Encontro Bilateral Brasil – Haiti: Estudos sobre a migração haitiana ao Brasil

O Centro Universitario de Brasilia – UniCEUB realizará o Encontro Bilateral Brasil – Haiti sobre o tema Estudos sobre a migração haitiana ao Brasil e diálogo bilateral, no dia 9 de dezembro, segunda-feira, das 9h às 13h, no Laboratório de Relações Internacionais, sala 2337, bloco 2, localizado no campus da Asa Norte, Brasilia-DF.

Não é necessário fazer a inscrição. As vagas são limitadas à capacidade do laboratório.

Published in: on dezembro 7, 2013 at 8:05 pm  Deixe um comentário  

ONU utiliza drones em missões pela primeira vez

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO
por France Press, publicado por Luís Manuel Cabral

As Nações Unidas lançaram oficialmente esta terça-feira em Goma, na República Democrática do Congo, o primeiro drone utilizado em missões da organização.

O aparelho, de fabrico italiano, partiu do aeroporto de Goma após uma apresentação à imprensa que contou com a presença do chefe de operações de manutenção da paz da ONU, Hervé Ladsous e vários diplomatas.

A ONU dispõe de dois drones para ajudar a missão para a estabilização da paz na República Democrática do Congo que começaram a efetuar testes de voo no domingo. Estes aparelhos, que não carregam qualquer tipo de arma, serão exclusivamente utilizados em missões de vigilância da ONU na província de Kivu do Norte, onde atuam dezenas de grupos armados. Os drones também deverão assegurar o controlo da fronteira entre a RDC e os países vizinhos Uganda e Ruanda, numa tentativa de evitar que esses dosi países continuem a fornecer armamento às milicias congolesas. os dois países, no entanto, negam qualquer apoio a grupos armados na República Democrática do Congo.

A ONU espera vir a ter cinco drones operacionais, fabricados pela Selex, uma subsidiária do grupo italiano Finmeccanica,que sejam capazes de oferecer uma vigilância no terreno de 24 sobre 24 horas a partir do mês de março do próximo ano.

Fonte: Site DN GLOBO.

Published in: on dezembro 3, 2013 at 3:32 pm  Deixe um comentário  

Novos pré-requistos para ser UNPOL

Pré-requistos:

– Habilitado em armas de porte (apenas para Missoes armadas).

– Ter menos de 62 anos de idade.

– Nao ter se aposentado a mais de 5 anos (Sim, policiais aposentados ha menos de 5 anos, a contar da data que passou a Reserva, pode integrar uma Missao de Paz, respeitado o limite de 62 anos)

– Nao estar respondendo disciplinarmente a faltas graves ou no ambito criminal “penal” (NADA CONSTA)

– Nao ter sido condenado na esfera judicial por crimes ou violacoes de direitos humanos (NADA CONSTA)

– Ter conhecimento de informatica (basico – unico nao eliminatorio)

PARA HABILITAR-SE:

1. Ser indicado pelo Comando-Geral da Instituicao/Governo.

2- Ser aprovado nas provas de:
– Idioma (inglês e francês).
– Prova de Direção defensiva 4×4
– Manejo com arma de fogo e tiro (5m/7m)

3 – “NADA CONSTA” penal e disciplinar.

4 – Exames medicos.

5 – CV em consonancia com os skills-sets de cada Missao.

Post atualizado – link

Published in: on dezembro 2, 2013 at 6:00 pm  Deixe um comentário  

Mulheres fazem diferença na execução do mandato da missão de paz, diz chefe da Polícia ONU no Haiti

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Policial brasileira, Virgínia Lima atua na missão de paz da ONU no Haiti. Foto: UNIC Rio/Damaris Giuliana

O chefe da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) no Haiti afirmou ao serviço em português da Rádio ONU que pretende aumentar de forma significativa o número de mulheres que participam da missão de paz no país. Segundo Luís Carrilho, várias medidas estão sendo tomadas neste sentido.
Carrilho esteve na sede das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada, para participar de um encontro dos comandantes da UNPOL do mundo inteiro.
De acordo com o oficial português, que também serviu no Timor-Leste, as mulheres fazem a diferença na hora de executar o mandato da ONU.
“A rede das mulheres políciais, seja a rede UNPOL, seja a Rede da Polícia Nacional do Haiti, que trabalham em conjunto, mas no nível do terreno, sobretudo trabalhando com as vítimas de crime [como violência sexual] a participação da mulher é extremamente importante”, disse Carrilho ao pedir que os países que contribuem com policiais ampliem o número de mulheres na missão. Atualmente, a força policial da ONU no país caribenho tem cerca de 10% de mulheres.
Policial brasileira atua no desenvolvimento de sistema de combate à violência contra mulheres
A violência doméstica e sexual é um problema grave e histórico no Haiti. Até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.
O acompanhamento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) ajudou a mudar a situação do país e hoje existe uma rede de auxílio às vítimas, que além de oferecer apoio médico e psicológico, investiga os casos para levar os suspeitos a julgamento.
O trabalho tem sido intensificado nos campos de deslocados, onde é maior a vulnerabilidade de mulheres e meninas.
“Nós vamos até o campo onde ocorreu a violência, levamos a vítima a um hospital de Cité Soleil, que é o hospital que nós temos a maior facilidade por conta da equipe de psicólogas e de médicas”, descreveu a policial brasileira Virgínia Lima ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) em reportagem para marcar o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, 29 de maio.
Lá, essas mulheres recebem os remédios necessários no prazo de 72 horas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, além da documentação obrigatória para que a Justiça receba as denúncias.
“Se ela desejar ir até uma delegacia pra fazer o registro dessa ocorrência, a gente acompanha também”, diz a capitã, acrescentando que há um trabalho de sensibilização nesse sentido.

FONTE: Site ONU

Published in: on novembro 28, 2013 at 7:32 pm  Comments (1)  

Com apoio da ONU, Haiti desenvolve sistema de combate à violência contra mulher

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Policial brasileira atua em campos de deslocados para evitar violência contra mulheres. Foto: UNIC Rio/Damaris Giuliana

(Capitao PMDF Virginia Lima)

A violência doméstica e sexual é um problema grave e histórico no Haiti, de acordo com a Polícia das Nações Unidas (UNPOL). Até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.
O acompanhamento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) ajudou a mudar a situação do país e hoje existe uma rede de auxílio às vítimas, que além de oferecer apoio médico e psicológico, investiga os casos para levar os suspeitos a julgamento.
O trabalho tem sido intensificado nos campos de deslocados, onde é maior a vulnerabilidade de mulheres e meninas. O número de visitas feitas a esses locais por mulheres policiais da ONU cresceu de 114 em janeiro deste ano para 247 em abril. O grupo trabalha em conjunto com a Polícia Nacional do Haiti (PNH).
“Nós vamos até o campo onde ocorreu a violência, levamos a vítima a um hospital de Cité Soleil, que é o hospital que nós temos a maior facilidade por conta da equipe de psicólogas e de médicas”, descreve a policial brasileira Virgínia Lima.
Lá, essas mulheres recebem os remédios necessários no prazo de 72 horas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, além da documentação obrigatória para que a Justiça receba as denúncias.
“Se ela desejar ir até uma delegacia pra fazer o registro dessa ocorrência, a gente acompanha também”, diz a capitã, acrescentando que há um trabalho de sensibilização nesse sentido.
A ONU também atua na prevenção da violência realizando palestras e patrulhas nos campos de deslocados.
Formação policial ainda é desafio

O Haiti tem atualmente pouco mais de 10 mil policiais e precisa de ao menos 15 mil para que a segurança e a estabilidade sejam garantidas pelas autoridades locais. A formação desses profissionais ainda é um desafio para o país e para a ONU, que encontram dificuldade para alcançar a meta de mil novos policiais por ano.
Em 2012, por exemplo, 16 mil candidatos participaram da primeira fase da seleção, mas apenas 239 concluíram o curso da Academia de Polícia. Entre outros quesitos são avaliados o nível de alfabetização, condições de saúde e antecedentes criminais.
De acordo com o vice-comissário da UNPOL no Haiti, Serge Therriault, a PNH não pode ser pensada de maneira isolada porque é parte da reconstrução do país com base em instituições democráticas. Segundo ela, ampliar a capacidade da polícia requer mais do que treinamento: é preciso prover orçamento, infraestrutura e apoio operacional.
Também é preciso trabalhar a inclusão feminina na corporação. “Descobrimos que na cultura haitiana o que os pais pensam é realmente importante. Então, muitas mulheres não se engajam nessa carreira porque os pais não apoiam ou não veem a polícia como um lugar para mulheres”, relata Therriault. “Se pudermos mudar a percepção dos pais, só com isso devemos aumentar o número de recrutamento de mulheres.”
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Esta matéria faz parte de uma série de reportagens especiais, incluindo um vídeo, para o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, lembrado a cada ano em 29 de maio. Confira todas as reportagens em http://www.onu.org.br/29demaio e o vídeo abaixo.

FONTE: Site ONU

Published in: on novembro 28, 2013 at 7:29 pm  Deixe um comentário  

Um comércio de horrores

A Tanzânia condena pela primeira vez caçadores de albinos. Devido a uma tenebrosa superstição, essas pessoas são mortas e têm o corpo retalhado para ser vendido a feiticeiros

Nathália Butti

Esdras Nidkumana/AFP
VIDA EM PERIGO
Uma mãe com seu bebê albino no Burundi: tradição macabra

Um tribunal da Tanzânia mandou para a forca, na terça-feira passada, três homens que mataram um menino albino de 14 anos e amputaram suas pernas. É a primeira condenação para um tipo de crime comum no país. Desde 2006, pelo menos 75 albinos foram mortos e esquartejados no país. O albinismo é uma deficiência na produção de melanina, o pigmento que dá cor a pele, olhos, cabelos e protege da radiação ultravioleta. Os portadores da deficiência têm a pele pálida e vulnerável ao câncer, cabelos finos e olhos sensíveis à luz. Devido a uma superstição macabra, que atribuiu poderes sobrenaturais aos “zero-zero” – como são pejorativamente chamados –, nenhum albino está a salvo na África Oriental, sobretudo na Tanzânia e no Burundi. Eles são caçados e têm o corpo retalhado para ser vendido aos fabricantes de mandingas. Samwel Mluge, albino de 50 anos que vive na Tanzânia, casou-se com uma albina e a alteração genética foi transmitida aos seus cinco filhos. “Sempre digo às crianças para serem cuidadosas e só andarem em grupo”, disse Mluge a VEJA. “Eu me sinto caçado como um animal.”

Na Tanzânia, país entre os últimos colocados no ranking de desenvolvimento humano da ONU e com renda per capita de 440 dólares, o comércio de órgãos para feitiçaria é um negócio que vale qualquer risco. As partes mais valorizadas do corpo de um albino (dedos, língua, braços, pernas e genitais) podem atingir 3 000 dólares a peça. Apesar de a incidência de albinismo no país estar cinco vezes acima da média mundial, a demanda é tão grande que a Tanzânia importa clandestinamente pedaços de corpos. Pescadores tecem fios de cabelo de albinos em suas redes para ter sucesso na pescaria. Mineiros penduram no pescoço amuletos feitos com seus ossos moídos. Quem consegue beber o sangue ainda quente de um albino tem sorte em dobro. Melhor ainda se for de uma criança, pois a pureza infantil intensifica o poder do feitiço.

Alimentado pela miséria e pela ignorância, um extenso rol de tradições brutais persiste na África. A mutilação genital das meninas é a norma entre a etnia majoritária do Quênia, por exemplo. A tortura e o assassinato pelos próprios familiares de crianças acusadas de possessão demoníaca são uma praga na África Austral. O caso dos albinos provoca maior indignação mundial devido aos esforços de um albino canadense, Peter Ash, que criou a ONG Under the Same Sun para pressionar o governo da Tanzânia a reprimir o tráfico de carne humana. Poucas providências foram tomadas. “Sabemos que pessoas poderosas se consultam com os feiticeiros e não querem ver seu nome em tribunais. Se as vítimas fossem normais, os culpados já estariam presos”, disse Ash a VEJA. Na semana passada, ele desembarcou na Tanzânia para continuar sua campanha. Por razões óbvias, fez-se acompanhar de três guarda-costas.

Fonte: Veja.com http://veja.abril.com.br/300909/comercio-horrores-p-142.shtml

 

Published in: on dezembro 11, 2011 at 5:35 pm  Comments (3)  

Tolerância Zero para Exploração Sexual numa Missão de Paz da ONU

O “UNMIT Daily Media Review: Morning Edition, 4 April 2011” apresenta um artigo importantíssimo para o mundo das Operações de Paz da ONU, onde trata do tema “Policiais da ONU que cometem crimes são legalmente processados” (UN Police officers who commit crimes are legally processed).

O Representante Especial do Secretário-Geral da ONU no Timor Leste, Ameerah Haq, enfatiza que qualquer Policial da ONU (United Nations Police – UNPOL) que venha a se envolver em crimes no país será devidamente processado.

As ações que contrariam as normas e condutas previstas pelas Nações Unidas, em nível de disciplina e crimes, serão investigadas pela própria Missão de Paz e, em se configurando a ocorrência de um crime, os casos serão encaminhados ao Poder Judiciário, após o Secretário-Geral retirar a imunidade que os UNPOL possuem por representar a Organização.

Nesse sentido, uma das maiores preocupações da ONU está vinculada a conduta de todos os seus membros no que se refere a sua política de “Tolerância Zero quanto a Exploração Sexual” cometida por policiais, militares e civis da ONU. 

A Organização das Nações Unidas é rigorosa, e deve ser, em qualquer ação cometida por um de seus funcionários ou representantes no que se refere ao envolvimento deles na oferta de vantagens pecuniárias ou semelhante à população local ou pessoas de condição social  desfavorecida,  em troca de sexo.

Em 2007, no Haiti, somente o indício de que um pequeno grupo de militares haviam cometido atos de exploração sexual ou condutas semelhantes com mulheres haitianas acarretaram o repatriamento de toda uma Companhia do componente militar da MINUSTAH, composta por  150 (cento e cinquenta) homens.

Há de se esperar que um representante de um país e da ONU não se envolva com o pagamento de prostitutas ou mesmo condicione relações sexuais mediante oferta de vantagens financeiras.  Mais grave ainda dar-se o envolvimento sexual com menores.

Mesmo não sendo recomendado, existe sim a possibilidade da existência de “relações reais” entre membros da ONU com integrantes da população local, como já ocorrera inúmeras vezes, mas NUNCA esta relação deverá ser pautada na troca “sexo x dinheiro”.

É lamentável a conduta de policiais, militares e civis da ONU que não observam as normas internas e colocam em cheque o nome e a credibilidade da Organização e do país de origem dos representantes, especialmente quando se utilizam dos recursos financeiros que dispõem para “comprar” sexo ou algo do gênero.

É motivo de vergonha e humilhação qualquer possibilidade de um brasileiro se envolver ou ser repatriado por motivos como esses. Mas nada mais justo, necessário e imprescindível que a ONU, ou mesmo o chefe de contingente, atue imediatamente e com o devido rigor em casos que venham a manchar e macular o nome de nosso país ou das Nações Unidas por atos repugnantes e com certeza cometidos sem a devida noção da importância do papel que assume ao representar a comunidade internacional em uma ação humanitária/Missão de Paz.

Published in: on abril 6, 2011 at 1:43 am  Comments (1)  

Militares brasileiros chegam ao Líbano para comandar força naval da ONU

Tariq Saleh

De Beirute para a BBC Brasil

 

Foto: Mahmoud Zayat/ AFPBrasil assumirá o comando da força tarefa marítima da ONU no Líbano

Oficiais da marinha brasileira chegam ao Líbano nesta terça-feira para assumir o comando da unidade marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil, na sigla em inglês).

Segundo informações da Embaixada brasileira no Líbano, o contra-almirante Luiz Henrique Caroli coordenará as operações da Força Tarefa Marítima (MTF, na sigla em inglês), subordinada à Unifil, que atualmente monitora a fronteira entre Líbano e Israel e ajuda o governo libanês a evitar a entrada de armas ilegais no resto de suas fronteiras.

Os militares brasileiros participarão pela primeira vez da frota marítima de uma força de paz, em missão que começou oficialmente no dia 9 de fevereiro, segundo uma portaria do ministro da Defesa, Nelson Jobim.

A MTF iniciou suas atividades em outubro de 2006, logo após a guerra entre o grupo islâmico libanês Hezbollah e Israel.

O contra-almirante Caroli chega acompanhado de oito militares da Marinha brasileira, quatro oficiais e quatro marinheiros. Ele comandará uma frota composta de oito embarcações, 800 oficiais e marinheiros de cinco nacionalidades.

A força naval da Unifil tem a tarefa de patrulhar os 225 quilômetros da costa libanesa e interceptar navios que levem armas ilegais ao país.

Segundo o embaixador brasileiro no Líbano, Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura, a contribuição brasileira se encaixa na visão do Itamaraty de um engajamento ativo em missões internacionais.

“O Brasil já tem tradição em missões de paz. Desde 1948, foram mais de 60 missões de paz com a participação de militares brasileiros”, disse.

O embaixador disse ainda que, apesar da tradição, essa será a primeira vez que o país fará parte do componente naval em uma missão de paz.

No ano passado, segundo Fontoura, o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon pediu que o Brasil cedesse um contingente da marinha nacional à missão libanesa.

“Os militares brasileiros são conhecidos por sua qualidade e competência”, disse o embaixador.

“Em vários níveis do governo libanês eu ouvi elogios ao Brasil por tornar-se parte da força de paz.”

Frota

Os navios da MTF são compostos por três embarcações alemãs, duas bengalesas, uma turca, uma indonésia e um navio grego. O comando da força tarefa era exercido pela Itália até o ano passado.

A força naval da ONU deve auxiliar a marinha libanesa a monitorar as águas territoriais do Líbano, cuidar da segurança da costa e prevenir a entrada ilegal por mar de armamentos para dentro do país.

Segundo a Unifil, desde 2006, quando iniciou suas atividades, a MTF interceptou 28 mil embarcações, e encaminhou 400 navios suspeitos às autoridades libanesas para inspeções.

Outro militar brasileiro, o capitão de mar e guerra Gilberto Kerr, está no Líbano desde dezembro de 2010 como chefe de operações navais junto ao comando da Unifil.

A missão de paz no país foi criada em 1978, inicialmente para confirmar a retirada de Israel do Líbano, mas teve, depois, seu mandato alterado em 1982, 2000 e 2006. Hoje, a força tem um contingente de mais de 13 mil soldados de diferentes países. Desde 1978, 275 militares da missão foram mortos no Líbano.

A Unifil é liderada atualmente pelas tropas espanholas, sob o comando do major-general Alberto Asarta Cuevas.

Depois da guerra de 2006, entre Israel e o Hezbollah, o mandato da Unifil foi ampliado e os soldados de paz passaram também a patrulhar a fronteira sul do Líbano.

Os soldados de paz devem ajudar o Exército libanês a prevenir o contrabando de armamento ilegal, manter o controle sobre a região, além de coordenar e manter o cessar-fogo entre o Líbano e Israel.

Segundo a embaixada brasileira, o contra-almirante Luiz Henrique Caroli estará subordinado diretamente ao comandante espanhol Alberto Cuevas.

Fonte: BBC Brasil.

Published in: on fevereiro 16, 2011 at 6:16 am  Comments (2)  

Message on human rights day

UNITED NATIONS  

The Secretary-General

Message on human rights day
10 December 2010

Human rights are the foundation of freedom, peace, development and justice — and the heart of the work of the United Nations around the world.

Laws to protect and promote human rights are indispensable. But quite often, progress comes down to people, courageous women and men striving to protect their own rights and the rights of others, determined to make rights real in people’s lives.

It is these human rights defenders to whom we dedicate this year’s observance of Human Rights Day. Defenders are a diverse group. They might be part of a civil society organization, a journalist or even a lone citizen, spurred to action by abuses close to home. But they all share a commitment to expose wrongdoing, protect the most vulnerable and end impunity. They stand up, speak out — and today they tweet — in the name of freedom and human dignity.

Human rights defenders play a vital role in the fight against discrimination.  They investigate violations and help victims gain justice and support. Far too often, their work entails tremendous risk. Defenders are harassed, stripped of their jobs and wrongfully imprisoned.  In many countries, they are tortured, beaten and murdered.

Their friends and family members are also subjected to harassment and intimidation. Women human rights defenders face additional risks, and therefore need additional support.

This Human Rights Day is an occasion to salute the courage and achievements of human rights defenders everywhere — and to pledge to do more to safeguard their work.
 
States bear the primary responsibility to protect human rights advocates. I call on all States to ensure the freedom of expression and the freedom of assembly that make their work possible.

When the lives of human rights advocates are endangered, we are all less secure. When the voices of human rights advocates are silenced, justice itself is drowned out.  

On this Human Rights Day, let us be inspired by those seeking to make our world more just. And let us remember that everyone — no matter their background, training or education —can be a human rights champion.

So let us use that power.  Let us each be a human rights defender.

Published in: on dezembro 10, 2010 at 1:54 pm  Deixe um comentário  

ONU encoraja mais mulheres policiais a servir nas Forças de Paz

10 de junho de 2010 · Últimas notícias 

Representante da UNPOL, Ann-Marie Orler. Foto: UN.

As Nações Unidas estão se esforçando para aumentar o número de policiais do sexo feminino servindo em suas missões de paz em todo o mundo. As mulheres podem fazer a diferença e ter uma função destacada em algumas áreas, como a violência sexual e de gênero, afirmou.

O número de Capacetes Azuis do sexo feminino está subindo e o objetivo é dobrar a proporção de mulheres que fazem parte da Polícia da ONU (UNPOL, na sigla em inglês) para 20% até 2014. Em agosto de 2009, a ONU lançou a campanha “Esforço Global” para aumentar o número de policiais do sexo feminino atuando nas missões de paz. Atualmente, do total do contingente na UNPOL servindo em 17 missões, apenas 8,5% são mulheres.

A Representante da UNPOL Ann-Marie Orler ressaltou a necessidade da ONU em fazer seleções e processos de treinamento mais eficientes, para que policiais do sexo feminino possam se integrar a essas operações. O “Esforço Global” também procura ampliar o número de mulheres em forças policiais nacionais de Estados-Membros.

Bangladesh está tentando recrutar mais 10 mil policiais do sexo feminino nos próximos meses, enquanto a Libéria também estabeleceu a meta de 20% até 2014. A presença de mulheres policiais na Libéria ajudou a aumentar o número de denúncias de casos de violência sexual e de gênero. Além disso, é passada uma imagem positiva da organização quando mulheres são vistas em posições normalmente ocupadas por homens.

O Secretário-Geral Ban Ki-moon também mostrou a relevância da questão ao declarar na semana passada, em um encontro com membros das forças de paz do sexo feminino, a importância de ter mulheres na UNPOL para trazer estabilidade, desenvolvimento e paz para populações se recuperando de conflitos.

Fonte: UNIC – RJ

Published in: on novembro 25, 2010 at 8:08 pm  Deixe um comentário  

Marinha suspende treinamento para Haiti e manda 500 fuzileiros para o Rio

Tropa de elite naval que participará da Minustah ficará de prontidão para possível emprego em ações contra ataques a criminosos

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro | 25/11/2010 12:57

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A Marinha suspendeu o treinamento de 500 homens do Corpo de Fuzileiros Navais que se preparam para participar na Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), em Itaoca (ES), e determinou o retorno imediato do contingente para o Rio.

iG apurou que a ordem, da Divisão Anfíbia da Marinha, tem como objetivo deixar os militares de prontidão para auxiliar na ação de combate a traficantes no Rio. O grupo que chega ao Rio no início desta tarde é do 1º Batalhão de Fuzileiros Navais, localizado na Ilha do Governador, e irá ao Haiti em janeiro.

A informação inicial dos militares é de que a tropa será empregada em situação de combate real contra traficantes no Rio, mas a Marinha e a Secretaria de Segurança não confirmam isso. “O treinamento vai ser real”, disse ao iG um oficial da Marinha. O governo do Rio e a Marinha vêm afirmando que o apoio será apenas logístico e com material.

O treinamento dos fuzileiros navais só acabaria amanhã e foi suspenso. Os militares saíram de Itaoca (ES) no início da manhã desta quinta-feira.

A Marinha emprestou 14 veículos blindados – 6 Piranhas (sobre rodas), quatro M-113 e quatro Clanfs (Carro Lagarta Anfíbio) –, à Polícia Militar nesta manhã, a partir de pedido de auxílio do governador do Estado, Sérgio Cabral. Além dos blindados, conduzidos por militares da Marinha, o acordo prevê empréstimo de armas, munições e óculos de visão noturna para os policiais do Bope.

Neste momento, dois pelotões de fuzileiros navais, com 80 homens, apóiam policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) na operação na Vila Cruzeiro.

Fonte: Último Segundo.

Nota: Enviado pelo Cap. Fabrício Bassalo.

Published in: on novembro 25, 2010 at 4:52 pm  Comments (1)  

IMPACTO ACADÊMICO – Parceria ONU & Instituições de Ensino Superior

Impacto Acadêmico é uma iniciativa global que alinha instituições de ensino superior com as Nações Unidas para dar apoio efetivo aos dez princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, alfabetização, a sustentabilidade e a resolução de conflitos.

O Impacto Acadêmico pede que cada faculdade ou universidade que participa ativamente do mesmo demonstre esse apoio em pelo menos um desses princípios, a cada ano.

O papel crítico do ensino superior no desenvolvimento econômico e social e como um alicerce para a paz mundial é amplamente reconhecido. SSómente falta a vontade e a ação dos líderes acadêmicos ao redor do mundo. Ao subscrever formalmente os dez princípios do Impacto Acadêmico, as instituições fazem um compromisso de utilizar a educação como um mecanismo para resolver os problemas globais.

UN Secretary-General Ban Ki-moon

Diz-se frequentemente que, se as Nações Unidas não existisse, teríamos de inventá-la. Concordo plenamente. E é por isso que temos de reforçar sua capacidade em cada um dos três pilares do trabalho da Organização das Nações Unidas: a paz, o desenvolvimento e a proteção dos direitos humanos. Parte desse esforço significa continuar a abrir as nossas portas a novos parceiros. A comunidade acadêmica está certamente no topo dessa lista. Meus colegas e eu temos discutido uma iniciativa denominada “Impacto Acadêmico”. Esperamos construir laços mais fortes com instituições de ensino superior; … temos a esperança de poder beneficiar-nos com suas idéias e seu conhecimento

Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,
em seu pronunciamento feito na Fairleigh Dickinson University em 10 September 2008.

Fonte: http://academicimpact.org/porpage.php

Published in: on novembro 23, 2010 at 7:55 pm  Comments (1)  

Brasil tem recorde de policiais em missões de paz

Policiais_peacekeeping_Carr.jpg

Trinta e um fardados, e entre eles, três mulheres. Nenhum deles é militar, mas todos são membros de missões de paz das Nações Unidas. Eles representam um número recorde de policiais enviados pelo Brasil para fazer parte de operações de paz da ONU fora do país em 2010 e vêm de várias partes do país: São Paulo, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Bahia e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.“Desde os anos 90 que o Brasil não enviava tantos policiais para fazerem parte de missões da ONU. Este momento é muito importante”, diz Eduarda Hamann, sub-coordenadora de Operações de Paz do Viva Rio. Especialista em Relações Internacionais, ela publicou recentemente um estudo sobre a participação latino-americana em missões de paz das Nações Unidas e acredita que a atual conjuntura pode significar que o Brasil está interessado em assumir um papel de liderança crescente nesta área.

Os policiais começaram a ser integrados às missões de paz das Nações Unidas na década de 1970, mas sua presença só cresceu em número mesmo partir dos anos 1990. “Há 30 anos, ser enviado em tropas da ONU para missões de paz significava proteger zonas neutras em áreas de conflito. Mas após as tragédias na Somália, Ruanda e Bósnia, a ONU começou a reconhecer a natureza dos problemas de segurança de outra forma. Hoje, suas missões em zonas de conflito também dão apoio a processos eleitorais, conferem estabilidade, defendem a garantia dos direitos humanos e treinam forças policiais locais”, enumera Eduarda. Para ela, essas novas funções abriram espaço para a entrada de policiais.

Tropas latino-americanas: crescimento de 999% em 10 anos

“Houve um crescimento exponencial na atuação brasileira em missões de paz”, diz Eduarda. Ela conta que isso aconteceu após o salto no número de militares brasileiros distribuídos em missões da ONU na metade de 2004 – hoje, em 2010, tanto o número de militares quanto o de policiais dobrou.

Policiais_peacekeeping_2Car.jpgA participação de novos brasileiros faz parte de uma onda latino-americana de contribuições para missões da ONU durante os últimos dez anos – principalmente se for comparada ao resto do mundo. O número de militares de todo o mundo na ONU cresceu 283% e a região que mais participou deste foi a América Latina – com um crescimento de 999% das tropas militares (de 753 para 7.523 militares).

Enquanto isso, a contribuição do resto do mundo cresceu em torno de 265%. “Naturalmente, espera-se um papel cada vez mais importante da América Latina nas missões futuras. A ONU tem pedido ao Brasil para aumentar seu contingente de policiais durante os últimos dois anos”, diz Eduarda.

A maioria dos governos dos países latino-americanos não inclui a distribuição de policiais ou de unidades policiais em sua política internacional. Eduarda atribui isso a vários fatores, entre eles os problemas internos de segurança que cada país atravessa, a falta de vontade de política, a falta de apoio da opinião pública. No caso do Brasil, a opinião pública nacional ficou sensibilizada pela participação do país na missão de estabilização do Haiti (Minustah) no contexto do terremoto que devastou o país em janeiro de 2010.

“O ano de 2010 foi muito especial para o Brasil. Desde o terremoto, o país dobrou o número de militares no Haiti. O ano também marcou o crescimento no número de policiais brasileiros enviados para outras missões fora do país”, conta Eduarda. Nos últimos dez anos, o Brasil nunca havia tido mais de 19 policiais em missões de paz.

Dos 33 policiais atualmente fora do Brasil, o contingente mais significativo está no Timor Leste, com 20 oficiais. Por outro lado, a missão de paz cuja brasileira é mais conhecida hoje, a Minustah, no Haiti, conta com quatro policiais. Mas Eduarda lembra que este número deve crescer. Outros cinco policiais brasileiros estão em Guiné-Bissau e mais dois no Sudão.

“A razão pela qual temos tantos policiais no Timor Leste é que a missão de paz neste país está chegando ao fim em 2012, por isso foi dada prioridade aos oficiais que falassem português”, conta o capitão da Polícia Militar do Distrito Federal Sérgio Carrera (foto acima, de farda azul). Ele levou a sério o envolvimento da polícia com missões de paz: em 2007, foi enviado ao Haiti e, desde então, se tornou professor, preparando futuros oficiais para também atuarem em missões internacionais. Ele coordenou um curso de observação policial em missões de paz da ONU e atualiza o blog Missão de Paz do site da Divisão de Polícia da ONU (UNPOL).

Assim como todos os oficiais brasileiros das polícias militares, os policiais que estão no Timor Leste tiveram que passar por provas de inglês, testes de tiro de arma curta e de direção de veículos de tração 4×4. “O português não é um idioma oficial da ONU, mas no caso do Timor Leste, a proficiência na língua local foi muito útil para ajudar na emancipação da força de polícia local”, afirma Carrera.

Carrera aponta o quanto as missões mudaram desde suas primeiras experiências na década de 1990. “Quando começaram, os policiais só participavam em missões desarmadas, como observadores. Hoje, dependendo da duração do mandato, as coisas são um pouco diferentes. Como policiais da ONU, podemos agir diretamente nas ações policiais, como no Brasil. Nós lideramos intervenções policiais, fazemos prisões, atuamos em greves de trabalhadores e estamos no coração dos confrontos. Também temos o papel de reformar as forças policiais locais e até mesmo os sistemas de justiça criminal. No geral, temos uma participação mais ativa, se comparados aos anos 1990”, compara.

Experiências além-mar

Para os policiais brasileiros – a maioria homens, mas também algumas mulheres – que incluíram a insígnia da ONU à bandeira do Brasil e às suas próprias fardas, ir trabalhar fora do país significa uma grande mudança de vida. “Você passa a enxergar as coisas de uma perspectiva diferente. Algo muito importante que se percebe é que você aprende a valorizar sua experiência e o papel do policial, de uma forma de não conseguia ver antes de ser enviado para fora de seu próprio país”, diz Carrera.

Os policiais permanecem nas missões por períodos mais longos. Enquanto um militar fica normalmente por seis meses, um policial fica no país estrangeiro um ano inteiro. Embora não percam suas patentes, eles se adequam à hierarquia da missão. Ou seja, um major brasileiro pode ter que responder à um capitão de um outro país, por exemplo.

Brasileiros como ‘doutores de guerra’

fabricio_bassaloTOPO_0.jpgOs policiais brasileiros afirmam que são sempre bem recebidos nas missões de paz, tanto pelos oficiais locais e de outros países. “Há vários pontos que conspiram para o nosso sucesso em missões de paz”, afirma o capitão Fabrício Silva Bassalo (foto), da Polícia Militar do Pará, que esteve no Haiti em 2009 e voltou para o Brasil na véspera do terremoto. “Somos treinados em muitos tipos de atividades policiais, por isso somos versáteis. Nosso treinamento nos prepara para montar a cavalo, controlar multidões, fazer policiamento comunitário e, se necessário, fazer parte de missões periogosas”, completa.

“A ONU respeita os policiais brasileiros. Um dos meus superiores já me disse que policiais são como ‘doutores de guerra’, estão sempre prontos para qualquer coisa. Há situações para as quais estamos preparados, como as operações que fizemos em Cité Soleil, no Haiti, com ambientes urbanos realmente difíceis, de grande pobreza e péssimas condições sanitárias”, explica o capitão Bassalo.

As missões policiais incluem policiamento, investigação, recursos humanos, logística, planejamento, trânsito, segurança, treinamento, inteligência e preparação de orçamentos, entre outras funções. Algumas vezes, segundo Bassalo, a UNPOL pode ser chamada para trabalhar na estruturação de órgãos de segurança pública e do Sistema de Justiça Criminal, como a Promotoria da Guatemala ou o Sistema Judiciário de El Salvador.

“Os policiais brasileiros tendem a ser bons para responder a vários tipos de hierarquia, eles falam com pessoas nas ruas e com oficiais da ONU, isso ajuda bastante”, diz Bassalo. Já o capitão Sergio Carrera que, diferente dos militares, os policiais tendem a fazer mais contato com os habitantes dos locais onde se instalam as missões. Eles vivem junto à comunidade, alugam casas e apartamentos, fazem compras no mercado e cortam cabelo, por exemplo. “A partir do momento em que estes policiais passam a fazer parte da rotina da cidade, isso os ajuda a estar mais perto da vida local”, diz Carrera.

Os policiais brasileiros também destacam o impacto da experiência de retornar para o Brasil. Eles voltam a olhar para sua profissão. Bassalo foi enviado para o Haiti em 2009 para coordenar tropas de choque. De volta ao Brasil, ele diz que a experiência com a ONU o convenceu sobre a necessidade de melhorar a polícia brasileira. “Precisamos gastar menos tempo nos batalhões, temos que quebrar o paradigma dos quartéis, repensando nossa vocação militar. Precisamos sair deste isolamento para nos voltarmos mais para a comunidade, levantando a bandeira dos direitos humanos e nos integrando à sociedade”, defende o capitão.

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Ele afirma ainda que os policiais brasileiros, quando retornam ao seu país, tendem a aceitar facilmente um estereótipo negativo vindo de sua própria força policial. “Ainda precisamos abrir nossas mentes e entender que os policiais que foram para missões de paz não fizeram isso para ter um ganho pessoal. Precisamos ver o que há de bom em nossa própria polícia e ainda no que consiste um bom policiamento”, reflete.

O tenente-coronel Valdemir Gomes dos Santos (foto), da Polícia Militar do Distrito Federal, acredita que o interesse dos policiais brasileiros em participar de missões de paz tem crescido. Ele, que ensina em um curso de operações de paz para policiais, faz parte da polícia brasileira que mais enviou oficiais para fora do país este ano. Apesar disso, gostaria de ver um crescimento maior.

“Acho que ainda estamos crescendo abaixo da expectativa. Muitos países com uma expressão muito menor na política internacional enviaram contingentes muito maiores que nós para as missões da ONU. Quando eu estive no Sudão, em 2008, houve uma grande surpresa por parte dos colegas de outros países quando souberam que éramos somente três policiais do Brasil. As pessoas simplesmente não conseguem entender porque somos tão poucos”. Se a tendência apontada por Eduarda Hamann continuar, isso está prestes a mudar.

Fonte: Comunidad Segura.

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    Published in: on novembro 18, 2010 at 2:04 pm  Comments (1)  

    Selo Comemorativo Batalhão de Suez 2011 – ABIBS/PB

    Published in: on novembro 15, 2010 at 11:08 pm  Comments (4)  

    Brazil: Record Number of Police Officers in UN Peacekeeping missions

    Policiais_peacekeeping_Carr.jpg

    Thirty men and three women in uniform, none of them army officers, but all of them members of United Nations peacekeeping missions. They come from all over Brazil and represent a record number of police officers sent by Brazil to take part in United Nations Peacekeeping missions in 2010. Police officers from various states, lead by the Federal District, São Paulo, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Bahia and Rio de Janeiro are all active outside the Brazilian borders today. 

    “Not since the 90s has Brazil sent out that many police officers to take part in UN missions, it is quite remarkable,” said Eduarda Hamann, Viva Rio Peacekeeping subcoordinator, a specialist on International Affairs and author of a recent paper on the Latin American participation in United Nations’ peacekeeping missions. Hamann believes it may be a sign that Brazil is interested in taking a more active role in the area. 

    “The number of police officers in UN peacekeeping missions has increased significantly, because the missions have become much more complex” said Hamann. Police officers first began to be incorporated in UN missions in the 1970s and have increased in numbers since the 1990’s. “Thirty years ago, peacekeeping missions meant united nations troops were sent to conflict zones to protect buffer zones, but after the tragedies in Somalia, Rwanda and Bosnia the UN has come to a new recognition of the nature of security problems. Today its missions to conflicted areas also address supporting elections, generating stability, ensuring human rights are upheld, and training police forces,” said Hamann, noting that this has opened the door for police officers in peacekeeping operations. 

    Latin American troops in UN missions increased by 999% in ten years 

    “There has been an exponential growth in Brazil’s peacekeeping,” said Hamann, adding that this comes after Brazil boosted the number of deployed military in mid-2004, and after it doubled the number of both military and police officers in 2010. 

    Policiais_peacekeeping_2Car.jpg

    The new Brazilian deployments are also part of a surge in Latin America’s contributions to UN missions over the past ten years, especially when contrasted with the rest of the world. While the UN increased in 283% the number of military officers, the region that most increased its contribution to UN forces was Latin America. It increased its deployment of military troops in 999% (from 753 to 7,523) while the rest of the world increased its contribution by 265%. “Naturally one expects Latin America to have a greater role in future missions. The UN has been asking Brazil to increase its contingent of police officers to 29 for the past two years, and this is the first time it is met,” said Hamann. 

    Most Latin American governments do not include the deployment of individual police officers or formed police units as part of their foreign policy, which Hamann attributes to various factors, among them: domestic public security problems, lack of political will, and lack of support in public opinion. In the case of Brazil, media coverage of the January earthquake in Haiti also shed a positive light on the UN mission, the MINUSTAH, for the Brazilian public opinion. 

    “2010 is a very special year for Brazil. Since the 2010 earthquake, Brazil doubled the number of military officers in Haiti. It also signaled a growth in the number of police officers sent overseas,” said Hamann. In the last 10 years Brazil’s highest deployment of individual police officers had never exceeded 19. 

    Of the 31 officers overseas today, the most significant contingent of Brazilian police officers is currently in East Timor, numbering twenty UNPOLS, while at Brazil’s highest profile peacekeeping mission at the Brazilian lead MINUSTAH in Haiti, there are currently four officers, although Hamann notes it is expected to grow to ten or twelve. There are another five Brazilian officers in Guinea Bissau and two in Sudan. 

    “The reason we have so many police officers in East Timor,” said Brazilian Police Captain Sergio Carrera, “is that East Timor is approaching the end of its term in 2012, and a priority was given to Portuguese speaking officers.” Captain Sergio Carrera, from the Policia Militar do Distrito Federal Police (that corresponds to the DF state police force) has taken police involvement in peacekeeping missions to heart.  Carrera was deployed in Haiti in 2007 and has since become also teacher, preparing future officers to go overseas. He coordinated a course of Police Observers in UN Peacekeeping, and maintains a blog on UNPOL, called ‘missão de paz’. “Like all fellow officers from Brazilian state police forces , those in East Timor had to pass exams in English, shooting and driving 4x4s.  “Portuguese is not an official UN language,” said Captain Carrera, who added that in the case of East Timor proficiency in the local language comes in handy in helping emancipate the local police force. 

    A second generation UNPOL officer, his father was a police observer in Mozambique, Carrera notes how missions changed since the first missions: “At the time police officers only participated in unarmed missions, as Police Observers. Today, depending on the mission’s mandate, things are quite different. As UNPOL we can act directly in police actions, just like in Brazil. We lead police operations and joint actions, we make arrests, are deployed during worker’s strikes and are on the scene in confrontations. We also have a role in reforming local police forces and even in reforming the criminal justice system. We are altogether more active and hands on compared to the 90s.” 

    Experience overseas and a change in perspective 

    For the mostly men, and in a few cases women, who have added the UN insignia to the Brazil flag and their own police department crest on their shoulders, going abroad has meant a life changing experience. You see things from a different perspective and an important part of what you see is that you learn to value your own experience and the role of the police officer in ways that escape you before being deployed overseas,” said Carrera. 

    Police officers go for longer periods in each mission. While a typical army officer will be posted for 6 months, a police officer stays for a year.  Although they do not lose their ranks, they will respond to the mission’s hierarchy, so that a Brazilian police major could have to respond to captain from a different country

    Brazilian officers like ‘war doctors’ 

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    Brazilian police officers commonly describe how well received they are in their missions, and how they feel appreciated both by locals and fellow officers from other countries. “There are many things that conspire to our success in peacekeeping missions,” said Captain Fabricio Silva Bassalo (photo), from the Policia Militar do Pará (Pará state police), who was in Haiti in 2009 and returned to Brazil literally on the eve of the earthquake.  “One thing is that we are trained in many types of policing activities, we are versatile. Our training as military police officers means we are ready to be on horseback, to act in crowd control, to do community policing and if necessary, to take part in dangerous missions.” 

    “The UN respects Brazilian police officers” said Captain Bassalo, “one of my superiors once said that as police officers we are like ‘war doctors’, we are ready for anything. There are situations that we are prepared for, such as in operations in Cité Soleil, we were prepared to face harsh urban environments, unsanitary conditions and extreme poverty.” 

    Police missions include policing on foot and in cars, investigation, human resources, logistics, planning, traffic guards, operations, security, training, intelligence, budgeting among other roles. At times the UNPOL can be called to work in structuring various organs of the public security and criminal justice system, such as the Attorney´s Office in Guatemala, the Judiciary in El Salvador. 

    “Brazilian officers tend to be good at responding to people at various levels of the hierarchy, they can talk to people on the street and to UN officials, which is helpful,” said Captain Bassalo. And of course, the officers always cite the fact the Brazilian flag goes hand in hand with soccer and music… openning, not closoing doors. 

    Captain Sergio also noted the fact that unlike army officers, police officers tend to have greater contact with locals. UNPOLs tend to live in the community, the will rent houses and apartments, will do their groceries and get haircuts in the communities. “Since they take part in routine life of the city, it helps them get a closer to local life.” Said Carrera. 

    Brazilian officers also mention the impact of the experience going back to Brazil. They look at their profession anew.  They are selected based on national exams. Once passing such an exam, they are on call for 18 months. If in that period they are not sent on a mission they have to take the test again. 

    Fabricio was posted in Haiti in 2009, coordinated swat teams (tropas de choque). Back in Brazil, he said that his UN experience convinced him of the need to improve policing in Brazil. “We need to spend less time cooked up in the battalions, we need to “quebrar o paradigma dos quarteis” rethink our military vocation, we need to come out of our isolation as police officers, become more community oriented, champion human rights, and mingle with society,” said Captain Bassalo. 

    Captain Bassalo also contends that Brazilian police officers at home tend to accept negative stereotyping of its own force policing too easily, “we still need to open our minds, and understand that officers who went on missions weren’t in it for personal gain, we need to see what is good about our own policing and also what good policing is about,” said captain Bassalo. 

    policiais_peacekeeping_vald.jpg

    Lieutenant Colonel Valdemir Gomes dos Santos (photo), from the DF state police force believes that interest in joining missions is growing among Brazilian police officers. He teaches a peacekeeping course for police officers, and his police department sent the largest group of officers overseas this year. He nevertheless would like to see more significant growth: 

    “I think that we are still growing below expectations, since we note that there are many countries with little expression in international politics that send out much bigger contingents than ours in UN missions. I myself, when I was in Sudan in 2008 caused a great deal of surprise when colleagues from other countries realized we were only three officers from Brazil. People just could not understand why we were so few in numbers.” 

    If the trend noted by Hamann continues, this is certainly about to change.

     

    Fonte: Comunidad Segura

    Published in: on novembro 11, 2010 at 11:13 pm  Deixe um comentário  

    ONU completa 65 anos

    A Organização das Nações Unidas completa 65 anos.

    Assista ao vídeo do pronunciamento do Secretário-Geral da ONU, Ban Kin-Moon.

    http://www.youtube.com/watch?v=-U5jCWrPnrs&feature=player_embedded

    Published in: on outubro 24, 2010 at 2:16 pm  Comments (1)  

    Rwanda: 90 Female Police Officers Off to Darfur

    The New Times 

    Government Supporting Daily

    Rwanda: 90 Female Police Officers Off to Darfur 

    Bosco R. Asiimwe

     13 October 2010, Kigali — The Commissioner General of Police, Emmanuel Gasana, yesterday met a contingent of female police officers who are soon to be deployed on the United Nations Mission in Darfur (UNAMID) and challenged them to raise the image of the country and act professionally while on the mission.

    92 female police officers, the first of its kind in Africa, was selected as advisors on Gender Based Violence in the war torn Darfur and to provide protection to children.

    They will also teach the local police in Darfur how to handle children and female criminals, work within Internally Displaced Camps and help in the introduction of GBV desk in the area.

    While addressing a contingent at the force’s headquarters in Kacyiru, Gasana urged them to exercise the good police profession and discipline to accomplish their duties.

    “When you combine all these, you will do your duties well, the national flag will continue to be raised high, and you should struggle to raise it (flag) even higher,” Gasana noted.

    “What we (police) achieved is because of the positive values, doctrine, discipline and the profession the force has demonstrated, which is what we expect of you during your tour of duty,” he added.

    He urged them work hand-in-hand with forces from other countries and to gain more experience which will in turn help to enhance gender mainstreaming in Rwanda.

    “The national police now have pride, hope and it’s respected, which is why the UN requested us to give a hand in bringing peace in Darfur.

    Rwanda, he said is in support of gender mainstreaming in peace operations “and that’s why we are providing female police officers.”

    He said that this support is in line with UN Resolution 1325 which advocates for gender mainstreaming in all activities and ending violence against women.

    Copyright © 2010 The New Times. All rights reserved. Distributed by AllAfrica Global Media (allAfrica.com).

    Fonte

    Published in: on outubro 20, 2010 at 12:05 am  Deixe um comentário  

    Conselho de Segurança da ONU elege 5 novos membros temporários

    Do G1, com agências internacionais

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    A Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu na terça-feira (12) a Colômbia, a Alemanha, a Índia, a África do Sul e Portugal para ocupar as cadeiras rotativas por dois anos no Conselho de Segurança do organismo.

    Portugal, que foi eleito nesta terça-feira para um mandato de dois anos sem direito a veto, vai trabalhar por uma reforma no órgão que dê ao Brasil um assento permanente, afirmou o primeiro-ministro português José Sócrates.

    “Somos favoráveis a uma reforma do Conselho de Segurança que inclua o Brasil como membro permanente,” disse Sócrates  em Lisboa.

    “Nossa posição é conhecida. Defendemos uma reforma que aumente a representatividade no Conselho de Segurança,” disse Sócrates depois da escolha de Portugal como membro não permanente para 2011 e 2012.

    O Canadá, que também disputava, se retirou da corrida pelo quinto posto.

    O Conselho de Segurança da ONU, com 15 integrantes, tem autoridade para impor sanções e enviar forças de pacificação a diversos pontos do planeta.

    Existem cinco membros permanentes e com direito a veto no Conselho de Segurança, os ganhadores da Segunda Guerra Mundial: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China, e 10 membros temporários sem direito a veto.

    No ano passado, foram escolhidos membros provisórios Brasil, Nigéria, Bósnia, Líbano e Gabão.

    Os membros selecionados terão algo de poder, entretanto, já que uma resolução do Conselho precisa de nove votos a favor e nenhum veto para ser aprovada.

    Fonte: G1

    Published in: on outubro 13, 2010 at 5:16 pm  Deixe um comentário  

    Militares da Missão Haiti recebem homenagem no Gama

    No dia 12 de março de 2010, a Administração Regional do Gama (Região administrativa do DF) realizou um bela homenagem aos militares e bombeiros militares do DF que participaram da Missão de Paz da ONU no Haiti. Parabéns pela iniciativa!

    Uma pena que se esqueceram dos policiais militares que atuam na MINUSTAH desde o seu início, em 2004. Além de ter sido do DF o único policial militar falecido em decorrência dos terremotos de 12 de Janeiro de 2010.

    Published in: on outubro 13, 2010 at 12:29 am  Comments (1)  

    Francês preparatório para avaliações das Missões de Paz da ONU

    Aulas particulares de francês preparatório para os processos seletivos de Missão de Paz da ONU (Processo Seletivo do COTER).

    – Aulas voltadas para a necessidade do aluno e voltado para as avaliações do COTER.

    Aulas Individuais:

    – Aulas Agendadas.

    – Valores: 60 min = R$ 50,00 (residência da professora); 60 min = R$ 75,00 (residência do aluno) – Somente Plano Piloto.

    Aulas Coletivas:

    – Turmas de no máximo 4 alunos.

    – 60 min = R$ 40,00 (residência da professora); 60 min = R$ 60,00 (residência do aluno) – Somente Plano Piloto.

    DADOS PARA CONTATO:

    A Professora Sarah Gerke (nativa).

    Telefones: 3367-0612, 8483-5291.

    Endereço: Condomínio Villages Alvorada (ao lado da Ermida Dom bosco – Lago Sul)

    Published in: on outubro 11, 2010 at 2:38 am  Comments (1)  

    United Nations Police (UNPOL) identity – ONU cria o brasão da UNPOL

    Since the United Nations Police were first deployed to a field mission in 1960, they have been identified as UN Police officers. For the first 45 years they were known as CIVPOL (Civilian Police), and in 2005 the name was changed to UNPOL (United Nations Police). UN Police, by the nature of their profession and mandate, are recognized as police officers working under a UN mandate. In peace operations where the UN Police have an executive mandate, they are recognized as police and differentiated from other UN peacekeeping staff. Over the years, a number of identifying symbols were used in UN missions on vehicles and UNPOL offices. In 2009 – 2010, the Police Division of the UN Department of Peacekeeping Operations, as part of its work to further professionalize its police services, worked with the UN Department of Public Information to create a modified and standardized identity for United Nations Police. The internationally recognized acronym for UN Police is UNPOL. The United Nations is publishing guidelines for the use of this standardized shield and is beginning the process of updating its visual identity in missions around the world.

    LINK: http://www.un.org/en/peacekeeping/sites/police/new_identity.shtml

    Published in: on outubro 2, 2010 at 9:22 pm  Comments (1)  

    Efforts to increase number of female police bearing fruit, says top UN cop

    UN Police Adviser Ann-Marie Orler 

    29 September 2010 – The United Nations initiative to boost the number of female police officers deployed in peacekeeping missions around the globe has made real progress since it was launched a year ago, according to the world body’s top police official.The so-called Global Effort was launched in August 2009 with the aim of more than doubling the proportion of women comprising UN Police (UNPOL) to 20 per cent by 2014. Today about 8.7 per cent of the almost 14,000 UNPOL deployed around the world – or 1,218 – are women.

    “It’s only been a year since we launched the Global Effort, but we are seeing encouraging signs and real progress,” UN Police Adviser Ann-Marie Orler told the annual training conference of the International Association of Women Police, held in the United States city of Minneapolis earlier this week.

    “In every meeting that I have with Member States, I raise the issue and in every meeting, I am met with a positive response.”

    Bangladesh deployed its first all-female formed police unit (FPU) to Haiti in June. India first deployed an all-female police unit to Liberia in 2007 and continues to do so now for the fourth year in a row, she noted.

    The joint UN-African Union peacekeeping force in Darfur (UNAMID) received 136 female officers – from Bangladesh, Gambia, Ghana, Namibia, Tanzania and Zimbabwe – and is set to receive another 19 from Pakistan later this year.

    In addition, Rwanda will be deploying 130 female police officers later this year.

    “Overall, the number of women has increased in almost every mission where UN Police are deployed,” said Ms. Orler, who led a delegation of more than 50 policewomen from 40 countries to the conference.

    She added that increasing the number of women is not just about tackling sexual and gender-based violence.

    “More generally, the presence of female police officers provides trust and confidence in the police. Female police officers play an important role as security providers, mediators, investigators and trainers in reconstructing police services around the world.

    “They have a major impact as role models for the populations whom they serve.”

    News Tracker: past stories on this issue 

    As role of police grows in peace missions, UN wants more female officers in ranks

    Fonte: UN NEWS CENTRE

    Published in: on outubro 1, 2010 at 2:04 pm  Comments (1)  

    How global ambitions are helping to modernise the army

    Policy, not altruism

    Sep 23rd 2010 | RIO DE JANEIRO

    A new Brazilian way of soldiering

    BRAZIL’S military bands are not like those of other countries. The one welcoming a group of visiting Americans was playing with even more than its usual stomp. The singer’s jeans seemed to have been sprayed on. But this was not your normal military band. It belonged to the country’s peacekeeping force which soothed Haiti during an especially tense period in 2007, teaming up with local rara bands to perform at voodoo-influenced Lenten ceremonies.  

    Brazil has long been an enthusiastic peacekeeper, sending troops to half the 60 or so UN operations since 1948. But in the past few years, peacekeeping has become a more important component of Brazil’s foreign policy, while also playing a role back home. It has served as a way for Luiz Inácio Lula da Silva, the president since 2003, to boost his country’s standing in the world. “Brazil wants to make, as well as follow, international norms,” says Monica Herz of the Catholic University in Rio de Janeiro. “Brazil’s elite thinks peacekeeping is part of the price you have to pay to be among the nations who make the rules.” 

    The clearest sign of this calculation was the decision in 2004 to take charge of the Haiti operation, now 13,000 strong and the UN’s third-largest mission. This month Brazil announced that it will also take command of the naval part of the UN’s mission in Lebanon. Haiti was significant not just because this was the first mission Brazil commanded, but also because it showed that the government was willing to stretch what until then had been an article of foreign-policy faith: non-interference in other countries’ internal affairs.  

    Brazil had previously balked at missions mandated under chapter seven of the UN charter, which permits forcible intervention (“peace enforcement” as opposed to peacekeeping, which takes place under chapter six and requires the consent of those concerned). Haiti was a chapter-seven operation, and Brazil’s involvement required diplomatic contortions by both it and the UN to pretend that it wasn’t.  

    In 2005 Brazil boosted its credentials further by opening a peacekeeping school, the Centro de Instrução de Operações de Paz (CIOpPaz) near Rio de Janeiro. CIOpPaz has since trained 15,000 troops, of which 2,300 are on active duty. All are volunteers and the training programmes are hugely oversubscribed. 

    This effort has domestic payoffs, too. There may be some synergy between peacekeeping and security in favelas (slums). Brazil’s peacekeepers conduct joint exercises with the police in favelas, while the director of Viva Rio, an NGO that works in some of Rio de Janeiro’s toughest slums, teaches at CIOpPaz.  

    More important, peacekeeping helps to modernise the army, which has changed surprisingly little since it ran the country in a dictatorship lasting from 1964 to 1985. With democracy firmly established, it needs to find a new job (the country faces few security threats). Peacekeeping can help. “We’ve shifted from teaching purely military aspects to teaching how to align military and civilian goals,” says Colonel Pedro Pessôa, the head of CIOpPaz. Clovis Brigagão of Candido Mendes University in Rio says peacekeeping encourages “the democratisation of the military mindset. The old generation is all about war and security. In another generation we’ll have a new military, with an international outlook and new ideas about conflict prevention, civilian governance and the rule of law.” 

    Brazil’s armed forces are balkanised, with each service acting autonomously. Remarkably, only this month was the first joint chief of staff appointed. CIOpPaz has pioneered inter-service collaboration, with members of all three branches of the armed forces taking part in its training courses side by side.  

    It is not clear how much further Brazil is willing to go in keeping the world’s peace. Even Lula, who is stratospherically popular, has shied away from openly supporting peace enforcement—and the left still attacked him over Haiti for bending the Brazilian tradition of non-intervention. While there are no significant differences in the main parties’ attitudes to peacekeeping, whoever wins the presidential election on October 3rd is unlikely to be as activist in foreign policy as Lula, at least for a while. In peacekeeping as in other matters, Brazil’s global ambitions tend to move two steps forward and one back.

    The Americas

    Fonte: http://www.economist.com/node/17095626?story_id=17095626

    Agradecimento ao amigo Maj André Rigueira.

    Published in: on outubro 1, 2010 at 1:47 pm  Comments (1)  

    As missões estratégicas para a paz no continente (africano)

    General António José Maria  

     
    A visão estratégica de Angola permitiu enviar sinais de estabilização política num raio de acção considerável

    Fotografia: DR 

    Este artigo define inequivocamente o pensamento estratégico do chefe e do seu génio militar, a maneira como ele movimenta os generais, o exército, a logística, como congrega e utiliza os recursos e as potencialidades do país para atingir os objectivos da guerra.
    Mas a condição fundamental está no conhecimento de si próprio e do inimigo, pois é imprescindível ao chefe conhecer primeiro o seu território e logo o território do seu inimigo, e será grande sabedoria conhecer os vizinhos para saber com quem fazer as alianças.
    Ora, o General Presidente José Eduardo dos Santos reuniu em si, com sagacidade, tais factores e com perícia tratou primeiro das questões do Sul, por esta ser a direcção principal da guerra pela ameaça criada pela África do Sul e pela UNITA, a qual depois de ser vencida levou à independência da Namíbia e à queda do Apartheid.
    Tratou depois da ameaça retomada por Mobutu outra vez, e por Lissouba e Kolelas, que se aliaram à UNITA. Tratou da ameaça proveniente da Região dos Grandes Lagos personificada na coligação Tutsi–Ruanda, Uganda e Burundi contra a RDC, participando na contra-coligação da SADC integrada por Angola, Namíbia e Zimbabwe, considerada, por estudiosos da guerra, a Primeira Guerra Mundial Africana. A RDC, em pleno coração de África, seria a sede do seu quartel-general para a materialização do seu objectivo estratégico de ligar o Índico ao Atlântico e controlar todos os recursos ali existentes (humanos, minerais, florestais – com a sua fauna -, hídricos e marinhos).
    Surpreendeu a França e os Estados Unidos da América que, feridos no seu orgulho, aplicaram sanções contra o nosso país, pois que pensaram que o Presidente Angolano tinha desencadeado pretensões hegemónicas na Região. Admiraram-se, sobretudo, da capacidade e eficácia com que Angola realizou uma espectacular e grandiosa operação de terceira dimensão ao aerotransportar as suas tropas, as do Zimbabwe e as da Namíbia, com toda a sua logística combativa. Exercício jamais feito ao Sul do Sahara, o de projecção das suas próprias tropas e as das dos seus aliados, percorrendo as extensões entre os paralelos 21º30’ e 0º30’, próximo do trópico de Capricórnio e para lá da linha do Equador, e os Meridianos 9º e 31º00’: 

    – Luanda-Windoek-Kinshasa:  3.645 quilómetros;
    – Luanda-Harare-Kinshasa:  4.454 quilómetros;
    – Luanda-Kinsangani-Kinshasa: 2.895 quilómetros;
    – Luanda-Bujumbura-Kinshasa: 3.459 quilómetros;
    – Luanda-Libreville-Luanda: 2.190 quilómetros.
    Somente mais tarde estas potências reconheceram que o Intervencionismo de Angola e do Presidente José Eduardo dos Santos tinha como objectivo primordial garantir a segurança nacional e a integridade territorial e, por consequência, a pacificação e a estabilização da Região Central e da Região dos Grandes Lagos. Reconheceram, finalmente, que Angola fez por elas o que elas próprias deveriam ter feito!…
    É de todos conhecido que a UNITA, desprotegida pela África do Sul, refugiou-se nos dois Congos, que, por esta razão, se constituíram na ameaça directa às províncias de Cabinda, Zaire e Uíge. Impunha-se, obviamente, evitar a nova Internacionalização do conflito interno, que depois de 1997 se estendeu por mais cinco dolorosos anos, até 22 de Fevereiro de 2002, quando se concretizou um dos três cenários esboçados pelo Presidente José Eduardo dos Santos sobre o destino do líder da UNITA.
    Esta breve radiografia da experimentada capacidade de manobra política, diplomática e militar do Presidente José Eduardo dos Santos pode sumarizar-se da forma seguinte: 

    Manobra político-diplomática  
    • Bateu-se para a implementação da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, instrumento fundamental aceite pela Comunidade Internacional para a independência da Namíbia e para a erradicação do Apartheid da África do sul, e, concomitantemente, a pedra angular da sua Estratégia de retirar os factores externos ao conflito interno angolano;
    • Aceitou o Compromisso de Lusaka, em 1984, para o desengajamento das tropas sul-africanas no Sul de Angola, que, entretanto, intentaram contra o Malongo, acto imputável à UNITA caso resultasse;
    • Subscreveu o Acordo de Nova Iorque, a 22 de Dezembro de 1988;
    • Subscreveu o Acordo de Bicesse, a 31 de Maio de 1991;
    • Subscreveu o Acordo de Lusaka, a 20 de Novembro de 1994;
    • Subscreveu o Memorando de Entendimento do Luena, a 30 de Março de 2002;
    • Subscreveu o Acordo de Paz, a 4 de Abril de 2002;
    • Subscreveu, a 1 de Agosto de 2006, o Memorando de Entendimento do Namibe sobre a Paz em Cabinda com o Fórum Cabindês Para o Diálogo. 
    Manobra Militar  
    • Definiu com clareza a direcção principal, quer a ameaça viesse do inimigo do Sul ou quando viesse do Norte, isto é, do Congo-Kinshasa, do Congo-Brazzaville e da Região dos Grandes Lagos. Soube definir e estabelecer as alianças necessárias, para, em nome da SADC, com o Zimbabwe e com a Namíbia, impedir, no momento oportuno, a tomada de Kinshasa pela coligação Tutsi–Ruanda, Uganda e Burundi;
    • Em função da sua visão e actuação dos Anos 90, a década seguinte 2000–2010 trouxe sucessivamente a Angola o senhor embaixador Aldo Ajello, Representante da CEE para os Grandes Lagos, o ex-presidente nigeriano Olusengu Obasanju e outros diplomatas que vieram buscar a experiência do Presidente José Eduardo dos Santos para a solução dos conflitos intra-étnicos e inter-étnicos da Região Central e da Região dos Grandes Lagos;
    • Reorganizou as Forças Armadas Angolanas, completamente destroçadas pelos Acordos de Bicesse e capacitou-as com armamento e técnica moderna;
    • Definiu com clareza os limites da resistência da subversão interna;
    • Adquiriu armamento e técnica aos países amigos tradicionais, utilizando os recursos possíveis provenientes do petróleo;
    • Dirigiu a reconquista do território nacional e repôs a autoridade do Estado, através das grandes operações, combinando a guerra convencional para a reocupação territorial efectiva do país, com a flexibilidade das unidades tácticas de caçadores para combater a guerrilha, cujo desfecho se registou a 22.02.2002 no Lucusse, depois das grandes batalhas do Huambo, Bailundo, Andulo e de outras cuja magnitude e importância abordaremos quando o tempo no-lo permitir e que desabrocharam em frutos de Reconciliação Nacional (…reunite the whole Angolan people – reconciliar todo o povo Angolano) Escritores Afro-Asiáticos, 30/8/10;
    • Guardou a Soberania Nacional e Conservou a Integridade Territorial;
    Como se pode constatar por aquilo que disse, estou compelido a falar sobre a Intervenção de Angola e do Presidente José Eduardo dos Santos na Região Central e na Região dos Grandes Lagos no período de 1997 a 2000, tema que faz jus à declaração do Senhor Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, feita à sua chegada ao Aeroporto 4 de Fevereiro, a 31.08.10, pela qual destacou “o papel pacificador que Angola desempenha nas Instituições Internacionais e na Região dos Grandes Lagos”.
    Porém, viciado pelo rigor cartesiano e induzido por este ilustre visitante, recorro hoje ao africanista Bernard Lugan e ao seu “Atlas historique de l’Afrique des origines à nos jours”, para explicar, em sínteses substanciais, a Intervenção de Angola e de José Eduardo dos Santos nas guerras que eclodiram na Região Central e na Região dos Grandes Lagos, nos 4 capítulos abaixo enunciados: 

    • L’INTERVENTIONNISME ANGOLAIS (O Intervencionismo Angolano) (p. 217);
    • LA GUERRE DU KIVU ET LA CONSEQUÊNTE DU ZAÏRE – septembre 1996 – mai 1997 (A Guerra do Kivu e a Conquista do Zaire – Setembro 1996–Maio 1997) (p. 221);
    • LA SECONDE GUERRE DU CONGO (A Segunda Guerra do Congo) (p. 225);
    • LA GUERRE CIVILE DU CONGO-BRAZZAVILLE  (A GUERRA CIVIL DO CONGO-BRAZZAVILLE) (p. 227).
    Apesar da extensão dos textos, embora sintetizados, transcrevo, a seguir, pelo seu interesse, os quatro capítulos. Para facilitar a leitura, dispenso o texto em françês.

    O Intervencionismo Angolano  
    Na imensa conflagração da África Central provocada pelos acontecimentos da RDC e do Congo Brazzaville, o exército angolano jogou um papel essencial. Apesar de combater contra as duas guerrilhas, a da FLEC (Frente de libertação do enclave de Cabinda) no seu enclave petrolífero de Cabinda e a outra a da UNITA (União nacional para a independência total de Angola) na grande profundidade do País, o governo de Dos Santos desencadeou a partir de 1977 um vigoroso intervencionismo que se desenvolveu em três etapas:
    1. Em Maio de 1997, tomando pelos flancos as últimas linhas de defesa zairenses, as forças angolanas ajudaram as tropas de Laurent Désiré Kabila a capturar Kinshasa  e a expulsar do poder o marechal Mobutu, incondicional aliado da UNITA.
    2. Em Julho de 1997, no Congo Brazzaville, o exército angolano facilitou a vitória a Denis Sassou Nguesso que combatia contra o bloco Kongo dirigido pelo presidente Lissouba e por Bernard Kolélas, o prefeito de Brazzaville. Para Luanda, importava afastar do poder os que apoiavam os independentistas de Cabinda com os quais têm parentesco étnico.
    3. Em Julho de 1998, quando Laurent Désiré Kabila se encontrava profundamente ameaçado pela rebelião dos contingentes tutsis integrados no seu exército, uma vez mais verificou-se uma nova intervenção militar angolana que salvou o seu regime. Para Luanda, tratava-se de uma oportunidade de proteger Cabinda, razão pela qual as forças angolanas penetraram na RDC para impedir a tomada de Kinshasa pelos «rebeldes».
    Na frente interna, pensando que tinha a situação sob controlo e como diplomaticamente estava em posição de força, o presidente Dos Santos lançou uma ofensiva em direcção às regiões que ainda estavam em poder da UNITA.
    Nos primeiros tempos esta manobra não teve êxito, porque Jonas Savimbi permitiu que o exército angolano se aventurasse distanciando-se das suas bases antes de o encurralar. Na região de Malange, a UNITA destruiu as pontes, retirando, deste modo, às tropas governamentais, toda a possibilidade de uma ofensiva mecanizada em direcção à zona diamantífera de Saurimo por um lado e por outro em direcção ao Bailundo, Kuito e Huambo, onde as guarnições governamentais foram armadilhadas.
    De imediato, a UNITA lançou uma contra ofensiva ao longo do caminho-de-ferro de Benguela e no norte do país onde Mbanza Congo foi capturada e destruído em parte a base petrolífera do Soyo. Para fazer face a essa ofensiva generalizada, Luanda não teve outra alternativa senão a de repatriar o essencial das suas brigadas engajadas no enfrentamento aos «rebeldes» congoleses.
    Em Abril de 1999, a situação militar começou a reverter-se a favor do exército angolano, que dispunha de material cada vez mais sofisticado perante uma UNITA asfixiada pelo embargo internacional. Uma após outra, a UNITA perdeu as suas posições antes de renunciar à guerra clássica para retomar a guerrilha.”… (p.217) 
    A Guerra do Kivu e a Conquista do Zaire (Setembro de 1996-Maio de 1997)  
    “A guerra do Kivu eclodiu em 1996 quando o poder tutsi rwandês lançou uma ofensiva contra a Hutulândia que o presidente Mobutu permitiu que se instalasse no seu território e de tal forma que este santuário continha três sedes de desestabilização:
    1. Reagrupadas em comunidades de campos militarizados e dirigidas por quadros do antigo regime de Kigali, os refugiados constituíam uma força pronta para reconquistar o Ruanda. 
    2. No norte do lago Tanganica, o fenómeno era idêntico em relação aos refugiados burundeses. Desde Cibitoke aos arredores de Bujumbura, toda a planície de Ruzizi estava submetida ao controlo das milícias hutu do FDD (Frente de Defesa da Democracia) que transformou Uvira no seu quartel-general a partir do qual se planificavam as acções terroristas lançadas contra Bujumbura.   
    3. A norte, na região do lago Eduardo, o Zaire abrigava os maquizar que levavam a cabo a guerrilha contra o regime ugandês do presidente Museveni.
    O Uganda, o Ruanda e o Burundi deviam por isso e imperativamente destruir o “abcesso” representado pelo Kivu. Tal foi feito em menos de dois meses  no fim de uma guerra relâmpago iniciada pelos Banyamulenge. 
    Os Tutsi refugiados no Zaire nas colinas ocidentais dominantes dos lagos Kivu e Tanganica, desde o norte de Goma até ao plateau de Itombwe eram perseguidos pelos Hutu refugiados no Zaire. Estes armados pelo Ruanda, contra-atacaram a 14 Setembro de 1996 e repeliram os assaltantes e depois o exército zairense.
    Ao mesmo tempo, como o demonstra a carta, uma tripla ofensiva foi lançada pelos exércitos do Burundi, do Ruanda e do Uganda de que resultou a derrota militar do Zaire, o encerramento da sede de Bujumbura e o fim da Hutulândia. Desta feita os campos foram desocupados e os refugiados inocentes retornaram, em centenas de milhar, ao Ruanda. Quanto aos que participaram no genocídio de 1994, fugiram em direcção a Punia e Kisangani, perseguidos pelos tutsi completamente decididos em castigá-los.
    Em virtude do vazio militar que se criou no Zaire, o Uganda e o Ruanda decidiram então explorar esta vantagem e destruir o regime de Mobutu aliado fiel do regime hutu ruandês. 
    A conquista do Zaire (ver página 222) fez-se pelo prolongamento da campanha do Kivu.
    O Uganda, o Ruanda e o Burundi criaram uma oposição fictícia zairense à frente da qual colocaram Laurent Désirè Kabila, um Luba de Katanga e personagem controversa que eles pensavam poder manipular. Em finais de Maio de 1997, o exército tutsi ruandês saiu vitorioso depois de ter beneficiado, a 15 de Maio em Kenge (carta página 222), da ajuda decisiva dos tanques angolanos. O presidente Mobutu foi afastado do poder e o Zaíre tornou-se República Democrática do Congo (RDC). 
    Um ano mais tarde, em Maio de 1998, o presidente Kabila rompeu com os seus aliados ruandeses e ugandeses, o que desencadeou a segunda guerra do Congo (ver páginas 223-224)
     
    A Segunda Guerra do Congo  
    “Foram dez os países que mais ou menos se engajaram directamente na segunda guerra do Congo que eclodiu em Agosto de 1998, quando o presidente Kabila afastou do exército os Tutsi ruandeses que o tinham colocado no poder em 1997.  
    Os beligerantes congoleses estavam agrupados em duas coligações:
    1. A primeira constituída à volta do presidente Kabila, politicamente apoiada pelos países francófonos da região e pelo Sudão. O Zimbabwe, Angola e a Namíbia e também o Tchad enviaram-lhe tropas.
    2. O “bloco tutsi”, como se apresenta, isto é, o Uganda, o Ruanda e o Burundi apoiavam os “rebeldes” agrupados em dois principais movimentos.
    – A norte da RDC, e ao longo da fronteira com a República Centro Africana, as tribos Ngbandi e Ngbaka, sob tutela de Mobutu, criaram o MLC (Movimento para a Libertação do Congo) dirigido por Jean-Pierre Bemba Gombo, filho de um multimilionário congolês desde então muito próximo do marchal Mobutu. O MLC era uma união tribal enraizada na sua região de origem e beneficiando do apoio financeiro proveniente da rica diáspora mobutista. A partir desta frente norte, o Uganda dirigia as operações. 
    – Na frente sul, os ruandeses obtiveram brilhantes sucessos militares nesta guerra.
    Desta feita, a 12 de Outubro de 1998, quando Kindu, capital de Maniema e quartel-general das forças governamentais caiu nas suas mãos; ou ainda em finais de Dezembro de 2000 quando tomaram Pweto depois de duros combates contra o corpo expedicionário zimbabweano.
    A conflagração generalizada desta parte de África teve como origem a reconquista do Ruanda pelos Tutsi em 1994. Estes últimos em seguida repuseram a sua política pré-colonial de expansão a oeste do lago Kivu. Eles tinham sido retirados desta ulceração demográfica por ocasião das partilhas coloniais, antes de se verem confinados às terras altas sobrepovoadas pelas fronteiras herdadas da descolonização.
    O federalismo regional que eles preconizavam não podia ser edificado senão sobre as minas da República Democrática do Congo. Compreende-se então porque é que os presidentes Dos Santos de Angola, Mugabe do Zimbabwe e Nujoma da Namíbia foram em socorro do presidente Kabila. Estando à testa de partidos Estados herdeiros territoriais da colonização, eles não ignoravam que em caso da vitória tutsi, as fronteiras regionais deixadas pelos Brancos corriam o risco de ser destruídas.  
    Em finais do ano de 2000, a situação militar não tinha verdadeiramente evoluído, e por arrastamento a situação indicada no mapa na p. 224. A norte, as posições do MLC pareciam sólidas. A sul, apenas a presença de 15 a 20.000 soldados zimbabweanos desdobrada na defesa do eixo Mbuji-Mayi-Lac Mweru (ou Moero), impediam a progressão rwandesa. Entretanto colocaram-se três questões: 
    1. Por quanto tempo o Zimbabwe  seria capaz de manter um corpo expedicionário na RDC?
    2. O desdobramento dos capacetes azuis da ONU previsto para princípio do ano de 2001 não iria confirmar a divisão de facto da RDC?
    3. A morte do presidente Kabila a 16 de Janeiro de 2001 não iria transformar as realidades políticas regionais?”

    A Guerra Civil do Congo-Brazzaville 

    “A 15 de Agosto de 1963, o primeiro presidente do Congo, o padre Fulbert Youlou, foi afastado do poder e o seu sucessor, Alphonse Massemba-Debat, um Kongo-Lari fez-se Presidente da República. Em Julho de 1968, dois oficiais Mbochi, os capitães Raoul e Ngouabi tomaram o poder. Marien Ngouabi impôs-se e criou o PCT (Partido Congolês do Trabalho) para fazer do Congo uma República popular marxista-leninista. Nesta situação, os Mbochi confiscaram o poder em seu proveito.
    A 18 de Março de 1977, o presidente Ngouabi foi assassinado e o coronel Yhombi Opango, um Mbochi, torna-se presidente do Congo. Em 1979, o coronel Sassou Nguesso, igualmente um Mbochi, toma o poder.
    Constrangido pela França a adoptarem o multipartidarismo ele aceitou no início de 1991 pôr em marcha um processo democrático que matematicamente iria dar o poder aos mais numerosos, isto é, aos Kongo.
    Assim, fora das eleições presidenciais de 1992, os Kongo que, reunidas todas as tribos, totalizam 48 por cento da população, sobrepunham-se aos Mbochi, que não passam dos 13 por cento. A campanha para a eleição presidencial de 1997 decorreu num clima de guerra civil e, sabendo que matematicamente, iria perder esta eleição pela segunda vez, o coronel Sassou Nguesso aproveitou uma provocação feita da parte do presidente Lissouba para forçar o destino. Em Outubro de 1997, desencadeada uma guerra feroz, os Mbochi retomam pelas armas o poder perdido há cinco anos atrás nas urnas. 
    Os Kongo refugiam-se então nas suas regiões de origem (Niari, Bouenza, Lekoumou e Pool).
    As milícias do antigo presidente Pascal Lissouba e as de Bernard Kollas, antigo presidente da Câmara Municipal de Brazzaville, deram início a partir daí a uma guerrilha combativa apoiada pelos separatistas angolanos de Cabinda. 
    Os desafios sendo claramente regionais, o presidente Sassou Nguesso foi apoiado pelo exército angolano que mantinha um contingente permanente no Congo-Brazzaville. Para Luanda era vital que os Kongo fossem mantidos fora do poder, a fim de proteger Cabinda, igualmente povoada por Kongo. Em caso de retorno destes últimos ao poder em Brazzaville, a guerrilha de Cabinda teria a certeza de encontrar as bases de que dispunha antes de 1997 (ver p. 216).
    Em finais de Dezembro de 1998, as milícias Kongo pensaram que o contexto se lhes apresentava favorável pelo facto de que, retomada a guerra em Angola, poderiam atacar Brazzaville. Em consequência dos combates bastantes violentos de rua, o exército congolês desalojado pediu apoio aos Angolanos.
    A incursão foi esmagada pela intervenção de armas pesadas. Rua a rua, parcela por parcela, casa por casa, fez-se uma “limpeza” sistemática e impiedosa. Ordenaram-se vários lavantamentos étnicos seguidos de excuções sumárias. Fizeram-se vítimas às centenas e talvez mesmo aos milhares.  
    Tendo finalmente as milícias Kongo sido derrotadas, o exército governamental retomou o controlo de uma capital com uma nova sede uma vez arrasados os quartéis de Bakongo e de Makelekele.  
    Em seguida a lenta reconquista das quatro províncias do sul, Bouenza, Lekoumou, Niari – feudo de Pascal Lissouba –, e o Pool – região étnica de Bernard Kolelas –, foi concluída durante o ano 2000.” 

    A Nossa Razão 

    Quais, pois, As Razões da Nossa Razão para a Intervenção de Angola na Região Central e Região dos Grandes Lagos?
    – Neutralização da retaguarda nascente da UNITA no Zaire (aeroporto de Ndjili e base aérea de Kamina), depois desta ter perdido o apoio do Apartheid. A UNITA combateu ao lado de Mobutu contra a coligação Kabila, Angola, Ruanda, Uganda e Burundi;
    – Neutralização do porto de Ponta Negra e do aeroporto de Brazzaville, feitas novas bases operativas da UNITA, cedidas por Lissouba e Kolelas, para o seu rearmamento, uma vez perdida a sua base estratégica de Lumbala-Nguimbo. A UNITA pretendia destruir o Malongo depois de ter destruído a base do Muanda no Soyo;
    – Neutralização da aliança entre Lissouba/Kolelas e as FLEC’s, combinadas primeiro para derrotar Sassou Nguesso e para atacar e ocupar Cabinda, posteriormente;
    – Neutralização da coligação Tutsi–Ruanda, Uganda e Burundi, cuja estratégia expansionista e hegemónica visava a ocupação da RDC, “espaço vital”, para domínio da Região Central e Região dos Grandes Lagos;
    – Impedimento de nova internacionalização do conflito angolano a Norte do País, com a entrada em cena de novos actores.
    …“Veritas filia temporis – A verdade é filha do tempo”…
    Vale o que disseram ontem Bernard Lugan e hoje José Maria Neves sobre o papel pacificador de Angola e de José Eduardo dos Santos na RDC, na RCB e na Região dos Grandes Lagos. 

    Luanda, 15 de Setembro de 2010 

    Fonte: Jornal de Angola on line. 

    Published in: on setembro 19, 2010 at 4:49 pm  Deixe um comentário  

    Enfraquecimento das Forcas Armadas Brasileiras (revista IstoE)

    Jobim vai à guerra

    O ministro da Defesa reduz cargos, autonomia e poder político de militares e compra briga com o alto comando

    Hugo Marques

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    AVANTE Jobim diante das resistências: “Não tenho problema de enfrentamento”

    A o anunciar a nova estrutura das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou guerra à caserna. Além de subordinar ainda mais os militares ao poder civil, o projeto prevê a redução de postos de comando, transfere o controle sobre as compras de materiais das três Forças e alija os militares de todas as decisões políticas. Se custaram a digerir a criação do próprio Ministério da Defesa há dez anos, os oficiais do Exército, da Aeronáutica e da Marinha agora terão de engolir uma pílula ainda mais amarga. Na opinião de generais ouvidos por ISTOÉ, o abalo maior atingirá o Exército. Um deles, com posto de chefia no comando do Exército, afirma que as mudanças impostas por Jobim serão funestas para os quartéis. “O foco dessa reorganização é a retirada de poder das Forças Armadas. Militar vai virar enfeite”, revolta-se.

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    SEM FORÇA
    Saito, Peri e o almirante Julio Soares não puderam reagir às mudanças

    Uma das medidas que tiram o sono dos militares é a criação da Secretaria de Compras do Ministério da Defesa, que vai acabar de vez com a independência das três Forças de adquirir seus respectivos materiais. O principal argumento de Jobim é que a unificação permitirá ganho de escala.Mas, para os generais, cada Força tem suas necessidades específicas. Outro projeto que assusta os quartéis é a fusão dos comandos do Exército com os distritos da Marinha e os comandos da Aeronáutica. A fusão das três Forças em “Estados-Maiores Regionais” é encarada como uma pulverização do poder militar, que terá como resultado a redução de cargos de chefia. 

    A cúpula teme o aparelhamento das Forças Armadas por civis e sindicalistas, como ocorreu em diversas estatais e autarquias controladas pelo PT e o PMDB. No pacote de medidas que o ministro enviará nas próximas semanas ao Congresso estão o projeto de lei para a transferência da sede da Escola Superior de Guerra do Rio para Brasília e outro para a criação de cargos de direção e assessoramento superior na ESG. Trata-se de cargos passíveis de indicação política. Para o presidente do Clube Militar, o general da reserva Gilberto de Figueiredo, certos setores exercem função de Estado. “Estão politizando o que não deve ser politizado. A Receita Federal, por exemplo, funcionava bem”, compara. 

    Na Aeronáutica, a preocupação é com a ideia de Jobim de transformar o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) em órgão civil. Estima-se na Aeronáutica que toda a estrutura de prevenção e investigação de acidentes no País comporte 250 cargos, grande parte DAS 8 e 9, ou seja, os maiores salários, e outros 60 de segundo escalão. Em maio, Jobim disse ao comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, que a nova política segue orientação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. 

    O brigadeiro argumentou que o Cenipa é 100% militar e que não há mão de obra civil para assumir as atividades de investigação de acidentes aéreos. “Será uma transição traumática”, disse Saito. E desabafou com auxiliares: “A batalha está perdida.”Para os militares, Jobim é pródigo em ideias, mas não resolve o problema crônico das Forças Armadas de falta de recursos. “O orçamento é pequeno e temos 30% contingenciados”, disse à ISTOÉ o comandante do Exército, Enzo Peri. Segundo um general-de-brigada, o Exército não será contemplado com nenhum dos grandes projetos a serem assinados no dia 7 de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu colega francês Nicolas Sarkozy. Enquanto a Aeronáutica se prepara para ganhar novos caças e a Marinha, modernos submarinos, o Exército deve se contentar com alguns helicópteros. “Os projetos da Aeronáutica e da Marinha já estavam em andamento há muito tempo”, justifica o general Peri, para apaziguar os seus comandados. Ele ressalta também que há em andamento um projeto de novos blindados.

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    O ministro já pôs gente de sua total confiança na direção da Agência Nacional de Aviação Civil, na Infraero e nos principais escalões do ministério. E certamente fará o mesmo ao preencher os cargos na nova estrutura das Forças Armadas. Jobim garante que está preparado para a batalha interna. “Os generais reclamam que queremos reduzir suas autonomias. Isso é verdadeiro, nas atividades que não são exclusivas de militares”, avisou, quando começava a desenhar as novas medidas. “Não tenho problema de enfrentamento”, banca o ministro.

    Colaborou Claudio Dantas Sequeira

     Fonte: IstoE

    Published in: on agosto 26, 2010 at 10:01 pm  Deixe um comentário  

    Curso de Extensão em Defesa Nacional

    O UniCEUB realizará o Curso de Extensão em Defesa Nacional. As aulas ocorrerão às segundas-feiras, de 10/05 a 21/06, das 15h30 às 18h30, no auditório do bloco 2, sobre temas relativos à estratégia de defesa nacional, como a defesa da Amazônia, a presença do Brasil no Haiti e a situação do Brasil na América do Sul.

    O curso é gratuito, e a assiduidade de, no mínimo, 75% das aulas dará direito a certificado. As inscrições estão abertas até o dia 07/05 e podem ser feitas na Coordenação do curso de Relações Internacionais.

    Published in: on maio 5, 2010 at 4:18 am  Deixe um comentário  

    Os Mergulhadores de Combate da MB em ação com a OTAN – Série especial de reportagens na Escócia

    Recebi o email do meu amigo Kaiser Konrad, jornalista do www.defesanet.com.br .  

    Reportagem 1 – Mergulhadores de Combate as Forças Especiais da Armada

    http://www.defesanet.com.br/01_lz/jw101/01_grumec_1.htm

    Reportagem 2 – Mergulhadores de Combate Prontos para operar em conflitos de Quarta Geração

    http://www.defesanet.com.br/01_lz/jw101/01_grumec.htm

     

    Reportagem 3 – DefesaNet entrevista o Capitão-Tenente Gama
    Encarregado do Destacamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil

    http://www.defesanet.com.br/01_lz/jw101/01_grumec_2.htm

    Published in: on maio 4, 2010 at 3:09 am  Deixe um comentário  

    Indian women peacekeepers hailed in Liberia

     

    By Moni Basu, CNN

    March 2, 2010 4:14 a.m. EST

    The United Nations’ first all-female peacekeeping force of more than 100 Indian policewomen arrive in Monrovia in January 2007.

     (CNN) — They are trained in sophisticated combat tactics and weaponry, crowd and mob control, counter-insurgency. They patrol the streets of the Liberian capital, expected to keep the peace after years of war.

    Most of them are also mothers and form an all-women unit from India, policing in a country where a 15-year conflict was characterized by sexual violence. Rape, according to the United Nations, remains the No. 1 crime reported to police in Liberia.

    The Indian women were pioneers, the unit’s experience in Liberia an experiment of sorts for the United Nations.

    Clare Hutchinson, a gender affairs officer at the Department of Peacekeeping Operations in New York, said it was hoped that the Indian women would win the trust of Liberian women and perhaps serve as role models.

    “It’s about empowerment,” she said. “It’s quite a success story for us.”

    Indian policewomen first arrived in Liberia in 2007, and a fresh batch arrived a few days ago in Monrovia as part of the rotation. Annie Abraham, commander of the outgoing Indian unit, said she is proud of the Indian women’s performance.

    The message that the Indians brought was clear: You can trust us. And you can do anything a man can do. Even better.

    “In a post-conflict society, women are much more traumatized,” Abraham said. “They are much more open to us. With men, there is some kind of skepticism.”

    Not only did Abraham’s unit provide security and leadership, it was able to embrace Liberian women, mentoring them in health care and family practices. Many were teenage mothers.

    The Indians pioneered a new way of peacekeeping. But sometimes, it was heartbreaking.

    “We’d hear a woman say: “I have been raped. My daughter has been raped,'” Abraham said.

    All they could do was sympathize and provide the kind of comfort a male counterpart could not.

    The problems were new to Abraham, who grew up a tomboy enamored with police regalia. She became a police officer because she didn’t want a job that was stereotyped as a woman’s.

    Ironically, it was her gender that landed her in Liberia.

    “We performed duties that were different than men,” she said. “It was just the presence of women that made a difference.”

    They even organized summer camp classes on self-defense and Indian classical dance.

    U.S. Secretary of State Hillary Clinton, who visited the Indian peacekeepers in Liberia, said they had motivated Liberian women to take steps to guard against rampant gender violence. “They have set an example that must be repeated in U.N. peacekeeping missions all over the world,” she told the U.N. Security Council last year.

    The idea of women peacekeepers is fairly new to the United Nations.

    Resolution 1325, passed in 2000, recognized that women’s experience in armed conflict is different and often more severe than men’s. As such, the United Nations vowed to increase the number of women in its peacekeeping forces. Women make up only 8 percent of the U.N. police and 2 percent of its military personnel.

    “By including female police among our ranks, we foster a safe environment for victims to get the help they need and deserve,” U.N. Secretary-General Ban Ki-moon has said.

    Liberia, with a history of sexual violence, was a perfect candidate for women peacekeepers.

    Research by human rights group Amnesty International found that many Liberian women do not have access to adequate medical care. They are often widowed or abandoned, and find themselves taking on heavy burdens with little support, few skills and no job or education.

    The United Nations’ Hutchinson said the world body has made a good start with the Indian female police units — both for women in Liberia and for promoting gender equality within U.N. agencies.

    “We know, for instance, that more numbers of Liberian women are joining the police. We think there is cause and effect,” she said about the Indian policewomen.

    Change on gender issues in Liberia is slow but gradual, Abraham said. The west African nation has the continent’s only female head of state — Ellen Johnson-Sirleaf — and a Senate that is now about 17 percent women.

    As she headed home last week, Abraham said she felt good knowing that her policewomen had helped inspire Liberian women to stand up on their own. And that she had played a role in turning tears into smiles.

    STORY HIGHLIGHTS

    • All-female Indian unit polices in country with history of sexual violence
    • Fresh batch of Indian policewomen arrive in Monrovia a few days ago
    • United Nations hopes Indian women will serve as role models
    • Rape remains the top crime reported to police in Liberia, United Nations says

     

    Fonte: CNN.com

    Published in: on abril 30, 2010 at 2:08 am  Comments (1)  

    Ban escolhe primeira mulher para chefiar unidade policial da ONU

    Ann-Marie Orler, da Suécia, ocupava provisoriamente o posto desde o ano passado; apenas 8% dos 11 mil policiais que trabalham para as Nações Unidas são mulheres.

    Ann-Marie Orler

     

    Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.

    O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou uma experiente oficial da polícia sueca como chefe da unidade policial da organização. Ann-Marie Orler será a primeira mulher a ocupar o cargo na história das Nações Unidas.

    O anúncio coincide com o Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta segunda-feira.

    Formação

    Ann-Marie Orler estava ocupando o posto provisoriamente desde o ano passado. Ele foi recrutada pela ONU em 2008 para o cargo de vice-conselheira policial.

    Na Suécia, ela desempenhou os cargos de secretária-geral da ONG Anistia Internacional e de vice-comissária de polícia na cidade de Västmanland.

    No cenário internacional, Ann-Marie trabalhou como gestora do Programa da Polícia e Direitos Humanos do Conselho da Europa, onde participou de missões de formação de policiais na Turquia e em várias nações dos Balcãs.

    O Secretário-Geral elogiou o trabalho de Ann-Marie Orler no recrutamento de mais policiais mulheres para as missões de paz da ONU. Apenas 8% dos 11 mil policiais que trabalham para as Nações Unidas são mulheres.

    *Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

    Published in: on março 9, 2010 at 2:57 pm  Deixe um comentário  

    Manifestantes fazem ato de apoio ao golpe militar nas ruas do Níger

    Presidente Mamadou Tandja foi derrubado na quinta (18).
    Comunidade internacional pede volta à democracia.

    Da AFP, em Niamey

     Cerca de 10 mil nigerinos se reuniram neste sábado (20) na capital, Niamey, em uma manifestação de apoio aos militares que derrubaram dois dias antes o presidente Mamadou Tandja.

    “É uma manifestação de apoio ao golpe de Estado, o que celebramos é o fim da ditadura de Tandja”, declarou o ex-deputado Soumana Sanda. Os manifestantes, reunidos diante do Parlamento, no centro da cidade, atenderamà convocação da Coordenação de Forças Democráticas pela República (CFDR), uma coalizão de oposição a Mamadou Tandja.  

    Manifestantes pró-golpe militar tomam as ruas de Niamey, capital do Níger, neste sábado (20).

    Na quinta-feira, militares golpistas derrubaram o presidente Tandja, que está no poder há 10 anos, suspenderam a Constituição de agosto de 2009 e declararam a dissolução do governo. A comunidade internacional, com a União Africana e a União Europeia à frente, condenaram o golpe e pediram a volta da democracia ao país.

    Os manifestantes exibiam cartazes com frases como “Viva o Exército nigerino” e “Sim à restauração da democracia”, além de expressar apoio ao Conselho Supremo para a Restauração da Democracia, o nome oficial da junta militar golpista.

    O país africano atravessa uma grave crise política desde que Tandja, cujo último mandato de cinco anos deveria ter sido concluído em dezembro, decidiu permanecer no poder, aprovando em agosto do ano passado uma nova Constituição que prolongava seu tempo na presidência.

    O CFDR, que convocou a manifestação deste sábado, é uma coalizão de partidos políticos, organizações de defesa dos direitos humanos e de sindicatos, que se opôs firmemente à continuidade de Tandja no poder.

    Fonte: Site G1.

    Published in: on fevereiro 20, 2010 at 5:11 pm  Deixe um comentário  

    Missão de Paz da ONU-Treinamento de Línguas Inglês/Francês em Brasília

    Caros Policiais Militares,

    Você quer fazer parte de Missões de Paz da ONU?

    Com certeza não sabia que os ganhos são excelentes e voçê ganha dois salários em DÓLAR, o de lá (MSA) e o daqui.

    Sabia que o nível exigido pelo COTER às PPMM é o maior dos níveis – nível F – numa escala de A a F?

    Sabia que haverá seleção(proficiência linguistica em Francês/Inglês) em MARÇO(), MAIO e AGOSTO de 2010? Para missões com duração de 1(um)ano, podendo chagar a 2(dois)? Sem falar dos cargos em N.Y.,que podem ter um contrato de 2(dois) anos e vc trabalhar em ambiente de 1º mundo.

    Pensando nisso estou querendo saber se voçê está interessado em ter aulas particulares ou em grupo, com professor nativo de inglês e francês, material exclusivo e voltado para o ambiente militar e das Naçõe Unidas e teste semelhante ao aplicado pelo COTER (exigido pelo DPKO-NY).

    Os interessados deverão responder a este e-mail informando sua necessidade de língua, seu nível, nome e fone de contato, para que possamos organizar as turmas que não deverão conter mais de sete alunos.
    As aulas particulares podem ser no trabalho ou em casa.

    Não perca tempo.
    Não seja imediatista.
    As missões vão estar ai esperando por vc. Pelo menos a do Haiti vai demorar 20 anos em  minha avaliação. Será que vc precisa de tudo isso de tempo para aprender uma língua?

    Um dia um veterano de missão me disse:” Teu primeiro MSA(salário da missão) cobrirá todo o gasto que vc investiu no treinamento e ainda vai sobrar muito, companheiro!” O autor, MAJ SANT’ANNA. Que todos conhecem e sabem o valor que esse Oficial competente tem.
    Mesmo que vc não esteja interessado passe para alguém que esteja. Voçê poderá estar realizando o sonho de um amigo.
    Grato pela atenção,

    Major PMDF  Paulo Cesar
    Veterano de Missão de Paz-Haiti
    55 (61) 3445-2065
    55 (61) 8408-5426

    Published in: on fevereiro 13, 2010 at 2:33 am  Comments (1)  

    Alto número de missões põe em risco atividade da ONU

    18 de fevereiro de 2009 • 20h36 • atualizado às 20h39

    Mais de uma década depois que as forças de paz da ONU foram incapazes de impedir os massacres de Ruanda e de Srebrenica, aquela que muitos vêem como principal missão da organização parece estar rastejando na direção de uma nova crise, dizem diplomatas e outros especialistas.

    A causa mais imediata, dizem, é a dramática alta no número de missões de paz em todo o mundo e o crescimento no número de tarefas que cada missão precisa executar além da primordial: manter separadas as facções ou nações inimigas. As novas demandas surgem em um momento no qual os países membros equipados com exércitos avançados mostram especial resistência a oferecer mais tropas ou equipamentos de apoio necessários, como helicópteros.

    Os desafios só serviram para agravar um problema profundo e já antigo: a continuada falta de clareza sobre a maneira pela qual as Nações Unidas deveriam intervir quando seus membros estão desprovidos das forças militares, da vontade política ou de ambos os fatores, e precisam deter massacres.

    “As missões de paz estão contra a parede”, disse Bruce Jones, diretor do Centro de Cooperação Internacional da Universidade de Nova York, que está trabalhando com a ONU nos esforços de reforma. “Existe a sensação, em todo o sistema, de que a situação é séria – as forças estão distendidas, sobrecarregadas e desprovidas de recursos”.

    Entre os fracassos mais perceptíveis dos últimos meses estão a incapacidade das forças de paz no Congo e em Darfur para impedir a violência que resulta em vítimas civis, a dificuldade em encontrar efetivos suficientes para qualquer dessas missões e o fato de que nenhum país se dispõe a liderar uma missão na Somália.

    No Congo, em dezembro, um contingente de 100 soldados da força de paz estava a menos de dois quilômetros de distância do local de um massacre rebelde que, segundo organizações assistenciais, resultou em 150 mortes, mas preferiu não intervir. As forças de paz reportaram escassez de pessoal e equipamento, e não tinham a capacidade de informações necessária para determinar o que estava acontecendo na cidade vizinha.

    Em algumas zonas de conflito, as forças de paz não dispõem da tecnologia necessária a cumprir nem ao menos uma de suas tarefas mais básicas: acompanhar os movimentos de grupos armados que elas têm por missão manter separados.

    Os problemas levaram diversos líderes dos esforços de paz da ONU a iniciar nova rodada de estudos sobre como garantir que forças de paz possam cumprir suas missões; os estudos foram prorrogados em diversos meses para tentar evitar sugestões que servem apenas como paliativos e são rapidamente abandonadas.

    Mas alguns especialistas dizem que a mais importante correção talvez seja a mais difícil. O Conselho de Segurança, afirmam, precisa evitar o envio de missões a países onde não existe paz real a ser mantida.

    A diferença entre dois mandatos de missões de paz, um que vigora desde 1974 e outro que foi adotado menos de 14 meses atrás, explica boa parte das dificuldades que as tropas da ONU agora enfrentam.

    O mandato que estabeleceu a força da ONU na fronteira entre a Síria e Israel quase 35 anos atrás tem apenas algumas sentenças de extensão, e dispõe basicamente que as tropas verifiquem o cessar-fogo. Desde então, as cenas mais violentas que os soldados de capacete azul presenciaram foram incidentes em que animais pisaram sem querer em minas.

    Já o mandato que estabelece a missão de paz da ONU em Darfur tem mais de duas páginas, e detalha uma bateria de tarefas que incluem proteção a civis, orientação de um processo político inclusivo, promoção do desenvolvimento econômico e dos direitos humanos e monitoração das fronteiras com os países vizinhos.

    ¿Antes as forças estavam lá como um símbolo importante e não como unidades ativas¿, disse Nicholas Haysom, diretor de assuntos políticos, missões de paz e atividades humanitárias da ONU.

    O escopo e número de missões terminou expandido em larga medida para corrigir passadas falhas.

    Depois de enviar cinco missões sucessivas ao Haiti, onde a violência irrompeu de novo depois que elas partiram, por exemplo, a ONU decidiu que as forças de paz precisavam fazer mais para garantir a estabilidade econômica dos países, antes de partirem.

    E depois dos massacres em Ruanda e na Bósnia, a ONU acrescentou a proteção aos civis como prioridade em cada missão.

    Mas muita gente considera que as missões de paz se tornaram uma panacéia, e que cada envio de tropas é considerado prova de que o Conselho de Segurança está dedicando atenção a uma crise, quer as tropas sejam efetivas, quer não. Além disso, o Conselho costuma prorrogar longamente as missões depois de aprovadas.

    Como resultado, o pessoal total empregado em missões de paz da ONU subiu de 40 mil em 2000 a 113 mil soldados, policiais e civis, em 18 missões, no ano passado.

    O orçamento das missões de paz inchou até os US$ 8 bilhões, dos quais 27% são cobertos pelos Estados Unidos. Especialistas da ONU e externos dizem que duas mudanças são essenciais: as forças precisam ser treinadas especificamente para cada tarefa de suas missões; e, o mais importante, a ONU deveria resistir a enviar forças de paz para regiões onde haja combates ativos.

     

    Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3584827-EI294,00.html

    The New York Times

    Published in: on janeiro 23, 2010 at 11:45 pm  Deixe um comentário  

    20 years of Canadian police contributions to peace missions

    Ottawa – February 26, 2009. The Commissioner of the Royal Canadian Mounted Police (RCMP), William J.S. Elliott, together with Canadian police partners, will meet this week with Canadian police officers serving at the United Nations Stabilization Mission in Haiti (MINUSTAH) to mark the 20th anniversary of Canadian police contributions to international peace operations.

    “Canadians can be proud of our strong international reputation for excellence in policing,” said Public Safety Minister, Peter Van Loan. “I commend the Canadian police officers from around this country who have made a difference in Haiti over the years.  Canada remains determined to pursue its commitment and to support the Government and the people of Haiti to help them make their country safer and more prosperous.”

    “Two decades of hard work and perseverance have made significant contributions to global stability and earned Canada an international reputation for leadership and professionalism. As a result, the need for Canadian police trainers and mentors to serve on international missions has never been greater,” says Commissioner Elliott.

    Under the RCMP’s leadership, approximately 2,000 police officers from the RCMP and other police services across the country have served on 52 missions in 29 countries since 1989.

    “We currently have over 150 police officers deployed to peace operations in 12 countries, with requirements for more,” adds the Commissioner. “Our partnerships with municipal and provincial police services are critical to the continued success of our international deployments.”

    Commissioner Elliott is travelling to Haiti with the Director of the Service de police de la ville de Montréal (SPVM), Mr Yvan Delorme, the Director General of the Sûreté du Québec (SQ), Mr Richard Deschesnes, as well as the Deputy Chief of the Ottawa Police Service, Gilles Larochelle. They will also take the opportunity to recognize the efforts of their police service members currently serving at MINUSTAH.

    The Canadian contingent in Haiti has the largest number of Canadian police officers in mission, with almost 95 UNPOL deployed. They are mandated to act as advisors to the Haitian National Police (HNP) in the areas of management, professional standards, training and mentoring. Almost 80% of the Canadian contingent in Haiti comes from the province of Québec.

    “The success of SPVM officers deployed to Haiti is due in large part to their experience and knowledge of the Haitian community, established in Montreal since 1967”, says Montreal Police Director, Mr Yvan Delorme. “For the past 40 years, we have developed our skills, our knowledge and a good relationship with the Montreal Haitian community, which have allowed us to contribute positively to peace missions in Haiti since our first participation in 1995.  When our police officers come back from missions, they are more sensitive to Haitian community values, bringing better multicultural communications to the Greater Montreal Area.”

    Police officers from the SQ are also very involved in Haiti. “The Sûreté du Québec is very conscious of the great needs of fragile states, which is why we have participated in United Nations missions since as early as 1995,” asserts the Sûreté du Québec Director General, Mr Richard Deschesnes. “We support all efforts which contribute to international peace and security.”

    The Chief of the Service de police de la ville de Québec, Mr Serge Bélisle, who was unable to attend, also wanted to highlight the professionalism, determination and dedication of Quebec city police officers, as well as that of all policeman and policewomen participating in peace missions around the world.

    About Canadian police operations in Haiti
    Canada has been sending police officers to Haiti since 1993. They have participated in various technical and training missions to support the Haitian National Police. The first deployment of Canadian police to the current mission, MINUSTAH, took place in July 2004. Since then, approximately 500 police officers from the RCMP, as well as municipal and provincial police forces, have been deployed on  nine-month rotations.

    About Canada’s International Police Peace Operations Program
    On behalf of the Government of Canada, the RCMP’s International Peace Operations Branch (IPOB) manages the deployment of Canadian police personnel to countries experiencing or threatened by conflict and failed or fragile states. IPOB deploys Canadian civilian police to many countries such as Afghanistan, Sudan, the Palestinian territories, Lebanon, East Timor and the Ivory Coast.

    The demand for Canadian police expertise abroad continues to grow and within the next five years, the International Peace Operations Branch anticipates it may be called upon to deploy up to 500 police to peace operations around the world.

    FONTE: http://www.rcmp-grc.gc.ca/news-nouvelles/2009/2009-02-26-mission-eng.htm

    Published in: on janeiro 10, 2010 at 4:03 pm  Deixe um comentário  

    Aumenta demanda por missões de paz

    As tropas brasileiras são o componente principal da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) que já está no seu quinto ano. Estimulado pela demanda crescente por operações de paz no mundo todo, o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil concluiu seu primeiro ano de treinamentos na recém-inaugurada Escola de Operações de Paz com um seminário que avaliou a experiência brasileira em ações de manutenção da paz. Seus participantes destacaram os sofisticados desafios que estão por vir.

     Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informações das Nações Unidas no Rio de Janeiro, destacou a importância crescente das operações de paz mostrando que nos últimos 20 anos foram formadas 45 operações desse tipo. “Existe uma pressão constante para criar novas operações e a tendência é que esse tipo de missão se torne um instrumento da política internacional para situações difíceis e complexas”, afirmou.

     De acordo com Summa, existem hoje 17 missões de paz espalhadas pelo mundo envolvendo mais de 110 mil pessoas, sendo que cerca de 100 mil são membros de forças militares. “Isso significa um crescimento exponencial do orçamento dedicado a essas missões”, conclui Summa. Segundo o diretor, o orçamento destinado a esse setor pulou de US$ 300 milhões em 1988 para US$ 7 bilhões hoje.

     Summa afirmou que o aumento da demanda nas Nações Unidas pelas operações de paz veio acompanhada do aumento da sua complexidade e que essas operações se tornaram mais desafiadoras necessitando de membros mais especializados e melhor treinados.

     A complexa manutenção da paz

     “As Nações Unidas estão muito felizes com a qualidade e o profissionalismo da participação do Brasil nas missões de paz, tanto no Haiti como em outras missões. A ONU também aprova o trabalho do Brasil não somente no treinamento das tropas, mas também no desenvolvimento de uma doutrina de manutenção da paz. O envolvimento do país nesse processo com certeza vai aumentar”, afirmou Giancarlo Summa.

     O coronel Pedro Pessoa, chefe do Centro Instruções de Operações de Paz do Exército (Ciopaz), reforçou a importância do caráter multidiciplinar das missões de paz e o fato de que o conhecimento e o treinamento devem ser compartilhados e desenvolvidos em parcerias. “Diferente das situações de guerra, nas operações de paz existe uma grande vantagem em se trabalhar com parceiros, principalmente quando eles fazem um bom trabalho, produzem informações e entendem como a ONU funciona. Não pode haver segredos entre as forças”, afirmou.

     As missões de paz, no entanto, como apontado por Giancarlo Summa, também passaram a ser cada vez mais integradas com a construção da paz. Isso faz com que seja necessária a presença de vários atores diferentes, entre eles, a polícia. Hoje existem mais de 13 mil policiais envolvidos em 13 missões de paz no mundo mas a participação do Brasil nessa área ainda é bem pequena.

     “Existem hoje quatro policiais brasileiros no Haiti, três no Sudão e seis Timor Leste. Nós oferecemos treinamento para policiais em missões de paz mas um dos maiores obstáculos é o idioma pois todos têm que saber falar inglês”, explica o tenente Sérgio Carrera, da Polícia Militar do Distrito Federal. A corporação lançou o curso Observatório de Treinamento Policial das Nações Unidas em parceria com o Exército Brasileiro e a embaixada do Canadá.

     Hoje, o controle sobre a participação de policiais militares e civis em operações de paz está sob o comando do Ministério da Defesa, mas, segundo o tenente Carrera, existe um projeto que transfere esse controle para a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que é ligada ao Ministério da Justiça. “Para alcançar esses objetivos, a arma do policial é a negociação, a diplomacia, a competência, e não as armas automáticas”, avalia.

     Haiti é mais seguro do que a Jamaica

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    O Brasil é o principal fornecedor de tropas para a Minustah e o que teve mais sucesso em aumentar o nível de segurança no Haiti. A missão de paz no país tem sido liderada por um comando brasileiro desde 2004 e a missão tem sido renovada pela ONU e pelas autoridades do país desde então. O envolvimento do Brasil na Minustah é inovadora também por que é a primeira vez que as forças militares brasileiras se engajaram na manutenção da paz sob o “capítulo 7”, que permite o uso da força.

    “Eu vou para o Haiti desde 1995 e morei lá nos últimos 20 meses sem ter usado capacete ou colete à prova de balas uma só vez. O Haiti hoje é mais seguro do que a República Dominicana ou a Jamaica”, afirmou o embaixador do Brasil no país, Igor Kipman. Depois de reiterar que a Minustah não é uma força de ocupação e que ela está presente no país a convite das autoridades haitianas, Kipman afirmou que a população do país gostaria que a Minustah fosse embora. “Mas a verdade é que o Haiti é mais seguro do que muitas áreas na América Latina”, reafirmou.

    O embaixador disse que sempre existem desafios durante um processo de manutenção da paz que vão desde os desatres naturais como as enchentes e deslisamentos que causaram destruição recentemente no Haiti, até as eleições em que será escolhido o novo presidente. “Muitas vezes as promessas de investimento não se concretizam. O enviado especial da ONU para o Haiti, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, trouxe um grupo de 150 executivos estrangeiros para avaliar as possibilidades de investimento no Haiti”, conta.

    Kipman contou que como o Haiti não tem um Exército próprio, cabendo à Polícia Nacional a função de garantir a segurança não apenas para os civis, mas também nas fronteiras. “O objetivo é ter um efetivo de 14 mil homens até 2011”, garantiu. Argentina, Chile, Colômbia e México têm enviado contingentes de policiais para o Haiti. 

    A historiadora argentina Monica Hirst, da Universidade Torquato di Tella, afirmou que o a missão no Haiti tem um importante papel como laboratório para a cooperação regional nas Américas, principalmente nos países da América do Sul. “Eu vejo as operações de paz como uma extensão de uma agenda regional de cooperação militar baseada no compartilhamento de afinidades democráticas”, avalia.

    “Nós temos que ter em mente, no entanto, que existe uma profunda falta de conhecimento sobre o Haiti. E isso é mútuo. O Haiti sabe muito pouco sobre as nações latino-americanas que contribuem com a Minustah”, falou Hirst. A historiadora afirmou que uma missão de estabilização terá sucesso limitado se não for feito um esforço para conhecer melhor o país. “É necessário aprender sobre o Haiti e ajudaria começar com o impacto que a revolução dos escravos teve nas relações com os outros países da região”, sugere.

    FONTE: http://www.comunidadesegura.org/pt-br/MATERIA-Brasil-se-prepara-para-aumento-da-demanda-por-misses-de-paz 

    NOTA: Não foi mencionado policiais civis, mas apenas policiais militares. Sérgio Carrera