Curso preparatório para processo seletivo de Missão de Paz da ONU (policiais)

Um grupo de especialistas em recursos humanos (seleção e recrutamento) com experiência internacional no âmbito das Nações Unidas estará realizando curso preparatório para policias brasileiros que desejam conhecimentos suficientes para aprovação em processo seletivo para Missões de Paz da ONU, desde as avaliações no Brasil, até preenchimento de documentação/CV e preparação para entrevista oral (telefone), em sendo indicado pelo Brasil.

O curso, todo ele em idioma inglês, não visa ensinar os alunos a língua inglesa, mas promoverá modelos de testes semelhantes aos encontrados em área de missão. Ou seja, o curso é para quem tem bom nível de fluência (cabe ao candidato essa percepção).

O período e demais informações serão definidos em havendo demanda suficiente dos candidatos para formar turma (curso de aprox.. 10 dias).

Interessados enviar e-mail para missoesdepaz@gmail.com

Local: Brasília-DF.

Quando: A definir.

Valor: A definir.

Idioma: inglês (nível intermediário/avançado – fluência oral e escrita)

 

pm-estudando

 

Published in: on setembro 2, 2014 at 7:58 pm  Deixe um comentário  

Encontro Temático sobre Comando Policial para Missões da ONU

O Secretariado da ONU encaminhou, em 19/08/2014, convite para os Estados-membros participar do “Encontro Temático sobre Comando Policial”, solicitando um policial “senior“. Tema: “Orientação Estratégica para Polícia Internacional em Operações de Manutenção da Paz”.

O evento será realizado na cidade de Pretória entre 21 e 23 de outubro de 2014, tendo como objetivo permitir a discussão e o compartilhamento de boas práticas sobre Comando Policial em Missões de Paz. 

A ONU solicita um representante policial com experiência de alto comando, com fluência em inglês ou francês.

Deadline para indicação: 12 de setembro de 2014.

 

Cabe aqui algumas considerações:

  1. O Brasil tem policiais com experiência de gestão de alto comando? Sim.
  2. O Brasil tem policiais que exerceram funções importantes em Missões de Paz? Sim.
  3. O Brasil tem policiais que atendam aos requisitos? Sim.
  4. O Brasil tem um roaster de policiais com experiência em Missões? Sim. Na IGPM/COTER/EB.
  5. O Brasil tem uma agenda para participação de policiais em Missões? Não.
  6. Qual órgão brasileiro possui policiais veteranos que atuem com o tema, assessorando o MRE, DelBrasONU e MD em assuntos policiais no campo internacional? NENHUM.
  7. O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – CCOPAB é um órgão prioritariamente militar, onde o comando é sempre a cargo de um coronel do Exército, tendo as funções de Subcomando e terceiro na hierarquia do Centro, um revezamento de oficiais da Marinha e Aeronáutica. Não existe nenhum policial no nível de comando do CCOPAB. Se o Centro é Conjunto poderia talvez considerar englobar uma equipe de policiais experientes e um para compor o alto comando do Centro. Ademais, porque não um diplomata de carreira no comando do Centro Conjunto (Alto Comando do Centro sendo representado pelo MRE, 3 Forças e PM). Salvo engano, existe apenas uma vaga de capitão PM no Centro.
  8. Quem arca com os todos os custos referentes a treinamento, pagamento de salários e etc. de policiais no Brasil e em missões? Salvo raríssimas exceções, cabe as Unidades Federativas. Custo do Governo Federal com policiais = 0. 
  9. Falta ao Brasil priorizar, de certa forma, a questão da participação policial brasileira em missões internacionais.
  10. Reiteradamente, o Brasil tem deixado de indicar policiais para cargos e eventos importantes no âmbito internacional, por justamente não ter qualquer tipo de agenda ou estrutura mínima para fazê-lo.
  11. Será tão complexo assim?
  12. Por exemplo, com base em que, e sob quais critérios, poderá o país indicar um policial para um evento dessa magnitude. Considerando o fato do Brasil não indicar policiais constantemente, como se pode notar em postagens aqui mesmo neste espaço, será que podemos ser positivamente surpreendidos nesta vez?

 

Published in: on agosto 20, 2014 at 10:15 pm  Deixe um comentário  

Vagas para policiais e militares brasileiros no DPKO

No último dia 15 de agosto de 2014, encerrou o prazo de envio de candidaturas de policiais e militares ofertadas pelo Secretariado da ONU (04/06/2014) para indicação para concorrerem a vagas no Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO) e no Departamento de Apoio ao Terreno (DFS).

 DOS CARGOS:

- Chief of Service, Current Military Operations Service,P-5(DPKO/SEC1401/P-5/01);

- Senior Military Liaison Officer, P-5(DPKO/SEC1401/P-5/02); 

- Military Liaison Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/03); 

 – Peacekeeping Affairs Officer/2 postos, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/06); 

- Military Planning Officer-FGS, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/05); 

- Military Planning Officer-FGS, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/07); 

- Assessment Officer,P-4 (DPKO/SEC1401/P-4/04);

- Military Planning Officer-FGS, P-3(DPKO/SEC1401/P-3/12); 

- Assessment Officer,P-3(DPKO/SEC1401/P-3/11); 

- Corrections Policy Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/08); 

- Police Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/09); e 

- Police Officer, P-3(DPKO/SEC1401/P-3/10. 

 

Os selecionados serão contratados sob regime de “secondment-contracted”, para um período inicial de dois anos.

A indicação significa que os policiais e militares concorrerão com policiais de outros países (desconsiderando aqui as gestões político-diplomática) para serem efetivados e escolhidos para os cargos.

Os militares das Forças Armadas brasileiras dispõe de lei federal que permite os seus membros a serem contratados como secondment, não havendo essa previsão legal para os policiais militares estaduais, sendo um dos principais motivos pelos quais o Brasil até hoje nunca teve um policial em funções de HQ na ONU.

Uma breve mudança na legislação seria o suficiente que o país pudesse ao menos ter um mínimo de representatividade policial nas Sedes da ONU.

Considerações: 1. Falta de legislação que abranja os policiais militares para funções de secondment; 2. Não fazer, o policial, parte da agenda de paz e segurança internacional, como política externa; 3. Percentual definido de militares para ocupar cargos em Organizações Internacionais refere-se apenas aos militares das Forças Armadas. Os policiais militares são para a ONU “policiais”, para todos os fins; 4. Proposição encaminhada as instituições policiais militares sugerindo que os policiais gozem de LTIP (Licença para Tratar de Interesse Pessoal) é incoerente por inúmeros motivos: o policial para de contar tempo de serviço, deixa de ser promovido, perde todos os seus direitos enquanto gozo da Licença. Se o país indicará o nome do policial para cargo de secondment junto a ONU, não se trata de interesse pessoal, mas sim de interesse de Estado. Caberia aos órgãos federais, em havendo interesse, mudar a legislação.  

 

Published in: on agosto 20, 2014 at 9:00 pm  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar candidato para o cargo de “Police Commissioner”

Em 03 de setembro de 2013, o Ministério da Defesa informou ao Ministério das Relações Exteriores que “não será indicado candidato para concorrer à vaga de “Police Commissioner” na Operação das Nações Unidas em Côte d’Ivoire (UNOCI), 
Published in: on agosto 19, 2014 at 3:59 am  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para cargos de liderança na ONU

O Ministério da Defesa informou ao MRE não indicará candidatos para integrar o rol de policiais disponíveis para assumir cargos de liderança em operações de manutenção da paz (“Senior Police Leadership Roster”), …”
 
Em 19 de fevereiro de 2014. 
Published in: on agosto 19, 2014 at 3:49 am  Deixe um comentário  

O Brasil dará uma chance à paz na agenda pós-2015?

Por: Robert Muggah e Eduarda Hamann

Os diplomatas brasileiros costumam reiterar aos colegas estrangeiros que seu país não se envolve em conflitos com os vizinhos há cerca de 150 anos. Foi, aliás, com alguma relutância que os brasileiros se envolveram na Segunda Guerra Mundial em 1944. Eles têm justificativas para o orgulho de seu compromisso com a paz: trata-se, sem dúvida, de um legado a ser preservado. No entanto, hoje há indícios de que talvez esteja ficando para trás o período de promoção da paz, segurança, justiça e governança por parte do Brasil. Durante as negociações sobre os novos Objetivos de Desenvolvimento sustentável (ODS), em Nova Iorque, no começo de fevereiro, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil parecia retirar da mesa todas essas ideias.

Na abertura da reunião do grupo de trabalho da ONU sobre a Agenda de Desenvolvimento pós-2015, entre 3 e 7 de fevereiro, o embaixador Patriota trilhou um caminho bastante familiar. Em seu discurso, deixou claro que o Brasil acredita que “a estabilidade e a paz são essenciais para o desenvolvimento”. O ex-chanceler também afirmou que a paz efetivamente sustentável só pode ser alcançada se governos e organizações da sociedade civil, juntos, lidarem com as causas mais profundas dos conflitos. Não há nada de novo nesta posição. O embaixador simplesmente ratificou o argumento que ele e seus colegas brasileiros defenderam dezenas de vezes nos últimos anos acerca da interdependência entre segurança e desenvolvimento.

Como se pode esperar de um ex-chanceler, o preâmbulo de seu discurso resumiu as prioridades declaradas da política externa brasileira. Sua atenção à consolidação da paz em contextos instáveis vai ao encontro das atividades do Brasil em operações de manutenção da paz em lugares como o Haiti e o Líbano. Também destacou a importância que o Brasil dá à prevenção de conflitos e o desejo do país de reformar e fortalecer as instituições multilaterais, não somente o Conselho de Segurança da ONU, mas também a Comissão de Consolidação da Paz, ambos envolvidos em questões de guerra e paz. Apesar das boas intenções iniciais, a última parte do discurso do Embaixador não apresentava evidências e alguns trechos podem ser interpretados como anacrônicos e descolados da realidade.

O Brasil tem defendido uma definição restrita e conservadora de “desenvolvimento”. Criada durante a conferência Rio+20, em 2012, este conceito de “desenvolvimento” se limita exclusivamente às dimensões sociais, econômicas e ambientais. Questões de paz e segurança, justiça e governança, não estão presentes. E é exatamente a falta de segurança e a prevalência da impunidade e da corrupção que atravancam o desenvolvimento de países que são parceiros-chave para o Brasil, como o Haiti, Guiné Bissau e Timor Leste. Então por que o Brasil exclui essas questões de sua definição de desenvolvimento? Os diplomatas parecem temer que isso os leve para longe do que consideram o núcleo duro das prioridades do desenvolvimento. Também receiam a “securitização” do desenvolvimento, um argumento usado para criticas os programas “ocidentais” de cooperação para o desenvolvimento. De toda forma, cabe ressaltar que este tipo de tratamento do desenvolvimento por parte do Brasil pode não apenas resultar em investimentos perdidos como também pode, principalmente, causar danos não intencionais.

O Brasil parece recorrer a um rationale ideológico – e não baseado em evidências – sobre a paz e as prioridades dos ODS. Há muitas pesquisas científicas que demonstram as várias maneiras pelas quais a insegurança, a injustiça e a má governança perpetuam o subdesenvolvimento. O World Development Report de 2011, do Banco Mundial, foi baseado em extensa pesquisa sobre essas relações: “um país que passou por crises de violência entre 1981 e 2005 tem uma taxa de pobreza 21% maior que a de um país que não viu violência”¹. O relatório também considera que um grupo de cerca de 50 países estão ficando para trás em termos de desenvolvimento e pondera que um apoio concentrado em segurança, justiça e empregos poderia reverter essas trajetórias. A boa notícia é que há excelentes exemplos, inclusive no Brasil, de como a prevenção da violência, a promoção da justiça e da boa governança podem promover desenvolvimento.

O Embaixador também enfatizou uma falsa dicotomia entre “conflito” e “violência”. Os conflitos, segundo ele, seriam questões predominantemente internacionais e, assim, deveriam ser tratados por mecanismos multilaterais, a exemplo do Conselho de Segurança. A violência, por sua vez, seria assunto “doméstico” e, como tal, estaria exclusivamente sujeita à jurisdição nacional. Este tipo de argumento é contrário a praticamente todas as pesquisas sérias sobre conflito e violência realizadas na última década. A imensa maioria dos conflitos armados contemporâneos é “interna” mas sofrem influência de fatores globais cada vez mais complexos. Da mesma forma, a violência interpessoal e coletiva, incluindo a que ocorre no Brasil, é influenciada por vetores locais e internacionais, como o tráfico de drogas, o comércio de armas e choque de preços. É verdade que a abordagem que visa prevenir o conflito e a violência pode vir a justificar agendas intervencionistas e, portanto, contrárias à orientação da política externa brasileira. Todavia, ignorar a importância destes temas pode ser tão irresponsável quanto a intervenção em si.

O Brasil tem um grande papel a desempenhar na nova ordem mundial e pode influenciar a futura trajetória do desenvolvimento nos próximos 15 anos. Seu enorme potencial ficará subexplorado se o país continuar a olhar para trás ou se mantiver uma timidez negligente. Existe hoje uma grande oportunidade para o Brasil contribuir para a definição das regras do jogo, ao invés de continuar jogando a partir de regras definidas por outros. O país tem credibilidade e legitimidade, além de clara experiência no apoio a sociedades pacíficas e não-violentas. Por esta razão, só não exercerá grande influência se ignorar o extenso corpo de evidências sobre o nexo entre segurança e desenvolvimento e caso se mantenha restrito a interpretações conservadoras do conceito de desenvolvimento. O Brasil tem lições e boas práticas para compartilhar e muitos países mal podem esperar para ouvir e aprender.

¹ Livre tradução de: “a country that experienced major violence over the period from 1981 to 2005 has a poverty rate 21 percentage points higher than a country that saw no violence”.

Fonte: Brasil Post Mundo.

Published in: on junho 4, 2014 at 3:03 pm  Deixe um comentário  

Prováveis mudanças na MINUSTAH

Novos acertos nas Nações Unidas indicam mudanças consideráveis na MINUSTAH. A missão terá até 2016, período que abarca o Plano de Desenvolvimento da PNH (Polícia Nacional do Haiti), foco principal de fortalecimento da única instituição pública armada em um país que não possui Forças Armadas (não vou mencionar os 5-10 militares criados por questões de imposição política).

A gradual e constante redução do componente militar e a permanência do efetivo previsto no componente policial (até 2016) deverão sofrer certo impacto no ano de 2016, quando um novo Plano para a PNH deverá ser lançado, se o Estado haitiano ainda continuar com interesse, e a Missão passará a ter um viés mais voltado para o peacebuilding e fortalecimentos institucionais, devendo inclusive extinguir o nome MINUSTAH para um outro, provendo uma nova imagem à Missão da ONU e as mazelas enfrentadas pela missão, associadas negativamente por parte da população local (e internacional) – a citar terremotos e surto de cólera.

No nível UNPOL já se percebe um foco maior para a área de desenvolvimento e menor para a operacional, enquanto que na militar as reduções tem sido paulatinas, como citado.

Esperar para ver…

Sérgio Carrera

Published in: on junho 3, 2014 at 2:51 am  Comments (1)  

Vírus chikungunya se propaga de forma rápida pelo Caribe

Fonte: G1.

Vírus é transmitido por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
Opas estima 55 mil casos, entre suspeitos e confirmados, na região.

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Hospitais e clínicas por todo o Caribe estão recebendo milhares de pessoas com os mesmos sintomas: fortes dores de cabeça, febre alta e tanta dor nas articulações que elas mal conseguem andar ou usar as mãos. O quadro é provocado pelo vírus chikungunya, que está se espalhando rapidamente pelos mosquitos nas ilhas da região, segundo a agência Associated Press. O primeiro caso transmitido na região foi confirmado em dezembro.

“Você sente nos seus ossos, nos dedos e nas mãos. É como se tudo estivesse se despedaçando”, disse Sahira Francisco, de 34 anos, à agência Associated Press enquanto ela e sua filha esperavam atendimento em um hospital em San Cristobal, uma cidade no sul da República Dominicana onde muitos casos foram registrados nos últimos dias.

O nome chikungunya é derivado de uma palavra africana que pode ser traduzida como “contorcido de dor”. Apesar de o vírus raramente ser fatal, ele é extremamente debilitante. “É terrível, eu nunca tive em toda a minha vida uma doença desse tipo”, disse Maria Norde, uma mulher de 66 anos confinada a uma cama na sua casa na ilha de Dominica. “Todas as minhas articulações estão doendo.”

Surtos de infecções pelo vírus têm afetado a população da África e da Ásia há muito tempo. Mas ele é novo no Caribe, onde o primeiro caso foi registrado em dezembro, provavelmente trazido por um viajante. Autoridades de saúde locais estão trabalhando agora para educar a população sobre a doença, acabar com os mosquitos e lidar com os casos existentes.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirma que há na região mais de 55 mil casos, entre suspeitos e confirmados, desde dezembro. O vírus também atingiu a Guiana Francesa, onde ocorreu a primeira transmissão confirmada na América do Sul continental.
Segundo a Opas, sete pessoas com o chikungunya já morreram, mas elas podem ter tido outros problemas de saúde que contribuíram para esse desfecho.

“Os números estão aumentando como uma bola de neve por causa das constantes movimentações de pessoas”, disse Jacqueline Medina, especialista do Instituto Tecnológico, na República Dominicana, onde alguns hospitais reportaram mais de 100 novos casos por dia.
O vírus é transmitido por duas espécies de mosquito, o Aedes aegypti, que também transmite a dengue, e o Aedes albopictus. É comum que ele seja transmitido por viajantes. Ele pode se espalhar para uma nova área se alguém tem o vírus circulando em seu sistema em um período que vai de 2 a 3 dias antes do início dos sintomas até 5 dias depois.

Durante anos, houve relatos de casos esporádicos de viajantes diagnosticados com chikungunya, mas sem transmissão local. Em 2007, houve um surto no norte da Itália, então autoridades de saúde previram que era apenas uma questão de tempo até o vírus se espalhar para o ocidente, segundo o médico Roger Nasci, dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.
De 60% a 90% das pessoas infectadas apresentam sintomas. Em comparação, apenas 20% dos infectados por dengue têm sintomas. A boa notícia é que existe apenas um tipo de chikungunya, ao contrário da dengue, que tem quatro subtipos. Uma vez que a pessoa é infectada e pelo chikungunya e se recupera, ela se torna imune à doença.

No Brasil

Por enquanto, o Brasil só registrou casos importados de chikungunya, ou seja, pessoas que foram infectadas fora do país. Mas o surgimento de casos no Caribe e também na Guiana Francesa, que faz fronteira com o Amapá, deixou pesquisadores brasileiros em alerta. Para eles, o risco de transmissão da doença aqui é real.
Autoridades de saúde de Roraima e do Amapá estão atentas ao risco da chegada do vírus no país. No Amapá, uma visita de uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde está prevista para traçar medidas de prevenção do vírus.

Obs: Haiti faz parte desses países.

Published in: on junho 2, 2014 at 3:08 am  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para evento internacional e mulher policial para o cargo de Police Adviser Missão de Paz na África

Corroborando com notícia já publicada neste espaço e continuando com a falta de uma agenda política brasileira para o emprego de policiais militares em missões internacionais de paz, o que vem gerando, muito provavelmente, uma falta de coordenação entre o Ministério das Relações Exteriores (possível responsável pela falta ou não de uma política externa) e o Ministério da Defesa (Ministério encarregado por fazer a tramitação entre seleção e indicação de policiais militares brasileiros junto ao Itamaraty), segundo informações não-oficiais, o Ministério da Defesa reitera as mesmas ações e deixa de indicar policiais militares brasileiros para importantes eventos internacionais, como o Strategic Guidance Framework – SGF/Encontro de Capacitação policial do DPKO, tendo como motivo a “ausência de candidatos”. O evento, denominado “Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial” ocorrerá em Langfang/China, entre 29 de junho e primeiro de julho de 2014.

Mesmo tendo policiais militares femininas em seu banco de dados, como habilitadas (de acordo com os critérios estabelecidos pelo Exército), O MD também deixou de indicar solicitação de policial feminina brasileira para o cargo de “Police Adviser” na Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental – MINURSO. Neste caso, entende-se que havia interesse do MRE em contribuir com efetivo para a referida missão, mas possivelmente: 1) não existe voluntária (se foram consultadas); 2) não foram autorizadas por seus Estados. Se a negativa partiu unilateralmente sem consulta a policiais femininas vai totalmente em contradição à política de estímulo para maior participação da mulher policial em missões de paz, conforme Resolução 1325 e demais diretrizes da ONU, como a United Nations International Network of Female Police Peacekeepers (site)- .

Talvez falte um pouco mais de conhecimento sobre temas tão importantes, especialmente do que se refere à participação de policiais femininas no âmbito da ONU.

Pergunta: Qual a política interna brasileira de estímulo e incentivo para maior participação de policiais militares femininas em missões de paz?

Vários países mais desenvolvidos e estruturados no que se refere a emprego de policiais em missões de paz possuem políticas específicas para atender essa demanda das Nações Unidas.

E não precisamos ir tão longe, basta cruzarmos a fronteira e aprender como que o Centro POLICIAL de Operações de Paz da Polícia Argentina (Gendarmeria Nacional – polícia militar se comparada ao Brasil) segue firme no propósito de não apenas aumentar a quantidade de policiais femininas, mas de atingir o patamar proposto pela ONU de 20% do efetivo UNPOL. O trabalho da polícia argentina é digno de respeito por ser um dos mais profissionais e efetivos voltados a “polícia x missões de paz”, administrados, geridos e coordenados por policiais veteranos, nacionais e estrangeiros.

E o Brasil, como Estado-Membro da ONU, qual a sua posição?

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Foto: Capitão PMDF Virgínia Lima – Atendimento a vítimas de exploração e abuso sexual no Haiti. Site da ONU.

Algumas leituras:

Resolução 1325 – 1325portuguese.

Mulheres, Paz e Segurança – Site

“Em outubro de 2000, o Conselho de Segurança adotou por unanimidade uma resolução inovadora sobre mulheres, paz e segurança. A Resolução 1325 pedia aos Estados-Membros que aumentassem a representação das mulheres em todos os níveis de tomada de decisão para a prevenção, gestão e resolução de conflito. Ela pedia ao Secretário-Geral que nomeasse mais mulheres para os cargos de representantes especiais e enviados, e para expandir o papel e a contribuição das mulheres nas operações de paz da ONU.
O Conselho apelou a todos os atores envolvidos na negociação e implementação dos acordos de paz para adotarem uma perspectiva de gênero.Também instou todas as partes em conflitos armados para tomarem medidas especiais para protegerem mulheres e meninas contra a violência baseada no gênero e todas as outras formas de violência que ocorrem em situações de conflito armado. Estas recomendações foram mais desenvolvidas na Resolução 1820 (2008) e nas resoluções 1888 e 1889 (2009). Em outubro de 2010 o Conselho de Segurança comemorou o 10° aniversário da adoção da resolução 1325.”

Published in: on junho 2, 2014 at 2:26 am  Deixe um comentário  

Mulheres, paz e segurança : propostos indicadores para acompanhar aplicação de resolução 1325

Dez anos após a sua adoção, a aplicação da resolução 1325 (2000) do Conselho de Segurança sobre as mulheres, a paz e a segurança continua a ser lenta, no seu conjunto, e a avaliação dos progressos alcançados é limitada pela falta de dados de referência e de indicadores precisos, mensuráveis, adequados e a que estejam associados prazos, considera o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, num relatório publicado hoje.

“O pedido, formulado pelo Conselho de Segurança, de criação de um conjunto de indicadores que deveriam ser utilizados a nível mundial para acompanhar a aplicação da resolução 1325 (2000) chegou num momento oportuno”, acrescenta Ban Ki-moon no relatório.

A 5 de Outubro de 2009, o Conselho de Segurança adoptou a resolução 1889 (2009), na qual se declarava vivamente preocupado com os obstáculos persistentes à plena participação das mulheres na prevenção e resolução de conflitos bem cono na vida pública, após um conflito. Considerou que a marginalização das mulheres podia atrasar ou comprometer a instauração de uma paz e segurança duradouras e a reconciliação.

O Conselho pediu, assim, ao Secretário-Geral que lhe apresentasse, para apreciação, no prazo de seis meses, um conjunto de indicadores a serem utilizados a nível mundial para acompanhar a aplicação da resolução 1325 (2000).

Na sequência de consultas aprofundadas, o Secretário-Geral sugere que se peça aos organismos da ONU para colaborarem com as organizações competentes e as partes com conhecimentos técnicos no domínio da recolha e análise de dados, com vista a recolher os dados para os indicadores o mais rapidamente possível, a fim de os disponibilizar a todos os actores envolvidos, incluindo os Estados-membros.

O relatório sugere igualmente que se exija que as informações obtidas graças a estes indicadores sejam incorporadas nos relatórios de países apresentados pelo Secretário-Geral ao Conselho de Segurança, quando tal for possível.

Propõe ainda que, paralelamente aos esforços desenvolvidos pelas entidades da ONU, se convidem os Estados-membros a utilizarem os indicadores, a título experimental, para se certificarem de que correspondem aos contextos nacionais, e a definirem as boas práticas em matéria de recolha e análise de dados.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 23/04/2010)

fONTE: UNIC-RIO

Published in: on junho 2, 2014 at 2:06 am  Deixe um comentário  

Atualizacao de efetivo UNPOL na MINUSTAH/Haiti (10 de maio de 2014)

Na presente data, o Brasil conta com o maior efetivo de policiais militar ja empregados no Haiti, com um total de 18 policiais:

- 12 policiais da PMDF
– 02 policial da PMPE
– 01 policial da PMAL
– 01 policial da PMSP
– 01 policial da PMERJ
– 01 policial da PMCE

Dos 18 UNPOLs, apenas 02 sao mulheres e 03 estao em sua primeira missao.

Mais outros 02 brasileiros ja receberam seu Deployment Tracking (DT) com chegada prevista para o mes de maio e outros 02 estao com problemas para emissao do Travel Auhorization (TA) ha mais de 2 meses e ate o momento nada foi resolvido. Mesmo com o fim de missao de 03 oficiais em junho, existe possibilidade real de 22 policiais militares como UNPOLs no Haiti até a referida data.

O Brasil hoje representa 2,1% do efetivo de policiais na MINUSTAH.

Published in: on maio 10, 2014 at 4:03 pm  Deixe um comentário  

Genebra

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Published in: on maio 10, 2014 at 2:12 pm  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para funcoes estrategicas junto a ONU

Segundo informacoes nao-oficiais, a Pasta responsavel por indicar policiais militares para funcoes junto as Nacoes Unidas (ministerio da Defesa – MD) tem deixado de apresentar nomes de policiais brasileiros para vagas estrategicas junto a ONU (maioria delas de secondment – contratadas).

Em alguns casos, informa simplesmente que “deixa de indicar policiais a concorrer a vagas…”, como feito pela segunda vez recentemente, deixando o Brasil de indicar candidato policial para concorrer a vaga de “Deputy Police Commissioner for Operations” na MINUSTAH, cargo este considerado o numero 03 na hierarquia do componente policial (UNPOL) no Haiti.

Deixa tambem de indicar policiais brasileiros para vaga de “Strategic Adviser to the Directorate of Investigations” na UNMISS, no Sudão do Sul.

E outras vagas que chamam a atencao como o de deixar de apresentar nomes de policiais brasileiros para integrar o rol de policiais disponíveis para assumir cargos de liderança em operações de manutenção da paz (“Senior Police Leadership Roster”) – DPKO, para participar do Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial, em Oslo (19 – 21 março 2014), e deixando de indicar nomes de policiais para concorrer ao cargo de “Chief of the Standing Police Capacity” na Base Logística das Nações Unidas em Brindisi, Italia.

O que se tem apurado, sao informacoes de falta de policiais voluntarios para concorrerem ou assumirem vagas importantes em QG ou Missoes de Paz.

Como na comunidade de policiais veteranos de missoes de paz a comunicao é bem articulada, muito impressiona nao termos no Brasil policiais veteranos voluntarios a essas vagas ou que nenhum instituicao tenha autorizado que seus efetivos concorram aos certames internacionais.

Pelo que se pode interpretar ao ver o Brasil deixar de indicar nomes de policiais para cargos de primeiro escalao junto aos componente policiais de missoes de paz ou sede (como NY e Brindisi) seriam: 1) inexistencia de policiais voluntarios, 2) nao autorizacao dos estados federados; 3) ou ma-gestao de policiais brasileiros e 4) inexistencia de uma agenda e politica de envio/participacao de policiais brasileiros no contexto da paz e seguranca internacionais.

Alguem teria a resposta?

Se continuamente policiais tem sido enviados a integrar missoes de paz como UNPOL… fica dificil entender algumas posicoes… a pensar…..

duvida

Published in: on maio 9, 2014 at 8:11 pm  Comments (1)  

Retorno (lento) as atividades do Blog (maio 2014)

Apos 2 meses em manutencao, o Blog volta, mesmo que lentamente, as postagens e publicacoes de interesse.

Published in: on maio 9, 2014 at 7:43 pm  Deixe um comentário  

Visita oficial da SRSG/MINUSTAH ao Brasil.

A Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, Md. Sandra Honoré (SRSG) da MINUSTAH, realizará visita a países sul-americanos, inclusive o Brasil., no próiximo mês. Contará com a presença do Police Commissioner e Force Commander. Participação e maior envolvimento policial brasileiro está na pauta. Visitas com Ministros das Relações Estrangeiras, Defesa e Justiça…além da PR e parlamentares.

Published in: on março 10, 2014 at 11:57 pm  Deixe um comentário  

Vamos evoluir!

Qual a dificuldade do Brasil em participar de mais missões de paz? Um escritório com 2-3 veteranos resolve isso + Adido Policial na Missão Permanente junto a ONU em NY.

Burocratização em excesso no Brasil relativo ao tema.

Muitas medidas simples são viáveis, efetivas e práticas!

Basta vontade e interesse.

Vamos evoluir!

Published in: on março 10, 2014 at 11:54 pm  Deixe um comentário  

SAAT e Brasil

A cada dia que passa e com mais experiência, me pergunto qual a dificuldade do Brasil em ter SAAT… não existe!

É muito simples. Basta haver interesse!

Avancemos!

A Argentina vai para seu vigésimo SAAT. Uruguay há muitos anos. Chile e Colômbia também tem SAAT… ou seja, dos países sul-americanos que contribuem com policiais para missões de paz, apenas o Brasil não solicita SAAT à ONU.*

Sérgio Carrera
Selecionador ENG/FRA AMS SAAT da Police Division da ONU.

* Recentemente o Paraguai desdobrou seu segundo policial em missão de paz. Praticamente não tem experiência.

Published in: on março 10, 2014 at 11:38 pm  Comentários desativados  

O idioma francês e a Polícia da ONU – UNPOL

A falácia oficializada no Brasil de que a ONU não pede policiais fluentes em francês chega a beirar o absurdo. A tendência da maioria das missões tem o francês como idioma oficial da UNPOL. E essa é uma tendência, conforme palavras do Undersecretary-gereral for Peacekeeping Operations (Mr. Herde – diplomata francês) e do Police Advisor e Diretor da Police Division, o policial alemão Stephen Feller em reunião com Comandantes de Contingentes e Chefes de Unidade na MINUSTAH. Inclusive solicitado para transmitir informações aos países de origem e citando as missões na África. Selecionar policiais apenas em inglês é um contra-senso!

De forma alguma, devem deixar o inglês em segundo plano, por questões óbvias.

Tempo para reflexão e evolução sobre o tema.

Durante muitos anos o Brasil realizou seleção em francês (mesmo que não reconhecida pela ONU) e acredito que estamos no momento de voltarmos a fazê-la (Brasil).

bandeira da franca

Published in: on março 10, 2014 at 11:32 pm  Deixe um comentário  

Brasil sediará a 21ª Conferência da IAPTC em 2015.

O Brasil será o organizador e sediará a 21ª Conferência Anual da Associação Internacional dos Centros de Treinamento de Manutenção de Paz (IAPTC).

Mais informações ainda não disponíveis.

Site da IAPTC: http://www.iaptc.org/

Published in: on fevereiro 3, 2014 at 10:00 pm  Deixe um comentário  

Conferência da Associação Internacional dos Centros de Treinamento de Manutenção de Paz (IAPTC) – 2014

Entre os dias 23 e 26 de junho de 2014, em Jacarta/Indonésia, será realizada a 20ª Conferência da Associação Internacional dos Centros de Treinamento de Manutenção de Paz (IAPTC). Anualmente, o Brasil é representado por militares.

iaptc

Teremos algum policial brasileiro com experiência participando dos painéis e temas afetos a policiamento internacional (Polícia da ONU – UNPOL)?

Para mais, site do evento: http://www.pkc-indonesia.mil.id/events/iaptc

The Conference will provide a unique platform for those who work in the field of peacekeeping education, training and operations to come together and discuss relevant key issues. For effective and purposeful peacekeeping operations it is essential for all stakeholders to operate in partnership, sharing information and knowledge.

Published in: on fevereiro 3, 2014 at 9:54 pm  Deixe um comentário  

Vaga aberta na UNPOL MINUSTAH

Abertura de vagas: Special Assistant to the Police Commissioner na MINUSTAH (P/4).

Para mais, ver Inspira e Galaxy.

Published in: on fevereiro 3, 2014 at 8:40 pm  Deixe um comentário  

“United Nations Representative to the Geneva International Discussions” (UNRGID)

02 (duas) Vagas para Policiais veteranos na ONU foram encaminhadas aos estados-membros em dezembro/2013:

1 – Police Advisor.
2 – Crossings Management Expert.

Local: Genebra/Suica – “United Nations Representative to the Geneva International Discussions” (UNRGID).

Foco: Situação dos territórios georgianos da Abcásia e da Ossétia do Sul.

Regime: Contrato (“secondment”)

Período: um ano (inicial), com possibilidade de extensão.

Pre-requisitos: candidatos devem ser fluentes nos idiomas inglês e russo.

Deadline: 15 janeiro 2014.

Remarks: Desconhecimento se algum policial brasileiro foi indicado. Fluente em ingles e russo… dificil!

Published in: on fevereiro 3, 2014 at 8:35 pm  Deixe um comentário  

Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial

A ONU solicitou junto aos Estados-membros a indicacao de policial, fluente em inglês ou francês, para participar do “Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial”, em Oslo/Noruega (19 e 21 de março de 2014), o primeiro de quatro previstos para o “Strategic Guidance Framework“(SGF) sobre policiamento internacional.

Voluntários existem inúmeros.

Desejamos um feedback do policial veterano que o Governo brasileiro designou para participar.

Uma excelente oportunidade!

Published in: on fevereiro 3, 2014 at 8:31 pm  Deixe um comentário  

Feliz 2014

“Bom dia,

Escrevo o presente com o objetivo de agradecer a todos os profissionais (diplomatas, policiais, militares, academicos, autoridades politicas, etc.) que, de alguma maneira, estiveram presentes nos debates relativos ao tema missão de paz x UNPOL, no ano de 2013.

Acredito que foi um ano importante para a quebra de alguns paradigmas, má-interpretações e visões obsoletas, de várias partes. Alguns, mui modesta e humildemente, souberam aceitar (inclusive eu) falhas de conhecimento mais preciso de certos pontos que regem a gestão do UNPOL no Brasil. Alguns, de maneira discreta, outros de maneira mais incisivas. Outros, irônica e falsamente, buscaram, à surdina e pelas costas (enquanto riam e agradeciam pela frente – pura falsidade), articular-se negativamente contra um objetivo comum, o de melhorar a imagem da presença policial brasileira em missões internacionais. Neste caso, pressupõe-se que muito mais por questões de ignorância sobre os temas correlatos, limitação intelectual e incompetência profissional, o qual encontramos em todos os ambientes de trabalho, do que por outro qualquer motivo. Apenas pelo simples fato de se sentir superior e “autoridade”, o que é lamentável e digno de pena.

Felizmente, pode-se perceber que alguns paradigmas foram mudados e a prova disso, mesmo com “forcas contrarias”, foi que as mudanças ocorreram, estão ocorrendo e assim continuarão, havendo interesse do pais.

Dentre os principais pontos relativos a UNPOL que foram intensamente debatidos no ano de 2013, dois foram fundamentais e “conseguimos” mudar a interpretação e entendimento em vários níveis da gestão UNPOL no Brasil (desde das Corporações PM, Governos Estaduais, Exercito Brasileiro (EB), Ministério da Defesa (MD), Ministério das Relações Exteriores (MRE) , Missão Permanente junto a ONU, etc.), sendo: 1) a extensão e 2) aumento de vagas de UNPOL em missões.

Ficou evidente que não existe limite de vagas por pais (cabe a cada estado-membro articular junto a Police Division/DPKO e submeter CVs de policiais qualificados de acordo com os skill-sets exigidos por cada missão (se uma missão necessita de 3 instrutores de tiro, não importa a nacionalidade deles, mesmo havendo uma articulação política para que os países mantenham um mínimo de efetivo em cada missão) e o tema da extensão (que é menos dispendioso tanto para a ONU quanto para o estado-membro, além de proporcionar um aumento natural do efetivo em missões de paz. Outro ponto importante é que a consulta para a extensão deve seguir até os governos estaduais, que são os responsáveis pela cessão e pagamento dos salários dos policiais a disposição da ONU).

O CASO CONCRETO: Em novembro de 2012 haviam 2 UNPOLs brasileiros na MINUSTAH. Com as extensões e mudança de interpretação sobre a questão do número de vagas, em janeiro de 2014, o Brasil conta com 10 UNPOLs e aguarda mais 11 policiais para o início de fevereiro, com expectativa de 21 policias brasileiros. Esses são fatos e quanto a eles não há o que se argumentar. Aí esta a resposta a alguns que sempre estiveram “certos” que isso seria impossível.

Vários foram os atores que participaram de inúmeras trocas de e-mail, reuniões, relatórios, discussões e debates que de maneira, direta ou indireta, contribuíram para que mudanças na gestão UNPOL brasileira pudesse evoluir. E espero que assim continue. Alguns conhecidos, outros nem tanto. Mas todos prestaram valiosas contribuições para avanços no tema UNPOL/Brasil. São profissionais de altíssimo nível e que sem dúvida merecem o devido reconhecimento pelo envolvimento e ajuda continua, ao menos da minha parte. Os que por e-mail receberam este e-mail por certo fazem parte dessa lista.

Agradeço em nome de todos os policiais veteranos e candidatos a participar de uma missão de paz!

Sem duvida que vossas contribuições foram importantíssimas.

Na oportunidade que vos desejo um ano de 2014, pleno de realizações pessoais e profissionais, com muita saúde e paz, gostaria de manifestar meu modesto afastamento do referido tema de uma maneira direta. Mesmo estando satisfeito com as “vitórias” para os UNPOLs brasileiros conquistadas nos últimos meses, infelizmente algumas pessoas levam os debates (que deveriam ser vistos de forma construtiva, pois, ninguém é detentor da razão) para o lado pessoal, o que tem sido muito cansativo e desgastante ao longo desses anos. Apago minha pagina de “United Nations Police – UNPOL” no facebook e passo a disposição quando e se solicitado.

Agradeço a todos que tiveram a maturidade e, de uma forma macro, conseguiram unir esforços e solidificar um pouco mais os policiais brasileiros em missões de paz. Ainda temos muito a evoluir, mas com certeza que a tendência é apenas melhorar a cada ano. Que unamos as forcas, conhecimentos e instituicoes. Os resultados serao sempre em beneficio do Brasil. E assim devem ser vistos.

Um grande abraço e um excelente ano de 2014,
Sérgio Carrera

PS: Quanto a alguns pontos que foram divulgados ocultamente por e-mail, como respostas pessoais: devido à reiterada prova de desconhecimento técnico e de experiência real de quem as escreveu, sequer merece contra argumentações.

PS2: Sinto pelos erros – teclado desconfigurado.”

Published in: on janeiro 16, 2014 at 4:53 pm  Deixe um comentário  

UNPOL presta homenagem as vitimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010

Homenagem realizada pelo componente policial (UNPOL), em 12 de janeiro de 2014, aos que faleceram na então sede da MINUSTAH, Hotel Christopher, Av. Bourbon/Porto Príncipe/Haiti, durante os abalos sísmicos que devastaram o país (cerca de 300 mil mortes) em 12 de janeiro de 2010.

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Eterna lembrança do querido e saudoso amigo Cleiton Batista Neiva, Oficial da PMDF/Brasil, único policial falecido dentre os 22 brasileiros.

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Published in: on janeiro 13, 2014 at 7:43 pm  Deixe um comentário  

Criterios minimos para ser UNPOL

O Standard Operating Procedure – SOP relativo ao “Assessment of Individual Police Officers for Service in United Nations Peacekeeping Operations and Special Political Missions” estabelece claramente que dentre os requisitos para um policial se tornar um UNPOL (United Nations Police) em missões de manutenção da paz ou missões políticas especiais (SPM), ele deve atender a critérios mínimos, tais como: a) ter ao menos 25 anos de idade e no máximo 62 anos, sendo altamente recomendada a idade máxima de 55 anos no ato do deployment (Art. 13); b) estar em condições físicas e mentais, que para tanto devera ser submetido a exames médicos e enviados ao departamento medico do DPKO (Art. 14); c) ter no mínimo 5 anos de serviço, excluindo o tempo de treinamento:

Professional Experience
15. (…) A candidate should have served a minimum of five (5) years in these agencies, excluding training (…)

Entende-se, claramente, que se trata da formação inicial do agente da lei (do policial), em período na Academia de Polícia (ou órgão equivalente). Não se tratam aqui de treinamentos outros além da formação básica “inicial”, como cursos de ascensão funcional na própria carreira, cursos de especialização, aperfeiçoamento, de altos estudos, extensão, etc. O que importa é o curso de formação inicial. Assim, é comum em missões de paz policiais com 7-8 anos de serviço, visto que seu curso de formação foi de menos de um ano, entretanto, já possuem experiência profissional de mais de 5 anos após formado.

Obviamente, no caso brasileiro, se um praça PM, que foi submetido a um curso inicial de formação (para ser promovido a soldado PM) e tiver mais de 5 anos de praça for admitido num Curso de Formação de Oficiais (CFO), basta assim a promoção ao posto de 2º Tenente para que possa fazer jus a participar de uma Missão de Paz da ONU, de acordo com as suas próprias normas. A ONU não faz diferenciação entre patentes ou o nível da formação (para a maioria das vagas ). Não se exige “5 anos após formação como praça” ou “5 anos de formação como oficial”, mas apenas o curso inicial na profissão. O que importa é a experiência profissional, pois por serem missões non-rank (sem patentes), o componente policial não esta focado na hierarquia (patente) dos estados-membros, mas sim com seu perfil profissional. Esse é um dos motivos pelos quais a hierarquia na UNPOL é funcional e não de acordo com as patentes dos países de origem.

Por certo que as autoridades brasileiras não prejudicariam profissionais de segurança pública que preencham esses critérios e que na verdade deveriam ser valorizados pela ascensão na carreira e não serem “punidos” por ascenderem na carreira.

Outros requisitos são: d) não ter sido mal avaliado em outra missão da ONU (Art. 16); e) não estar sob investigação ou ter sido condenado (criminal ou disciplinarmente) por crimes de violação de direitos humanos (incluindo gender related); f) ser fluente em inglês ou francês; g) 1 ano de carteira de habilitação; g) estar habilitado a manusear armamento; h) passar nas provas de tiro, direção e idioma, dentre outros.

Arquivo em pdf
criterios UNPOL

Published in: on janeiro 9, 2014 at 9:01 pm  Deixe um comentário  

Novos policiais militares são designados para o Haiti – fev 2014

Cerca de 10 policiais militares brasileiros receberam confirmação da ONU para integrar a MINUSTAH, com data recomendada para chegada em Porto Principe dia 03 de fevereiro de 2014.

O efetivo policial brasileiro, hoje com 10 homens e mulheres, será de cerca de 21 UNPOLs, o maior na historia no Haiti.

Published in: on janeiro 9, 2014 at 7:30 pm  Deixe um comentário  

PRESS RELEASE: UNMISS welcomes improved security conditions in Juba

PRESS RELEASE:
UNMISS welcomes improved security conditions in Juba

UNMISS has observed a noticeable improvement in security conditions in much of Juba today. The Mission lifted restrictions on the movement of its personnel this morning. It has resumed patrols on a limited basis in the city itself and it restored flight service to and from the Ugandan city of Entebbe. Life in the centre of town is returning back to relative normalcy. The safety of civilians in the South Sudanese capital remains a concern, however, especially on the city’s outskirts.

“We call on the Government of South Sudan to do its utmost to end any continuing violence, make sure that all civilians feel safe all over the city, regardless of their communal background. This will also permit civilians in our camps to return home,” said Hilde F. Johnson, Special Representative of the Secretary General to South Sudan.

Security conditions in the Jonglei State capital of Bor have deteriorated significantly during the course of the day. UNMISS has received reports that heavy fighting erupted in the city in the wee hours of this morning and continued for four hours. The violence triggered an exodus of civilians out of Bor, and thousands have sought shelter at the Mission’s compound on the southeastern outskirts of the city.

As is the case in Juba, UNMISS is providing water, sanitation facilities and medical care to civilians who have taken refuge in its Bor compound. A limited number of tents have been erected to house some of these civilians. Late this afternoon, UNMISS staff members reported that heavy weapons fire erupted in a neighborhood of Bor about a kilometer away from the Mission’s compound.

As of this morning, almost 20 000 civilians were staying in the two UNMISS compounds and in the compound of the World Food Programme in Juba. The UN is making every effort to ensure the safety of these civilians during their stay in the facilities, and they have been receiving water supplies since their arrival.

UNMISS again calls on all parties to the violence to exercise restraint and seek a peaceful way out of the current crisis.

Published in: on dezembro 18, 2013 at 8:14 pm  Deixe um comentário  

Programa na Guiné-Bissau

A Fundação Fé e Cooperação (FEC) é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) com estatuto de Utilidade Pública. Actua na área da Cooperação para o Desenvolvimento, sobretudo na Guiné-Bissau e em Angola, tendo como sectores prioritários a educação, a saúde e a capacitação institucional. Na área da Educação para o Desenvolvimento e Advocacia Social a FEC aposta da dinamização de redes com impacto junto de decisores políticos, económicos e religiosos. Os projectos da FEC são financiados, entre outros, pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, pela União Europeia, Fundação Calouste Gulbenkian, UNICEF, Caritas Guiné-Bissau, Plan Guiné-Bissau, Câmaras Municipais de Cascais e Santa Maria da Feira.

A FEC convida à apresentação de candidaturas para o provimento de uma vaga para o programa na Guiné-Bissau 2013/2014:

- Técnico(a) Formador(a) de Gestão e Administração Escolar e Participativa (ver Termo de Referência), com formação superior em Ciências da Educação, preferencialmente com especialização em Gestão e Administração Escolar.

Por favor, enviar respostas e Curriculum Vitae para recrutamento@fecongd.org até ao dia 31 de Dezembro de 2013 indicando a posição para que se candidata no assunto do e-mail.

O CV, preferencialmente em português e em formato europeu, deverá ser acompanhado de uma carta de motivação e da indicação de duas pessoas de referência e o seu contacto.

Solicitamos também a resposta ao seguinte questionário disponível aqui.

Em caso de dúvida contactar Etelvina Cardeira para o telefone (00 351) 21 886 17 10.

Published in: on dezembro 18, 2013 at 3:55 pm  Deixe um comentário  

Situacao dos policiais militares brasileiros apos tentativa de golpe de estado no Sudao do Sul

Visto que as comunicacoes com Juba, capital do Sudao do Sul, estao cortadas, o Primeiro-Tenente PMPR Juan Abreu, por trabalhar em Aweil, esta fazendo “a ponte” e em contato constante com os demais policiais miltiares brasileiros que integram a Missao da ONU no pais, a UNMISS, como membros de seu componente policial, a United Nations Police – UNPOL

Encontram-se a servico da ONU no Sudao do Sul os seguintes policiais:

1. Major PMDF Gilvani – Comandante do Contingente (de folga e fora da area de Missao – partiu um dia antes) – Em Juba.
2. Major PMESRJ Almeida Jr. – Em Juba.
3. Capitao BMRS Laudemir – Em Juba.
4. Capitao PMDF Melissa – Em Juba.
5. Primeiro-Tenente PMPR Juan Abreu – Em Aweil.

De acordo com o Tenente Juan Abreu, em rapida comunicacao nesta manha, ele afirma:

“Acabei de falar com o Major Almeida. O problema em Juba é que tem uns 7000 IDPs dentro da base e todos os voos estao cancelados. Por enquanto eles tem suprimentos suficientes. Sem incidentes contra efetivo da ONU”.

Boas noticias e os agradecimentos devidos ao Tenente PMPR Juan Abreu pelas informacoes.

* IDP – Internal Displaced Person.

Published in: on dezembro 17, 2013 at 3:07 pm  Deixe um comentário