The importance of the female peacekeepers

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Published in: on outubro 19, 2014 at 1:47 am  Deixe um comentário  

Novo mandato para MINUSTAH mantém efetivo policial (UNPOL) e reduz o componente militar em mais de 50%

Em 14 de outubro de 2014, o Conselho de Segurança da ONU estendeu o mandato da MINUSTAH para mais um ano, quando será revisto em 15 de outubro de 2015.

A nova Resolução afirma que situação de segurança é “estável” e que o componente policial (United Nations Police – UNPOL) permanecerá sem mudança, 2,601 policiais de cerca de 50 nacionalidades.

Todavia, o componente militar, com previsão de 5 mil militares, teve efetivo reduzido para 2,370.

Essa é uma tendência normal nas missões de paz, como ocorreu, por exemplo, no Timor Leste, havendo a redução gradual do componente militar e aumento e manutenção do policial, em especial, num país como o Haiti, onde a Polícia Nacional do Haiti (PNH) é a única instituição pública armada num país onde não existe Forças Armadas e nunca esteve em guerra.

Entretanto, efetivo militar (como Batalhão de pronto emprego) sempre existiu e continuará existindo, em muitos casos, até mesmo após o término da missão.

Published in: on outubro 14, 2014 at 7:17 pm  Deixe um comentário  

Ministério da Defesa deixa de indicar candidatos policiais militares para segundo cargo mais importante na MINUSTAH

Segundo o Ministério da Defesa, não é possível indicar às Nações Unidas, policiais militares para concorrer ao segundo cargo mais alto do componente policial (UNPOL) na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti – MINUSTAH, o de Deputy Police Commissioner for Development .

Assim como deixou de indicar policial brasileiro para o cargo mais importante, o de Comissário da Polícia (Police Commissioner), conforme já divulgado aqui, de fato, algum problema deve existir para o Estado brasileiro raramente indicar candidatos para os principais postos e cargos da ONU, quer em missões de paz quer em Sedes das Nações Unidas.

Este site tem divulgado constantemente as reiteradas “não indicação” de policiais militares por parte do Ministério da Defesa para o Ministério das Relações Exteriores, Pasta essa responsável pela comunicação junto a ONU.

Não deveria ter o Ministério das Relações Exteriores maior interesse no tema?

Seria falta de interesse de quem?

Falta de legislação apropriada? Falta de voluntários?

E qual a posição das Corporações PM e Governos estaduais?

A quem interessa que os policiais brasileiros nunca sejam indicados para concorrer a cargos importantes no sistema ONU?

Não seria também uma forma de promoção da imagem nacional ter policiais inseridos no sistema ONU, assim como os nossos militares fazem há décadas?

Chegado o momento para haver uma maior reflexão sobre o assunto.

Published in: on outubro 14, 2014 at 6:18 pm  Comments (2)  

Capitão PMDF Rodrigo Casas relata suas atividades em Port de Paix – Haiti

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“Em minha primeira classificação na Região Noroeste do Haiti, em Port de Paix, como Police Monitor and Advisor, desempenhei minhas atividades como mentor e conselheiro técnico junto à Polícia Nacional do Haiti (PNH), especificamente nas 8 (oito) Comissarias da Região Noroeste, realizando Fiscalização de Serviços como Controle de Trânsito, Patrulhamentos Motorizado e à pé, Pontos de Bloqueio, Deslocamento e condução de presos, controle de pessoas detidas na Comissaria, Cumprimento de Mandados, Intervenções diversas e Operações diversas como o Treinamento de Deslocamento de Pessoas em caso de Tsunami, Supervisão de Sala na aplicação das provas do Concurso de Admissão para a Polícia Nacional do Haiti, entre outras;

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Após um período inicial fui transferido para a Seção Departamental de Polícia Judiciária, onde fui designado como Conselheiro Técnico para acompanhar, monitorar e assistir a polícia local nos seguintes campos:

- Realização de investigações, auxiliando no método de entrevistas com suspeitos e testemunhas a fim de cumprir as normas locais e de direitos humanos;

- Prestar suporte na preservação de locais de crimes, bem como no deslocamento para colheita de informações e dados relativos a crimes,

- Análise de dados criminais da região noroeste e comparação estatística para fins de planejamento de operações.

- Reportar ao Chefe Departamental dos UNPOL da Região Noroeste sobre todas as atividades da SDPJ\NO, mantendo também contato com o Coordenador de Pessoal da Região.

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Como tenho que acompanhar as investigações e audiências, e como os policiais da SDPJ só falam francês e creole, tenho aprimorado meu francês e comecei a estudar creole com um professor local contratado da ONU, o que tem me facilitado o bom cumprimento do serviço.

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De forma geral estou gostando muito de trabalhar fora do país e cumprir essa tão nobre missão de auxiliar a PNH em seu desenvolvimento e aprimoramento para melhorar as condições de segurança na Região Noroeste.

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Port de Paix, em 11 de outubro de 2014”

Published in: on outubro 13, 2014 at 10:16 am  Deixe um comentário  

PMDF representa quase 70% do efetivo policial na MINUSTAH (dez/2012-set/2014)

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Dos 18 (vinte) policiais militares brasileiros que integraram a Missão de Paz da ONU no Haiti (MINUSTAH) entre dezembro de 2012 e setembro de 2014, 12 (doze) são da PMDF, o que representa 66,7% de todo o efetivo, embora pequeno numericamente. Os outros 06 (seis) representam: 01 PMESP, 01 PMERJ, 01 PMAL, 02 PMPE, 01 PMCE.

Entre junho de 2012 e dezembro de 2012, nenhum policial militar integrou a MINUSTAH.

Se considerarmos os 03 (três) oficiais recém-chegados à Missão (out 2014), que ainda se encontram no Treinamento Básico (Induction Training), e não foram classificados em funções na Missão (um da PMPR, um da PMERJ e um da PMAM), a PMDF representa 57% de todo efetivo desdobrado na MINUSTAH entre junho de 2012 e outubro de 2014.

Published in: on outubro 10, 2014 at 3:28 pm  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar candidatos policiais militares para o cargo de chefe da UNPOL na MINUSTAH

Segundo informações não-oficiais, em outubro de 2014, o Ministério da Defesa (MD) brasileiro comunicou ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) “não ser possível” indicar policial militar para o cargo de Police Comissioner, Comissário da Polícia (Chefe do Componente Policial – UNPOL) na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti – MINUSTAH.

E assim continua a falta de uma agenda e estratégia para os policiais brasileiros em missões de paz e segurança internacionais por parte do Estado brasileiro.

Por motivos bem claros, já é de conhecimento, que o Brasil não teria chances de assumir tal posto: 1) o Canadá (um dos principais donors) deverá assumir o cargo, por questões óbvias; 2) O Brasil não poderia ser chefe de ambos os componentes (militar e policial); e, 3) O Brasil não tem política (interesse) para policiais em missões internacionais.

De toda forma, deixar de apresentar candidatos, como fazem outros países, mostra a falta de importância do tema.

Published in: on outubro 10, 2014 at 12:32 pm  Comments (1)  

Comissário português Luis Carrilho é nomeado Police Commissioner pela terceira vez

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Sandra Martin-White

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Após ter sido Police Commissioner na Missão de Paz no Timor Leste e no Haiti, o Comissário Português (Polícia de Segurança Pública – PSP) Luis Carrilho assume o cargo máximo do componente policial em missão de paz pela terceira vez consecutiva, agora na República Centro-Africana.

Abaixo, uma reportagem publicada no La Nouvelle Centrafrique link

BANGUI (LNC) — Commissioner Luis Miguel Carrilho, the new Police Commissioner in MINUSCA does not waste his time.
Jjust arrived in Bangui from Haïti, the place of his previous mission, he is already hard at work.
Consultation visits for contact with troops, with the Gendarmerie and as well the National Police, planning of the up coming Police operations, visiting some neighbourhoods in the capital, etc…
At Yesterday during the MINUSCA’s first press conference, scheduled to be weekly, in their own conference room, he introduced his deployment plan for the police in Bangui.

STATE OF EMERGENCY, EVERYTHING IS YET TO BE DONE

Since 1996, his career within UN has been a success.
Whether in Bosnia and Herzegovina, in Timor Leste, or more recently in Haiti.
Being used to situations which are chaotic, he seems be the right man at the right place, to rectify the helm of a Central African Police Force which had lost its way, as for a while, being under the influence of corruption, and the different potentates’ manipulations in power of the moment.

The task ahead is huge, but vital to provide lasting peace and security in CAR.

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En français:

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Sandra Martin-White

BANGUI (LNC) — Le commissaire portugais Luis Miguel Carrilho, le chef de la Police de la MINUSCA en Centrafrique ne perd pas de temps.
Apeine arrivé à Bangui en provenance d’Haïti lieu de sa précédente mission, il s’est déjà mis au travail.
Visites de concertation pour une prise de contact avec les effectifs, à la fois de la Gendarmerie comme de la Police, planification des opérations à mener, visites dans les quartiers, etc…
Hier, lors de la première conférence de presse de la MINUSCA qui sera hebdomadaire, dans la Salle de conférence de celle-ci, il présentait son plan de déploiement de la Police dans Bangui.

IL Y A URGENCE, TOUT EST A FAIRE

Le parcours de Carrilho au sein de l’ONU n’est fait que de succès.
Que cela soit en Bosnie-Herzégovine, au Timor Est, ou plus récemment à Haïti.
Habitué des situations de chaos, il semble bien être la bonne personne à la bonne place pour redresser une Police centrafricaine à la dérive, percluse depuis des décennies par des pratiques de corruption, et servant d’instrument du bon vouloir du potentat au pouvoir du moment.

C’est un vaste et capital chantier, la base du retour à la sécurité dans le pays.

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Published in: on outubro 3, 2014 at 4:18 pm  Deixe um comentário  

Ataque contra missão da ONU no Mali deixa mortos

Fonte: G1

Ao menos nove soldados morreram, segundo a organização.
Comboio do Níger foi atacado quando ia para Indelimane.

Ao menos nove soldados do Níger integrantes da Missão da ONU no Mali morreram em um ataque no norte do país, informou nesta sexta-feira (3) a Minusma.

“Nesta manhã, um comboio de capacetes azuis da Minusma do contingente nigerino foi alvo de um ataque direto quando se dirigia a Indelimane, no eixo Menaka-Ansongo”, anunciou.

Este é o ataque mais violento cometido contra a Missão da ONU no Mali desde que chegou ao pais em julho de 2013.

Segundo um oficial nigerino, o ataque foi uma emboscada armada pelos islamitas do Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (Mujao).

Vinculado à Al-Qaeda, este movimento faz parte dos grupos jihadistas que controlaram o norte do Mali de 2012 a 2013.

Boa parte deles foram expulsos por uma intervenção militar internacional, que continua ativa na região.

Published in: on outubro 3, 2014 at 3:42 pm  Deixe um comentário  

Nova ferramenta da ONU para gestão de UNPOL é criada

O Secretariado das Nações Unidas criou uma nova ferramenta de gestão (HERMES) para a seleção de policiais militares em missão individual nas operações de paz.

A Divisão de Polícia do DPKO, órgão gerencial do processo, solicita especial atenção ao preenchimento dos dados básicos de identificação dos candidatos, que devem ser idênticos em todos os documentos (primeiro nome, último nome, data de nascimento, número de identificação, etc.). Incorreções ou variações impactam negativamente no processo administrativo, incluindo a elaboração da documentação de viagem e a reivindicação de pagamentos.”.

Published in: on outubro 3, 2014 at 3:34 pm  Deixe um comentário  

Burocratização na gestão de UNPOLs no Brasil e cobrança da ONU

O Secretariado das Nações enviou Nota solicitando aos Estados-Membros que cedem efetivos policiais a Missões de Paz, a possibilidade de emissão de cópia do passaporte dos candidatos junto com os demais documentos obrigatórios, como forma de agilizar o processo e manter os mesmos dados durante a seleção.

Recentemente, o Brasil tem deixado de enviar exames médicos dos candidatos (prática comum em passado recente) o que tem atrasado em meses o embarque de policiais já selecionados pela ONU para integrarem missões de paz, onde a falta de informações e aparente falta de conhecimento de como funciona o sistema de gestão de UNPOLs tem acarretado em atrasos no embarque de policiais brasileiros, fato esse já de amplo conhecimento em todos os níveis de gestão de UNPOLs na ONU em relação a má gestão de UNPOLs no Brasil.

Mesmo não tendo a Nota sido enviada especificamente, “caiu como uma luva”.

Published in: on outubro 3, 2014 at 3:19 pm  Deixe um comentário  

Possível crise interna na MINUSTAH?

Falta de entendimento, discordâncias, não atenção aos mandatos e falta de bom senso e diplomacia tem sido um fatores a uma possível crise interna na MINUSTAH.

Fontes informam que a relação entre os componentes nunca foi tão difícil – após vários períodos de trabalho único, em cooperação e excelente relação entre os chefes.

A missão que politicamente vem se arrastando e recentemente retrocedendo com medidas contrárias ao momento de implantação do Plano de Desenvolvimento da Polícia Nacional do Haiti tem ganhado clima pesado e conflitante com o objetivo da ONU no Haiti.

Todos perdem!

Chancelarias de alguns países tem disputado “no braço” espaço e poder… lamentável – mas faz parte do jogo de poder nas relações internacionais. Não necessariamente os mais clevers ganham, mas o que tem maior capacidade de ingerência político-diplomática.

Published in: on setembro 16, 2014 at 3:54 am  Comments (2)  

Coronel PMDF Garcia representará o Brasil no Encontro Temático sobre Comando Policial em Missões de Paz da ONU

Segundo informado, o Exército e o Ministério da Defesa indicou o Coronel PMDF Nelson Werlang Garcia para participar do “Encontro Temático sobre Comando Policial”, a ocorrer de 21 a 23 de outubro de 2014, em Pretória, África do Sul, conforme já havia sido publicado aqui.
 
Atualmente, sem dúvida que o Coronel PMDF Garcia, atual Comandante da Academia de Polícia Militar de Brasília (PMDF), é o policial brasileiro mais indicado a participar e representar o país no evento, tendo em vista ter sido Senior Police Advisor (chefe do componente policial) na Missão de Paz em Guiné Bissau há poucos anos além de haver participado da Missão na Bósnia.
 
Acertada a indicação e um passo adiante e no caminho correto.
 
PS: Pesquisando agora quem arcará com os custos ($) de sua participação no evento.
 
 
Published in: on setembro 9, 2014 at 12:54 pm  Comments (1)  

CURSO EM OPERAÇÕES DE PAZ E AÇÃO HUMANITÁRIA

Numa iniciativa conjunta do Ius Gentium Conimbrigae/Centro de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e do Comando da Brigada de Intervenção (BrigInt) do Exército Português, vai decorrer nos dias 8, 15, 22 e 29 de novembro de 2014 (sábados), no Auditório da BrigInt, no Aquartelamento de Sant’Anna, o 5º CURSO EM OPERAÇÕES DE PAZ E AÇÃO HUMANITÁRIA.

O curso é organizado sob a orientação dos Professores Doutores Rui Moura Ramos, Vital Moreira e Jónatas Machado e do Major-General Aguiar Santos.

A Direção Executiva é assegurada pela Mestre Carla de Marcelino Gomes e pelo Tenente-Coronel Paulo Marques.

As candidaturas decorrem até 24 de outubro/2014 e devem ser remetidas para igc@fd.uc.pt.

Mais informações disponíveis emhttp://www.fd.uc.pt/igc/opah/index.html.

 

 

 

Published in: on setembro 4, 2014 at 2:51 pm  Deixe um comentário  

Mães haitianas solicitam ajuda da ONU para os filhos de boinas azuis (peacekeerps) deixados para traz

Reportagem original “Haitian moms demand UN help for the babies their peacekeepers left behind”.

Confira na íntegra em inglês.

 

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United Nations peacekeeper stands guard as Haitians gather to see UN Secretary-General Ban Ki-moon on his visit to the village of Los Palmas.

 

When the US military pulled out of Vietnam in 1973, it left something of a living legacy: Tens of thousands of pregnant Vietnamese women. But this issue is not confined to Americans in Vietnam, or even to wartime. It’s also an often overlooked side effect of United Nations peacekeeping operations.

Now, the babies of UN peacekeepers are becoming an issue in Haiti.

In the seaside town of Port Salut, 5-year-old Sasha Francesca Barrios basks in the attention of her mother and a couple of visitors. Barrios lives in a small house with her mother, grandmother and aunt. She talks about school and sings the popular Haitian children’s song “Ti Zwazo,” or Little Bird.

And when Sasha’s mother asks her to identify the young, pale man in a photo, she knows right away — “Papa.” Roselaine Duperval, her mother, says Sasha’s father was a Uruguayan marine in the UN peacekeeping mission in Haiti — known as MINUSTAH, its French acronym.

“They came here, and there was one who was friends with me,” Duperval says. “He said he loved me, and we were together. I never thought if I stayed with him and had a child with him, that he would leave and not support the child.” But he did. Sasha has never met him.

Duperval says the marine gave her $200 early in her pregnancy, but he left Haiti before Sasha was born and she never heard from him again. Now she’s scraping by giving manicures and pedicures in people’s homes. And she knows other women in similar situations.

“They come in our country to help us and they don’t help us; they have kids with us and leave,” she says. “I need aid for my child, to pay for school. It’s MINUSTAH’s responsibility. We’re in a country without work. We need the UN’s help. They know MINUSTAH troops leave babies here, children without dads.”

The UN does have a policy of helping facilitate paternity claims and child support in these kinds of cases. In February, the UN brought seven mothers — including Duperval — to the capital with their children for DNA tests. The mothers are still waiting for results.

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Sasha Barrios holds up a picture of the Uruguayan marine her mother says is Sasha’s father. The man was a member of MINUSTAH, the UN peacekeeping for in Haiti.

And while the UN plays a role, it’s ultimately up to the country where the peacekeeper is from to determine follow-up. In the case of Duperval and her six fellow mothers, a Uruguayan military official said the alleged fathers have been asked to submit DNA samples. If paternity is established, it will be up to the Uruguayan courts to determine what should be done about it.

Of course, establishing paternity and getting child support are a challenge when the dad is a local Haitian, says community activist Miriame Duclair, let alone when the father is a foreign peacekeeper.

“The difference is if it’s [a Haitian] dad, often his family will help the mom,” Duclair says. “But when a foreigner leaves a child, there’s no one to help. When the UN talks about coming to Haiti to stabilize, it’s not true. They come todestabilize.”

Both the UN and the Uruguayan army say they strictly forbid such relationships. Uruguayan Col. Girardo Frigossi says no matter what the circumstances, relationships between UN peacekeepers and locals are never acceptable.

“There’s no possibility of any relation, consensual or not,” he says. “Because the power is in the UN soldier — because they have food, they have water, they can provide security, they have money.”

Sylvain Roy of the UN’s Conduct and Discipline Unit, or CDU, makes it even clearer. “Regardless of whether the mother might have been consenting,” he says, “the relationship is exploitative.”

Yet the chances for mothers receiving restitution are slim. The UN only started pulling together paternity claim statistics last year, and they show only 19 substantiated paternity claims against peacekeepers across the entire globe from 2010 through 2012. An independent report suggests there were many more claims before the UN began recording cases.

And in Haiti, many mothers aren’t making claims because there isn’t a known system for doing that. The Port Salut women were only brought to the attention of the UN when an American journalist reported on them in 2011.

The CDU’s Roy says this is an area that needs improvement. “You cannot expect a woman living in the middle of Congo, for example, to be able to file a claim for recognition of paternity, and then child support, in a court on another continent,” he says, “but it’s a situation with which we’ve got to deal.”

In the meantime, mothers left behind have a simple request. Rose Mina Joseph was 16 when she became pregnant, she says, by a 35-year-old Uruguayan peacekeeper. “I want MINUSTAH to get me out of poverty,” Joseph says, “to put me and my child in a better place.”

This report was done in partnership with 100 Reporters, a nonprofit investigative news organization based in Washington.

Published in: on setembro 4, 2014 at 2:34 pm  Deixe um comentário  

Curso preparatório para processo seletivo de Missão de Paz da ONU (policiais)

Um grupo de especialistas em recursos humanos (seleção e recrutamento) com experiência internacional no âmbito das Nações Unidas estará realizando curso preparatório para policias brasileiros que desejam conhecimentos suficientes para aprovação em processo seletivo para Missões de Paz da ONU, desde as avaliações no Brasil, até preenchimento de documentação/CV e preparação para entrevista oral (telefone), em sendo indicado pelo Brasil.

O curso, todo ele em idioma inglês, não visa ensinar os alunos a língua inglesa, mas promoverá modelos de testes semelhantes aos encontrados em área de missão. Ou seja, o curso é para quem tem bom nível de fluência (cabe ao candidato essa percepção).

O período e demais informações serão definidos em havendo demanda suficiente dos candidatos para formar turma (curso de aprox.. 10 dias).

Interessados enviar e-mail para missoesdepaz@gmail.com

Local: Brasília-DF.

Quando: A definir.

Valor: A definir.

Idioma: inglês (nível intermediário/avançado – fluência oral e escrita)

 

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Published in: on setembro 2, 2014 at 7:58 pm  Comments (1)  

Encontro Temático sobre Comando Policial para Missões da ONU

O Secretariado da ONU encaminhou, em 19/08/2014, convite para os Estados-membros participar do “Encontro Temático sobre Comando Policial”, solicitando um policial “senior“. Tema: “Orientação Estratégica para Polícia Internacional em Operações de Manutenção da Paz”.

O evento será realizado na cidade de Pretória entre 21 e 23 de outubro de 2014, tendo como objetivo permitir a discussão e o compartilhamento de boas práticas sobre Comando Policial em Missões de Paz. 

A ONU solicita um representante policial com experiência de alto comando, com fluência em inglês ou francês.

Deadline para indicação: 12 de setembro de 2014.

 

Cabe aqui algumas considerações:

  1. O Brasil tem policiais com experiência de gestão de alto comando? Sim.
  2. O Brasil tem policiais que exerceram funções importantes em Missões de Paz? Sim.
  3. O Brasil tem policiais que atendam aos requisitos? Sim.
  4. O Brasil tem um roaster de policiais com experiência em Missões? Sim. Na IGPM/COTER/EB.
  5. O Brasil tem uma agenda para participação de policiais em Missões? Não.
  6. Qual órgão brasileiro possui policiais veteranos que atuem com o tema, assessorando o MRE, DelBrasONU e MD em assuntos policiais no campo internacional? NENHUM.
  7. O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – CCOPAB é um órgão prioritariamente militar, onde o comando é sempre a cargo de um coronel do Exército, tendo as funções de Subcomando e terceiro na hierarquia do Centro, um revezamento de oficiais da Marinha e Aeronáutica. Não existe nenhum policial no nível de comando do CCOPAB. Se o Centro é Conjunto poderia talvez considerar englobar uma equipe de policiais experientes e um para compor o alto comando do Centro. Ademais, porque não um diplomata de carreira no comando do Centro Conjunto (Alto Comando do Centro sendo representado pelo MRE, 3 Forças e PM). Salvo engano, existe apenas uma vaga de capitão PM no Centro.
  8. Quem arca com os todos os custos referentes a treinamento, pagamento de salários e etc. de policiais no Brasil e em missões? Salvo raríssimas exceções, cabe as Unidades Federativas. Custo do Governo Federal com policiais = 0. 
  9. Falta ao Brasil priorizar, de certa forma, a questão da participação policial brasileira em missões internacionais.
  10. Reiteradamente, o Brasil tem deixado de indicar policiais para cargos e eventos importantes no âmbito internacional, por justamente não ter qualquer tipo de agenda ou estrutura mínima para fazê-lo.
  11. Será tão complexo assim?
  12. Por exemplo, com base em que, e sob quais critérios, poderá o país indicar um policial para um evento dessa magnitude. Considerando o fato do Brasil não indicar policiais constantemente, como se pode notar em postagens aqui mesmo neste espaço, será que podemos ser positivamente surpreendidos nesta vez?

 

Published in: on agosto 20, 2014 at 10:15 pm  Comments (1)  

Vagas para policiais e militares brasileiros no DPKO

No último dia 15 de agosto de 2014, encerrou o prazo de envio de candidaturas de policiais e militares ofertadas pelo Secretariado da ONU (04/06/2014) para indicação para concorrerem a vagas no Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO) e no Departamento de Apoio ao Terreno (DFS).

 DOS CARGOS:

- Chief of Service, Current Military Operations Service,P-5(DPKO/SEC1401/P-5/01);

- Senior Military Liaison Officer, P-5(DPKO/SEC1401/P-5/02); 

- Military Liaison Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/03); 

 – Peacekeeping Affairs Officer/2 postos, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/06); 

- Military Planning Officer-FGS, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/05); 

- Military Planning Officer-FGS, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/07); 

- Assessment Officer,P-4 (DPKO/SEC1401/P-4/04);

- Military Planning Officer-FGS, P-3(DPKO/SEC1401/P-3/12); 

- Assessment Officer,P-3(DPKO/SEC1401/P-3/11); 

- Corrections Policy Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/08); 

- Police Officer, P-4(DPKO/SEC1401/P-4/09); e 

- Police Officer, P-3(DPKO/SEC1401/P-3/10. 

 

Os selecionados serão contratados sob regime de “secondment-contracted”, para um período inicial de dois anos.

A indicação significa que os policiais e militares concorrerão com policiais de outros países (desconsiderando aqui as gestões político-diplomática) para serem efetivados e escolhidos para os cargos.

Os militares das Forças Armadas brasileiras dispõe de lei federal que permite os seus membros a serem contratados como secondment, não havendo essa previsão legal para os policiais militares estaduais, sendo um dos principais motivos pelos quais o Brasil até hoje nunca teve um policial em funções de HQ na ONU.

Uma breve mudança na legislação seria o suficiente que o país pudesse ao menos ter um mínimo de representatividade policial nas Sedes da ONU.

Considerações: 1. Falta de legislação que abranja os policiais militares para funções de secondment; 2. Não fazer, o policial, parte da agenda de paz e segurança internacional, como política externa; 3. Percentual definido de militares para ocupar cargos em Organizações Internacionais refere-se apenas aos militares das Forças Armadas. Os policiais militares são para a ONU “policiais”, para todos os fins; 4. Proposição encaminhada as instituições policiais militares sugerindo que os policiais gozem de LTIP (Licença para Tratar de Interesse Pessoal) é incoerente por inúmeros motivos: o policial para de contar tempo de serviço, deixa de ser promovido, perde todos os seus direitos enquanto gozo da Licença. Se o país indicará o nome do policial para cargo de secondment junto a ONU, não se trata de interesse pessoal, mas sim de interesse de Estado. Caberia aos órgãos federais, em havendo interesse, mudar a legislação.  

 

Published in: on agosto 20, 2014 at 9:00 pm  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar candidato para o cargo de “Police Commissioner”

Em 03 de setembro de 2013, o Ministério da Defesa informou ao Ministério das Relações Exteriores que “não será indicado candidato para concorrer à vaga de “Police Commissioner” na Operação das Nações Unidas em Côte d’Ivoire (UNOCI), 
Published in: on agosto 19, 2014 at 3:59 am  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para cargos de liderança na ONU

O Ministério da Defesa informou ao MRE não indicará candidatos para integrar o rol de policiais disponíveis para assumir cargos de liderança em operações de manutenção da paz (“Senior Police Leadership Roster”), …”
 
Em 19 de fevereiro de 2014. 
Published in: on agosto 19, 2014 at 3:49 am  Deixe um comentário  

O Brasil dará uma chance à paz na agenda pós-2015?

Por: Robert Muggah e Eduarda Hamann

Os diplomatas brasileiros costumam reiterar aos colegas estrangeiros que seu país não se envolve em conflitos com os vizinhos há cerca de 150 anos. Foi, aliás, com alguma relutância que os brasileiros se envolveram na Segunda Guerra Mundial em 1944. Eles têm justificativas para o orgulho de seu compromisso com a paz: trata-se, sem dúvida, de um legado a ser preservado. No entanto, hoje há indícios de que talvez esteja ficando para trás o período de promoção da paz, segurança, justiça e governança por parte do Brasil. Durante as negociações sobre os novos Objetivos de Desenvolvimento sustentável (ODS), em Nova Iorque, no começo de fevereiro, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil parecia retirar da mesa todas essas ideias.

Na abertura da reunião do grupo de trabalho da ONU sobre a Agenda de Desenvolvimento pós-2015, entre 3 e 7 de fevereiro, o embaixador Patriota trilhou um caminho bastante familiar. Em seu discurso, deixou claro que o Brasil acredita que “a estabilidade e a paz são essenciais para o desenvolvimento”. O ex-chanceler também afirmou que a paz efetivamente sustentável só pode ser alcançada se governos e organizações da sociedade civil, juntos, lidarem com as causas mais profundas dos conflitos. Não há nada de novo nesta posição. O embaixador simplesmente ratificou o argumento que ele e seus colegas brasileiros defenderam dezenas de vezes nos últimos anos acerca da interdependência entre segurança e desenvolvimento.

Como se pode esperar de um ex-chanceler, o preâmbulo de seu discurso resumiu as prioridades declaradas da política externa brasileira. Sua atenção à consolidação da paz em contextos instáveis vai ao encontro das atividades do Brasil em operações de manutenção da paz em lugares como o Haiti e o Líbano. Também destacou a importância que o Brasil dá à prevenção de conflitos e o desejo do país de reformar e fortalecer as instituições multilaterais, não somente o Conselho de Segurança da ONU, mas também a Comissão de Consolidação da Paz, ambos envolvidos em questões de guerra e paz. Apesar das boas intenções iniciais, a última parte do discurso do Embaixador não apresentava evidências e alguns trechos podem ser interpretados como anacrônicos e descolados da realidade.

O Brasil tem defendido uma definição restrita e conservadora de “desenvolvimento”. Criada durante a conferência Rio+20, em 2012, este conceito de “desenvolvimento” se limita exclusivamente às dimensões sociais, econômicas e ambientais. Questões de paz e segurança, justiça e governança, não estão presentes. E é exatamente a falta de segurança e a prevalência da impunidade e da corrupção que atravancam o desenvolvimento de países que são parceiros-chave para o Brasil, como o Haiti, Guiné Bissau e Timor Leste. Então por que o Brasil exclui essas questões de sua definição de desenvolvimento? Os diplomatas parecem temer que isso os leve para longe do que consideram o núcleo duro das prioridades do desenvolvimento. Também receiam a “securitização” do desenvolvimento, um argumento usado para criticas os programas “ocidentais” de cooperação para o desenvolvimento. De toda forma, cabe ressaltar que este tipo de tratamento do desenvolvimento por parte do Brasil pode não apenas resultar em investimentos perdidos como também pode, principalmente, causar danos não intencionais.

O Brasil parece recorrer a um rationale ideológico – e não baseado em evidências – sobre a paz e as prioridades dos ODS. Há muitas pesquisas científicas que demonstram as várias maneiras pelas quais a insegurança, a injustiça e a má governança perpetuam o subdesenvolvimento. O World Development Report de 2011, do Banco Mundial, foi baseado em extensa pesquisa sobre essas relações: “um país que passou por crises de violência entre 1981 e 2005 tem uma taxa de pobreza 21% maior que a de um país que não viu violência”¹. O relatório também considera que um grupo de cerca de 50 países estão ficando para trás em termos de desenvolvimento e pondera que um apoio concentrado em segurança, justiça e empregos poderia reverter essas trajetórias. A boa notícia é que há excelentes exemplos, inclusive no Brasil, de como a prevenção da violência, a promoção da justiça e da boa governança podem promover desenvolvimento.

O Embaixador também enfatizou uma falsa dicotomia entre “conflito” e “violência”. Os conflitos, segundo ele, seriam questões predominantemente internacionais e, assim, deveriam ser tratados por mecanismos multilaterais, a exemplo do Conselho de Segurança. A violência, por sua vez, seria assunto “doméstico” e, como tal, estaria exclusivamente sujeita à jurisdição nacional. Este tipo de argumento é contrário a praticamente todas as pesquisas sérias sobre conflito e violência realizadas na última década. A imensa maioria dos conflitos armados contemporâneos é “interna” mas sofrem influência de fatores globais cada vez mais complexos. Da mesma forma, a violência interpessoal e coletiva, incluindo a que ocorre no Brasil, é influenciada por vetores locais e internacionais, como o tráfico de drogas, o comércio de armas e choque de preços. É verdade que a abordagem que visa prevenir o conflito e a violência pode vir a justificar agendas intervencionistas e, portanto, contrárias à orientação da política externa brasileira. Todavia, ignorar a importância destes temas pode ser tão irresponsável quanto a intervenção em si.

O Brasil tem um grande papel a desempenhar na nova ordem mundial e pode influenciar a futura trajetória do desenvolvimento nos próximos 15 anos. Seu enorme potencial ficará subexplorado se o país continuar a olhar para trás ou se mantiver uma timidez negligente. Existe hoje uma grande oportunidade para o Brasil contribuir para a definição das regras do jogo, ao invés de continuar jogando a partir de regras definidas por outros. O país tem credibilidade e legitimidade, além de clara experiência no apoio a sociedades pacíficas e não-violentas. Por esta razão, só não exercerá grande influência se ignorar o extenso corpo de evidências sobre o nexo entre segurança e desenvolvimento e caso se mantenha restrito a interpretações conservadoras do conceito de desenvolvimento. O Brasil tem lições e boas práticas para compartilhar e muitos países mal podem esperar para ouvir e aprender.

¹ Livre tradução de: “a country that experienced major violence over the period from 1981 to 2005 has a poverty rate 21 percentage points higher than a country that saw no violence”.

Fonte: Brasil Post Mundo.

Published in: on junho 4, 2014 at 3:03 pm  Deixe um comentário  

Prováveis mudanças na MINUSTAH

Novos acertos nas Nações Unidas indicam mudanças consideráveis na MINUSTAH. A missão terá até 2016, período que abarca o Plano de Desenvolvimento da PNH (Polícia Nacional do Haiti), foco principal de fortalecimento da única instituição pública armada em um país que não possui Forças Armadas (não vou mencionar os 5-10 militares criados por questões de imposição política).

A gradual e constante redução do componente militar e a permanência do efetivo previsto no componente policial (até 2016) deverão sofrer certo impacto no ano de 2016, quando um novo Plano para a PNH deverá ser lançado, se o Estado haitiano ainda continuar com interesse, e a Missão passará a ter um viés mais voltado para o peacebuilding e fortalecimentos institucionais, devendo inclusive extinguir o nome MINUSTAH para um outro, provendo uma nova imagem à Missão da ONU e as mazelas enfrentadas pela missão, associadas negativamente por parte da população local (e internacional) – a citar terremotos e surto de cólera.

No nível UNPOL já se percebe um foco maior para a área de desenvolvimento e menor para a operacional, enquanto que na militar as reduções tem sido paulatinas, como citado.

Esperar para ver…

Sérgio Carrera

Published in: on junho 3, 2014 at 2:51 am  Comments (1)  

Vírus chikungunya se propaga de forma rápida pelo Caribe

Fonte: G1.

Vírus é transmitido por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
Opas estima 55 mil casos, entre suspeitos e confirmados, na região.

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Hospitais e clínicas por todo o Caribe estão recebendo milhares de pessoas com os mesmos sintomas: fortes dores de cabeça, febre alta e tanta dor nas articulações que elas mal conseguem andar ou usar as mãos. O quadro é provocado pelo vírus chikungunya, que está se espalhando rapidamente pelos mosquitos nas ilhas da região, segundo a agência Associated Press. O primeiro caso transmitido na região foi confirmado em dezembro.

“Você sente nos seus ossos, nos dedos e nas mãos. É como se tudo estivesse se despedaçando”, disse Sahira Francisco, de 34 anos, à agência Associated Press enquanto ela e sua filha esperavam atendimento em um hospital em San Cristobal, uma cidade no sul da República Dominicana onde muitos casos foram registrados nos últimos dias.

O nome chikungunya é derivado de uma palavra africana que pode ser traduzida como “contorcido de dor”. Apesar de o vírus raramente ser fatal, ele é extremamente debilitante. “É terrível, eu nunca tive em toda a minha vida uma doença desse tipo”, disse Maria Norde, uma mulher de 66 anos confinada a uma cama na sua casa na ilha de Dominica. “Todas as minhas articulações estão doendo.”

Surtos de infecções pelo vírus têm afetado a população da África e da Ásia há muito tempo. Mas ele é novo no Caribe, onde o primeiro caso foi registrado em dezembro, provavelmente trazido por um viajante. Autoridades de saúde locais estão trabalhando agora para educar a população sobre a doença, acabar com os mosquitos e lidar com os casos existentes.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirma que há na região mais de 55 mil casos, entre suspeitos e confirmados, desde dezembro. O vírus também atingiu a Guiana Francesa, onde ocorreu a primeira transmissão confirmada na América do Sul continental.
Segundo a Opas, sete pessoas com o chikungunya já morreram, mas elas podem ter tido outros problemas de saúde que contribuíram para esse desfecho.

“Os números estão aumentando como uma bola de neve por causa das constantes movimentações de pessoas”, disse Jacqueline Medina, especialista do Instituto Tecnológico, na República Dominicana, onde alguns hospitais reportaram mais de 100 novos casos por dia.
O vírus é transmitido por duas espécies de mosquito, o Aedes aegypti, que também transmite a dengue, e o Aedes albopictus. É comum que ele seja transmitido por viajantes. Ele pode se espalhar para uma nova área se alguém tem o vírus circulando em seu sistema em um período que vai de 2 a 3 dias antes do início dos sintomas até 5 dias depois.

Durante anos, houve relatos de casos esporádicos de viajantes diagnosticados com chikungunya, mas sem transmissão local. Em 2007, houve um surto no norte da Itália, então autoridades de saúde previram que era apenas uma questão de tempo até o vírus se espalhar para o ocidente, segundo o médico Roger Nasci, dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.
De 60% a 90% das pessoas infectadas apresentam sintomas. Em comparação, apenas 20% dos infectados por dengue têm sintomas. A boa notícia é que existe apenas um tipo de chikungunya, ao contrário da dengue, que tem quatro subtipos. Uma vez que a pessoa é infectada e pelo chikungunya e se recupera, ela se torna imune à doença.

No Brasil

Por enquanto, o Brasil só registrou casos importados de chikungunya, ou seja, pessoas que foram infectadas fora do país. Mas o surgimento de casos no Caribe e também na Guiana Francesa, que faz fronteira com o Amapá, deixou pesquisadores brasileiros em alerta. Para eles, o risco de transmissão da doença aqui é real.
Autoridades de saúde de Roraima e do Amapá estão atentas ao risco da chegada do vírus no país. No Amapá, uma visita de uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde está prevista para traçar medidas de prevenção do vírus.

Obs: Haiti faz parte desses países.

Published in: on junho 2, 2014 at 3:08 am  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para evento internacional e mulher policial para o cargo de Police Adviser Missão de Paz na África

Corroborando com notícia já publicada neste espaço e continuando com a falta de uma agenda política brasileira para o emprego de policiais militares em missões internacionais de paz, o que vem gerando, muito provavelmente, uma falta de coordenação entre o Ministério das Relações Exteriores (possível responsável pela falta ou não de uma política externa) e o Ministério da Defesa (Ministério encarregado por fazer a tramitação entre seleção e indicação de policiais militares brasileiros junto ao Itamaraty), segundo informações não-oficiais, o Ministério da Defesa reitera as mesmas ações e deixa de indicar policiais militares brasileiros para importantes eventos internacionais, como o Strategic Guidance Framework – SGF/Encontro de Capacitação policial do DPKO, tendo como motivo a “ausência de candidatos”. O evento, denominado “Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial” ocorrerá em Langfang/China, entre 29 de junho e primeiro de julho de 2014.

Mesmo tendo policiais militares femininas em seu banco de dados, como habilitadas (de acordo com os critérios estabelecidos pelo Exército), O MD também deixou de indicar solicitação de policial feminina brasileira para o cargo de “Police Adviser” na Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental – MINURSO. Neste caso, entende-se que havia interesse do MRE em contribuir com efetivo para a referida missão, mas possivelmente: 1) não existe voluntária (se foram consultadas); 2) não foram autorizadas por seus Estados. Se a negativa partiu unilateralmente sem consulta a policiais femininas vai totalmente em contradição à política de estímulo para maior participação da mulher policial em missões de paz, conforme Resolução 1325 e demais diretrizes da ONU, como a United Nations International Network of Female Police Peacekeepers (site)- .

Talvez falte um pouco mais de conhecimento sobre temas tão importantes, especialmente do que se refere à participação de policiais femininas no âmbito da ONU.

Pergunta: Qual a política interna brasileira de estímulo e incentivo para maior participação de policiais militares femininas em missões de paz?

Vários países mais desenvolvidos e estruturados no que se refere a emprego de policiais em missões de paz possuem políticas específicas para atender essa demanda das Nações Unidas.

E não precisamos ir tão longe, basta cruzarmos a fronteira e aprender como que o Centro POLICIAL de Operações de Paz da Polícia Argentina (Gendarmeria Nacional – polícia militar se comparada ao Brasil) segue firme no propósito de não apenas aumentar a quantidade de policiais femininas, mas de atingir o patamar proposto pela ONU de 20% do efetivo UNPOL. O trabalho da polícia argentina é digno de respeito por ser um dos mais profissionais e efetivos voltados a “polícia x missões de paz”, administrados, geridos e coordenados por policiais veteranos, nacionais e estrangeiros.

E o Brasil, como Estado-Membro da ONU, qual a sua posição?

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Foto: Capitão PMDF Virgínia Lima – Atendimento a vítimas de exploração e abuso sexual no Haiti. Site da ONU.

Algumas leituras:

Resolução 1325 – 1325portuguese.

Mulheres, Paz e Segurança – Site

“Em outubro de 2000, o Conselho de Segurança adotou por unanimidade uma resolução inovadora sobre mulheres, paz e segurança. A Resolução 1325 pedia aos Estados-Membros que aumentassem a representação das mulheres em todos os níveis de tomada de decisão para a prevenção, gestão e resolução de conflito. Ela pedia ao Secretário-Geral que nomeasse mais mulheres para os cargos de representantes especiais e enviados, e para expandir o papel e a contribuição das mulheres nas operações de paz da ONU.
O Conselho apelou a todos os atores envolvidos na negociação e implementação dos acordos de paz para adotarem uma perspectiva de gênero.Também instou todas as partes em conflitos armados para tomarem medidas especiais para protegerem mulheres e meninas contra a violência baseada no gênero e todas as outras formas de violência que ocorrem em situações de conflito armado. Estas recomendações foram mais desenvolvidas na Resolução 1820 (2008) e nas resoluções 1888 e 1889 (2009). Em outubro de 2010 o Conselho de Segurança comemorou o 10° aniversário da adoção da resolução 1325.”

Published in: on junho 2, 2014 at 2:26 am  Deixe um comentário  

Mulheres, paz e segurança : propostos indicadores para acompanhar aplicação de resolução 1325

Dez anos após a sua adoção, a aplicação da resolução 1325 (2000) do Conselho de Segurança sobre as mulheres, a paz e a segurança continua a ser lenta, no seu conjunto, e a avaliação dos progressos alcançados é limitada pela falta de dados de referência e de indicadores precisos, mensuráveis, adequados e a que estejam associados prazos, considera o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, num relatório publicado hoje.

“O pedido, formulado pelo Conselho de Segurança, de criação de um conjunto de indicadores que deveriam ser utilizados a nível mundial para acompanhar a aplicação da resolução 1325 (2000) chegou num momento oportuno”, acrescenta Ban Ki-moon no relatório.

A 5 de Outubro de 2009, o Conselho de Segurança adoptou a resolução 1889 (2009), na qual se declarava vivamente preocupado com os obstáculos persistentes à plena participação das mulheres na prevenção e resolução de conflitos bem cono na vida pública, após um conflito. Considerou que a marginalização das mulheres podia atrasar ou comprometer a instauração de uma paz e segurança duradouras e a reconciliação.

O Conselho pediu, assim, ao Secretário-Geral que lhe apresentasse, para apreciação, no prazo de seis meses, um conjunto de indicadores a serem utilizados a nível mundial para acompanhar a aplicação da resolução 1325 (2000).

Na sequência de consultas aprofundadas, o Secretário-Geral sugere que se peça aos organismos da ONU para colaborarem com as organizações competentes e as partes com conhecimentos técnicos no domínio da recolha e análise de dados, com vista a recolher os dados para os indicadores o mais rapidamente possível, a fim de os disponibilizar a todos os actores envolvidos, incluindo os Estados-membros.

O relatório sugere igualmente que se exija que as informações obtidas graças a estes indicadores sejam incorporadas nos relatórios de países apresentados pelo Secretário-Geral ao Conselho de Segurança, quando tal for possível.

Propõe ainda que, paralelamente aos esforços desenvolvidos pelas entidades da ONU, se convidem os Estados-membros a utilizarem os indicadores, a título experimental, para se certificarem de que correspondem aos contextos nacionais, e a definirem as boas práticas em matéria de recolha e análise de dados.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 23/04/2010)

fONTE: UNIC-RIO

Published in: on junho 2, 2014 at 2:06 am  Deixe um comentário  

Atualizacao de efetivo UNPOL na MINUSTAH/Haiti (10 de maio de 2014)

Na presente data, o Brasil conta com o maior efetivo de policiais militar ja empregados no Haiti, com um total de 18 policiais:

- 12 policiais da PMDF
– 02 policial da PMPE
– 01 policial da PMAL
– 01 policial da PMSP
– 01 policial da PMERJ
– 01 policial da PMCE

Dos 18 UNPOLs, apenas 02 sao mulheres e 03 estao em sua primeira missao.

Mais outros 02 brasileiros ja receberam seu Deployment Tracking (DT) com chegada prevista para o mes de maio e outros 02 estao com problemas para emissao do Travel Auhorization (TA) ha mais de 2 meses e ate o momento nada foi resolvido. Mesmo com o fim de missao de 03 oficiais em junho, existe possibilidade real de 22 policiais militares como UNPOLs no Haiti até a referida data.

O Brasil hoje representa 2,1% do efetivo de policiais na MINUSTAH.

Published in: on maio 10, 2014 at 4:03 pm  Deixe um comentário  

Genebra

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Published in: on maio 10, 2014 at 2:12 pm  Deixe um comentário  

Brasil deixa de indicar policiais para funcoes estrategicas junto a ONU

Segundo informacoes nao-oficiais, a Pasta responsavel por indicar policiais militares para funcoes junto as Nacoes Unidas (ministerio da Defesa – MD) tem deixado de apresentar nomes de policiais brasileiros para vagas estrategicas junto a ONU (maioria delas de secondment – contratadas).

Em alguns casos, informa simplesmente que “deixa de indicar policiais a concorrer a vagas…”, como feito pela segunda vez recentemente, deixando o Brasil de indicar candidato policial para concorrer a vaga de “Deputy Police Commissioner for Operations” na MINUSTAH, cargo este considerado o numero 03 na hierarquia do componente policial (UNPOL) no Haiti.

Deixa tambem de indicar policiais brasileiros para vaga de “Strategic Adviser to the Directorate of Investigations” na UNMISS, no Sudão do Sul.

E outras vagas que chamam a atencao como o de deixar de apresentar nomes de policiais brasileiros para integrar o rol de policiais disponíveis para assumir cargos de liderança em operações de manutenção da paz (“Senior Police Leadership Roster”) – DPKO, para participar do Encontro Temático Sobre Capacitação e Desenvolvimento Policial, em Oslo (19 – 21 março 2014), e deixando de indicar nomes de policiais para concorrer ao cargo de “Chief of the Standing Police Capacity” na Base Logística das Nações Unidas em Brindisi, Italia.

O que se tem apurado, sao informacoes de falta de policiais voluntarios para concorrerem ou assumirem vagas importantes em QG ou Missoes de Paz.

Como na comunidade de policiais veteranos de missoes de paz a comunicao é bem articulada, muito impressiona nao termos no Brasil policiais veteranos voluntarios a essas vagas ou que nenhum instituicao tenha autorizado que seus efetivos concorram aos certames internacionais.

Pelo que se pode interpretar ao ver o Brasil deixar de indicar nomes de policiais para cargos de primeiro escalao junto aos componente policiais de missoes de paz ou sede (como NY e Brindisi) seriam: 1) inexistencia de policiais voluntarios, 2) nao autorizacao dos estados federados; 3) ou ma-gestao de policiais brasileiros e 4) inexistencia de uma agenda e politica de envio/participacao de policiais brasileiros no contexto da paz e seguranca internacionais.

Alguem teria a resposta?

Se continuamente policiais tem sido enviados a integrar missoes de paz como UNPOL… fica dificil entender algumas posicoes… a pensar…..

duvida

Published in: on maio 9, 2014 at 8:11 pm  Comments (1)  

Retorno (lento) as atividades do Blog (maio 2014)

Apos 2 meses em manutencao, o Blog volta, mesmo que lentamente, as postagens e publicacoes de interesse.

Published in: on maio 9, 2014 at 7:43 pm  Deixe um comentário  

Visita oficial da SRSG/MINUSTAH ao Brasil.

A Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, Md. Sandra Honoré (SRSG) da MINUSTAH, realizará visita a países sul-americanos, inclusive o Brasil., no próiximo mês. Contará com a presença do Police Commissioner e Force Commander. Participação e maior envolvimento policial brasileiro está na pauta. Visitas com Ministros das Relações Estrangeiras, Defesa e Justiça…além da PR e parlamentares.

Published in: on março 10, 2014 at 11:57 pm  Deixe um comentário  

Vamos evoluir!

Qual a dificuldade do Brasil em participar de mais missões de paz? Um escritório com 2-3 veteranos resolve isso + Adido Policial na Missão Permanente junto a ONU em NY.

Burocratização em excesso no Brasil relativo ao tema.

Muitas medidas simples são viáveis, efetivas e práticas!

Basta vontade e interesse.

Vamos evoluir!

Published in: on março 10, 2014 at 11:54 pm  Deixe um comentário