1º Encontro do Boinas Azuis da PMERJ

“Boinas Azuis” da PM se reúnem pela primeira vez

O 1º Encontro dos Boinas Azuis reuniu policiais militares atuantes nas missões de paz da ONU no exterior

 

Priscila Marotti (Texto) e Gabi Nehring (Fotos) 

O hotel Fasano foi tomado pelo azul na manhã desta segunda-feira. Além da farda da Polícia Militar, as boinas diferenciadas identificavam uma reunião inédita, realizada em um dos salões do hotel. O 1º Encontro dos Boinas Azuis reuniu policiais militares atuantes nas missões de paz da ONU no exterior e terminou com a proposta de elaborar um livro com experiências dos oficiais fora do país.

A reunião – uma homenagem ao Dia Internacional dos “Peacekeepers” (em português, “Mantenedores da Paz”) das Nações Unidas, comemorado dia 29 de maio – se tratou de uma oportunidade para trocar histórias e ideias entre oficiais que atuaram em locais conflagrados como Sudão, Haiti, Timor Leste e países da América Central. Grande parte dos policiais presentes chegou a participar da primeira missão de paz de oficiais brasileiros fora do país, em Moçambique, no início da década de 1990.

Ten Cel André participou da missão de paz em Darfur, no SudãoTen Cel André participou da missão de paz em Darfur, no Sudão

Para o organizador do encontro, Tenente Coronel André Silva, Comandante do 41º BPM (Irajá), a proposta era não só reunir, mas discutir sobre o importante papel dos policiais militares também fora do Brasil. “Nós temos representantes dessas missões de várias gerações que nunca haviam se encontrado para discutir o tema. Acho que o mais importante foi fazer esse primeiro contato e estimular a ideia de estabelecermos maiores relações com os procedimentos da ONU”, ressaltou o Tenente-Coronel, que participou da missão de paz em Darfur, no Sudão.

Segundo ele, a experiência fora do país também teve resultados positivos em seu trabalho como policial militar no Rio de Janeiro. “Eu já havia feito o curso de Operações Especiais aqui antes de viajar e, quando voltei do Sudão, entrei para o BOPE na manutenção da ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. Essa vivência em Darfur foi muito importante até porque eu já entrei sabendo como proceder em lugares de conflito”, lembrou.

São essas histórias e o resultado delas no trabalho do policial militar que serão transformadas em um livro de experiências relacionadas às missões de paz fora do país. As ideias e propostas para elaboração da publicação serão discutidas via email pelos participantes do encontro.

Ten Cel Castro (microfone) esteve no Timor Leste, em 2000 e 2001

Comandante das polícias locais e internacionais na missão realizada no Timor Leste, em 2000 e 2001, o Coronel Henrique Lima Castro, que hoje atua no Comitê Organizador das Olimpíadas de 2016, ressaltou a importância de se exaltar o trabalho dos “boinas azuis”, principalmente dentro da realidade da pacificação no Rio de Janeiro.

“Eu cheguei a comandar 1.350 policiais internacionais e outros 1300 locais na missão de paz do Timor Leste. É claro que essa experiência me ajudou muito a trabalhar aqui no Rio. Essas experiências servem o tempo inteiro porque as dificuldades e muitas das soluções são bem parecidas. Lá, eu também trabalhei como spokesman (uma espécie de Relações Públicas), tendo que lidar o tempo todo com a imprensa. Essa experiência foi fundamental na época que assumi a chefia da Comunicação Social da PM, principalmente na época da invasão do Complexo do Alemão”, contou.

Durante o encontro, os policiais apresentaram, também, um panorama da realidade de quem trabalha com missões de paz pelas Nações Unidas. A ideia é que, futuramente, se consiga criar grupos oficiais de policiais interessados em participar dos programas da ONU – já que, atualmente, o policial se voluntaria individualmente para as missões.

Segundo levantamento feito pelo organizador do encontro, o Brasil é o 11º colocado entre os países que participam de missões de paz da ONU – estando a Jordânia, Bangladesh e Índia e, 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente. Hoje, cerca de 20 policiais brasileiros estão atuando pela ONU em outros países.

Paulo quer aumentar continjente de PMs nas missõesPaulo Rodrigues quer aumentar continjente de PMs nas missões

Presente na reunião, o chefe-adjunto de Segurança da ONU no Brasil, Paulo Rodrigues, reforçou a importância de estimular a Polícia Militar a estar mais em contato com as Nações Unidas. “Quando falamos em manutenção da paz, não tenho dúvida nenhuma de que essa missão é, principalmente, da polícia. Acho que está na hora de discutirmos mais o aumento de policiais brasileiros nas missões. Nosso escritório está ao dispor dos senhores. É sempre uma honra trabalhar com vocês”.

A segunda reunião ainda não foi marcada, mas os oficiais pretendem realizar encontros constantes para incentivar a difusão do trabalho destes oficiais.

Fonte: Site Familia Azul

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Published in: on julho 9, 2013 at 7:27 pm  Deixe um comentário  

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