devera assumir funcoes nos escritorios da sede da UNMISS.

Sucesso a todos!

Sergio Carrera

Published in: on março 28, 2013 at 5:52 pm  Deixe um comentário  

Próximo do término de sua Missão de Paz no Sudão do Sul, o Capitão BMRS Marco Antonio resume as suas atividades (março 2013)

“Chegada na Missão em Entebbe: 27 de março de 2012

Chegada em Juba: 02 de Abril 2012

1st Deployment: CSB Akobo, Jonglei State, chegada no dia 13 de abril (sexta-feira 13…kkkk)

Em Akobo desempenhei as funções e co-locator na qual treinávamos os Policiais locais (SSNPS – South Sudan National Police Service) diariamente no local de trabalho através de advising e mentoring. Também éramos responsáveis pelo acompanhamento diário da situação dos presos no quartel da policia local com foco nos direitos humanos e aspectos legais a fim de evitar detenções arbitrárias e prolongadas sem motivo, bem como no acompanhamento do trabalho dos policiais responsáveis pelas investigações. Trabalhei cinco meses em Akobo.
2nd Deployment : Torit State HQ, Eastern Equatoria State (Agosto de 2012)

Foto AP/MA: Instruçao – auxilio do Tradutor para explicar em árabe aos policiais

Em Torit inicialmente fui designado para assumir a função de Coordenador Estadual da Polícia Comunitária. Neste período fui responsável pelo início da estruturação, a nível estadual, dos programas de polícia comunitária, os quais tinham como meta principal a criação dos comitês de polícia comunitária, denominados de PCRC – Police community relations committee – nos diversos municípios e vilarejos do Estado. Também participei da organização de uma campanha de conscientização contra a violência doméstica e violência contra crianças, um dos grandes problemas do país. O programa atingiu várias escolas primarias e comunidades do estado.

Foto AP/MA: Atividade de Co-location com auxilio de tradutor.

Em Novembro fui convidado para assumir a função de Coordenador Estadual de Operações o qual é responsável por planejar e organizar as patrulhas de longa distância, patrulhas aéreas e patrulhas conjuntas com os militares e segmentos civis da missão. Também, como oficial de operações, sou responsável pelos relatórios diários a serem enviados para Juba , bem como por todas as comunicações de ocorrência criminais e atividades de treinamento desempenhadas pelos UNPOLs.

Eu e UNPOL Turco fiscalização cela feminina

Foto AP/MA: Cap. Marco Antonio e um UNPOL Turco fiscalização cela feminina.

Durante 21 dias no mês de Dezembro e durante 18 dias no mês de janeiro respondi pelo Sub-cmdo estadual (Deputy State Advisor) da UNPOL no Eastern Equatoria State – EES – sendo responsável pela parte operacional do Estado, enquanto o State Advisor é o responsável pela representação dos UNPOLs perante as outras agências da ONU e autoridades locais.

Nesse período, como sub-cmt regional, fui encarregado de receber os novos UNPOLs e fazer o Induction training de 1 dia no Estado. Recebi e dei boas vindas a policiais da Suécia, Ilhas Fiji, China, Alemanha, Ghana e Noruega. Também fui responsável por confeccionar o Appraisal Form dos UNPOLs em processo de check out e dos UNPOLs que requereram extensão do Tour of Duty.”

Cap. BMRS Marco Antonio dos Santos Morais
Veterano da MINUSTAH (2007/2008) e UNMISS (2012/2013)
Autor e moderador do Blog UNPolice.

Published in: on março 6, 2013 at 3:00 am  Deixe um comentário  

Policiais militares femininas em Missões de Paz (2012/2013)

Dentre os 14 policiais militares brasileiros em Missões de Paz da ONU, nas únicas 3 missões que o Brasil envia efetivo atualmente, cabe destacar a presença de 04 oficiais femininas: duas Capitães da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Virgínia Lima (1) e Natália Teixeira no Haiti (MINUSTAH) (2) , e duas 1º Tenentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), Karin Lopes e Renata Cunha no Sudão do Sul (UNMISS) (3), totalizando 18 participações de policiais militares femininas em Missões de Paz da ONU, desde o ano de 1991.

Veterana da UNMIT (Timor Leste, 2008/2009), a Capitão PMDF Virgínia seguiu para sua segunda Missão de Paz da ONU no Haiti, unindo-se assim a outras duas oficiais femininas, ainda da ativa, como as únicas mulheres policiais brasileiras com essa expertise internacional (4).

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Foto: AP – Capitão PMDF Virgínia em ações social da UNPOL em IDP (2013).

Após sua chegada em Porto Príncipe, em dezembro de 2012, foi classificada no West Department, no Gender Mobile Team (GBT) junto aos IDPs (5) na região de Porto Príncipe, capital do Haiti. O GBT é composto apenas por UNPOL femininas de várias nacionalidades e são responsáveis pelo monitoramento e mentoring da Polícia Nacional do Haiti (PNH) no atendimento de crimes de natureza sexual e violência doméstica, problemas dos mais graves de criminalidade no país.

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Foto: AP/VSL – Cap. PMDF Virgínia no monitoramento em Gender Focal Point (2013)

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Foto: AP/VSL – Cap. PMDF Virgínia no monitoramento em Gender Focal Point (2013)

Diariamente, a Capitão Virgínia enfrenta situações críticas de estupro e violência contra a mulher (incluindo crianças), devendo adotar medidas imediatas nos Gender Focal Points (6) estabelecidos na região assim como nos hospitais que já possuem estrutura para atendimento especial para esses tipos de violência. Dada a sua desenvoltura e profissionalismo, vem se destacando e sendo referenciada pelo comando da Missão para representar a MINUSTAH em eventos internacionais relacionados à “Proteção de Civis”, tema dos mais importantes no âmbito da ONU nos últimos anos. Trabalha com um tema sensível e junto a uma população carente e em condições que beiram a miséria.

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Foto AP/VSL: Capitão PMDF Virgínia com crianças haitianas que residem em IDPs.

A Capitão PMDF Natália foi inicialmente classificada na Seção de Segurança e Ordem Pública do Departamento Central de Polícia Administrativa (DCPA), atuando no monitoramento e acompanhamento das atividades de ações conjuntas da PNH no trânsito, UNPOL e FPU (7). Após algumas semanas, foi transferida para a Coordenação das FPUs, unidade subordinada a Central de Operações responsável operacionalmente pelo emprego das 11 FPUs no país (e um time SWAT) no monitoramento e coordenação de operações policiais e conjuntas (com a Polícia Nacional do Haiti – PNH, UNPOL e Forças Militares da MINUSTAH), supervisão no cumprimento de ordens de serviço, treinamentos básicos de quick response, dentre outras atividades. Tem um papel importantíssimo na coordenação da única FPU composta unicamente por policiais femininas (de Bangladesh) desenvolvendo trabalho de grande relevância.

Fotos abaixo: Cap. PMDF Natalia em treinamento de quick response com FPU de Bangladesh.

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A 1º Tenente PMESP Karin foi inicialmente designada para a cidade de Malakal, segunda maior do Sudão do Sul, trabalhando em co-location (8) com a polícia do Sudão do Sul e coordenando treinamentos diversos, como o de policiamento comunitário. Após alguns meses, Karin foi transferida para a capital, Juba, para a função de Assessora Especial do Chefe de Treinamento (Special Advisor of Chief of Training), com papel relevante, tendo seu pedido de extensão para permanência na Missão sido autorizado pelo comando da Missão e pelo Departamento de Manutenção de Operações de Paz (DPKO).

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Foto: AP/FB/KLY – Tenente PMESP KArin Lopes ministrando aula em curso de Policiamento Comunitário em Malakal, Sudão do Sul.

A 1º Tenente PMESP Renata, assim como a Tenente Karin, foi da mesma forma classificada na cidade de Malakal, trabalhando no monitoramento e mentoring da polícia do Sudão do Sul. Posteriormente, foi transferida para o Quartel-General da UNMISS, onde trabalhou na Unidade de Finanças.

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Foto:AP/FB/RC – Tenente PMESP Renata – Monitoramento na Dengashuff Police Station — em Malakal/Sudao do Sul em Malakal.

Karin e Renata foram as 15ª e 16ª policiais militares femininas a participarem de Missões de Paz da ONU desde o primeiro envio de policiais brasileiros em 1991 e as 5ª e 6ª mulheres policiais de nosso país a integrarem uma Missão de Paz no continente africano. Natália e Virgínia são, respectivamente, as 17ª e 18ª (9) policiais femininas brasileiras a participar de uma Missão de Paz, sendo elas as primeiras mulheres policiais militares brasileiras a integrar a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti – MINUSTAH, criada em 2004.

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Foto AP/FB/KLY: Tenente Karin (com Tenente Renata a seu lado) recebendo seu diploma na Medal Parade, solenidada onde foram agraciadas com a medalha da ONU na UNMISS.

O Brasil não tem uma política voltada especificamente para incentivar uma maior participação de mulheres policiais em missões de paz da ONU, como prevê a Resolução da ONU 1325, ações de incentivo das Nações Unidas “Women in Peacekeeping”, onde apresente a importância da participação da mulher (como gênero) e da policial feminina em particular em missões de paz, na promoção da paz e segurança internacional.

Vários países possuem um plano estratégico para o incentivo de suas policiais, como missões de 6 meses, com possibilidade de extensão (período menor do tempo comum, de 12 meses) e outros benefícios que despertem o interesse das policiais e possibilitem acesso a estudo de idiomas e a treinamento adequado.

NOTA: Às oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), que encerram a Missão neste mês de março, o agradecimento e reconhecimento pelo excelente trabalho realizado durante todo o ano. Às oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal, os votos de uma missão ainda mais brilhante em prol da paz e da segurança internacional, na certeza de que muito bem estão representando vossas corporações e o Brasil, motivos de orgulho para seus amigos e familiares.

Sérgio Carrera de A Melo Neto.

(1) Única veterana entre as 4 oficiais.
(2) As Capitães da PMDF integraram a MINUSTAH na mesma data, em dezembro de 2012.
(3) As oficiais da PMESP integraram a UNMISS na mesma data, em março de 2012.
(4) Apenas duas policiais militares femininas da ativa possuíam experiência em duas Missões de Paz da ONU, uma Tenente-Coronel da PMDF (Timor Leste e Guiné-Bissau) e uma Major da PMGO (Timor Leste por duas vezes). A Capitão PMDF Virgínia serviu no Timor Leste (2008/2009) e agora no Haiti (2012/2013).
(5) IDP – Internal Displaced Person (Campos de Deslocados Internos). Os IDPs no Haiti, especialmente no Departamento de Porto Príncipe, foram criados em virtude do terremoto de janeiro de 2010, que devastou o país e deixou mais de 220 mil mortos (segundo dados do Governo haitiano) e 300 mil (segundo agências internacionais), além de milhares de pessoas desabrigadas.
(6) Gender Focal Points (Pontos Focais de Gênero) são escritórios de atendimento a vítimas de violência sexual e violência doméstica.
(7) FPU – Formed Police Unit = Unidades de Choque/Manutenção da Ordem Pública da ONU. Fazem parte do componente policial das Missões (United Nations Police – UNPOL), mas compõem um contingente policial, com regras próprias e que são responsáveis pela proteção do staff da ONU, da estrutura físicas das instalações, ações de cooperação com a polícia local, operações policiais e conjuntas, check points, ações de choque e controle de distúrbios civis (CDC), dentre outras.
(8) Resumidamente, co-location é o termo para o trabalho conjunto realizado pelo UNPOL no monitoramento e mentoring da polícia local nas atividades diárias.
(9) Essa numeração inclui a dupla participação de 3 oficiais femininas, incluindo a Capitão PMDF Virgínia Lima.

Published in: on março 5, 2013 at 2:07 am  Comments (4)  

Rotação de UNPOLs brasileiros no Sudão do Sul (março 2013)

Segundo informações do Capitão BMRS Marco Antonio (01), cinco oficiais policiais militares (01 Maj e 01 Cap da PMDF; 01 Maj da PMERJ; 01 Cap do RS e 01 Ten da PMPR) receberam a Travel Authorization – TA no dia 21 de fevereiro de 2013 e tiveram suas passagens emitidas para embarque no dia 14 de março.

Os cinco oficiais PM que terminam o tour de missão no Sudão do Sul e iniciam o check out (procedimentos administrativos para receberem autorização para término de missão) no dia 21 de março (entre 21 e 26) em Juba e provavelmente se encontrarão com os new comers entre os dias 24 e 26 de março, após o período de Induction Training, que no caso da UNMISS e de outras 7 missões na África é realizada em Entebbe/Uganda.

A previsão é que o Induction se inicie no dia 19 de março. De acordo com o Capitão Marco, “na pior das hipóteses, a expectativa é que todos os brasileiros se encontrem no dia 24 de março”.

Possivelmente, será a primeira vez que um efetivo policial militar UNPOL brasileiro se encontrará na área de missão durante o período de rotação.

Sérgio Carrera

(1) O Capitão Marco Antonio, da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, é veterano da MINUSTAH (2007/2008) e está em vias de terminar sua segunda missão (UNMISS). É o autor e administrador do blog UNPolice.

Published in: on março 2, 2013 at 2:29 am  Deixe um comentário  

Atualização do efetivo UNPOL brasileiro em Missões de Paz da ONU

Confira o efetivo policial militar brasileiro atualmente em Missões de Paz da ONU (01 de março de 2013).

Dos mais de 12 mil policiais da ONU (United Nations Police – UNPOL), apenas 14 são brasileiros.

Efetivo PM brasileiro em Missões de Paz – 27fev2013

Sérgio Carrera

UNPOL

Published in: on março 2, 2013 at 1:51 am  Deixe um comentário  

Terremoto no Haiti (fevereiro 2013)

Informações “não-oficiais” noticiam que um pequeno abalo sísmico atingiu Porto Príncipe na tarde do dia 25 de fevereiro de 2013. Nenhuma destruição ou desmoronamento, apenas um leve tremor sentido no Bairro de Vivy Mitchel e em alguns pontos de Delmas, segundo relatos NÃO CONFIRMADOS por fontes oficiais!

NOTA PESSOAL A FAMÍLIA E AMIGOS: Não tenho como confirmar a veracidade das informações, mas antes que tomem conhecimento por meios de comunicação/mídia sobre este fato, declaro que NÃO SENTIMOS NADA, todos estão bem e que não há relatos de feridos.

Não se preocupem pois está tudo na santa paz!

Sérgio Carrera

(Nota pessoal não-oficial)

Published in: on fevereiro 26, 2013 at 3:39 am  Deixe um comentário  

Oficiais de Lingua Portuguesa comandam os componentes policiais e militares da Missao de Paz da ONU no Haiti

Possivelmente, pela primeira vez na historia das missoes de paz, o chefe do componente policial da ONU (Police Commissioner/Comissario da Policia) e o comandante do componente militar (Force Commander/Comandante da Forca Militar) tem como lingua materna o portugues.

O portugues Luis Miguel Carrilho, Comissario da Policia de Seguranca Publica de Portugal, assumiu a funcao de Police Commissioner na MINUSTAH em 09 de janeiro de 2013, unindo-se aos esforcos do General brasileiro Fernando Rodrigues Goulart.

Police Commissioner Luis Miguel Carrilho Portrait

(Fonte: ONU.)

Luis Miguel Carrilho participou pela primeira vez de uma Missao de Paz da ONU na Bosnia (United Nations Mission in Bosnia and Herzegovina (UNMIBH), entre 1996 e 1998, onde atuou na area de treinamento. Entre 2000 e 2001, ele foi para sua segunda Missao de Paz, desta vez no Timor Leste, integrando a United Nations Transitional Administration in East Timor (UNTAET), exercendo as funcoes de Diretor da Academia da Policia Nacional do Timor Leste e Porta-Voz do Police Commissioner da UNTAET. Ele retornou ao Timor Leste, desta vez como Police Commissioner, na United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT), em fevereiro de 2009, permanecendo no cargo principal da Policia da ONU (UNPOL) ate o fim da missao, em 31 de dezembro de 2012.

Bonne Chance!

Published in: on fevereiro 23, 2013 at 4:25 pm  Comments (1)  

Haiti: Victimising the victims?

Haiti: Victimising the victims?

UN claims legal immunity and refuses to compensate Haitians over 2010 cholera outbreak, blamed on its peacekeepers.
Inside Story Americas Last Modified: 23 Feb 2013 08:48

The United Nations is refusing to pay compensation to the families of victims of the 2010 Haitian cholera outbreak that was blamed on its peacekeepers.
The outbreak brought devastation to a population already struggling to recover from the earthquake that killed more than 300,000 people earlier that year.
“It’s troubling that the UN puts our claims in the box of public and policy issues, rather than private – more akin to a car accident. Because what we are saying is that the UN put contaminated water into Haiti’s river system and if that’s a matter of policy, that’s troubling for the UN … What they are doing is creating an exception that completely swallows the rule, and the rule is that people harmed by UN operations are entitled to compensation.”
– Brian Concannon, lawyer for families of victims
For more than two years, the UN has been investigating the claims that its own peacekeepers started the cholera epidemic that killed almost 8,000 people and infected one in 16 Haitians.
Most scientists who have examined the case, including an expert panel commissioned by the UN itself, believe the evidence is overwhelming.
The UN, though, has never admitted that its forces – who were meant to be helping the local population – are to blame; nor has it apologised.
Now in a bureaucratically worded statement, the UN says it will not pay the compensation claims, which amount to hundreds of millions of dollars.
The world body cited a 1946 convention as the basis for its legal immunity, and said it is not bound to pay the claims.
Meanwhile in Haiti, the families of those who died in the outbreak are having to deal with the bombshell announcement.
Also in Haiti, former dictator Jean-Claude Duvalier has defied a court order to attend a hearing. Haiti’s Court of Appeal is determining whether Duvalier, known as Baby Doc, should face charges for human rights abuses during his rule. He is now required to appear in court next Thursday.
“The UN is claiming immunity [yet] the SOFA (Status of Forces Agreement) that was signed that led them to intervene in Haiti was illegal, because it was signed by a former UN employee and it was a de-facto government. So all UN operations in Haiti, we can also question the legality of it. Any way you turn it, if we go to a proper court, a proper judicial system, I think we can hold the UN to account for what they have done and for what they continue to do.”
– Jean Yves Point Du Jour, Haitian radio host
Duvalier was named President for Life when he was only 19 in 1971 – after the death of his father Francois, known as Papa Doc.
Human rights groups say the Duvaliers used the paramilitary group the Tonton Macoutes to torture opponents and kill some 30,000 people during their combined 29-year rule.
During Baby Doc’s 15 years in power, hundreds of political prisoners were allegedly tortured or disappeared in prisons collectively known as the triangle of death.
But a lower court judge ruled last year that Duvalier should be tried only on allegations of embezzling millions of dollars of government assets. The judge concluded that the statute of limitations on other charges had expired.
Survivors and rights groups argue that there is no statute of limitations when it comes to crimes against humanity.
To discuss the trials still plaguing Haiti, Inside Story Americas with presenter Shihab Rattansi is joined by guests: Brian Concannon, a human rights lawyer and director of the Institute for Justice and Democracy in Haiti, the organisation that brought the claims of the cholera victims’ families to the UN; Laurent Dubois, a professor of history at Duke University and author of Haiti: The Aftershocks of History; and Jean Yves Point Du Jour, the host of weekly Haitian radio show Konbit Lakay.
The United Nations declined to take part in this discussion.

Source:
Al Jazeera

Published in: on fevereiro 23, 2013 at 3:43 pm  Deixe um comentário  

Tribunal Acquits Croatian Generals: Joy in Zagreb, Shock in Belgrade

Monday 19 November 2012 by Miša Zgonec-Rožej, Associate Fellow, International Law

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The Appeals Chamber of the International Criminal Tribunal for the former Yugoslavia (ICTY) has overturned the convictions of two Croatian generals, Ante Gotovina and Mladen Markač, acquitting them of all crimes against the Serb civilian population in the region of Krajina in Croatia. 

The judgement, passed on 16 November, was received in Croatia with euphoria, seen as a victory for the nation and proof that the fight for liberation of Croatian territory was not unlawful. Conversely, in Serbia, the judgment is regarded as shocking, adding legitimacy to crimes against Serbs in the Krajina region. In statements made by the Serbian leadership, the judgment could undermine the ICTY’s credibility and impair the stabilization process in the region. The judgment, they say, has damaged Serbia’s relationship with the ICTY, whose status has now been downgraded to mere ‘technical’ cooperation. As a result, the ICTY postponed a conference on its legacy scheduled for 22 November in Belgrade. 

The case

In 1995, the Croatian Army carried out ‘Operation Storm’, a military operation to recapture the territory in Croatia’s Krajina region from the self-proclaimed Republic of Serbian Krajina that had existed since 1991. Gotovina, the commander of the Split Military District of the Croatian Army, was the overall operational commander of Operation Storm, while Markač was the Assistant Minister of the Interior and Operation Commander of the Special Police in Croatia. 

In 2011, Gotovina and Markač were convicted of war crimes and crimes against humanity against the Serb civilian population and sentenced to 24 years and 18 years respectively. The Trial Chamber of the ICTY decided that they were part of a joint criminal enterprise led by late Croatian President Franjo Tuđman: their common purpose was to permanently remove the Serb civilian population from the Krajina region by force or threat of force. 

The Trial Chamber’s finding on the existence of the joint criminal enterprise was primarily based on the conclusion that unlawful artillery attacks targeted civilians and civilian objects in the four towns in the Krajina region and that these unlawful attacks caused the deportation of a large number of civilians from the region. The Trial Chamber’s finding of an unlawful attack was, in turn, based on the premise that any shell or artillery which fell more than 200 metres from an identified military target was not aimed at that target and was, therefore, evidence of an unlawful artillery attack. 

But, the Appeals Chamber held that there was no evidence to support the 200-metre standard. Having reversed the Trial Chamber’s finding that artillery attacks on the four towns were unlawful, the Appeals Chamber has considered unsustainable the Trial Chamber’s finding on the existence of a joint criminal enterprise with the common purpose of permanently and forcibly removing the Serb population from the Krajina. 

Since all of the convictions by the Trial Chamber depended on its finding of joint criminal enterprise, the Appeals Chamber considered alternative modes of liability including aiding and abetting and superior responsibility. But the Chamber held that Gotovina and Markač were not guilty of deportation under any alternative mode of liability, because the departure of civilians from the towns and villages subject to the lawful artillery attacks for which the two generals were responsible could not be characterised as deportation. And Gotovina and Markac’s failure to investigate and prevent the crimes did not mean that they were liable for the crimes themselves. Two judges appended dissenting opinions.

The acquittals do not discharge Croatia from its obligation to investigate and prosecute all war crimes, including crimes committed by Croatian armed forces. Although some progress has been made in recent years, the Croatian authorities are reportedly still failing to investigate allegations against some high profile military and political officials. The European Union, to which Croatia is expected to accede in July 2013, has called on Croatia to intensify the efforts to combat impunity for war crimes. Other republics of the former Yugoslavia face similar challenges in removing obstacles to domestic criminal investigation and prosecution of international crimes committed during the Yugoslav conflict. 

Background

The ICTY is a United Nations (UN) court established by the UN Security Council to deal with genocide, crimes against humanity and war crimes that took place during the conflicts following the break-up of the former Yugoslavia. To date the ICTY has indicted 161 persons, of whom 64 have been sentenced, 13 acquitted and 13 transferred to a national jurisdiction. Currently there are ongoing proceedings against 35 accused, including two former military and political leaders of the Republika Srpska, Ratko Mladić and Radovan Karadžić. 

No Croatian, apart from Croatians in Bosnia and Herzegovina, has so far been convicted by the ICTY. Three other generals in the Croatian army have been indicted by the ICTY for war crimes and crimes against humanity against Serb civilians. Janko Bobetko, the most senior commander in the Croatian Army, passed away before his transfer to The Hague. Two others, Mirko Norac and Rahim Ademi, have been transferred to Croatia to face trial in a domestic court. Norac was sentenced to 7 years’ imprisonment while Ademi was acquitted. Two Croatian Serb leaders of the Republic of Serbian Krajina, Milan Babić and Milan Martić, were convicted for their roles in the forcible removal of Croats and other members of the non-Serb population from the Krajina region.

The judgment is final and cannot be appealed.

If you would like to comment on this article, please contact Chatham House Feedback.

Source: http://www.chathamhouse.org/media/comment/view/187285

Published in: on novembro 25, 2012 at 12:04 am  Deixe um comentário  

UNMIT Daily Media Review, 21 November 2012

Local News-Broadcast
· Guterres: Timor-Leste off of UN agenda

Local News-Press
· UNMIT hands over materials to the Government
· UN accept Timor-Leste’s g7+ initiative
· Pedro Klamar Fuik appointed as advisor for UN mission in Guinea-Bissau

International News
· Lusa News (Portugal): GNR begin to leave Timor-Leste

Local News-Broadcast

Guterres: Timor-Leste off of UN agenda
Radio e Televisão de Timor-Leste, 21 November 2012

Minister for Foreign Affairs and Cooperation, Jose Luis Guterres said that Timor-Leste had decided to be off of the UN Security Council’s agenda as the country is now able to guarantee security and stability for its people.

Guterres said that he took part in the UN Security Council meeting to convey messages about Timor-Leste.

The Portuguese Language Community (CPLP) and all the Security Council members expressed appreciation for Timor-Leste’s efforts as it is able to take over security responsibility. 

“This is the last meeting of the UN Security Council about Timor-Leste’s security issue. We told all the UN Security Council members that Timor-Leste does not want the presence of the UN Peacekeeping Mission anymore,” said Guterres 

Local News-Press

UNMIT hands over materials to the Government
Timor Post (page 15)

Suai- the United Nations continues to prepare their materials to be handed over to the government before the end of the mission in December.

This statement was made by Secretary of State for Decentralization Tomas Cabral in a handover ceremony at the United Nations in Covalima District.

Cabral said that the UN facilities [in Suai] that have been handed over to Government will continue to be kept in Suai.

“These facilities that the United Nations delivered to us will be used to establish the municipal commission in Covalima District that will be realized in January next year,” said Cabral.

Cabral said that all the materials that the United Nations hands over will be controlled by the Ministry of Finance.

During the ceremony to handover the facilities, UNMIT Chief of Mission Support Clark Toes said that all the UN facilities in Covalima District will belong to the Government including the workshop generators, building materials, oil tanks, water tanks, electric facilities, and carpentry materials.

Toes said that they worked together with the central government to peacefully and successfully carry out the UN mission in the districts.

Toes added that all the materials that UNMIT gave to Covalima District are in good condition.

UN accept Timor-Leste’s g7+ initiative 
Suara Timor Lorosae 21 November 2012

Prime Minister Xanana Gusmão said the UN Secretary-General Ban Ki-moon had accepted Timor-Leste’s g7+ initiative. 

The Prime Minister made the comments at Dili Nicolao Lobato Airport after returning from Haiti.

Gusmão said that the World Bank in Tokyo would also talk about g7+ once a year, so that the World Bank can help support poor countries.

“There has been some progress; therefore we should keep up with this example. Right now the g7+ is looking at indicators from each country. We do our own indicators,” said Gusmão. 

Pedro Klamar Fuik appointed as advisor for UN mission in Guinea-Bissau
Timor Post 21 November 2012 (last page)

The Timorese Defence Force (F-FDTL) Command has decided to appoint Colonel Pedro Klamar Fuik to become an advisor for the United Nations (UN) peacekeeping Mission in Guinea-Bissau.

Secretary of State for Defence Julio Tomas Pinto said that F-FDTL Command planned to send Klamar Fuik to Guinea Bissau early but it had to be postponed due to a technical problem.

“F-FDTL Command has appointed Colonel Pedro Klamar Fuik to become UN adviser for Guinea Bissau. But we have not sent him yet because of a technical problem”, said Pinto.

 

UNMIT Daily Media Review, 20 November 2012

National News 

F-FDTL and PNTL make significant progress through cooperation with UNMIT 
Diário Nacional (page 15) 

Secretary of State for Defense Julio Tomas Pinto said that F-FDTL and PNTL have made significant progress during the UNMIT mission in Timor-Leste. 

“UNMIT said that through the cooperation that has taken place over these years we have made significant progress, especially in the area of policing and with F-FDTL,” said Pinto. 

In the area of defense UNMIT provided advisors to support the work of F-FDTL and the Secretary of State for Defense. 

“The progress that we have made with them is in assistance techniques, the area of F-FDTL and they also facilitated human resources training for military police. They also trained F-FDTL members on the border to know how to communicate with the Indonesian force,” said Pinto. 

Pinto added that there were many obstacles during UNMIT, especially with different ideas between Timor-Leste and UNMIT but this is normal. 

“I was sometimes a stakeholder who worked together with them. Their work is honest.” 

Pinto, representing the Government of Timor-Leste, to apologized to the members of UNMIT who work in the area of defense, for any miscommunications. 

“I apologize since maybe during their work there were miscommunications between the government and UNMIT staff who work in this area.’ 

“Everyone knows that I need to say that because in 2010 I wrote an article that strongly attacked UNMIT because we don’t want other nations being involved in the plans of our government because we prepare our plan and they just come to adapt it,” said Pinto. 

“I expressed my apologies that as a member of the IV Constitutional Government, working together that is now in the V Constitutional Government, and I recognize that we have made significant progress,” said Pinto. 

Timor-Leste asks for change in the UN 
Independente (cover page) 

Prime Minister Xanana Gusmão will ask the United Nations to make changes so they will take decisions democratically. 

“I suggested making changes in the United Nations because the United Nations created the Second World War. Their mechanism and their manner is still the same,” said Gusmão. 

“Right now in the Security Council the five countries in the world that have power do not agree with each other, there is still war, and if they agree with each other these is still war, and a lot of poor people,” said Gusmão. 

Gusmão supports Indonesia, Japan, Germany, South Africa, Brazil, and Australia to be permanent members of the United Nations Security Council in the future. 

17 PNTL members are ready to join UN Missions 
Suara Timor Lorosae (page 2) 

17 PNTL members are ready to serve as United Nations Police. 

“The other nations that already decided to have police members include Timor-Leste. We are waiting for the UN to send a letter to the PNTL Commander to send the 17 members to take part as United Nations Police in December or January,” said PNTL Commander Longuinhos Monteiro. 

According to Monteiro, involving PTNL members in UN Police will enhance the capacity PNTL members. 

“As a Timorese we are proud because we can also participate in missions in other countries or in United Nations missions,” said Monteiro. 

The UNMIT Daily Media Review provides a selection of local and international media stories for the information of UN personnel. UNMIT is not responsible for the content or the accuracy of the news stories. The inclusion of selected articles does not imply endorsement by UNMIT. Any public distribution of the Daily Media Review is a courtesy service extended by UNMIT.

Published in: on novembro 21, 2012 at 10:19 pm  Deixe um comentário  

Chronicling an Everyday Rape in Haiti

By Athena Kolbe e Robert Muggah.  

A text message was the first sign that something was wrong: “Nou genyen yon pwoblem” (“We have a problem”). A flurry of phone calls and emails ensued. In the week after Hurricane Sandy hit Haiti, our research team was south of the capital, Port-au-Prince, assessing the state of post-disaster crime and service provision in the wake of hurricane Sandy. The SMS was from a member of our team, an enthusiastic and bright graduate student we’ll call “Wendy.” It turns out that she was walking alone a few blocks from our hotel when she was accosted, forced into a house, and brutally raped.

The first priority was to ensure Wendy received medical attention. A doctor was tracked down but he refused to examine Wendy saying she needed to be seen by the authorities first. The police were contacted and after a grueling interview in which one repeatedly asked Wendy, “What did you do to make him violate you?” the officers said she was free to be seen by the doctor. The doctor, however, could not be located and did not respond to cell phone calls and texts. Police wryly suggested that he likely wished to avoid getting involved.

Haitian law requires rape victims to be examined within the first 70 hours by a doctor in order to “certify” the event occurred. This step is necessary in order to prosecute the perpetrator, though few victims are able or willing to satisfy this requirement. The reasons for which quickly became apparent. Police referred Wendy to a public clinic in the nearest town, a three-hour drive over roads washed out by the hurricane. When Wendy arrived she was told the doctor assigned to the clinic was out. No one knew when he would return and he had not been seen in weeks. A nurse mentioned that the doctor might be working at the private clinic he ran near his home.

It was now more than 16 hours since the attack. Wendy had neither slept nor bathed since we told her that the doctor would need to retrieve samples of the fluids left by the perpetrator. Her clothes were ripped and dirty. Dried blood matted her hair where the rapist had slammed her head against a cinder-block wall during the assault. And while it turned out that the doctor was at home, he nevertheless wanted verification from the police that a sexual assault complaint had been filed before he conducted an examination. The police were called but they claimed a “fee” was required before they would release a copy of the complaint to the doctor.

Frustrated, we called a women’s’ rights organization in the capital who said plainly that the police frequently demand bribes in order to file a complaint. They suggested we pay now and complain to the officer’s superiors later. Our research field coordinator quickly drove several hours back to the town where the assault had taken place, paid the roughly $25 bribe, and waited while the officer slowly typed up a report. The report, however, was useless. It merely stated that Wendy issued a complaint against a specific man but not that she had been violently raped by him. After arguing with the officer he agreed to change the report to include the allegation of sexual assault.

It took more than 24 hours before Wendy was finally examined by a medical professional. Astonishingly, the doctor claimed that he had never been trained to examine a rape victim. It took a few more calls by our research team to track down a gynecologist in Port-au-Prince who could coach the doctor via cell phone. Wendy cried quietly the entire time. Making matters worse, random people walked in and out of the room during the exam including patients, several nurses and a man who was there to visit his sick wife in an adjacent room. Privacy is a rare commodity in Haiti, including in the hospital.

In North America and Western Europe, women who are raped are often offered medication. These are intended to fight possible exposure to sexually transmitted disease and may also include the “the morning-after pill,” a concentrated dose of progestin that can stop the process of fertilization. Wendy was terrified of pregnancy. She privately declared that though she did not believe in abortion, she would rather “die” than have “that man put a baby inside of me.” Wendy had learned about the pill from a university class but was unaware if it was available or legal in Haiti. She asked the doctor after he completed the exam who falsely told her that because it had now been 24 hours since the rape, it would no longer be effective.

After Wendy’s exam the police were informed but they refused to pick up the medical report or fluid samples collected by the doctor. Instead these were unceremoniously bundled into a plastic bag and given back to Wendy who was told to take them to a state-run medical clinic for sexual assault victims in the capital, a 15-hour drive away. The doctor then demanded an exorbitant fee of $75 for the medical report in addition to the fee for the exam. The final document stated simply that Wendy complained of being raped and was examined and found to have evidence of sexual activity. Astonishingly, no record was made of the bruises covering her thighs or the many lacerations indicating the viciousness of her assault.

Despite being highly educated and experienced social workers, neither Wendy nor the other researcher assisting her were aware of the problems that these omissions in the doctor’s report could later cause. “Rape isn’t something that is prosecuted here, so I didn’t know what the report should include,” Wendy explained later. “I just wanted to change my clothes and take a shower. I could not wait to get out of that doctor’s office.” But before she could have a shower Wendy had to return to small town where the assault happened to be interviewed by the police again. The interview, which resembled an interrogation, lasted several hours and by the time it was done Wendy had repeated her story to five different police officers.

Our research field coordinator, meanwhile, was scouring pharmacies for the morning-after pill. He finally tracked down a pharmacist who knew what it was. This pharmacist was willing to sell it, but at a cost. The medication, like most pharmaceuticals in Haiti, was imported. The instructions were in Arabic and Portuguese, neither of which the pharmacist could read. He did not know whether the packet contained the morning after pill or rather hormones for post-menopausal women. The field coordinator closed his eyes and picked a box, which by chance happened to be the right one. He subsequently slipped the pharmacist a few dollars to keep quiet.

It was 40 hours since the attack and we still had not filed the report with the police. Wendy slept the entire ride home, helped into semblance of sleep by a glass of clarin (homemade gin) that the private doctor had advised she take to “ease the pain.” For all of his hesitancy to treat Wendy, he appeared to be genuinely concerned for her well-being. His parting words to Wendy’s companion were, “You do know they aren’t going to do anything to [the rapist], right? Don’t get her hopes up. Just take her home and let her forget about all this.”

Back in the capital, Port-au-Prince, we had no intention of sweeping this incident under the carpet. Calls were made and emails sent to the police, women’s rights organizations, and a suite of government ministries. After all, our research team routinely studies and publishes on crimes such as sexual assault. Ironically, Wendy is a lead surveyor in a study tracking violence against women. We spoke with the police chief from the area where the assault took place. He said that his officers had questioned the perpetrator who himself claimed that Wendy willingly had sex with him. Since the medical report made no mention of the violent nature of the assault, and despite the fact that police had seen Wendy’s bruises and cuts, the officer following her file said that there was nothing he could do.

Calls to the women’s rights organizations and other civil society groups confirmed that there was little to be done. “You could pay something, give them a gift so they arrest the guy,” one human rights worker suggested with a level voice. “But he’ll probably just pay another bribe and get out.” In the end, however, Wendy’s rape is a drop in the bucket. Although sexual assault rates in Haiti have fluctuated over the years, we know from our own statistical analysis that one in three Haitian women have been sexually abused or assaulted in their lifetime. Few will ever report the event because of the cultural stigma blaming victims for their own assault together with the complicated process needed to bring charges against a rapist.

And while our team is relatively educated, well-off, and connected, we were patently unprepared when the rape occurred. For her part, Wendy was emotionally battered by the process of reporting the rape. By the time she returned to Port-au-Prince, all she wanted was to dump the plastic bag of semen samples and return to her family. Her mother thanked us profusely for getting her medical attention but told us to never to mention the rape again. A traditional health practitioner was called in to treat Wendy and after a short ceremony prescribed rest and herbal tea. When the voodoo doctor left, Wendy told us that she did not want to pursue a case against the man who attacked her. As her doctor predicted, she just wanted to forget the whole thing ever happened.

We tried to convince her otherwise but she was adamant. She blamed herself for walking alone, for wearing a pair of pants borrowed from another researcher that were too small and tight, for smiling and saying hello when the man first approached her, for freezing up and not screaming when he attacked her. Despite her education, personal strength, and commitment to fighting violence against women, Wendy could not bring herself to face the grueling road that rape prosecution is in Haiti. So she dropped it and she asked us to do the same. When we told the women’s organization she did not want to pursue it, they were hardly surprised: “It happens all the time. We get dozens of cases each month and out of those, sometimes not even one woman will put herself through this [reporting] process.” Who can blame them?

Fonte: http://www.huffingtonpost.com/athena-kolbe/rape-in-haiti_b_2165466.html

 

Published in: on novembro 21, 2012 at 5:26 pm  Comments (1)