É tempo de assegurar o êxito e a viabilidade das missões da ONU

Friday, 23 January 2009

Sem que se anteveja o fim do aumento em grande escala das operações de manutenção da paz, chegou o momento de assegurar que as missões em curso sejam bem sucedidas e plenamente apoiadas e, simultaneamente, de resolver problemas sistémicos tendo em vista o futuro, disse hoje o Secretário-Geral Adjunto para as Operações de Manutenção da Paz, Alain Le Roy.
“2009 tem de ser um ano de ideias e, ao mesmo tempo, um ano de êxito operacional”, disse Alain Le Roy ao Conselho de Segurança esta manhã, ao iniciar-se um debate sobre este tópico. “Tem de ser um ano de cooperação e de resolução de problemas”, acrescentou.
Por um lado, disse, há que resolver os enormes desafios que existem neste momento – tais como os da região de Darfur, no Sudão, e da República Democrática do Congo (RDC) ¬– e colmatar as actuais lacunas em termos de tropas e material, através de soluções a curto prazo e da mobilização de novos países susceptíveis de contribuir com tropas.
Além disso, acrescentou, é necessário encontrar formas inovadoras de conseguir o tipo de apoio que só os Estados-Membros podem prestar, e que, recentemente, permitiu uma mobilização acelerada em Darfur, por exemplo.
É necessário preparar planos de emergência para fazer face à eclosão de novas crises, disse Alain Le Roy, e no caso de operações em que o processo de paz atingiu a estabilidade – como o Haiti, a Libéria e o Afeganistão – são necessários recursos fundamentais para servir de esteio às actividades de manutenção da paz.
Ao mesmo tempo que se procura superar estes desafios, há que revitalizar a cooperação mundial de modo a garantir o êxito das operações de manutenção da paz, disse Alain Le Roy, que em Agosto passado substituiu o francês Jean-Marie Guéhenno, que detinha o cargo de Secretário-Geral Adjunto para as Operações de Manutenção da Paz desde 2000.
“Temos de reforçar e, em alguns casos, reparar a parceria mundial que é necessária para um sistema de operações de manutenção da paz das Nações Unidas que seja saudável e que funcione bem. Estas operações só são eficazes se todos os actores partilharem da mesma visão sobre aquilo que este instrumento pode e não pode alcançar”, disse Alain Le Roy.
Neste contexto recordou que, na última década, se deram modificações profundas nas operações de manutenção da paz das Nações Unidas, após a publicação de relatórios descrevendo o fracasso em travar o derramamento de sangue em Srebrenica e no Ruanda e sobre o colapso da operação de manutenção da paz na Somália.
A partir de 2000, acrescentou, a intensificação das operações de manutenção da paz traduziu-se num aumento de menos de 14 000 efectivos militares para quase 40 000 no mesmo ano. Esta intensificação não abrandou, pois o número de operações é maior do que nunca, os seus mandatos são mais robustos e há 112 000 efectivos no terreno.
Paralelamente a esta evolução, na última década assistiu-se ao aparecimento de novas abordagens em relação às actividades de manutenção da paz das Nações Unidas, que trouxeram muitos melhoramentos e esclareceram as ideias sobre formas de gerar e conduzir operações de manutenção da paz modernas.
Agora, porém, com 18 operações a decorrer no terreno, uma mobilização insuficiente em Darfur e na RDC, novos mandatos para as operações no Chade e na Somália e maiores expectativas em geral, Alain Le Roy afirmou que há que introduzir imediatamente às modificações que continuam a ser necessárias.
“Espero sinceramente que, desta vez, não seja necessária uma nova geração de relatórios cheios de lições lamentáveis, tais como os que se seguiram às tragédias no Ruanda e em Srebrenica, para superarmos os desafios que enfrentamos”, acrescentou.
A Secretária-Geral Adjunta para o Apoio às Missões, Susana Malcorra, também prestou informação ao Conselho hoje, tendo confirmado as “grandes tensões” a que as operações de paz estão sujeitas em termos de apoio.Susana Malcorra disse que se está a formular uma estratégia de apoio que explorará questões como uma maior delegação de poderes a gestores no terreno, a utilização de pólos regionais de apoio, uma abordagem mais inteligente em relação à tecnologia e o fornecimento de bens e serviços provenientes de fontes diversificadas.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias das Nações Unidas em 23/01/2009)

Fonte: http://aptonu.motime.com/post/738960/Alain+Le+Roy%3A+%C3%89+tempo+de+assegurar+o+%C3%AAxito+e+a+viabilidade+das+miss%C3%B5es+da+ONU

Associação das Nações Unidas – Portugal: http://aptonu.motime.com/

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Published in: on dezembro 30, 2009 at 8:55 pm  Deixe um comentário  

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