Brasil deixa de indicar policiais para funcoes estrategicas junto a ONU

Segundo informacoes nao-oficiais, a Pasta responsavel por indicar policiais militares para funcoes junto as Nacoes Unidas (ministerio da Defesa – MD) tem deixado de apresentar nomes de policiais brasileiros para vagas estrategicas junto a ONU (maioria delas de secondment – contratadas).

Em alguns casos, informa simplesmente que “deixa de indicar policiais a concorrer a vagas…”, como feito pela segunda vez recentemente, deixando o Brasil de indicar candidato policial para concorrer a vaga de “Deputy Police Commissioner for Operations” na MINUSTAH, cargo este considerado o numero 03 na hierarquia do componente policial (UNPOL) no Haiti.

Deixa tambem de indicar policiais brasileiros para vaga de “Strategic Adviser to the Directorate of Investigations” na UNMISS, no Sudão do Sul.

E outras vagas que chamam a atencao como o de deixar de apresentar nomes de policiais brasileiros para integrar o rol de policiais disponíveis para assumir cargos de liderança em operações de manutenção da paz (“Senior Police Leadership Roster”) – DPKO, para participar do Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial, em Oslo (19 – 21 março 2014), e deixando de indicar nomes de policiais para concorrer ao cargo de “Chief of the Standing Police Capacity” na Base Logística das Nações Unidas em Brindisi, Italia.

O que se tem apurado, sao informacoes de falta de policiais voluntarios para concorrerem ou assumirem vagas importantes em QG ou Missoes de Paz.

Como na comunidade de policiais veteranos de missoes de paz a comunicao é bem articulada, muito impressiona nao termos no Brasil policiais veteranos voluntarios a essas vagas ou que nenhum instituicao tenha autorizado que seus efetivos concorram aos certames internacionais.

Pelo que se pode interpretar ao ver o Brasil deixar de indicar nomes de policiais para cargos de primeiro escalao junto aos componente policiais de missoes de paz ou sede (como NY e Brindisi) seriam: 1) inexistencia de policiais voluntarios, 2) nao autorizacao dos estados federados; 3) ou ma-gestao de policiais brasileiros e 4) inexistencia de uma agenda e politica de envio/participacao de policiais brasileiros no contexto da paz e seguranca internacionais.

Alguem teria a resposta?

Se continuamente policiais tem sido enviados a integrar missoes de paz como UNPOL… fica dificil entender algumas posicoes… a pensar…..

duvida

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Published in: on maio 9, 2014 at 8:11 pm  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. O fato real é que na missão permanente em NY tem vários militares do exército-marinha-aeronáutica e nenhum policial militar, e nós ficamos mendigando para conseguir informações até que algum iluminado depois de ser tão incomodado por Brasília resolve dar alguma resposta, passou do tempo de nós Policiais Militares ficar-mos a reboque das forças armadas, que enquanto isso brincam de ser policiais no Rio de Janeiro, usurpando de maneira espúria a nossa função, será que se nós tivéssemos nosso representante lá na missão permanente ou no DPKO que seja estaríamos sendo tratados dessa maneira ?? . temos que nos organizar e criar nosso próprio Centro de Formação de Observadores Policiais reconhecido pela ONU, pois enquanto nós fazemos um processo seletivo extremamente rigoso para nós Policiais Militares, o qual não é validado pela ONU, era somente colocar um processo seletivo único por ano com 50 Policiais Militares, e solicitar equipe do SAT-ONU para validar todo o processo, mas não temos que fazer tudo de novo na área de missão. Estou a quase 4 meses tentando verificar a situação de emissão de Travel Autorization para 03 policiais para MINUSTAH e não consigo resolver, se eu tivesse um CORONEL POLICIAL MILITAR com seu staff lá já teria resolvido com certeza. Concordo com o que foi colocado, se as vagas estão aí sem serem ocupadas é por que Ministério da Defesa não representa os interesses dos Policiais Militares junto a ONU. Só pra finalizar se o mesmo teste fosse aplicado nos militares, eles teriam índices pífios, por o nível de idioma é horrível, com raras excessões. Cel Alexandre – Contigent Commander of Brazilian Contigent-MINUSTAH.

  2. […] com notícia já publicada neste espaço e continuando com a falta de uma agenda política brasileira para o […]


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