Lembranças ao eterno peacekeeper – Ten PMDF Cleiton Batista Neiva

Nesta semana, o nosso querido amigo Cleiton Batista Neiva completaria mais um ano de vida.

Torna-se um pouco repetitivo falar dele, mas é impossível deixar de lembrar de sua figura como pai, filho, marido, profissional e amigo atencioso.

Lembrava nesses dias quando participamos de um processo seletivo para Missões de Paz em 2003 ou 2004. O Cleiton estava apreensivo pois seria a primeira vez que faria a avaliação no idioma francês e à época, não era comum oficiais subalternos serem autorizados a participar de uma missão de paz, muito menos habilitados em idioma francês. Ambos passamos (eu em inglês), mas o Cleiton foi o único que passou em francês, e em poucos meses se deslocou ao Haiti para integrar a MINUSTAH, juntamente com outros dois oficiais (um da PMBA e um da PMGO), sendo os primeiros policiais militares brasileiros a compor a recém-criada missão da ONU. Assumiu cargos importantes e foi motivador e exemplo para vários outros policiais. A muito devo a suas orientações!

Foi o primeiro peacekeeper da 8ª Turma de Oficiais da PMDF (Aspirantes 1999), turma essa que leva seu nome.

Temos todos a certeza de que sua missão foi cumprida e a sua vida atingiu positivamente a muitas pessoas. Sua partida prematura de nosso convívio, em decorrência dos sismos no Haiti em 2010, nos deixam saudosos. Mas felizes àqueles que puderem conhecê-lo e conviver consigo.

Certo que está em lugar muito melhor, deixo apenas alguns registros, com toda a saudade que a sua ausência nos traz.

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Foto 1 – Ainda com o “bichoforme” – 1º Ano da Academia da PMDF, com amigos de turma.

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Foto 2 – No 3º Ano da Academia da PMDF, com amigos de turma.

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Foto 3 – No 3º Ano da Academia da PMDF, com amigos de turma no intervalo das aulas.

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Foto 4 – No 3º Ano da Academia da PMDF, com amigos de turma se preparando para desfile ou jarrão …

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Foto 5 – Na Base Operacional nº 8 – Terceiro e último Acampamento – No 3º Ano da Academia da PMDF.

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Foto 6 – Na Base Operacional nº 8 – Terceiro e último Acampamento – No 3º Ano da Academia da PMDF.

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Foto 7 – Baile da Espada – Após declarado Aspirante a Oficial, com sua irmã.

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Foto 8 – Baile da Espada – Após declarado Aspirante a Oficial, com sua mãe.

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Foto 9 – Recepção oferecida pela Embaixada do Brasil em Porto Príncipe, em comemoração ao 7 de setembro. 2007. Major BMRS Marco e sua esposa Irene.

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Foto 10 – No comando de operação durante distúrbios em Porto Príncipe. Entre 2004 e 2005.

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Foto 11 – Prestigiando o efetivo UNPOL na MINUSTAH durante solenidade de outorga da Medalha da ONU. 2007.

CLEITON

“Saudades, querido mano!”

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Published in: on junho 6, 2015 at 8:03 am  Deixe um comentário  

In memorian – Cleiton Batista Neiva

Cleiton Batista Neiva, Primeiro-Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), falecido durante os abalos do terremoto que assolou o Haiti no dia 12 de janeiro de 2010, completaria aniversário hoje (02 de junho de 2012).

A eterna saudade dos familiares e amigos! 

Published in: on junho 3, 2012 at 2:54 am  Deixe um comentário  

12 de janeiro de 2012

Amanhã completa 2 anos do falecimento de um grande amigo e companheiro de profissão. Por diversas vezes já escrevi sobre a saudade em perder uma pessoa tão querida e que perdeu a vida de uma maneira tão delicada. Entretanto, para não me prolongar, Cleiton Batista Neiva foi alguém que me ensinou muito, que nunca desistiu de seus sonhos e sempre buscou a sua felicidade! E isso me serviu de inspiração e motivação para continuar na eterna busca por meus sonhos, ideiais e felicidade! Afinal, a vida é uma só (pelo menos eu creio nisso)!

 A saudade que o Cleiton deixou nos garante a liberdade e a certeza de que a vida pode muito valer a pena, mesmo que nos encontremos muitas vezes em situações adversas!!! Alias, a vida vale a pena, basta apenas correr atras do que ela tem de melhor a nos oferecer!

 A todos aqueles que perderam as suas vidas no terremoto no Haiti ou em qualquer missão internacional humanitária, o nosso reconhecimento e certeza de que algo muito maior, e por vezes inexplicavel, os moverarm e os inspiraram!

 Aos familiares e amigos que ficaram, que o Divino os confortem diariamente, com a certeza de que se foram realizando um sonho, de servir ajudando povos menos favorecidos e realizando aquilo que seus corações mandavam!!!

 Sérgio Carrera

 “Sinto dizer que sem esforço nada vai acontecer!
Não adianta reza forte, nem macumba com 20 velas.

Se você não se decidir pelo primeiro passo,
se você não sair desse quarto,
nem os anjos e nem Jesus poderão te ajudar,
se você não se ajudar!

Quer emagrecer?
Caminhe todos os dias,
pare de dizer que não tem dinheiro para a academia.
A rua é livre, de graça e está te esperando, seja noite, seja dia.

Quer um novo emprego?
Estude algo novo, aprenda um pouco mais do seu ofício, faça a diferença
e as empresas vão correr atrás de você!

Quer um novo amor?
Saia para lugares diferentes assista a um bom filme,
leia um bom livro, abra a cabeça, mude os pensamentos,
e o amor vai te encontrar no metro, no ônibus, na calçada,
e em qualquer lugar, pois você será de se admirar.
Pessoa que encanta só de olhar…

Quer esquecer alguém que te magoou?
Enterre as lembranças e o infeliz!
Valorize-se criatura!
Se você se valoriza, sabe quanto vale,
sabendo quanto vale não se troca por qualquer coisa.
Se alguém te deixou é porque não sabe o seu valor.
Logo, enterre a criatura no lago dos esquecidos.
E rumo ao novo que o novo é sempre mais gostoso…

Quer deixar de dever?
Pare de comprar.
Não faça dívida para pagar dívidas!
Nunca! Jamais!
Faça poupança e pede para o povo esperar.
“Devo, não nego, pago quando puder.”
Assim, a cabeça fica livre e você vai trabalhar.
Em breve, não terá mais nada par a pagar…

Quer esquecer uma mágoa?
Limpe o seu coração, esvazie-se…
Quem tem equilíbrio não guarda mágoas.
Só as pessoas com problemas emocionais é que se ressentem.
Ficam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estimação.
Busque o equilíbrio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa.

Quer viver bem?
Ame-se!

Felicidade é gratuita, não custa nada.
É fazer tudo com alegria, nos mínimos detalhes.
Pergunte-se e se achar resposta que te satisfaça, comece tudo de novo:
– Pra que 2 celulares (1 pra cada orelha?)?
– Pra que 3 computadores, se não tem uma empresa?
– 4 carros?
– 6 quartos se é você e mais 1 ou 2?
– 40 pares de sapato, se tem apenas 2 pés?
A vida pede muito pouco e nós precisamos de menos ainda.

Acorde enquanto é tempo e comece a mudança,
antes que o tempo venha e apite o final do seu jogo!
Espero que você pelo menos tenha vencido a partida.
Por Paulo Roberto Gaefke

Seja feliz!
E faça o bem sem olhar á quem….”

 

Published in: on janeiro 12, 2012 at 3:39 am  Comments (1)  

Entrega da medalha Dag Hammarksjöld da ONU a mãe do Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva

 

Entrega de medalha a familiares de oficial da PMDF

26/8/2011 13:31:00

Comunicação Social

Ocorreu na manhã de hoje (26), às 10h, no Quartel do Comando Geral (QCG), a entrega da medalha Dag Hammarksjöld à Sra Maria Batista Neiva, mãe do tenente Cleiton Batista Neiva, pertencente a 8ª turma de Academia de Polícia Militar da PMDF (Tenente André Edson de Souza Clemente) e falecido em 12 de janeiro de 2010 vítima de terremoto no Haiti. Tal comenda foi enviada a esta corporação pelo Conselho Militar Permanente do Brasil junto às Nações Unidas por ocasião das atividades desenvolvidas pelo tenente Cleiton nas Nações Unidas na Missão de Paz do Haiti.

Estiveram presentes na solenidade o general de brigada Fernando (Inspetor Geral das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares), o coronel Rosback (comandante geral da PMDF), o coronel Moretto (subcomandante geral da PMDF), o coronel Daier (chefe de Gabinete do Comandante Geral da PMDF – GCG), o coronel Adilson (chefe do Departamento de Ensino e Cultura – DEC), o coronel Garcia (chefe do CPCDH), o Senhor Jorge Alturas (chefe do Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas) e os seguintes capitães representando a 8° Turma de Academia de Polícia Militar-DF: Luiz Gustavo Danzmann, Luciano André Silveira, Sérgio Carrera de Albuquerque Melo Neto, Kelly de Freitas Souza e Jasiel Tavares Fernandes.

Breve Histórico do tenente Cleiton

O primeiro tenente Cleiton ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas, no 1º Batalhão (Asa Sul) e no Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, nunca perdeu o vínculo com a ONU, devido a excelência dos trabalhos prestados àquela Organização. Solicitou licença da Polícia e, pelo comprometimento com a missão de ajudar o povo Haitiano, retornou em 2007 àquele país para prestar serviços pela ONU.”

Fonte: Site da PMDF.



 


Published in: on agosto 27, 2011 at 2:45 am  Deixe um comentário  

Aniversário de Cleiton Batista Neiva (02 de junho)

Hoje, dia 02 de junho, Cleiton Batista Neiva completaria mais um aniversário. Infelizmente, Deus o levou para perto de si e nos privou de tamanha alegria que era tê-lo ao nosso lado. Único policial militar brasileiro a falecer em decorrência dos terremotos no Haiti, em janeiro de 2010, deixou marcado na vida de todos os familiares e amigos a sua amizade, carinho, competência e serenidade.

A nossa eterna amizade e saudade ao mais ilustre boina azul policial brasileiro.

Sérgio Carrera

Published in: on junho 3, 2011 at 6:19 am  Comments (3)  

The PMDF and the United Nations Peace Operations: A Brief history and Future Perspectives.

MELO NETO, S. C. A., MELO, Antônio Sérgio Carrera de Albuquerque. The PMDF and United Nations Peace Operations: A Brief History and Future Perspectives In: Pearson Papers: “Latin America and Peace Operations: Partners and Perspectives”.1 ed.Clementsport, Nova Scotia : Canadian Peacekeeping Press, 2011, v.13, p. 31-37.

Fonte: http://www.peaceoperations.org/wp-content/uploads/2010/02/Pearson-Papers-Volume-13.pdf

Monument at MINUSTAH Logistics Base in Haiti (Monumento na MINUSTAH – Haiti)

O nome do único policial militar brasileiro falecido nos terremotos de 12 de janeiro de 2010 em Porto Príncipe – Haiti, Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva, está gravado nessa placa.

Published in: on janeiro 14, 2011 at 9:44 pm  Comments (1)  

1 ano para refletir

1 ano. 12 de janeiro de 2010. Tarde brasileira. Trevas haitiana. Quando meus olhos se voltaram para o plantão de notícias da televisão pensei que se tratava de uma ilusão. Um pesadelo. Minha testa franzida, juntamente com a de mais outros tantos que se encontravam diante do aparelho, parecia não acreditar nas primeiras imagens e informações desencontradas que eram transmitidas. Demoraram alguns minutos até eu me dar conta dos fatos. Fiquei atordoado. Perdido. Sem saber bem o que fazer, busquei o meu laptop e a conexão via internet para contactar os amigos que estavam no Haiti. Um grande amigo de mais de uma década. Um amigo fiel e cumpadre. Policiais militares. Militares. Civis. Brasileiros. Estrangeiros. Amigos. Conhecidos. Nações Unidas. MINUSTAH. Porto Príncipe. Haiti. Rapidamente me conectei com alguns. Via email. Telefone. Passei a transmitir aos familiares e amigos as poucas mas aliviantes notícias. De vida. De sobrevivência. Um a um, sem considerar grau de importância, os nomes foram sendo confirmados. Sentimentos de conforto e apreensão se confundiam. Antagônicos. Complexos. Confusos. Apreensivos. Em algumas horas praticamente fui postando tudo que tomava conhecimento no blog. Viva a internet! Esperança. Os meus exatos 365 dias no Haiti me transportavam diretamente as imagens distorcidas da tragédia que eu via na mídia, recebia por email. Seria possível ter aquilo mesmo acontecido? – me questionava. O Hotel Christopher, Sede da Missão, estava em ruínas. Eu trabalhei por um ano ali. Naqueles destroços que infelizmente eu me recusava a acreditar. No transcurso da história da humanidade, 3 anos nada significam. Eu poderia estar lá. Eu queria estar lá. Não para ser herói. Não para dizer que estava. Eu queria estar lá para ajudar. Para ser útil. Para encontrar. Para fazer alguma coisa. Outros tantos também queriam. Amigos. Conhecidos. Sobreviventes. Impotência. Sentimento difícil de descrever. Dezenas de policiais militares prontamente se voluntariaram para embarcar imediatamente para o Haiti. A indiferença foi plena das “autoridades”. A mídia repercutiu a vontade. Das autoridades, o silêncio. Sequer cogitaram. Frustrante. Veteranos que atuaram na MINUSTAH. Que conheciam as ruas, vielas, o idioma, a cultura, a violência…seres humanos dispostos. Angustia pela procura por um amigo. Um amigo fiel. Um filho presente, amado. Um marido amável. Um pai impecável. Um profissional inquestionável. Um policial militar. Um diplomata por natureza. Um brasileiro. Revolta. Esperança. Deus. Ligações. Emails. Os sobreviventes passaram a ser heróis. Não por que quiseram ser. Mas porque assim foram ‘chamados’ para serem. Equipes brasileiras seguiam para o Haiti. Bombeiros Militares. Militares. Mas não policiais militares. Nem mesmo os veteranos. (Hoje não mais importa). E um policial militar brasileiro estava dentre os desaparecidos. A mídia não registrava. As autoridades não registravam. Não contabilizavam. Os dias passavam. Mas os amigos perpetuavam na divulgação de seu nome no Brasil e no mundo. Em português. Em inglês. Em francês. Em espanhol. Em alemão. No Haiti, outros tantos, inclusive policiais militares, não paravam de procurá-lo. Os dias se passavam. A dor amanhecia com o raiar do sol. Nem mesmo o anoitecer e as longas madrugadas eram capazes de acalmar os corações de quem o amava. A certeza e fé em Deus não permitiam desistências ou dúvidas. Força! Fé! Sua família no Brasil. Sua família no Haiti. Sobreviventes. Ascendentes. Descendente. Cônjuge. Amados. Eternos. 7 dias se passaram. As buscam continuavam. Implacáveis. Incessantes. Desgastantes. Mas ininterruptas. 8 dias de sofrimento. Uma ligação no meio da noite. Do Haiti. A confirmação da ruptura de uma linda história de vida, de amor, de respeito, de amizade, de persistência. Encontrado por um brasileiro. Um policial militar. Dor. Amargura. Sonho ou pesadelo? Desespero. Amigos. Família. A incumbência de informar. De confirmar o que todos se recusavam a cogitar. Castigo maior não deve existir. Nem ao inimigo se pode desejar tamanha carga. Ser forte quando se está fraco. Amigos. Família. No Brasil. No exterior. Perda. Indescritível. Imensurável. O que fazer? Sofrer. Relembrar. Orar. Parte da vida. Quem parte leva consigo um pouco de cada um de nós. Precisamos ser fortes. Temos que ser. Mas choramos como crianças. Inconsoláveis. Perdidos. Fraturados. Honras de herói. Os amigos jamais permitiriam, mesmo com a falta de sensibilidade de alguns, que qualquer momento de sua homenagem fosse posta em cheque. Que houvesse algum erro. Reconhecimento público. Digno. Belo. Triste. Impecável. Cada um que é merecedor algum episódio deve guardar em si o valor pelo aquilo que fez. As salvas de tiro atravessavam o coração de todos que ali estavam pelo que representou na vida de cada um. Viveu e partiu como um herói. 1 ano. Parece que foi ontem. Nas últimas semanas pensei no que escrever. Como escrever. O que escrever. Nada me veio a cabeça. Nenhuma linha. Hoje me sentei por alguns minutos e comecei a digitar. Como há exatos 365 dias. Poucos minutos. Sem retoques. Sem releituras. Sincero. Simplesmente o que estava na cabeça. Agora. O que me vem? Um sorriso enorme. Incentivador. Motivador. Feliz. Uma referência. Um apelido criado e somente usado por ele. Sonhos antigos compartilhamos. Entramos juntos na vida policial militar. 3 anos de Academia. Todos os dias. Por todo o dia. Trabalhamos juntos no Brasil. Trabalhamos juntos no Haiti. Dificuldades aqui e lá. Felicidades aqui e lá. Me visitou. Me ajudou no Brasil. Me ajudou no Haiti. Talvez eu também o tenha ajudado de alguma maneira. Um dia saberei. Ou não. Não importa. Eu aprendi. Ganhei. Recebi. Lembro-me da última vez que nos vimos. Fim de 2007. Saímos para jantar. Um restaurante francês no então charmoso bairro de Pétion-Ville. Lembranças. Conversas. Risadas. Perspectivas. Dúvidas. Fim de 2009. Algumas ligações. Lembranças. Conversas. Risadas. Perspectivas. Dúvidas. Um dia será eu. Um dia outro ente querido, amado. O que realmente importa é poder pensar em seu nome e somente lamentar sua prematura partida. Mas ao mesmo tempo rir de quem fez rir. Da alegria. Do bom humor. Do eterno carpe diem. Da família que ficou e foi incorporada por tantos. Do herdeiro que tanto com ele se assemelha. Lembranças. Sempre ótimas. Eu só tenho a agradecer. Que prazer. Obrigado por ter feito parte da minha vida. De nossas vidas. Merci mon ami Cleiton Batista Neiva. 12 de Janeiro de 2011.

“Carrier”

 

 

(1º Ten PMDF Cleiton Batista Neiva – segundo da esquerda para a direita)

Published in: on janeiro 12, 2011 at 1:20 am  Comments (12)  

Encerramento do Curso de Pré-Desdobramento de Policial da ONU

No último dia 28 de maio de 2010, na LBV em Brasília – DF, foi realizada a solenidade de encerramento do Curso de Pré-Desdobramento de Policial da ONU (United Nations Police – UNPOL Pre-Deployment Course).

O Curso, parceria firmada entre a Polícia Militar do DF – PMDF e o Pearson Peacekeeping Centre – PPC e realizado na Academia da PMDF, contou com 24 alunos, policiais de 10 países da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Peru, Equador, Guatemala) e teve como membros do Quadro de Facilitadores do PPC 03 Integrantes do próprio Centro, dentre os quais 2 policiais (Canadense e Holandês) com vasta experiência em Polícia da ONU e Operações de Paz além de 02 Oficiais da PMDF.

Durante as duas semanas de treinamento, com uma metodologia voltada para o ensino de adultos, os participantes puderam conhecer os diversos temas que envolvem o componente policial da ONU em Operações de Paz, interagindo e trocando experiências com os demais profissionais latinos e equipe de facilitadores.

A solenidade de encerramento contou com a participação de várias autoridades, dentre as quais o Exmo. Sr. Paulo Cordeiro Pinto, Embaixador do Brasil no Canadá; Exmo. Sr. Cel Ricardo da Fonseca Martins, Comandante-Geral da PMDF; Sr. Cel. Mike Snell, Chefe do Programa de Fortalecimento para a América Latina do PPC; Sra. Anne Marie-Spain, Diplomata representante do Embaixador do Canadá no Brasil, Sr. Paul Hunt; Sr. Cel Suamy Silva, Diretor do Departamento de Ensino e Cultura da PMDF; dentre outras.

O Cel. Mike Snell agradeceu o apoio recebido por parte da PMDF e enfatizou a importância de uma maior participação de policiais latino-americanos em Operações de Paz, citando ainda a necessidade de um maior intercâmbio entre os países do continente.

A Sra. Anne Marie-Spain fez uma breve abordagem histórica da participação canadense em prol das Operações de Paz e a parceria inédita entre a PMDF e o Pearson.

O Exmo. Sr. Paulo Cordeiro Pinto contextualizou os presentes quanto a importância política e humanitária das Operações de Paz e o relevante papel dos policiais da ONU nas Missões. O Embaixador Paulo emocionou os amigos do Capitão Cleiton Batista Neiva, falecido no terremoto no Haiti em 12 de janeiro de 2010, ao citar o Cleiton como um exemplo de policial e ser humano, um verdadeiro herói.

O Comandante-Geral da PMDF reiterou os esforços da Corporação em proporcionar treinamento e a adequada preparação dos policiais brasileiros e internacionais para Missões de Paz, agradecendo pela confiança depositada pelo PPC e pelo Governo do Canadá na credibilidade da Instituição em proporcionar eventos de alta qualidade.  

O Orador da Turma, TC PMERJ Lima Castro, fez uso da palavra e falou sobre os principais pontos do curso. Ao final, agradeceu a PMDF e ao PPC pela oportunidade única!

A Oficial III Marta Raquel Flores Ramirez, da Polícia da Guatelama, fez um discurso em nome de todos os estrangeiros agradecendo a receptividade com que foram recebidos no Brasil.

Para mais informações sobre a aula inaugural e a solenidade de encerramento, acesse o site da PMDF.

Ban ki-moon, Secretário-Geral da ONU, se encontrará com familiares dos brasileiros vítimas do terremoto no Haiti

O Secretário-Geral da ONU terá uma agenda cheia no Brasil, onde desembarca nesta quinta-feira, dia 27 de maio de 2010.

Ele visitará o Centro de Instrução de Operações de Paz (CIOPAZ) do Exército Brasileiro, onde fará uma homenagem e se encontrará com familiares dos brasileiros que perderam a vida no terremoto no Haiti em 12 de janeiro de 2010. Dentre os homenageados está o saudoso amigo, o Capitão PMDF Cleiton Batista Neiva.

Homenagem aos bombeiros militares do DF

Recebi o email abaixo do Sd. PMDF Johnson e resolvi transcrevê-lo na íntegra a fim de ganhar força em homenagear alguns dos heróis que estiveram empenhados em salvar vidas no terremoto do Haiti.

“Herói não é apenas aquele que morre.”

A essa lista, gostaria de acrescentar o nome do Capitão Algenor, da PM do Amazonas, e do Tenente Ricardo Couto, da PM de Pernambuco, ambos atuando na Polícia da ONU (UNPOL) na MINUSTAH e que desempenharam trabalho de heróis durante o período mais crítico no Haiti.

SC

“…”

Segue: Sugestão de Medalhas para Combatentes Heróis do Corpo de Bombeiros.

“A monopolização da violência física, a concentração de armas e homens sob uma única autoridade, torna mais ou menos calculável o seu emprego e força os homens desarmados, nos espaços sociais pacificados, a controlarem sua própria violência mediante precaução ou reflexão. Em outras palavras,isso impõe às pessoas um maior ou menor grau de autocontrole.”(Norbert Elias: O processo civilizador: Formação do Estado e Civilização. V2. Jorge Zahar Editor,1993)

Na minha busca por documentos nos quais os bombeiros falassem de si mesmos, me deparei com a “Canção do Soldado do Fogo”. Essa canção foi composta por dois bombeiros brasileiros e se constitui no hino de diversos corpos de bombeiros, tais como o de Brasília, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro.4 A letra da canção mostra os bombeiros como uma organização da sociedade cujos membros desempenham o papel de corajosos cidadãos que salvam vidas e se sacrificam em prol da vida alheia nos momentos de paz, mas também como uma instância do braço armado do Estado que atua valorosamente nos momentos de conflito com nações estrangeiras. Este duplo papel é sublinhado na estrofe que se repete três vezes, bem como no verso “voluntários da morte na paz, são na guerra indomáveis leões”.

Canção do Soldado do Fogo
Tenente Sérgio Luiz de Mattos (letra)
Capitão Antônio Pinto Júnior (música)

Contra as chamas e lutas ingentes
Sob o nobre alvirrubro pendão,
Dos soldados do fogo valentes,
É na paz, a sagrada missão.
E se um dia houver sangue e batalha.
Desfraldando a auriverde bandeira,
Nossos peitos são férrea muralha,
Contra audaz agressão estrangeira.
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta
Com valor pela Pátria lutar.
Aurifulvo clarão gigantesco
Labaredas flamejam no ar
Num incêndio horroroso e dantesco,
A cidade parece queimar
Mas não temem da morte os bombeiros
Quando ecoa d’alarme o sinal
Ordenando voarem ligeiros
A vencer o vulcão infernal.
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta Com valor pela Pátria lutar.
Rija luta aos heróis aviventa,
Inflamando em seu peito o valor,
Para frente que importa a tormenta
Dura marcha de sóis ou rigor?
Nem um passo daremos atrás,
Repelindo inimigos canhões
Voluntários da morte na paz
São na guerra indomáveis leões
Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta
Com valor pela Pátria lutar.

Muitas interpretações desses versos poderiam ser feitas, mas nesta dissertação desejo destacar a oposição implícita entre voluntários e guerreiros. Ser “voluntário” é agir espontaneamente, sem precisar de coação (Ferreira:1999), enquanto que lutar pela pátria é uma atuação obrigatória que, conforme o verso, os bombeiros realizam não com o desprendimento do voluntariado, mas com a garra e liderança do leão. Esta percepção do self enquanto cidadão e, ao mesmo tempo, braço armado e agente de controle do Estado faz com que haja uma ambigüidade de percepções sobre si mesmos, constituindo-se na problemática central dessa dissertação.

Os discursos dos bombeiros raramente se referem ao papel que desempenham enquanto parte do sistema repressivo do Estado. A “Canção do Soldado do Fogo” é antes bem uma exceção não apenas no Brasil como também em outros países. Como pode ser apreciada na canção e no poema a seguir, a tônica dos discursos é o elogio ao cidadão que salva vidas e que se sacrifica em prol dos outros.

A canção “A Sacrifice So Dear” exprime um discurso sobre o heroísmo e o sacrifico do bombeiro concidadão. Escrita pelo capitão do corpo de bombeiros de Nova York, Jim Coyne, homenageia àqueles homens que morreram no último atentado ao World Trade Center. O bombeiro é visto como aquele que doa a sua vida para salvar o próximo sem lágrimas nos olhos e com um sorriso de orgulho e bravura. O reconhecimento de seus concidadãos é expressado por meio de fortes metáforas que invocam as lágrimas dos anjos derramadas diante do sacrifício do mártir/santo/patriota e o tratamento especial que merece quando chega ao paraíso.

Outro documento que destaca a bravura e o despreendimento com que os bombeiros enfrentam o perigo para amparar a vida dos outro é o poema de um bombeiro militar de Brasília esse poema mostra que o diferencial entre o bombeiro e os seus concidadãos está justamente no fato do primeiro ter como razão de existir o cumprimento dessa missão divinal e heróica, ao passo que os demais cidadãos não têm essa especialidade. O bombeiro é o “paladino da vida”, montado no seu cavalo/viatura ele deve ser rápido, preciso e impiedoso na luta contra a morte. Além disso, a viatura/cavalo se confunde com o próprio corpo do bombeiro, uma vez que ambos são movidos pelo mesmo líquido, a disposição e conhecimento necessários para ajudar o próximo. Se por algum motivo a missão não é cumprida, a conseqüência é a sensação de desolação e impotência do bombeiro. Uma notícia sobre a condecoração de bombeiros que realizaram atos de bravura destaca que o bombeiro vive uma tensão constante entre o “emocional” e o “profissional” no seu dia-a-dia. O emocional está ligado ao descontrole, à incapacidade de agir rapidamente, precisamente e impiedosamente diante do perigo à vida alheia. Já ser profissional significa não hesitar na ação, estar alerta para situações inesperadas em qualquer dia, horário e lugar; estar ciente que o ato máximo da ação é o auto-sacrifício. A recompensa desse esforço é pessoal no sentido de ser íntima ao bombeiro, estando ligada a consciência dele. O não cumprimento do dever coloca em ação um mecanismo de auto-punição que não está relacionado apenas ao que a sociedade espera do bombeiro, mas ao que ele espera de si mesmo. Sobre essa questão há um filme intitulado “Vivendo no Limite” de Martin Scorcese que conta a história de um bombeiro-paramédico que entra em depressão pelo fato de todos os seus atendidos terem morrido. Este bombeiro cai em profunda deterioração, se envolve com o álcool e outros tipos de drogas e tem sua vida pessoal transformada num caos absoluto. A notícia, intitulada “Os Super-heróis de Carne, Osso e Farda”, foi publicada pela 5ª Seção do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal
Nos bastidores das operações de salvamento e combate a incêndio, os bombeiros passam por anônimos redentores que, dia-a-dia dedicam-se a salvar vidas e evitar tragédias. A característica de super-heróis – na definição ilusória dos gibis e filmes de ação pode ser descartada – mas o espírito de heroísmo dos combatentes do fogo certamente pode surpreender. Onze desses incansáveis militares feridos em operações de salvamento e controle de incêndio foram condecorados com a Medalha Sangue do Brasil, semana passada, no quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Suas histórias revelam grandes atos heróicos, como o inusitado salvamento de uma mulher que ao atravessar o trilho de uma ferrovia na região do Guará ficou com o carro preso na linha férrea no instante em que passava o trem. Nesse momento, o cabo Areovan, que passava por lá, percebeu que o trem se aproximava e a mulher não conseguia sair do carro. Correu para salvá-la. Corria o risco de morrer junto com a vítima, mas isso não importava. Não somos super-heróis, mas devemos dar de tudo pela pessoa socorrida, afirmou. Não pensamos duas vezes. Não colocamos o emocional para não atrapalhar o profissional. Areovan teve alguns hematomas e foi agraciado com a medalha por esse ato heróico na semana passada. O militar sabia que de alguma forma estava preparado para aquela situação. Estamos sempre prontos para o inesperado, disse. O limite do bombeiro é a morte. E a recompensa não vem com o salário no fim do mês e nem com elogios, segundo o soldado Valderi, bombeiro especializado em emergência médica. É cansativo e desgastante, mas temos a gratificação do dever cumprido, que é pessoal e imensa, relatou.
Existe uma proposta de se dedicar um dia internacional para se homenagear os bombeiros de todo o mundo. A data sugerida é o dia 11 de setembro, data do último atentado ao World Trade Center em Nova Iorque. O argumento é que na cidade de Nova Iorque existem muitas culturas e muitas raças que representam os povos do mundo. Assim, a escolha do 11 de setembro não é apenas uma homenagem aos bombeiros nova-iorquinos, mas aos bombeiros de todo o mundo, pois a função do bombeiro é proteger todos os cidadãos que vivem no globo terrestre, independentemente do seu lugar de moradia e de suas diferenças sócio-culturais. Há, portanto, a noção de que independentemente da nacionalidade, raça, cor, credo ou qualquer outra diferença, a função do bombeiro é proteger a sociedade na qual ele vive. Mais estudos precisam ser feitos, no entanto, me parece que a declaração de um dia internacional do bombeiro indica que a identidade bombeiro tende a se mundializar, situando-se num lugar invariável no tempo/espaço, e desse modo construindo-se numa identidade essencial.
Para finalizar esta breve apresentação dos dados documentais destaco o papel importante que os “NOSSOS HÉROIS BRASILIENSES” do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Brasileiros que desempenharam na missão do HAITI, principalmente no resgate do corpo do CAP QOPM CLEITON, vale relembrar que foi promovido ao posto post-mortem, portanto sugiro ao Vosso Comandante Geral da Gloriosa e bicentenária corporação PMDF, que preste uma singela e merecida homenagens aos nossos heróis com a nossa MEDALHA DE CRUZ E SANGUE, prestando assim o reconhecimento por tudo que fizeram por aquele povo sofrido e principalmente como forma de agradecimento pelo ato de resgate do nosso combatente.

segue os nomes dos valorosos Bombeiros que merecem o nosso respeito pelo serviço prestado ao Haiti:

V – RELAÇÃO DE MILITARES QUE VIAJARAM COM DESTINO AO HAITI 

O COMANDANTE OPERACIONAL, no uso das atribuições que lhe confere o art. 70, inciso XIII, do Regulamento de Organização Básica do CBMDF, aprovado pelo Decreto nº 16.036, de 4 de novembro de 1994, resolve:

TORNAR PÚBLICO a relação dos militares que viajaram com destino ao Haiti, no dia 14/1/2010, de acordo com o Ofício nº 3/2010-1º BBS:

– Comandante da Operação: Ten-Cel. QOBM/Comb. ROGÉRIO RIBEIRO ALVARENGA, matr. 1399861;
– Oficial de Ligação: Cap. QOBM/Comb. IVAN LUIZ FERREIRA DOS SANTOS, matr. 1400121;
– Oficial de pessoal: 1º Ten. QOBM/Comb. ANDRÉ MOTA PINTO COTA, matr. 1424908;
– Oficial de Logística: 1º Ten. QOBM/Comb. RODRIGO RASIA, matr. 1425149.

– Subten. QOBM/Comb. JÚLIO CESAR ALVES BRAVO, matr. 1403055;
– 1º Sgt. QBMG 1 CLEBER ALVES DOS SANTOS, matr. 1402948;
– 1º Sgt. QBMG 1 LUIS ANTÔNIO AQUINO CAETANO, matr. 1402219;
– 2º Sgt. QBMG 1 ANTÔNIO GLAHSTON FELIX ALBUQUERQUE, matr. 1402290;
– 2º Sgt. QBMG 1 RENATO GONTIJO E SILVA, matr. 1405811;
– 2º Sgt. QBMG 1 PAULO CÉSAR DA SILVA COELHO, matr. 1404938;
– 3º Sgt. QBMG 1 RODRIGO GOSTON E FIGUEIREDO, matr. 1405620;
– 3º Sgt. QBMG 1 SEBASTIÃO DOS SANTOS JUNIOR, matr. 1404136;
– 3º Sgt. QBMG 1 PAULO DO NASCIMENTO BENIGNO, matr. 1405717;
– Cb. QBMG 1 LUCIANO GALVÃO DE SOUZA, matr. 1222850;
– Cb. QBMG 1 ARIOSVALDO MENDONÇA DE OLIVEIRA, matr.1404010
– Sd. QBMG 1 NELSON DA COSTA PINTO JUNIOR, matr. 1404433;
– Sd. QBMG 1 DEUSIMAR NUNES DA SILVA, matr. 1405212;
– Sd. QBMG 1 ANDRÉ DE OLIVEIRA RODRIGUES, matr. 1406209;
– Sd. QBMG 1 ROBSON DA SILVA DANIEL, matr. 1406110;
– Sd. QBMG1 WILKESON FERREIRA DA SILVA, matr.1404359; e
– Sd. QBMG 1 ANDRÉ LUIS CORDEIRO, matr. 1405213.

Atenciosamente

Johnson Gonçalves Rodrigues – CB QPPMC

Published in: on abril 29, 2010 at 1:35 am  Comments (7)  

Discurso da Senadora Ideli Salvatti na Homenagem aos Mortos Brasileiros no Haiti

A SRª IDELI SALVATTI (Bloco/PT – SC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão da oradora.) – Agradeço, Sr. Presidente. Quero, de forma muito carinhosa, cumprimentar a todos os que se fazem presentes nesta longa sessão de homenagem às pessoas que faleceram no terremoto do Haiti, os nossos militares, os representantes do nosso corpo diplomático e, de forma muito especial, à nossa querida Zilda Arns.

Eu tive conhecimento da morte da Drª Zilda no Palácio do Planalto. Naquele dia, eu estava na antessala do Presidente Lula, quando veio a notícia da morte da Drª Zilda, e tive a oportunidade de acompanhar toda a movimentação não só do Presidente, mas de todos os seus assessores mais diretos, mais imediatos. O Ministro da Defesa estava juntamente com o Ministro Vannuchi, quando veio a notícia. Tive a oportunidade, Senador Flávio Arns, de acompanhar o doloroso telefonema do Gilberto Carvalho a V. Exª, comunicando aos familiares, dando oficialmente a notícia do falecimento da Drª Zilda, colocando à disposição toda a estrutura do Governo brasileiro para que a família pudesse se deslocar até o Haiti para fazer o resgate.

E tive, inclusive, a incumbência… Não me coloquei assim, mas, como eu estava em Palácio para tratar de outros assuntos, na saída, a imprensa queria saber o resultado da reunião que houve naquele dia, a respeito de questões relacionadas ao plano dos Direitos Humanos. E a reunião do Presidente Lula era exatamente com o Ministro da Defesa e o Ministro Vannuchi e estava programada para tratar dessa questão. Na saída, a imprensa toda me abordou, querendo saber do resultado da reunião do Ministro Jobim e do Ministro Vannuchi com o Presidente Lula. Acabei sendo eu que comuniquei à imprensa brasileira que nada havia sido tratado, até porque um assunto de muito mais relevância tinha ocorrido: o falecimento da Drª Zilda.

Então, para todos nós que a conhecíamos pessoalmente, que sabíamos de toda história, pelo fato de a Drª Zilda ser catarinense, nascida no Município de Forquilhinha, em Santa Catarina, no sul do Estado, de ainda haver familiares nascidos no nosso Estado – há irmãs, parentes muito próximos da Drª Zilda e do Arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns –, foi um momento muito duro, muito triste, realmente de uma emoção muito forte.

Acho que muitas pessoas, nesse período, depois da sua morte, resgataram o papel evangélico, pedagógico, extremamente solidário, de doação da Drª Zilda, mas fiz questão de buscar realçar algo em que a Drª Zilda teve um papel fundamental.

Hoje, temos no Brasil, solidificada, uma política de saúde que tem no programa Saúde da Família um dos seus principais pilares. E a Drª Zilda, através do desafio que ela aceitou, de Dom Paulo Evaristo, de organizar a Pastoral da Criança, não tenho a menor dúvida, foi uma das principais precursoras dessa concepção de saúde, que é a organização, o trabalho na comunidade onde as pessoas residem, no local de moradia, com acompanhamento direto, organização local, aproveitando, inclusive, os talentos locais, a doação de milhões, de milhares de pessoas, que, no voluntariado, dedicam-se a fazer o acompanhamento, e, veja bem, Senado Flávio Arns: com muito pouco dinheiro. Hoje, não tem fim a necessidade de dinheiro para a saúde. Quanto mais se põe, mais se necessita, para poder dar atendimento, até porque, infelizmente, lucra-se e muito com a doença. Muito, muito!

Está aí comprovado que exatamente essa concepção de saúde conseguia diminuir os índices de mortalidade e melhorar os de subnutrição com recursos extremamente escassos, mas com resultado fantástico. Fantástico! Então, essa concepção diferenciada de saúde, organizada na comunidade, com os recursos da comunidade, com, inclusive, instrumentos muito simples…

Quais são os instrumentos que a Pastoral da Criança adotou em praticamente quase todos os Municípios brasileiros, e não só no Brasil, em outros países, na América Latina, na África, em todos os países onde a Pastoral da Criança está? Uma mistura e o soro, uma pesagem e o acompanhamento mensal. Não é uma UTI, não é um medicamento de ponta de linha, que leva não sei quantas décadas para ser descoberto.

Agora, o resultado, a quantidade de crianças que foram salvas, de crianças que passaram a ter mais qualidade de vida com o resultado desse trabalho é algo que precisa ser realçado, precisa ser colocado.

É interessante porque tivemos aqui muitos discursos, e ela sempre surpreendeu. Eu me lembro do debate, do embate que ocorreu aqui, neste Senado da República, por ocasião da nossa discussão sobre a CPMF, o quanto de ideológico teve para ser derrubada a CPMF, para se retirar recurso da saúde. A CPMF era isto: recursos fundamentalmente para a saúde; e tinha um viés tributário, porque, pela CPMF, cruzavam-se dados com o Imposto de Renda e descobriam-se as pessoas que sonegavam. Isso porque, pelo banco, se passasse dinheiro legal ou ilegal, a CPMF identificava, e o cruzamento permitia, inclusive, descobrir lavagem de dinheiro, narcotráfico, bandidagem das mais diversas.

Foi interessante, porque, naquele debate, muito poucas personalidades tiveram coragem de vir a público fazer a defesa. E a Drª Zilda Arns, foi uma das que, corajosamente, vieram. Eu me lembro – porque, aqui, não estava fácil o debate a respeito da CPMF – do documento assinado pela Drª Zilda, uma médica, que teve essa visão totalmente inovadora, revolucionária, da saúde pública, comunitária, a partir do local, a partir das forças locais e das condições pedagógicas e sanitárias onde as pessoas moram. Ela não se omitiu.

Então, naquele dia em que veio a notícia, eu, como Senadora catarinense, como professora, mãe, senti como todos os catarinenses, todos os brasileiros e todos os seres deste planeta que conheceram, tiveram oportunidade de conhecer o trabalho da Dra Zilda Arns. Para nós, foi uma grande perda, e ela continua muito viva entre nós, muito viva, pelo exemplo e pelo resultado do trabalho que desenvolveu.

Então, eu queria aqui, em nome dos mais de seis milhões de catarinenses, prestar esta homenagem, agradecer por tudo o que ela fez.

Tivemos oportunidade de estar no velório da Drª Zilda, acompanhando, inclusive, a comitiva do Presidente da República; tivemos oportunidade, Senador Flávio Arns, de viver aquele momento do Presidente com todos os familiares e do agradecimento que o Presidente Lula fez à família da Dra Zilda pelo trabalho magnífico que ela desenvolveu.

Eu queria também deixar aqui registrado o reconhecimento do povo brasileiro ao maravilhoso trabalho que o Exército Brasileiro faz, já há vários anos, na missão de paz no Haiti. Aos nossos militares que perderam a vida, às suas famílias, nós temos a obrigação de agradecer pela disposição de estarem numa área de conflito, numa situação como a que o Haiti vivencia, há tantos anos, de instabilidade política, instabilidade institucional, de domínio, inclusive, da violência.

Todos os que para lá foram, que lá estiveram colocaram a sua vida em risco e nós tivemos os que perderam a vida no episódio do terremoto, mas tem uma pessoa que eu acho que simboliza, dos nossos militares mortos, uma situação de doação muito especial, que é o Capitão Cleiton.

O Capitão Cleiton esteve no Haiti, oficialmente, cumprindo a missão, em 2004. Quando ele quis retornar, desejou retornar, ele não pode fazê-lo na condição de militar da Polícia Militar do Distrito Federal.

Ele estava tão convencido da importância de ir, do trabalho importante que as Forças Armadas Brasileiras desempenhavam no Haiti, que se licenciou para poder cumprir mais um período de missão. Então, ele esteve no Haiti oficialmente, como representante da Polícia Militar, em 2004, e retornou em 2007.

No meu gabinete, tem uma pessoa que compartilhou com o Capitão Cleiton um período de formação e me entregou, para que eu pudesse fazer a leitura, uma correspondência do Capitão aos colegas de turma aqui de Brasília. Ele a encaminhou ao Professor Felipe, que atuou no curso que eles tiveram oportunidade de fazer juntos.

Eu vou ler alguns trechos, porque é uma mensagem muito forte e muito bonita a que ele mandou:

“Prezado Professor Felipe:

Como há muito não falo com o senhor e com os queridos colegas da turma aproveito a oportunidade para relatar um pouquinho do que está se passando por aqui comigo.

Finalmente, após pegar o voo do dia 2 de junho no sábado (meu aniversário), parti em direção a Brindisi na Itália onde fiz o treinamento para a missão por uma semana.”
Ele ficou uma semana em Brindisi, na Itália, se preparando.
“(…)Cheguei no Haiti no dia 10 de junho e comecei outro treinamento específico para a missão. Fui designado para descascar o abacaxi mais difícil que conheci aqui depois de Cite Soleil.

Professor, quanto a Cite Soleil, o senhor não vai acreditar, mas a cidade está irreconhecível…virou jardim de infância. Eu nunca vi tanta criança brincando na rua como vi por lá e claro o comércio de ambulantes e no Haiti uma das impressões mais claras de tranquilidade e vida mais próxima do normal.”

O Capitão Cleiton, em 2004, tinha atuado diretamente em Cite Soleil. Então, no retorno, ele ficou muito admirado ao ver o resultado do trabalho.
“No meu programa de treinamento estava incluída também uma manhã de patrulha com a equipe tática da Segurança da ONU.

Então fomos para Cite Soleil, mas os seguranças estavam super tranquilos que sequer colocaram os coletes. Agora naturalmente os bandidos se dispersaram. Alguns claro foram presos. O índice de sequestros reduziu assustadoramente (eu continuo curioso para saber das estatísticas). Isso é o que as sessões oficiais dizem, mas estou já checando os critérios de verificação para saber se são fidedignos.

Como dizia, eu fui designado para uma zona quente como Regional Security Officer (chamada de Gonaives), que tem por missão zelar pela segurança do staff local e internacional da ONU em uma região que é comparada a uma das regiões do Brasil, mas claro que bem menor dada as dimensões continentais do nosso país.

Lá há muito conflito entre gangues, há problemas de catástrofes naturais, como a que matou mais de quatro mil pessoas em agosto de 2004. O furacão Jane.

Local onde muitos membros da ONU ficaram desalojados. E também local marcado por todos os focos de movimentos revolucionários na História do Haiti, desde a revolução de 1804 até as insurreições mais atuais.

O Cleiton já fez suas orações e está indo na próxima segunda-feira para a assunção das novas funções. Estou vibrando muito pois talvez seja o maior desafio da minha vida até agora.

Muitas saudade das aulas, dos amigos, mas aplico muitas das nossas discussões em momentos de diálogos entre parceiros da missão.

Obrigado porque de uma maneira ou de outra vocês estão comigo.

Um forte abraço e até breve.
Cleiton Neiva. Fiquem com Deus!!!!”

Essa é uma correspondência do Capitão Cleiton, de 2007. Ele faleceu em janeiro e estaria retornando depois da segunda etapa de missão, em fevereiro, para o Brasil.

Então, em nome do Capitão Cleiton e da Drª Zilda Arns, os agradecimentos do Brasil e, tenho certeza, de todo o povo haitiano por essa verdadeira doação que tem representado a presença do Brasil naquele tão sofrido país.

Muito obrigada. (Palmas.)

NOTA: Parabéns pelo belíssimo discurso, Senadora! A honrosa menção ao Capitão PMDF Cleiton Batista Neiva, por uma parlamentar, reafirma a condição de herói desse brasileiro tão envolvido com a causa humanitária haitiana. Com certeza, emocionou os seus familiares e amigos, bem como ressaltou ainda mais o seu status junto a sociedade brasileira.

Sérgio Carrera

Brazilian National Congress will pay tribute to the brazilian victims in Haiti

Tomorrow, February 23 2010 (Tuesday), at 2 pm, Brazilian National Congress will pay  tribute to the 22 Brazilians who had lost their lives in Port au Prince – Haiti, due to earthquakes on January 12 2010.

Among the honorees is Police Captain Cleiton Batista Neiva, of the Federal District Military State Police (PMDF).

All family members and friends are invited.

The initiative was proposed by Senator Flávio Arns. Congratulations to the Senator and the Congress!

More information will be posted throughout the day.

Sergio Carrera

Congresso Nacional fará homenagem aos brasileiros vítimas do terremoto no Haiti

Amanhã, dia 23 de fevereiro de 2010 (terça-feira), a partir das 14h, o Congresso Nacional fará justa homenagem aos 22 brasileiros que pederam a vida em Porto Príncipe – Haiti, devido aos terremotos que abalaram o país no dia 12 de janeiro de 2010.

Dentre os homenageados está o Capitão Cleiton Batista Neiva, da Polícia Militar do DF (PMDF).  Todos os familiares e amigos estão convidados.

A iniciativa é do Senador Flávio Arns. Parabéns ao Senador e ao Congresso Nacional!

Maiores informações serão postadas no transcorrer do dia.

Sérgio Carrera

OBS: Uniforme PMDF – 4° A

INSTITUTO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA MILITAR DO BRASIL (IGHMB) — Notificação da Morte do Capitão (PMDF-Falecido) CLEITON BATISTA NEIVA

por George Felipe de Lima Dantas

em 13 de fevereiro de 2010

 Transcrição de mensagem eletrônica (datada de 13 de fevereiro de 2010) encaminhada ao Senhor Coronel de Engenharia e Engenheiro Militar, Doutor Luiz Carlos Carneiro de Paula, Titular da Cadeira 75 – Vilagran Cabrita, do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.

Caro Senhor Doutor Coronel Carneiro de Paula:

Agradeço a presteza da resposta da minha modesta informação, para registro e eventual anúncio pelo INSTITUTO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA MILITAR DO BRASIL (IGHMB), da morte trágica do Capitão (PMDF-Falecido) CLEITON BATISTA NEIVA em 12 de janeiro de 2010 (sob os escombros da sede da ONU/MINUSTAH), sepultado em Brasília, Distrito Federal, em 07 de fevereiro de 2010 (promoção póstuma na mesma data do funeral).

Os termos da sua pronta mensagem-resposta são mais que alentadores. Eles denotam a importância com que um “Membro Titular da Cadeira 75” do IGHMB, nomeada por um brasileiro da importância histórica de um prócere militar como VILAGRAN CABRITA, recebe e acolhe respeitosamente a notícia do padecimento na tragédia do Haiti, enquanto prestava serviços à MINUSTAH, de alguém acumula, unicamente de forma concomitante, o fato de ser brasileiro, brasiliense, policial militar e oficial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), instituição constitucionalmente apontada como Força Auxiliar Reserva do Exército Brasileiro.

Farei chegar a sua resposta ao pequeno órfão (de um ano e sete meses), Yannick Hoeglinger Neiva, por intermédio da viúva do Capitão CLEITON, Irene Hoeglinger Neiva. Tal resposta é muito mais dele, em um futuro em que buscará explicação para o presente e o passado, do que de qualquer um mais. Ela certamente dignifica não só o Capitão CLEITON, mas também o IGHMB por um gesto de reconhecimento e justa homenagem.

Grato em meu pesar.

Prof. Doutor George Felipe de Lima Dantas

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Elogio da ONU ao Policial Militar do DF Cleiton Batista Neiva

Até breve, querido amigo!

“Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.”

Canção da America
Milton Nascimento

 

Tradução na internet (google translator)

Portugûes

English Deutsch

Français

Creolle haitianne
“Amigo é coisa para se guardarDebaixo de sete chaves

Dentro do coração

Assim falava a canção que na América ouvi

Mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou

Com seu canto que o outro lembrou

E quem voou, no pensamento ficou

Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar

No lado esquerdo do peito

Mesmo que o tempo e a distância digam “não”

Mesmo esquecendo a canção

O que importa é ouvir

A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier

Qualquer dia, amigo, eu volto

A te encontrar

Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.”

Música:

Canção da America

Cantor: Milton Nascimento

Brasil

“A friend is something to keep
Under lock and key
Within the heartThus spoke the song that I heard in America

But who sang cried to seeing his friend to leave

But who was in the thought flew

With his song that the other reminded

And who flew in thought was
With the memory of the other sang

Friend is something to keep

On the left breast

Even if the time and distance to say no

Even forgetting the song

What matters is to listen

The voice that

comes from the heart

For whatever it comes, come what may

Some day, my friend, I come back
The find you

Any day, my friend, we will meet. ”

Music: Canção da América
Chantor: Milton Nascimento

Brazilian

“Ein Freund ist etwas zu halten
Hinter Schloss und Riegel
Im Herzen
So sprach das Lied, das ich hörte, in Amerika
Aber wer sang, rief
Als er seinen Freund ausAber wer war in dem Gedanken, flog
Mit seinem Lied, dass die anderen daran erinnert,
Und wer fliegt in Gedanken war
Mit dem Speicher des anderen sang

Freund ist etwas zu halten
Auf der linken Brust
Auch wenn die Zeit und die Distanz, nein zu sagen
Selbst zu vergessen das Lied
Was zählt, ist zu hören
Die Stimme, die von Herzen kommt

Denn ganz gleich ob es darum geht, komme was wolle
Einige Tage, mein Freund, ich komme zurück
Die finden Sie
Jeder Tag, mein Freund, werden wir uns treffen. ”

Song of America
Milton Nascimento

“Un ami, c’est quelque chose à garder
Under Lock and Key
Dans le coeur
Ainsi parlait la chanson que j’ai entendu en AmériqueMais qui a chanté pleuré
Voyant son ami à partir

Mais qui était dans la pensée s’envola
Avec sa chanson que l’autre a rappelé
Et qui a été volé dans la pensée
Avec le souvenir de l’autre chantait

L’ami est quelque chose à garder

Sur le sein gauche

Même si le temps et la distance de dire non

Oubliant même de la chanson

Ce qui importe, c’est d’écouter

La voix qui vient du cœur

Pour quel qu’il arrive, quoi qu’il advienne mai

Un jour, mon ami, je reviens
La vous trouvez
N’importe quel jour, mon ami, nous allons rencontrer.

Musique: Canção da América

Singer: Milton Nascimento

Bresil

“Yon zanmi se yon bagay ki kenbe
Anba kadna ak kle
Nan kè a
Kidonk te pale chante nan sa mwen tande nan Amerik
Men ki rele Sang
Wè zanmi l ‘sotiMen, moun ki te panse a te vwayaje
Avèk chante sa li lòt la te sonje
Yon moun ki panse yo te vwayaje nan
Nan memwa ak nan lòt chante

Friend se yon bagay ki kenbe
Sou tete a goch
Menm si distans ak tan an di pa
Menm oublié la chanson
Sa se zafè tande
vwa ki soti nan kè a

Pou tou sa li vini, sa ka vin
Kèk jou, zanmi mwen, mwen tounen
ou jwenn nan
Tout lajounen, zanmi mwen an, nou pral satisfè. ”

Song nan Amerik
Milton Nacimento

Mensagem em homenagem a Cleiton Batista Neiva (8ª Turma da APMB – Aspirantes 1999)

 

“Em abril de 1997, CLEITON BATISTA NEIVA ingressa na Polícia Militar do DF como cadete do 1º ano. Para toda a 8ª Turma da Academia de Polícia Militar, significava uma vida nova, novos desafios, novos caminhos a serem desbravados e conquistados.

Vencidos os primeiros dias de um misto de apreensão e alegria, o Cleiton já se destacava como um grande e verdadeiro amigo de todos. Com seu jeito sincero e divertido de ser, conquistou a amizade e admiração de toda a turma.

Quem não se lembra das vezes em que estávamos todos em forma, o Chefe de Turma desesperado porque em suas contas estava faltando um cadete e, de repente, víamos o Cadete CLEITON correndo em direção ao alojamento…

Aqueles 3 anos de formação na Academia não foram fáceis. Vivenciamos muitas dificuldades e desafios, mas esta batalha foi vencida e, em dezembro de 1999, fomos declarados Aspirantes-a-Oficial.

Em janeiro de 2000, chega o momento de separar a Turma. Cada um é lotado em uma Unidade Policial Militar e inicia-se uma nova fase da carreira. Assim, o CLEITON é lotado no quartel da Asa Sul (1º BPM).

Em março de 2003, o TEN CLEITON foi designado para trabalhar no GPTUR (Grupamento de Policiamento Turístico), pois já destacava sua fluência nos idiomas francês e inglês. O TEN CLEITON sempre gostou de viajar, de falar outras línguas, conhecer outros costumes, outros povos, enfim, queria conhecer e conquistar o mundo…

Em maio de 2003, foi designado para servir no CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), onde se dedicou a difundir seus conhecimentos aos policiais militares que estavam em fase de formação, especialmente aos soldados que ingressavam na Corporação.

Objetivando concretizar seus ideais, o TEN CLEITON participa do processo de seleção da ONU para servir em missão de paz em outros países. Como já era esperado, ele é aprovado e selecionado pela ONU para ajudar nas ações de paz em Porto Príncipe, Capital do Haiti.

Assim, em setembro de 2004, o TEN CLEITON embarca para o Haiti para mais uma fase especial de sua vida. Estava a realizar mais um de seus sonhos…

Naquela cidade, o TEN CLEITON conhece a IRENE e começam a namorar… Passado o 1º ano no Haiti, ele consegue a prorrogação de sua permanência naquele país por mais 6 meses. Vencida esta prorrogação, o TEN CLEITON solicita uma nova prorrogação, mas não consegue.

Assim, em abril de 2006, ele volta para o Brasil, inicia o gozo de férias e retorna ao Haiti.

Não tendo mais formas legais de permanecer no Haiti, em julho de 2006, o TEN CLEITON é apresentado na 16ª CPMInd (Quartel do Metrô e dos Convênios). Em agosto daquele ano, ele se casa com a IRENE.

Em junho de 2007, o TEN CLEITON entra em gozo de licença especial e retorna ao Haiti. Em fevereiro de 2008, inicia o gozo de licença para tratar de interesse particular (LTIP) e, em razão de suas qualidades profissionais e pessoais, é admitido como Oficial de Segurança da ONU. Assim, continua a desempenhar o que mais gostava: ações de segurança noutro país, país este assolado pela miséria, pela fome, por doenças infecto-contagiosas, enfim, tudo era e é muito precário. 

Em julho de 2008, mais uma grande alegria em sua vida: nasce o pequeno YANNICK.

No dia 12 de janeiro último, ocorre o terremoto na cidade de Porto Príncipe que, com a autorização de Deus-Pai todo poderoso, nos tirou o CLEITON, com a idade de Cristo (33 anos), do nosso convívio terreno…

Você, CLEITON, foi um verdadeiro amigo, um companheiro para todos os momentos, um exemplo para nós… Ontem, lá no aeroporto, sabe como você estava sendo chamado? Como o HERÓI DO BRASIL…

Saiba que, apesar da profunda tristeza que estamos sentindo e da forte emoção, você será sempre lembrado como aquela pessoa alegre, entusiasta, amiga, incansável, um irmão querido por todos nós… porque foi a sua alegria que sempre nos ajudou, nos motivou… nos fez bons amigos… saiba que a sua passagem em nossas vidas fez diferença… e para melhor!

Hoje não conseguimos entender porque Deus quis levá-lo agora, mas temos a convicção de que Ele sabe o que é melhor para cada um de nós e, muitas vezes, nossos planos não coincidem com os Dele!

Que Deus o abençoe, que nos dê consolo, especialmente para sua família (seu pai, sua mãe, seus irmãos, sua esposa e seu filho)…

Fica com Deus…

Brasília, 07 de fevereiro de 2010.

8ª Turma da APMB (Aspirantes 1999)”

Nota 1: A presente Carta foi escrita pelo Capitão Henrique Costa e lida pelo 1° Tenente André Gustavo de Oliveira Garbi durante o funeral. Ambos os oficiais são da mesma turma de Cleiton.

Nota 2: Somente após a leitura da presente carta, o Decreto do Governo do DF de promoção post mortem ao posto de Capitão foi publicamente lido pelo Mestre de Cerimônia do evento.

Faltou algo no funeral de um mártir… (pelo Prof. Doutor George Felipe de Lima Dantas)

Faltou algo no funeral de um mártir…
 
O agora Capitão Cleiton Batista Neiva (PMDF-Falecido) está entre as vítimas brasileiras do terremoto havido no Haiti em 12 de janeiro de 2010. Faleceu sob os escombros da Sede da Missão da Organização das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH – sigla em francês) em Porto Príncipe, Haiti, juntamente com outros membros da ONU, brasileiros inclusive, enquanto exercia a função de “Assistant Security Officer”, sob a égide do Programa de Voluntários da Organização das Nações Unidas.
 
O Capitão Cleiton era Oficial do Serviço Ativo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ao tempo do seu falecimento, em gozo de Licença para Tratar de Interesse Particular (LTIP), mecanismo encontrado e utilizado para que assim pudesse atender a um distinto e honroso convite para o exercício de função correlata à que já havia exercido ao longo de 18 meses como membro do Contingente Brasileiro das Forças Policiais da ONU (UNPol). Isso já foi devidamente atestado em documento firmado pelo Senhor Eduardo Gutierrez, Representante Residente do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas no Brasil, inequivocamente detalhando a condição funcional do agora Capitão Cleiton.
 
Quero crer, como cidadão brasileiro, amigo e ex-docente universitário civil do Capitão Cleiton, que algo tenha havido de anômalo acerca do conhecimento dessa morte pelo Poder Central do Brasil, em se tratando de mais um mártir brasileiro da tragédia que se abateu sobre o Haiti. Depreendo tal conclusão pelo fato de que não estiveram presentes ao funeral de Cleiton Batista Neiva autoridades do Governo Federal, nem se pronunciaram a esse respeito, ainda que estivessem presentes ao respectivo cerimonial fúnebre militar realizado pela PMDF o Representante Residente da Organização das Nações Unidas no Brasil, o Embaixador do Haiti no Brasil e o Embaixador da Áustria no Brasil (país de origem da esposa do falecido, Senhora Irene Hoeglïnger Neiva). 
 
É do meu entendimento pessoal que, no esforço solidário da Comunidade das Nações no Haiti, o Brasil participa hoje em distinta função de liderança. Tal liderança está materializada na concentração de esforços do Conselho de Segurança da ONU, da Secretaria-Geral da ONU, da Chefia da MINUSTAH e ações do Representante do Secretário-Geral da ONU no Haiti. Da parte brasileira, internamente, também entendo pessoalmente, são partícipes centrais deste mesmo esforço a Presidência da República, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Defesa (MD).
 
Dado a condição, em vida, do então Primeiro-Tenente Cleiton, de Oficial do Serviço Ativo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), tal qual os demais policiais militares do país, implica também seu pertencimento a uma instituição constitucionalmente apontada como “Força Auxiliar Reserva do Exército Brasileiro”. O glorioso Exército Brasileiro honrou seus mártires tombados no Haiti — honras mais que merecidas por perdas irreparáveis de vidas preciosas!
 
Salvo melhor juízo, acredito eu, a perda dessa vida também preciosa de Cleiton Batista Neiva é uma perda irreparável para a família e amigos do agora “Capitão Cleiton”, é uma perda significativa para a Polícia Militar do Distrito Federal, é uma perda histórica para o Distrito Federal, sendo também uma perda para a Reserva do Exército Brasileiro e para o seu Ministério da Defesa. Enfim, a perda de Cleiton é uma perda para o Brasil.
 
Com este comentário, gostaria de conclamar os leitores a igualmente conclamarem todas as instituições citadas, muito especialmente o Ministério da Defesa (pelas razões expostas), e que sofrem com a perda desse mártir da causa internacional liderada pelo Brasil, a honrar sua memória, reconhecendo e homenageando publicamente Cleiton Batista Neiva, bem como amparando e confortando, com tais atitudes, seus ascendentes e descendentes, incluindo esposa e um filho de cerca de dois anos.
 
Faltou algo no funeral de um mártir…

Prof.Doutor George Felipe de Lima Dantas
              (61) 3393-6468         e/ou 9952-6290
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delimadantas@gmail.com

Published in: on fevereiro 12, 2010 at 1:06 am  Deixe um comentário  

Homenagem ao Capitão Cleiton Batista Neiva (por Orlando Rodrigues)

“MEU AMIGO, MEU HERÓI

Ele embarcou rumo ao céu com seu sorriso

Mas ainda o vejo tão presente

Com suas brincadeiras, seus gestos…

Aquela alegria de viver e de querer ser importante para o próximo

E conseguiu…

Como tantos outros embarcou em busca de paz

Em meio ao conflito, ao desespero de um povo

Correndo riscos diariamente, mas firme no seu propósito

No peito fica aquele orgulho

De tê-lo conhecido de perto, tão próximo

Um herói que não vamos esquecer

Nós os amigos não o esqueceremos

Agora você é parte das filas celestiais

Transformas-te tua vida num legado

Cheio de conquistas, de alegrias, de desafios

E agora habita o céu!

Deus o tenha amado amigo

E nós aqui, vamos nos render às saudades

As lembranças serão inevitáveis

Mas temos a certeza de que o dever foi cumprido!”

Por Orlando Rodrigues, em 21 de janeiro de 2010

CAPITÃO CLEITON E OS HERÓIS DE CINZA (por Ivôn Correa)

          A briosa corporação de milicianos, criada por ato de D. João VI perdeu, perdeu não, cedeu para a história e para rol dos mártires, um valoroso oficial de suas fileiras. Não tive a honra de tê-lo como companheiro de trabalho, mas tive a honra de envergar a mesma camisa cinza e de ostentar a mesma boina azul. Sei qual é o sentimento de presenciar um companheiro envolto no manto sagrado do Brasil em solo estrangeiro, pois presencie tal fato em solo angolano.

            O saudoso Capitão merece toda honra que hoje lhe é prestada, pois viveu aquilo que diariamente repetia ao entoar a Canção da Policia Militar: “… Ainda mesmo que a morte nos caiba, saberemos com honra morrer…”.

            O momento histórico por que passa o Distrito Federal nos faz procurar por homens honrados, homens que se preocupam com a coisa pública, homens dignos de ocuparem cargos que o povo lhes confia, homens que tenham dignidade, acima de tudo.

            Antes de ser herói o Capitão Cleiton era um soldado a serviço da população, um profissional que fez ainda mais digno o circulo dos Oficiais da PMDF por ser possuidor e observador das virtudes militares como a honra, o senso de justiça, a honestidade, a lealdade, dentre outras.

             Mas quantos Capitães Cleiton, heróis anônimos, existem em nossas fileiras? Que tal falarmos sobre o soldado que se encontra neste exato momento em uma viatura desprovido de um armamento adequado, de bons equipamentos de proteção, de veiculo e comunicações eficientes lá nos confins de Santa Maria, São Sebastião ou Gama? E o sentinela na solidão da guarita do presídio, exposto a toda sorte de intempéries, ataques de mosquitos e uma escala estafante? E o cavalariano, que horas antes do efetivo serviço já se encontra nas baias, cuidando do fiel amigo?

          Quaisquer desses soldados se entregam diariamente ao serviço, se doam, sofrem por um serviço que deveriam, mas não conseguem oferecer. São homens que não podem viver, jamais a vida de um cidadão comum, pois tem o dever de serem diferente, são, e devem ser, balizadores de conduta. Como certa feita citou Ricardo Balestreri, são pedagogos da sociedade. Muito acima de mantenedores, deverão ser promotores da segurança aos cidadãos.

           Que a Corporação continue a honrar o nome do Capitão Cleiton e tantos outros anônimos Capitães Cleiton de nossas fileiras.

           Que os homens que dirigem a capital do Pais possam se espelhar no exemplo de vida e de comprometimento com a coisa pública. Que os valores éticos possam ser resgatados. Que não se precise elogiar algum por ser honesto, leal, comprometido. Uma vez que essas virtudes devem obrigação de todos, não exceção. Que a Corporação continue a produzir em série mais e mais Capitães Cleiton. Que a Corporação reverencie sempre o Capitão Cleiton e os anônimos Capitães Cleiton.

            Ivon Corrêa

Governador do DF concede Medalha “Ordem do Mérito Brasília” ao Tenente Cleiton

 

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, inciso XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, combinado com o disposto no Decreto nº 4.620, de 05 de abril de 1979, alterado pelo Decreto nº 29.464, de 04 de setembro de 2008, e acolhendo proposta do Conselho da Medalha, resolve:

AGRACIAR com a Medalha “Ordem do Mérito Brasília no Grau Cavaleiro”, o Primeiro-Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal, CLEYTON BATISTA NEIVA, em reconhecimento do Governo do Distrito Federal, pela participação, como Oficial Colaborador, junto à Organização das Nações Unidas – ONU, na reconstrução da República do Haiti, vitimado em razão da catástrofe natural ocorrida no dia 12 de janeiro de 2010, naquele país (In Memoriam).

JOSÉ ROBERTO ARRUDA

(DODF –  segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 PÁGINA 12)

Published in: on fevereiro 9, 2010 at 1:35 am  Deixe um comentário  

Homenagem a um herói (Jornal de Brasília – 08FEV10)

Homenagem a um herói

FOTOS: PEDRO LADEIRA

 Helicóptero da Polícia Militar do Distrito Federal derrama pétalas sobre o cortejo fúnebre do Capitão post-mortem Cleiton Batista Neiva, morto a serviço da ONU no Haiti. Expectativa agora é quanto ao pedido de indenização junto ao Congresso Nacional.

 Capitão post-mortem Cleiton sepultado em meio a várias condecorações 

 João Porto

joao. porto@ jornaldebra silia. com. br

Toda a alta cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) acompanhou os familiares e amigos durante o velório e o sepultamento do tenente Cleiton Batista Neiva, que ocorreu na manhã de ontem.

Cleiton é o primeiro oficial da Polícia Militar brasileira a falecer numa missão da ONU. Durante o velório do oficial, na Academia da Polícia Militar de Brasília (APMB), o brasiliense foi condecorado com as

maiores honrarias que um PM do Distrito Federal pode receber, a medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”, e ainda foi promovido ao posto de capitão post-mortem. O comandante-geral da PM, coronel Ricardo Gomes Martins, comentou que a PMDF não devará

pedir ao Congresso um auxílio à família do tenente semelhante ao previstos no projeto de lei 6720/10 –

que concedeu R$ 500 mil de auxílio para ser divido entre as famílias dos 18 oficiais do Exército brasileiro que morreram durante o terremoto de Porto Príncipe. “Cada instituição tem os benefícios cedidos por suas corporações. Ao policial Cleiton serão dados os benefícios a que um PM do Distrito Federal tem direito, como a promoção post-mortem para Capitão”, concluiu. O amigo e professor de Cleiton, coronel reformado da PM George Felipe de Lima Dantas, disse que certamente Cleiton Batista terá o mesmo tratamento internacional dado aos outros oficias que trabalhavam pela ONU no prédio das Nações

Unidas que desabou no último dia 12 de janeiro. “Nós temos um mártir no Distrito Federal”, lembrou Dantas a falar de seu pupilo. Além do professor, outros amigos de turma de Batista Neiva fizeram questão de comentar como o oficial era um bom homem. “Ele era a pessoa que qualquer pai queria ter como filho, um ser humano ímpar”, lembrou o amigo Wilson Andrade.

Na cerimônia de despedida, no Cemitério Campo da Esperança, foi difícil até para os oficiais da Polícia Militar esconder a emoção. O caixão com o corpo de Batista Neiva estava coberto com a bandeira do Brasil e a bandeira da PMDF. Enquanto os militares levavam o caixão do amigo e a família seguia em cortejo até o túmulo, foram dadas três salvas de tiros em homenagem a Cleiton. A banda da Polícia Militar tocou a marcha fúnebre ao mesmo tempo em que um helicóptero da PM jogava pétalas de rosas brancas e vermelhas em cima do cortejo e do túmulo do capitão. Ao contrário do que aconteceu na despedida dos outros brasileiros mortos no terremoto do Haiti, não houve a presença de autoridades políticas. Foram sentidas as ausências do presidente Lula e de ministros.

 SAIBA +

Em 1989, o Itamaraty fechou uma parceria com a PMDF para treinar oficiais brasilienses que tivessem condiçõ s de atuar em missões de paz na ONU. A PM só acertou o acordo se outras polícias militares do País também pudessem enviar seus homens em missões de paz. Após o tremor em Porto Príncipe, o destacamento dos Bombeiros do DF mandou um grupo de operações para a capital do Haiti que trabalhou por três semanas dando apoio nas ações humanitárias. Brasília, capital boina-azul Há 20 anos a Polícia Militar do Distrito Federal participa de atividades ligadas às Nações Unidas. O primeiro militar de Brasília que atuou em uma ação de paz foi o coronel Ribeiro, em 1989. Dez anos mais tarde, o oficial foi comandante-geral da PMDF. A corporação prepara um levantamento de todos os membros que contribuíram em missões de paz nestes últimos 20 anos. Segundo o atual comandante-geral, que também já participou de missões de paz, cerca de 60 policiais foram solicitados pela ONU para realizar algum tipo de ação militar. “Atualmente temos 15 policiais trabalhando pelas Nações Unidas em diversas regiões do mundo”, comentou o coronel Ricardo Gomes Martins.

Na linguagem policial os oficiais que são convocados para fazer parte da Unpol – Polícia das Nações Unidas – ficam conhecidos como boinas- azuis. Durante o sepultamento de Batista Neiva, no Cemitério Campo da Esperança, cerca de 20 boinas- azuis estavam presentes na cerimônia, alguns sem o chapéu característico, mas ostentavam as medalhas de reconhecimento a serviços prestados pela ONU.

PERDA

O coronel Ricardo Gomes Martins comentou como é a sensação de comparecer ao sepultamento do primeiro boina-azul da Polícia Militar brasilieira. “Hoje (ontem) todos os policiais que se encontram aqui com a boina azul sabem dos riscos que passamos numa missão internacional. Infelizmente tivemos a nossa primeira perda numa missão”, disse o comandante-geral da PM. O oficial Cleiton Batista Neiva foi convocado para o Haiti em 2005 e atuou como Unpol durante todo o ano. Em 2006 voltou ao Brasil, mas por obter grande respaldo na ONU pelos serviços prestados, pediu licenciamento da PMDF e no ano seguinte voltou a Porto Príncipe para trabalhar nas Nações Unidas. Segundo o tenente-coronel Méier, que assumirá esta semana um posto de comando na Academia da Polícia Militar de Brasília, estão previstos para este ano dois cursos de formação para policiais militares que desejam participar de missões das Nações Unidas. ( J. P.)

Published in: on fevereiro 9, 2010 at 1:05 am  Deixe um comentário  

Homenagens no enterro de capitão (Correio Braziliense – 08fev2010)

Correio Braziliense

Brasília, segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010

Mundo

tragédia no haiti
Homenagens no enterro de capitão

Gisela Cabral

Tristeza e emoção marcaram o velório e o sepultamento do capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Cleiton Batista Neiva, na manhã de ontem, no cemitério Campo da Esperança. O corpo do militar morto no forte terremoto que assolou o Haiti foi velado por familiares, amigos e cerca de 500 companheiros de corporação na Academia de Polícia Militar (APMB), no Setor Policial Sul. Durante a cerimônia, o oficial foi promovido postumamente a capitão, além de condecorado com as medalhas do Mérito Brasília, Segurança Pública do DF e Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes. Cleiton estava no país caribenho desde 2005 a serviço da Organização das Nações Unidas (ONU). O militar era casado com a jornalista austríaca Irene Hoeglïnger — que também atuava na organização — e deixa um filho de apenas 1 ano.

As homenagens ao oficial começaram cedo. Por volta das 8h, a movimentação já era grande na academia. L ogo após a missa de corpo presente, o capitão foi lembrado pelos amigos como um homem de força, um verdadeiro herói. Segundo o tenente André Garbi, a atuação em causas humanitárias era um sonho antigo e se manifestou muito cedo, desde a época em que Cleiton ingressou na PM, em 1997. “Percebíamos a facilidade que ele tinha para se expressar em outros idiomas, motivo pelo qual se destacava bastante. Infelizmente perdemos um irmão”, lamentou o tenente, que leu uma mensagem em nome 8ª turma de aspirantes de 1999, da qual o capitão fez parte. Bastante emocionada, a família preferiu não dar entrevistas. Além dos pais Admilson dos Santos Neiva, 59 anos, e Maria Batista Neiva, 60, estavam a esposa Irene Hoeglïnger, o filho Yannick e os irmãos domilitar.

Tiros
Depois do velório, o cortejo guiado por batedores da PM seguiu para o setor B do cemitério Campo da Esperança. O caixão coberto com as bandeiras do Brasil e da PMDF foi recebido com honras distintas a um militar, entre elas uma salva de tiros da Guarda Fúnebre, formada por cadetes da Academia de Polícia, e marcha fúnebre do compositor norueguês Edvard Grieg, conduzida pela banda militar. Num dos momentos de maior emoção, o helicóptero da PM sobrevoou o cemitério e pétalas de rosas foram jogadas sobre os presentes. Visivelmente consternada, a julher do capitão morto no terremoto não saiu de perto do caixão um minuto sequer. Ela e o filho estavam na capital Porto Príncipe no dia da tragédia e escaparam ilesos.

O oficial brasiliense morto em missão no Haiti era um dos boinas azuis — o objeto em questão identifica os policiais que participam de missões de paz. De acordo com o comandante-geral da PMDF, o coronel Ricardo Martins, pelo menos 60 policiais já deixaram o DF para atuar em causas semelhantes. “Aqueles que aqui se encontram com boinas azuis representam todos aqueles que um dia se arriscaram nas mis sões. Porém, sabemos da grandeza desse trabalho. Atualmente, temos 15 policiais espalhados pelo mundo”, salientou o comandante, que também faz parte do grupo. Para o assessor do Senado Federal Wilson Andrade, 53, o capitão Cleiton foi um exemplo de vida. “Ele era tão competente que foi chamado pela segunda vez para atuar na ONU. Estou arrasado. Perdi um grande amigo”, desabafou.

Published in: on fevereiro 9, 2010 at 12:47 am  Deixe um comentário  

Homenagem ao Cap. Cleiton B. Neiva (por Gilvaney F. Oliveira)

O Senhor da à vida e o Senhor a recolhe quando bem quiser”. Talvez essas palavras ao primeiro momento sejam duras de ouvir e receber para aqueles que amam e guardam profunda saudade dos que já se foram. Mas a questão é:

– O que você esta fazendo com a sua vida, hoje? O que dirão de você após a sua morte? 

Conheci um jovem, hoje um homem, que é um excelente exemplo de vida. O amigo Cleiton Batista Neiva, que viveu comprometido com a sua família, suas responsabilidades, e colocou “as coisas de Deus em primeiro lugar”.

É do tipo de pessoa que ao percebermos o abismo que nos separa dizemos: – Vai fazer falta. 

Posso dizer, sem medo de errar, que ele viveu acima da média como exemplo de filho, irmão, marido, pai, amigo e militar. Extraia de cada minuto um momento único em sua vida.

Minha convicção é que o amigo Cleiton repousa na eternidade aos cuidados do Senhor. (Apocalipse 21:4)

Ele é um cristão fervoroso, de uma firmeza de caráter impressionante, sempre motivando os amigos com sua alegria constante e ajudando a superar os infortúnios da vida. Essas são algumas qualidades facilmente vistas nesse herói. 

Lembre-se: Uma palavra lançada não volta a traz, o futuro somente a Deus pertence. Então viva o agora que é um “presente” de Deus para nós.

O que tiver que fazer, faça-o hoje!

Declare o seu amor, abrace mais, sorria mais, ore mais porque é no Senhor que encontramos as respostas certas.

 E como diria meu amigo: “- Firma cadencia” até cumprir a sua Missão!

Celebremos a vida e não morte.

 Gilvaney Ferreira de Oliveira

Reflexão sobre viver intensamente.

(Apocalipse 21:4 Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram)

Published in: on fevereiro 9, 2010 at 12:39 am  Deixe um comentário  

Capitão Cleiton Batista Neiva recebe honras de herói em Brasília – DF

Sepultamento 7/2/2010 15:08:00

Ocorreu às 11h30 deste domingo, 07 de fevereiro, no Cemitério Campo da Esperança, o sepultamento do corpo do capitão Cleiton Batista Neiva morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro último. O corpo foi velado na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), ocasião em que o oficial foi promovido post mortem ao posto de capitão, condecorado com a Medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e com a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.  

Capitão  PMDF Cleiton

O capitão Cleiton ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas o 1º BPM (Asa Sul) e o Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido à excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o capitão Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia Militar e, em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

A cerimônia foi aberta à imprensa e à sociedade brasiliense. Todos os policiais militares que já participaram de Missão de Paz a serviço da ONU foram autorizados a fazer uso de boina azul durante a homenagem ao capitão Cleiton Batista Neiva.

Fotos do evento:

Fonte: Site da PMDF.

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 7:11 am  Comments (1)  

Verdade

 

“… Mas estar em uma Missão da ONU, para quem não sabe,  não é tão romântico quanto fiz parecer a muitos jovens oficiais. Quando se está trabalhando para as Nações Unidas, você vê a fome, e não pode alimentar; vê a sede, e não tem como dar o de beber; vê a tristeza, e não tem como alegrar; as vezes vê a morte, e não tem como salvar. E isso frustra, dói e dura muito tempo. Tenham certeza disso.”

Leonardo Sant’anna

Major da PMDF, blogueiro, amigo e veterano das Missões de Paz da ONU em Angola e Timor Leste.

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 7:05 am  Deixe um comentário  

Carta do Ex-Comandante Geral da PMDF ao atual (Capitão Cleiton)

Caro Comandante Geral,

Queira aceitar – sobretudo os colegas de Turma da APMB – o meu profundo e sincero sentimento de pesar pela perda do Capitão Cleiton!

Certamente, dos dias que passou entre nós, teremos gratas lembranças! Lembro como se fosse hoje, em 2005, quando o designei para a primeira Missão no Haiti e em visita à Brasília, ele teve a gentileza de passar em meu Gabinete no Comando Geral, oportunidade em que conversamos por mais de uma hora sobre o trabalho que realizava naquele país! Estava muito entusiasmado e muito consciente  da relevância da presença da ONU naquele ambiente de pobreza, de fome e de doenças! Pelo modo e pelo grande entusiasmo com que falava (e pelo conceito que tinha junto aos seus superiores hierárquicos na ONU), percebi que o Cleiton tinha encontrado uma razão muito forte de existir, quer como pessoa humana, quer como profissional. 

Algumas vezes tive oportunidade de falar aos policiais militares mais próximos, sobre a escritora chilena Gabriela Mistral. Para Gabriela, servir ao próximo não é uma opção pessoal, que fazemos apenas porque queremos, ou porque nos pagam para isso! Servir é uma dádiva, uma graça concedida por Deus a pessoas previamente escolhidas por Ele. O maior exemplo foi Jesus, que Ele escolheu para nos servir e nos servindo morreu!

O Cleiton foi escolhido por Deus para fazer o que tinha que fazer! Era lá que Deus queria que ele estivesse e não aqui entre nós! O Cleiton cumpriu a sua missão e  Deus o levou para ficar com Ele!

Como ex-Comandante Geral, como cidadão brasileiro e, também, como pai que sou, sinto-me extremamente honrado em tê-lo conhecido pessoalmente. Uma pessoa educada, de excelente caráter, um exemplo de profissional e, também nos demonstrou, de alma generosa na atenção e carinho que dispensou ao povo tão carente do Haiti. A sua existência só pode ser um um motivo de orgulho para os seus pais, familiares e esposa – e para todos nós! Futuramente, também será para o seu pequeno filho!

O Cleiton se foi! Perdemos um grande ser humano! Um homem honrado! O Cleiton não veio ao mundo para ser um herói! Nem queria! Ele veio para ser ele mesmo! Ele veio para servir! O heroísmo é apenas um detalhe na sua maravilhosa existência e uma maneira que encontramos para prestar-lhe uma justa, merecida e inquestionável homenagem!

É assim que sempre me lembrarei dele!

Cel RR Renato Azevedo

 ex-Comandante Geral da PMDF

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 6:57 am  Comments (1)  

A Cerimônia Fúnebre de Cleiton Batista Neiva

por George Felipe de Lima Dantas — em 07 de fevereiro de 2010

O que faz um mártir é a causa e não meramente a morte… (Napoleão Bonaporte)

A cerimônia fúnebre do Primeiro Tenente Cleiton Batista Neiva (parte do “staff” da Minustah/ ONU/ Haiti, quando em trabalho voluntário de licença regulamentar temporária da PMDF), falecido nas instalações sinistradas da ONU (Sede da Minustah em Porto Príncipe) por ocasião do terremoto da capital do Haiti em 12 de janeiro de 2010, foi realizada em 07 de fevereiro de 2010 nas instalações da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Tal cerimônia incluiu uma missa de corpo presente, cânticos e pronunciamentos acerca da vida do jovem policial militar falecido e divulgação da sua mais que merecida promoção post-mortem ao posto de Capitão, enquanto mártir da sua família, da PMDF, da comunidade do Distrito Federal, da Nação Brasileira e da grande comunidade universal que contribui e segue contribuindo para com o esforço internacional em prol da estabilização do Haiti.

A PMDF fez realizar uma cerimônia digna, sóbria e singela, com recursos institucionais e dos membros da turma de “irmãos de armas” do jovem oficial policial militar falecido. Mas faltou algo…

O algo que parece ter faltado foi uma esperada e justa equidade, em dimensão política e cerimonial, de âmbito nacional e distrital, à chegada, homenagens e iguais declarações de justos e merecidos benefícios aos familiares dos demais mártires brasileiros no Haiti, cujos restos mortais antecederam, em sua chegada, os do agora Capitão Cleiton Batista Neiva.

A nação vive um tempo turbulento em relação à segurança pública. Talvez por isso mesmo as nstituições do setor estejam permanentemente em cheque em sua relação enquanto prestadoras de serviços para suas respectivas comunidades, no que tange questões de lei e ordem. Pratica-se hoje no Brasil uma retórica político-ideológica que aponta a “polícia comunitária” em sua tradição, filosofia, gestão e práticas como “o caminho a seguir”. E não poderia ser diferente disso na vigência do “Estado Democrático de Direito” e tomando como paradigma o chamado Primeiro Mundo (países ocidentais de democracia consolidada e seus sistemas de “justiça criminal” que enfatizam o modelo de “polícia
comunitária”).

A tônica da filosofia de gestão comunitária da segurança pública (ou “polícia comunitária”) talvez seja a retomada de um “velho vinho em um frasco novo”, cujo exemplo emblemático é uma paradigmática “polícia cidadã” representada pela Polícia Metropolitana de Londres, alcunhada historicamente de “Scotland Yard” em uma alusão ao seu local sede de origem. Ela foi uma polícia nascida sob o signo de que a comunidade é a polícia e a polícia, formalmente instituída, apenas uma parte da comunidade exercendo atividades policiais de maneira formal e continuada: comunidade/polícia ou polícia/comunidade em “tempo integral”. Parece ser isso o que se depreende dos princípios
enumerados por Robert Peel, Primeiro-Ministro da Inglaterra ao instituir em 1829 a hoje “Polícia Metropolitana de Londres” ou Met como é carinhosamente alcunhada nos dias atuais.

Não é possível dissociar tudo isso do funeral do oficial policial militar do Distrito Federal, brasileiro tombado heroicamente no Haiti…

O que faltou à cerimônia fúnebre do agora Capitão Cleiton Batista Neiva foi o “autêntico espírito” da retórica da “polícia comunitária” de Robert Peel e que hoje se pretende estabelecer no país: a comunidade em identidade e harmonia com sua polícia — ela própria em uniforme…

Cleiton não poderia ser mais emblemático do que é pertencer a uma família brasileira, a uma comunidade (Ceilândia, Distrito Federal) de perfil socioeconômico similar ao de boa parte do restante do povo (classe média), de haver ingressado em uma instituição pública cujo acesso é realizado de maneira aberta e não-discriminatória, dele fazer parte dos nascidos e criados na capital “de todos os brasileiros” e pertencer a um país de dimensões continentais e que hoje está formente
engajado em ascender a uma posição de liderança na comunidade internacional. Nesse caso, Cleiton se houve brilhantemente, tanto como cidadão brasileiro quanto policial militar distrital!!!

O agora Capitão Cleiton Batista Neiva descansa em paz, em solo pátrio, como herói e mártir, depois que a sua família e a sua PMDF fizeram realizar uma cerimônia digna, sóbria e singela, com recursos
institucionais e dos membros da turma de “irmãos de armas” do jovem oficial falecido. Mas, com tudo isso, faltou algo…

Prof.Doutor George Felipe de Lima Dantas
http://blogandoseguranca.blogspot.com/

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 6:55 am  Deixe um comentário  

Adeus Capitão Cleiton: Herói e Cidadão do Mundo

 07/02/2010 15:57:05 ASOF              

A homenagem ao Cidadão do Mundo que morreu a serviço da humanidade

Pedimos licença para respeitosamente chamar de Cidadão do Mundo aquele que faleceu a serviço da humanidade, deixando sentimentos paradoxos como saudade e orgulho, sim, muito orgulho.

No dia de hoje, 07 de fevereiro, familiares e amigos renderam as últimas homenagens ao Herói e Cidadão do Mundo Capitão Cleiton Batista Neiva, morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro do ano em curso.

O velório foi realizado na Academia de Polícia Militar de Brasília, oportunidade em que o oficial foi promovido post mortem ao posto de capitão, condecorado com a Medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e com a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.  

O sepultamento se deu por volta das 11h30, no Cemitério Campo da Esperança, com todas as honras militares cabíveis. 


Trajetória na Corporação

O capitão Cleiton Batista Neiva ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas o 1º BPM (Asa Sul) e o Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido à excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o capitão Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia Militar e, em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

Cleiton em algumas palavras

A autoria do texto abaixo é desconhecida, mas, inegavelmente, remete ao ser humano Cleiton como se escrito por ele fosse:

“Se você me ama, não chore. Você me conhece e sabe que sou adepto da alegria e do sorriso. Se você conhecesse o mistério insondável do céu onde me encontro… Se você pudesse ver e sentir o que eu sinto e vejo nesses horizontes sem fim e nesta luz que tudo alcança e penetra, você jamais choraria por mim.

Conservo ainda todo meu afeto por você e uma ternura que sempre, enquanto aqui estive, lhe pude em verdade revelar. O Senhor me fez instrumento de Sua paz e finda minha missão, deixei esta vida terrena para viver na eternidade…

Sevocê verdadeiramente me ama, não chore mais por mim: Estou em paz, na presença de Deus, e trago na alma todo mor dos que me amaram, pois também os amei, de todo meu coração.”

Respeitosamente
ASOF/PMDF

Leia na íntegra no Site da ASOF.

Published in: on fevereiro 8, 2010 at 5:32 am  Deixe um comentário  

Com as honras de herói

 REPRODUÇÃO

No início da manhã de hoje, o corpo do tenente será velado apenas pelos familiares e amigos

Morto no Haiti, o tenente da PMDF Cleiton Batista receberá condecorações

_ João Porto

Vinte e sete dias depois do terremoto que devastou o Haiti, será sepultado hoje, no Cemitério Campo da Esperança, o corpo do 1º tenente Cleiton Batista Neiva. Ele ingressou na Polícia Militar do DF em abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), trabalhou em diversas unidades da corporação. Apesar de regressar da missão oficial em 2006, e devido a excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o tenente Cleiton nunca perdeu o vínculo com a ONU. Por isso, solicitou licença da polícia e, em 2007, retornou àquele país onde morreu. O velório está marcado para as 11h30, na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB). Na ocasião, o oficial será promovido post mortem ao posto de capitão do quadro de oficiais da PMDF e condecorado com a Medalha de Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes). O corpo do tenente chegou ontem a Brasília. A pedido da família, a imprensa não foi informada do horário. Cleiton estava com viagem marcada para voltar ao Brasil no dia 30 de janeiro quando se reintegraria à PMDF, mas o terremoto no Haiti impediu o retorno com vida deste brasiliense de 33 anos.

MÁRTIR

O oficial casou-se em Brasília, no ano de 2006, com a jornalista austríaca Irene Hoelïnger, que também estava a serviço das Nações Unidas. Os dois moravam em Porto Príncipe com o filho Yannick, de apenas um ano e sete meses. “Cleiton deixou de ser um PM para se tornar um mártir”. Com essas palavras o professor e coronel reformado da Polícia Militar George Felipe de Lima Dantas resumiu a atuação de seu pupilo na missão de paz do Haiti. Dantas acredita que o tenente tem a chance de ser o primeiro policial militar do Distrito Federal a se tornar um herói reconhecido mundialmente. Porém, para que isso aconteça, é preciso que Cleiton receba da ONU o título de mártir. Outros funcionários que trabalhavam no edifício-sede das Nações Unidas em Porto Príncipe já receberam a comenda. Ao lembrar do aluno, o coronel Dantas cita que Cleiton sempre teve uma visão diferenciada do universo da segurança pública. “Ele era um PM que olhava o mundo de uma maneira pacifista”, completa. Até agora, 212 mil pessoas morreram vítimas do terremoto, entre eles 22 brasileiros. Trata-se do tremor o terceiro mais fatal do mundo em um século, além de ser a pior tragédia na história das Américas. O sismo deixou 300 mil feridos.

 PROGRAMAÇÃO DE HOJE

7h45 – Chegada do corpo à APMB.

8h às 9h – Momento reservado aos familiares.

9h às 9h30 – Momento reservado apenas a amigos e policiais militares.

9h30 às 10h – Missa de corpo presente .

10h às 11h – Solenidade militar.

11h15 – Deslocamento ao Cemitério Campo da Esperança.

11h30 – Sepultamento acompanhado da guarda fúnebre.

A cerimônia será aberta à sociedade brasiliense a partir das 9h30.

Fonte: Jornal de Brasília.

Published in: on fevereiro 7, 2010 at 7:38 pm  Deixe um comentário  

Desabafo…

“Qual a minha surpresa hoje verificando as informações no Correio Brasiliense e não vi nenhuma linha a respeito das honras fúnebres ao TEN CLEITON, da bicentenária Polícia Militar do Distrito Federal. Por que? Ele foi menos héroi do que os militares do tão glorioso Exército Brasileiro? Respondo: NÃO! Foi muito mais! Na essência da palavra herói, ssmpre se destacou pela sua inteligência, competência profissional, com um forte senso de amor a família e ao próximo. Muito me deixou feliz a deferência feita pelo Senhor Comandante Geral ao TEN CLEITON, onde deixou claro suas qualidades pessoais e profissionais, ressaltando que a Corporação tem que perceber o valor dos Oficiais da Polícia Militar, que nas diversas missões das Nações Unidas, levam o nome da Corporação aos mais distantes países, sempre se destacando pela qualificação profissional, competência, inteligência e capacidade de decisão; não devendo ser considerados como oficiais sem compromisso com o serviço policial militar, apenas com interesses pessoais. Nós, homens de boinas azuis, levamos o nosso distintivo e a nossa bandeira com orgulho, levando esperança aos povos mais necessitados em todo mundo. Que na data de amanhã possamos prestar nossas homenagens aos nosso valoroso TEN CLEITON, que nunca se apagará de nossas vidas, e seguirá com todas as hornas ao ALTAR DOS HÉROIS. TC ALEXANDRE JOSÉ”

Published in: on fevereiro 7, 2010 at 12:45 am  Deixe um comentário  

Informações oficiais sobre o funeral do Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva

Sepultamento 5/2/2010 19:06:00

Está previsto para as 11h30 deste domingo, 07 de fevereiro, no Cemitério Campo da Esperança, o sepultamento do corpo do 1º tenente Cleiton Batista Neiva morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro último.

O velório ocorrerá na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), ocasião em que o oficial será promovido pos mortem ao posto de capitão do quadro de oficiais da PMDF e condecorado com a Medalha de Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.

Veja abaixo os horários do cerimonial militar.

Tenente PMDF Cleiton O Primeiro Tenente Cleiton ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas, no 1º BPM (Asa Sul) e no Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido a excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o tenente Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia e em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

Cronograma da cerimônia:

07 de fevereiro de 2010 (domingo)

7h45 – Chegada do corpo à APMB;

8h às 9h – Momento reservado aos familiares;

9h às 9h30h – Momento reservado apenas a amigos e policiais militares;

9h30 às 10h – Missa de corpo presente;

10h às 11h – Solenidade militar;

11h15 – Deslocamento ao Cemitério Campo da Esperança;

11h30 – Sepultamento acompanhado da Guarda fúnebre.

A cerimônia será aberta a imprensa e a sociedade brasiliense a partir das 9h30. Aproveitamos para convidar a todos os policiais militares e informar que está autorizada a utilização de boina azul pelos policiais que já participaram de Missão de Paz a serviço da ONU.

Fonte: Site da PMDF.

NOTA:

Cleiton Batista Neiva (Ex-UNPol do Brasil/Distrito Federal/Polícia Militar do Distrito Federal) faleceu quando em licença temporária
regulamentar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para seguir atuando no Haiti, quando lá continuava prestando serviços à
ONU/Minustah/Haiti. Faleceu em sua estação de trabalho, no prédio sinistrado da sede da ONU em Porto Príncipe, instalação na qual qual também pereceram, juntamente com ele, diversos outros servidores permanentes e temporários, civis e militares, em exercício
profissional na organização, incluindo o Chefe da Missão e seu segundo em comando, o também brasileiro Luiz Carlos da Costa, além de 14 militares do Exército Brasileiro cujos corpos já foram trasladados ao Brasil.

Published in: on fevereiro 5, 2010 at 11:33 pm  Comments (4)  

Haiti Update # 14: Message from USG Le Roy and USG Malcorra to DPKO-DFS Staff

Dear friends and colleagues,

It is with great sorrow that we confirm today the loss of friends and colleagues, including those who were serving with the UN forces and UN Police in Haiti.

Mr. Mamadou Bah, Public Information Officer (France)
Ms. Ann Barnes, Personal Assistant to Police Commissioner (United Kingdom)
Mr. Cleiton Neiva, Associate Security Officer (Brazil)
Mr. Mark Gallagher, UN Police (Canada)
Mr. Adamou Biga Souley, UN Police (Niger)
Mr. Issa Mairigia, UN Police (Niger)
Ms. Rosa Crespo-Biel, UN Police (Spain)
Col. Emilio Carlos Torres dos Santos (Brazil)
Lt. Col. Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (Brazil)
Lt. Col. Gonzalo Daniel Martirene Ruibal (Uruguay)
Maj. Franæisco Adolfo Vianna Martins Filho        (Brazil)
Maj. Marcio Guimarães Martins (Brazil)
Maj. Ashraf Ali Mohammad Jayousi (Jordan)
Maj. Ata Issa Almanasir (Jordan)
1st Lt        Bruno Ribeiro Mário (        Brazil)
WO Raniel Batista de Camargos (Brazil)
SSG Davi Ramos de Lima (Brazil)
SSG Leonardo de Castro Carvalho (Brazil)
Sgt. Rodrigo de Souza Lima (Brazil)
Sgt. Janice Dorado Arocena (Philippines)
Sgt. Eustacio C. Bermudez Jr. (Philippines)
Sgt. Pearlie T. Panangui (Philippines)
Cpl Ari Dirceu Fernandes Junior (Brazil)
Cpl Douglas Pedrotti Neckel (Brazil)
Cpl Washington Luiz de Souza Seraphim (Brazil)
Cpl Raed Faraj Alkhawaldeh (Jordan)
Pvt Tiago Anaya Detimermani (Brazil)
Pvt Kleber da Silva Santos (Brazil)
Pvt Antonio José Anacleto (Brazil)
Pvt Rodrigo Augusto da Silva (Brazil)
Pvt Felipe Goncalves Julio (Brazil)

Our deepest sympathies go out to their families and friends.

We know many of you are keen to hear about our police colleagues, and we thank you for your patience while we wait to receive clearance from some of the Police Contributing Countries to release names.  We will inform you as soon as we can.  

The Mission has confirmed that out of the 1,248 Haitian staff working for MINUSTAH, 33 are now unaccounted for, down from 41 yesterday.  The total number of MINUSTAH fatalities to date remains 81 (24 international civilian staff, 14 national staff, 1 UNV, 24 military personnel, 18 police officers), with 27 injured (three international civilian staff, one national civilian staff, four UNVs, four military personnel and 15 police officers) and 42 remaining unaccounted for (seven international staff, 33 national staff and two UN Volunteers).

As we continue to report on the magnitude of our loss, our thoughts remain with the families and friends of all the victims, the Haitian people and our UN colleagues who sacrificed their lives in striving for a better world.

Alain Le Roy and Susana Malcorra

Published in: on fevereiro 4, 2010 at 9:06 pm  Deixe um comentário  

Reportagens x Cleiton Batista Neiva

É lamentável verificar o quão incompetente e irresponsável um meio de comunicação pode ser ao publicar reportagens onde ainda afirmam que não há confirmação quanto ao reconhecimento do corpo do Sr. Cleiton Batista Neiva, Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal, que encontrava-se prestando serviço humanitário às Nações Unidas no Haiti e foi vítima do desastre que assolou o país em 12 de janeiro de 2010, visto que a própria ONU já divugou em seu sítio oficial a relação de falecidos por ocasião dos terremotos, onde consta o seu nome e foto.

Para ajudar, aqui vão, mais uma vez, alguns esclarecimentos e sugestões.

 1. O Tenente da PMDF Cleiton Batista Neiva foi encontrado no Edifício-sede da MINUSTAH em Porto Príncipe, capital do Haiti e foi, imediatamente, reconhecido por um dos membros da equipe de resgate, um também policial militar brasileiro que era seu amigo e o conhecia perfeitamente. Não houve dúvida quanto a sua identidade!

2. Em relação a necessidade de exames, sugiro que leiam esse post;

3. Tenham mais respeito as famílias e amigos ao publicarem notícias que podem afetar emocionamente os que o amam e sofrem ao ler esse tipo de publicação;

4. Respeitem a figura de um mensageiro e mantenedor da paz, um agente humanitário, um peacekeeper, um pai, filho, marido, irmão, amigo, um homem de fé, um herói da ONU (como declarado pelo próprio Secretário-Geral), que nos quase últimos 5 anos viveu para ajudar a construir a paz e a estabilidade num país castigado por tragédias políticas, econômicas e naturais, quer como policial da ONU (UNPOL) quer como Oficial de Segurança da MINUSTAH.

5. Respeitem um herói policial militar, brasiliense, brasileiro e do mundo.

Caso não tenham conseguido, segue aqui o link para a página da ONU onde está postada uma foto sua (trajando o uniforme da Polícia Militar do Distrito Federal – PMDF) e o seu nome completo ao lado, confirmado como vítima dos terremotos do dia 12 de janeiro de 2010.

Na outra mão, gostaria de expressar o meu reconhecimento a outros meios de comunicação que emitiram notícias e reportagens reais, de acordo com as informações prestadas, buscando reconhecer o então-desaparecimento do Cleiton e depois vêm acompanhando, de forma responsável, sem sensacionalismo, as notícias relativas a sua chegada nos próximos dias, sendo ele o vigésimo segundo brasileiro vítima do desastre haitiano, o único policial militar e o último brasileiro a chegar em sua “”pátria amada”. A esses jornalistas o nosso reconhecimento. Parabéns pelos profissionais que são!

 
Confirmed fatalities among all UN staff (comprehensive list) »
Confirmed UN Peacekeeping Fatalities of 12 January 2010

Corporal Raed Faraj Alkhawaldeh (Jordan)

Major Ata Issa Almanasir (Jordan)

Mr. Lionel Amar (France)UN Police

Private Antonio José Anacleto (Brazil)

Hédi Annabi (Tunisia)Special Representative of the Secretary-General and Head of Mission

Ms. Pierrena Annilus (Haiti) Administrative Assistant

Mr. Mesonne Antoine (Haiti)Security Guard

Sergeant Janice Dorado Arocena (Philippines)

Mr. Mamadou Bah (France)Public Information Officer

Ms. Ann Barnes (United Kingdom)Personal Assistant to the Police Commissioner

Warrant Officer Raniel Batista de Camargos (Brazil)

Mr. Jerry Bazile (Haiti)Interpreter

Mr. Mario Bazile (Haiti)Public Information Assistant

Mr. Parnel Beauvoir (Haiti)Public Information Officer

Sergeant Eustacio C. Bermudez Jr. (Philippines)

Ms. Farah Boereau (Haiti)Interpreter

Mr. Kai Buchholz (Germany)Special Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Ms. Renée Carrier (Canada)Personal Assistant to the Special Representative

Ms. Maria Antonieta Castillo Santa Maria (Mexico)Administrative Assistant

Ms. Ericka Chambers Norman (USA)Board of Inquiry Officer

Staff Sergeant Leonardo de Castro Carvalho (Brazil)

Mr. Doug Coates (Canada)Acting Police Commissioner

Mr. James Coates (Canada) Administrative Assistant

Mr. Luiz Carlos da Costa (Brazil) Deputy Special Representative to Haiti

Ms. Rosa Crespo-Biel (Spain)UN Police

Lieutenant Colonel Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (Brazil)

Private Tiago Anaya Detimermani (Brazil)

Mr. Philippe Dewez (Belgium)Special Adviser

Ms. Alexandra Duguay (Canada)Public Information Assistant

Ms. Dede Yebovi Fadairo (Nigeria) Associate Report Writing Officer

Private Felipe Goncalves Julio (Brazil)

Corporal Ari Dirceu Fernandes Junior (Brazil)

Major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho (Brazil)

Mr. Mark Gallagher (Canada)UN Police

Mr. Guido Galli (Italy) Senior Political Affairs Officer

Mr. Gerthy Germain (Haiti)Cleaner

Mr. Gustavo Ariel Gomez (Argentina)UN Police

Mr. Andrew Grene (USA)Special Assistant to the Special Representative

Mr. Jan Olaf Hausotter (Germany)Political Affairs Officer

Mr. Karimou Ide (Niger) Security Officer

Major Ashraf Ali Mohammad Jayousi (Jordan)

Mr. Laurent Le Briero (France)UN Police

Mr. Watanga Lwango (Democratic Republic of Congo) Audit Assistant

Mr. Issa Mairigia (Niger)UN Police

1st Lieutenant Bruno Ribeiro Mário (Brazil)
Ms. Lisa Mbele-Mbong (USA) Human Rights Officer

Major Marcio Guimarães Martins (Brazil)

Mr. Riquet Michel (Haiti)Radio Producer

Mr. Hebert Moise (Haiti)Driver

***Mr. Cleiton Neiva (Brazil) Associate Security Officer***

Ms. Nivah Odwori (Kenya) United Nations Volunteer /Electoral District Coordinator

Mr. Tadia Roger Onadja (Burkina Faso)UN Police

Sergeant Pearlie T. Panangui (Philippines)

Corporal Douglas Pedrotti Neckel (Brazil)

Mr. Frednel Pierre (Haiti)Mason

Mr. Marc Plum (France)Chief, Electoral Assistance Section

Staff Sergeant Davi Ramos de Lima (Brazil)

Ms. Mirna Patricia Rodas Arreola (Guatemala)Administrative Assistant

Mr. Philippe Charles Claude Rouzier (Haiti)Civil Affairs Officer

Lieutenant Colonel Gonzalo Daniel Martirene Ruibal (Uruguay)

Colonel Emilio Carlos Torres dos Santos (Brazil)

Corporal Washington Luiz de Souza Seraphim (Brazil)

Mr. Guillaume Siemienski (Canada) Political Affairs Officer

Private Rodrigo Augusto da Silva (Brazil)

Mr. Satnam Singh (India)IT Technician/International Contractor (Trigyn Technologies Inc.)

Mr. Adamou Biga Souley (Niger)UN Police

Sergeant Rodrigo de Souza Lima (Brazil)Ms. Simone Rita Trudo (France)Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Ms. Nicole Valenta (Germany)Best Practices Officer

Ms. Andrea Loi Valenzuela (Chile)Human Rights Officer

Mr. Frederick Wooldridge (United Kingdom)Political Affairs Officer

Mr. Jerome Yap (Philippines)Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Hédi Annabi (Tunisia) – Former Special Representative of the Secretary-General and Head of Mission

Ms. Pierrena Annilus (Haiti) – Administrative Assistant

Mr. Mesonne Antoine (Haiti) – Security Guard

Mr. Jerry Bazile (Haiti) – Interpreter

Mr. Mario Bazile (Haiti) – Public Information Assistant

Mr. Parnel Beauvoir (Haiti) – Public Information Officer

Ms. Farah Boereau (Haiti) – Interpreter

Ms. Renée Carrier (Canada) – Personal Assistant to the Special Representative

Ms. Maria Antonieta Castillo Santa Maria (Mexico) – Administrative Assistant

Ms. Ericka Chambers Norman (USA) – Board of Inquiry Officer

Mr. Doug Coates (Canada) – Acting Police Commissioner

Mr. James Coates (Canada) – Administrative Assistant

Mr. Luiz Carlos da Costa (Brazil) – Deputy Special Representative to Haiti

Ms. Alexandra Duguay (Canada) – Public Information Assistant

Ms. Dede Yebovi Fadairo (Nigeria) – Associate Report Writing Officer

Mr. Guido Galli (Italy) – Senior Political Affairs Officer

Mr. Andrew Grene (USA) -Special Assistant to the Special Representative

Mr. Jan Olaf Hausotter (Germany) – Political Affairs Officer

Mr. Karimou Ide (Niger) – Security Officer

Mr. Watanga Lwango (Democratic Republic of Congo) – Audit Assistant

Ms. Lisa Mbele-Mbong (USA) – Human Rights Officer

Mr. Riquet Michel (Haiti) – Radio Producer

Mr. Hebert Moise (Haiti) – Driver

Mr. Marc Plum (France) – Chief, Electoral Assistance Section

Ms. Mirna Patricia Rodas Arreola (Guatemala) – Secretary

Mr. Guillaume Siemienski (Canada) – Political Affairs Officer

Mr. Satnam Singh (India) – IT Technician/International Contractor (Trigyn Technologies Inc.)

Ms. Simone Rita Trudo (France) – Personal Assistant to PDSRSG

Ms. Andrea Loi Valenzuela (Chile) – Human Rights Officer

Mr. Frederick Wooldridge (United Kingdom) – Political Affairs Officer

Mr. Jerome Yap (Philippines) – Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Fonte: http://www.un.org/en/peacekeeping/missions/minustah/memoriam.shtml

Published in: on fevereiro 4, 2010 at 7:22 am  Deixe um comentário  

As autoridades também prestarão homenagens ao Tenente Cleiton Batista Neiva, da PMDF?

O Presidente Lula, assim como várias outras autoridades federais e estaduais dos 3 poderes, estiveram presente em todos os velórios e homenagens aos brasileiros que faleceram no Haiti devido aos terremotos do dia 12 de janeiro de 2010. ( No dos 18 militares do Exército, da Dra. Zilda Arns e no do Sr. Luis Carlos da Costa (repres. pelo Exmo. Sr. MRE Celso Amorim. )*

Será que as autoridades brasileiras (federais e distritais) se farão presente no velório e honras fúnebres do Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal Cleiton Batista Neiva, vigésima segunda vítima brasileira do desastre haitiano e único policial militar falecido em virtude dos terremotos? Terá o nobre herói brasiliense o devido reconhecimento oficial do país?

SC

*Exceção feita a uma brasileira com dupla cidadania que a família preferiu que não fosse identificada e foi enterrada na Europa.

Published in: on fevereiro 4, 2010 at 6:58 am  Deixe um comentário  

POBRE DA NAÇÃO QUE NÃO SABE RECONHECER OS SEUS HERÓIS!

Por Wellington Corsino do Nascimento  –  Coronel da Reserva Remunerada da PMDF  

 “Um herói é alguém que deu sua vida por algo maior que si mesmo”.  

(Joseph Campbell)

   

Há treze dias que acompanho pelos noticiários da mídia nacional e internacional os desdobramentos do terremoto que atingiu o Haiti e deixou um saldo catastrófico de milhares de mortos e de desabrigados. Como se não bastasse meu estarrecimento pela tragédia que acometeu de sofrimento os irmãos haitianos, tinha ainda a grave preocupação com os soldados e voluntários Brasileiros que estavam a serviço da missão de paz das Nações Unidas naquele País. Logo cedo no dia 13 vieram as respostas às minhas preocupações, sendo divulgada nos noticiários a existência de mortos brasileiros entre as vítimas internacionais contabilizadas pela ONU. No começo foram informações imprecisas que aos poucos se confirmaram para pior… Havia uma previsão de 18 militares brasileiros mortos e que esse número poderia ser aumentado em mais um, ao ser considerado como desaparecido, pela ONU, o Tenente Cleiton Batista Neiva da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).   

 Dias depois recebi um e-mail do Tenente Coronel Reformado George Felipe de Lima Dantas informando que tinha enviado mensagem eletrônica (e-mail) à PMDF pedindo informações sobre o paradeiro do Tenente Cleiton no Haiti. Nesse e-mail ele reclamava da falta de noticias oficiais no site da Instituição e que as poucas informações que tinha conhecimento eram as que haviam sido passadas a ele pelo Tenente Sérgio Carrera, através do blog do ex-UNPol. Recebi mais outros dois e-mails do Felipe Dantas sobre o fato e fiquei impressionado com o silêncio da PMDF.  

Enquanto na área federal havia sido constituída uma central de informações para atender os familiares dos militares do Exército Brasileiro (EB) vitimados pelo terremoto no governo do Distrito Federal, reinava o mais absoluto silêncio por parte da PMDF. Conversando com amigos, como eu, oficiais da reserva da PMDF, tomei conhecimento de que o Tenente Cleiton houvera participado, institucionalmente, de dois períodos anuais da missão de paz da ONU no Haiti. No final dos segundo período a ONU teria solicitado ao governo Brasileiro a prorrogação da permanência do Tenente Cleiton no Haiti por mais um período, com tal solicitação não sendo atendida.  

Diante da negativa de sua cessão para a ONU, o Tenente Cleiton solicitou uma licença para tratar de interesse particular (LTIP) pelo período de dois anos. Com uma excelente avaliação da ONU nos dois períodos que permaneceu na missão de paz, o Tenente Cleiton foi selecionado pela ONU para engajar como Voluntário no programa de voluntariado das Nações Unidas e permanecer no Haiti. Tal programa é gerenciado por dois órgãos da ONU, o DPKO (Departamento de Operações de Paz) e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Apesar da juventude, o Tenente gozava de excelente reputação na ONU, função da sua alta capacitação profissional e por ter prestado excelentes serviços no período em que fez parte do contingente brasileiro de policiais da MINUSTATH. Como voluntário da ONU, sem salário da PMDF, retornou ao Haiti para continuar sua nobre missão.  

Hoje, verifiquei no site oficial da ONU os requisitos para admissão no programa de voluntariado e fiquei mais impressionado ainda com o nosso jovem tenente… Para ser admitido no programa de voluntários são necessários os seguintes requisitos mínimos: nível superior; idade mínima de 25 anos (não há limite máximo); relevante experiência profissional; conhecimento de uma das três línguas oficiais da ONU, inglês, francês ou espanhol; comprometimento com os valores e princípios do voluntariado; habilidade para trabalhar em ambientes multiculturais; habilidade de adaptação a difíceis condições de vida; e, experiência em trabalhos voluntários e/ou experiência de trabalho em algum país em vias de desenvolvimento.  

Depois desse momento de orgulho pelo sucesso profissional do Tenente Cleiton e do seu reconhecimento pela ONU, caí em profunda tristeza pela forma como o Governo do Distrito Federal e a PMDF permaneciam ainda silentes em relação a esse jovem e valoroso humanista. A nota oficial da PMDF, finalmente expedida, não esclarecia a importância do trabalho prestado pelo Tenente Cleiton à humanidade, nem como membro do contingente brasileiro da missão no Haiti, tampouco depois como voluntário.    

A Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti ou MINUSTAH (sigla derivada do francês: Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti), é uma missão de paz criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 30 de abril de 2004 por meio da resolução 1542, para restaurar a ordem no Haiti, após um período de insurgência antecedido pela deposição do então presidente Jean-Bertrand Aristide. A missão era chefiada até janeiro de 2010 pelo diplomata tunisiano Hédi Annabi, falecido no terremoto de 12 de janeiro de 2010 no Haiti. A morte de Annabi foi confirmada no dia seguinte pelo presidente hatiano René Préval. Os objetivos da missão: estabilizar o país; pacificar e desarmar grupos guerrilheiros e rebeldes; promover eleições livres e informadas; e, formar o desenvolvimento institucional e econômico do Haiti. A MINUSTAH está em curso no país desde junho de 2004, tendo a ONU renovado seu mandato por mais um ano em outubro de 2009.  

A importância e abrangência da missão da ONU no Haiti nos dá a real noção do que era o trabalho do Tenente Cleiton. Como cidadão e como profissional de segurança pública, temos o dever de reconhecer as condições heroicas do trabalho e morte desse jovem soldado da paz. O mundo inteiro esta rendendo homenagens aos funcionários da ONU vitimados naquela tragédia. Em todas as regiões do planeta e por todos os povos esses heróis da causa internacional são cultuados e reverenciados. Menos pelo governo do Distrito Federal e pela PMDF… Por que não exaltar e reconhecer oficialmente o trabalho heróico desse jovem profissional que morreu pelo bem da humanidade?  

Foi transmitido pelos noticiarios o evento em que o Presidente da República e vários Ministros de Estado prestarem uma justa e merecida homenagem aos membros do Exército Brasileiro que também tombaram no Haiti. Vimos ainda o Estado do Paraná prestar as justas e também merecidas homenagens à Drª Zilda Arns que também faleceu prestando serviços no Haiti. Enquanto isso, no Distrito Federal, nenhuma autoridade governamental local se fez presente na missa que os irmãos de farda e a familia do Tenente Cleiton mandaram celebrar em memória desse jovem “guerreiro da paz e segurança” (em uma alusão à “Canção da Academia” da PMDF).  – Que País é esse que não reconhece e reverencia um dos seus heróis? – Que país é esse?   

A população do Distrito Federal tem o direito de saber que na sua Polícia Militar existiu um “Tenente Cleiton” que deu a sua vida pelo bem da humanidade. Tem ainda o direito de saber que a sua policia, nesse momento, tem vários profissionais em missão de paz da ONU em várias nações nos mais variados recantos do planeta.  

Tenho acompanhado na rede de televisão CNN a espantosa mobilização da sociedade civil e do governo americano para a ajuda humanitária ao Haiti e para render diferentes homenagem aos heróicos funcionários da ONU que pereceram no fatídico terremoto de 12 de janeiro de 2010,  como foi o caso do Tenente Cleiton. Vi a mobilização  dos mais famosos artistas de Hollywood e dos mais famosos cantores norte americanos promovendo shows  para arrecadar donativos para a população haitiana e reverenciar a memória dos funcionários da ONU que tombaram a serviço da paz e fraternidade universais.   

Verifiquei também, nos noticiários, a mobilização de artistas europeus que também estão promovendo shows iguais aos dos norte-americanos. Constatei que chefes de Estado de várias nações de todos os recantos do mundo reverenciaram os funcionarios da ONU vitimados no Haiti, mas não tive notícia de nenhuma autoridade do Distrito Federal reverenciar, ou sequer fazer referência,  ao seu policial militar tombado em serviço na missão de paz da ONU.   

Ao constar tamanho descaso com a memória do nosso herói, lembrei-me de  Antígona de Sófocles, uma das mais dramáticas tragédias humanas já escritas. Sófocles devassa em toda a sua profundidade o amor, a lealdade e a dignidade. Etéocles e Polinice morrem em batalha em um mesmo dia. Um está contra o outro. Um a favor e o outro, presumidamente, contra a cidade de Tebas, que depois da morte de Etéocles passa a ser governada por Creonte. Este, como governante, manda enterrar honrosamente Etéocles, mas edita uma lei para que Polinice não seja velado nem sepultado e, por supostamente ser um traidor de sua pátria, quem o homenageasse fosse igualmente considerado traidor. Acontece que Antígona, irmã de Polinice, descumpre a lei e presta as honrarias fúnebres ao irmão. Como poderia ela obedecer à lei estatal e desobedecer à lei de seus deuses e de sua ética. Na crença de Antígona, Polinice não teria descanso eterno enquanto não fosse realizada sua cerimônia de sepultamento.   

Fazendo uma analogia com a tragédia do Haiti, os leais e verdadeiros companheiros de farda do Tenente Cleiton da PMDF parecem querer repetir algo como o gesto de Antígona, ou seja, prestar as devidas honras fúnebres e fazer justiça ao nosso herói. Também por analogia, a população do DF esta se comportando como a população de Tebas e, por desconhecimento ou indiferença, comete grande injustiça.Na antiguidade Etéocles recusou-se a cumprir o acordo de passar o governo de Tebas para Polinice e, por isso, ambos morreram. Creonte que assumiu o poder praticou uma enorme injustiça transformando um filho de Tebas em traidor, e para ratificar sua sede de poder e autoridade, mandou matar alguém que buscava dar dignidade a um morto, para ser coerente com seus conceitos morais e religiosos. Tanto na antiguidade como na atualidade, o estado e os poderosos muitas vezes minimizam e manipulam a história, não fazendo justiça aos seus verdadeiros heróis. Mas, ainda assim, os Antígonas da modernidade, com certeza, também prestarão as honras fúnebres de herói ao Tenente Cleiton Batista Neiva, mesmo que os Creontes da atualidade continuem se omitindo. Por respeito a Brasília não podemos confundi-la com Tebas!  

Ban Ki-moon, Secretário Geral da ONU declarou, através do seu porta-voz, que estar “profundamente entristecido” ao confirmar a morte do Chefe da missão no Haiti, Hedi Annabi e do seu vice-chefe, Luiz Carlos Costa, bem como do Comissário Interino de Polícia Doug Coates, da Royal Canadian Mounted Police. “Em todos os sentidos da palavra, eles deram suas vidas pela paz” complementou o Secretário Ban Ki-moon. Ao pronunciar tais palavras o Secretario concedeu o status de herói a todos os funcionários da ONU vitimados na terrível tragédia.  

Vários Países do mundo já concederam status de heróis aos seus soldados e voluntários que morreram em território haitiano. – Por que a PMDF e o Governo do Distrito Federal não fizeram o mesmo? Quantos já foram agraciados com o Titulo de “Cidadão Brasiliense” e não o mereciam? – Por que razão não podemos velar o corpo do nosso herói da humanidade em local público compatível com o caráter solene de honras fúnebres dessa importância? – Por que razão não estão sendo proporcionadas condições para que a população do DF possa se despedir e reverenciar seu herói? Por quê? O Governo Federal reverenciou os seus heróis, agora o Distrito Federal tem a obrigação de igualmente reconhecer e reverenciar o seu.  

 O Presidente Lula citou e agradeceu a cada um dos militares do Exército Brasileiro que foram homenageados na Base Aérea de Brasília quando os restos mortais deles chegaram em território nacional. Ele se referiu aos militares tombados no terremoto do Haiti como “bravos soldados” que morreram “cumprindo a mais nobre missão humanitária” já realizada pelas Forças Armadas Brasileiras. – Que o presidente complete a sua solene atribuição como Chefe de Estado e faça a mesma justiça que fez em relação à Doutora Zilda Arns e aos nossos heróis do Exército Brasileiro. – Que o presidente compareça às cerimônias onde estará o corpo do Tenente Cleiton Batista Neiva e mostre, para o governo do Distrito Federal e para a Polícia Militar do Distrito Federal, com se reverencia um herói da Pátria e que tombou em serviço da paz mundial!  Tenente Cleiton, receba, onde estiver, a nossa saudade, o nosso respeito, o nosso reconhecimento e as nossas honras! – Descanse ao abrigo do Altíssimo, na paz e na luz que refletirá sempre para nós!    

“Miserável país aquele que não tem heróis. Miserável país aquele que precisa de heróis”.     

(Bertolt Brecht) 

    

    

       
     
     
Published in: on fevereiro 3, 2010 at 12:36 am  Comments (2)  

Cleiton Batista Neiva, Luiz Carlos da Costa e Sergio Vieira de Mello

por George Felipe de Lima Dantas
em 31 de janeiro de 2010

A tragédia do terremoto no Haiti em janeiro de 2010 ceifou várias vidas de servidores civis internacionais e membros civis e militares da Missão da ONU para Estabilização do Haiti (MINUSTAH), incluindo vidas de vários brasileiros, hoje mártires da causa internacional. Entre eles estão Luiz Carlos da Costa e Cleiton Batista Neiva.

Luiz Carlos desempenhava uma honrosa função de representação do Secretário-Geral da ONU para o Haiti, acumulando a posição de “segundo em comando” da MINUSTAH. Cleiton está citado pela ONU na postagem “Confirmed fatalities among all UN staff (comprehensive list)” [fatalidades Confirmadas entre todos os servidores das Nações Unidas (lista detalhada)] como “Associate Security Officer” [Oficial Assistente de Segurança] da MINUSTAH. Antes disso ele fez parte da MINUSTAH como UNPol do Brasil com origem na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Cleiton, no momento em que pereceu, permanecia nos quadros da PMDF em licença temporária, já que não foi reconduzido ao cargo de UNPol de país membro, mas sim de “staff” com relação direta com a MINUSTAH

Luiz Carlos e Cleiton possuem paralelos de trajetória pessoal que vão além do fato de serem mártires pela mesma causa comum internacional, ainda que em diferentes funções na ONU e no Haiti. Ambos são exemplos de jovens brasileiros vocacionados para o serviço internacional. O que logicamente os separa, função das próprias idades, é o momento em que engajam no serviço internacional, Luiz Carlos no final da década de 1960 e Cleiton no início dos anos 2000. São os mesmos cerca de 30 anos de diferença em idade cronológica.

Cleiton e Luiz Carlos, como outros brasileiros, viram no serviço internacional uma causa por abraçar, aceitando o desafio de conquistar posições “de baixo para cima” e até mesmo sofrer retrocessos e revezes pessoais em prol do enfretamento corajoso desse desafio benfazejo. Por razões que não cabe aqui aventar, abraçar a causa do serviço internacional para brasileiros é algo especialmente difícil, já que diferente de outros países parece existir uma “invisibilidade” acerca dos valorosos brasileiros que passam a fazer parte, de maneira permanente ou temporária, dos quadros de organizações internacionais como a ONU.

Ainda que a Carta da ONU estabeleça critérios de proporcionalidade de seus quadros de servidores em relação aos países de origem deles (e hoje também em termos de gênero/sexo), parece que o Brasil sofre uma desproporção qualitativa em relação a tal critério. Ou seja, talvez o país pudesse ter um maior número de dirigentes de maior escalão nas organizações internacionais, ainda que na proporção genérica estivesse numericamente representado de maneira compatível em relação a outros países. Tal conjectura está alinhada com a aspiração de “liderança moral” de um Brasil parte do “BRIC”, e que ainda está por ser equalizada com o “peso de fato” que uma visão realista empresta ao país por suas características continentais.

Na ONU é voz corrente que a instituição meramente reflete a posição política de seus membros. Vários desses membros percebem que uma liderança político-administrativa interna naquela organização internacional, por seus nacionais, deva ser estimulada e promovida. Outros não.

Cleiton Batista Neiva, Luiz Carlos da Costa e Sergio Vieira de Mello (em ordem alfabética dos nomes) são exemplos de mártires atuando em prol da comunidade das nações, não deixando margem a dúvida acerca do valor da participação brasileira na Organização das Nações Unidas. O exemplo deles deve ser cultuado, estimulado e promovido em relação aos brasileiros das gerações futuras.

 Fonte: Blogando Segurança

George Felipe de Lima Dantas é Prof. Doutor pela The George Washington University e Tenente-Coronel Reformado da PMDF. Foi Consultor Sênior da ONU (NY, México e Nigéria) e da OEA (Caribe).

Published in: on fevereiro 1, 2010 at 12:04 am  Comments (1)  

Secretário de Segurança Pública e Governo do DF reconhecem o papel humanitário do Tenente Cleiton Batista Neiva no Haiti e na ONU

DODF 18, DE 27 DE JANEIRO DE 2010.

2ª SEÇÃO – PÁGINA 07

 O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos XXVI e XXVII, da Lei Orgânica do Distrito Federal, tendo em vista o disposto nos artigos 1º, § 2º, 3º e 4º, do Decreto nº 24.100, de 25 de setembro de 2003, alterado pelos Decretos nºs 25.645, de 04 de março de 2005 e 27.948, de 14 de maio de 2007, acolhendo proposta do Conselho da Medalha, resolve:

AGRACIAR, com a “Medalha Mérito Segurança Pública do Distrito Federal”, post mortem, a seguinte personalidade: CLEITON BATISTA NEIVA – EXTINTO 1º TENENTE QOPM

JOSÉ ROBERTO ARRUDA

Published in: on janeiro 31, 2010 at 9:56 pm  Deixe um comentário  

Governo do DF e PMDF concedem Medalha Tiradentes ao Tenente Cleiton Batista Neiva pelos relevantes serviços prestados a ONU e ao Haiti

PÁGINA 78
Diário Oficial do Distrito Federal
Nº 21, sexta-feira, 29 de janeiro de 2010     

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos V e VII, da Lei Orgânica do Distrito Federal, combinado com o disposto no artigo 2º do Decreto nº 5.272, de 06 de junho de 1980, e acolhendo proposta do Conselho da Medalha, resolve:
Agraciar com a Medalha “ALFERES JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER – TIRADENTES”, da Polícia
Militar do Distrito Federal, o Primeiro-Tenente Policial Militar CLEITON BATISTA NEIVA, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à Organização das Nações Unidas – ONU, como Oficial Colaborador, tendo atuado na reconstrução da República do Haiti, vitimado em razão da catástrofe natural ocorrida no dia 12 de janeiro de 2010, naquele país, contribuindo, assim, sobremaneira, para o engrandecimento do nome da Polícia Militar do Distrito Federal (In Memoriam).
JOSÉ ROBERTO ARRUDA

Published in: on janeiro 31, 2010 at 9:54 pm  Deixe um comentário  

Matéria de periódico brasiliense contém informações errôneas

A matéria publicada em peródico da cidade, publicada em 23 de janeiro de 2010, em relação ao Tenente Cleiton Batista Neiva contém informações que não estão corretas. Mais uma vez, as afirmações do periódico não estão precisas e me imputam afirmações que não foram prestadas.

1. O corpo do Tenente PMDF Cleiton foi imediatamente identificado pela equipe de resgate, onde se encontrava profissionais que o conheciam e que eram amigos, sendo confirmadas por outros amigos.

2. Em nenhum momento foi dito que havia necessidade de exames de radiografia e arcáda dentária para identifica-lo. Como já foi noticiado, existe um protocolo das Nações Unidas para atestar o reconhecimento dos óbitos. São padrões estabelecidos e exigidos pelas autoridades.

3. Os documentos encaminhados fazem parte desse processo de oficialização.

Sérgio Carrera

Published in: on janeiro 23, 2010 at 6:08 pm  Deixe um comentário  

Demora um pouco assimiliar que um amigo partiu

Desde o último dia 12 de janeiro quando recebi a notícia de que um grande terremoto havia assolado o já combalido Haiti, iniciei a busca incessante por informações sobre os muitos amigos que ainda estão por lá. Algumas destas amizades foram formadas através da internet, como o Capitão Algenor – PMAM – e o Tenente Couto – PMPE, os quais ainda não conheço pessoalmente. Outros são amigos de longos meses de convivência em Porto Príncipe, como os UNPOLs espanhóis da Guardia Civil Miguel e Andrés, que retornaram ao Haiti para mais um ano de serviço, ou o Salvadorenho Jaime Vigil, UNPOL que se tornou funcionário da ONU. Tinha, ainda, o Capitão Freitas, meu colega de turma da APM-RS, que está a serviço da ONU em Gonaives.

Aos poucos as notícias foram chegando, primeiro o Capitão Freitas que conseguiu entrar em contato com a esposa em Porto Alegre ainda na madrugada do dia 13 de janeiro informando que estava bem. Após isso o Capitão Algenor nos mandou um e-mail, curto mas significativo “ Estamos vivos e bem. Cap Algenor e Ten Couto”.

Seguidos a estes, as notícias de que os demais estavam bem foram chegando. Mas faltava um. O Tenente PMDF Cleiton Baptista neiva. Os oitos dias que se seguiram ao desastre foram angustiantes, muitos de nós gostaria de estar lá, tentando ao menos ajudar nas buscas. Ver o Hotel Christoper, QG da MINUSTAH, reduzido a monte de entulhos foi um momento extremamente difícil, pois, assim como a maioria dos policiais militares brasileiros que estiveram em Porto Príncipe, eu trabalhei 6 meses naquele local.

Infelizmente, no dia 21 ao final da tarde recebemos a confirmação de que o Cleiton havia sido encontrado próximo ao seu posto de trabalho, nos andares inferiores do QG da ONU, já sem vida. Demora um pouco assimilar que um amigo partiu.

O Tenente Cleiton era “o cara do sorriso largo”, sempre de bem com a vida, extremamente profissional em suas missões, tratava a todos com muita educação, sem distinções. Lembro que me chamava atenção o respeito com que tratava os funcionários haitianos da ONU, muitas vezes se comunicando em seu idioma, o creóle, dominado por poucos estrangeiros.

O Cleiton estava sempre disposto a dar uma palavra de incentivo aos novos que chegavam à missão. Em síntese, trabalhava no que gostava, era um idealista, mais um brasileiro a serviço da paz mundial. Somava-se a isso o fato da ONU ter lhe proporcionado constituir sua própria família, pois foi em Porto Príncipe que o Cleiton conheceu sua esposa Irene, de nacionalidade austríaca, também funcionária da ONU.

Para mim ficam na lembrança os vários momentos em que estivemos juntos, como na recepção organizada pela Embaixada Brasileira por ocasião do dia 07 de setembro de 2007 (foto), onde estivemos com ele e a Irene. Ou quando o Cleiton me recebeu na base da ONU em Gonaives por ocasião de um treinamento com a FPU do Paquistão (foto). Tem ainda a cerimônia do Medal Parade do contingente policial brasileiro em outubro de 2007, quando o Cleiton quase foi às lágrimas no momento em que cantamos com todas as forças o Hino Nacional Brasileiro.

Por fim, um momento marcante foi quando ele e a Irene convidaram aos brasileiros (UNPOLs e funcionários civis da ONU, incluindo o Deputy-SRSG Sr Luis Carlos da Costa, também falecido em conseqüência do terremoto) para um jantar em seu apartamento no bairro de Pétion Ville. Naquela ocasião, entre outras coisas, nos mostraram o álbum de fotos e o vídeo da cerimônia de casamento realizada no Haiti. Foi naquele dia, também, que o Cleiton e a Irene anunciaram a todos que estavam “grávidos”. Estas são as imagens que ficam do guerreiro Cleiton.

Peço licença aos autores para finalizar com uma frase contida em uma carta fictícia do Capitão Bruno Ribeiro, militar gaúcho falecido no Haiti, e que foi lida por um familiar durante a cerimônia de seu sepultamento ocorrido ontem na cidade de Santa Maria-RS, a qual, penso, expressa o sentimento de muitos de nós que já estiveram em missão.

“…Não briguem comigo pela forma que eu retornei, fui em busca de meus ideais…”
Minhas sinceras condolências à família enlutada do 1º Tenente PMDF Cleiton Baptista Neiva.

 Marco Antônio – Capitão da Brigada Militar do Rio Grande do Sul

Leia na íntegra.

Published in: on janeiro 23, 2010 at 4:23 pm  Deixe um comentário  

Missa em intenção ao policial militar do DF vítima dos terremotos no Haiti

Uma missa será realizada em intenção ao querido amigo Cleiton Batista Neiva, tenente da PMDF, vítima dos terremotos no Haiti.

Dados da missa:

Dia: 22/01/2009
Horário: 19h00 
Local: Paróquia São Marcos e São Lucas (EQNP 9/13, Área Especial – P Norte). (Próximo ao Mercado Tradição – bem conhecido naquela região).

Nesta Igreja, o Cleiton tocava com sua banda de música católica e participava ativamente de vários grupos.

Published in: on janeiro 22, 2010 at 12:37 am  Comments (4)  

Adeus ao herói policial militar brasileiro

É com profundo pesar que anunciamos a chegada da notícia da localização do corpo do 1º Tenente da PMDF CLEITON BATISTA NEIVA, que estava a serviço da ONU no Haiti.

O corpo do Tenente Cleiton foi encontrado na noite de ontem, dia 20 de janeiro de 2010, em uma área subterrânea totalmente colapsada, indicando, pelo que foi informado, poder estar nas proximidades de sua estação de trabalho localizado na sede da MINUSTAH, no antigo Hotel Christopher.

As informações sobre o fato descrevem que o Oficial da PMDF, que exercia função de chefia junto a segurança da ONU no Haiti, estava em parte distante do local de saída sendo, portanto, um dos últimos a ser visualizado nos difícieis processos de busca e salvamento colocados em prática.

Que neste momento sejamos fortes para dar continuidade à nobre missão que estava sendo praticada pelo Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva. Até o último momento Cleiton foi motivo de orgulho para nós, para seus familiares, sua jovem família, para a PMDF, para o Distrito Federal, para o Brasil e também para o mundo. Lembremo-nos que nosso herói foi até o derradeiro momento de sua existência digno e corajoso. Lembremo-nos que ele sempre estará conosco. Lembremo-nos que ele nos deixou solidificando, honrando e perpetuando a parte mais nobre e contundente do juramento que espelha o dever policial militar: “(…) mesmo com o sacrifício da própria vida.”

Nota conjunta:

Blog PMs em Missões de Paz da ONU (UNPOL) – https://missaodepaz.wordpress.com/

Blog do Leonardo Sant´anna – http://leonardosantanna.wordpress.com/

Blog UN Police – A polícias nas Operações de paz da ONU – http://unpolicebrasil.blogspot.com/

Published in: on janeiro 21, 2010 at 7:43 pm  Comments (8)  

Informação da Imprensa está errada

A matéria ” Catástrofe no Haiti:Heróis brasileiros em ação”, do Jornal Correio Brasileinse, publicada hoje, dia 21 de janeiro de 2010, onde afirma que o Sr. Cleiton Batista Neiva é ex-tenente da PMDF está errada.

Ele encontra-se licenciado para tratar de assuntos particulares, mas continua nas fileiras da Corporação.

Published in: on janeiro 21, 2010 at 1:49 pm  Comments (1)  

Tenente PMPE Ricardo Couto afirma que buscas ao Tenente da PMDF Cleiton continuam na Sede da MINUSTAH no Haiti

 

“Amigos, desde que cheguei aqui no Haiti no ano passado fui muito bem recebido e orientado pelo excelente profissional e até onde eu saiba 1º TEN da PMDF (pois mesmo licenciado não deixou em momento algum de ser Oficial de sua Corporação) Cleiton Neiva…

Depois do holocausto que assolou essa pequena Nação, nós, os sobreviventes, especialmente os brasileiros, ficamos sabendo que o Cleiton estava dentro do prédio do Quartel General da MINUSTAH (alguns ainda chamam de Hotel Cristopher) e de imediato eu pessoalmente levei para lá uma equipe de 20 cães com seus respectivos guias de diferentes Nações, onde ficamos trabalhando muito, porém sem sucesso no resgate não só do referido Oficial, porém também de outras vítimas brasileiras e internacionais.

Na data de hoje já fui deslocado diversas vezes com minha equipe para o Hotel Montana, onde tivemos a sorte e a graça de Deus de achar mais de oito sobreviventes em dias estressantes de buscas…

Venho através deste comentário em particular me colocar a disposição novamente da família deste brasileiro cujo quilate profissional são alcançados por poucos de nossa área, para lhes prestar quaisquer novidades, como já estou fazendo através de telefones aos amigos Heberton e Fabricio Bassalo e por email para o amigo Sérgio Carrera, também Oficial de tão nobre Instituição Militar.

É uma pena que ainda não o encontramos, mas independente do resultado de nossas buscas quero que saibam que nao existem palavras para descrever o carater e a personalidade do TEN Cleiton..Seja o que Deus assim desejar, porém saibam que a esperanca é a última que morre…

Ainda estamos trabalhando, tenham fé.”

VITORIA SOBRE A MORTE.

RICARDO COUTO – K9 UNIT COMMANDER – MINUSTAH”

Para ler na íntegra, acesse o Blog do Leonard Sant’anna.

 

Published in: on janeiro 20, 2010 at 11:00 pm  Comments (2)  

Deputado Distrital Reguffe se sensibiliza com o desaparecimento no Haiti do Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva

Segundo nota publicada no Blog do Leonardo Sant’anna, o Deputado Distrital José Antônio Reguffe teve a iniciativa de procura-lo e  “classificou como, no mínimo, heróica a questão que envolve o Tenente da PMDF Cleiton Batista Neiva, ainda desaparecido naquele país.” 

O Deputado, primeiro parlamentar a se manifestar sobre a situação do Tenente Cleiton, levantou ainda os seguintes questionamentos:

“Será que um herói brasiliense que doou seus serviços pela segurança pública e pelos desafortunados haitianos é menos importante do que os escândalos de corrupção? “

“Será que essa é a justa recompensa a quem defende o nome do Brasil, da PMDF e de Brasília junto às Nações Unidas?”

Os policiais militares se solidarizam com o angustiante desaparecimento do Oficial da PMDF e os familiares e amigos enfim recebem posição de algum de seus representantes.

Continuamos com a fé e força que nos sustentam!

Parabéns pela iniciativa, Deputado!

Sérgio Carrera

Published in: on janeiro 20, 2010 at 10:42 pm  Comments (3)  

Últimas informações sobre as buscas ao Tenente da PMDF Cleiton Batista Nevia

Hoje, uma série de informações desencontradas que foram publicadas em sites de relacionamentos e microblogs levou a falsas afirmativas sobre o paradeiro do Tenente da PMDF Cleiton Batista Neiva, que encontrava-se na Sede da MINUSTAH no momento dos abalos no dia 12 de janeiro de 2010.

Não vamos nos precipitar na divulgação de notícias sem a devida confirmação. Da mesma forma, também entendemos a aflição e ansiedade que levou alguns a publica-las.

Muitas ligações foram realizadas com amigos e policiais militares no Haiti e até às 17hoo (Horário de Brasília) ou 14h00 (horário do Haiti) o Tenente Cleiton Batista Neiva continuava na condição de desaparecido.

Informações mais detalhadas sobre sua possível localização levaram a novos caminhos sobre o seu resgate, que hoje está concentrado justamente nesses locais, que seriam o percurso do andar inferior da Sede da ONU que conduzia a sua sala, o Centro de Operações Especiais (Special Operations Unit – SOC) ou o Centro de Operações Integradas (Joint Operations Center – JOC).

Até ontem, o entendimento era de que ele encontrava-se na recepção do edifício.

Continuamos com a fé em Deus e a força que dele vem para crer no milagre!

Sérgio Carrera

Published in: on janeiro 20, 2010 at 8:58 pm  Deixe um comentário  

Capitão PMAM Algenor continua em buscas incansáveis aos desaparecidos na Sede da ONU no Haiti, em especial o Tenente PMDF Cleiton.

“Caros Amigos, gostaria de aproveitar o espaço para informar aos amigos do UNPOL Brasil e especialmente aos meus irmãos Bassalo e Heberthon que estou bem, estamos trabalhando aqui dioturnamente para tentar resgatar os vivos que ainda encontram-se presos no escombros em todo o Haiti, gostaria tambem de aproveitar o momento e fazer justiça e tambem informar a todos o incansavel trabalho que vem sendo feito pelo BRABAT no sentido de buscar e localizar nossos amigos desaparecidos dentro do predio da ONU, eu e o CMT Brito estamos no predio desde de a noite do dia 12 ajudando no resgate das vitimas e a cada corpo recuperado é uma tensão, ate o momento da identificação; ate a data de hoje conseguimos resgatar os corpos de alguns de nossos amigos, e isso é muito dificil, pois voces sabem que não é facil resgatar pessoas que vc nunca viu, imaginem voces o quao é dificil cada  vez que retiramos um amigo, essa sensação e como se tivessemos perdendo parte de nossa familia, que é o que somos aqui, uma grande familia de brasileiros; estamos hoje amparados pelos braços de nossos amigos e irmãos militares aqui do BRABAT, trabalhando arduamente na recuperação dos nossos; Ainda não encontramos Cleiton mas estamos trabalhando 24 horas do dia sem parar e de la so sairemos quando todos forem resgatados, ontem por volta de quatro da tarde retiramos uma pessoa com vida, isso nos deu uma carga de confiança para continuarmos o trabalho em busca de nosso irmão Cleiton, tenham esperanças e rezem por todos nos; Neste momento mais do que nunca me sinto orgulhoso de ser Brasileiro e de fazer parte dessa grande força tarefa;

Um Abraço a todos

Cap Algenor MINUSTAH / Haiti

VITORIA SOBRE A MORTE!!!  FORÇA BRASIL!!!

Published in: on janeiro 19, 2010 at 1:24 am  Comments (5)  

O Valor da Participação Policial Brasileira nos Esforços Internacionais da ONU no Haiti — MINUSTAH

O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recomendou hoje ao Conselho de Segurança da organização adicionar 1,5 mil policiais à Missão de Estabilização da ONU no Haiti — MINUSTAH (sigla em francês), com o fito de fazer face às consequencias do terremoto que devastou o país na semana passada.

O Brasil já tem policiais no Haiti desde o estabelecimento da MINUSTAH em 2004. Alguns deles inclusive já retornaram de suas respectivas missões, estando sazonados e prontos para serem eventualmente reenviados ao país, já que possuem capacidade de emprego operacional pleno e imediato, sem a necessidade de adaptação à missão e condições locais. Um desses “veteranos”, o 1º Tenente Cleiton Batista Neiva, apresentou tal nível de proficiência que foi contratado pela ONU após o término de sua missão institucional pela PMDF (2004-2006), honrando com tal distinção sua corporação, o Distrito Federal e o Brasil.

Se o Brasil pretende exercer uma posição de liderança no contexto internacional das Américas, talvez já seja tempo de assumir responsabilidades, como no Haiti, da maneira mais profissional possível, para o que não lhe faltam recursos humanos, como no caso de veteranos policiais potencialmente designáveis para retorno para a MINUSTAH. É essa, por exemplo, a posição canadense (“potência intermediária com responsabilidades internacionais”), com suas forças de paz tendo sido agraciadas com o Prêmio Nobel da Paz de 1988.

FONTE: Blogando Segurança

Professor Doutor George Felipe de Lima Dantas.

Tenente-Coronel Ref. PMDF

Published in: on janeiro 19, 2010 at 12:31 am  Deixe um comentário  

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA PMDF SOBRE O TENENTE CLEITON

Nota de esclarecimento

18/1/2010 18:05:00

A Polícia Militar do Distrito Federal informa que o Tenente Cleiton Batista Neiva, que está de licença da Corporação para tratar de interesse particular, encontrava-se no Haiti prestando serviços a Organização das Nações Unidas (ONU). As últimas informações são de que o Oficial estava de serviço no prédio da ONU na hora do terremoto que assolou o país. A Polícia Militar está fazendo contatos com o Itamarati, com integrantes das Forças Armadas e em especial com o Comando do Corpo de Bombeiros do DF, que enviou efetivo para auxiliar no resgate de vítimas, a fim de obter maiores informações sobre o paradeiro do policial.

http://www.pmdf.df.gov.br/?pag=noticia&txtCodigo=4397

Published in: on janeiro 19, 2010 at 12:28 am  Deixe um comentário  

Bombeiros do DF ajudam na busca pelo Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva no Haiti

Os bombeiros militares do DF foram deslocados para ações de resgate na Sede da ONU, onde, provavelmente, encontra-se o Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva.

Fontes afirmam que pelo menos 5 pessoas ainda resistem e estão vivas sob os escombros.

FORÇA E FÉ!!!!!

Sérgio Carrera

Published in: on janeiro 18, 2010 at 3:51 pm  Comments (2)  

Mensagem enviada por militar do Batalhão Brasileiro no Haiti

 

“ESTAMOS AQUI NO HAITI,PELO CONTRÁRIO, O BRASIL É O ÚNICO PAÍS QUE ESTÁ REALIZANDO AS BUSCAS 24 HORAS.
AS MÁQUINAS SÃO DA COMPANHIA DE ENGENHARIA, OS MILITARES SÃO DO BATALHÃO BRASILEIRO E OS BOMBEIROS SÃO DO RIO DE JANEIRO. APÓS TER SIDO ENCONTRADO UMA PESSOA VIVA NOS ESCOMBROS, APARECERAM OUTRAS EQUIPES: 02 DOS EUA E 01 DA ESPANHA.
18 JAN 2010 – 1230 H
NÓS SOMOS BRASILEIROS E NÃO DEIXAREMOS NENHUM DE NÓS PARA TRÁS.
OBRIGADO E QUE PUBLIQUE-SE. INTEGRANTE DO BATALHÃO BRASILEIRO.

CESAR”

Nota: Trata-se de comentário sobre o desaparecimento do Tenente PMDF Cleiton.

OBRIGADO, CARO CESAR. TORCEMOS POR TODOS VOCÊS!!!!!

SC

Published in: on janeiro 18, 2010 at 3:48 pm  Deixe um comentário  

Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva continua desaparecido no Haiti

Acabo de receber informações da própria ONU que o 1 Tenente PMDF CLEITON BATISTA NEIVA continua desaparecido.

Diferentemente do Brasil, onde poucos meios de comunicação tem se manifestado em relação a ele, nem mesmo o considerado como desaparecido, integrante da MINUSTAH confirmou que as equipes o tem procurado intensamente.

Muita fé, força e esperança! A todo momento são encontrados sobreviventes dos escombros.

Sérgio Carrera

11h35 – 18 de janeiro de 2010.

Published in: on janeiro 18, 2010 at 1:38 pm  Comments (3)  

Já imaginou um policial sem coragem?

“Sempre que ligo a Tv e vejo as reportagens sobre o Haiti uma palavra vem a minha mente. Vendo o sofrimento daquele povo ao longo do tempo essa palavra toma força. Ela representa o povo haitiano, mas está intimamente ligada a minha profissão. A coragem desse povo me deixa impressionado!

Hoje gostaria de falar sobre a CORAGEM, mas antes gostaria de fazer um comentário que não quer calar. Nos últimos dias tenho conversado com vários amigos que estiveram em missão fora do Brasil, alguns estiveram no Haiti, e todos estão impressionados com o silêncio de nossa Corporação, no que se refere ao Tenente desaparecido naquele país.

Todos os dias entro no site da PMDF e não vejo nenhuma nota se quer. Nenhuma palavra de incentivo a família! Nada. O silêncio às vezes pode se tornar a maior representação da indiferença da Corporação com os seus integrantes. Afinal, quanto vale um desses integrantes? Prefiro deixar no ar essa pergunta, para que ela ecoe em nossas mentes e nos faça refletir sobre nosso descaso. Não esperamos muito, somente uma palavra de incentivo! (…)”

Confira o artigo na íntegra no Blog Policiamento Inteligente.

Published in: on janeiro 18, 2010 at 6:23 am  Deixe um comentário  

Solicitação ao Tenente Couto

Caro amigo Couto,

Solicito que leia a postagem abaixo e nos mantenha informados, pois sabemos das suas atuações nos resgates no Hotel Montana.

Da mesma forma, qualquer noticias sobre o nosso irmão Cleiton, Tenente da PMDF! Como o Capitão Algenor está no Christopher, assim que tiver qualquer novidade, aguardamos com expectativas.

Força e Fé!

Abraço,

Sérgio Carrera

Published in: on janeiro 17, 2010 at 12:30 pm  Comments (1)  

Pictures of missing brazilian police officer in Haiti – Fotos do policial militar brasileiro desaparecido no Haiti

Please, if any rescue team finds Brazilian police lieutenant, CLEITON BATISTA NEIVA, contact the brazilian authorities in Haiti or send an email to: missoesdepaz@gmail.com He is now working as UN Security officer and he was coordinating a security operation at the time of the earthquake. Witness says he was inside of Christopher Hotel, MINUSTAH HQ.

Lt. CLEITON was one of the the first police officers to arrive in Haiti in 2004 and worked there for 18 months as a United Nations Police (UNPOL). In 2007, he went back to Haiti as UN Security Officer.

Por favor, se qualquer equipe de resgate encontrar o tenente da PMDF, CLEITON BATISTA NEIVA,  contactar autoridades brasileiras no Haiti ou enviar email para: missoesdepaz@gmail.com . Ele agora está trabalhando como oficial de Segurança da ONU e estava coordenando uma operação de segurança no momento do terremoto. Testemunhas afirmam que ele estava no Hotel Christopher, Sede da MINUSTAH.

O Tenente Cleiton foi um dos primeiros policiais a chegar ao Haiti em 2004 e trabalhou lá por 18 meses como Policial das Nações Unidas (UNPOL). Em 2007, ele retornou ao Haiti como Oficial de Segurança da ONU.

Picture 01 (Brazilian Police Capt, MINUSTAH Force Commander – Gal Heleno, and Police Lt Cleiton Neiva). 2004-2005.

Foto 01 (Capitão da PM brasileira, O Force Comander, General Heleno, e o 1 Tenente PMDF Cleiton Neiva). 2004-2005.

Brazilian Police Officer Cleiton Batista Neiva (first on the right) in a meeting of coordination. MINUSTAH 2005.

Policial Brasileiro Cleiton Batista Neiva (primeiro a direita) em reunião de coordenação. MINUTAH 2005.

Published in: on janeiro 17, 2010 at 2:22 am  Comments (8)  

Capitão Algenor, da PMAM, trabalha nas equipes de resgate na Sede da ONU

O Capitão Algenor, da Polícia Militar do Amazonas, está bem e vem atuando na busga e resgate das vítimas no Hotel Christopher, sede da MINISTAH.

Força, Capitão!

Sérgio Carrera

Published in: on janeiro 17, 2010 at 1:06 am  Comments (1)  

Brazilian police officer still missing in Haiti

Federal District Police Officer, Lt. Cleiton Batista Neiva, who was inside of MINUTAH HQ at the moment of the earthquake, has not been found so far.

We request to all personnel working on rescue teams to look for him.

Right now, He works as a UN Security Officer in Port au Prince, at the Joint Operations Center.

Any information can be send to: missoesdepaz@gmail.com

Lt. Sergio Carrera

Brasília – Brazil

Published in: on janeiro 16, 2010 at 6:50 pm  Comments (1)  

Haiti’s Victims Request of information phone number

For all queries regarding immediate family members working with the UN Mission in Haiti, please contact               +1 212.963.4139         . For now, this number may also be used by staff seeking information about friends and colleagues working in MINUSTAH. Please remember that these support lines are for now our primary means of hearing from concerned family members. [Note: We are experiencing a heavy volume of calls so if you’re having difficulty getting through, please keep trying.)

Major PMDF Tarciso (retired)

Published in: on janeiro 16, 2010 at 6:39 pm  Deixe um comentário