04 oficiais da PMDF são pré-selecionados pela ONU para comporem funções de staff na Missão de Paz da Guiné-Bissau

De todos os oficiais PM selecionados para assumir pela primeira vez funções de chefia (de staff) em uma Missão da ONU, no caso específico da Guiné-Bissau, com início previsto para 01 de janeiro de 2010, 04 oficiais da PMDF foram pré-selecionados, estão no short-list, já foram entrevistados e, com exceção de um deles (que solicitou prorrogação de um mês, devido a problemas particulares), os outros 03 já estão praticamente certos para assunção das funções em janeiro 2010. São 02 Majores, um 1 TEN e um 2 TEN da PMDF. Os dois majores são veteranos e tem experiência real em áreas de Missão. Os dois tenentes farão seus debut em Operações de Paz.

A Comando-Geral da PMDF indicou cerca de 17 oficiais para concorrerem as funções na Missão da Guiné-Bissau, visto que trata-se de uma das primeiras oportunidades de disputa legal por cargos previamente definidos, algo até então inexistente. Todos os oficiais indicados tinham experiência em Operações de Paz, e os novatos estavam habilitados no processo seletivo do Exército.

Considerando o novo tipo de Missão, com disputa por cargos de chefia, missão política e a possibilidade de participar das equipes iniciais de estruturação da Missão (com mandatos previstos de 2 anos), a falta de habilitação pegou a maioria dos oficiais de surpresa, visto que poucos deles, por já terem participado de pelo menos uma Missão, tinham interesse em concorrer a vagas de UNPOL “ordinário” (aquelas onde o PM vai as cegas e assume funções que a Seção de Pessoal julgar conveniente). Visto a importância dos cargos e alinhamento com a polítca externa brasileira em Operações de Paz, uma vez que, inclusive, havia a possibilidade de assunção comando do componente policial da Missão (Senior Police Advisor), com 03 coronés da PMDF com reais condições em assumi-las. O entendimento do Exército Brasileiro foi o de cortar quase todos os oficiais indicados pelo Comando da PMDF por não estarem habilitados nos processos seletivos realizados a cabo pela Força.

De fato, as regras existem e são para ser cumpridas. Entretanto, este é um caso especial e o Brasil deveria envidar os esforços necessários para  tentar conquistar a maior quantidade possível de vagas no certame internacional, pois as indicações implicariam em disputas dos nossos policiais militares com policiais de vários países. Infelizmente, não houve este entendimento. Este caso deveria, e deve,  servir de exemplo para situações próximas, onde o interesse da política externa brasileira deve prevalecer em detrimento a normas internas, visto que um processo seletivo ad hoc  poderia ter sido realizado com vistas aos ganhos futuros para o Estado.

Além de um possível processo seletivo extraordinário, os requisitos estabelecidos nos Job Descriptions UNPOL Handbook deveriam e devem ser observados pelas autoridades gestoras da seleção dos policiais militares brasileiros, pois a simples habilitação no processo seletivo não necessariamente habilita o candidato a concorrer a certas funções específicas, como ” experiência em Missão, tempo de serviço e grau de instrução acadêmica”.

Tendo em vista o curto espaço de tempo até o início da Missão, espera-se celeridade na tramitação dos documentos para os fins burocráticos e legais necessários.

As informações ainda carecem de confirmação, mas tudo leva a crer que estão bem encaminhadas.

Sérgio Carrera

Para maiores informações sobre a Giné-Bissau, acessar:

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Guin%C3%A9-Bissau

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Published in: on novembro 25, 2009 at 1:34 am  Comments (1)  

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  1. CARRERA CONCORDO COM VC, O EXÉRCITO ENTRANHADO EM SUAS REGRAS E REGULAMENTOS NÃO CONSEGUE PERCEBER O QUANTO SERIA IMPORTANTE PARA AS POLÍCIAS MILITARES DO BRASIL UM MAIOR NÚMERO DE PARTICIPANTES, E SE UM MAIOR NÚMERO NA TIVESSE HABILITADO, QUE SE FOSSE FEITO UMA PROVA DE AVALIAÇÃO, POIS AQUI EM BRASÍLIA ISSO SERIA POSSÍVEL, NECESSITANDO O REMANEJAMENTO DE UMA ESTRUTURA NÃO MUITO COMPLEXA.


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