Livro DOPAZ – Comentário de leitor policial

“Senhores, acabei de ler o livro DOPAZ, de Tahiane Stochero. Leitura fácil, bem dividida, vibrante e atual. Me surpreendi com a abordagem das ações dos militares especializados, já que este tipo de ação é tradicionalmente encoberta por um pano preto…isso enaltece nossos bravos guerreiros, coisa difícil em nosso Brasil, que prefere elevar ações de militares e policiais estrangeiros em detrimento dos nossos.

As vezes, a autora se perde, mostrando ações violentas e ilegais praticadas pelos comandos, mas ações legítimas dentro de um objetivo maior…difícil para um policial da área de operações especiais expressar o que é bom e o que é legal. Enfim, um livro que enaltece brasileiros. Muito bom !

Pena o Sr. Caco Barcelos ter um espaço na contra-capa e deliberadamente atacar policiais, comparando-os aos militares que estão combatendo “inimigos” a milhares de kms de distância, sem uma supervisão mais intensa, sem um sistema judiciário capaz…enfim, no Haiti. Estes mesmos que falam mal de policiais, ganham a vida com isso e quando, e confortavelmente, “metem o malho” nos militares também, hoje em dia falando às vezes de ações que sequer presenciaram, ou seja, o negócio e ser contra e achincalhar o nosso País.

Seria legal um profissional destes estudar um pouco mais sobre o que fala. Enfim, a bronca e livre!

Rasgando a contra-capa, o que sobra é qualidade….recomendo !
 
Major Silva. Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro, Operações Especiais, com o máximo de orgulho!”

PREFÁCIO DO CACO BARCELOS:

“Como a tropa de elite do exército brasileiro pacificou a favela mais violenta do Haiti. Inevitável a comparação.Uma das qualidades deste livro é a de revelar um lado avesso das controvertidas tropas de elite do Brasil. Nesta primeira década do século XXI, essas unidades de combate se tornaram populares e temidas, por expor nas ruas bandos de policiais militares mascarados, com o poder de matar.Aqui na obra de Tahiane Stochero a tropa de elite é outra.Os personagens não são soldados da Polícia Militar. São os homens do destacamento de operações de paz, o DOPaz, a ainda pouco conhecida tropa de elite do Exército. As semelhanças ficam restritas ao nome. A elite da PM transforma a missão de patrulhamento urbano nas grandes cidades brasileiras em um ato de guerra contra os mais pobres. A elite do Exército atua em uma zona de guerra e de pobreza, neste caso o Haiti, para estabelecer a paz entre os combatentes. “

NOTA DO BLOG: Os comentários aqui são de responsabilidade do autor.  Ainda não li, mas em breve postarei meus comentários.

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Published in: on outubro 17, 2010 at 11:44 pm  Comments (16)  

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16 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Olá, major Silva! obrigada pelos elogios e pelas críticas. Abraços. Comandos!

  2. Muito bom esse livro. Parabéns a ecritora, que consegue retratar a vida dura desses militares. Como parente de um deles, sei o quanto foi sofrido viver uma guerra injusta e ao mesmo tempo solidária. O major Silva tem td razão.

  3. Concordo com o Major Silva, e quero aqui fazer um comentário que ao que tudo indica, me parece que no trabalho das UPPs no Rio de Janeiro, inicialmente com a pacificação feita pelo BOPE derrotando o crime organizado nas favelas e posteriormente a ocupação permanente pela PM, É MUITO PARECIDO com o que as tropas brasileiras fizeram em PORT SOLEIL, ou seja, inicialmente os destacamentos de Forças especias, Ações de comandos e Fuzileiros combatem as gangues organizadas e posteriormente as tropas ocupam os lugares libertados pelo destacamento de elite e conquistam a simpatia da população com “ACISOS”, tal qual a PM vem atualmente fazendo com as UPPs.

  4. Bom tarde, Tahiane. acabei de ler o seu livro (Dopaz), achei interessante além de alguns personagens terem sido meus amigos de curso das forças especiais. Hoje criamos uma Associação, denominada Associação dos Comandos e Operações Especiais do Brasil (ACOEB), gostaria de convidá-la para conhecer a nossa casa. Espero contato caso seja de seu interesse. Comandos Waldecir

  5. Ola todos os comandos!!!

  6. Não gostei do livro principalmente por que estive lá e junto com a tropa que a autora se refere. Muitos dos fatos não correspondem a perfeita realidade dos fatos e procura-se valorizar demasiadamente os acontecimentos , inclusive subestimando a ação de outros militares, sem os quais o DOPaz nao teria êxito algum. Cito pois a PE, o Pelotão de Engenharia,entre outros.

  7. Ainda não tive o prazer de ler este livro, mas em breve quero compra-lo, pois como reservista que sou do Exercito BRASILEIRO e muito interesado po esse tipo de assunto fico feliz em saber que temos gente nesse país como a autora se dedicando mais em mostrar o trabalho de nossas forças de operações especiais. PARABÉNS Tahiane.

  8. Ainda não li o livro, mas trabalhei e conheço bem alguns dos personagens deste livro. sou PRESIDENTE DA ACOEB, ASSOCIAÇÃO DOS COMANDOS E OPERAÇÕES ESPECIAIS DO BRASIL. Venha nos fazer uma visita. COMANDOS ROCHA.

    • Caro Presidente,

      Não sei ao certo a quem foi endereçado o convite. De toda forma, o espaço do blog está a disposição da ACOEB para publicações diversas.
      Entre em contato!
      Grande abraço,
      Sérgio Carrera
      Cap. PMDF

  9. Faço minhas as palavras do Major Silva; “Rasgando a contra-capa, o que sobra é qualidade….recomendo!”.
    É de fato um bom livro, aborda um assunto de grande importancia mundial, mas que é omitido por nossa imprensa. Além de fugir à triste “regra” de agredir as Forças Armadas e/ou a Polícia Militar. A autora escreve com conhecimento de causa e consegue transmitir ao leitor o quão impressionante é a missão desempenhada pelos militares brasileiros no Haiti.

  10. Prezada Tahiane,

    Seu livro foi recomendado a mim e a outros amigos militares pelo dileto amigo Cel PM Mário Sérgio, Comandante Geral da PMERJ. Li parte do exemplar que você o presenteou e achei muito interessante todo o contexto. Ainda não consegui encontrá-lo nas livrarias que procurei, mas estou na busca dele.
    O Jornalista Caco Barcelos foi infeliz no seu prefácio. Ele não conhece a “realidade da tropa”, ele não conhece nada de Operações Especiais, ele não conhece nada do combate urbano, ele não conhece nada de nada sobre este assunto. Ele não teria coragem de vivenciar e acompanhar NO FRONT alguns minutos da intensa guerra travada pelos nossos valorosos PM’s contra o submundo do crime. Ele precisa saber que BANDIDO É BANDIDO E PONTO.
    Falta a alguns “críticos” o devido respeito, consideração e reconhecimento pelo trabalho e anos de vida dedicados por cada militar à causa da Segurança Pública (dos cidadãos)onde nos incluímos.
    Parabéns pelo livro e espero que seja o primeiro de
    muitos na mesma linha editorial.
    Siga em frente.
    Força e Paz!
    Cel PM Roberto
    Ex-Cmt Geral da PMRO

  11. O comentário do major é correto, entretanto, como a autora do livro sabe, o cenário em Pour-a-Prince é muito diferente do Rio de Janeiro. No que diz respeito às ações diretas os ambientes são análogos, mas na conjuntura total do local, o trabalho de inteligência, operações psicológicas e outras atividades são atividades em um ambiente irregular de uma outra naçõa com personagens mais complexos. Todo este trabalho é realizado por apenas alguns homens, que são poucos, homens do Exército Brasileiro, pertencentes às Forças Especiais, célula matre de todas as tropas especiais do Brasil e comprovadamente entre as melhores do mundo. Minha intenção não é ferir sucetibilidades, nem vaidades, mas as pessoas devem saber quem são os verdadeiros personagens da história, utilizar termos genéricos como militares, policiais não revela os verdadeiros heróis desta história. Muito se tem deturpado o termo operações especiais.Vestir uma roupa preta e utilizar armamento diferenciado não caracteriza uma tropa de operações especiais. Me assusto com o que vejo no Brasil hoje, a projeção de filmes e livros sobre o assunto deve ser abordado com cautela e muito cuidado. Conheço a autora do livro DOPAZ e digo que o livro teve esse cuidado, parabéns.

  12. Eu terminei de ler o livro ontem, li em um dia, enquanto estava internado, rsrs. Bom, eu gostei muito do livro, espero que muitos brasileiros leiam o livro, e vejam que nossa força terrestre não é tão fraca como muitos pensam. Nós temos o melhor exército em questão de material humano do mundo. Os poderosos marines não pacificaram NADA. Pelo contrário, fizeram o que sabem fazer melhor. Enfim… O livro é instigante. Alguns irão torcer o nariz para as partes em que a autora destaca a história e problemas daquele país, ao invés de narrar as missões, mas acredito que dessa maneira o livro cumpriu o seu papel informativo também. Para os fanáticos por operações militares o livro irá deixar um pouco a desejar na questão de conhecimento técnico por parte da autora, mas para quem entende o real objetivo do livro, estará satisfeito com o texto, como eu fiquei. Algumas partes são muito emocionantes… Imaginar um povo sofrido podendo sorrir novamente, e saber que nossos homens contribuíram é sem palavras, me emocionei ao ler sobre as crianças ostentando bandeiras do Brasil, isso não tem preço! A “imposição de paz” citada no livro é totalmente justificável, ninguém sem o mínimo de conhecimento sobre o assunto pode opinar falando sobre violência gratuita, opressão e abuso. A autora está de parabéns… Deu pra perceber que você, Tahiane, foi atrás, sem preconceito, conheceu, entendeu, e hoje até parece vibrar como um militar. Muito obrigado por compartilhar um pouco da história conosco, as ações da Força Jauru deveriam virar filme! Grande abraço, BRASIL!

  13. P.S.: sobre o comentário do Sr.Caco Barcellos na contra-capa, lamentável. Dá vontade de colar um adesivo em cima pra não estragar o livro. Este sujeito é muito infeliz em suas declarações. Me admira um homem “tão estudado”, generalizar uma corporação, talvez uma instituição toda graças ao mau caratismo de alguns, ou até vários, mas não todos com certeza. Caráter independe de profissão.

    Enquanto o Sr. estiver indo de carro blindado até na padaria que fica na esquina, e trabalhando nesta empresa de conteúdo e valores embaraçosos, por favor não opine sobre uma realidade a qual não é a sua. Esse papel de “defensor das minorias” é vergonhoso!

    Por que não faz um Profissão Repórter mostrando os policiais honestos, pais de família, que levam pedradas e tiros de vagabundo por 1600 reais por mês?

    O Sr. é lamentável.

  14. Senhores, aqui quem fala é uns dos personagens do livro DOPAZ e um dos que colaborou com a obra da Tahiane. Por motivos óbvios solicitei a autora que não divulgasse os verdadeiros nomes dos personagens, a fim de preservá-los em suas carreiras profissionais e em suas vidas pessoais.
    Toda vez que leio a obra sinto orgulho dos feitos ali eternizados e, tanto eu como todos os outros participantes do DOPAZ 6º contingente, temos a convicção que não teríamos feito nada sem a ajuda e a confiança do nosso contingente.
    O combatente Especial se caracteriza antes de tudo por sua humildade e venho por meio deste espaço exaltar o trabalho de todos que lá estiveram e puderam colaborar com as conquistas do Brasil. Esqueçamos os comentários de leigos sobre o assunto e que nada somam ao conteúdo da história.
    Abç a todos! Comandos! Força! Brasil!

  15. estive no Haiti em 2010 também e pude ver como toda a tropa funciona em sincronismo. Uns necessitam dos outros, cada um faz sua parte e o conjunto todo segue girando. Uma pena essa senhorita aí enaltecer o trabalho de apenas alguns homens, que são bons, tão bons quanto os fuzileiros da Companhia destacada de Cité Soleil, ou os da Companhia de Polícia do Exército, ou dos homens da Companhia de Engenharia, ou ainda do Esquadrão de Cavalaria com seus blindados…ou tantos outros anonimos…. muitos desses se envolveram em conflitos várias vezes, trocaram tiros com bandidos, fizeram até parto na rua, mas infelizmente não foram dignos de menção em uma página sequer do livro. Tropa de Elite é o Exército Brasileiro no todo… são os integrantes dos quartéis de madeira da fronteira, dos Batalhões pobres nos rincões de norte a sul, cujos homens se desdobram para pagar até conta de luz. É a ponta da linha que trabalha e muito, para manter a roda girando. Os Forças Especiais são bons no que fazem, assim como os outros também são, dentro de cada esfera de atribuição. Procure se informar melhor Sra Tatiane, conheça mais do Exército, não fique atada apenas a uma pequena parte.


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